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História Almas Gêmeas - Capítulo 39


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Notas do Autor


Olá meninas. Como estamos em período de transição, passaremos por um período sem "grandes emoções", então para compensar vou postar mais esse capitulo que terminei.
Espero que gostem.

Capítulo 39 - Capitulo 39


Lara Jean

10 dias. 10 longos dias. Precisei passar 10 dias em NY para resolver todas as questões burocráticas da editora, do apartamento e finalmente poder retornar para Seattle. Será que agora finalmente acaba essa minha vida de nômade que fica indo de um lugar para outro? Será que agora eu finalmente vou parar de fugir dos problemas e aprender a lidar com as dificuldades e as dores de ser adulto?

Ao longo dos dias que passei resolvendo tudo, eu tentei manter contato com Peter, mas nossos horários não conciliavam, ele não conseguia atender minhas ligações, quando retornava, muitas vezes era eu que não conseguia dar a atenção necessária. Tenho certeza que a minha dificuldade em conseguir falar com Peter e ter notícias de Henry tornaram os dias mais longos e tristes para mim. Tudo o que eu queria era resolver tudo o mais rápido possível para me encontrar com eles, mas parece que tudo estava dificultando meu retorno para eles. 

Assim que consegui resolver todos os detalhes, embarquei no primeiro voo para Seattle que tinha disponível. Mesmo que eu tenha mantido meu apartamento ao longo desses meses que estava pulando de um canto para outro, ainda assim decidi passar uns dias com meus pais para me estabilizar emocionalmente, afinal de contas em um pequeno espaço de tempo eu já havia vivido muitas emoções e o colo dos meus pais seria um calmante para minha alma nesse momento.

Minha primeira surpresa ao chegar em Seattle foi encontrar a tia Alice me aguardando, junto com minha mãe. 

-Tia Alice? Não esperava te encontrar aqui… -Digo abraçando ela e minha mãe em seguida. - Como está Henry? Não consegui muitas notícias nesses dias.

-Graças a Deus ele teve alta e foi para casa ontem.

-Ai que ótimo tia, será que Peter se importaria se eu fosse com a senhora ver o pequeno? - Pergunto com um pouco de receio, pela dificuldade de contato que tivemos nos últimos dias.

-Claro que não, Peter deve estar com saudade de você. 

- Filha, Alice queria sua ajuda para uma coisa… - Minha mãe disse misteriosa.

-Se estiver ao meu alcance…

-Eu preciso de uma coisa que eu acho que só você pode fazer, minha querida.

-Pode falar tia. - Digo com um pouco de receio. Tia Alice não é de pedir nada.

-Desde que Henry recebeu alta, Peter decidiu voltar para o apartamento dele e não está aceitando ajuda de ninguém.

-Mas é natural que ele queira voltar para casa tia.

-Até seria meu amor, se ele estivesse morando lá antes.

-Filha, Peter e Aria estavam morando na casa de Alice desde que vocês terminaram. - Minha mãe jogou a bomba sem avisos em meu colo.

-Como assim? Eu não estou entendendo…

-Simples, minha querida, pelo o que eu soube o fato de Aria “ir morar” com Peter se tornou um dos motivos para a gota d'água do término de vocês. Peter não tinha como abandonar ela.

-E eu jamais pediria isso… - Falo com sinceridade.

- Morar os dois sozinhos também era uma péssima ideia, então ele voltou a morar comigo para que pudéssemos ajudar a cuidar de Aria durante a gestação.

-Então Peter e Aria não estavam morando juntos esse tempo todo? - Pergunto incrédula.

-Não… Ou melhor, até estavam, mas não apenas os dois. - Responde minha mãe.

-Eu sou uma idiota mesmo. - Exclamo.

-Não, você é mulher! Nenhuma mulher que eu conheço teria aceitado com facilidade e se eu bem conheço meu filho, ele fez o possível para você não saber dessa informação. - Tia Alice diz.

Eu nem sabia o que dizer.

-E o que eu posso te ajudar, tia?

-Você pode ir até o apartamento de Peter ver o que está acontecendo? Ele não está deixando ninguém ajudar e por isso eu estou ficando louca. Eu duvido que ele negue sua ajuda.

-Tudo bem! Eu vou lá ver o que posso fazer!

-Ai meu amor eu nem sei como agradecer. - Ela diz me abraçando. - Se não for pedir muito, será que você poderia se acertar com meu filho e voltar a ser minha nora também?

-Vamos por partes tia, uma passo de cada vez. - Eu respondi rindo, mas por dentro eu senti algumas borboletas bagunçar meu estômago.

 Decidi tomar um banho rápido antes de ir, sabia que Henry havia saído do hospital a poucos dias e precisava de cuidado redobrado com a imunidade. Peguei minha bolsa e não demorei a estar tocando a campainha do apartamento dele. Quando ele abriu a porta, pensei que um furacão havia passado ali, pelo menos ele e Henry haviam sido acertados.

-O que está fazendo aqui? - Foi a primeira coisa que ele me perguntou assim que me viu.

-Olá para você também. - Respondi.

-Pensei que tinha voltado para casa e estava em NY. - Senti a acidez em suas palavras.

-Sim, eu voltei para casa, para isso eu precisei ir NY para entregar meu apartamento e resolver algumas coisas. Olha só, a conversa até está boa, mas será que eu posso entrar? - Digo sem dar muita brecha para entrarmos nesse assunto, mais cedo ou mais tarde vamos precisar conversar e definitivamente eu não queria que fosse agora.

-Desculpe, claro! - Respondeu me dando passagem.

Henry gritava e chorava no colo de Peter. 

-O que ele tem? - Perguntei.

-Cólica, não sei mais o que fazer… - Peter me respondeu enquanto balançava o pequeno em seus braços, totalmente em vão.

-Aceitar ajuda é um bom começo. Parece que você acabou de voltar da guerra. 

-Obrigado pelo elogio! - Ele me respondeu irônico.

-Faz quantos dias que você não dorme? Ou melhor que você não toma banho?

-Você veio aqui para acabar com o resto da minha auto-estima?

-Não, eu vim para te visitar e ver esse bebe, inclusive, me da ele aqui. - Disse tomando o pequeno Henry de seus braços. - Agora falando sério, quanto tempo faz que você não dorme? Você está parecendo extremamente cansado.

-Ele tem dificuldade para dormir, acaba trocando o dia pela noite, fora que acorda de 3 em 3 horas e não me deixa dormir quase nada.

-Que tal deixar eu cuidar dele um pouquinho e aproveitar para tomar um banho?

-Você faria isso por mim? 

-Sem dúvida alguma, fora que eu vou amar passar um tempo com meu príncipe. 

-Eu não vou recusar sua proposta. - Peter disse caminhando até mim, depositou um beijo na minha testa e outro na testa de Henry e então se foi.

Não demorou até Henry se acalmar em meus braços e pegar no sono. Como eu não estava a par de onde era o quarto dele, decidi sentar no sofá e ficar ninando ele nos meus braços. Ele era tão pequeno, tão sereno, a verdade é que ele não havia sido gerado no meu ventre, mas parecia ter gerado em meu coração. Eu amava essa coisinha pequena nos meus braços.

-Eu nem acredito que ele parou de chorar. Ou você é encantadora de bebês ou ele se apaixonou por você. - Peter disse se sentando ao meu lado.

-Ele é parecido demais com você.- Digo sem tirar os olhos dele.

Ficamos os dois por um tempo babando no pequeno que agora dormia tranquilamente.

-Porque você não tenta dormir um pouco? - Perguntei.

-E se ele acordar?

-Acho que eu consigo me virar.

-Mas já está de noite e vai te dar sono também.

-Eu me viro Peter Kavinsky.

-Vem comigo então, o berço dele está no meu quarto. Você pode ficar lá com nós dois enquanto dormimos.

-Está tentando me levar para o quarto Peter Kavinsky?

-Funcionou?

-Acho que sim… 

Segui com Peter até o quarto e coloquei o pequeno Henry no berço. Peter logo se acomodou na cama dele para dormir.

-Deita aqui, assim você descansa também. 

Se quem está na chuva é para se molhar, me deitei ao lado dele. Obviamente a intimidade que tínhamos não foi restaurada 100%, então ainda existe um respeito entre nós, Peter se ajeitou, mas evitando colar seu corpo ao meu.

-Obrigado por estar aqui… - Peter sussurrou antes de pegar no sono.

-Eu sempre vou estar aqui por vocês. - Respondi sem ter a certeza que ele tinha me escutado, mas isso não importava agora.

Eu não estava com sono, meu corpo estava com a adrenalina nas alturas por algum motivo. Olhando Peter dormir de um lado e Henry dormindo tranquilamente do outro, acabo tendo um vislumbre de como seria a minha família com o homem que amo. Eu sei que viveria perfeitamente com esses dois, porque aparentemente agora Peter não é mais o único homem da minha vida. Será que é tarde para pensar em reatar ? Será que eu e Peter ainda vamos viver felizes para sempre? Só o tempo dirá.


Notas Finais


Espero vocês nos comentários. Beeijos!


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