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História Almas Gêmeas, Talvez? - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Hey pessoas!!
E olha eu aqui com uma fic novinha em folha!! Nunca aconteceu isso antes, de eu ter duas fics ativas juntas, mas com essa coisa toda da quarentena pensei, por que não?? Então fiquem com a minha primeira fic vmin postada!!
Fanart feita pela @/btgudokgye (twitter)
Espero que gostem!!!

Capítulo 1 - Coincidências, ou não?


Fanfic / Fanfiction Almas Gêmeas, Talvez? - Capítulo 1 - Coincidências, ou não?

P.O.V. Jimin

ㅡ Jimin-ssi, depois da aula de canto, você deve ir direto para sua aula de piano. Seu pai disse que você é péssimo tocando, e por isso, terá horas extras hoje. ㅡ O assistente Hong informa pra mim enquanto olha para um tablet concentrado. Provavelmente ele está com medo de ter deixado alguma coisa passar da minha agenda chata de aulas. Eu não sou um super humano pra saber fazer tudo. E piano é uma das coisas que eu não consigo aprender, mas meu pai não entende isso e ainda me força a ir nessas aulas tediosas. Infelizmente, eu não sou como meu hyung, pai.

Sou filho de um dos homens mais ricos do mundo e justamente por isso, meu pai acha que eu tenho a obrigação de saber fazer tudo. De ser bom em tudo. Ele sempre quer que seus filhos sejam os melhores em tudo o que fazem. Pra felicidade dele, com o meu irmão mais velho ele conseguiu. Meu hyung parece um robô. Nunca vi uma coisa que ele não saiba fazer bem. E eu, claro, sou a decepção do meu pai.

Ainda tenho só treze anos, então ainda não posso estudar administração, que é o curso que meu pai quer que eu faça no futuro. Então por enquanto ele me obriga a fazer outros cursos, como dança, canto, piano, culinária, natação, basquete, matemática, desenho, etiqueta e entre outros que agora não vou me lembrar. Quando eu chegar no ensino médio vai ser um inferno maior ainda, porque eu vou ter que esquecer algumas dessas aulas e focar no cursinho pré-vestibular, afinal, se eu não passar em uma faculdade, provavelmente meu pai me deserda e nunca mais queira eu como filho.

Mas… Na verdade, tudo o que eu queria era ser igual as outras crianças. Com tantas aulas pra fazer, eu não tenho tempo de brincar, pra ser sincero, eu nem lembro como é brincar. Faz um tempo que eu não faço isso. A única diversão que eu tenho são meus video games porque é a única coisa que meu pai deixa eu fazer. E ele só deixou porque minha psicóloga disse que eu preciso de algum tempo de lazer para conseguir alcançar bons resultados acadêmicos.

O sinal fica vermelho e o carro para ao lado de um parquinho, aparentemente existe uma escola ali e existe um playground nela. Na minha escola não existe nada que possa nos distrair do estudo, além de uma sala de jogos que só pode ser usada no intervalo entre as aulas.

Observo algumas crianças brincando lá e elas parecem se divertir muito. Queria experimentar essa sensação. Queria descer em um escorregador e ver qual é a sensação de estar caindo. Queria poder balançar e ver qual é a sensação de subir tão alto, que parece que pode alcançar o céu. Queria ir em um gira-gira e ver qual é a sensação de girar até ficar tonto. Acho que seria legal experimentar todas essas sensações novas, mas não posso parar pra fazer isso e consequentemente faltar as minhas aulas obrigatórias.

Fecho a cara e olho para aquelas crianças com um pouquinho de inveja. Encosto meu cotovelo no vidro do carro e apoio meu rosto na mão. Não quero ir pra aula de piano. Olhando pra fora, vejo um garoto passando ao lado do carro. Não sei quem ele é, mas seu olhar descontraído me chamou a atenção. Ele parecia tão livre que, por um segundo, desejei ser como ele. O menino estava com um boné e olhava para todos os lados, observando tudo, e ainda cumprimentando algumas crianças que estavam no parquinho. Será que ele estuda nessa escola?

Olho atentamente pra ele. Por algum motivo, o jeito que ele anda e olha pra coisas, me deixa curioso. Como será seu nome? Onde ele mora? Será que ele brinca em seu tempo livre ou vive estudando, como eu?

Quando ele passa ao meu lado da janela, nossos olhos se encontram, ele ajeita o boné e logo sai do meu campo de visão. Olho pra trás e o vejo continuar seu caminho, então o carro começa a andar e ele fica tão longe, que não o enxergo mais.


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ㅡ Não, Jimin-ah. Você errou a nota de novo. - Minha professora de piano me corrige. Qual é, minha aula já era pra ter acabado, mas essas horas extras estão me deixando cansado demais. ㅡ Qual é o problema?

ㅡ O problema é que eu não gosto dessa aula, professora. E você sabe disso. ㅡ Digo emburrado e ela suspira forte.

ㅡ Eu sei, Jimin-ah. Mas seu pai paga essas horas extras e eu acho errado deixar você à toa durante esse tempo. ㅡ Ela diz meio culpada. Sei que não é sua culpa ter que me ensinar. Mas ela é muito certinha. O que custa me deixar cochilar um pouco?

ㅡ Você tá preocupada com o dinheiro do meu pai? Jura? - Pergunto um pouco incrédulo. Tudo o que esse homem tem é dinheiro. ㅡ Queria saber como é ser livre.

ㅡ Como assim? Você não é livre agora, Jimin? Devo me preocupar com isso? - A professora Ha pergunta já preocupada.

ㅡ Ai professora, não é como se meu pai me mantivesse em cativeiro nem nada do tipo. ㅡ A tranquilizo e ela suspira aliviada. Minha professora senta ao meu lado no banquinho do piano e me olha atenta. Eu lembro do garoto que eu vi hoje mais cedo. ㅡ Eu só queria saber qual é a sensação de ser livre pra fazer o que quiser. Sabe, escolher o que eu quero fazer. Tipo, agora eu não quero fazer aulas de piano, mas eu estou aqui mesmo assim.

ㅡ Poxa, pensei que gostasse de mim. ㅡ Ela brinca fazendo um biquinho e eu solto uma risada. Essa é a primeira risada do meu dia. Acho que o que me motiva a continuar nessa aula é a professora Ha.

Ouvimos um barulho no corredor, em frente a sala onde estamos e rapidamente ela se levanta e aponta o dedo pra mim. Eu entendo o que minha professora está fazendo e rapidamente coloco minhas mãos nas teclas do piano, tocando Chopsticks, a primeira música que me vem a cabeça.

ㅡ Precisa se concentrar mais, Jimin-ssi. ㅡ A professora finge ralhar e bem na hora a porta é aberta.

ㅡ Então quer dizer que o Jimin ainda não aprendeu a tocar piano direito? ㅡ Meu pai olha pra mim bravo, com a cara tão fechada que sinto um arrepio na minha nuca, estou com muito medo. ㅡ O que eu deveria fazer com você, garoto? Não sabe nem tocar a porra de um piano.

Sua voz está aumentando o tom, mas quando meu pai olha em volta e percebe os olhares assustados das pessoas à nossa volta, raspa a garganta e volta a abaixar sua voz no tom normal dele.

ㅡ Hong, pegue as coisas do Jimin e você... ㅡ Ele aponta pra mim. ㅡ Vai me seguir agora mesmo.

Meu pai me pega pelo pulso e eu solto um gemido de dor pelo seu aperto forte. Olho pra professora Ha com uma cara melancólica, não quero terminar nossa conversa aqui. Ela é a única pessoa que me entende. Vejo seu rosto transmitindo culpa dizendo baixinho que não deveria fingir brigar comigo quando meu pai entrou. Mas eu a tranquilizo sussurando "Não adianta o que você falasse, isso ia acabar acontecendo" e solto um sorriso triste.


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E pra surpresa de ninguém, fiquei de castigo aquele dia. A única coisa que eu estava autorizado a fazer era estudar. Como se isso fosse uma novidade. Estou no corredor da minha escola, com alguns livros na mão. Preciso os devolver o mais rápido possível, pois existem algumas HQ's entre os livros didáticos que peguei e as escondi do meu pai, então quanto mais rápido, menor as chances de ser pego.

A primeira vez que peguei uma HQ foi por pura curiosidade. Não sou do tipo curioso, mas às vezes não consigo me controlar. E depois que li uma, simplesmente não consegui mais parar. Foi a primeira vez que li alguma coisa com o intuito de entreter e pela primeira vez eu gostei de ler. Quem diria que seria divertido ler quando não se tem uma fórmula de matemática no livro?

Passo ao lado da lista de ranking da escola, que fica presa no mural principal da mesma. Vejo meu nome bem grande no início da folha. Pois é, mais uma semana consegui ser o primeiro da escola, pro orgulho do meu pai. Solto um sorrisinho sarcástico e apresso meus passos para a biblioteca.

Entre uma estante e outra procuro por livros sobre animais selvagens, que é o assunto que acabamos de estudar e me interessou muito, por isso ia aprofundar meus estudos nele, mas me distraio com alguns livros de ficção. Meus olhos brilham com a possibilidade de ler algum deles e descobrir um novo prazer. Seriam mais legais ou tão bom quanto HQ's?

Me sentindo um rebelde enquanto mexo na coleção de Percy Jackson, vendo os detalhes das capas, a ordem dos livros e as sinopses dos mesmos, ouço risadas na estante do lado e fecho a cara, nem havia percebido estar com um pequeno sorriso. Afasto alguns livros que estão na altura dos meus olhos e procuro quem são os donos daquela inconveniência, afinal, biblioteca é pra fazer silêncio. E olho confuso pro garoto de macacão virado de costas. Ele não deveria estar de uniforme? Observo o outro garoto e percebo ser o Hoseok, um aluno que está uma série acima que eu. Não ligo muito pros outros alunos mas o conheço porque ele é filho do jardineiro da minha casa. Meu pai banca seus estudos. Ele banca os estudos de todos os filhos dos seus empregados, é quase como se fosse uma parte do salário, ou mais uma forma de falar que estão bem na sua mão.

Rapidamente me viro e ouço o Hoseok me chamar, mas o ignoro e saio da biblioteca sem pegar nenhum livro. Droga, estava ansioso pra ler alguns daqueles livros, mas por causa do filho do jardineiro vou ter que passar outra hora, ele não pode me ver com esses livros de ficção. E se ele contar pro meu pai?

Apresso o passo e volto pra sala, mas a encontro vazia e lembro que a aula já acabou. Pego minha mochila e saio. Agora vai ter um estudo à noite, mas meu pai prefere que eu estude com o auxílio de um professor particular, do que estudar sozinho à noite na escola.

Ao longe avisto o meu carro com o assistente Hong me esperando ao lado. Desço um pouco mais depressa as escadas que tem em frente a escola, mas sinto uma mão no meu pulso e sou parado. Eu me viro, um pouco irritado, afinal não podia me atrasar e não tenho intimidade com ninguém dessa escola pra ficar me tocando assim. Mas logo minha carranca some e dá espaço a uma cara surpresa. Na minha frente está o garoto que vi a uns dias atrás. Aquele de boné que passou ao lado do meu carro.

ㅡ Oi? ㅡ O garoto me pergunta e eu desfaço minha cara de surpresa rápido, a substituindo pela cara séria que sempre faço. Não falo nada, mas também não desfaço seu aperto, mostrando que eu estou ouvindo o que ele está falando. ㅡ Hum… Eu vi você hoje na biblioteca…

Arregalo levemente meus olhos de novo. Como ele me viu na biblioteca? Ele estuda aqui? E só então eu olho pra baixo e o vejo vestindo um macacão. Ah, ele era o garoto sem uniforme, então talvez não estude aqui.

ㅡ Desculpe te parar assim, mas eu vi que você estava com alguns livros na mão e acabou os deixando na estante quando viu eu e meu amigo. ㅡ Ele tenta explicar a situação e eu aceno com a cabeça, indicando que estou prestando atenção. Então quer dizer que o Hoseok é seu amigo e por isso ele invade essa escola assim? Logo essa, que é tão revestida de segurança. ㅡ Então fiquei mal por ter te atrapalhado e trouxe um livro pra te compensar. Não tenho certeza se é um dos que você queria, mas o peguei mesmo assim, pois parece interessante.

Olhei pro livro e vejo que se chama O Pequeno Príncipe, confesso que não era um dos que eu estava fuçando, mas realmente parecia interessante, então o pego da mão do garoto e observo os detalhes da capa. Um menino sozinho em cima de um, aparentemente, planeta. Faço um bico enquanto o analiso.

ㅡ Você é fofo. ㅡ O garoto a minha frente diz e eu volto a olhar pra ele, corando um pouco. Ninguém nunca disse isso pra mim. Ele sorri e solta meu pulso, que nem percebi que ele ainda segurava. ㅡ Acho que você gostou da minha escolha. Então, agora eu vou indo. Quando terminar de ler, pode dar o livro pro Hobi, eu marquei no nome dele, afinal, como pode ver, eu não sou um aluno daqui. A gente se vê depois!

Ele se despede acenando com a mão, me dando tchau. Eu faço uma reverência e o vejo se virando e ficando cada vez mais distante. E mais uma vez o vejo ficando bem pequenininho até sumir da minha vista. Não sei exatamente quem é Hobi, mas deduzo ser o Hoseok, afinal era o único aluno que estava com o garoto de macacão.

Escuto uma buzina e me assusto, olho pra direção do barulho e é o assistente Hong com a mão enfiada na janela do carro, buzinando pra chamar minha atenção. Escondo o livro que o garoto me deu entre os meus livros didáticos na mochila e saio apressado até o carro que me espera.

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Praticamente devorei o livro O Pequeno Príncipe, a leitura era deliciosa. Conheço muitos adultos como aquelas pessoas dos diversos planetas que o Pequeno Príncipe encontrou. Mas algumas frases me intrigaram, como, dedicar tempo torna uma pessoa importante pra você. Meu pai é a prova viva que isso é falso. Ele dedica muito tempo pra mim mas ainda acho que não sou importante o suficiente pra fazê-lo estar ao meu lado. Ele mesmo diz isso quando eu não vou bem em alguma aula "Você está fazendo eu perder o meu tempo, Jimin".

E a frase "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." realmente me é confusa. Eu não a entendi em nenhum sentido. Primeiro, o que é ser cativado? E segundo, cativar é um sentimento humano, certo? Então, como alguém pode se tornar responsável por outra pessoa? Tirando quando se é menor de idade, é claro. E meu pai diz que ser responsável por alguém é uma dor de cabeça, imagina então eternamente?

Sinceramente? Aquela raposa foi a que mais falou coisas sem sentido pra mim. Mas tirando isso, amei ler outro livro fictício. Acho que vou embarcar nessa viagem perigosa e pegar mais livros desse tipo na biblioteca mais tarde.

ㅡ Jimin-ssi, chegamos ao salão de festas La Salle, seu pai está o esperando. ㅡ O assistente Hong me informa e eu aceno com a cabeça, entediado, porém sem mostrar externamente. Sinto muitos flashs a minha volta, afinal, eu era um dos herdeiros da Park Corporation. Seguro meu rosto sério até o fim das escadas, controlando minhas possíveis carretas por conta daquelas luzes nos meus olhos.

Como ainda só sou um garoto de treze anos, meu assistente entra na festa comigo, me acompanhando e ao mesmo tempo me guiando pra onde se encontra meu pai. Logo o vejo conversando e rindo com alguns desconhecidos e quando ele me vê se aproximando, abre um sorriso que eu nunca havia visto quando estamos sozinhos, e me abraça. Eu gosto do cheiro agridoce do seu perfume.

ㅡ Esse é o meu filho mais novo, Park Jimin. ㅡ Meu pai me apresenta para seus colegas e eu faço uma reverência, demonstrando respeito a todos que ali estavam.

Depois disso recebo alguns elogios, que eu só respondo com um pequeno sorriso e alguns agradecimentos. Quando os adultos voltam pra sua conversa sobre ganhar mais dinheiro, eu resolvo olhar em volta, até que algumas crianças correndo até uma grande porta no centro do salão me chama a atenção.

ㅡ Papai, posso sair pra brincar? ㅡ Pergunto genuíno, sei que meu pai não me deixa brincar, mas também sei que ele tem que manter a aparência de pai amoroso na frente dos outros adultos, principalmente em lugares públicos.

Ele concente com a cabeça e eu dou um leve sorriso de satisfação. Ando o mais rápido possível até onde eu vi as outras crianças correndo e me deparo com um jardim. Existia uma fonte no centro dele, que é onde as crianças rodavam, umas atrás das outras que nem loucas. Algumas árvores em volta, indicando ser o limite do jardim, e algumas flores espalhadas pela grama bem cortada e verdinha.

Eu sento na beirada da fonte, admirando a água caindo do chafariz parecendo um anjinho. Não estou com vontade de correr e nem conheço essas crianças pra brincar com elas como se tivesse intimidade. Mergulho minha mão naquela água limpa e vejo moedas ao fundo da fonte.

ㅡ São desejos. ㅡ Ouço uma voz até que familiar falando. Olho pra trás e não vejo ninguém, mas assim que volto meu olhar pra fonte, vejo aquele garoto que pegou o livro pra mim ao meu lado. ㅡ As moedas, são os desejos das pessoas.

Olho confuso pra ele, primeiro, que moedas são moedas e segundo, que eu nem sei o seu nome, então por que ele sempre conversa comigo tão casualmente? Abri a boca pra falar, mas ele me interrompe.

ㅡ Não, eu não estou te perseguindo. Todas as vezes que nos encontramos são coincidências. ㅡ Ele diz sentando na fonte também. Sua atenção volta pra mim e eu olho desconfiado pra ele. Eu já conheci muitas pessoas que inventavam essa coincidências só pra se aproximar de mim. ㅡ Eu juro. Estou nessa festa chique porque minha vó é uma das cozinheiras essa noite. Se você não acredita em mim, posso ficar longe de você. Não estou me aproximando por interesse. É só… Que você chama minha atenção, aonde quer que vá.

Eu concordo com a cabeça. Ele também sempre chama a minha atenção quando o encontro. Mas ainda não descarto a possibilidade dele querer algo mais comigo. Todos sempre querem.

ㅡ Olha, eu vou embora, tá bom? Não precisa olhar pra mim assim. Eu saio, como se nunca tivesse te visto antes e nos tornamos dois desconhecidos. Só pra você ver que eu não quero seu dinheiro. ㅡ O mais alto fala com as mãos pra cima, em sinal de rendição e se levanta, mas eu agarro seu pulso, sinalizando com a cabeça pra ele voltar a sentar. Aponto pra fonte, curioso com essa história de desejos.

ㅡ Ah, você quer saber o que são esses desejos? ㅡ O garoto do livro pergunta e eu aceno que sim. ㅡ Humm… Não tem como saber o que são os desejos, porque são segredos. Mas você pode fazer um desejo também.

Aponto pra mim com os olhos arregalados, eu também posso? Fazer um desejo. Eu nunca pensei nisso antes. Eu nunca desejei alguma coisa. Eu só faço o que meu pai quer que eu faça, então nunca tive liberdade de escolha. Mas meu cérebro fez um clique. É isso. Procuro uma moeda no meu bolso e mostro pra ele, com o olhar transbordando ansiedade. Não sou de acreditar nessas coisas, mas nesse momento eu quero muito que seja verdade.

ㅡ Okay. Então você joga essa moeda e faz um pedido, simples assim. Mas você não pode dizer em voz alta. Isso é um segredo só seu. ㅡ O garoto me informa e eu suspiro, me preparando pra jogar a moeda.

Fecho meu olhos, seguro a moeda com força e a jogo no poço, fazendo o pedido de poder ser livre. Eu quero ser livre pra fazer as minhas escolhas. Abro os olhos extasiado e olho pro garoto, perguntando mentalmente se eu fui bem.

ㅡ Parabéns, baixinho. Sua moeda caiu lá em cima. Então seu desejo está em um lugar especial, pronto pra acontecer, seja agora ou daqui anos. ㅡ Ele aponta pra uma espécie de bacia que o anjo segurava, eu não havia percebido aquilo, mas também passava água lá e eu suspirei animado. Mas paro meus pensamentos de um dia meu desejo ser realizado, quando percebo do que o garoto do livro me chamou. Baixinho?

ㅡ Ei não me olha com raiva, baixinho. Eu só te chamo assim porque não sei seu nome. ㅡ Ele diz me desafiando a falar. Só então que eu noto que até agora nunca falei com o garoto. Eu coro de novo, abaixando meu olhar.

ㅡ Meu nome é Park Jimin. ㅡ Digo baixinho, sem levantar a cabeça. Mas logo a levanto, olhando no fundo dos seus olhos. ㅡ E qual é o seu?


Notas Finais


E chegamos a um fim!! Não sei quando eu volto de novo, talvez mês que vem, mas vai ser o mais rápido possível, okay??

Nomes dos capítulos podem mudar com o tempo, não estranhem!

Só quero dizer que a fic vai passando os anos, tá?? Essa fase deles criança é só pra mostrar como eles se conheceram e começaram a amizade 😊

Não esqueçam de lavar as mãos e fiquem em casa, pessoal!!

Até o próximo capítulo!! Bjoos 😘


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