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História Almas Gêmeas. (TodoBaku) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Voltei mais cedo que esperava. Wi fi voltou, o vizinho me deu a nova senha👏👏👏

Eu não queria fazer essa fanfic longa. Mas estou com tantas idéias que não consigo parar de escrever. Então vou tentar não deixar ela enorme 😁

Boa leitura amores.

Capítulo 7 - Seven


Fanfic / Fanfiction Almas Gêmeas. (TodoBaku) - Capítulo 7 - Seven

Eles estavam cansandos e aproveitaram a tarde de sábado para dormir. Quando acordaram, já passava das sete da noite. Hitoshi se trocou para poderem ir ao supermercado comprar sorvete, ele adorava comer essas coisas.

Assim que chegaram no destino previsto, logo iriam se separar. - Peque o sorvete que você quiser, eu vou no último corredor comprar carne. Nos encontramos no primeiro caixa. - o alfa deu outro beijo no ômega antes de ir. Agora não conseguia ficar sem tocar o menor, era inevitável queria encher ele de beijos o tempo inteiro.

- Tudo bem, até depois.

Hitoshi foi até o corredor dos gelados e ficou olhando os sabores até encontrar um que fosse do seu agrado. Chocolate. Pegou o sorvete e sorriu, Izuku adorava chocolate também.

- Awwn é o gatinho. - o ômega sentiu alguém lhe abraçar e ficou tenso. - Eu não acredito que nos encontramos de novo, é o destino.

O mesmo homem que havia lhe derrubado no centro, estava ali agora. Ele tinha um gorro vermelho cobrindo quase todo seu cabelo loiro. Os olhos dourados do ômega encantaram Hitoshi, e sem dizer que aquele homem também era mais alto.

- Oi. - falou tímido.

- Meu Kamisama! Você é a coisa mais maravilhosa do mundo, eu quero te levar para casa. - o loiro apertou o rosto do menor contra o seu em uma forma de carinho. - Me chamo Denki Kaminari.

- Hitoshi Aizawa, prazer. - se apresentou.

- Saiam da frente. - um alfa empurrou os dois ao passar fazendo o arroxeado quase cair no chão, mas Denki o segurou com firmeza.

- Seu idiota, não precisava empurrar. - brigou o ômega. Hitoshi viu o homem voltar os encarando irritado e ficou com medo. - O que foi? Perdeu alguma coisa? RUIVO!! - gritou assustando o menor.

- Seu-

- O que foi? - um alfa ruivo apareceu de lugar nenhum com uma sacola na mão.

- Esse alfa quer brigar conosco. - Denki apontou para o homem que o mirava com raiva, as mãos dele estavam fechadas em punhos. O ruivo apenas encarou o alfa com um olhar assustador que logo ele se afastou rosnando. - Obrigado.

- Eu disse para não sair de perto de mim. - ralhou o ruivo estressado.

Hitoshi abraçou o pote de sorvete e ficou quieto, não queria interromper a discussão.

- Eu sei, desculpa. Mas lembra que eu te falei que conheci um ômega super fofo, eu encontrei ele, o nome dele é Aizawa. Olha. - o loiro puxou o menor sorrindo para o alfa.

Hitoshi sorriu sem graça. - O-oi.

- Oi, desculpa ele está bêbado. Me chamo Eijiro Kirishima, muito prazer. - o alfa foi educado e tentou puxar o loiro de perto de Hitoshi.

- Eu não estou bêbado. Aquilo não foi nada. - se exaltou o ômega sem largar o menor. - É mentira dele, eu não estou bêbado. - Denki se afastou de Kirishima e ficou tocando as bochechas do arroxeado. - Você tá corando de novo, por kami.

O menor percebeu que aquele ômega estava com as bochechas rubras, e não era de vergonha, o cheiro de álcool também era perceptível. Mas o loiro era tão legal.

- Ruivo, vamos levar ele até em casa. Esse gatinho doce e indefeso precisa de nós.

Kirishima suspirou derrotado. O ômega de cabelos roxos era realmente meigo, e não gostaria que algo de ruim acontecesse com ele.

- Não precisa, eu vim com meu alfa. Ele foi comprar carne, vamos nos encontrar no caixa um. - Hitoshi ficou feliz em dizer aquilo.

- Viu? Você tá atrasando o gatinho. Vamos para casa. - o ruivo puxou o ômega para longe. - Até mais... gatinho. - o alfa esqueceu o nome do menor, mas não fazia diferença. Eles não iriam se ver de novo mesmo.

- Até mais... ruivo. - respondeu rindo, o loiro jogou beijos para o arroxeado antes de ir.

Hitoshi chegou no caixa um, e Izuku estava procurando por ele. - Onde você estava?

- Desculpe, é que um ômega apareceu e ficou me abraçando dizendo que eu era fofo. Me chamou de gatinho o tempo inteiro. - ele começou a rir ao lembrar. - De repente um homem passou e nos empurrou, ele chamou o alfa dele para espantar o homem mal.

- Qual o nome deles?

- Eu não sei. - Midoriya o olhou como se falasse "agora conversa com estranhos?". - Eles me falaram, mas eu esqueci.

- Só você mesmo.

Depois que pagaram a carne e o sorvete, eles andaram lado a lado de volta para casa. Hitoshi olhou de relance para a mão do alfa e ficou tímido.

- Er... ahn! - o ômega ficou indeciso atraindo a atenção do alfa, mas não queria voltar atrás. - Já que estamos namorando, poderíamos andar de mãos dadas? - sua voz foi ficando mais baixa até Izuku não entender nada.

- O quê? Não ouvi. - o esverdeado continuou andando alheio ao nervosismo do ômega.

Hitoshi ficou aborrecido, era difícil dizer aquelas coisas, e o alfa ainda não ouvia? - Eu disse para andarmos de mãos dadas! - Izuku olhou para o arroxeado boquiaberto. Então Hitoshi agarrou a mão do namorado e ficou andando com um bico nos lábios.

- Não faça isso, quero beijar você. Mas eu sei que vai ficar tão envergonhado que vai liberar seus feromônios.

- Calado. - o ômega corou e tentou manter a face enraivecida.

Midoriya riu do jeito do namorado. Eles se davam muito bem, eram melhores amigos acima de tudo, talvez o relacionamento apenas ficasse mais forte dali em diante.

- Izuku, é o All Might! - exclamou o menor apontando para uma loja de artigos antigos.

Vários bonecos e quadros do grande herói da infância deles, tudo estava exposto na vitrine de uma pequena loja. O casal entrou na loja hipnotizados, eram apaixonados por tudo que envolvia o grande All Might, o desenho era o mais famoso na época. Infelizmente, hoje em dia o desenho animado ficou fora de moda.

- Eu quero, eu quero tudo. - avisou o alfa já agarrando uma camiseta com seu herói estampado. A loja estava um pouco cheia com pessoas mais velhas, todos que sentiam saudades do grande e invencível All Might. - Eu fico a partir da área de mangás, você pega tudo que estiver das canecas em diante.

Izuku e Hitoshi se separam para pegar tudo que pudessem, eles iriam gastar boa parte do dinheiro de suas economias com aqueles artigos raros.

O ômega pegou uma caneca personalizada colocando-a contra o peito. Era como abraçar seu ídolo. Chegou perto da vitrine e viu uma prateleira cheia de bonecas, pegou dois de cada tamanho. Um movimento fo lado de fora lhe chamou a atenção. Uma gata tentava chamar a atenção da multidão, ela estava magra e suja, aquilo tocou o coração gentil do ômega.

Hitoshi saiu da loja para pegar a gata de pelagem branca, ele iria esperar do lado de fora com ela até Izuku sair e então adota-la. A gatinha miava alto querendo que alguém lhe notasse. O ômega chegou perto e tentou acariciar o animal para mostrar que estava ali para ajudá-la.

- Vem cá, vou cuidar muito bem de você. - falou doce. Era apaixonado por animais, sempre resgatava os abandonados e feridos encontrando um lar para eles. Devido ao seu pouco tempo em casa, o arroxeado não podia ter animais de estimação, então se contentava com os que resgatava e cuidava durante algumas semanas. - Ei, volte aqui.

A gatinha cheirou sua mão e correu para longe. Ela olhou para o ômega como se pedisse para segui-la.

- Quer salvar algum outro gatinho? - indagou seguindo o animal. Hitoshi entrou em outra rua e então dobrou em um beco, sempre de olho na gata. O lugar era longe, tanto que deixou de ouvir o som dos carros na principal e foi parar em um lugar vazio e calmo. - O que é isso? - a gata começou a miar para uma caixa de papelão. Então três cachorrinhos saíram devagar. - Awwn. Você estava cuidando dele. - o arroxeado ficou bobo. Fez carinho nos cachorros pequenos e sujos.

Hitoshi não pensou duas vezes em resgata-los. Colocou os três de volta na caixa e a fechou um pouco para que não tentassem pular. A gata seguia o ômega de perto, ele tentou voltar pelo caminho por onde veio.

- Papai vai ficar uma fera quando descobrir, mas não se preocupem, Izuku adora animais também. Vamos cuidar de vocês. - o menor conversava com os filhotes alegremente. Precisava voltar logo, ou seu alfa iria ficar muito preocupafo. O arroxeado tinha uma facilidade grande demais para se perder. E isso era um fato irrevogável, pois o ômega já estava perdido. Ele saiu perto de uma rua residencial, não fazia a mínima idéia de onde estava, e para piorar sua situação, havia deixado o celular em casa.

- Boa noite.

Um homem se aproximou de Hitoshi saindo de um beco. Ele parecia ter por volta dos trinta, cabelos claros e um sorriso simpático. O ômega sorriu de volta e agradeceu por alguém ter aparecido para lhe ajudar.

- Boa noite, o senhor poderia me ajudar? Eu me perdi, quero voltar para a rua principal do supermercado. - ele segurava a caixa e a sacola com firmeza.

- Claro, você se perdeu mesmo, estamos bem longe do seu destino. Quase cinco quadras de distância.

O arroxeado ficou surpreso, não imaginava que teria andado tanto assim.

- Pode me indicar o caminho certo? Eu preciso me apressar.

O homem que estava há um metro de distância pareceu preocupado pelo menor. Era uma noite de sábado, um ômega não marcado andando sozinho, isso era como uma isca viva para alfas. - Está bem tarde, não quer que eu ligue para alguém? Eu moro nesta rua e posso deixar você usar meu telefone.

- Que gentileza, eu vou aceitar sim.

O homem se aproximou e Hitoshi sentiu que era o cheiro de um alfa. Se afastou rapidamente por instinto. Pensava que era um beta.

- Não vou lhe fazer mal, quero apenas ajudar. Você é muito lindo, pode ser bem perigoso vagar sozinho por aí. Melhor que fique seguro com um alfa, ligue para alguém vir e pegar você, é o melhor. - o alfa estendeu a mão em um gesto de paz, o sorriso simpático não saia de seu rosto, estava calmo e seus feromônios transmitiam apenas a vontade de proteger. Mas não queria ir na casa de um alfa desconhecido, por mais gentil e educado que fosse, seu pai sempre o aconselhou a jamais, em hipótese alguma se deixar ficar a sós com um alfa, a não ser se o alfa em questão fosse Izuku.

- Muito obrigado senhor, mais eu preciso urgentemente chegar até a rua principal. Me leve até lá, por favor. - Hitoshi se curvou para o homem de cabelos claros rogando para que compreendesse.

- Por que simplesmente não aceitou vir comigo? - o alfa suspirou derrotado. Então seus feromônios mudaram se tornando pesados e agressivos. - Não grite. - ordenou usando sua voz de alfa.

O menor se encolheu com medo, os feromônios eram opressivos demais e tentou não ficar submisso diante aquele homem. Mas era um ômega não marcado, qualquer alfa podia lhe deixar subserviente. Ele tentou resistir e aquilo lhe causou uma dor forte no corpo. Caiu de joelhos no chão suando muito, estava ofegante e quase sem energia de lutar. A gata que lhe acompanhava não gostou daquela atmosfera pesada que emana do homem, então ela sibilou tentando atacar.

- Odeio animais.

- Não! Não! - o ômega gritou desesperado. Aquele ser desprezível chutou a gata já maltratada e esmagou a cabeça dela com pisadas vigorosas. Aquilo foi algo traumatizante para Hitoshi, um amante devoto aos animais. Ele levantou a cabeça e rosnou para o alfa com os olhos vermelhos pelas lágrimas que escorriam de seu rosto. - Homem mal. - falou colérico.

O cara encarou os olhos do menor e de repente se sentiu pequeno. O garoto no chão estava fazendo o alfa ficar angustiado, sentia mãos invisíveis tentando esmagar seu crânio. Ele gritou de dor e agonia caindo no chão. Era forte demais.

Hitoshi parou ao ouvir choramingos. Eram os filhotinhos na caixa com medo. Eles estavam chorando. O ômega piscou voltando ao normal e olhando para a caixa. - Desculpa, a mamãe de vocês foi para o céu. Culpa desse alfa malvado. - ele evitou olhar para onde estava a gata, se olhasse perderia a cabeça outra vez. O arroxeado ficou de pé e começou a correr, iria dar um jeito de encontrar Izuku sozinho.

- O que você fez?! - o alfa seguiu Hitoshi e estava com tanta raiva, nunca tinha sofrido tal humilhação frente a um ômega. - Seu desgraçado imundo.

O menor dobrou em uma rua muito rápido e bateu em alguém. Olhou para cima, um alfa com o cabelo dividido em vermelho e branco lhe encarou surpreso. Então alguém surgiu detrás dele e correu. Hitoshi virou com a caixa no colo e viu com espanto um ômega pular em cima do alfa que lhe perseguia.

⊱┉⊗┉⊰

Os dias se passaram rapidamente, Todoroki fez como prometido e sempre que podia ficava com o ômega a sós, as vezes com os amigos ao lado. Eles chegaram em um acordo e prometeram dar uma chance ao bicolor, e todos pareciam felizes com isso. Bakugou até mesmo ficou menos rabugento. Mas nada preparou o ômega para o jantar na casa da família Todoroki.

- Você parece nervoso. - comentou Shouto.

- Não começa com as suas gracinhas.

O alfa apertou a mão do loiro e sorriu. Era um momento único e não podia negar que também estava nervoso. Eles entraram na casa grande, todos sabiam que Shouto era de uma família endinheirada, mas Bakugou esquecia com facilidade, não gostava dessas coisas cheias de pompas. Assim que adentraram a casa, uma mulher de meia idade estava a espera deles. Os cabelos claros e os olhos cinzas eram estonteantes, o vestido perolado combinava perfeitamente com ela.

- Bem vindos. Como estão? - cumprimentou a mulher já puxando Bakugou para um abraço caloroso, o ômega não soube o que fazer então ficou parado até que a mulher o soltasse.

- Muito bem, este é Bakugou Katsuki... Bakugou, esta é Rei Todoroki, minha mãe. - Shouto não escondia a felicidade que sentia. Esperou quase um mês para conseguir convencer Bakugou a conhecer sua família.

- Prazer em conhecê-la. - Bakugou imediatamente se mostrou educado. Mas por dentro estava sentindo-se triste. Aquela mulher fora tão doce e gentil, algo que sempre imaginou em uma figura materna que nunca teve.

- Vamos logo para a sala de jantar, todos estão esperando ansiosos.

- A-ansiosos?

O ômega encarou o namorado e com apenas um olhar falou que não estava confortável. O alfa sabia que isso era inevitável, o loiro foi criado com apenas o pai ao seu lado, de forma não tão presente como deveria, claro que um jantar com uma família completa e amorosa acabaria por deixá-lo inseguro. Mas Shouto sabia como acabar com aquela insegurança, quando Rei virou-se de costas, o alfa puxou Bakugou para um beijo rápido e profundo.

- Estou aqui com você. - murmurou contra os lábios do ômega.

- Obrigado.

Ao chegarem a sala de jantar, eles foram imediatamente separados, o pai do bicolor puxou o filho para sentar-se à sua esquerda, e Bakugou foi parar entre os irmãos do namorado. Eles se apresentaram como Natsuo e Toya, ambos mais velhos que Shouto. Fuyumi era a única ômega e mulher dentre os quatro irmãos, e ela estava sentada entre o bicolor e o marido, pois ela já era casada.

- Como vocês se conheceram? - indagou Natsuo curioso quando as criadas se retiraram. Bakugou estava se esforçando para não deixar que seus feromônios ficassem fortes, era difícil controlar e exigia um pouco de sua concentração, já que não era acostumado a isso.

- Ele foi a pessoa que salvou a Momo, lembram quando ela disse que foi atacada? Foi Bakugou que a defendeu.

Todoroki deu um sorriso gentil para o loiro. Seus irmãos eram um pouco idiotas e implicantes.

- Ooh! Quer dizer que você é bom de briga? - Natsuo virou para Bakugou e ficou encarando o loiro de forma fixa que incômodou demasiadamente o ômega.

- Sim. Sempre fui.

- É a primeira vez que ouço falar em um ômega que briga com alfas. - comentou Toya sem desviar o olho da comida.

- Eu vi há um tempo atrás, uma briga no centro, um alfa estava batendo em um ômega na rua. Eu iria ajudar, mas... de repente um outro ômega chegou e espancou o alfa na frente de todo mundo. Eu fiquei chocado, ao que parece, os ômegas estão começando a mostrar que não são fracos. - comentou Enji, o alfa de cabelos e barba vermelha. Ele olhou de Bakugou para o filho antes de voltar a comer.

- No centro? Os ômegas em questão eram loiros? Eu acho que estava lá nesse dia. - Shouto demonstrou empolgação no assunto e Bakugou alheio a conversa comia tranquilamente.

- Sim. Não consegui ver muito, tinha um compromisso e não fiquei até o fim. Mas quando me retirei o ômega estava chutando aquele alfa com vontade. Ele usava o mesmo uniforme que você, por acaso o conhece?

- Ele, por acaso está aqui hoje.

E todos ficaram em silêncio encarando Bakugou. O loiro já terminava de comer e de repente ficou sem saber para onde olhar. Do que estariam falando para começarem a lhe encarar de repente? Então o ômega se tornou o centro das atenções, todos queriam conversar com ele e conhecê-lo como se fosse uma celebridade. Aquele jantar fora tão diferente do que imaginava, todos lhe trataram bem, e a última coisa que queriam saber era sobre seu namoro com Shouto.

- Veja como ele olha para aquele ômega. - sussurrou Rei ao marido. O bicolor não desviava o olhar do namorado, mesmo depois que foram para a sala e seus irmãos o isolaram para conversar com Bakugou. - Nosso garoto está completamente apaixonado.

- Nunca imaginei que Shouto fosse encontrar um ômega raro como este.

- Bakugou querido, sua mãe deve ficar preocupada com você enfrentando alfas desta maneira. - Rei foi até o genro e sentou-se ao seu lado fazendo Fuyumi se afastar um pouco.

- Não, ela não sabe. Meu pai por outro lado tenta me impedir, ele é superprotetor e tem receio. - explicou não deixando transparecer que ficou desconfortável com a pergunta sobre a sua mãe. Não queria falar coisas tristes da sua vida pessoal logo na primeira vez que encontrava a família do seu namorado. Shouto se retirou rápido para ir ao banheiro e deixou a sala por alguns minutos.

- Entendo, ela ficaria de cabelo em pé. Seu pai deve ser um alfa controlado, eu provavelmente no lugar dele estaria te parabenizando. - comentou Enji com uma risada rouca e alta.

- Meus pais são betas.

- Você é adotado? - indagou Toya surpreso, não esperava isso.

- O quê? Não, eu só descobri que era um ômega recessivo mês passado. - informou confuso.

Todos olharam para Bakugou com expressões céticas.

- Mas, betas só podem ter betas. Você deve se algum milagre.

- Claro que não, eu estou aqui.

- Seus pais realmente são betas?

Bakugou não sabia do que eles estavam falando. Claro que betas podiam ter filhos de outras classes, se não nem mesmo teria nascido. Ao ver como o ômega estava desconfortável eles rapidamente mudaram de assunto.

- Sabe Bakugou, Shouto está muito apaixonado. Quando perguntei quem era a pessoa que o estava fazendo perder o jantar todos os dias, ele começou a descrever você. " Mãe, ele é tão lindo. Tem um sorriso malvado e sempre está brigando com alguém, mas quando estamos sozinhos, ele cora e eu enlouqueço. " - Rei imitou o filho e todos na sala riram. O loiro ficou vermelho e se perguntou como ele teve a coragem de falar aquelas coisas.

- Eu não conseguia imaginar meu irmãozinho sempre frio e quieto namorando. - Fuyumi estava ao lado do marido, um alfa reservado e quieto. - Ele dizia que namoro era um distração, e tinha que estudar. Agora ele o trouxe aqui para nos conhecer e parece muito contente. Eu desejo que vocês sejam muito felizes.

- Obrigado. - Katsuki sorriu agradecido.

O jantar foi maravilhoso e Bakugou não teve do que reclamar. Não imaginava que a família Todoroki fosse tão gentil e receptiva.

- Você está sorrindo, acho que deveria ter trazido você antes aqui. - comentou o alfa depois que se despediu de sua família.

- Eu não esperava que me aceitassem tão rápido. Meu pai quase desistiu de tudo e te chutou pra fora de casa várias vezes.

- Verdade. Que bom que ele não fez isso.

Eles atravessaram a rua de mãos dadas e caminharam juntos. Algo que parecia impossível alguns meses atrás, agora era natural.

- Eu quero marcar você. Não gosto de outros alfas se aproximando e achando que podem ter algo com você... é frustrante demais. - Shouto aceitou o pedido de Bakugou para que esperasse, mas aquilo estava cada vez mais difícil. Era alvo de piadinhas sem graça de alguns alfas ao seu redor, o loiro não havia percebido a mudança de seu corpo desde que se tornara um ômega. Como sua pele tornou-se mais macia, seu corpo mais cheio de curvas, seus músculos aos poucos sumiam, sua voz já não era tão grossa, até mesmo sua aura aterradora desapareceu com o tempo. Bakugou era um ômega completo, e os alfas vinham como abelhas a procura do mel.

- Eu sei, mas espere até a formatura. Vou ser seu presente de graduação.

- Você nem mesmo percebe o efeito que isso causa em mim. Ou deve saber e faz de propósito para me torturar. - Todoroki puxou o ômega contra si e o beijou. Bem ali naquela calçada vazia com a iluminação do poste. - Eu te amo.

Bakugou não sabia como responder, e nem teve que pensar muito, pois o alfa voltou a lhe beijar com fervor. Não tinha dúvidas quanto aos seus sentimentos pelo alfa, mas queria dizer aquelas palavras em outro momento, tinha receio de que elas fossem apenas tratadas como algo dito da boca para fora.

- Vamos, vou te deixar em casa.

- Vai dormir lá?

- Pare de ser tão pervertido, eu estava dentro de você ainda hoje no final da tarde. - provocou o bicolor.

- IDIOTA!! - o loiro deu uma cotovelada nas costelas de Todoroki e largou a mão do namorado para andar sozinho mais a frente.

- Não fica bravo, eu estava brincando.

- Foda-se.

Tão fofo. Pensou o alfa sorrindo. Ele sentiu o cheiro de um ômega, ele parecia assustado. Shouto passou na frente de Katsuki e dobrou a esquina para ver o que era. Então alguém bateu contra seu peito.

⊱┉⊗┉⊰

- Seu filho da puta nojento! Vou te mostrar o que alfas como você merecem! - o ômega de cabelos loiros socava o homem maior do que ele e desviava dos golpes que o tentavam acerta-lo. Então chutou na lateral do alfa. Hitoshi jurou ter ouvido as costelas do homem quebrar e ele perder o fôlego. - Some da minha frente seu fudido de merda!

- Vo-você não vai ajudar? - indagou preocupado olhando o bicolor que assistia a tudo muito sério. Mas não sabia com quem, o ômega completamente irado ou o alfa que cuspia sangue. Decidiu se preocupar com o ômega, aquele homem não merecia sua bondade.

- Aquele cara aguenta apanhar mais, deixa ele.

Então os dois ficaram olhando o loiro espancar o homem de cabelos claros até ficar satisfeito.

- Você está bem? Está machucado? - Bakugou examinava o menor com atenção. Depois de quase matar o alfa, o garoto que se apresentou como Todoroki segurou o ômega e o arrastou para longe. Agora eles estavam preocupados com Hitoshi.

- Sim, estou bem, muito obrigado. Pensei que ele fosse me pegar.

Bakugou suspirou aliviado. - Que bom. - sua expressão mudou e ele encarou o arroxeado com raiva. - Então onde estava com a cabeça que veio andar sozinho em um lugar deserto sem um alfa? É doido?! Você merece apanhar também para aprender a ter bom senso e zelar pela sua própria segurança, idiota!

O menor encarou o ômega que simplesmente teve uma explosão começando a gritar feito louco. - Me desculpe. - falou começando a chorar. Estava perdido, com medo, com fome, preocupado com os filhotinhos, triste pela gata morta e com saudades do seu alfa de cabelos verdes, que nesse momento deveria estar louco.

- Meus parabéns, você fez ele chorar. Que feio. - Todoroki encarou o loiro com decepção.

- O que foi? - ele não sabia que o menor iria começar a chorar repentinamente.

O bicolor limpou as lágrimas do arroxeado e tentou usar seus feromônios para acalma-lo. - Tudo bem, vamos ajudar você. Ele não queria fazê-lo chorar, Bakugou está preocupado com você.

- E-eu estou perdido. - confessou soluçando e tentando se acalmar.

- Vamos te ajudar, qual o seu nome?

- Hitoshi.

- Onde está seu responsável?

Então o arroxeado contou o que havia acontecido desde que viu a gata.

- Cadê seu alfa? - indagou Bakugou calmo. Ele achou aquele ômega irritantemente fofo.

- Izuku deve estar me procurando feito louco. Eu me perco muito fácil. - revelou triste.

- Izuku? Izuku Midoriya?

- Sim, você o conhece? - Hitoshi pareceu empolgado e encarava o loiro com os olhos brilhando. Droga, tão lindo que dá vontade de vomitar.

- Estudamos juntos, vou ligar para que ele venha buscar você. - Bakugou pegou seu celular e ligou para o seu melhor amigo. - Deku?

O menor olhou para Todoroki confuso. - Deku?

- Eles tem uma amizade estranha. - respondeu o alfa dando de ombros.


Notas Finais


E nosso Hito está conquistando o coração de todos os personagens. 😍❤


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