História Almas Marcadas - Capítulo 2


Escrita por: e YIvis

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Alcatéianorte, Alcatéiasul, Alfa, Almas_gêmeas, Beta, Bts, Drama, Imprinting, Jikook, Jimin!alfa, Jungkook!ômega, Mpreg, Ômega
Visualizações 330
Palavras 3.223
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Yivis: Oi oi, voltamos, pensei que não ia acontecer tão cedo por vários fatores, mas estamos aqui. Enfim, caramba eu e a Heh estamos bastante e mega felizes pelos comentários e favoritos. Então realmente espero que gostem desse capítulo que ele tá fofo e triste ksksks

HehSales: Oioi bebê, prontos pra mais uma dose? Voltamos rápido, não é mesmo? Não se esqueçam de pegar todos os detalhes viu?

Boa leitura!!!

Capítulo 2 - Filhos


Fanfic / Fanfiction Almas Marcadas - Capítulo 2 - Filhos

 

Alcateia Sul - Território Central

 

O som de aço contra aço podia ser escutado enquanto haviam alguns moldando armas, tudo para proteção da alcateia. Mesmo que pudessem se transformar, com um tempo muitos aderiram às armas, sua alcateia não usava muito delas, mas ainda era essencial visto que quando saíam para algum ataque, muitos dos que ficavam eram novos de mais e ainda não podiam se transformar já que a primeira vinha aos dezoito anos, e também haviam aqueles que demoravam mais ou nem mesmo podiam fazê-lo.

 

Algumas crianças que ainda estavam descobrindo seus rosnados; brincavam e riam quando o pequeno barulho escapava de seus lábios e corriam mostrar para seus pais. Outras viam suas garras pela primeira e arranhavam paredes para mostrar sua capacidade, desde o início o lobo deles mostrando sua capacidade ainda que estivessem novos demais para se transformar.

 

Muitas casas ficavam no chão, mas muitas outras permaneciam em árvores gigantescas que eram muitas, por todo o território, esse era um dos trunfos que a alcateia tinha e era invejada por muitos, além de ser um alvo constante de uma em específico que queria mais do que tudo o tão almejado território.

 

Park Jimin o líder dessa tão bela alcateia, já cansado de tantos ataques sem que nem mesmo pudessem se defender, decidiu por dar um fim em tudo aquilo. Nunca chegaram a atacar a alcateia inimiga, já que não foram nem mesmo eles que iniciaram aquilo, sempre evitaram usar a força e violência — que usavam apenas para defender seus lobos nas investidas que constantemente recebiam —, mas dessa vez seria diferente.

 

Seus homens chegaram há quase uma semana com notícias melhores, finalmente acabaria, pelo menos por um tempo, os ataques inimigos. Derrubaram o líder da alcateia inimiga. A comemoração foi total, porque Jimin ainda não apoiasse a violência, muito menos o método que tiveram que usar para se protegerem e evitar mais ataques. Não teve escolha, suas crianças estavam morrendo, seus jovens não chegavam aos dezesseis e a aldeia toda era repleta de idosos, os que nasciam não duravam muito.

 

O relatório que recebeu foi unânime, vinte e um mortos, quinze feridos. Devia comemorar com seu povo, mas sua consciência pesava porque Jimin era o tipo de pessoa que costumava pensar em todas as consequências, nos filhos que não teriam seus pais e mães, nos ômegas que não teriam seus alfas e betas. E aquilo não foi suficiente, ele tinha de saber de algo a mais:

 

— Soube que o ômega dele estava grávido — uma beta comentou calma enquanto trocava o ferimento de Jimin, que ganhara em uma luta amistosa com um de seus conselheiros —, Taehyung disse ter escutado algo sobre...

 

— Isso não melhora meu humor, Di-oh — Jimin se levantou balançando a cabeça de um lado para outro —, não estrague meu apetite também.

 

— Não quer saber mais? — ela perguntou calma, como quem sabia algo interessante.

 

Jimin a fitou, sério por um tempo, logo negou e limpou o suor em uma toalha antes de ir para fora da velha cabana encontrando seu ômega do outro lado, que acenou para si enquanto trazia o priminho no colo. É claro que tiveram perdas de seu lado também, já que antes de morrer, o líder da alcateia inimiga feriu gravemente seu irmão que se despediu há dois dias quando não mais resistiu aos ferimentos.

 

Ele tinha um filho, e sua beta morreu no parto e por fim a criança passou para si. Era um bebê de apenas cinco meses que já sentia a falta do pai, mas Jimin jurou ao pequeno que o protegeria e seria o pai que ele perdeu; ao menos um pouco dele. Seokjin era seu ômega prometido, enviado de outra alcateia para que os dois formassem o laço, a união permanente que acabaria na primeira noite do casal, com a tão famigerada marca.

 

— Park — o ômega se aproximou com um sorriso aberto estampado em seu rosto —, Ji Yong está mais calmo hoje, mas se agitou agora a pouco e o trouxe para que o visse. Ele se acalma com você.

 

— Venha — Jimin pegou o bebê no colo e cheirou seus cabelos, a criança se aconchegou em si. Seu irmão tinha um cheiro muito parecido ao seu então à criança se sentia melhor em seus braços.

 

Por um momento seu sorriso sumiu, por que se lembrou do que a velha anciã lhe disse: “o ômega dele — do líder na alcateia inimiga — estava grávido”.

 

— Você parece estranho — Jin comentou por cima.

 

— Impressão sua.

 

Jimin gostava de Seokjin, ele era atencioso consigo mesmo sabendo que seu alfa não o correspondia, o acolhia, mas não o desejava. Os dois sabiam disso e sua relação estava quase se tornando uma amizade, mas não deixariam que outros soubessem. Para Park isso não seria um problema, já que poderia escolher outro ômega, mas para Jin, ser renegado seria uma desonra enorme.

 

Sua família ficaria manchada, ele mesmo não conseguiria arranjar um outro pretendente por um bom tempo; caso algum dia fosse conseguir. Como dito anteriormente, Park tinha como grande defeito, seu bom coração, sempre tão complacente pelos outros. Isso tudo resultou em sua relação atual com Seokjin.

 

— Sei que não — Jin quis deixar claro, mesmo que soubesse não ter a resposta tão cedo.

 

(…)

 

Alcateia Norte - Território Central

 

Podia ouvir a canção de ninar ecoar pela tenda, Jungkook estava tentando fazer seu pequeno dormir. Ainda não podia se mover muito por causa dos pontos que tinha na região do abdômen, mas nada lhe impedia de carregar seu filho, enquanto via ele fechando os pequenos olhinhos para um sono sem culpa ou preocupação. Sorriu, pois era sua única alegria agora.

 

— Você não vai dormir, pequeno? — sussurrava de maneira leve, pois podia ver que o alfinha lutava para se manter de olhos abertos.

 

Sentado na cama onde antes dividia com alfa morto, era a forma que o ômega se encontrava. Mesmo que alguns anciões da tribo tivessem vindo lhe aconselhar para mudar de tenda, pois não fazia bem para ele viver num lugar onde morou com antigo líder. No entanto, Jungkook se negou veemente a mudar, ainda queria viver sobre das lembranças de Ji Yong, não estava preparado para se libertar dele ainda.

 

O cheiro do alfa — mesmo fraco — continuava pairando pelo ambiente e isso fazia com que Jungkook se sentisse um pouco mais calmo diante de tudo o que estava acontecendo consigo desde da morte do seu marido.

 

Ainda não acreditava que tinha sido nomeado como líder, Ji mesmo depois de morto gostava de lhe surpreender. Riu agora de sua própria situação. Como ia governar algo? Ainda mais uma alcateia inteira? Podia não ver, mas sabia que muitos ali eram contra sua nova posição.

 

Jungkook sabia que era um ômega bem diferente. Ji Yong sempre lhe dizia isso quando os dois se encontravam sozinhos. Ele comentava que isso o fazia se apaixonar ainda mais pelo moreno, ômega amava os carinhos e elogios do seu parceiro, porém agora era diferente. Quando anunciaram sobre quem seria o próximo líder, mesmo com medo dos olhares que recaíram sobre si, não vacilou por nenhum momento. Entretanto, estava assustado, pois poderia fazer algo que acabasse matando todos que viviam sobre a sua proteção agora.

 

Um pequeno farfalhar no pedaço de pano, que tinha como meio de dar privacidade para que os outros de fora não vissem o que acontecia dentro da cabana de palha chamou atenção do ômega. Sendo tirando de seus pensamentos, enquanto via seu filho finalmente se entregando ao tão esperado mundo dos sonhos. Ainda ficou olhando meio perdido para frente, esperando que a pessoa do lado de fora se manifestasse.

 

— Senhor? — um sussurro foi escutado, não deixando que Jungkook identificasse quem poderia ser.

 

— Entre — falou, depois de um instante que levantou com toda calma possível sustentando o filho no colo para depositá-lo no berço de palha feito por ele.

 

A lembrança do dia em que fez o berço voltou e, podia ver Ji Yong ali em pé escorado na porta da cabana sorrindo de sua teimosia por querer fazer tudo sozinho. Mesmo que alguns ômegas e betas quisessem lhe ajudar ou fazer para ele, porém Jungkook nunca aceitava ajuda, queria se sentir útil.

 

Balançou a cabeça voltando a realidade. Olhou para frente, vendo um homem alto de porte forte — um alfa — sua pele amorenada estava bastante machucada, assim como seu rosto tinha traços em contraste de um infantil e másculo, era difícil saber sua idade, mas Jungkook o conhecia, era um dos soldados da vila.

 

Kim Namjoon.

 

— O que fazes aqui? — não pode deixar de perguntar, pois a visita era bastante inusitada.

 

— Eu vim declarar minha fidelidade eterna, meu senhor! — Namjoon falava, enquanto via seu líder andar de maneira calma até a cama, porém viu o mesmo parar no ato ao término de sua fala.

 

Kim, não pode deixar de se ajoelhar e curvar a cabeça como mostra de respeito para com seu superior. Realmente o ômega não esperava por aquela situação, mas não podia deixar de se sentir aliviado por saber que tinha alguém que lhe apoiava. Pois, Ji Yong tinha lhe dado uma tarefa. A última antes de morrer, então ele cumpriria com unhas e dentes, agora sabia que pelo menos 1% da população da alcateia o apoiava. Não podia deixar de se sentir feliz e também com sentimento que não desapontaria seu alfa.

 

— Aprecio sua atitude, meu caro — tinha um pequeno sorriso nos lábios finos do ômega. — Levante-se, está me deixando envergonhado, mas agradeço sua lealdade.

 

Viu o alfa levantar com dificuldade pelos ferimentos recentes. Jungkook começou novamente a andar em direção a cama depois da situação, tinha ficado tempo demais em pé e uma pequena dor começava a despontar em seu ventre.

 

— Pois bem — sentou-se na cama — A partir de amanhã, você irá para onde eu for, preciso de um braço direito e sinto que posso confiar minha vida à você do mesmo jeito que Ji Yong confiou — sua dicção era limpa e clara.

 

— Senhor, se me permite dizer, mas eu não sou tão bom assim para cuidar de sua segurança. Pois o antigo líder foi morto, e eu não pude fazer nada — Jungkook conseguia identificar o tom melancólico do outro.

 

— Mas sei que lutou com bravura, infelizmente... Nosso líder se foi, mas não significa que não tenha sido valente somente porque sobreviveu — seu tom manso e calmo, fez com que o alfa em suas dores da recente batalha se sentisse parcialmente aliviado.

 

Pois para um alfa era bastante doloroso saber que tinha sido um sobrevivente, era quase como se ele não tivesse dado a vida pelos seus.

 

— Obrigado, senhor! — Namjoon queria proteger Jungkook de todas as formas, pois não podia ver mais um líder morrer em sua frente.

 

— Á partir de amanhã começamos nossa missão de proteger a vila de qualquer inimigo —terminou com uma dispensa para que o alfa fosse e cuidasse de seus machucados.

 

(…)

 

A alvorada chegou de maneira rápida. Jungkook ainda sentia pequenas dores, mas sabia que não podia ficar muito tempo ausente para saber o que estava acontecendo dentro da própria alcateia. Por isso tinha dito para que Namjoon aparecesse cedo em sua cabana.

 

No entanto, depois da visita do alfa, o moreno não conseguia descansar. Na verdade desde que soube da morte de seu marido, suas horas noturnas estavam durando ainda mais, estava preocupado e precisava pensar um meio de mostrar para os outros que ele ser ômega não afetava em nada a situação da aldeia.

 

Levantou antes mesmo que alguém aparecesse para lhe ajudar com algo, olhou para o pequeno que ainda ressonava no berço e novamente se viu sorrindo bobo para seu filho, enquanto fazia um pequeno carinho em sua bochecha.

 

— Papai, ainda está com medo, mas por você eu vou enfrentar tudo e todos. Somente por você, meu amor! — sussurrava.

 

Ficou ali tempo suficiente para ver a mesma beta que estava se tornando uma amiga desde que tinha lhe consolado sobre a morte do marido. Olhou-a com um sorriso afetuoso.

 

— Ainda não acordou? — perguntou enquanto se aproximava de Jungkook.

 

— Ainda não, é um pequeno dorminhoco — olhou para o pequeno acariciando sua cabecinha.

 

— Precisa acordá-lo. O sol dessa hora é ótimo para ele, assim ele vai crescer forte igual aos pais — a beta, era sempre uma grande instrutora para Jungkook, que nunca tinha tido um bebê.

 

— Mas eles está num sono tão bom, não quero acordá-lo — eram momentos difíceis para o moreno, quando tinha que acordar o pequeno.

 

— Mas precisa. Não pode ser um pai fraco diante do rostinho bonito de seu filho — brincou a senhora — Se quiser eu pego ele para você — sabia que Jungkook não permitiria tal coisa.

 

— Não, eu mesmo levo meu filho para fora — sendo rápido para pegar a criança, contudo mantendo todo cuidado possível.

 

Depois de pegar o pequeno, que mesmo com todo movimento não acordou somente se aconchegou ainda mais em seu pai. Do lado de fora sentiam a brisa fria da manhã, assim como o sol começava aparecer no horizonte. Caminharam para mata, mesmo que Jungkook não pudesse fazer muito esforço, o melhor lugar para sentir o sol na pele, era um local um pouco íngreme que o fazia sofrer um pouco, porém pelo seu pequeno valia bastante à pena.

 

Não era um lugar tão longe, somente passava um pouco das árvores e logo se podia ver uma pequena montanha. Nesse momento, mesmo contra gosto, Jungkook percebia que precisava dar seu pequeno para a beta e assim subir também.

 

Os dois iam devagar, não demorando muito para chegar ao topo. Parece que pequeno alfa sabia que tinham chegado quando bocejou tentando abrir os olhinhos, ao mesmo tempo que percebia que não estava no colo de Jungkook, e a boquinha tremendo num beicinho em busca de que lhe desse o que queria — seu pai.

 

E o choro estridente foi ouvido, alertando os dois que estava tentando sentar. Jungkook estava bastante cansado pela caminhada, mas ao ouvir seu pequeno todo cansaço foi jogado para lado e estendeu os braços rapidamente para pegá-lo.

 

Aconchegou o bebê em seus braços novamente, e o choro cessou de maneira rápida, enquanto ele farejava em busca do peito.

 

— Seu danadinho, queria seu pai somente para mamar — ouviu a beta falar com a voz alegre. Ela estava sentada ao lado do ômega sentindo o sol em sua pele também.

 

— Não fale assim, é só um bebê. Seu instinto é conseguir o máximo de leite possível — Jungkook falou brincando com cabelinho ralo do filho.

 

A beta sorriu diante da fala protetora de Jungkook. Gostava de saber que no fim, o ômega seria um ótimo pai.

 

— Já deu um nome para o pequeno? — perguntou a senhora.

 

— Já. Mas ainda não me acostumei, por isso não chamo. Sempre será meu alfinha. — falou olhando para o alfinha que sugava o pouco leite de seu peito.

 

— Então?

 

— Ji Suk. Eu quis colocar, o nome do Ji no meio, foi uma forma de homenagem — o tom baixo que saiu de seus lábios era porque estava novamente lembrando do marido.

 

— Precisa anunciar, sabe que temos a cerimônia de apresentação dele para tribo.

 

A apresentação que a beta falava, era um ritual da alcateia para comemoração do nascimento de uma vida.

 

— Eu sei, porém… não me sinto muito bem para festas no momento — seus olhos não deixavam em nenhum momento o pequeno, que mantinha os seus semelhantes vidrados no moreno como forma de apoio — Não que eu não esteja feliz pelo nascimento de Suk, eu estou muito feliz, foi melhor presente que eu poderia receber de Ji, mas… Ainda não me sinto bem para falar com todos, mesmo que tenha que fazer — terminou a última parte num fio de voz.

 

O pequeno sentindo a agitação do seu pai, resmungou como se quisesse que Jungkook aquieta-se, e aquilo chamou a atenção das duas figuras mais velhas ali, que não conseguiram se conter e riram.


 

— Acho que ele puxou para você no temperamento — brincou a mais velha.

 

— Também acho — Jungkook não podia deixar de concordar. Principalmente quando lembrava de Ji Yong dizendo o quão difícil ele era. Sorriu triste.

 

— Minha criança… Eu não sei muito bem pelo que está passando, mas neste momento tem que manter a calma — suspirou — Pense somente em seu filho e no quanto ele precisa de você, então tudo irá se cicatrizar com tempo. Só precisa de tempo, mas tenho que dizer, que só dê esse tempo quando estiver sozinho, pois agora você não é somente mais o ômega do líder. Você é o líder, e precisa agir como tal, todos esperam isso de você — a senhora sabia que aquelas palavras poderiam ter dois tipos de feitos: onde Jungkook se enchesse de si e finalmente percebesse que tinha uma alcateia para cuidar. Ou se tornaria uma criança mimada e diria que não escolheu aquilo para ele.

 

Porém conhecia aquele ômega e sabia que não seria nenhuma das duas opções. O motivo era: ele não se enchia de si ou era mimado, e sim pensava em todos e sabia que o que mulher tinha lhe falado era verdade. Mesmo sem querer tinha sido preparado por Ji Yong para aquela situação, agora estava ali e precisava aguentar por si e pelo seu pequeno Ji Suk.

 

O silêncio continuou até final. Não precisava dizer nada para saber que o ômega tinha chegado em sua conclusão. Desceram meia hora depois sentindo ainda o frio da floresta quando passavam por ela até chegar na aldeia.

 

Jeon não se surpreendeu quando chegou e encontrou Namjoon ainda com alguns machucados visíveis lhe esperando na entrada de sua cabana.

 

— Já está me esperando. Pois bem, só deixarei o pequeno e vamos até o conselho. — falou sério. Era um Jungkook totalmente diferente do qual tinha mostrado para beta a momentos atrás.

 

Não demorou minutos para que aparecesse novamente. Não chamou o alfa que estava à sua espera pois sabia que ele viria sem comando. E por onde passava, por ainda ser cedo via poucas pessoas por ali, e elas lhe olhavam, mas quando retribuía o olhar abaixavam em respeito.

 

A chegada da cabana mais afastada não foi demorada, um pouco dolorosa para Jeon que tinha que se manter firme diante de todos, mesmo que seus pontos ardessem um pouco. Entrou sem comunicar e podia ver que já tinha dois senhores ali, junto com um ancião que lia uma carta. Namjoon que estava bem atrás de si, pigarreou ruidosamente para chamar atenção daqueles que estava ali dentro.

 

— Oh Jeon Jungkook — o ancião que levantou o olhar da carta se pronunciou calmo — Era com senhor mesmo que queria falar — levantou a mão que ainda continha o papel — Isso chegou ontem.

 

Jungkook que não tinha falado nada o olhou curioso para saber o que continha no documento.

 

— Bem tenho que lhe dizer que o festival da primavera começou e você como líder desta alcateia está sendo solicitado.

 


Notas Finais


Então o que acharam? :3

Ai queremos agradecer @lunybae, pela capa e banner maravilhosos. Desculpa por não temos falado na outra notas finais, foi nervosismo de postar fic nova. Mas amamos demais a capa, e ficamos admirando por horas, porque está um lindeza ela. Muitos beijos flor, obrigada mesmo :3


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