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História Alone in the word - Capítulo 3


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Notas do Autor


Ooi, Boa leitura :)

Capítulo 3 - Capítulo três


Fanfic / Fanfiction Alone in the word - Capítulo 3 - Capítulo três

Acordei no meu quarto. Não me lembro de ter vindo pra cá. Olhei no relógio e eram oito da noite. A casa parece vazia demais agora que sei que minha mãe não está. Me levantei e desci. Richard estava na cozinha fazendo comida. 

- Eu nem sabia que você cozinhava 

- Bem, meu pai não sabe fazer muita coisa. Tive que me virar. Senta aí, já estou acabando - ele sorriu

- E cadê o tio? 

- Ele saiu tem um tempinho. Disse que ia resolver umas coisas. Acho que tem a ver com o acidente.

- Como assim? O que tem pra resolver?

- July não te contou? - neguei com a cabeça 

- Ela só chorou, me abraçou, disse que me ama, que ficou com medo de me perder, que é pra eu morar com ela, etc, mas nada relacionado ao acidente

- Vocês bateram em um caminhão. Quer dizer, um caminhão bateu em vocês. Parece que o freio estava travando e ele ultrapassou um sinal vermelho. Não se sabe de qual empresa que é ainda. Meu pai está correndo atrás disso. Não que vá trazer a tia Anne de volta, mas ele vai fazer eles pagarem uma indenização por você. 

- Por mim?

- Sim ué. Você também poderia não estar aqui. Te machucaram. E é mesmo responsabilidade da empresa. Onde já se viu um caminhão com o freio ferrado? - ele disse e balançou a cabeça - acabei. Vamos comer 

Comemos e conversamos. Liguei pra July pra ela dormir aqui e me ajudar com as coisas. Quando ela chegou, contei pra ela sobre a mudança. Ela entendeu depois de chorar muito. Empacotados as coisas do meu quarto e algumas do quarto da minha mãe. Richard já tinha ido pra casa e disse que voltaria assim que acabasse lá. Olhei no relógio e já passava da meia-noite. Não estava com um pingo de sono, mas deitei. July dormiu tranquilamente ao meu lado. Demorei um pouco, mas dormi também. 

Escutei alguém chamar meu nome e me sacudir. E de novo. E de novo. Abri os olhos e me deparei com July, Richard e tio Hank me encarando. 

- O que foi? - sentei na cama e percebi que estava suando

- Você estava tendo um pesadelo. - July disse 

- Ah, sim. É o mesmo de sempre. Não se preocupem. As vezes acontece mesmo - dei um sorriso fraco 

- Como é? - tio Hank me perguntou

- Eu estou correndo pela floresta. Correndo desesperada. Como se tivessem me seguindo

- Credo. Você tem sempre esse mesmo pesadelo? - July disse se jogando na cama 

- Infelizmente sim - olhei pra eles

- Okay, toma um banho e desce que temos algumas coisas pra conversar - claro que foi meu tio dizendo isso. Ele virou as costas e saiu puxando o Richard junto. July me ajudou a tirar a blusa por causa do gesso. 

- Aconteceu alguma coisa? - perguntei pro meu tio que estava sentado na sala com uns papéis em volta dele.

- O motorista do caminhão. Ele estava no mesmo hospital com você. Por sorte ele não sofreu nada grave e não quebrou nada. Consegui entrar em contato com ele e ele entrou em contato com o chefe dele. Nenhum deles quer levar isso ao tribunal, mas conseguimos um acordo. Vamos assinar os papéis hoje. Quer ir? 

Não sei se eu queria ver o cara que bateu no nosso carro e acabou matando a minha mãe. Mas eu vou. A culpa não foi dele se a empresa não arrumou a porcaria do freio. 

- Tudo bem. Que horas? - ele me passou os detalhes. Seria logo depois do almoço. Acabamos de empacotar as coisas. Coloquei muitas coisas a venda também. Já que eu iria morar com meu tio, não tinha necessidade de termos móveis repetidos em casa. Também teria que vender a casa, mas isso vai demorar. 

Depois do almoço, July me ajudou a me arrumar

- Eu não vou usar isso, July - ela queria que eu vestisse uma calça jeans justíssima

- Vai usar sim. Sou eu quem está te arrumando. Você vai vestir o que eu mandar 

- Mas você sabe que eu não gosto de jeans. Prefiro moletom

- Vai aprender a gostar agora - de tanta insistência, acabei vestindo a calça. Peguei uma blusa preta e uma sapatilha preta também. July deixou meu cabelo solto 

- Agora uma maquiagem bem básica 

- Nem fudendo, July. Já vesti a calça que você queria. Sei muito bem que sua maquiagem básica é estilo festa. Aceito só um batom 

- Tá bom, tá bom. Rosinha?

- Tá bom, mas nada chamativo - ela sorriu e passou o batom em mim. Não é que eu não pudesse fazer isso, mas ela gosta. Então, eu deixei. O braço quebrado foi o esquerdo. Dei graças a Deus por isso. Me olhei no espelho. Até que eu gostei da calça. Nem lembrava que tinha ela. Sou do tipo que prefere leg, moletom, shorts de dormir. Tio Hank me esperava na sala. Ele estava de terno. Um verdadeiro homem de negócios.

- Tá bonitão hein, tio - July disse e eu concordei. Ele riu e saímos. A reunião informal estava marcada pra duas horas em uma cafeteria. 

- Porque ele não quis levar nada a justiça, tio? - perguntei me sentando ao lado dele

- Provavelmente porque ele perderia mais dinheiro. Muitas pessoas preferem resolver as coisas sem enfrentar um tribunal. 

- Entendi. É mais fácil?

- Bem, quando se tem um acordo pacífico, sim. Fácil e rápido. Ele só vai assinar os papéis aqui e você também.

- Eu? Assinar o que?

- Estou aqui como seu advogado. Se você não quisesse vir, pediria pra você assinar em casa. 

- Posso ler? - ele concordou e me entregou os papéis. Diz que a empresa se responsabiliza pelos danos físicos, mentais e matérias causados. Entendi, morte da minha mãe, braço quebrado, dor psicológica de perder um ente querido, carro e as despesas do hospital. Entendi. Com isso eles pagariam uma quantia de..

- O QUE!? 

- O que? O que foi? - meu tio perguntou assustado

- 240 mil? Tio?

- Ah, sim. Esse foi o valor que ele mesmo disse que pagaria. 

- Ele? O motorista?

- Não, o dono da empresa. Aliás, ele acabou de chegar - olhei pra porta e vi três caras entrando. Eu esperava um cara velho, de terno. Assim como meu tio. Mas os três eram jovens. Talvez, o mais velho, o único que estava de terno, deve ter uns 30 ano, no máximo. O outro estava machucado, julguei ser o motorista. O outro era só um cara. Não que fosse importante, mas admito que eram bonitos. Meu tio se levantou e comprimentos o que estava de terno. Julguei ser o dono né. 

- Essa é Rebecca Brown. A garota que também estava no carro. 

- Sinto muito pelo o que aconteceu. Sei que não podemos trazer a sua mãe de volta. É realmente muito doloroso perder alguém. - o de terno disse 

- Eu sinto muito mesmo. Eu não vi o carro de vocês, senão, teria desviados. Me desculpa - o machucado disse

- Pedir desculpas também não adianta, idiota. A garota deve tá sofrendo com isso. Agora que já fez merda né - o outro disse. Meu tio ajeitou os óculos.

- Esses são Jackson Lee - o de terno - Brian Finch - o motorista - e Christopher Bennett - o outro. Memorizei os rostos e nomes. 

- Pelo o que eu soube, o freio não estava funcionando. É isso? - perguntei para o Brian

- Sim, é verdade

- Aceito suas desculpas. A culpa não foi sua. Foi irresponsabilidade do seu superior. Ele deveria ter checado tudo com o transporte antes de colocar na rua - olhei pro Jackson - Você deveria cuidar mais dos seus negócios. Além de ter matado alguém inocente, colocou a nossa vida em risco - fiz um gesto com a mão apontando para o Brian e eu

- Rebecca, certo? - Jackson perguntou e eu concordei - eu estou aqui como advogado. Quem é o dono da empresa, é ele - ele apontou para o Christopher. Olhei pra ele. Não dava nada por ele. Achei que estava ali só de companhia. 

- Eu me responsabilizo. Eu admito também. Deveria ter tido mais cuidado sim - ele me olhou sério. Brian estava de cabeça baixa

- Vamos assinar os papéis. - meu tio disse. Assinamos tudo e passei o número da minha conta para o Jackson. Meu tio levantou e eu também

- Não escutei um pedido de desculpas seu - falei com o Christopher. Ele me olhou sério e continuou calado. Dei um sorriso de raiva - Vê se toma mais cuidado. Já que não consegue nem pedir desculpas, não vai querer acabar matando mais pessoas inocentes e destruindo famílias. - eles se levantou e saiu. Jackson se despediu e saiu. Meu tio olhou pra mim e para o Brian e saiu. 

- Me desculpa, novamente. Isso não resolve nada. Nada disso resolve as coisas, mas eu realmente sinto muito - ele olhou para o chão. Coloquei a mão no seu ombro. 

- Brian, a culpa não foi sua. Se livra dessa culpa. Eu não culpo você pelo o que aconteceu. Aconteceu, apenas isso. 

- Você vai ficar bem? 

- Vou. E você? - sorri pra ele

- Eu acho que sim - ele sorriu triste - Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, se quiser até me bater, me liga. - ele anotou o número dele em um guardanapo e me entregou

- Bom, acho que não vou poder te bater, mas obrigada. - rimos e saímos juntos 

- Espero que você fique bem, Rebecca - ele sorriu 

- É Becky. Eu prefiro. Espero que você também fique bem. Tenha uma boa vida, Brian - sorri e andei até o carro do meu tio. Dei um tchau pra ele que foi respondido com um sorriso e entrei no carro. 

- Até que foi tudo bem, certo? - meu tio perguntou

- Certo, foi tudo bem - sorri pra ele e fomos pra casa. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado :)
Eu realmente não faço idéia do que escrever nessas notas finais e iniciais kkkkkkkkk


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