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História Alone in the word - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Ooie amores
Boa leitura :)

Capítulo 9 - Capítulo nove


Final de semana passou voando. July só mandou uma mensagem dizendo "obrigada, sinto falta de vocês também" e mais nada. Não ligou, não falou mais nada. Me pergunto se aconteceu algo lá. Sinto tanto a falta dela. 

- você está bem? - Richard me perguntou enquanto estávamos indo para o ponto de ônibus

- não consegui dormi direito. Sei lá. 

- pesadelos? - eu neguei com a cabeça

- um pressentimento ruim - olhei pra ele que me olhou sério e começou a rir

- você só tá preocupada com o trabalho. Relaxa, vai dar tudo certo - concordei com a cabeça. Temos um trabalho para apresentar hoje de história. Nunca vi alguém gostar tanto de passar trabalho e apresentações de alunos. Chegamos atrasados na escola. Quando entramos o professor já estava lá. Ouvi alguns cochicos do pessoal.

- ora, ora. Os pombinhos aí podem apresentar o trabalho primeiro, o que acham? - saquei, o professor não estava com um bom humor. Eu olhei pra ele e para o Richard. Coloquei as minhas coisas na minha mesa e Richard fez o mesmo. Peguei o pendrive.

- eles não namoram professor. Achei que já soubessem. Eles são irmãos - uma garota disse e o professor olhou pra ela tipo "sério? Mas porque eles não se parecem?"

- só vou ligar o meu notebook - tirei ele da mochila 

- tudo bem, srta Brown. Pode usar o meu. Está aqui ao dispor dos alunos - ele sorriu pra mim. Nem parece que estava grosso segundos atrás. Agradeci e conectei o pendrive. Ficamos posicionados.

- oi, meu nome é Rebecca e esse é o Richard. O tema que escolhemos falar nesse trabalho é o Brasil. - todo mundo fez um cara de "???" 

- como assim o Brasil? Eu sei, vocês devem estar se perguntando - Richard disse e muitos concordaram e o professor cruzou os braços. 

- Sabemos pouca coisa desse país. Além de que se chama Brasil e tem uma vasta floresta chamada Floresta amazônica. Nós estávamos pesquisando e nos deparamos com isso - apertei um botão no controle para passar o slide. Era uma foto de escravos trabalhando arduamente enquanto seus donos observavam. Abordamos a história do Brasil, como tudo começou, como está hoje e a importancia que esse país tem para nós. Finalizamos com uma montagem de fotos dos pontos turísticos de lá. O pessoal bateu palmas.

- ual, muito bom. Eu só pedi que falassem sobre lugares importantes e porque são, e vocês apresentaram a história de um país e como ele é importante. Vocês foram a fundo nisso. Estou preso nesse trabalho, esse pendrive fica comigo. - o professor disse e riu. Eu e Richard sentamos e eu finalmente pude respirar. O resto da sala acabaram suas apresentações também. Na hora do intervalo ouvimos mais um cochicos. Entramos no refeitório e sentamos no mesmo lugar de sempre. Jhey chegou e sentou na nossa frente.

- oi Jhey - sorri 

- o que vocês estão fazendo? - ela perguntou olhando para nós dois

- comendo, quer? - Richard ofereceu metade do sanduíche pra ela e ela negou. 

- estou falando disso - ela mostrou a foto e eu ri. A foto que eu postei com os meninos.

- somos amigos, Jhey. Só isso - dei de ombros comendo

- eles são perigosos. Se fosse só o Brian, não estariam tão envolvidos nisso, mas logo os três? Juntos? E depois vai ser a gangue toda? - ela disse e mexeu no cabelo 

- como assim perigosos? O que nós não sabemos? - Richard perguntou

- perguntei para o amigo de vocês - Jhey levantou e saiu. Peguei meu celular e entrei no Instagram. Os meninos começaram a me seguir e comentaram na foto. Segui todos de volta e ri com os comentários. Respondi todos de volta. 

- hey - Brian sentou na nossa frente e sorriu. Estava com um machucado no rosto. 

- o que aconteceu? Você apanhou? - perguntei chocada

- não duvido - Richard riu 

- apanhei, mas bati mais no cara - ele riu sem graça. 

- você nem cuidou disso, Brian. Não quero nem saber porque bateu ou apanhou. Que coisa feia - sentei do lado dele e peguei um bandaid redondo na minha carteira e colei no machucado dele na testa e dei um beijo em cima e voltei para o meu lugar. Olhei em volta e estavam todos com a boca formada em um perfeito "O", inclusive o Brian. 

- ela tem essa mania mesmo. Quando eu me metia em brigas, ela sempre colava um bandaid nós meus machucados e dava um beijo logo depois. Era engraçado quando eu fazia um machucado no cotovelo - Richard riu e eu ri junto

- você se machucava bastante né. Ainda bem que não faz mais isso - dei língua pra ele

- eu sempre ia pra casa dela porque não queria que meu pai visse. E ela sempre cuidou de mim - Richard passou o braço pela minha cintura e apoiou a cabeça no meu ombro

- é verdade. Se eu quiser te ferrar, é só contar essas brigas para ele - olhei para o Brian que ainda estava em choque. Richard estalou os dedos na frente dele

- ninguém nunca mais me deu um beijo. Ninguém nunca mais colocou um bandaid em mim. Depois do que aconteceu. - os olhos dele marejaram e ele levantou e saiu. 

-sera que era a Priscila? - Richard perguntou e me olhou. Droga. Isso deve ter machucado ele. 

- vou atrás dele - olhei pro Richard

- vai lá, qualquer coisa me manda mensagem - ele me deu um beijo no rosto e eu saí atrás do Brian. Vi ele virando o corredor. Corri para alcançar ele. Ele subiu as escadas no final do corredor. Nem sabia que aqui tinha mais um andar. Segui ele e estávamos no telhado da escola. 

- ual, isso é lindo - falei pra mim mesma e sorri (imaginem o telhado do filme High School Musical). Brian estava perto da beirada olhando para o outro lado. - Brian? - ele me olhou assustado

- como sabia que eu estava aqui? 

- eu te segui assim que saiu

- porque?

- porque você não parecia bem. - ele me olhou e abaixou a cabeça. Percebi que ele estava chorando e me aproximei.

- só esse ato seu me lembrou tanta coisa - ele disse com a voz trêmula

- Brian, me desculpa. Eu não sabia que isso ia te fazer lembrar da Priscila. Me desculpa mesmo - ele me olhou 

- como você sabe dela? - sua expressão de triste foi pra raiva 

- as pessoas me chamavam de doida por ficar perto de você e eu quis saber o porquê. - agora ele estava confuso

- você sabia e mesmo assim ficou ao meu lado? Mesmo sabendo do que aconteceu? 

- sim, eu quis. Não acredito que você seja mais do jeito que era. É por isso que eu fiquei. E eu vou cuidar de você assim como cuido do Richard. São como irmãos pra mim 

- eu nunca tive uma irmã. A única mulher da minha vida agora é a tia Katie e ela só limpa nosso apartamento duas vezes por mês - eu ri e abracei ele

- agora tem a mim. Quer ser meu irmão também? Eu te adoto - ele riu no meu ombro e concordou. Ficamos ali mais uns minutos e descemos. Voltei para a sala e a professora ainda não estava na sala. Sentei no meu lugar 

- resolvido? - Richard me perguntou

- sim, agora temos um irmão - sorri pra ele e fizemos um hi-5. O resto do dia foi tranquilo. Richard tinha treino hoje e eu só amanhã. Tive que ir pra casa sozinha. Fui andando para a aproveitar o dia e passei pela livraria. 

- oi Becky - a dona Elisa disse atrás do balcão. Venho bastante aqui

- oi dona Elisa. Como está? - sorri pra ela

- com dor nas costas. A garota que trabalhava aqui foi embora. Agora quem tem que arrumar os livros sou eu - ela revirou os olhos.

- jura? Então precisa de alguém pra trabalhar aqui? - perguntei interessada 

- você ama essa loja. Se quiser, o emprego é seu. Pega duas horas e sai às oito. - ela disse mexendo no computador 

- jura? Eu quero sim - disse feliz e abracei ela por cima do balcão

- você pode começar semana que vem. Essa semana, eu vou fechar porque vou no casamento do meu sobrinho. Ele vai casar com uma magrela sem sal e eu sou obrigada a ir - conversamos mais um pouco. Dona Elisa tem uns 55 anos, por aí. E desde quando a conheci, sempre fala de alguém da família dela. Sai da loja rindo. E passei em frente a concessionária onde o pai da Jhey trabalha. Olhei para os carros e sorri. Mandei uma mensagem para o Richard 

- vou te buscar depois do treino tá - eu sabia que ele não ia responder, mas ia ver. Entrei na concessionária e fui atendida pelo pai da Jhey. Ele foi muito educado e atencioso comigo. E muito, muito paciente. Depois de olhar a maioria, me apaixonei por uma BMW conversível preta. 

- eu quero esse - olhei para o carro e foi amor a primeira vista. Disse que queria sair com ele hoje e o gerente da loja apareceu dizendo que eu só poderia levar com metade do pagamento feito. Olhei bem para o carro e concordei. Ganhei um desconto ainda e um pacote de manutenção por 6 meses com desconto na oficina parceira da concessionária. Richard vai amar esse carro. Sai da loja com ele e fui pra casa. Estacionei na garagem, tomei um banho rápido. Vesti uma calça jeans, um blusa branca e meu tênis branco. Deixei o cabelo solto e peguei as chaves do meu mais novo bebê. Tranquei a casa e sai até a escola. Richard tinha me respondido "quando chegar, me avisa". Só avisei que estava saindo de casa. Quando cheguei lá, estacionei o carro e sai dele. Fiquei encostada ao lado dele esperando o Richard sair. Logo ouvi as vozes dos garotos do time e vi Richard. Sorri assim que vi ele e ele arregalou os olhos 

- não! Não acredito - Richard veio até mim e olhou o carro todinho e riu

- gostou? - perguntei rindo da reação dele 

- eu amei, Becky - ele me girou enquanto me abraçava. 

- ual, que carrão hein - Mike disse 

- lindo né, eu tenho bom gosto - ri e eles concordaram. 

- ótimo, vou ganhar um carona - John, um dos garotos do time disse e eu ri

- bora, levo vocês. Só cuidado ao entrar - eles concordaram e aqueles que não iriam com o Marcus, iriam comigo. Mike, John e Peter vão comigo. E claro, Richard. Deixei todos em casa e fomos pra nossa. Estacionei na garagem e entramos. Richard marcou de sair com o John mais tarde. Em plena segunda feira e ele já sair. Depois de algum tempo, ele saiu.

-juizo hein - disse enquanto ele saia na porta e ele riu. Coloquei um filme pra eu ver até que escutei um barulho. Olhei em volta e ignorei. Outro barulho. Merda. Logo agora que eu tô sozinha. Andei até a cozinha e peguei uma faca. Olhei no escritório e não era lá. Olhei no outro e nada. Olhei no banheiro, lá fora e no quarto do Richard. Só sobrou o meu quarto. Abri a porta devagar e tinha um cara deitado na minha cama. 

-merda, merda, merda - disse baixo e me aproximei - quem é você? O que você quer? Eu tô armada - o cara não se mexeu e não falou nada. Me aproximei mais e cutuquei ele. Nada. Sacudi ele e nada. Olhei pra minha janela aberta e algumas coisas que estavam caídas no chão. Dei a volta na cama e fiquei de frente pra ele. Tinha sangue no chão, na janela, nele. Soltei a faca no chão e me afastei. 

Tem um cara sangrando na minha cama. Mas que merda é essa?






Notas Finais


Espero que tenham gostado :)


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