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História Alone Together - Capítulo 26


Escrita por:


Notas do Autor


Olááá pessoinhas, como estão?
Eu to com sono. No dia que posso dormir até mais tarde, não durmo. Inferno, viu!
--Gals ultrapassamos cem leitores MUITO OBRIGADA! Sério! Tenho nem o que dizer, não esperava que iria conseguir porque o spirit é praticamente um cemitério agora, e senti que ninguém mais o usava. OBRIGADA THANK YOU GRAZIE GRACIAS TOHDA ARIGATO GAMSAHMNIDA e todo o resto, não sou poliglota não mas vcs entenderam né?
Boa leitura!

Capítulo 26 - Promessas


Avery Spencer:

Acordei mais uma vez no meio da madrugada, com Luke sobre mim. A cada hora eu acordava com um barulho diferente: ou o som de algum animal, ou o vento balançando as árvores, ou o ronco baixinho do Luke — eu percebi que estava em encrenca quando considerei seu ronco como algo muito fofo. Nunca acampei na vida então dormir ao ar livre não estava sendo muito fácil pra mim, e mesmo com Luke me transmitindo certa segurança, ainda não era o suficiente.

Respirei fundo enquanto observava seu rosto sobre o meu peito, a boca entre aberta, a testa sem nenhuma ruguinha ou indício de tensão — o que era raro de se ver —, tão sereno, tão lindinho. Seria pecado encarar aquela bola enquanto ele dormia?

A sensação de seus beijos no meu pescoço ainda estavam ali, o formigamento, o calor, o molhado... ah, meu Deus.

Queria me levantar dali, não estava nada fácil conter meus pensamentos e olha que não era normal eu ter um fogo desse jeito. Luke tinha mais efeito sobre mim e meu corpo a cada dia que se passava.

Infelizmente, a criatura era pesada e grande, e eu não teria chance nenhuma de escapar sem acordá-lo. Suspirei e deixei meu corpo relaxar para trás novamente, encarando o céu. Imaginei que horas seriam e todo o interrogatório que eu iria enfrentar ao chegar em casa de manhã, não apenas de Travor, mas também da minha mãe. Merda.

— Avery? — ele sussurrou, a voz tão rouca que bastou para despertar o meu pior lado mais uma vez.

— Oi.

— Tudo bem? — ele levanta a cabeça do meu peito, me encarando com os olhos quase se fechando de sono.

— Aham, só não consigo dormir. É estranho estar no meio do nada, ao ar livre.

— Hum, você quer ir embora?

Balanço a cabeça em negativa e me sento, finalmente, ainda segurando o cobertor contra mim. Estava ainda mais frio agora. Luke imitou o meu movimento, me abraçando quando eu estremeci de frio.

— Está com medo?

— Não é medo, só é estranho estar aqui, no meio do nada, e eu ouvi alguns barulhos esquisitos. Mas tudo bem, você pode dormir, logo eu pego no sono de novo.

— Não, tudo bem. Quer que eu te conte uma historinha de ninar? — ele provoca e eu mostro a língua para ele, rindo. — O que acha que darmos um mergulho?

— Aqui? Agora? Enlouqueceu? Eu estou congelando!

Ele sorri, me abraçando mais apertado sob os nossos cobertores.

— Quando amanhecer, então. O que quer fazer agora, já que resolveu virar uma morcega?

— Hã, ainda tem Coca Cola? — ele confirma, abandonando o cobertor para pegar a térmica e logo se colocando no mesmo lugar novamente, e me entregando o objeto. Agradeço e tomo longos goles, até que acaba. — Nem perguntei se você queria, foi mal — digo, me dando conta disso tarde demais.

— Sua sorte é que eu não quero.

Ele me solta e se coloca atrás de mim, fazendo com que eu fique entre suas pernas, e eu encosto a cabeça em seu peito enquanto seu queixo fica apoiado no topo da minha.

— Sabe, eu acho que você é a garota que mais pirou minha cabeça até hoje. O pior é que não levou nem três meses para eu enlouquecer totalmente. E você só tem dezesseis anos. Sempre curti as mais velhas.

Dou risada. — Você precisa parar de subestimar a minha idade, Hemmings. Você é ainda mais criança do que eu, quando quer.

— Não sou, nada. E no fundo eu sei que de inocente não tens nada, Avery Spencer.

— Eu vou te bater — ameaço brincalhona.

— Não vai. Mas caso queira me beijar, não vou me opor.

Sabendo que ele, por conta, não estragaria a doçura do momento, quis que fosse eu a fazê-lo, então me viro, me ajoelhando entre suas pernas, e o beijo enquanto agarro os fios de cabelo curtos da sua nuca.

Sua surpresa é clara quando ele demora a corresponder e me agarrar de volta, suas mãos firmes na minha cintura e quadril, me puxando contra ele, querendo nos aproximar mais do que a física permite.

Suas mãos me incentivam a passar as pernas pelo seu corpo, de modo que fico sentada em seu colo. É uma posição estranha pra mim, mas ele parece gostar. Suas mãos vão para o meu bumbum, continuando a pressionar nossos corpos e, consequentemente, nossas 'partes'.

Também foi estranho sentir seu volume aumentando cada vez mais, e pior foi sentir contra o que ele estava se chocando. Era tudo novo para mim e, bom, eu estava gostando muito. Era excitante e eu estava aprendendo a lidar com as fisgadas que sentia no final da barriga conforme ele instigava o fogo a aumentar em mim.

Nosso beijo estava desesperado, ele parecia querer me engolir, ou provar o máximo do meu gosto. Quando eu lia romances, achava os beijos rápidos e desesperados uma coisa muito superficial, bruta demais, e simbologia do desejo e da luxuria; admirava os mais lentos, mais fofos e doces, mas, nossa! Luke sabia deixar qualquer beijo, independente de seu ritmo, perfeito, romântico e sincero. Eu estava sentindo coisas que jamais pensei que poderia sentir.

— Você corresponde tão bem a tudo que eu faço que tal reação deveria ser um crime — ele diz, ofegante. Seu nariz roçou pelo meu pescoço, inalando meu cheiro. Desejei ter passado perfume antes de sair de casa. — Se você tivesse ao menos uma ideia do que me causa.

Ah, eu tinha, porque ele fazia o mesmo, senão pior, comigo.

— Luke... — ofego.

— Sinta isso, Avery — ele agarra minha mão, que estava em seu ombro e a tira dali —, veja como você me desestabiliza.

Ele pousa minha mão sobre seu peito, em cima do coração acelerado, e eu conseguia sentir as suas batidas perfeitamente conforme ele respirava pesado. Eu estava da mesma forma, poderia ouvir o meu coração gritar o seu nome mesmo que estivéssemos em um ambiente barulhento.

— Vê? Você é enlouquecedora — ele solta um suspiro por entre os dentes. Eu sabia que não era só o seu coração que eu estava agitando pela forma como algo me cutucava lá embaixo, principalmente quando ele voltou a me beijar e agarrou a minha cintura, incentivando movimentos nos meus quadris sobre seu colo. Eu queria tanto, tanto me entregar a ele. Mas essa não é a hora, por mais que eu quisesse jogar a razão para os ares. Luke estava certo e eu não queria mais uma decepção; somos complicados um para o outro, e corremos o resto de nos afastar a qualquer momento, como uma bomba relógio. Doeria muito mais fazer isso se eu tivesse sido totalmente dele. Preciso de estabilidade, ele quer ser a minha calma, e eu quero ser a sua segurança. Nos precipitar com essa "relação" seria o mesmo que ignorar nossas necessidades por causa de desejos momentâneos, o mesmo que encher uma represa de água sem antes sair de dentro dela. Não haveria um final feliz para nós dessa forma.

Mordo o meu lábio sem conseguir afastar minha mão da sua pele, estava tão quente. Seus olhos me encaravam atentamente sem conseguirem se desgrudar dos meus. Subi minha mão delicadamente pelo seu peito, pescoço, deslizando por cada pedacinho de pele, querendo sentir o máximo dele, guardando sua textura e seu calor na minha mente como se fosse a última vez que nos víamos. Eu temia perder ele.

Traço o mais lentamente possível o o seu maxilar sentindo a sua barba espetar contra meus dedos, acaricio a sua bochecha, vejo a sua covinha se formar conforme ele fecha os olhos e sorri, e beijo ali. Traço o contorno do seu nariz perfeito, seu queixo, sua testa. Sua boca me enlouquece, e anseio o toque dela. A mistura do calor com o toque metálico do piercing, o gosto agridoce, a maciez... é tudo na medida perfeita. Luke Hemmings é perfeito.

— Se continuar fazendo isso, não responderei por mim — ele sussurra fracamente. Sorrio e o beijo, o beijo com todas as palavras presas na minha garganta, querendo transmitir cada sentimento sufocado a partir da nossa conexão física. Esperançosamente ele iria me compreender.

Nos beijamos até o sono nos vencer, e não imaginei forma melhor de enfrentar o caos, senão assim.

[...]

Sentia cócegas. Tentei bater na coisinha que cutucada meu pescoço, pensando que talvez fosse um inseto, mas conforme eu despertava, percebi que não tinha como aquela coisa molhada fosse um inseto. A menos que...

— AAAAAH, uma lagarta! — abri os olhos e acordei num pulo só, me sentando e dando tapinhas em meu próprio pescoço. Só parei quando ouvi a risada escandalosa de Luke e então me toquei que não, não era uma lagarta ou qualquer outro bichinho, somente aquele garoto querendo me acordar de forma carinhosa.

Tentativa falha.

— Que susto, Luke!

Ele continua rindo, colocando as mãos na barriga enquanto tentava cessar, sem sucesso algum, a risada. Apenas fiquei o encarando com cara de paisagem, até ele conseguir parar com aquela crise de riso.

— Eu nunca mais vou ser carinhoso ao te acordar — resmungou, mas seu olhar ainda demonstrava divertimento. — Uma lagarta, Avery? Sério?

— Estamos no meio do nada, eu nem lembrava que você estava aqui — menti.

Ele estava presente no meu sonho desde que adormeci, há poucas horas, atrás até o momento em que acordei. Ele parecia mais um príncipe encantado da Disney do que o safado pervertido que eu estava acostumada.

Oh não... Luke como príncipe? Eu estou enlouquecendo.

— Esqueceu, mesmo? Pois eu ouvi bem enquanto você resmungava meu nome, dormindo — ele sorri todo metido. Reviro os olhos e me levanto, jogando os cobertores para o lado. Quase caio de volta no chão quando perco o equilíbrio, mas ele resolve me ajudar e eu consigo finalmente ficar de pé. Bocejo e só então começo a olhar em volta, realmente é bem diferente da visão noturna.

O verde que nos cerca é muito claro, e havia gotas de orvalho em cada planta daquele lugar devido ao frio que fez durante a noite — sorte que eu tinha Luke para me aquecer. O céu estava claro, porém com algumas nuvens, mas não o suficiente para ameaçar chuva. A água do lago era puxado para um tom de verde, e não era muito cristalina, mas não parecia ser suja também. A queda da água era fina, mas ainda estava presente, e o barulho era uma delícia de tão relaxante.

Quando olho para o Luke, pronta para comentar sobre a beleza desse lugar, as palavras travam na minha garganta; ele está se despindo.

— O que está fazendo? — pergunto, observando o modo como os músculos de suas costas e braços se tencionam enquanto ele se abaixa para retirar a calça. Uau.

— Vamos dar um mergulho.

— Hã... vamos? — indago meio insegura.

— Sim, nós vamos. Combinamos ontem a noite, lembra? Essa água é uma delícia.

Sim, lembro, mas permaneço quieta, observando ele se livrar de toda a roupa, exceto a cueca. Não sei se quero agradecê-lo pelo bom-senso ou arrancar aquela maldita peça do belo corpo dele.

Ele sorri para mim e pula no lago, não levando nem mesmo dois segundos para emergir, o que mostra que é mais raso do que eu imaginava.

— Ande logo, eu não estou olhando — ele se vira de costas para mim, me encorajando, e eu resolvo aceitar. Me livro da calça, dos tênis e do moletom e pulo na água de uma vez, antes que eu pudesse desistir da ideia.

Quando volto a superfície, somente a ponta dos meus pés tocam o chão de terra, e ele já está me olhando com um olhar indecifrável. Espero que seja coisa boa, pelo menos.

— O que achou?

— Achei que estaria gelada, mas que bom que não está — estou com Luke Hemmings só de cueca dentro de um lago, somente nós dois sozinhos no meio do nada depois de passarmos a noite nos amassando, e tudo que eu faço é comentar sobre a temperatura da água. Eu sou patética.

Ele sorri conforme vai se aproximando de mim, só processo a informação quando ele está somente há alguns centímetros de mim. Oh, céus.

— Como está se sentindo?

— Hã? — falo automaticamente, não sei se ele se refere ao momento, à água, ou ao que tivemos na madrugada.

— Como se sente? Quer dizer, aqui, comigo, agora. Com isso que tá rolando.

— Hum, bem... e-eu acho. 

Ele está perto demais e eu fraquejo. Sinto sua respiração gelada contra o meu rosto. Seus lábios estão quase roxos devido ao frio lá fora, mesmo que a água esteja quente.

Sua mão toca o meu cabelo molhado, e ele joga todos os fios grudados na minha pele para trás do meu ombro, sem desviar o olhar do meu rosto para a minha blusa encharcada e colada no corpo, como imaginei que faria.

Sua mão não me abandona depois de expor completamente o meu rosto, e seus raspam contra a minha bochecha numa carícia enquanto ele se inclina contra mim bem lentamente, chega a ser torturante porque eu mal posso esperar para beijá-lo de novo.

— Eu tô muito amarrado a você — sua confissão só me tira ainda mais o fôlego, antes dele grudar nossos lábios. Seu toque me causa um frio na espinha enquanto seus movimentos me arrepiam por inteiro, ao ponto de me arrepiar dos pés até a nuca. Agarro o seu pescoço com os braços e ele segura na minha cintura, colando completamente nossos corpos quando me segura pelas coxas em seu colo.

Espera aí.

Afasto nossos rostos, franzindo o cenho.

— Luke, você... — olho por cima de seu ombro e encontro uma peça de roupa preta boiando na borda do lago. — Oh, meu Deus.

Ele olha para trás e então dá risada, notando o que eu acabei de perceber.

— Você não achou mesmo que eu iria tomar banho de cueca, né?

— Céus, era para ser somente um mergulho — meu rosto está completamente em chamas, mas ele não me deixa recuar quando tento. Ele continua rindo e me abraçando firme e forte.

— Ah, Ave, isso não é nada demais. Você está coberta até demais, em compensação. Deveria estar como eu.

Estamos indo rápido demais, definitivamente, rápido demais.

— Luke, eu acho melhor não...

— Se você quiser eu visto aquilo de novo, mas não é nada de mal, quer dizer, não vamos fazer nada.

— Já estamos fazendo! — retruco.

— Só estamos abraçados — ele fecha a cara, me soltando. Droga, eu o chateei.

— Olha, é só que... eu só não estou acostumada com isso tudo, tanta intimidade. As coisas estão indo rápido demais, ficamos juntos a noite inteira, estamos mergulhando num rio às sete da manhã e você está nu! Céus, o que está acontecendo comigo?

Ontem a noite estava tudo lindo, eu quase permiti que ele me tirasse algo importante e, pior, quase implorei por isso, mas agora a realidade me dá um banho de água fria, e eu começo a entrar em pânico. 

— Avery, calma. Respira.

— Luke, eu acho que eu não tô preparada para algo sério.

— Ninguém falou nada sobre um relacionamento agora — isso só piora as coisas dentro de mim.

— Então o quê? Você quer ficar casualmente comigo? Eu já devia saber! É bem o seu tipo fazer algo assim! Fui uma idiota.

Tento caminhar, ou melhor, nadar, até a borda do rio o mais rápido possível, sabia que isso não iria prestar.

— Quer voltar aqui, por favor? Você está entendendo tudo errado.

Não dou bola para o que ele fala, saindo do lago e correndo até onde nossas coisas estão, morrendo de vergonha por estar de calcinha e deixando ele me ver o quanto quiser.

— Avery, mas que coisa! Me escuta! — sua voz está muito próxima agora e eu fico nervosa enquanto me atrapalho toda ao tentar vestir minhas roupas secas o mais rápido possível.

Eu não sei o que está acontecendo com a gente, eu estou magoada por ele não ser mais claro com o que quer comigo, embora ele tenha dito que eu precisava ouvir da melhor maneira ontem. Mas como eu posso ter certeza de que suas palavras eram verdadeiras?

Merda, eu estou confusa.

Luke me impede de fechar o moletom, agarrando meus braços e me virando para ele. Cruzo os braços na frente do corpo, na intenção de me proteger do frio que agora sinto por estar completamente molhada.

— Olha, não estamos transando, no máximo estamos trocando beijos, e eu gosto de você, já te disse muitas vezes em pouco tempo. Qual é o problema? Eu não pretendo fazer nada contra a sua vontade, se eu pretendesse teria feito isso ontem mesmo, você sabe.

Droga, ele ainda está pelado.

Foca nos olhos, nos olhos, Avery!

— Ah, então agora você quer jogar isso na minha cara? Eu sabia, eu sabia! Você é um idiota, Hemmings.

— Avery, você tá se ouvindo? Para de ser boba! Você está surtando sem motivo algum.

— T-tem motivo sim! Aí, Luke, me deixa em paz.

Me solto dele, tentando fechar o zíper daquele negócio logo. Ele bufa e se aproxima, desemperrando o zíper para me ajudar a fechar a peça de roupa. Sorri carinhosamente e coloca o capuz na minha cabeça.

Ele se afasta, suspirando e indo se vestir, sem ligar para o seu estado e em como as roupas ficarão desconfortáveis por sua pele molhada, da mesma forma em que me encontro.

— Vamos embora? Travor e minha mãe já devem estar surtando — sei que ele não vai cair nas minhas desculpas, mas mesmo assim ele balança a cabeça e começa a arrumar todas aquelas coisas para irmos embora.

É, eu consegui arruinar o momento.

Daquele momento até minha casa, tudo era completamente silencioso. Não nos falamos mais e todo o percurso de carro até a residência só serviu para eu ver o quão babaca eu fui. Arranjei problema do nada quando tudo o que ele fez foi tentar ser carinhoso comigo.

Olhava-o de canto vez ou outra e sua cara não era das melhores, ele parecia pensativo e isso não me tranquilizou nada. Agora ele vai voltar a ser idiota comigo e eu voltarei a ficar na defensiva apenas para não me magoar mais com ele, e então tudo voltará a ser como antes por minha causa.

Eu queria mesmo é me dar um murro na cara.

Quando seu carro parou na rua, eu me virei para ele, pronta para me desculpar, quando ele me calou somente com o seu olhar. Ele respirou fundo.

— Luke, eu...

— Espera, Avery, me deixe falar, eu estou ensaiando o que dizer da melhor forma para que não me entenda mal desde que entramos no carro, então, por favor, só me escute. 

Meu coração se aperta e eu já começo a me preparar psicologicamente para a bronca e prendo a respiração. Lá vem... 

— Olha, eu sei o motivo de todo essa sua insegurança; eu nunca prestei e sempre fui um babaca com você, mas eu realmente estou sentindo algo forte agora e é a primeira vez que isso acontece, então, sim, farei muita merda ainda, e irei dizer as coisas erradas por muito tempo, senão para sempre, mas eu tô aprendendo contigo a cada dia e você precisa ter paciência comigo se quiser que isso dê certo, porque eu quero. E também precisa parar de pensar o pior nas minhas intenções, porque com você tudo é diferente. Não sou o mesmo Luke de três meses atrás e nem você é a mesma Avery. Não sou romântico, nem compreensivo e, porra, eu não te entendo, mas juro que estou tentando ser bom para você — fico emotiva, mal sabe ele como já é tudo o que julga não ser. — Eu não vou te usar e você precisa esquecer essa ideia de uma vez, você não é qualquer uma então não tem porque eu te tratar como tal. Posso ser um lixo de cara, mas se tem uma coisa que você não sabe sobre nós é que, quando nos apaixonamos, tudo muda. Eu estou mudando, então, por favor, comece a me ouvir, e tenta me entender também, ok? Eu quero algo com você, mas vamos com calma. Estou sugerindo que façamos o que você precisa e o que você quer. Não precisa ter medo, eu não vou voltar atrás. Não haverá um dia em que vou acordar e não te querer mais, isso só acontece nos filmes, então fica calma e curte o momento. Ok? Controle a sua loucura por um tempo.

É inevitável sorrir quando ele termina. Ele disse que não sabe o certo a dizer mas tudo o que eu queria ouvir era isso. Eu precisava saber que ele está tentando, que está confuso, ouvir suas inseguranças mas saber que ele está disposto a tentar e que pretende me acompanhar com isso tudo, porque a situação não está sendo diferente só pra ele, para mim também são novidades atrás de novidades.

— Você quer algo comigo? Mas você acabou de... — ele me interrompe.

— Eu não quis dizer aquilo — dispara rápido. — Você ficou assustada e eu queria te acalmar, mas só piorei tudo. Se você não está pronta para um relacionamento agora, tudo bem, vamos esperar até o momento certo, e vamos ir com mais calma, no seu ritmo, tá? Acredite em mim, eu estou tão transtornado quanto você com tudo isso.

Meu sorriso se amplifica.

— Obrigada.

Ele junta suas sobrancelhas inacreditavelmente desenhadas, não entendendo.

— Pelo quê?

— Por me dizer tudo o que eu precisava ouvir. Vamos aprender a lidar com tudo juntos, tá?

Ele sorri também, parecendo aliviado.

— Ok. Eu gosto muito de você — ele se inclina para o meu banco, parando perto do meu rosto e me olhando nos olhos, como se estivesse pedindo permissão. Me inclino também e o beijo, formando apenas um selinho longo, mas com sentimento. carinho e tranquilidade. É o melhor por agora.

— Eu também gosto muito de você, e me desculpe por mais cedo. É só que... ah, sei lá, tpm talvez.

Ele ri. — Ok, vou me lembrar disso durante a semana. Agora é melhor você ir, a sua família deve estar louca já.

— Nem devem ter acordado ainda — dou de ombros. — Nos vemos logo?

— Claro.

Ele me dá mais um selinho e eu saio do carro, dando um tchauzinho antes de caminhar até a porta de casa. Minha chave ainda está no bolso da causa, e eu entro tentando fazer o mínimo de barulho possível. Quando fecho a porta e me viro, pronta para subir a escada com leveza, meus ombros caem ao notar minha mãe e Travor com os braços cruzados diante da escada, não parecendo nada felizes.

— Onde, diabos, você esteve a noite toda, Avery Rose Spencer?

Ops, ferrou!


Notas Finais


Vish. Por um Luke desses na minha vida eu aguentava até o sermão da minha mãe, mas e ela? Veremos.
Esses momentos lavery mexem comigo viu
Comentem?
Bom fim de semana (e feriado pros paulistanos) e até logo <3 <3

Leiam a história original da minha friend, é um amorzinho: https://www.spiritfanfiction.com/historia/counting-stars-19292773


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