História Along The Way - Capítulo 16


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Categorias Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Peter Parker (Homem-Aranha)
Tags Fluffy, Ironspider, Medieval, Os Vingadores, Peter Parker, Slow Burn, Slow Burn Romance, Starker, The Avengers, Tony Stark, Viagem
Visualizações 190
Palavras 2.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Capítulo XV


Fanfic / Fanfiction Along The Way - Capítulo 16 - Capítulo XV

 Os mornos raios de sol da manhã entravam precariamente por entre as frestas da veneziana de madeira, não sendo suficiente para iluminar o quarto, porém bastando em deixar visível seu caminho para olhos acostumados. E foi nessa penumbra que Peter acordou, suspirando longamente e apertando de maneira frouxa e preguiçosa a superfície sobre a qual deitava. Na letargia do sono, ele bocejou e esfregou seu rosto no travesseiro, segurando o tecido da fronha entre os dedos, não querendo que a sonolência o abandonasse, uma vez que isso significava ter de levantar, e ele de jeito nenhum estava disposto a sair do conforto quente da cama.

 Almejando voltar a dormir, Peter experimentou mudar de posição, somente para ter seu movimento impedido pelo peso em sua cintura, que antes ele inconscientemente julgara como sendo do cobertor, mas que agora o alarmava.

 Abrindo os olhos de súbito, a primeira coisa que ele viu foi um rosto tão perigosamente perto do seu que os narizes quase se tocavam, concluindo no mesmo instante que havia alguém deitado em sua frente, com um dos braços esticados enlaçando sua cintura e uma pernas entre as suas.

 Assustado, tudo o que Peter conseguiu pensar foi em se desvencilhar do toque, e com movimentos bruscos ele saltou para trás no colchão, errando sua beirada por pouco. O Invasor de Camas, entretanto, não tivera a mesma sorte. Empurrado para trás, nada pôde fazer para evitar a queda, indo ao chão com um barulho alto, enfim despertando no processo.

 Peter, um pouco temeroso, se curvou sobre a cama, espiando cautelosamente a pessoa que agora gemia e praguejava enquanto tentava levantar.

 — Mas que merda foi essa? — O homem no chão praticamente rosnou, e Peter finalmente reconheceu quem era.

 — Senhor Stark?! — Exclamou alarmado, rapidamente se levantando a fim de ajudar o homem que ainda estava caído.

 Interrompendo seu vitupério apenas para negar o auxílio, Tony se levantou e sentou-se na cama, esfregando o braço esquerdo com uma mão e dispensando um olhar carrancudo à Peter, que agora parecia envergonhado parado em pé próximo ao outro.

 Se perguntando o que o homem fazia em seu quarto, o garoto finalmente recordou do acontecido durante a noite, quando ele visivelmente bêbado invadira seus aposentos para simplesmente deitar consigo. A lembrança do Stark o abraçando fez enrubescer suas bochechas, ainda mais depois de lembrar de como se sentiu confortável com ele.

 — O que faz aqui, Senhor Stark? — Peter perguntou, cauteloso.

 Tony apenas deu de ombros, e esfregou as têmporas, parecendo, para a completa mortificação de Peter, envergonhado.

 Piscando algumas vezes, Peter assistiu um tanto confuso o homem simplesmente levantar e sair do quarto, sem dizer uma única palavra. Dando de ombros, ele voltou a se deitar na cama, não dispensando muita atenção ao motivo pelo qual o Stark havia ido parar em seu quarto. Certamente ele, bêbado como estava, tinha somente confundido os quartos no escuro da noite.


~•~•~•~•~•~•~


 Durante o desjejum, o par de viajantes se viu sozinho na mesa, pois seus anfitriões ocupavam-se com os preparativos para a partida da princesa no dia seguinte. Porém mesmo com a desinibição devido a ausência de outras companhias, o constrangimento que Tony sentia por ter se rendido tão facilmente aos seus desejos na noite anterior não fora amenizado. Ainda sentia-se um tanto culpado por ter simplesmente invadido o quarto alheio, mas internamente agradecido por não ter feito nada mais embaraçoso do que abraçar o garoto para dormir.

 Mas não era os eventos passados que lhe atormentavam agora, era o fato de que após ter experimentado tamanha proximidade, tudo dentro de si parecia ansiar por qualquer mínimo toque de Peter. Desde pequenos roçares de mão acidentais quando ambos iam pegar o mesmo objeto, até o toque de seus joelhos, quando Peter se virava quase totalmente de lado para conversar consigo durante a refeição. Esse desejo todo tão irracional estava quase o pondo louco.

 — Pensei em irmos à cidade hoje — Tony começou. — Precisamos repor as provisões para a viagem de volta.

 O sorriso de Peter expôs toda a sua animação diante da perspectiva de um passeio pela cidade, então prontamente concordou com a ideia, enquanto que apressadamente terminava seu desjejum, a fim de logo saírem para explorar o mercado do reino.

 Tony, contagiado pela empolgação de seu companheiro, não tardou em animar-se também, esquecendo até mesmo o mal estar causado pela sua ressaca.

 Depois de uma passada rápida pelos estábulos do castelo a fim de pegar um cavalo para carregar o que comprassem, os dois caminharam até as inúmeras barracas do mercado, onde Peter se empolgava com qualquer mínima novidade que visse, arrastando Tony de um lado a outro, mal dando tempo a este, que, responsável, se incumbiu de comprar o que fosse realmente necessário, deixando que Peter se divertisse à vontade. O Stark não reclamava dessa correria, é claro, pois o garoto por vezes o tomava pela mão quando queria chamar sua atenção e lhe fazer o acompanhar de uma venda à outra. Não que achasse muito nobre de sua parte se aproveitar de cada mínimo toque inocente de Peter, mas a essa altura já nem conseguia mais se refrear, deixando sua mão apreciar todo e qualquer toque morno da de Peter, que nem se dava conta disso.

 — Olha, Senhor Stark! — Peter exclamou a certa altura, indicando uma marcenaria a algumas lojas de distância.

 Então mais uma vez Tony se viu sendo puxado pelo garoto, habilmente desviando das pessoas pelo caminho até estar em frente a banca onde vários artigos em madeira estavam expostos. Tony não entendeu o quê exatamente havia chamado tanto a atenção de Peter até que este apontou para algumas espadas de madeira penduradas em um suporte ao canto.

 — O que acha de comprarmos um par, Senhor Stark? — Perguntou Peter, olhando esperançosamente em direção ao homem. — Não treinamos desde aquele dia, lembra?

 Tony ponderou em silêncio. Seria realmente bom que tivesse o material apropriado para retomar os ensinamentos com Peter, afinal, espadas em madeira próprias para isso era infinitamente melhores que varas improvisadas, mas o que o convenceu a realizar a vontade do garoto fora sua expressão adoravelmente pidona, os olhinhos brilhantes alternando entre si e seu objeto de desejo repetidas vezes. Tony suspirou e assentiu, vendo imediatamente um sorriso tomar forma entre os lábios de Peter enquanto aguardava o vendedor embrulhar sua compra.


 A tarde já estava bastante avançada quando finalmente retornaram ao castelo após findada as compras. Peter seguia quase saltitante de animação agarrado a sua aquisição, sonhadoramente imaginando e ansiando por retomar seus treinos com Stark, enquanto que este por sua vez também esperava por isso, contagiado pela animação de seu aluno.

 Ao chegarem, organizaram suas provisões para a saída antes do alvorecer do próximo dia, deixando assim tudo pronto para a partida. Ao passo que terminaram já era hora de seu último jantar no castelo, então prontamente seguiram até o grande e rico salão de jantar, onde sentaram-se mais uma vez na companhia da realeza, e ao menos dessa vez Peter manteve um diálogo menos monopolizado pela princesa.

 Princesa esta que aproveitava a refeição um tanto melancólica por ser sua última junto daqueles que a receberam e lhe deram tão boa educação, tratando-a como se fosse verdadeiramente da família. Em seu íntimo, estava um pouco nervosa também, não só pelo caminho a seguir ser perigoso, mas também porque o que a aguardava ao chegar era um casamento com um homem que jamais vira em toda sua vida.

 Estando de bom humor, Tony se deixou demorar um pouco mais à mesa dessa vez, o que nada tinha a ver com seu joelho tocando o de Peter por baixo da toalha, é claro. Então manteve um diálogo cortês com o rei e a rainha, despedindo-se educadamente destes ao que todos decidiram se recolher aos aposentos a fim de dormirem.

 Deitado em sua cama Tony olhava para o teto escuro parcamente iluminado por uma vela que chegava ao fim, e não podia deixar de imaginar que no dia seguinte estaria novamente fadado a dormir no chão duro e desconfortável. Porém, mesmo sua cama sendo infinitamente melhor que o chão sujo da floresta, não lhe parecia agradável, sentia que faltava algo. Por dentro ele sabia, é claro, que o que o incomodava era a inconsciente vontade de dormir junto a Peter, mas isso ele não admitiria, pois era algo inaceitável. Não deveria se sentir desse jeito em relação ao jovem, precisava urgentemente sufocar tais sensações e desejos, e o quanto antes o fizesse, melhor seria para si e para Peter. Decidiu, pouco antes de cair no sono, que começaria seu empenho no dia seguinte: evitaria ao máximo todo e qualquer toque, assim como quaisquer pensamentos ternos em relação a Peter, o tratando somente do jeito que um homem deveria tratar seu companheiro de viagem.

 Enquanto Tony finalmente silenciava suas questões internas caindo no sono profundo, Peter, no quarto vizinho, remexia-se inquieto em meio ao seu próprio sono, resmungando e suando frio.

 Sonhava novamente com sangue e morte. A apreensão que sentira, pouco antes de dormir, a respeito do que poderia voltar a encontrar quando retomassem seu rumo por dentre a floresta nos dias que se seguiriam, fora o que bastou para reavivar antigos temores. Inevitavelmente, como já estava quase se tornando um costume ao se encontrar sozinho com seus pensamentos no silêncio da noite, ele pensava sobre os perigos enfrentados até então, tirando algum tempo a mais nos homens que matou, mesmo que tentasse evitar tal coisa, e soubesse que não fora realmente sua culpa, não conseguia simplesmente não pensar nisso, tornando assim impossível impedir os pesadelos de tomarem forma.

 Sentando-se na cama finalmente desperto, Peter tentou controlar sua respiração e o ritmo que seu coração martelava em seu peito, passando uma mão pelo cabelo suado e usando a outra para esfregar os olhos. Notou que ainda era noite, então voltou a se deitar, virando de lado e se enrolando na coberta, como se isso bastasse para o acalmar. Sentia-se apreensivo. Nervoso ao ter de partir ao amanhecer. E temeroso ao imaginar o que encontraria nessa nova fase de sua jornada.

 Inquieto, ele virava de um lado ao outro na cama, bagunçando coberta e lençóis, sem conseguir encontrar a paz necessária para poder voltar a adormecer. Estava cansado pelo dia de andanças com o Stark pela cidade, mas não conseguia simplesmente sossegar e dormir. Pensar em Tony o fez se lembrar de ter acordado com ele pela manhã, de ter o jogado no chão de susto, mas também de ter achado tão confortável dormir junto a ele.

 Definitivamente não devia, mas agora sentia falta da segurança que a presença do mais velho lhe trazia. E ainda mais do conforto de estar entre seus braços, admitindo isso em seus pensamentos com não menos embaraço do que sentiria se o fizesse verbalmente. Peter sempre sentia-se estranho na presença do homem. Mas era um tipo bom de estranho. Aquele frio na barriga, nervosismo, bochechas corando, o coração descompassado e os suspiros involuntários sempre o deixavam confuso. Por que seu corpo agia daquele jeito? E por que se sentia tão bem com isso? Ansiava por isso?

 Realmente não sabia, e também não sabia se gostaria de saber.

 Peter suspirou e mudou de posição novamente sobre a cama, tentando abraçar o travesseiro, querendo obter algo parecido com o que sentia junto do outro, para que talvez pudesse dormir, mas nem de longe obteve o efeito desejado. Queria desesperadamente dormir, pois em sua última madrugada insone havia caído do cavalo, o que o havia deixado com alguns hematomas pelo corpo, e sabia que não demoraria muito até que o sol nascesse.

 Então em uma última tentativa desesperada, Peter agarrou seu travesseiro e levantou da cama, esgueirando-se no escuro até a porta, passando por ela em silêncio e seguindo até sua vizinha, onde de maneira igualmente furtiva avançou, invadindo os aposentos alheios assim como o seu havia sido na véspera.

 Sabendo da disposição dos móveis que espelhavam os seus, o garoto não teve dificuldade em encontrar a cama. Tateou cegamente até encontrar o homem adormecido ali, então largou seu travesseiro logo ao lado e levantou a beirada do cobertor, tentando, com os movimentos tão leves quanto possível, não despertar o Stark enquanto deitava-se ao seu lado.

 Suas bochechas ardiam em vergonha pelos seus atos, mas dessa vez realmente necessitava do conforto alheio para que pudesse descansar apropriadamente, e como já havia experimentado tal com seu companheiro, esperava que este não estranhasse sua atitude por ele mesmo já as ter tomado uma vez, mesmo que em estado de embriaguez.

 Se remexendo um pouco, Peter se aproximou mais do homem ao seu lado, sentindo seu calor tão bem vindo e ouvindo sua respiração ritmada. Então, uma vez que já fora ousado o suficiente para a noite, não julgou que um último ato insano fizesse qualquer diferença, portanto virou-se de lado e cuidadosamente esgueirou um braço por sobre a barriga do Stark, que dormia de costas. Aproveitou que o homem mantinha um braço debaixo da cabeça e deitou a sua no peito alheio, sentindo-se finalmente seguro o suficiente para adormecer embalado pelo pulsar constante do coração de Tony.



Notas Finais




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