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História Along With Me - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Eles estão de volta...


Evelline dirige até o Austin Tower, ela chega na entrada principal e cumprimenta o mordomo que cuidava do estacionamento:

- Bom dia Chase!

- Srta. Armstrong, bom dia! A quanto tempo não a vejo por aqui.

- Sim, realmente faz muito tempo. Como vai indo?

- Muito bem, obrigado. O Sr Austin aguarda.

- É verdade, até a próxima vez, Chase.

E ela lhe entrega as chaves do veículo.

Rapidamente Evelline chega a recepção, e a atendente já lhe entrega o recado:

- O Sr Austin está esperando no andar A.

- Muito obrigada!

E ela vai diretamente até o elevador, e quando a porta se abre, Hillary Duff sai do elevador, e as duas se vêem:

- Hillary!

- Eve!

E as duas se abraçam.

- Gostei do corte novo. - elogiou Hillary

- Ah, mesmo? Ainda estou me acostumando, mas obrigada.

- Tá indo bem, chanel combina muito com você. Preciso ir agora, foi bom te ver.

- Igualmente.

Hillary passou direto, e Evelline estranhou a pressa com que ela andava, e entrou no elevador.

Ela colocou seu polegar num identificador digital secreto que ficava abaixo de todos os outros botões do elevador, e subiu diretamente até o andar mais alto do Austin Tower, Evelline viu o contador de andares acima da porta mudar para a palavra "Along".

Quando ela chegou, deu de cara com todo um andar enorme e espaçoso com funcionários trabalhando de um lado pro outro, e uma mesa no meio da sala, no fundo havia um painel de vidro enorme, que através dele era possível ver toda a cidade.

Evelline desceu umas escadas e caminhou até a mesa no meio do local, nela estava sentado Austin, tomando um chá calmamente enquanto acariciava seu bigode.

- Evelline, minha sobrinha favorita! A quanto tempo não nos vemos, não é mesmo?

- Você parece bem tio. Já faz realmente bastante tempo não é?

- Sem dúvidas. Sarah perguntou por você.

- Sério? Como ela está?

- Está melhorando bem, ela será transferida amanhã bem cedo, se quiser, ainda tem tempo para conversar com ela.

- Transferida?

- Sim, Sarah não poderá mais continuar sendo tratada, ao menos não aqui nesse local.

- Desculpe... acho que não estou entendendo. - disse Evelline, confusa.

- Tem uma razão pela qual eu te chamei aqui hoje, Eve.

Evelline o encara fixamente.

- Sente-se, por favor.

Ela obedece.

- Odeio ser tão direto já de primeira depois de tanto tempo, mas é que a situação não pode esperar, estamos com um problema muito sério.

- Do que está falando?

- Eles estão de volta.

- Eles?

- Os Salvadores.

Evelline fica estática por um momento, em seguida ela começa a rir timidamente.

- Isso... isso não é possível, você sabe, não é?

- Gostaria de estar só brincando com você minha querida, mas infelizmente não estou.

- Como isso é possível?

Austin contou a Evelline todo o caso dos desaparecimentos inexplicáveis e tudo oque Peter Hood viu, Evelline estava perplexa, mas Austin continua:

- Tem mais um detalhe, o presidente corporativo também foi sequestrado, porém, não só ele, mas toda a sua família também.

- Não é possível...

- Eu odeio ter que dizer isso, mas parece ser possível sim.

Evelline se larga de costas sobre a cadeira, fazendo força pra não chorar.

- Eu acabei com eles no ano passado, lembra? Como é possível eles estarem agindo agora?

- É por isso que está aqui, precisamos agir.

- Oque faremos?

Austin se levanta, da um último gole no chá calmante e então se senta sobre uma outra cadeira, ao lado de Evelline, estando mais próximo agora.

- Precisamos formar a equipe, agora.

- Achei que isso tivesse sido só uma ideia fantasiosa da sua cabeça.

Austin se ajeitou em sua cadeira e cruzou as pernas, então ele mexeu em uns controles na mesa, e um painel digital se abriu diante de Evelline.

- Desde que você nos ligou pedindo para resgatar você, Sarah, o menino e o cetro, eu passei a considerar todas as informações que você me deu a respeito, e lembra quando você disse que aquele homem de cartola avisou que a guerra estava apenas começando? Acho que agora faz sentido oque ele quis dizer.

- Como você sabe de que realmente se tratam dos Salvadores?

- Depois de tudo oque acabou de ver e ouvir, ainda tem dúvidas? São eles, eles estão de volta e com força total, de modo que nem mesmo você será capaz de para-los sozinha.

Evelline fica pensativa, com a mão sobre a testa, até que ela responde:

- Tudo bem, precisamos nos prevenir, oque precisa que eu faça?

- Pra começar, nós vamos precisar de um certo peregrino...

Evelline fica irritada ao ouvir isso.

- Austin, já conversamos sobre isso...

- Sim, e não vamos fazer isso de novo.

- Se você considera realmente oque eu digo, então eu acho que você entendeu quando eu disse que havia uma boa razão para não envolver Ethan nesse caso!

- Entenda bem, eu sei de tudo isso, sei quais são seus medos e preocupações, mas a verdade é que precisamos dele!

- NÃO! Não precisamos, não.

- Diga, minha cara, se você estiver realmente certa quanto a esse assunto, como você tem acertado até agora, quanto tempo acha que vai levar até eles o encontrarem? Porque tenha certeza que eles vão, mais cedo ou mais tarde, ele não estaria mais seguro aqui entre nós?

Evelline se largou de costas na cadeira novamente, sem contestar.

- Certo então. Se quiser, ainda pode parar pra conversar com Sarah antes de pegar o próximo avião para Pilgrim.

- Eu tenho que ir pessoalmente? Porque não manda uma carta ou um email, qualquer coisa do tipo?

- Acho que um convite seu soaria mais agradável para o nosso caro peregrino, também considerando o momento em que ele está vivendo atualmente.

- Eu poderia ir falar com Jack...

- Hillary já está fazendo isso.

- Muito bem então.

Evelline se levanta e se vira para ir embora, mas Austin diz:

- Veja oque Sarah sabe sobre os Salvadores, qualquer informação pode ser útil.

Evelline respira fundo e vai embora.

Jack estava socando um saco de areia quando Hillary entrou em seu salão de treino, ele para por um instante, a encara, e diz:

- Não lembro de ter te dado permissão para entrar na minha casa a hora que quisesse.

E ele continua a bater no saco de areia.

- Você tenta largar as lutas, mas as lutas não largam você, não é? - disse Hillary.

- Por que está aqui? Willard foi encontrado?

- Não.

- Então não tem nada que você possa dizer que me interesse.

Hillary se aproxima e o observa.

- Oque foi? - perguntou ele.

- As pessoas te enxergam como herói, Jack.

- Você sabe muito bem que eu nunca tive o perfil de um herói.

- Pois é, mas as pessoas precisam disso agora.

- Pois que peçam a outro!

E então, por um breve momento, quando ele estava prestes a socar o saco de areia de novo, Hillary se pôs na frente dele, o forçando a parar.

- Tá ficando maluca?!

- Eu achei que você tivesse criado mais responsabilidade desde a última vez.

- Eu já disse, você teve uma impressão errada sobre mim.

- Você vai continuar negligenciando? Toda vez que você faz isso pessoas inocentes ou até próximas morrem Jack, da última vez foi sua mãe, quer que a próxima seja sua irmã agora? Porque ela tá com um problemão, e conhecendo ela, vai querer resolver tudo sozinha.

- Deixe ela tentar.

- O problema é que ela não vai conseguir sozinha. Tem certeza que prefere colocar mais uma morte na sua conta?

Jack encara Hillary, então ele põe a mão na consciência e respira fundo.

Sarah estava em seu quarto, tentando limpar seu rosto, ela estava mais magra e mais pálida, então passa água no rosto e em seguida passa uns algodões com um creme de tratamento pra pele, porém seu cabelo cacheado estava atrapalhando, ela pega um prendedor elástico de cabelo, e o põe preso no indicador e no polegar, o problema é que fazer isso com uma mão só não era tarefa fácil, ela tentou várias vezes seguidas, porém o cabelo sempre escapava por entre os seus dedos, irritada ela atira o prendedor no chão e da um murro na pia.

- Deixa eu te ajudar. - Sarah ouviu uma voz atrás dela.

Ela olha pelo espelho, e enxerga Evelline com o prendedor nas mãos.

Sarah se senta em um banco com um espelho na mão, enquanto Evelline arrumava seu cabelo:

- Faz tempo que você não me visita. - disse Sarah.

- Perdão. Tenho estado muito ocupada cuidando dos bens da minha mãe e todas as organizações dela, tem sido assim desde que ela faleceu.

- Eu sinto muito...

- Muito obrigada. Mas como você está? Tem sido atendida em tudo oque precisa?

- É claro, quer dizer, eu ainda sinto muita dor... - diz Sarah com a mão sobre oque restou do seu braço direito.

- Vai dar tudo certo, eu garanto.

Sarah observava o rosto de Evelline através do espelho em sua mão, ela parecia estar preocupada.

- Oque está havendo, Evelline?

- Ahn?

- Dá pra ver na sua cara que tem alguma coisa acontecendo, é por isso que está aqui?

Evelline para de mexer no cabelo de Sarah por um instante, ela respira fundo, e então revela:

- Eles estão de volta.

Sarah arregala os olhos e fica tensa.

- Então, quer dizer que eles...?

- Sim, os Salvadores estão de volta a ativa, e estão muito piores do que da última vez.

Evelline tenta disfarçar a amargura em seu rosto, e Sarah fica sem palavras, ela larga o espelho num canto.

- Sarah, preciso que me dê todo tipo de informações que souber sobre eles.

- E porque acha que eu sei alguma coisa? - Sarah falava com frieza.

- Você esteve com eles, foram seis meses como Vah...

Sarah se levanta do banco e se afasta de Evelline, bastante ofegante, ela surta:

- Não... não me faça relembrar disso! PARE COM ISSO!

- Sarah, acalme-se.

- Esses seis meses com os Salvadores vão ser pra sempre uma mancha na minha vida! Eu quero esquecer que fiz parte disso!

- Eu sei, mas...

- TODAS AS NOITES EU SONHO COM CADA UMA DAS PESSOAS QUE MATEI EM NOME DELES! ISSO É O MAIOR TORMENTO DA MINHA VIDA!

- Ou talvez possa ser a salvação pra vida de outras pessoas...

Sarah para de gritar por um instante.

- Escute Sarah, isso é um pesadelo pra mim também, pra todos nós, cada um tem seus motivos pra temer esses caras, e ambas gostaríamos que isso apenas fizesse parte de uma historinha pra dormir, mas infelizmente isso é real, e precisamos encarar, eles estão aí fora, machucando mais pessoas inocentes, só que dessa vez ao redor do mundo inteiro. Talvez sua vida como Vahan Voohes possa não ser a maior mancha na sua vida e na sua história, mas sim a chance de salvação para outras pessoas.

Sarah ainda estava ofegante, mas ela parecia ter se acalmado.

- Oque eles estão fazendo?

- Estão sequestrando pessoas aleatoriamente, ao redor do mundo, até mesmo o presidente corporativo e sua família foram levados, a situação está saindo do controle.

- Porque estão fazendo isso?

- Ninguém sabe, ainda.

Sarah então respira fundo, e Evelline diz:

- Porque não deixa eu terminar de arrumar seu cabelo? Posso fazer aquela trança que você sempre quis.

Sarah então se senta no banco novamente, ainda muito preocupada.

- Quando você melhorar, nós temos uma prótese preparada pra você, um braço de titanium que vai te ajudar a socar a cara de qualquer um.

As duas riem, descontraindo.

- Eu sei que isso é difícil Sarah, mas nós precisamos de tudo oque temos para derrota-los.

- Tá tudo bem... eu vou contar tudo oque sei.

- Então, oque você tem a me dizer? - perguntou Jack para Austin na mesa central do andar A. Hillary também estava ali.

- Fico feliz que tenha aceitado participar Jack, você não pareceu concordar muito com isso dá última vez.

- Eu não sei se quero fazer parte de um grupo de super pessoas, eu com certeza trabalho melhor sozinho. Mas se Evelline está prestes a fazer uma loucura eu preciso saber oque é.

Hillary e Austin se entreolham.

Evelline chega ali naquele momento, e entrega um arquivo na mão de Austin.

- Está tudo feito, preciso ir agora.

- Espera, ir aonde? - perguntou Jack.

- Eu não vou fazer nenhuma loucura.

- respondeu ela.

- Está indo buscar o Ethan? - perguntou Hillary.

- Sim, o próximo vôo sai logo, preciso ir.

- Espera, vôo? Você vai viajar? Quem é Ethan? - Jack estava confuso.

Todos reviram os olhos.

- Sua irmã apenas vai buscar mais um membro importante desse trabalho, nada mais. - explicou Austin.

- Mas ela precisa ir pessoalmente e sozinha?

- Sim, devido a afinidade que eles dois têm. - disse Austin.

- Afinidade? Que papo é esse? - Jack fica bravo.

- Eu volto a noite. - disse Evelline, se retirando do local.

- Ei! - exclamou Jack.



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