História Alpha Guardians In: The Protective Seals - Capítulo 26


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Anjos, Demonios, guardiães, Mistério, Poderes, Romance, Sobrenatural
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 26 - Ganância de Poder


 

A noite está maravilhosa, com um céu bastante estrelado e uma brisa calma e relaxante, ao qual está sendo necessário para me fazer parar com essa euforia interna. Estou em uma janela do quarto andar do hospital, no mesmo corredor do quarto da Annie, mas também um tanto afastado. Desde que ouvimos os relatos da senhora Claire no diário e das perguntas e respostas com a anjo Wendy na fita, todos nós parecíamos precisar de um tempo sozinhos. Não houve uma palavra dita por ninguém, apenas alguns de nós ficaram sentados de cabeça baixa pensando em tudo, enquanto outros, assim como eu, nos levantamos e buscamos algum lugar mais solitário para ficarmos. Como processar toda a história rapidamente? Perceber que a Katie, o Jack, eu e outros quatro de nós estamos envolvidos de alguma forma direta com anjos e demônios, com profecia que reflete o fim dos tempos e sobre sermos caçados sem nem ao menos sabermos o que exatamente nós somos, como fomos criados e pra qual propósito específico, e não apenas um fato grandioso que não dá pista alguma do que se fazer.

Abro e fecho as mãos algumas vezes, lembrando que cada um de nós, ao qual somos designados de Alpha Guardians — que nem sabemos o motivo para isso ainda — não temos ou não tivemos nenhum pai ou mãe legítimos. De alguma maneira fomos criados e algumas anjos aceitaram o destino de correr risco de vida para nos criar e proteger. E não importa quantas vezes eu repasse essa informação em minha mente, o Nicolas e a Anna ainda sim serão meus pais, pois é isso que eles foram, cuidaram de mim, e eu sou grato a eles.

Mesmo com parte de minha história sendo revelada, ainda não me sinto perto de descobrir quem realmente sou. Não é referindo-se sobre uma profecia ou nos indicando um nome bonitinho que irá explicar o que definitivamente quero saber. Ainda estamos longe de descobrir nosso verdadeiro propósito Katie, mas acredite, eu ainda não desisti.

Meu instinto interno dispara de repente, e meu corpo vira automaticamente na direção de uma curva no corredor próximo onde estou. Chego a imaginar que presenciei de relance uma sombra movimentando e se escondendo, mas antes que eu pudesse procurar saber se o que vi foi real ou não, sinto alguém tocar meu ombro e viro-me assustado, vendo os olhos surpresos da Alice me encarando.

— Rayner, algum problema? — Ela pergunta num tom preocupado.

Ainda me recuperando do susto, tento voltar a sentir a tal presença estranha mas é em vão, é como se nunca tivesse existido. Relaxando enfim, volto a encarar Alice e não consigo evitar de sorrir ao vê-la preocupada comigo.

— Eu estou bem Alice, você apenas me assustou. A propósito, nunca mais faça isso.

— Desculpe.

Alice aproxima-se da janela e se perde observando o céu. Consigo notar um olhar vazio e inquietante, transparecendo em sua respiração, que mantém um ritmo acelerado. Fico ao lado e passo a olhar as ruas lá embaixo, dando um pouco de tempo para Alice, pois sinto que algo a está incomodando.

— Alice, conte-me o que está te atormentando — Não viro-me nem olho para ela, apenas deixo-a seguir seu próprio ritmo, sem forçar a barra..

— É tudo isso que está acontecendo — Sua voz sai falha, porém ela logo endireita-se e volta a falar. — Anjos, demônios, paraíso, inferno, Deus, alphas, guerra e mortes, o envolvimento da mamãe e do titio nisso tudo. Sabe, é demais para absorver.

— Eu te entendo, sei como é.

— Lembra quando minha irmã e eu insistimos em estar com vocês para descobrir sobre o segredo de nossa família? Pois bem, acabamos de ouvir tudo que nós queríamos, e mesmo assim, parece faltar algo a mais e não sabemos exatamente o que devemos fazer daqui pra frente.

— Estou praticamente no mesmo barco que vocês. A Katie, o Jack e eu podemos saber agora como nos chamam, sobre a profecia ao qual estamos envolvidos, porém não nada disso importa sem os pontos mais importantes, como quem realmente somos e nosso verdadeiro propósito. Dizer que somos os seres que salvarão o planeta é fácil, mas como faremos isso? Sinto-me mais confuso do que antes.

Dou alguns passos para trás até fazer minhas costas tocar a parede. Ergo as mãos e as passo em meus olhos, tentando de alguma forma aceitar tudo que está acontecendo. Alice se vira para mim e me encara por um instante, e consigo ver um pequeno sorriso surgir no canto de sua boca.

— Pelo que parece, minha irmã e eu já te conhecemos a algum tempo — Alice diz se aproximando, até ficar em minha frente.

— Pois é, a Annie me contou sobre uma promessa que fiz a vocês — Recordo-me da minha conversa com a Annie há algumas horas.

— Você fez? — É nítida a surpresa da Alice ao ouvir sobre a promessa, o que me faz entender que possivelmente ela não se recorda.

— Não se lembra?

— Eu não — Alice olha para o teto, forçando sua mente a encontrar a memória referente a isso, porém não obtém sucesso. — Que promessa é?

— Eu vou proteger vocês duas, sempre — Mesmo que eu não tivesse feito essa promessa antes, eu faria agora, pois sinto que eu devo protegê-las.

— Vou cobrar hein — Alice acerta meu ombro com um soc de leve e fica do meu lado, imitando-me, tocando suas costas na parede e olhando para frente. — Rayner, eu queria poder te dizer algo realmente importante.

Viro-me e fico observando-a, porém ela não olha para mim. Vejo seus lábios se mexerem e percebo que ela está bastante nervosa.

— O que é? — Alice não diz nada, e suas mãos começam a se mexer involuntariamente, alcançando e embaraçando seu cabelo ou tentando em vão encontrar algo para fazer. — Vamos lá Alice, não se contenha, pode me dizer qualquer coisa.

— Queria te agradecer por ter ajudado a mim e a minha irmã no sequestro.Também queria dizer obrigada por ter aceitado manter-me perto de você para encontrar o que tanto ansiamos. Peço desculpas por não ter sido tão útil quanto você mostrava precisar, e também peço perdão por não ter dito essas palavras antes — Alice finalmente olha para mim e vejo um brilho no fundo de seus olhos que me parece familiar, então lembro de alguns momentos em que a Katie me olhou dessa maneira.

— Alice, você está agindo de forma muito ansiosa. Por que está dizendo tudo isso agora? — Tento mantê-la tranquila, porém ainda insistindo para que ela não pare de falar agora.

— Porque eu sinto que não haveria outra oportunidade além desse momento — Alice se aproxima mais de mim, quebrando praticamente a pouca distância que havia entre nós. — Rayner, meu coração bate acelerado toda vez que estou com você. Eu me arrepio completamente sempre que ouço sua voz. Eu amo te ouvir falar, admiro seu jeito de ser, me impressiono sempre que te vejo lutar ou usar uma de suas habilidades. Amo demais o tom de seu cabelo e me sinto derretida sempre que penso em seus lábios tocando os meus, em seus braços em minha cintura. Eu me pego pensando constantemente em passar o resto de minha vida com você, e juro que já sonhei com situações eróticas envolvendo a nós dois — Nesse instante seu rosto ganha um tom vermelho violento, fazendo-a desviar o olhar, mas não por muito tempo, já que ela volta a me observar com um semblante apreensivo e ansioso. — O que eu quero dizer Rayner, é que eu estou apaixonada por você.

Alice segura minhas mãos e se aproxima ainda mais. Sinto-me paralisado, sem conseguir desviar meus olhos de seu rosto. Sua declaração foi mais do que eu esperava, e agora não sei exatamente como agir. Vejo-a trazer seu rosto para perto do meu e minha mente alerta-me informando que um provável beijo está próximo de se suceder e eu não vejo motivos para recusar, porém algo dentro de mim diz que isso não deveria acontecer. Ainda mantendo nossos olhares interligados, vejo um sorriso surgir nos lábios de Alice e assim ela recua, mostrando-se satisfeita.

— Alice, o que houve? — Pergunto sem entender essa atitude repentina.

— Eu já me sinto bem melhor agora — Alice baixa sua cabeça e coloca um de braços por volta de sua barriga.

— Eu não entendo — Dessa vez eu me aproximo dela, tocando seu queixo e erguendo sua cabeça gentilmente.

— Pois deveria Rayner, tudo que eu disse sobre o que sinto é verdade, eu realmente amo você garoto. Porém sei também que eu não tenho chance alguma de tornar real meus desejos e sentimentos, pois vejo em seu interior, e não sou eu a pessoa que estará sempre ao seu lado — Suas palavras saem com um tom de tristeza, mas mesmo assim não sinto nenhum pouco de incerteza nelas.

Após dizer isso, Alice faz um gesto com a cabeça para as minhas costas, mas antes que eu pudesse virar e ver o que poderia ser, sinto dois braços passarem por minha cintura e entrelaçar-se em meu estômago. Katie coloca sua cabeça em meu ombro, abraçando-me por trás.

— Alice, tem certeza disso? Era sua oportunidade perfeita — No começo não consigo entender o motivo para Katie dizer isso, mas logo entendo que elas duas devem ter conversado sobre esse assunto antes.

— Katie, eu já estou feliz só por ter me confessado, então não precisa se preocupar.

Alice joga seus braços em nossa direção e nos abraça. Não consigo ver, mas ouço-a fungar, porém de forma quase contida. Não sinto-me bem deixando-a assim dessa maneira, então decido que quando tivermos outra oportunidade para conversarmos sobre isso, tentarei encontrar uma solução melhor. Não sinto que eu deva corresponder seus sentimentos, pois o que sinto por ela é diferente, mas mesmo assim ainda não quero vê-la agir como se tudo estivesse bem para ela, mesmo sendo nítido que não está.

Retornamos ao quarto onde a Annie, a senhora Emily, o Andrew e o Lucca estão debatendo sobre os acontecimentos recentes. Fico surpreso por não ver o Jack aqui, mas logo penso que deve ter preferido ficar um tempo sozinho, assim como eu quis.

— Sobre o que estão conversando? — Alice pergunta, e eu sei que ela já sabe a resposta, mas sua intenção foi de se introduzir no debate deles.

— Estamos tentando processar ainda tudo que descobrimos a partir do diário e da fita - Annie responde.

— Nós iremos levar um tempo para vermos todas essas revelações como algo natural e comum — Pronuncio-me.

— Eu estou abismado com o fato de pessoas estarem ajudando os anjos — Lucca mostra-se indignado e desconfiado com isso. — Será que não conseguem ver que estão sendo enganados, ou coisa do tipo?

— Lucca, acha mesmo que os seres humanos, principalmente os mais devotos à igreja ou aqueles que necessitam ser salvos de alguma forma, pensaram se estarão sendo enganados ou não? — A senhora Emily diz convicta. — Os anjos são reais, isso não é uma ilusão, e ao serem comprovados da veracidade do paraíso, as pessoas farão o que for preciso para terem suas almas levadas ao céu. Diga-me quantas pessoas vão querer se entregar ao inferno de braços abertos.

— Você tem razão, mas ainda assim não consigo acreditar nisso. Não importa o quanto tentassem me persuadir, eu não entregaria a vida do meu amigo de forma alguma — Lucca olha para mim ao proferir essas palavras, e sinto uma enorme felicidade e gratidão por ter o conhecido.

— Valeu amigão! — Agradeço-o de coração.

— De nada parceiro, mas não é apenas isso. Eu nunca acreditei nessa história de anjos e demônios, paraíso e inferno, Deus e o Diabo. Para mim, saber de tudo isso está sendo um choque tremendo, e meu cérebro reluta insistentemente de que tudo é loucura demais.

— Mas tudo isso é loucura demais, cara.

— O mais importante agora é descobrirmos o que devemos fazer de agora em diante — Emily diz pensativa.

— Sabem, eu não consigo parar de pensar em uma coisa — Annie diz, porém observo o Lucca segurar seu queixo, e noto que é seu gesto característico quando algo o incomoda.

— No que se refere, Annie? — Alice indaga.

— Será que o papai está mesmo envolvido nos ataques à mansão da vovó, da antiga capela e do parque? Eu não consigo encontrar um elo entre tudo isso.

— Está dizendo que o papai não tem nada a ver com isso?

— Alice, você conhece tanto quanto eu nosso pai, não conhece?

— Sim, eu acho que sim.

— Então você deve pelo menos perceber quando ele finge ou não. Hoje mais cedo, quando a vovó ligou para mim dizendo que todos vocês viriam para cá porque tinha encontrado o diário, eu fiz uma ligação para o papai. Precisei fazer três chamadas para ele conseguir atender, e a voz dele irmã... Eu não consegui sentir nenhum traço de mentira ou fingimento. Eu posso estar errada, pois por telefone é muito mais difícil saber se ele mente ou não, mas o papai realmente parecia preocupado com as noticias dos ataques.

— Isso não pode ser...

— Ah, mas pode sim... — Lucca se pronuncia e se levanta da cadeira onde até então estava sentado.

— Lucca, o que está fazendo? — Katie pergunta, porém ele parece não ouvir.

Lucca atravessa o quarto inteiro até onde o Andrew está parado encostado próximo à janela. Sem nem dizer uma única palavra, Lucca surpreende a todos nós segurando o braço direito do Andrew e o torcendo nas costas do garoto, fazendo-o assim cair no chão de barriga para baixo, e o Lucca aproveita a ocasião para prender o corpo do Andrew com seus joelhos também, ainda torcendo o braço.

— Que tal perguntarmos ao nosso querido Andrew aqui sobre os ataques?

— Como assim?

— Esse garotão aqui... — Andrew tentou se soltar, porém Lucca manteve-o preso. — Permaneceu em silêncio o tempo inteiro desde que a senhora Emily começou a ler o diário. Quando alguns de vocês saíram para raciocinar, este cara aqui se aproximou da janela e fez um telefonema, o que me pareceu estranho, e cheguei a pensar que ele poderia estar espalhando sobre os relatos para mais alguém, porém permaneci quieto na minha pois eu não tinha prova para incriminá-lo. E então agora, durante nosso debate, esse maluco ficava apenas de cabeça baixa ouvindo, e eu vi um sorriso sinistro surgir em seus lábios a poucos minutos. Para mim já é fatos o suficiente para acreditar que ele está tramando alguma coisa.

— Agiu muito bem Lucca, e para ser sincera, eu também já estava suspeitando dele faz um tempinho — A senhora Emily comenta ao se levantar e se aproximar dos dois. — Uma pessoa quieta demais diante de tanta revelação não é algo comum.

— Vocês realmente são muito bons, mas ainda não estão no meu nível.

Ao ouvirmos o Andrew dizer isso, tudo aconteceu rápido demais. Com uma força que eu não imaginava que ele tinha, Andrew se livra do Lucca e o joga contra a senhora Emily derrubando-os. Katie e eu nos movimentamos em sua direção, porém ele puxa uma arma e aponta na direção da Annie que está na cama de boca aberta, não acreditando no que está vendo.

— De onde arrumou essa arma? — Eu pergunto ao parar a meio caminho dele.

— Vocês são tão imbecis, confiam demais nas pessoas, que nem se deram ao luxo de investigar quem estava armado ou não por aqui. Um erro muito infantil se querem saber... — Sua voz mudou completamente, agora revela orgulho e um tom esnobe, como se ele fosse superior a todos nós, e quando dou mais um passo na sua direção, ele ergue um dedo e faz sinal de negativo, deixando a arma apontada para Annie. — Não, não, não, mais um passo e minha querida irmãzinha morre.

— Seu desgraçado... — Sinto o ódio começar a crescer dentro de mim. — Eu sou mais rápido que você.

— Ah, isso eu não tenho a menor dúvida. Mas quem será mais rápido? Você ou o disparo? E não tentem contar com a sorte do tiro errar, minhas irmãs aqui sabem o quão bom de mira eu sou, e essa distância é curta demais, além do fato de que ela não pode se mover com uma perna engessada dessa maneira..

— Rayner, não faça nada, por favor... — Alice passa por mim e fica mais próximo de seu irmão, e sua determinação e coragem me impressionam. — Andrew, o que você pensa que está fazendo? O que você vai ganhar atacando sua própria família?

— O que eu vou ganhar? Talvez, todo esse país — Andrew mostra-se paranoico, e toda vez que fala agora parece ser uma pessoa totalmente diferente da que conhecemos.

— Você é louco, como pode acreditar que eles te darão os Estados Unidos assim tão facilmente? — Katie pergunta irritada ao meu lado.

— Vocês precisam aprender uma coisa: os demônios e os anjos caídos também possuem regras que não devem de forma alguma serem quebradas, e uma delas é que um pacto selado, não poderá ser desfeito.

— Você fez um pacto com esses demônios? — Alice volta a tomar a frente das perguntas e consigo vê-la trincar os dentes de raiva.

— Com a bela mulher de olhos negros, para ser mais específico.

— Com a Luxúria — Lembro-me dela, quando a Alice e eu a combatemos na floresta próxima à antiga capela.

— Você não presta mesmo — Annie cospe essas palavras em direção a seu irmão, que apenas gargalha ao ouvi-las.

— E daí? Eu vou ter o que sempre quis, todo o controle desse país nas minhas mãos.

— Por que não tentou da forma mais simples? — Alice dá mais um passo para perto de seu irmão. — Deixar o papai te apoiar numa campanha eleitoral, é mais do que óbvio que você conseguiria se tornar presidente.

— O papai nunca me apoiaria em candidatura alguma... — O tom de voz do Andrew muda pela primeira vez, tremendo a cada palavra dita.

— Do que você está falando?

— Ele começou a suspeitar de mim recentemente, a questionar meus serviços, a colocar espiões atrás de mim. Tudo isso porque ele rejeitou o pedido dela para se unirem.

— Como é que é? A Luxúria foi atrás do papai?

— Claro que sim, ele é o homem mais importante desse país, se conseguissem o apoio dele, teriam uma maior liberdade no território americano. Porém o papai recusou, e é lógico que se ele fosse morto ali de forma misteriosa, não iria ajudar em nada o plano dos anjos caídos. Então ela veio até mim, dizendo o grande potencial que tenho para ser o presidente, e que com o pacto feito, seria questão de tempo até eu assumir completamente o posto do papai.

— Você realmente não faz ideia do que está falando — A senhora Emily murmura desapontada com seu neto.

— Ah, não? — Andrew volta ser esnobe como antes.

— Não, pois não há como você fugir daqui sozinho, não contra tantos de nós, e contra três alphas — Lucca dispara.

— Sabe a ligação que você mencionou, Lucca? Pois é, eles já estão a caminho. Depois do pacto, os demônios também me obedecem, assim como foi com o ataque à mansão, ao qual liguei para minha querida irmãzinha fingindo estar do lado de vocês, jogando toda a culpa para o papai. Assim também como eu contratei aqueles sequestradores idiotas que perderam para esses dois alphas aqui. E mesmo na época eu nunca saber sobre a existência de anjos e demônios, eu já sabia exatamente o que eu queria, e a mamãe havia percebido minha ambição, minha ganância por poder, e ela começou a me atrapalhar, então eu contratei os sequestradores naquela noite, tudo para conseguir controlar o papai. E as coisas saíram melhores do que eu esperava, quando a minha irmãzinha idiota aqui agiu por impulso e provocou a morte da mamãe, eliminando assim um obstáculo no meu caminho. Ah Alice, eu nunca te agradeci por esse serviço, não é?

— Seu imprestável! — Eu grito ao ver como essas palavras abalaram completamente as gêmeas e a senhora Emily, principalmente a Alice, que perdeu toda a compostura que conseguia manter até então, ao qual se entrega ao ódio e avança sobre seu irmão.

— Alice não! Você vai morrer assim — Eu consigo alcançá-la e segurá-la, impedindo-a de agir imprudentemente.

— Eu não me importo, eu só quero quebrar a cara desse desgraçado.

— Você é um verdadeiro demônio, Andrew — Katie meneia a cabeça desacreditada no que está presenciando.

— Ah, agora eu sou sim, literalmente. Querem ver mais uma vantagem que ganhei com o pacto?

Andrew larga a arma e ergue seu braço direito. Com esse gesto, uma forte energia negativa toma conta do quarto e corvos negros criados a partir da escuridão surgem à sua volta, dando-o uma aura feita a partir das sombras. Seus olhos tornam-se completamente negros e uma energia maligna poderosa envolve seu corpo. Ele nos observa e sorri maliciosamente.

— Hora de saber quem é o mais forte!


Notas Finais


"Próximo Capítulo: 27 - Adeus!


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