História Alpha Guardians In: Lost Garden - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Alfas, Alpha Guardians 3, Anjos, Aventura, Demonios, Romance, Sobrenatural
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Palavras 2.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpe a demora pela atualização dessa vez, mas houve alguns fatores para isso. Além de alguns contratempos, também parei para analisar friamente AG, e percebi que o segundo arco, Abyss Of despair não me deixou satisfeito tanto quanto o primeiro. Então, decidi reformular o segundo arco, a história ainda terá a mesma base, mas alguns fatores cruciais serão alterados, tanto acrescentados quanto retirados, sem contar que alguns pontos importante para história também haverá alteração.
Não precisam se preocupar, não vou repostar o segundo arco inteiro, pois isso daria muito trabalho e levaria um bom tempo para tal, então decidi deixar por enquanto do jeito que está e daqui em diante, quando for escrever algo que tenha a ver diretamente com as mudanças que fiz no segundo arco, eu as citarei, em detalhes, no capítulo em específico, assim vocês não precisarão se preocupar em perder nada.
Bom, é isso, agora vamos a mais uma leitura!

Capítulo 3 - O Mesmo "Mundo" Diferente


* Cath *


 

Sons de trovões me despertam, fazendo-me se levantar rapidamente, o que foi uma péssima ideia, já que, com isso, minha cabeça começou a latejar. Posso sentir um líquido quente escorrer pela minha testa e bochecha. Não preciso fazer algo para ter certeza que se trata de sangue, onde provém de algum ferimento externo no alto de minha cabeça.

Lembro-me vagamente do que aconteceu minutos antes de eu chegar aqui. Estava correndo na direção do Rayner, pois ele chamava a mim e a todos ali presentes. Estávamos encurralados, pois um inimigo muito forte surgiu e era nítido que não teríamos condições de uma batalha contra ela naquele instante. Ao olhar para o meu lado tentando me certificar que o Souta estava ainda comigo, vejo-o sendo capturado por demônios. Rapidamente mudei minha estratégia, pois o que mais importava para mim naquele momento era salvar o Souta. Eu havia esticado minha mão, quase o alcançando, quando uma imensa magia fora liberado, alcançando a mim e a todos, fazendo tudo a nossa volta sumir quase que instantaneamente.

Então, cá estou eu, desorientada, no que parece ser o alto de um edifício. Ao longe posso ver o pôr do sol, mas nenhum desses prédios à minha volta me parece familiar. Lembro-me de Souta e faço uma varredura, certificando-me de estar sozinha. Seja como for, eu falhei, o Souta foi capturado. Além disso, nenhum dos outros também parecem estar perto, deixando-me completamente separada de todos eles.

— Droga! — Xingo, dando um passo para frente e tropeçando, sentindo meu corpo mole e minha visão turva.

De repente, sinto uma presença negra próxima. Entro em estado de alerta, tentando descobrir de onde vem essa força mágica. Meus olhos são levados para o outro lado da rua, onde há uma figura de alguém me observando atrás de uma caixa d'água. Ao cruzar meu olhar com o seu, posso identificar nitidamente que se trata de um dos inimigos, mais precisamente, o demônio da Ira.

Ele é um dos responsáveis por capturar o Souta, ou seja, era exatamente aquilo que eu mais precisava nesse instante.

Ao perceber que fora descoberto, a Ira rapidamente começa a fugir, não me deixando escolha a não ser persegui-lo.

— Você não vai escapar, eu não vou deixar! — Exclamo.

Salto de um prédio a outro, indo o mais rápido que posso, devido à tontura que insiste em não me largar. Usando meus poderes, tento acertá-lo, mas minha visão está comprometida, então o máximo que consigo é destruir e arrancar pedaços dos edifícios por onde passamos.

Como se não fosse o bastante, começo a sentir outras duas presenças bastante poderosas se aproximando, vindo de cima. Ao longe, o horizonte, duas sombras do tamanho humano com asas surgem, vindo em nossa direção. A Ira também notara as novas presenças, fazendo-o mudar de direção para se afastar deles também.

Os novos perseguidores começam a disparar em nós, tanto em mim, quanto no demônio. Não sei exatamente o que são essas balas mágicas deles, mas consegue perfurar e explodir qualquer coisa que toca. Eles estão sendo tão hostis que passa a ser difícil realizar duas tarefas ao mesmo tempo, então, no momento, preciso escolher apenas uma. Deixando a Ira um pouco de lado, começo a me desvencilhar dos ataques, mas meu estado atual não me ajuda.

Com um movimento em falso, acabo torcendo o pé direito ao tentar pular de um prédio a outro. Sem apoio para me ajudar a desviar dos ataques, sou atingida em cheio por um deles. Perfurando meu pulmão direito, sou jogada para o chão, caindo e acertando violentamente um veículo na auto estrada. Grito de dor ao sentir alguns ossos se partindo, sem contar na dificuldade para respirar.

Tento me concentrar em meio a dor, para me regenerar completamente, porém, eu não consigo fazer nada mais do que gritar de dor. Aos poucos vou sentindo minha consciência escurecer e a última coisa que vejo antes de apagar é algumas pessoas se aglomerando em minha volta, e lá em cima, bem distante, vejo a Ira ainda fugindo de seus perseguidores.


 

Abro os olhos lentamente, ainda sentindo a cabeça latejar, e junto a isso, todo o meu corpo reclamar de dor. Demoro alguns instantes para enxergar o teto branco acima e os móveis à minha volta. Não há dúvidas quanto a isso, eu me encontro em um quarto de hospital.

Tento me levantar, mas qualquer parte de meu corpo parece reclamar comigo, pedindo apenas para que eu repouse, que eu volte a dormir. Mas não é hora para isso, eu preciso me mexer, tenho de encontrar o paradeiro do demônio da Ira, pois só assim poderei alcançar o Souta.

Mesmo com dificuldades eu consigo me levantar, retirando todas as agulhas enficadas em minha pele, ouvindo a máquina ao meu lado fazer um som contínuo, indicando que não há mais batimentos cardíacos para verificar. A partir de agora não vou ter muito tempo para agir, pois logo médicos estarão aqui para ver o que exatamente está acontecendo e quando notarem minha ausência, todo o hospital entrará em estado de emergência. Para uma pessoa com uma situação atual como a minha, não vai ser nada fácil sair daqui.

Inicialmente penso em saltar pela janela do quarto, mas ao me aproximar, noto que estou no quarto andar, ou seja, não vai dar para saltar. Não estou em condições de controlar meu pulo e cair sem ter novos ossos do corpo quebrados.

Sem escolha, abro a porta do quarto, saindo calmamente para não levantar suspeita. Tenho consciência das câmeras de segurança, mas no momento o mais importante é apenas sair daqui.

Ao terminar o corredor, posso ouvir passos apressados atrás de mim. Viro-me ao ponto de ver médicos e enfermeiros apressados entrarem em meu quarto. Não me resta muito mais tempo. Faço a curva e vejo um elevador mais adiante. Começo a andar mais depressa, passando por pacientes e médicos que me olham estranhamente. Com um soar irritante, um alarme soa pelo ambiente, fazendo minha cabeça reclamar.

Começo a correr, quando, de repente, sou abrigada a parar. Ali adiante, surgindo do elevador e caminhando em direção, posso ver um homem e uma mulher usando ternos. Parecem pessoas comuns, mas, posso sentir a aura poderosa que amanam, ao qual são as mesmas daqueles que me acertaram mais cedo.

— Fique onde está, você virá conosco — Um deles diz, apontando em minha direção com autoridade, irritando-me completamente.

— Não mesmo — Respondo de volta.

Agindo rapidamente, faço as luzes do corredor explodirem, criando uma distração, pois não estou em condições para uma batalha corpo a corpo agora. Começo a correr, mas, no instante em que tento passar por um deles, recebo um golpe em cheio na boca do estômago, o suficiente para fazer-me cuspir sangue e ser jogada para trás.

Ao cair no chão, sinto alguns ossos que haviam sido colocados no lugar se desprenderem novamente. Levantando com dificuldades, vejo-os se aproximarem rapidamente. Pensando rapidamente, jogo meus braços para frente e tento usar meu poder para criar uma barreira que possa ser útil para me defender dos golpes, porém, algo de diferente acontece.

Posso sentir toda a luz à minha volta envolver meu corpo, com uma espécie de armadura, mas ao invés de agir como um escudo de defesa, na verdade, agem como um escudo impenetrável, fazendo qualquer luz possível não alcançar meu corpo. Resultado: se não há luz para iluminar-me, então meu corpo simplesmente desaparece. Descobri uma nova habilidade que provém de meu poder principal: invisibilidade.

Ainda estou parada no mesmo lugar, mas imperceptível a olho nu. Meus inimigos param de repente, olhando em volta, sem conseguir acreditar como eu sumi tão rapidamente. Sei que posso estar invisível, mas isso não indica que minha presença mágica desapareceu, então, concentro o máximo que posso, anulo quase todos os meus poderes, menos o campo que me protege e me deixa invisível, assim, eles não poderão me detectar.

Caminhando tranquilamente para não fazer barulho, passo por eles, que ainda encontram-se atordoados com a situação, e alcanço o elevador, apertando no botão de térreo e fechando a porta. Sinto dor demais para me concentrar por muito tempo, mas não posso ainda emanar meu poder mágico por enquanto, então anulo o campo protetor, fazendo meu corpo surgir.

Quando a porta se abre, corro o mais rápido que posso até a saída, vendo um ônibus de passageiros mais a frente pronto para sair. Consigo entrar antes que a porta traseira se feche, sentando-me em um dos bancos traseiros. Só quando o veículo começa a se movimentar é que paro de me concentrar, deixando minha presença emanar novamente.

Sinto meu corpo pesar devido as dores, então apenas fecho meus olhos, entregando-me ao cansaço...


 

— Olá Lucy! — Ouço alguém dizer.

Abro os olhos e vejo Rayner parado à minha frente, sorrindo.

— Rayner? Como me encontrou?... Espere, Lucy?

Queria fazer mais perguntas, porém meus olhos são atraídos para o cenário à minha volta. Encontro-me em uma espécie de jardim belíssimo, com flores de infinitas cores, várias árvores à volta e a base de uma montanha um pouco mais adiante, além de um córrego que passa ao nosso lado. Acima o céu está bastante azul, porém, estranho o fato de haver dois sóis.

— Pois é, magnífico, não é? — Rayner diz, percebendo a minha curiosidade. — Vendo daqui, parecem dois sóis, um ao lado do outro, quase do mesmo tamanho. Porém, o que parece um pouquinho maior, na verdade é a nossa estrela principal. A outra, é cerca de três a quatro vezes maior que o nosso sol, sem contar que está a no minimo dez mais mais distante de nós do que o mais próximo. Trata-se de dois sistemas solares, um próximo do outro. Fascinante, não concorda?

— Onde estamos?

— Akronn, nossa terra natal, mas posso dizer que se parece um pouco com o planeta Terra, ao qual vive nesse exato — Rayner se aproxima de mim, sentando ao meu lado na grama. — Sim, eu sei que isso não passa apenas de um sonho, de um pedaço de memória fragmentada que está retornando a você, Lucy, ou melhor, você se chama Cath agora, não é?

— E você, não é o Rayner, você é o Qi, correto?

— Nós somos o meu ser, minha querida, pode me chamar pelo nome que achar melhor — Ele fica tenso de repente, olhando adiante, seu olhar perdido em algum ponto mais adiante. — Sei que vocês já devem saber um pouco sobre a origem de vocês, mas há muito ainda o que descobrirem. Mas, nesse exato momento, vocês precisam deixar um pouco de lado essa era e focar na era em que vivem, pois, se continuar do jeito que está, a Terra e tudo o mais terá o mesmo fim — Ele toca meu queixo, aproximando seu rosto e beijando minha testa, antes de dizer. — Está na hora de acordar.


 

— Cath! Cath!? — Acordo assustada, olhando em volta e vendo uma linda garota com cabelos negros e longos, olhos azuis bem chamativos, me chamando. — Vamos garota, nosso ponto está chegando — Ela diz, apertando em um pequeno botão ao lado e acionando a parada do ônibus.

Acabo descendo com ela, com uma estranha sensação que a conheço, mesmo sem saber exatamente como. Fico um tempo a encarando para tentar descobrir se realmente já a vi antes, quando ela nota e posso ver seu rosto ficando vermelho.

— Por favor, não me encare assim, está me deixando sem jeito — Ele diz de forma tímida, fazendo-me ficar envergonhada com a situação.

— Desculpe, Claire... — Só então quando digo seu nome é que me dou conta que, de alguma forma, eu sei seu nome., então, mesmo que eu esteja confusa, eu a conheço?

— Você as vezes esquece que sou apaixonada por você e me trata assim, só para deixar minha “friendzone” ainda mais dolorosa, não é? — Ouço dizer em meio a um sorriso tímido, percebendo que esse sentimento é realmente verdadeiro, deixando-me ainda mais nervosa com a situação.

O que está acontecendo aqui? Como que essa garota me conhece e como pareço conhecê-la? O Rayner disse algo sobre tentar desvendar os mistérios sobre o "agora", será que ele está se referindo a isso?

Enquanto perco-me em pensamentos, deixo Claire falar algo sobre uma viagem de férias no próximo final de semana, quando meus olhos são levados automaticamente para a frente de um restaurante, onde há alguém fechando a porta da frente. Ao se virar em minha direção, meus olhos se arregalam ao vê-la, encarando-me de volta com o mesmo ar de surpresa.

Seu cabelo loiro, seus olhos verdes, seu tom de pele branco e sua marca de nascença situada um pouco abaixo da orelha direita... Estou olhando para mim mesma...

 



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