História Alphabet Weekends. - Capítulo 27


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Categorias Once Upon a Time
Tags Emmaswan, Reginamills, Swanqueen, Swanqueenotp
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Palavras 3.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, meus mores ♥

Capítulo 27 - Capítulo vinte e seis.


K é de Karma.

 

 

 

Pedras e estacas podem quebrar os meus ossos, mas palavras jamais irão me ferir. Emma sequer conseguia começar a contar quantas vezes estas palavras haviam saído de sua boca ao longo de sua vida, nem quantas vezes Regina as tinha dito. Para cada pequeno insulto que ela e Regina despejavam uma sobre a outra - como quando Emma caçoara do pijama engraçado dela, ou quando Emma estava com seu sorriso metálico -, as palavras eram rapidamente gritadas, esbravejadas, proferidas, ou o que fosse cabível, mas logo em seguida elas começariam a rir da situação.

Insultos eram sempre jogados para lá e para cá quando Emma e Regina eram menores. Não era de se estranhar quando uma chamava a outra de — mané—  ou quando xingavam-se simultaneamente, berrando sobre como a outra era — a mais idiota do universo—  e coisas do mesmo gênero. Porém quando eram crianças, as palavras jamais tinham muito peso, eram apenas pequenos xingamentos triviais, e mesmo quando passavam dos limites e tornavam-se muito pessoais, tais insultos continuavam sendo apenas atritos de implicância infantis.

Quando pequenas, Graham sempre era aquele que levava os insultos longe demais. No ensino fundamental, ele adorava falar besteiras, como quando espalhou a história de que Emma ainda fazia xixi na cama aos dez anos, mesmo isso sendo mentira. Quando era a vez de implicar com Regina, Graham sempre pegava no pé por Regina não interagir com outras crianças, chegando até mesmo a chamá-la de — excluída e anti-social—  - mesmo que aos sete anos suas palavras tivessem sido "Regina tem pereba, e é por isso que ninguém fala com ela."

Ao ficarem mais velhos, Graham começou a implicar com elas por causa da relação próxima que as duas tinham. Ele fazia comentários chulos, geralmente ganhando olhares tortos dos outros colegas, pois afinal todos sabiam que Emma e Regina eram apenas amigas. Os amigos riam e descartavam as insinuações, sabendo muito bem que o boato de Graham, sobre Emma e Regina estarem  afogando o ganso , era mais falso do que os peitos de uma estrela pornô.

Apesar disso, sempre existiu uma pessoa que achava que as duas terminariam juntos: Zelena Mader. Inúmeras vezes, ela fizera comentários sobre como elas foram feitos uma para a outra, e como elas tinham sido unidos pelo destino, e que estava tudo escrito nas estrelas. Não importava se fosse duas meninas, ela sempre dizia que Emma e Regina foram feitas uma para a outra. Ela comentava sobre como elas, durante uma conversa, conseguiam terminar as frases uma da outra, pois sabiam exatamente o que a outra estava pensando só pelo olhar. Quando as duas batiam o pé e argumentavam com ela, explicando que todos os melhores amigos eram capazes disso, Zelena balançava a cabeça, rolava os olhos, e dizia que elas estavam apenas lutando contra a roda da fortuna.

Quando Zelena ouviu a história de como elas haviam se conhecido no supermercado, ela gargalhou e ainda gritou: "Eu disse! É o destino!" . Emma jamais se esqueceu da expressão no rosto de Zelena enquanto ela falava: "Isso é o destino, é o karma de vocês. Esse tipo de coisa não acontece por acaso. Vocês estão predestinadas a ficarem juntas, pra sempre."

Tais palavras volta e meia ecoavam na mente de Emma, mas ela nunca tinha dado muita importância a elas até agora, enquanto via Regina chorando do outro lado do quarto.

Precisamos conversar.

Emma ficou repetindo as duas palavras em sua cabeça ao cambalear de volta para a cama. Em toda sua vida, ela nunca ouvira duas palavras que soassem tão intimidantes e ameaçadoras. Em sua mente, ela as ouvia como uma sinfonia assustadora, com violinos ensurdecedores e um órgão poderoso, enquanto via Regina lenta e timidamente caminhando para sentar-se ao lado dela.

Precisamos conversar sobre nós duas.

Sua mente estava a mil por hora ao sentar-se no colchão macio. Emma nem sabia como começar a avaliar todas as possibilidades que a conversa prometia, nem as direções que poderia tomar, e o que seria dito. Ela imaginava duas coisas apenas, e nenhuma delas era boa. Nenhuma delas envolvia, nem remotamente, uma conclusão feliz. O fim, era tudo que Emma conseguia pensar. Isso é o fim, ela ficava pensando. Eu a perdi para sempre.

A tensão dentro do quarto estava pesada demais, quase palpável; era sufocante, e Emma sabia que aquilo não estava afetando somente a ela. A tensão pairava densa no ar e mexia com Emma de uma maneira que ela não conseguia descrever. Parecia quase como se uma nuvem carregada estivesse parada sobre suas cabeças.

Emma jamais se sentiu tão nervosa assim. Ela sequer se lembrava de alguma ocasião em sua vida que chegasse perto desse nível de ansiedade que sentia nesse instante. Nem mesmo quando estava a caminho de casa, há pouco tempo, tinha sido tão ruim quanto agora - mas ela sabia que não estava sozinha nessa. Emma podia ver o nervosismo transpirando dos poros de Regina também.

Todos os nervos da loira estavam em alerta, as sinapses disparando agitadas. Cada parte de seu corpo tomava vida própria; cada parte tremia à sua maneira. Suas mãos tremiam em seu colo, sua perna esquerda balançava inquieta, incontrolável. Havia um nó em sua garganta, e ela sabia que a qualquer momento poderia debruçar-se e vomitar no chão. Seria uma forma de diluir toda a dor, todo o nervosismo, mas isso não o deixaria mais calma.

Emma deu uma olhada em seu próprio corpo, e sequer se abalou com o fato de ainda estar nua, enquanto Regina vestia uma regata de alças finas e a cueca feminina que ela usava quando Emma chegou mais cedo. Foi então que Emma se deu conta de que mal havia chegado em casa, fazia apenas algumas horas, e a merda já tinha sido jogada no ventilador.

Ela reparou que mesmo agora, parecendo a ponto de ter um colapso nervoso, Regina estava deslumbrante. Seu cabelo estava emaranhado, um sinal certeiro de que os dedos da loira recentemente estiveram entre as macias mechas onduladas; seu rosto estava ruborizado e sua postura estava horrível. Seus ombros estavam curvados para frente, como se ela quisesse esconder-se do mundo, desolada. Mas apesar de tudo, ela ainda parecia incrivelmente linda para Emma.

Durante cinco minutos, as duas ficaram apenas se entreolhando, ou desviando o olhar pra qualquer lugar quando reparavam que a outra também a olhava. No momento em que sabiam que tinham sido pegas, seus olhos rapidamente desviavam para uma peça da mobília ou, no caso de Emma, para a camiseta do Mariner descartada sobre sua cômoda. Emma se perguntou se Regina havia usado a blusa enquanto ela esteve fora, e por um breve momento um sorriso saudoso brincou por seus lábios ao lembrar-se da larga camiseta azul marinho cobrindo o torso de Regina.

Nas poucas vezes em que Emma realmente olhou para Regina sem que ela soubesse, ela pôde ver a trepidação em seus olhos - e Emma conhecia muito bem aquela expressão: ela estava nervosa demais.

Seu instinto natural era de ir acalmá-la, perguntar o que estava errado, de abraçá-la e fazer tudo melhorar; fazê-la rir, fazê-la esquecer da conversa que elas teriam que ter, mas Emma sabia que não podia. Ela era o motivo de tanto tormento e preocupação estampados no rosto dela. Ela era a razão de seu sofrimento.

E isso estava a matando.

— O que tem a gente?—  Emma perguntou, finalmente reunindo coragem suficiente, engolindo os nervos o melhor que podia. A repentina invasão de som em meio ao silêncio absoluto do quarto assustou Regina. Mais uma vez, o instinto de confortá-la veio à tona, porém novamente Emma não podia fazer nada. Isso também tinha sido culpa sua. — Regina, por favor, fale alguma coisa,—  Emma implorou, enquanto ela permanecia estática, lágrimas silenciosas rolando por suas bochechas. Por um momento, Emma assistiu, em transe, uma lágrima descer até o queixo dela, dependurar e cair em sua coxa.

— Não sei o que dizer... por onde começar,—  Ela sussurrou, e o aperto no peito de Emma pulsou e expandiu-se.

— Não tenha pressa,—  Emma balbuciou, sentindo-se desconfortável consigo mesma. Era quase como se seu corpo todo pinicasse de desconforto. Ela inclinou-se para a borda de sua cama e pegou sua cueca do chão e sua camiseta, vestindo-a em seguida.

— Nós...—  Regina começou, parando ao ver o olhar apreensivo de Emma. Ela deixou escapar um soluço de choro, e dessa vez Emma mandou a precaução para o espaço e pegou a mão dela. Com seu dedão ela acariciou o topo de sua mão, sentindo os relevos dos nós dos dedos e a maciez da pele que Emma tanto adorava.

— Nós o quê, Gina? O quê?—  Emma avidamente implorou, apertando a mão de Regina, e silenciosamente adorando a forma como ela apertou a dela de volta, tão forte quanto.

— Dói demais,—  ela confessou e Emma olhou para a morena em choque. Ela não sabia o que estava acontecendo com sua amiga e isso a amedrontava. Ela sempre soube lidar bem com as emoções dela, porém agora estava confusa, especialmente porque agora isso tudo tinha a ver com ela.

— O quê dói, Regina? O quê? Você não me fala nada!—  Grunhiu Emma, pondo-se de joelhos em frente a Regina, que permanecia sentada no pé na cama. Suas duas mãos agora se encontravam nas da loira e repousavam sobre seus joelhos. Emma engoliu em seco ao sentir a movimentação dos joelhos dela sob suas mãos. Estavam tremendo mais do que os dela.

— Isso aqui,—  ela respondeu, mexendo seus braços de forma que apontasse para ambas, mas jamais desentrelaçando suas mãos das de Emma. — Não podemos mais fazer isso, Emma, esse joguinho estúpido. Nunca devíamos ter começado com essa brincadeira.

— Ok... — Emma sussurrou, ainda segurando as mãos de Regina, porém agora sentando-se sobre os calcanhares. — Mas me diga o por quê? Me dê um motivo legítimo para que a gente pare de jogar? —  O aperto em seu peito pareceu crescer e repentinamente romper, de forma dolorosa. Emma sentiu-se como se seu mundo estivesse saindo de sua órbita. Ela não conseguiria parar. Ela precisava de Regina... por inteira. Ela necessitava poder acordar e ver o rosto de Regina, sentir o corpo dela contra o seu.

— Porque dói por dentro,—  Regina esbravejou, afastando-se de Emma, e levantou-se para andar até um canto do quarto. — Dói pra cacete, Emma. Eu não posso mais suportar isso.

Emma ergueu-se para rapidamente cruzar a cama e chegar até Regina. Segurando-a pelos ombros, ele a virou para encará-la. Os braços de Regina contornavam seu próprio torso e Emma pegou nos bíceps dela, delicadamente, como se estivesse com medo de que ela fosse quebrar. O movimento fez com que os braços de Regina caíssem pela lateral de seu corpo.

— Regina? Por quê?—  Emma tentou arrancar alguma resposta dela ao murmurar gentilmente, falando em um sussurro que tudo ficaria bem, porém Regina o ignorou.

— Tudo não vai ficar bem,—  Ela gritou ao desprender-se dos braços de Emma. — Você não entende, Emma! É claro que não. Eu sabia que não entenderia.

— Entender o quê, Regina? —  Emma perguntou, frustrada, puxando seus cabelos pelas raízes. — Não sei o que você está tentando dizer. Qual o motivo para acabarmos com esse jogo?

— Porque é grandioso demais,—  Ela admitiu, rendendo-se, sentando de volta na cama.

— O quê é grandioso demais, Regina? Você não está facilitando as coisas. Me deixe saber o que se passa.

Emma sentou-se novamente no chão em frente a Regina, mais uma vez pegando suas delicadas mãos.

— Eu não posso mais continuar com isso... Não posso mais acordar todos os dias sabendo que...— Regina não aguentou prender o choro, e parou enquanto falava. Emma tentou acalmá-la ao gentilmente acariciar a mão dela.

— Você não pode acordar sabendo do quê, Regina? Me deixe saber o que está passando na sua cabeça, meu amor. Apenas me diga. Me fale qual é o problema.

Regina a fitou, seus olhos vermelhos de choro, e novamente sua cabeça caiu para frente quando uma nova onda de lágrimas e soluços tomou conta de seu pequeno corpo. Tudo isso era doloroso de assistir para Emma, pois ela se sentia de mãos atadas diante da situação. Era tudo culpa dela, e não havia nada que pudesse fazer para impedir que aquelas lágrimas caíssem ou que a dor aumentasse.

— Não me chame disso, — Sussurrou ela, confrontando-a, e Emma tombou a cabeça de lado, ficando muito confusa.

— Te chamar de quê, Regina? — Emma perguntou, e Regina mais uma vez bufou.

— Mas é claro, você nem percebe que faz isso,—  ela murmurou, choramingando. — Não me chame de 'meu amor' se isso não tem o significado verdadeiro.

— Mas é verdadeiro,— Emma argumentou e Regina bufou novamente.

— Não posso continuar nessa situação... Não dá mais pra acordar todos os dias e saber que quando toda essa aventura passar, nós vamos voltar a ser apenas amigas. E isso é tudo o que sempre seremos: apenas amigas. Não é?—  ela murmurou baixo, mas Emma conseguiu ouvi-la.

— Apenas amigas,—  ele repetiu as palavras em voz alta, e imediatamente sentiu uma dor aguda em seu peito. Era quase insuportável. As duas palavras perfuraram seu coração como balas de um revólver.

— Sim, Emma,—  Regina respondeu, timidamente, e então o quarto ficou silencioso. Nenhum das duas disse uma só palavra até que Emma engatinhou pelo chão para recolher os pedaços caídos de papel, colocando-os todos de volta no gorro. Agilmente, ela se levantou e andou até Regina, segurando o gorro a sua frente, e viu quando os olhos dela arregalaram de medo.

— Tire uma letra, Regina,—  Emma sussurrou, e ela sacudiu a cabeça, negando. — Tire uma letra, Regina,—  Repetiu, e novamente Regina balançou a cabeça. Dessa vez ela começara a chorar, o que levou Emma a ajoelhar à sua frente.

— Tire uma letra, amor...

— Não me chame de amor, Emma,—  Regina soluçou entre suas lágrimas.

— Por favor, tire uma, Gina,—  insistiu Emma, mexendo o gorro na direção dela, mas ela empurrou sua mão para longe.

— Não posso, Emma. Você não ouviu nada do que eu acabei de dizer? Não posso mais continuar jogando esse jogo imbecil.

Emma tombou a cabeça para baixo e olhou para Regina por sob os cílios por apenas um instante, antes de voltar seu olhar para o gorro de lã em suas mãos. Emma olhou de volta para Regina com um início de um sorriso e puxou um papel.

— Acho que agora é a minha vez,—  A loira anunciou e o queixo de Regina caiu.

— Emma! Não dá mais-... — Regina começou a dizer mas foi interrompida pelos lábios de Emma. Ela se ergueu, segurou o rosto dela pelas bochechas e deixou um beijo casto em seus lábios. A intenção inicial da loira era de dar-lhe um beijo profundo, porém Regina a empurrou bruscamente.

— Por que me magoar desse jeito?—  Regina perguntou e Emma balançou a cabeça.

— Regina, você, sinceramente, acha que eu não sinto tudo isso igual a você? Você realmente pensa que meu coração é tão frio assim? Isso já não é mais um jogo pra mim; deixou de ser há algum tempo. Será que você não percebeu? Eu tentei romper com cada uma das suas regras o mais cedo que pude. Regina Mills... Eu te amo,—  Emma confessou olhando diretamente para ela, e viu quando uma luz piscou em seus olhos arregalados.

O quê!?—  ela perguntou, sem fôlego.

— Eu te amo, Gina.

— Isso é sério?

— Você realmente, sinceramente, precisa questionar isso?

Emma viu um mínimo traço de um sorriso ensaiar uma aparição nos cantos dos lábios de Regina. Os olhos dela começaram a clarear e sua respiração começou a sair em um ritmo mais estável.

— Mas, e agora? —  Regina perguntou e Emma sorriu brilhantemente para ela, embora houvesse uma pontinha de dor por trás do sorriso. A loira fizera sua confissão, mas Regina não lhe retribuiu. É verdade, ela compreendia que Regina havia confessado querer mais do que uma pura relação de amizade, porém ela não tinha dito que também a amava. Seu palpite era de que ela de fato o amava, mas Emma queria ouvir isso vindo da boca de Regina, por mais egoísta que parecesse.

— Não sei, mas a gente continua o jogo até o fim, e depois vemos no que dá daí pra frente.

— Eu acho que você só quer continuar a fazer safadezas comigo,—  Regina provocou, citando o comentário que Graham fizera. Emma riu e sentou ao lado de Regina, colocando um braço em volta dela. A loira estava contente por ela estar sentindo-se melhor, mas Emma não conseguia evitar o sentimento amargo por não ouvir um eu te amo  de volta. Ela não queria pressioná-la nem parecer carente pedindo que ela falasse as palavras, portanto Emma ficou quieta e agiu como se estivesse tudo bem - afinal, parando para pensar, as coisas realmente meio que estavam bem.

— E você pode me julgar? Agora eu fiquei acostumada a ter sexo maravilhoso toda hora. É tudo culpa sua, sabe? — Brincou e Regina riu. Emma estava contente por dentro; era bom saber que as coisas estavam indo como sempre foram, mesmo que não completamente.

— Mas agora falando sério, Emma. Aonde que isso nos deixa? O que nós somos, agora?

— Nós somos duas amigas que tem sido idiotas demais por não enxergar o que estava bem debaixo de nossos narizes pelos últimos... Vinte anos?—  Emma explicou, porém pareceu mais uma pergunta do que uma afirmação.

— Mas, o que faremos agora?

— Eu não sei,—  Emma respondeu. — Vamos apenas esperar para ver aonde tudo isso vai nos levar. Além do mais, eu tenho esse adorável papelzinho aqui que promete trazer muita diversão,—  Emma insinuou, mexendo as sobrancelhas sugestivamente. O clima dentro do quarto estava bem mais leve agora, mas ainda havia uma pitada de tensão no ar, a qual Emma estava lentamente tentando dissolver.

— Então realmente vamos dar continuidade ao jogo? —  Regina virou o rosto de frente para ela e Emma assentiu. — Vamos permanecer dentro das regras?

— Que regras? —  Emma respondeu, presunçosa. — Você mesma disse: foda-se as regras. E se bem me lembro, você disse também: todas as regras.

— Eu sabia que isso iria se voltar contra mim de alguma forma,—  Regina riu, seus olhos já não mais vermelhos, e Emma sorriu ao ouvir a risada dela, mesmo ainda estando chateada consigo mesmo.

— Você quer que as coisas voltem a ser como eram no início da jogo?

— Não!—  Regina rapidamente respondeu. — Não, jamais.

— Ainda bem, porque aquela regra que proibia beijos estava me matando. Você nem faz ideia,—  Emma gemeu, enquanto se inclinava para tragar Regina para um beijo doce.

— A mim também... —  Murmurou ela contra os lábios da amiga, seus dedos entrelaçando nos cabelos macios dela.

— Qual letra você tirou? —  Regina perguntou, interrompendo o beijo.

— K,—  Emma respondeu, encarando-a nos olhos. — Apesar de que, para ser sincero, K na verdade é a sua letra, já que estamos na sua rodada.

— Bem, então acho que fico com o K. Eu já sei até o que quero fazer,—  ela riu e o coração de Emma palpitou uma vez. Regina estava feliz, ou pelo menos era o que parecia, e por enquanto ela faria de tudo para mantê-la assim. Emma não queria mais vê-la sofrendo - nunca mais -, fosse ela capaz de prevenir isso.

— Bom, e aí?—  Indagou Emma e Regina subiu em seu colo, colocando uma perna de cada lado e a empurrando pelos ombros. Emma deitou-se na cama, olhando para ela e sorrindo. Era tudo o que a loira podia desejar. Tudo isso era o seu destino, o seu Karma, e era lindo demais.

Regina não disse nada, mas removeu o cabelo que caía nos olhos de Emma, e se inclinou para beijar sua testa. Em seguida, ela desceu os lábios até sua bochecha e por toda a extensão de seu maxilar, até finalmente beijá-la na boca.

— Isso... — Ela respondeu baixinho contra seus lábios. — Isso é tudo que eu quero fazer.—  Emma sorriu, trazendo-a para perto, fechando seus braços em torno da cintura dela e a abraçando apertado enquanto elas se beijavam.

E foi apenas isso que elas fizeram pelo resto do dia. Ficaram se beijando como um casal adolescente do ensino médio que eram medrosos demais para dar o próximo passo na relação. Quando Emma refletiu sobre isso, ela concluiu que a descrição era bastante cabível para a atual situação delas.

Emma sabia que devia estar preocupada com o caminho que o relacionamento delas tomaria. O que Regina e ela eram agora? Será que elas estavam em uma relação amorosa, eram namoradas? Ou será que continuavam sendo apenas amigas, mas agora — com benefícios ? Ela não sabia responder.

Emma sabia que devia estar preocupada quanto aos sentimentos de Regina por ela - céus, ela deveria estar preocupada até com os seus próprios sentimentos -, mas no entanto, nesse momento a loira não estava se importando com nada disso enquanto os lábios de Regina mexiam contra os seus em gentis movimentos.

Esse momento era a perfeição, era tudo o que ela podia desejar e ia além.

Às vezes, a sorte lhe sorri, Emma pensou ao percorrer as mãos pela coluna de Regina, apavorada demais para parar de beijá-la, com medo de que essa pudesse ser a última vez, para sempre.


Notas Finais


Ai, só Deus na causa dessas duas. O desespero da Regina passou pra mim e eu fiquei quase o capítulo todinho com a respiração presa, credo kskskskssk


Criei o grupo do ZIP ZOP pra gente surtar e fazer amizades!
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