História Alphabet Weekends. - Capítulo 30


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Categorias Once Upon a Time
Tags Emmaswan, Reginamills, Swanqueen, Swanqueenotp
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Palavras 6.954
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Continuando em Forks gente
Eu fiz uma bananada das boas por mudar o local das lembranças do passado... Assim que eu finalizar essa fic eu vou voltar e arrumar todo o comecinho dela -_-

Desculpem pelo transtorno.

Capítulo 30 - Capítulo vinte e nove


 

Tudo o Que Eu Queria; A Única Exceção.

 

 

A cabeça de Regina emergiu à superfície mais rápido do que ela previa devido ao empuxo da água, que empurrara seu corpo para cima. Ela jogou a cabeça para trás, sentindo as grossas mechas de seu cabelo baterem no topo de suas costas, enquanto caíam em cascata; podiam ser ouvidos os sons dos pingos que escorriam para o oceano.

Ela ofegou, enquanto seus pulmões tentavam reajustar-se a sensação de estarem novamente cheios de ar. Ela afastou fios de água e cabelo de seus olhos, tentando desesperadamente ajustar a visão para saber onde ela tinha mergulhado. Ela estava aliviada por ter tampando seu nariz antes de cair na água. Suas vias nasais estariam matando-a de dor agora, caso ela não tivesse os tampado. Uma tonelada de água teria invadido suas narinas no momento do impacto - ela tinha aprendido a lição da última vez.

Por alguns breves momentos, Regina se esqueceu de onde ela estava e quem a acompanhava ao tentar se readaptar à superfície do mar. Enquanto continuava a falhar suas tentativas de respirar normalmente, um par de braços envolveu sua cintura e a virou.

Ela deu de cara com o intenso olhar abismado de Emma, cujos cabelos estavam penteados para trás por causa da água. Assim como sua própria roupa, a camiseta dela também estava agarrada ao corpo.

Suas mãos soltaram a cintura dela debaixo da água, e as duas permaneceram flutuando em silêncio, até as mãos de Emma traçarem o rosto de Regina. Ela acariciou suas bochechas antes de falar.

— Diga isso de novo, — ela falou ofegante, em meio a respirações profundas, seus olhos viajando entre os olhos e os lábios dela.

Regina sorriu para ela e mordeu o canto do lábio, enquanto observava o peito de ambas subindo e descendo em uníssono, fazendo com que minúsculas ondulações na água se formassem em torno delas.

—Por favor, Regina? Por favor, diga isso de novo? Eu quero ter certeza que não estava ouvindo coisas,— implorou, afastando as gotas de água que caiam da raiz dos cabelos dela para as bochechas.

—Você não estava ouvindo coisas,— murmurou Regina, e Emma arregalou os olhos com a confissão. Usando a fluidez da água, ela chegou seu corpo para ainda mais perto de Regina, entrelaçando suas pernas com as dela.

—Então?— perguntou, desesperadamente, e Regina sorriu.

—Eu amo você, Emma Swan,— ela afirmou com sinceridade, e Emma lançou-se ao seu encontro, puxando seu rosto para ela e a beijando apaixonadamente. Seus lábios moldaram contra os dela em perfeita sincronização. Foi um beijo lento e amoroso, mas ainda completamente despudorado, enquanto ambas flutuavam verticalmente na água. Quando seus lábios se moveram para sugar o lábio inferior de Regina, os dela se moveram para clamar o lábio superior de Emma. As mãos de Emma se afundaram no cabelo molhado dela, e Regina a imitou, entrelaçando seus dedos nos cabelos loiros molhados.

— Outra vez,— Emma sussurrou, e ela obedeceu imediatamente.

— Eu te amo.

Seus lábios se encontraram novamente. Seus dentes tocaram-se por um instante antes que elas desacelerassem para saborear os movimentos.

— De novo,— Murmurou contra sua boca, e Regina riu, concordando mais uma vez.

— Eu te amo. Eu te amo. EU TE AMO!— ela gritou e Emma sorriu. Ela estava completamente entregue; seu coração se enchia e estourava cada vez que ela dizia aquilo. Regina se afastou para apropriadamente olhar para Emma, e foi recebida com a mais pura e genuína emoção em sua expressão.

— Eu te amo tanto,— A loira sussurrou, e a puxou de volta. Emma subiu os dedos por sua coluna sobre a roupa molhada, e agarrou o pescoço dela suavemente antes de forçar seus corpos para baixo.

— O que está fazendo?— Regina perguntou, quando seu queixo encostou na superfície da água.

— Você confia em mim?— Emma respondeu séria.

— Com a minha vida.

— Então, confie em mim agora,— respondeu a loira, inclinando-se para beijá-la. Seus lábios encontraram os dela com firmeza, e em seguida ela puxou seus corpos lentamente para dentro da água. Regina tinha certeza que, se suas pernas não estivessem entrelaçadas, ela já teria flutuado de volta à superfície. No entanto, elas permaneceram lá, enroscadas uma na outra e submersos na água. Elas ficaram apenas a pressionar seus lábios contra os da outra.

Foi um beijo surreal.

Regina não sentia nada que não fosse o corpo de Emma. Tudo o que ela pôde ver quando abriu os olhos foi Emma. Não importava que a água salgada ardesse em seus olhos. Tudo o que ela podia ouvir era o vazio do oceano. O beijo não durou muito tempo antes que Emma puxasse as duas de volta à superfície.

Emma ficou observando Regina, segurando seu corpo, e embora o semblante dele fosse estranho, Regina não conseguia deixar de ficar fascinada e encantada pelo seu olhar.

— Conseguiu entender?— Emma perguntou.

— Entender o quê?

— O que eu acabei de te mostrar? — Respondeu, e ela balançou a cabeça negativamente. — Quando estou com você, é como se o mundo desaparecesse. Tudo o que eu vejo é você, Regina. Tudo o que eu cheiro, tudo que eu ouço e sinto, é você. Estar perto de você me faz sentir... é um... é uma tranquilidade e uma paz que eu mal consigo entender. Só sei que a sensação parece tão certa pra mim,— Emma descreveu e Regina lhe sorriu. — O que foi? — ela perguntou, confuso por sua expressão.

Regina puxou Emma para mais perto e tascou-lhe um beijo. Enquanto se beijavam, Regina envolveu suas pernas ao redor da cintura de Emma, e a loira metade nadou e metade caminhou em direção à borda do oceano, para chegar à terra.

Emma,— Regina gemeu quando os lábios de Emma trilharam beijos até a base de seu pescoço. Ela a colocou suavemente no chão e posicionou-se sobre o corpo dela, apoiando seu peso nos cotovelos. Havia pequenas pedrinhas no chão, mas Regina não se importou; ela não sentia nada a incomodando sob sua coluna, tudo o que ela sentia era Emma.

— Eu te amo, Regina,— Emma disse, olhando para ela.

— Eu também te amo,— Respondeu ela, antes de voltar a unir seus lábios aos dela e a beijar carinhosamente, movendo suas bocas em uma dança lenta. Regina estava tentando saborear o momento, beijando-a de volta com exatamente a mesma quantidade de paixão.

Emma começou a salpicar beijos ao longo do pescoço de Regina, soprando ar fresco sobre as trilhas de água que continuavam a escorrer por sua pele. A loira regozijou-se na forma como o corpo dela estremeceu embaixo dela, adorando poder sentir os arrepios formando nos braços de Regina. Ela segurou o colar dela entre os dedos antes de pousá-lo de volta sobre seu peito, beijando o coração incrustado de diamantes.

Regina suspirou, contente, quando as mãos de Emma começaram a levantar a camiseta molhada dela, esforçando-se ligeiramente ao ajudá-la a desgrudar a peça de sua pele. As duas lutaram para puxar o algodão úmido até passá-lo por sua cabeça, com o colarinho apertando sua face, e então Emma a jogou no chão ao lado delas. Suavemente, Emma deitou Regina para trás e, mais uma vez, ela não se importou com as pedras que agora espetavam em suas costas nuas.

—Talvez não tenha sido uma boa ideia pular na água completamente vestidos,— Emma riu enquanto tentava, frustrada, retirar sua própria camisa. Ela lutou contra o tecido até que, finalmente, a camiseta dela se juntou a de Regina no chão.

Regina riu, concordando, e começou a vaguear as mãos sobre a pele fria do abdome de Emma. Ela criou pequenos trajetos de calor com a fricção de suas mãos. Emma gemeu antes de interromper seus movimentos, e colocou os pulsos dela acima da cabeça. Ela segurou os pulsos de Regina com ambas as mãos antes de separá-las para entrelaçar seus dedos aos dela.

Elas ficaram imóveis, apenas se entreolhando por alguns breves segundos de silêncio. Uma onda repentina do mar deslizou sob Regina e a fez sobressaltar, fazendo com que Emma saísse de cima dela e começasse a rir.

— Não ria,— Regina fez beicinho, batendo em seu ombro. —Estava muito frio, de verdade.

— Me desculpe, mas esse é o preço que você paga por deitar no chão onde as ondas quebram.

— Você me colocou lá,— ela argumentou, e virou para inclinar-se sobre o cotovelo e encarar Emma; ela imitou sua posição.

— Você não reclamou, — contestou a loira, espanando a areia e as pequeninas pedras para fora de suas costas, enquanto se sentava.

— Eu estava absorta no nosso momento,— ela respondeu timidamente, e viu Emma abrir um sorriso e estender a mão para tocar o calor escaldante de suas bochechas.

— Eu também.

— Sempre fico absorta nos momentos em que estou com você,— Regina emendou, sentindo-se ridícula pela forma como a conversa tinha virado melosa.

— Regina Mills! — Emma riu. — Quem diria que você era tão sentimental?

— Cale a boca! — ela ralhou, e Emma a puxou para cima dela, suas mãos firmemente segurando os quadris dela.

— Estou só brincando,— A amiga se defendeu.

Emma não disse mais nada, e pegou Regina pelo pescoço para unir sua boca com a dela. Regina deixou se perder na sensação daqueles lábios; ela sabia que nunca iria se cansar deles nem dela.

— Emma... — ela gemeu ao se afastar.

— Você não faz ideia do quanto eu te quero agora,— Emma grunhiu e atacou a clivagem de seus seios com beijos, puxando as taças do sutiã para beijar a parte inferior de cada um, até se irritar com a peça de renda vermelha e puxá-la sobre a cabeça de Regina, sem se preocupar em abrir o fecho antes.

As mãos da loira massageavam os seios dela, ao mesmo tempo em que descia beijos por sua barriga, alternando entre selinhos e mordiscadas, fazendo Regina contorcer-se sob ela. Ela arfou pesadamente quando os polegares de Emma, simultaneamente, rodearam cada um de seus mamilos, assistindo enquanto endureciam.

—Oh, Em-ma... — Ela gemeu, quando recebeu beijos na área de seu umbigo, ainda não tirando as mãos de seus seios.

— Regina. — Ela ecoou. Suas mãos, finalmente, afastaram-se dos seios dela e ela as arrastou para baixo, acariciando sua cintura, até segurar seus quadris com força e investir os quadris de encontro aos dela. Ambas gemeram com a sensação antes de Emma grunhir.

— O quê? — perguntou a morena, e Emma se levantou rapidamente, puxando Regina em seguida.

— O que está fazendo?— ela indagou ao ser levantada pela amiga; os seixos da areia grudados em sua pele caindo ao chão. Regina envolveu as pernas em torno da cintura de Emma. Os jeans molhados tornavam quase impossível andar com qualquer resquício de graciosidade.

— Eu não queria fazer isso com todo esse cascalho machucando suas costas,— Emma explicou, posicionando-a sobre o capô de seu carro. O motor ainda estava levemente aquecido.

Regina sorriu em agradecimento para ela, e se inclinou para beijá-la antes de Emma se afastar e começar a abrir o fecho de sua calça. Sua urgência fez Regina rir.

— Não ria de mim! — Emma resmungou enquanto lutava para tirar de suas pernas o jeans encharcado e apertado. Regina sorriu para a situação. Rose uma vez lhe disse que o melhor tipo de sexo era aquele em que você poderia dar risadas antes, durante e depois, pois isso significava que havia sido atingindo o nível máximo de segurança entre um casal.

— Não há pressa, Emma,— Ela ronronou. Emma parou seus movimentos e levantou uma sobrancelha para ela. Um sorriso presunçoso se espalhou por seu rosto.

— Você acabou de ronronar?— perguntou ela, puxando o jeans amontoado na perna direita. Ele puxou com força o tecido, quase caindo ao conseguir.

— Talvez você deveria ter tirado os sapatos,— brincou Regina ao começar a tirar sua própria calça e também relutar com a retirada.

— Não amola! — Emma ralhou, de brincadeira, finalmente conseguindo eliminar as calças e os sapatos. Ela ficou apenas de cueca boxe e meias. Regina estava sentada no capô de seu carro usando apenas a calcinha, abriu as pernas se exibindo e sorriu para Emma ao chama-la com um dedo.

— Alguém está animadinha, huh?— Emma presunçosamente perguntou ao parar em frente a Regina.

— Talvez? Mas eu não sou a única, já que você praticamente rasgou suas calças ao tirá-la,— ela respondeu brincalhona, e Emma gemeu quando as mãos da morena encontraram o caminho do profundo V de seus quadris. Ela percorreu a ponta de seus dedos indicadores ao longo das definidas linhas de músculos.

— Jeans molhado entre as pernas não é agradável. Queimaduras de fricção não são legais,— declarou Emma, e Regina gargalhou alto. — Pare de rir,— ela fingiu um beicinho, trazendo-a para perto.

— Não consigo,— ela se defendeu. —Você sempre me faz rir.

— Vou tomar isso como um elogio,— sussurrou Emma enquanto se inclinava para beijá-la, puxando o quadril dela de encontro ao seu.

— Acho que não devemos transar aqui no capô,— Regina repreendeu quando ela começou a tirar sua cueca.

— Por que não? — murmurou a loira contra sua clavícula, banhando-a de beijos.

— Alguém pode ver... — Gemeu manhosa seu argumento, e Emma bufou para sua inútil tentativa de interromper as ações dela.

— Você preferia no chão!

— Você que me deitou no chão.

— Foi, mas mesmo assim, você queria fazer no chão.

— Eu sei, mas não me sinto bem fazendo aqui... — Regina falou e Emma pendeu a cabeça para frente.

— Está bem,— ele se rendeu em um muxoxo, colocando de volta sua boxe molhada e se afastando de Regina. Ela deu o melhor de si para que Regina soubesse que ela estava chateada, exagerando um beicinho e dando chutinhos na areia do chão com suas meias. Não foi a coisa mais inteligente; só fez com que a terra grudasse ainda mais no tecido molhado.

— Eu não posso com esse beicinho, Emma,— Regina grunhiu, o acompanhando ao redor da área para pegar suas calças, enquanto Emma pegava a blusa e o sutiã de Regina.

— Bem, você vai ter que aguentá-lo,— Emma lamentou, brincando, e piscou para informá-la de que tudo não passava de encenação.

— Isso é crueldade!— bufou ela, encontrando-se com Emma no porta-malas para despejar suas roupas molhadas lá. — Espere! — ela exclamou e tirou alguns sacos de plástico do porta-malas para guardar as roupas.

— Bem pensado! — comentou Emma, tirando a cueca e as meias e jogando-as no saco junto com sua roupa e a de Regina.

— Emma! — Regina berrou quando viu que ela se encaminhava para o banco do motorista para ligar o carro.

— Que foi?— Perguntou, inocentemente, como se não estivesse nua se dirigindo ao volante de um carro.

— Você não vai dirigir o meu carro para a casa do meu pai assim pelada. E se ele estiver trabalhando na patrulha da estrada e parar a gente? Como você pensa que vamos explicar isso a ele?

— Bom...— Emma começou a falar enquanto saía do carro. Ela não estava nem um pouco acanhada de estar nua ao ar livre. —Primeiro teríamos que explicar quais foram os motivos disso - você sabe, todos esses anos de sentimentos reprimidos, o nosso jogo, sua estratégia de transar aqui na praia e depois amarelar-... — Emma começou a elaborar, porém Regina a interrompeu.

— Fecha a matraca e põe suas roupas logo, — ela exclamou enquanto lhe tacava uma boxe, uma calça de moletom e uma camiseta para Emma, todas secas e novas.

— Você me trouxe roupas?— ela perguntou com um tom de surpresa na voz.

— Claro que sim. Não iria trazer apenas para pra mim. Não sou tão malvada.

— Há quanto tempo você está planejando isso?— indagou ela enquanto se vestia. Regina lhe entregou um par de meias e tênis secos.

— Desde a letra D,— ela respondeu com sinceridade, e Emma a puxou para um abraço. Ela beijou o topo de sua cabeça e Regina suspirou de felicidade. Ela adorava estar nos braços de Emma; não havia sensação melhor do que sentir os fortes braços dela ao seu redor. Se sentia amada e protegida.

— Obrigada,— Emma sussurrou e Regina se afastou do calor do seu corpo para olhar em seus lindos olhos.

— Pelo quê?— perguntou Regina, e Emma penteou as mechas do cabelo dela que haviam grudado na testa.

— Por ter criado uma nova recordação nesse lugar. Não vai substituir a outra, mas será para sempre a primeira coisa que surgirá na minha mente quando eu pensar sobre essa praia.

— Não tem de quê,— ela respondeu, timidamente, ligeiramente tombando sua cabeça para frente.

— Como eu pude ter tanta sorte?— Emma ponderou para si mesmo, e Regina mais uma vez o fitou, confusa.

— Do que está falando?

— De você,— ela retorquiu. —Estou falando sobre você. Sou a mulher mais sortuda do mundo, se você me perguntar. Eu tenho você em minha vida; qualquer pessoa mataria para estar no meu lugar.

— Emma-...

— Nem comece! — ela interrompeu Regina. —Você sabe que é verdade. Você é incrível, Regina Mills, e sempre foi. Eu me apaixonei por você quando tínhamos quatro anos e fui idiota demais de só agora perceber isso. Sou muito sortuda por ainda poder ter você em minha vida dessa forma.

—Emma,— Regina a chamou enquanto se jogava nos braços abertos dela. Ela o segurou firmemente e Regina fez o mesmo. A morena sorriu radiante contra o peito de Emma. As palavras dela haviam tocado seu coração. Ninguém jamais havia se declarado de tal forma para ela.

Nenhuma pessoa jamais havia dito que a amava e que ela era perfeita. Nenhuma pessoa nunca havia lhe feito se sentir bonita. Nenhuma pessoa jamais conseguiu fazê-la rir quando ela queria chorar, ou sorrir quando estava brava.

Ninguém, com exceção de Emma.

Ela era a única exceção.

Emma a fazia sorrir. Ela a fazia gargalhar. Ela a fazia sentir-se linda.

Ela a fazia se sentir verdadeiramente importante.

— Eu tive tanto medo de que esse jogo... Naquela noite quando voltou de Nova Iorque...— Regina iniciou, seus pensamentos em fragmentos. — Eu tive medo de que fôssemos estragar tudo.

— Mas não estragamos, então não há nada mais a temer,— ela afirmou, embora houvesse uma expressão distante no fundo de seu olhar. Emma estava escondendo alguma coisa dela, e isso já vinha acontecendo há duas semanas. O que quer que fosse aquilo que ela escondia, era algo grandioso, e por alguma razão ela não queria contar a Regina.

— Para onde vamos agora?— Emma perguntou enquanto andava ao lado de Regina até a porta do passageiro.

— Ei!— ela chamou. —Quem disse que você vai dirigir?

— Eu disse. Então, qual o destino?

— Para a casa do meu pai.

—Vamos ao lar do Chefe, então,— concordou ela, entrando no carro.

oOo

O percurso até a antiga casa de Regina não durou muito, e antes que ela percebesse, Emma estava estacionando na garagem vazia - o que significava que Henry não estava em casa.

— Acho que seu pai está trabalhando,— Emma comentou enquanto elas subiam os familiares degraus da varanda. Ela usou a chave extra escondida na caixa do correio para abrir a porta.

— Nossa,— Emma resfolegou quando Regina fechou a porta.

— Que foi?

— Já faz um tempo desde que estivemos aqui.

— Eu sei. Foi por isso que eu quis vir pra cá. Meu pai sempre vai nos visitar, mas a gente nunca vem para Forks.

— Nos visitar? — Emma bufou. —Tenho certeza que o Chefe vai visitar você, e não a mim.

— Você sabe que meu pai te considera como uma filha.

— Creio que todo esse sentimento dele por mim mudaria se ele soubesse que eu já consegui fazer você me implorar para possuí-la bem no sofá que ele nos deu,— Emma sorriu, arrogante, imprensando Regina contra a parede ao lado da escada.

Porra, Emma,— Regina deixou escapar. —O que deu em você?

— Estou com fogo por sua causa,— ela riu e se afastou.

— O que foi que eu fiz? — Regina reclamou, começando a subir as escadas em direção ao seu quarto.

— O que você fez?— Emma argumentou. —Nada. Esse é o problema. Foi o que você não fez,— ela explicou, fazendo ambas rirem.

— A parada aqui é dura, meu amor,— Regina brincou enquanto abria a porta do quarto. Emma a seguiu, entrando no cômodo familiar.

— Meu Deus, seu pai não mudou nada nesse quarto, não é? — Emma comentou, suas mãos percorrendo a superfície dos objetos no quarto antigo de Regina. Seus dedos passaram pelas pequenas pedras brilhantes que pendiam do abajur da escrivaninha, e tamborilou o teclado pré-histórico do antigo computador que ainda repousava sobre a mesa de madeira.

— Eu sei. Eu também não mexi em nada daqui. Gosto do jeito que é.

— Por quê?— Emma indagou ao chegar no mural de fotos de Regina, sorrindo enquanto seus olhos trilhavam sobre as imagens.

— Guarda boas lembranças,— respondeu ela, parando ao lado da amiga para olhar uma foto das duas, onde tinham quatorze anos e brincavam na chuva. Ambos estavam cobertos da cabeça aos pés de lama, no quintal da casa de Emma. Elas pareciam tão felizes e serenos na foto. Os dois portavam largos sorrisos radiantes sob a chuva que os envolvia.

—Você lembra de como ficamos doentes depois disso?— riu  apontando a imagem que Regina acabara de observar.

—Nossa,— ela bufou. —Foi tudo culpa sua. Você simplesmente tinha que me convencer a brincar na chuva.

—Claro que sim. Eu estava com segundas intenções,— Emma sorriu faceira prendendo a atenção de Regina.

—Como é?— perguntou ela, curiosa, e Emma apontou para a blusa branca de alça, toda encharcada, que ela usava na foto.

—Eu queria espiar o seu sutiã,— respondeu ela com honestidade e Regina bateu de leve em seu braço.

—Sua pervertida!— ela acusou e Emma a puxou para perto dela. — Mas você também usava sutiã.

—Sim, o sou sua pervertida. Eu usava, mas não era a mesma coisa de querer observar os seu sutiã. — Emma sorriu, batendo no nariz dela com a ponta do dedo. —Mas essa não foi a única razão.

—Ah é?— Regina respondeu, sem acreditar.

—Não lembra por quê você estava na minha casa naquele dia?— perguntou ela, virando-se para abraçá-la contra seu peito. Antes de falar, Emma viu a cabeça dela balançando de um lado a outro, negando. —Você tinha acabado de descobrir que aquele cara da sorveteria, Ted, Tod, Tom, ou sei lá qual o nome, não gostava de você.

—Caramba,— Regina falou. —Eu tinha esquecido totalmente disso. Eu fiquei tão arrasada e corri para sua casa, de bicicleta, quando saí da sorveteria.

—Ahã, e você estava chorando demais, e eu mal conseguia entender o que você dizia entre os soluços e o catarro que escorria do seu nariz, de tantas lágrimas,— A loira riu e Regina olhou brava para ela, até rir eventualmente.

—Devo ter estado uma maravilha,— ela zombou, e Emma começou a embalá-los de um lado a outro.

—Você parecia tão triste. Eu detestei te ver daquele jeito - ainda detesto. E aí quando eu vi a chuva começando a cair, perguntei se você queria sair. Você parecia tão feliz no quintal,— ela apontou a imagem novamente.

—Bem, você conseguiu o que queria. Até hoje eu não me lembrava dos fatos desse dia.

—Esse era o propósito.

Os dois permaneceram em silêncio até Regina decidir sentar-se na cama. Ela deitou, se espreguiçando, como fazia quando era adolescente.

—Cacete,— Emma resmungou ao deitar-se, espremida, ao lado dela. —Continua aquele mesmo colchão de pedra.

—Eu amo esse colchão. Queria poder levar para o apartamento, mas é pequeno demais para minha cama.

—Que horas são?— Emma perguntou e Regina olhou para a mesinha de cabeceira, onde ainda ficava o mesmo relógio-despertador que a acordava para a escola.

—Uma, duas, ou três da tarde, dependendo se meu pai um dia ajustou a hora para os horários de verão dos últimos quatro anos.—

—Então são duas,— Emma corrigiu. —Era quase uma quando estávamos no carro, saindo dos penhascos.

—Ficamos lá aquele tempo todo?

Emma meneou a cabeça, trazendo Regina para ficar sobre ela, e se colocando no centro da estreita bicama.

—Emma.— Regina repreendeu, tentando sair de cima da loira, mas falhando. Tudo o que ela conseguiu foi se esfregar contra a crescente ereção dentro da calça de Emma.

—Regina... — Emma gemeu gostoso quando ela continuou a lutar sobre seu corpo, e mesmo com todo o prazer que a loira estava sentindo, suas mãos continuaram segurando firmemente nos quadris dela.

—Meu pai pode chegar em casa a qualquer momento,— protestou ela, e Emma começou a acariciar suas costas sob a blusa.

—São duas da tarde, Regina. Nós dois sabemos que o Chefe trabalha até às seis nos sábados. Sempre foi assim.

Regina riu ao lembrar o motivo de Emma saber, exatamente, que seu pai ficava a serviço da polícia até às seis da tarde aos sábados.

Em um desses dias, os dois estavam no quarto dela, dando privacidade a Graham e sua nova namorada no sofá da sala. Regina havia permitido que eles ficassem em sua sala, pois não tinham conseguido achar outro lugar para ir, já que os freios do carro de Graham haviam escangalhado. Regina tinha se esquecido de avisá-los que seu pai chegava às seis, mas já era tarde demais. Exatamente às seis e quinze, o Chefe Mills entrou em sua casa, só para dar de cara com Graham sendo agraciado pela namorada ajoelhada em frente a cadeira reclinável preferida de Henry, onde Graham estava sentado.

— Você se lembra do grito de viadinho que Graham deu quando Henry encontrou aqueles dois?— Emma interrompeu os pensamentos dela, e ela assentiu.

—Aquilo foi terrível.

—Bem, nós sabemos que ele não vai chegar tão cedo, então...— Emma grunhiu ao começar a puxar a blusa de Regina; ela retirou o resto, prontamente. —Vou te confessar, Regina, que eu amo quando você não usa sutiã,— Emma gemeu, e suas mãos foram massagear os seios dela. Regina tombou a cabeça para trás, maravilhada, colocando suas mãos sobre as de Emma. Ela rebolou os quadris contra os dela, arrancando de ambos mais sons de prazer.

—Essa pode ser outra nova memória para adicionar à lista. A gente nunca sequer se beijou nesse quarto,— Emma gemeu quando Regina se ergueu sobre ela na cama. Pairando sobre Emma Regina não conseguiu evitar o sorriso sacana ao ver o desejo encobrindo os olhos de Emma. Ela livrou-se de sua calça e a jogou sobre a cadeira do computador, num canto, antes de remover a calcinha, em seguida. Mesmo completamente nua, ela permaneceu de pé.

—Regina. — Emma lamuriou, sentando-se na cama sobre seus joelhos dobrados, parando embaixo das pernas de Regina. Emma teve que manter sua cabeça um pouco abaixada, pois se a levantasse um centímetro que fosse, sua boca encontraria o paraíso naquele monte de nervos que ela podia ver escondida entre a carne umedecida de sua boceta. —Sabe de uma coisa, Regina?— Emma perguntou, e o tom provocador pôde ser ouvido. —A persiana está aberta, então tenho quase certeza que você está fornecendo uma bela visão aos meninos que estão brincando de Base Quatro lá na rua.

—Ai meu Deus,— Regina arfou ao tentar pular da cama, porém Emma a agarrou e o puxou para cima de seu corpo.

—Isso,— A loira gemeu, imediatamente trazendo o bico do seio direito de Regina para sua boca, sugando e mordiscando o mamilo. Circulou com a ponta da língua sobre a carne sensível, e percorreu sua língua pela auréola igualmente sensível, antes de repetir o mesmo no outro bico.

Regina gemia e puxava os cabelos dela, o tempo todo esfregando seus quadris contra o volume na calça de moletom de Emma.

—Emma, pare de me provocar,— grunhiu enquanto Emma deslizava uma mão até o clitóris dela. Com o dedo indicador ela acariciou lentamente o nervo durinho, com movimentos circulares no mesmo sentido. Ela massageou o clitóris dela por apenas um breve momento antes de virar a posição deles na cama. Quase caiu enquanto se movia.

—Que droga de cama pequena,— reclamou a loira, tirando suas calças e a cueca boxe junto, soltando as peças no pé da cama. Regina riu e Emma segurou o quadril dela para provocar sua entrada com a ponta de seu pau. —Parece que faz uma eternidade,— ela grunhiu ao lentamente invadi-la. Elmma engoliu um gemido quando o calor escaldante e a sensação de incrível maciez a envolveu. De fato, parecia que fazia uma eternidade desde a última vez que ele pôde sentir Regina daquela maneira.

Regina arfava audivelmente enquanto a loira continuava a penetrá-la devagar. Era um ritmo agonizante de tão calmo. Ela estava adentrando seu corpo centímetro por centímetro, e por mais que Regina detestasse o quão devagar ela estava indo, não tinha como evitar sentir-se satisfeita e maravilhada com as sensações que pareciam muito mais aguçadas.

—Em-ma... — Regina gemeu enquanto ela saía e voltava para dentro dela. Emma inclinou a cabeça para capturar o lóbulo da orelha de Regina, mordiscando o ponto que era o favorito de ambos, e arrancando a lamúria de êxtase que Emma tanto esperava.

Emma manteve o ritmo lento, penetrando Regina com movimentos medidos e calculados. Cada investida era mais forte do que a anterior, porém continuava lenta.

Era pura tortura erótica para Regina.

Ela mal se aguentava com a forma como seus músculos internos o envolviam e moldavam-se em torno dela. Ela mal tolerava o jeito como cada vagaroso movimento fazia com que Emma esfregasse seu corpo contra o clitóris dela. Era uma espécie de transe. Todos os seus sentidos pareciam estar trabalhando dobrado. Seu corpo parecia estar em chamas. O suor escapava de cada poro de sua pele, e ela tentava encontrar um resquício de ar que pudesse inspirar profundamente enquanto Emma, vagarosamente, a penetrava.

O sexo nunca tinha sido assim tão intenso.

—Regina,— Emma grunhiu. —Está tudo bem?

Caralho, Emma,— ela proferiu. As esmagadoras sensações daquilo que pareciam ser minúsculos choques elétricos percorreram seu corpo de cima a baixo, começando em seu ventre, ramificando-se para os seus membros e pontas dos dedos, e assim por diante. — Não dá...— ela sussurrou, incoerentemente. Ela tentava encontrar cada uma das estocadas de Emma ao investir seus próprios quadris contra os dele, porém as sensações eram paralisantes. Ela não conseguia fazer nada a não ser virar sua cabeça de um lado para o outro, quando seus gemidos transformaram-se em arfantes lamúrias. Seu corpo parecia a ponto de explodir com o prazer que corria dentro dela. Era poderoso demais para ela aguentar.

—Regina... — Emma rugiu. A loira segurou a haste de metal da cabeceira da cama e começou a invadi-la mais rapidamente. Regina berrou com o novo ritmo. Seu corpo parecia inteiramente confuso com as novas sensações. A pequena cama batia contra a parede e parecia que seu corpo estava sendo embalado pelo movimento.

—Isso, Emma... Assim... Ohh, eu vou gozar! — Regina gritou quando suas chamas internas começaram a incinerá-la por inteira. Ela podia sentir seu clímax iminente tentando libertar-se em seu corpo.

Emma respirava pesadamente sobre ela, enquanto a estocava vigorosamente. Estava ficando mais e mais difícil segurar o seu próprio orgasmo. A sensação do corpo que a envolvia era boa demais; o mesmo corpo que estava reagindo de forma que Emma não conseguia descrever. Ela, gradualmente, se apertava em torno de seu pau na maneira mais gloriosa, segurando-a dentro dela com um firme aperto.

—Em-maah! — Regina berrou ao finalmente chegar ao orgasmo, seu corpo estremecendo, quase convulsionando sob Emma. Seu torso ergueu da cama enquanto as ondas de prazer viajavam por seu corpo de cima a baixo. Seus dedos dos pés fecharam-se sobre as costas de Emma enquanto descia de volta para a cama.

Emma assistiu a tudo com orgulho, ao mesmo tempo em que continuava a penetrá-la até conseguir seu clímax e enfim unir-se a uma Regina exausta na cama. Ela teve que espremer-se para caber ao lado dela.

—Tá tudo bem?— perguntou a loira, sem fôlego, e Regina vociferou um som agudo. —Isso foi um sim?— ela riu e Regina assentiu, apoiada contra o peito dela. —Que tal tomarmos um banho?— sugeriu e Regina assentiu novamente. —Consegue falar?— perguntou ela, arrogante, e Regina bateu de leve em sua barriga.

Quase,— sussurrou em resposta, e Emma grunhiu, inclinando-se para beijá-la.

—Vem. Vamos deixar você bem limpinha antes que seu pai chegue em casa.

—Me dê só um minuto,— Regina gemeu, sentando-se. —Não sei se conseguirei andar.

—Meu ego está te agradecendo, nesse momento,— Emma gargalhou, mas Regina rolou os olhos.

—Como se seu ego precisasse ser inflado,— ela zombou, e Emma bufou, levantando-se da cama e pegando Regina em seus braços.

—Me bote no chão,— reclamou ela, porém Emma balançou a cabeça e saiu do quarto, indo em direção ao único banheiro da pequena casa.

—Quando foi a última vez que estivemos aqui?— perguntou Emma enquanto Regina ajustava a temperatura do chuveiro para uma que lhe agradasse.

—Alguma semana de janeiro. Por quê?

—Eu acho que seu pai está namorando alguém,— ela comentou, dando de ombros.

—Ele não me disse nada,— Regina falou, parando ao lado de Emma em frente a pia. Emma apontou para todas as maquiagens e o perfume feminino posicionados sobre a bancada; nenhum dos itens pertencia a Regina. —Por que ele não contaria?— Regina perguntou quando Emma entrou no chuveiro, segurando sua mão para ela pegar.

—Talvez ele tenha virado travesti,— Emma brincou enquanto esfregava o sabonete na mão e espalhava em seus seios.

—Muito engraçada. Se bem que eu me pergunto porque não me contou nada.

—Talvez seja algo recente e ele não teve tempo de contar. Pergunte quando ele chegar em casa,— Emma terminou o assunto e começou a passar o xampu no cabelo de Regina.

—Isso é bom,— ela suspirou e Emma inclinou-se para beijá-la.

O banho durou mais tempo do que o esperado. A maior parte foi gasta apenas ficando embaixo da água morna enquanto se beijavam languidamente.

Elas ainda tinham uma hora até que Henry chegasse, então decidiram sentar na sala e assistir televisão. Antes disso, Regina refez a cama de seu quarto, e até mesmo pôs suas roupas molhadas na máquina para lavar e, mais tarde, secar.

Exatamente às seis e quinze, Henry entrou em casa.

—Regina? — ele chamou ao avistar apenas o topo de sua cabeça no encosto do sofá.

—Pai!— exclamou ela, levantando-se rapidamente dos braços de Emma e abraçou o pai.

—Por que está aqui, Gina?

—Queria te ver,— ela respondeu, e Emma levantou-se para cumprimentar Henry.

—E aí, Chefe.

—Emma. Como vai?

—Bem, muito bem. E você, como está?— perguntou Emma, insinuante, e Henry virou-se para Regina poder explicar o tom provocador de Emma.

—Tenho uma coisa para te perguntar.

—O que é?— indagou ele, preocupado, enquanto os três andavam para a cozinha. Henry pegou uma cerveja na geladeira e sentou-se à mesa. —Você está grávida, Regina?!

—Não, pai. Eu juro!— ela respondeu, cruzando as mãos sobre o coração, como ela e Henry faziam quando ela era mais nova.

—Você tem uma namorada?— Regina perguntou e Henry quase cuspiu a cerveja que ele havia acabado de tomar um gole.

—Como assim?— respondeu ele, timidamente, e Emma teve que suprimir uma risada ao ver a expressão atordoada de Henry.

—Bem, eu fui ao banheiro e vi toda aquela maquiagem...— ela falou, deixando sua explicação pairar do ar. Essa conversa estava deixando-a desconfortável. Ela e Henry nunca tiveram uma relação muito íntima, porém já haviam compartilhados seus momentos de proximidade.

—Sim,— Henry respondeu em tom sério, assentindo a cabeça.

—Quem é?— Emma inquiriu, parecendo feliz, e viu Henry enrubescer. A reação o pegou de surpresa; ela sempre pensara que Regina havia herdado seu nervosismo da sua mãe.

—Pai, quem é ela?— Regina perguntou, animada. —É só me dizer.

—Beverley Luccas... — ele respondeu discretamente.

—Ah, pai, isso é ótimo. Estou muito feliz por você. E a Beverley é um amor de pessoa,— Regina falou, levantando-se e indo abraçar o pai.

—Sério? Não está chateada?

—Pai, por que eu estaria chateada? Você merece ser feliz, e se é a Beverley que te faz feliz, então isso é maravilhoso.

—Que bom ouvir isso, Gina. Estava querendo contar para você. Só que eu não sabia como você iria reagir ao saber que seu velho pai estava namorando alguém depois de todo esse tempo.

—Pai,— Regina bufou, sentando-se de volta na cadeira. —Não acredito que você pensou que eu ficaria chateada. Se bem que se isso tivesse acontecido quando eu tinha dez anos, provavelmente eu teria corrido pelas escadas e batido a porta do meu quarto algumas vezes.

—Claro,— Henry riu. —E depois você teria ligado para Emma para ela te acalmar.

—Com certeza,— Emma respondeu. —Estou feliz por você, Chefe. Ouvi dizer que a Beverley prepara um peixe delicioso.

—Sim, ela faz. Vocês duas podiam vir um dia e jantar conosco. Vão achar o paraíso depois da primeira mordida.

—Claro, pai, quando quiser. É só me ligar antes.

—Nós também temos uma coisa para te contar,— Emma anunciou de repente, e Regina olhou surpresa para ela, enquanto Emma se levantava.

—Temos?— perguntou ela, em choque.

—Claro que temos,— afirmou a loira. —Chefe Swan; Henry,— começou Emma, mas parou quando Henry franziu o cenho. —Regina e eu, nós-... — emendou Emma, porém Henry a interrompeu na metade.

—Espere aí, vocês estão aqui para me contar que você e Regina estão namorando agora?— Henry perguntou, como se não fosse nada demais, o que fez Regina afastar-se na cadeira.

—Sim?— Emma respondeu, timidamente, e Henry riu.

Jura?— provocou o Chefe, e Emma e Regina assentiram a cabeça em silêncio. —Até que enfim!— Henry gargalhou e estendeu a mão para a de Emma.

—Como é que é?— Tanto Regina quanto Emma perguntaram enquanto a loira balançava a mão de Henry; foi o aperto de mão mais fraco que Emma já dera.

—Vocês duas são apaixonadas uma pela outra desde que eram crianças. Eu espero por esse dia há anos. No dia em que você me disse que iria morar com Emma, achei que seria nessa hora que vocês assumiriam um namoro. Isso não me deixa nem um pouco pasmado.

—É sério?Pai... Ela é uma mulher e você não está preocupado com isso?— Regina perguntou.

—Não há ninguém nesse mundo em quem eu tenha mais confiança do que você, Regina, porém Emma está logo atrás, em segundo lugar. Você e Emma nasceram uma para a outra, minha filha. Eu enxergava isso quando vocês eram menores, e vamos ser sinceros, eu não consigo ver um palmo a frente do meu nariz quando o assunto são essas coisas do coração, mas isso... esse amor que você duas demonstravam uma pela outra enquanto cresciam era muito difícil de não notar, até mesmo para mim.

—Pai... — Regina sussurrou, contente.

—Fico feliz que vocês tenham, finalmente, decidido enxergar aquilo que todo mundo sempre viu nos últimos vinte anos,— concluiu ele, e Regina mais uma vez saltou da cadeira para abraçá-lo.

—Obrigada, pai. Isso significa muito para mim, de verdade.

—Não me agradeça,— ele a dispensou, brincando. —Não existem pessoas mais perfeitas uma para a outra, do que vocês duas.—

—Eu não saberia expressar melhor, Chefe,— Emma comentou, pegando na mão de Regina quando ela sentou-se novamente ao seu lado.

—Sim, eu confio em você, Emma, e sempre confiei - mas se você a magoar, eu vou te caçar onde quer que seja, e eu tenho meus contatos,— Henry ralhou, e Emma riu levemente.

—Eu jamais correria esse risco, Chefe.

—Então, vocês vão ficar para o jantar, ou vão voltar para Seattle?

—Ficaremos,— Regina respondeu por ela e por Emma, e ela assentiu, concordando. Regina abriu um sorriso imenso enquanto segurava a mão de Emma.

—Por que o sorriso?— provocou Emma, cutucando-a com o ombro.

—Só estou feliz,— falou ela.

—Eu também,— respondeu.

Ali, naquele exato instante, a vida não podia ficar melhor; Regina tinha tudo que sempre quis.

oOo

O jantar na companhia de Henry foi muito melhor do que suas lembranças de jantares do tempo em que ainda morava com o pai - o que significa que Henry pedira uma torta salgada da pizzaria, e os três dividiram-na sentados na sala, assistindo ao início da partida do Mariner; no entanto, no quinto tempo, Regina começou a pegar no sono, e Emma sugeriu que elas colocassem o pé na estrada.

—Foi legal ver o seu pai,— Emma tentou comentar enquanto dirigiam pela saída de Forks, porém Regina estava com outros planos: mal passara dez minutos do percurso de volta para casa, e ela já estava dormindo com a cabeça contra a janela.

Eventualmente, elas chegaram ao seu condomínio, e Emma estacionou ao lado de seu carro.

—Regina, acorde,— ela a sacudiu levemente para despertá-la. —Já chegamos.

—Já?— perguntou ela, grogue, esfregando os olhos para livrar-se da sonolência.

—Sim. Agora, vamos, vou colocá-la na cama,— riu. Emma saiu do carro para ajudá-la a sair.

—Espera!— Regina exclamou quando aproximavam-se do elevador. —Preciso pegar nossas roupas no porta-malas.

—Você pega amanhã,— Emma grunhiu, puxando-a pelo braço para dentro do elevador que os esperava. —Vamos tirar uma soneca.

—É, dormir é uma boa ideia,— ela riu de leve. Regina ficou aninhada ao corpo de Emma, seu braço a envolvendo, enquanto o elevador subia; ela já estava voltando a adormecer.

Emma a sacudiu gentilmente para acordar o suficiente e conseguir andar até o apartamento.

—Para onde está indo?— Emma perguntou, brincando, encostada contra o portal da porta de seu quarto, enquanto Regina andava em direção ao quarto dela.

—Para a cama,— ela falou em tom alto.

—Nossa cama é aqui,— anunciou Emma, cheia de orgulho, e Regina sorriu largamente ao caminhar de volta de encontro dela. Emma a puxou para perto, amando o jeito como ela encaixava em seus braços.

—Gostei de como isso soa,— Regina murmurou contra seu peito.

—Que bom. Agora vamos dormir; foi um longo dia.

Emma andou com ela até a cama, e as duas sentaram-se em lados opostos, removendo apenas seus sapatos. Ambas estavam cansadas demais para trocar de roupa.

—Boa noite, Emma,— Regina grunhiu, entrando sob as cobertas.

—Boa noite, Regina,— respondeu ela. Regina caiu no sono quase no mesmo instante, e a loira adormeceu logo em seguida.


Notas Finais


Esse capítulo foi enorme e bem fofo né?
Quero me desculpar mais uma vez por ter feito a burrada de mudar a cidade natal e memórias delas rs, mas agora já foi rs

Aqui tá o link para se juntar ao grupo e surtar comigo ok?
https://chat.whatsapp.com/CxaxZQeMTd2HkplxmdSr2J

Até amanhã meninxs!


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