História Alquimia - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens JB, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Yugyeom
Tags Bts, Got7, Im Jaebum, Jaejaeyoongi, Jeon Jungkook, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Kim Yugyeom, Laukook, Lauren, Mark Tuan, Min Yoongi, Minshookgi, Morningstar, Park Jimin, Yoonren
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Palavras 4.934
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEI

E, então, meus alquimistas, como estão?
Desculpa a demora, eu sou um lixo mesmo, mas tenho uma novidadeeeeeee

EU TENHO, A PARTIR DESSE CAP, MAIS 24 PRONTINHOS AAAAAAAAAAAAA
Cadê os fogos?
Enfim, muito obrigada por tudo - isso vale para os cometários e favoritos -, e, como forma de agradecimento, tentarei atualizar toda a semana, okay?

Boa leitura para vocês, espero que curtam o cap e a aparição do amor da minha vida! <3

PS: PODE ENTRAR, IM JAEBUM

Capítulo 3 - Uma anjinha me acusou de cola


Fanfic / Fanfiction Alquimia - Capítulo 3 - Uma anjinha me acusou de cola

Acordar com o cheirinho de café é uma das melhores sensações do mundo.

Agora, experimente acordar com Min Yoongi ao seu lado, com seus óculos pretos de grau, bebericando seu café na caneca que você o deu — “o melhor do mundo” era o que podia se ler na mesma —, lendo um livro que, aparentemente, tratava-se de um romance criminal. Ah, isso sim, meus amigos, é a melhor sensação de todas.

— Que tal você parar de me paquerar e parar de preguiça também? — Yoongi percebeu que eu estava encarando-o, e eu sorri assim que o mesmo virou para mim. — Bom dia, pequena.

— Bom dia! — Espreguicei-me, bocejando em seguida.

— Tenho café na cafeteira, se quiser, ela está sobre a mesa.

Sim, Min Yoongi era tão viciado em café que tinha uma cafeteira daquelas master blaster exclusiva para ele em seu quarto.

Isso mesmo, exclusiva.

— Prefiro ficar aqui mais um pouquinho — respondi, chegando para mais perto dele e deitando sobre o seu peitoral, sorrindo.

— Você ainda pode dormir por mais alguns minutos, se quiser. — Fechou o livro, marcando-o antes de tal ato, e colocando na mesinha de cabeceira. — Eu te levo para a faculdade.

— Você é o melhor! — falei, rindo nasalmente.

— Mas eu te levo para a faculdade com uma condição. — Levantou o meu rosto, fazendo com que eu o olhasse. Yoongi estava bom de mais para ser verdade, ou seja, estava mais que claro que ele iria perguntar sobre a noite anterior. Afinal, não era todo dia que eu saía para me divertir e voltava chorando, apavorada. — Temos uma coisa para conversar, certo?

— Temos. — Suspirei, já sabendo que eu não iria escapar daquela conversa. Acreditem, Min Yoongi iria me chantagear para falar.

— O que aconteceu ontem com o cara? O que ele te fez? Me passe o endereço, telefone, CPF, RG... Tudo! Você sabe que eu trabalho na delegacia, posso destruir a vida desse ser!

Para você que não sabe, Min Yoongi é um cientista forense para casos especiais, o que nem eu entendo ao certo, admito. De vez em quando, chamam o moreno para dar um parecer, analisar um caso de homicídio ou outro e, depois de uma semana, é incrível como Yoongi sempre consegue solucionar o caso. Portanto, falar para Yoongi momentaneamente que Jeon JungKook consegue fazer coisas inexplicáveis era arriscado, sendo assim, por hora, era melhor inventar uma desculpa.

— Ele não queria... hã... Aproveitar comigo como uma pessoa civilizada... — Tentei formular a frase da melhor maneira possível, a fim de não despertar a fúria de um moreno.

— Traduzindo, ele queria transar com você, não é? — Ele suspirou. Eu aquiesci, vendo-o revirar os olhos, com raiva.

— É…

Bom, eu sou virgem. Não é mistério para ninguém, e eu não tenho vergonha de falar isso. Eu, Lauren Morningstar, tenho vinte e um anos, estou no meu último período da faculdade e sou virgem, o que tem? Sinceramente, acho que não tem motivos para eu querer ter uma relação com alguém pelo simples fato de querer perder logo minha virgindade. Tem que ser algo sério, tem que ser algo romântico, com a pessoa certa, no local certo.

Min Yoongi é o tipo de pessoa que concorda com esse meu pensamento e, por causa disso, acaba sendo até super-protetor demais. Não é como se eu não soubesse me cuidar, pelo contrário, eu sei, mas Min Yoongi leva tal coisa para outro nível, literalmente. Talvez, ele tenha o ciúme de um irmão em relação à mim, ou algo do tipo, pois ele me viu crescer, e ele me ama por isso. Yoongi me ama como um irmão, o ciúme é completamente compreensível. Contudo, vale lembrar que ele não é meu irmão de verdade, apenas o chato — que eu amo — que é filho do marido da minha mãe.

— Lau, você tem que entender que a maioria dos caras são assim, eles não pensam na garota, não pensam que, para ela, tem que ser uma coisa especial.

— Sorte da garota que vai casar com você, Yoongi… — falei, sentando-me na cama.

— É… — Ele desviou nosso olhar, e eu apenas estranhei.

— O que foi? Você já tem alguém em mente? — Ri de um jeito sacana, vendo-o me encarar com expressão de tédio.

— Tenho, mas ela é avoada demais para perceber isso. — Deu de ombros, enquanto eu me levantava e roubava um pouco de café de sua caneca.

— Insiste mais um pouco, talvez ela se toque! — Dei a sugestão, sorrindo. — Se não, fale diretamente com ela, oras!

— Vou ver o que eu consigo fazer, pequena. — Suspirou, levantando-se também. — Agora, acho melhor você ir se arrumar, nós dois temos que sair!


☩☩☩☩☩

Como de costume, após Min Yoongi se arrumar impecavelmente para o trabalho, e eu simplesmente catar o primeiro casaco de moletom e uma calça jeans, o de cabelos pretos me levou até a faculdade, dando-me um beijo na bochecha e desejando-me boa sorte para a prova de hoje.

Tinha chegado cedo, por esse motivo, fui direto para a biblioteca, a fim de encontrar algum livro de algum alquimista louco para estudar, porque, entre nós, chegar com uma resposta começando com “De acordo com o alquimista Nicolas Flamel, aquele que, de acordo com os mitos, teria fabricado o elixir da vida…” dá uma boa moral. Entretanto, em vez de encontrar o livro, ou sequer procurá-lo, eu achei algo melhor: Jung Hoseok.

— Bom dia, oppa. — Dei um beijo em sua bochecha e me sentei ao seu lado, colocando a mochila sobre a mesa. — Estudou?

— Estudei bastante! — Colocou um sorriso no rosto, emanando aquela sua belíssima energia. — E você, como foi seu encontro?

— Não quero conversar sobre isso. — Deitei-me sobre a minha mochila, deixando bem claro que não queria conversar sobre o assunto. Hobi, como me conhecia extremamente bem, apenas aceitou aquela minha colocação, principalmente pelo fato de estarmos indo para uma prova de uma matéria relativamente difícil.

Bom, enquanto eu quero que vocês tenham em mente a cena de eu e Hoseok conversando, revisando a matéria e indo até a sala, explicarei um pouco sobre os verdadeiros motivos de termos aulas de alquimia em uma faculdade de química, já que você deve estar enlouquecendo com essa ideia e, admito, aconteceu o mesmo comigo quando ouvi que eu teria aula dessa matéria.

Então, de início, acho melhor explicar que eu não faço estágio e nunca fiz, porque não existe nenhum laboratório em Naegom, muito menos uma grande farmácia para que eu trabalhasse e estudasse de uma forma, ao mínimo, decente. De verdade, Naegom não seria nada caso a faculdade não existisse. Sendo assim, a própria universidade resolveu “fornecer” um estágio, através de aulas de matérias especiais, como a química voltada para maquiagens, química de alimentos, uma ajuda para aqueles químicos que ajudarão farmacêuticos — caso você não saiba, para desenvolver um remédio é necessário tanto um químico quanto um farmacêutico —, e, claro, a matéria que eu escolhi.

O fato é que eu não posso surgir como a menina que sempre teve interesse em alquimia e escolheu de cara a matéria, foi ao contrário. Primeiro, eu escolhi a ligada à farmácia, mas a professora era uma senhorinha que mal de pé conseguia ficar. Depois, eu fui para a voltada para maquiagens, mas era uma professora tão atirada nos garotos que eu percebi que era melhor sair. Por último, eu resolvi ficar em alquimia por dois motivos claros:

1°: Eu sempre tive dúvida entre história e química, e alquimia serve como um meio termo entre ambos.

2°: O meu professor é simplesmente um arraso.

Sim, Im Jaebum é, divinamente, uma criatura dos céus.

O cara é simplesmente um deus grego, e vocês sabem quanto eu amo história. Além disso e acima de toda a sua beleza… Ah, seus cabelos negros, seus olhos puxadinhos, seu sorriso apaixonante, seu corpo invejável, suas sobrancelhas grossas…

Pera, o que eu ia falar mesmo?

Ah, claro, sobre ele explicando a matéria.

Bom, JB — como ele gostava que chamássemos — amava o que ele fazia e aquilo era fato. Ele não estava ali, como alguns professores, apenas porque não tinha outra opção. Seus poucos anos também traziam consigo um linguajar mais recente, diretamente para os jovens e de mais fácil compreensão. Ele estava ali pelo fato de ser apaixonado pelo que fazia, não apenas por ter anos de profissão e estar acomodado com tal vida.

Eu e Hoseok ainda estávamos revisando a matéria quando entramos a sala, o que era o que todos que já estavam em tal lugar também faziam, exceção, claro, ao professor. A hora de iniciarmos a prova finalmente chegou e Hoseok, como de costume, sentou-se na carteira atrás de mim, enquanto eu me mantinha no meu típico lugar, encostada na parede e, surpreendentemente, atrás de Jeon Jiyoon, uma menina que sempre me encarava com a maior cara de nojo pelos corredores, e eu nem sabia o porquê. Deve ser mal dos Jeon, impossível. Contudo, eu tenho quase certeza que o sobrenome dela só coincidiu com o daquele ser, dado que ela vive fazendo questão de falar da família super-poderosa dela que mora na Europa e que está pagando para ela morar sozinha na Coreia.

Após a entregas das malditas — ou melhor, das provas —, iniciei a mesma sem dificuldades, afinal, não era como se eu necessitasse de pontos, porque haveria outra prova após esta, a temida prova final. Contudo, ir bem nessa era sinônimo de um maior relaxamento em alquimia, ou seja, eu poderia focar em matérias com maior peso, como cálculo, aquele que eu tenho maior dificuldade. Por favor, é matemática. Matemática é a matéria do capeta!

Eu já estava quase finalizando a minha prova quando a borracha de Jiyoon caindo no chão me distraiu.

Olha, não me entendam como uma pessoa apaixonada por si própria, que sempre está se valorizando, mas eu sou simpática com todo, mesmo quando isso não é recíproco.

Como a boa pessoa que sou, e também pelo fato da borracha estar ao meu lado, não custava nada que eu pegasse para ela, e assim eu fiz. Todavia, o que eu não imaginava era que Jiyoon iria abaixar também, mas não para pegar a borracha, e sim, para conversar comigo.

— Entregue isso para seu irmão. — Ela me deu um papelzinho e eu apenas arqueei as sobrancelhas. — Diga que foi a anjinha dele que mandou.

— Quê? Eu não tenho irmão — afirmei, pegando o papel e levantando-me calmamente, falando tão baixo quanto ela.

— Você sabe, o Yoongi.

— Ah… Ele não é meu irmão. — Revirei os olhos, guardando a porcaria do papelzinho no bolso do casaco.

O papo aí está bom? — A voz grossa de Im Jaebum fez o meu corpo gelar. Não, não, não. Ele não pode arrancar minha prova alegando cola, porque zerar essa é basicamente garantia de repetir na matéria, uma vez que eu teria que tirar uma nota maior que dez, ou seja, teria que dar a louca e chegar um dia com um trabalho megalomaníaco, para, claro, pedir nota.

— Desculpa, professor. Mas ela me pediu a resposta da última questão, disse que precisava de nota, e o meu coração bom não conseguiu negar — ela falou, choramingando, e eu juro que vi uma lágrima escorrendo de seu olho. Falsa, falsa, falsa e… Adivinhem? FALSA.

— Mentirosa! — ditei em alto e bom tom, fazendo com que aqueles que ainda não olhavam para a nossa direção, por conta do escândalo dela, olhassem. Os Jeon só vieram ao mundo para me irritar? — Você estava querendo usar de mim para se chegar no meu irmão de consideração! Sua atirada!

— Eu não preciso de você para chegar, Lauren. Eu já cheguei há muito tempo! — Colocou um sorrisinho maléfico em seus lábios, e eu só abri a minha boca, incrédula com a cara de pau daquela menina. Ah, que vontade de voar naqueles cabelos com as pontas verdes!

— Sua…

— Lauren Morningstar, para fora de sala. Agora. — Jaebum me cortou, fazendo com que eu virasse para ele.

— Professor, você não pode fazer isso comigo… Ela que me deu o negócio sem eu ter pedido, eu só estava ajudando-a com a borracha que caiu… — argumentei.

— Quero que você se retire imediatamente, está atrapalhando os outros alunos. — Ao ouvir aquilo, abaixei minha cabeça e engoli todo meu orgulho. Era certo, estavam olhando para Jiyoon pelo fato dela ter começado a chorar em um teatrinho ridículo, para mim, olhavam porque eu estava quase gritando.

Entreguei minha prova ao professor e respirei fundo, com o intuito de me acalmar, embora eu soubesse que não iria acontecer. Arrumei minhas coisas e, com a maior tromba do mundo, segui para a porta da sala, sendo acompanhada pelo meu professor, que fechou a porta atrás dele e deixou a turma na responsabilidade de um auxiliar.

— O que foi aquilo, Lauren? — perguntou, tentando entender.

— Professor, eu te juro que não estava colando. — Coloquei a mão no bolso de meu casaco, entregando para ele o papelzinho da anjinha, que estava aparentando mais ser uma capetinha, isso sim. — A Jiyoon me deu o papel para que eu entregasse ao filho do meu padrasto, por quem ela é apaixonada. Só que, se ela acha que eu vou entregar essa coisa, eu não vou! Vou fazer a caveira dela!

— Olha, no momento, a vida amorosa dela e de seu irmão não me interessam. — Ele guardou o papel no bolso da calça. — Assim que eu acabar de aplicar prova, irei te procurar. Vamos esclarecer o que aconteceu e vamos chegar a melhor solução, beleza?

— Tudo bem. — Suspirei, olhando-o. Céus, como ele pode ser tão lindo? — Obrigada pela compreensão, professor. Estarei na lanchonete ou no jardim, ok?

— Certo, eu te encontrarei. Apenas não suma.

Aquiesci com a sua fala e segui para a lanchonete, obviamente, depois que ele voltou para a sala. Se eu liberaria toda a minha raiva comendo? Mais do que certeza. Claro que, além de comer até explodir, eu mandaria uma mensagem para Yoongi, porque eu não estaria passando por tudo isso se ele não fosse incrivelmente bonito. Sim, você deve estar pensando que eu mandei — assim como está na moda agora — uma mensagem de ódio desejando a morte de todos, mas apenas mandei algo como “Você e sua peguete me pagam”, recebendo como resposta uma grande interrogação e um “Que peguete que eu não ‘tô sabendo?”.

— Opa, mocinha. Ia passar mesmo por mim sem falar? — Desviei o olhar do meu celular para o acinzentado à minha frente, o qual eu nem lembrara que existia. Deveria dar uma voadora nele também? Melhor não, ele nem deve saber que o amigo dele é um maluco de efeitos pirotécnicos nos olhos. Se bem que eles moram juntos, né?

Lauren Morningstar, ele não é Jeon JungKook, ou seja, não tem nada a ver com isso.

— Jimin! — Coloquei meu melhor sorriso no rosto, mas, mesmo assim, ele pareceu perceber que algo de errado estava acontecendo comigo. — Não me olhe dessa forma…

— Lauren, acho que você está bem irritada, não? Consigo sentir daqui que está estressada. — Levantou as sobrancelhas e eu apenas concordei com a cabeça. — Vou te pagar um chocolate quente, que tal? Assim, podemos conversar.

— Bom… Eu estava indo para a lanchonete, então…

— Então, eu mesmo vou te levar. — Colocou o braço ao redor de meus ombros e começou a andar comigo ao seu lado. — Pode começar a contar a sua história.

— Bom, resumindo para você, só tenho a dizer que uma idiota estragou o meu dia e, provavelmente, será a causa de minha nota zero e uma possível prova extra para recuperar. — Respirei fundo mais uma vez.

— Como assim? — Ele virou o rosto para me encarar, e eu fiz o mesmo. Droga, como ele era bonito.

Uma anjinha estúpida me acusou de cola — afirmei.

— Anjinha? Está falando de Jeon Jiyoon? — ele questionou, e eu apenas concordei com a cabeça. Por acaso Jiyoon era uma atriz pornô com o nome de anjinha e eu não estava sabendo?

— Ela mesma. — Assenti, já chegando ao caixa da lanchonete e pegando a minha carteira para pagar. Não iria entrar em uma discussão por causa de Jeon Jiyoon.

— Ei, o que você pensa que está fazendo? — Ele levou as mãos à minha carteira e, na cara de pau mesmo, a fechou, retornando-a para minha bolsa. Em seguida, mexeu no bolso de sua calça e retirou duas notas da mesma. — Eu disse que ia pagar, já se esqueceu? Dois chocolates quentes! — A última parte foi voltada para a caixa, que recebeu o dinheiro e gritou o pedido para que o pessoal de dentro pudesse ouvir.

— Ah, obrigada. — Coloquei o meu melhor sorriso no rosto e me sentei em uma das mesinhas altas de café que tinham por ali, visto que o pessoal da lanchonete sempre trazia para nós. — Agora, eu já dei minha justificativa para estar fora de aula. E você, por que está aqui? Tempo vago?

— Olha, você não terminou sua história, que tal me falar sobre a solução para isso tudo? Você não vai ficar com zero, vai?

— Eu não sei — suspirei, desviando o olhar. — O professor me disse que, depois que aplicar a prova, vai conversar comigo e encontrar uma solução. No fundo, eu acho que ele conhece o verdadeiro lado demoníaco daquela anja.

— De anja, ela só tem a espécie. — Jimin riu alto, e eu apenas forcei uma risada. Ele estava bem mentalmente? Sério, sem preconceito nem nada, mas ele deve ter alguma coisa, ou ele realmente acha que Jeon Jiyoon era uma anjinha? Enquanto meus pensamentos sobre Jimin e um possível problema mental tomavam controle de minha mente, a garçonete chegou com nosso pedido, e eu não tardei em dar um bom gole, mesmo sabendo que iria queimar um pouco minha língua. — Depois, me conte como resolveu tudo isso. Se não resolver, a gente junta nessa Jiyoon.

— Pode deixar que eu mesma dou uma voadora nela. — Ri fraco, encarando-o. — Agora, acho que é a sua vez de me dar uma explicação, sim?

— Ah, não é muito complicado. — Deu de ombros. — Eu estava fazendo uma prova de farmacologia, mas acho que me ferrei completamente. Desde quando eu preciso saber a fórmula química estrutural? Eu acho que, como um bom médico, tenho que saber para quê o remédio serve!

— Olha, se você quiser uma ajuda de uma química. — Encolhi meus ombros, fazendo um bico. — Fórmula estrutural, cadeia carbônica, grupos funcionais, solubilidade… Química orgânica é comigo!

— Olha, não vou negar essa ajuda. — Ele pareceu sério. — Meu professor tem complexo de químico, e nada melhor que uma química para me ajudar.

— Quase química — corrigi, sorrindo. — Mas, pode ficar tranquilo, um dia e você já vira expert como eu!

— Obrigado, de verdade.

— Que nada! Mas… Acho que você tem que continuar sua história, não? — Arqueei uma sobrancelha, sugestiva.

— Ah, enfim. — Ele deu um gole na sua bebida também e prosseguiu. — No próximo tempo, eu iria examinar um corpo com o pessoal da minha turma, mas esqueci meu jaleco em casa… Aí, ferrou! Não vai rolar, eu vou para casa e esperar JungKook e suas anotações.

— Você só precisa do jaleco mesmo? — questionei, vendo-o concordar com a cabeça. — Oras, não tem motivos para se preocupar, pode usar o meu.

— O seu? — Ele ajeitou a postura, perguntando.

— Sim — afirmei, retirando o mesmo da mochila. — Não vou usar hoje, e tenho outros em casa para os próximos dias da semana.

— Lauren, você é incrível. — Ele se levantou, pegou o jaleco em minhas mãos e me abraçou, eu, obviamente, retribuí. — Acho bom você saber que, a partir de agora, você é a minha melhor amiga, e eu vou encher bastante o seu saco.

— Estou honrada. — Curvei-me em um cumprimento formal, mas debochando do que sendo sério. — Só que eu não posso dizer o mesmo para você.

— Aí! — Exagerado, Jimin levou sua mão ao peito e fingiu estar com dor por conta do fora que eu o dera.

— Aish, nem vem. Meu irmão emprestado é o meu melhor amigo, e eu não posso roubar esse título dele.

— Você tem um irmão? — perguntou, aparentemente curioso.

— Não é bem um irmão e…

Antes que eu completasse minha belíssima explicação, uma voz grossa se fez presente atrás de mim. Pelo jeito, o mesmo não tinha percebido que quem estava virada de costas para ele era eu, e digamos que eu fiz o possível para que ele não reparasse.

— Hyung, você também foi uma merda na prova? — Sim, meus queridos, o outro Jeon que atormentava a minha vida desde ontem: Jeon JungKook.

— Sim, eu me ferrei completamente. — Jimin descontou sua raiva no tom de voz. — Mas eu consegui ajuda de uma química para a próxima prova e tenho certeza que vou arrasar.

— Química? — JungKook pareceu ligar os pontos, e eu senti ser observada, ele reparou, que beleza. Que boca de graxa, Jimin! Deixa tudo escapar! — Lauren?

— Oi… — falei baixinho. Não fazia questão de falar com ele mesmo.

— Oh, Lauren! — Ele pareceu animado, e eu apenas terminei de tomar meu chocolate quente em um gole só. — Eu preciso falar com você! Se importa de nos dar licença, Jimin-ssi?

— Claro, claro. — Jimin pegou as suas coisas e rapidamente se aproximou de mim. — Obrigada pelo jaleco, pequena, me ajudou bastante. Pode deixar que eu vou te devolver assim que der, em perfeitas condições. — Deu me um beijo na bochecha, retirando-se em seguida.

— Lau… — Ele começou a falar, sentando-se no lugar em que Jimin estava, no entanto, eu apenas virei o rosto. Deixei bem claro que não queria que o mesmo me procurasse mais, o que ele queria? Que eu andasse com um cartaz “Saia de perto, Jeon JungKook”. — Nós temos que conversar, não é mesmo?

— Não, não é. — Da mesma forma que Jimin, comecei a arrumar minhas coisas. Se eu não podia ficar em paz na lanchonete, eu ficaria no outro lugar que tinha combinado com meu professor: o jardim. — Eu deixei explícito que não queria que você me procurasse, certo?

— Lauren, você deixou, mas… — Ele tentou continuar, mas, nesse ponto, eu já tinha dado as costas para ele. O que eu não esperava (ou, talvez, sim) era que ele me seguiria. — Garota, qual é? Eu estou tentando te explicar um fenômeno chamado jogo de luzes e você está me ignorando completamente.

— Que jogo de luzes, JungKook? — Parei de supetão e me virei para ele, vendo-o assustado. Ah, ele achou mesmo que eu não ouviria a explicação para dar um bom fora nele? Que eu saiba, existem várias câmeras e várias pessoas por aqui. Ele, definitivamente, não pode fazer nada comigo.

— Ali onde estávamos! — explicou, ou, pelo menos, tentou. — Tinha uma luz negra, não tinha? Tinha também as luzinhas roxas que deixaram os meus olhos daquela cor e…

— E desde quando eu falei que seus olhos mudaram de cor? — Franzi o cenho com a sua tentativa de me enrolar. — Jeon JungKook, eu não falei para você o real motivo de sair dali em nenhum momento, mas, agora, você acabou de me explicar exatamente o que aconteceu. Preciso falar mais alguma coisa?

— É… Hã… — Ele parou e, provavelmente, percebeu que tinha se entregado ali. — Garota, você é um saco! — Aproximou-se de mim e segurou o meu pulso, apertando ali de leve. Calma, antes que o acusem de machista, saibam que ele não apertou para machucar, apenas me segurou e, quando eu tentei sair, apertou um pouco mais forte, para que eu não conseguisse fazer aquilo. Se for por esse motivo, vocês não precisam levar Jeon JungKook para a delegacia, ok? — Eu só estou tentando me desculpar com você, porque… porque…

— Não tem essa de “porque”, eu falei para você não me procurar mais, qual parte você não entendeu? Agora, me solte, se não eu vou começar um barraco.

— Você ouviu a menina, solte-a. — A voz severa de Im Jaebum fez com que eu me acalmasse, e com que JungKook me soltasse.

Obrigada por ter me encontrado, JB. Já disse o quão incrível você é?

— E quem você pensa que é para falar o que eu devo fazer? — O futuro médico demonstrou uma marra desconhecida, e eu apenas me espantei, aproveitando que ele tinha me soltado para ficar ao lado de Jaebum.

— Eu sou um professor e acho melhor você respeitar a minha aluna e a mim, ok? — ditou com firmeza. Meu Deus, obrigada por cercar a minha vida com tanto homem bonito.

Quando a palavra “professor” saiu da boca de Jaebum, JungKook aquietou o seu facho e apenas suspirou, passando a mão pelos cabelos.

— Nós conversamos depois, Lauren.

— Não vamos conversar depois. — Mais uma vez, tentei deixar claro, esperando que ele tivesse entendido.

— Isso é o que vamos ver. — O moreno fechou a cara, retirando-se dali.

Bom, depois dessa briga — ou algo do tipo — com JungKook, meu professor lindo, maravilhoso, perfeição, obra dos céus, pediu para que eu explicasse a situação para ele após fazer um discurso lindo, falando que era amigo dos alunos e que sempre estaria disposto a ajudar. Eu, tentando não reparar em sua beleza incontestável, falei a verdade para ele: expliquei que saímos na noite anterior e que, depois de uns acontecimentos — os quais eu não falei, para não ser tachada como maluca —, eu pedi para que ele nunca mais olhasse na minha cara, entretanto, o professor percebeu que isso não aconteceu.

— Lauren, é uma pena. — Abriu a porta do laboratório para que eu entrasse. — Entendo que para você, agora, deve ser um pouco difícil falar sobre esse assunto, mas saiba que eu sempre estarei aqui para ajudá-la.

— Obrigada mesmo, professor. — Sorri. — Na verdade, apenas por estar me ouvindo com essa acusação ridícula de cola, você já está me ajudando demais.

— Falando nisso, que tal a senhorita me explicar exatamente o que aconteceu? — pediu, colocando-se do lado de um dos dois grandes balcões que tinham no laboratório, enquanto eu me colocava do outro.

— Professor, aconteceu que a borracha dela caiu no chão e eu fui pegar, depois, ela começou a falar comigo que queria que eu entregasse esse papel que está no seu bolso para meu irmão… Que, na real, não é meu irmão, é o filho do me padrasto.

— E o que tem no papel? — perguntou, levando sua mão ao queixo e prestando atenção naquilo que eu falava.

— Eu não cheguei a abrir, JB. Entreguei para você da mesma forma que recebi — respondi de forma sincera. — Mas deve ser alguma coisa relacionada a um encontro… Alguma mensagenzinha, ou algo assim.

— Vou ser sincero, Lauren. — Começou a falar, após tirar o tal papel do bolso. — Eu abri essa droga e tenho certeza que o que tem escrito não tem nada a ver com a última questão da prova. A não ser que ela tenha conseguido o telefone de Nicolas Flamel…

HÁ! Se lembram do alquimista que eu tinha falado mais cedo? Ele mesmo!

— Deve ser o número do telefone dela, então. — Cruzei os braços, respirando fundo. Que vontade incontrolável de socá-la.

— Vou ligar para fazer o teste, ok? — questionou, recebendo uma resposta positiva de minha parte. Após digitar os números em seu celular e ligar, a voz estridente e rançosa de Jiyoon respondeu um “alô”, e eu apenas arqueei a sobrancelha. Jaebum desligou, aparentemente decepcionado. Aquela ridícula... — Desculpa.

— Acho que quem te deve desculpas sou eu. — Encarei-o. — Independente de qualquer coisa, eu não deveria ter feito o escândalo que fiz.

— Bom, acho que estamos quites em quesito desculpas, mas ainda temos que dar um jeito para recuperar a sua nota. — Mexeu em sua pasta, retirando da mesma uma folha de papel e uma caneta. — Eu tenho um plano, só que preciso que você concorde comigo, estava pensando nele, porque, no fundo, sabia que falava a verdade.

Além de lindo, maravilhoso, perfeito, inteligente, ainda era compreensivo. Existe professor melhor no mundo?

— Eu concordo com o que você quiser que eu concorde.

— Assim que é bom. — Riu. — Lauren, eu vou alegar para a direção que você passou mal durante a prova e que, depois de estar um pouco melhor, deu a ideia de fazer um trabalho para repor a nota da prova… Você sabe, aqui não tem essa de segunda chamada.

— Sim, eu entendo. — Assenti, esperando pela continuação.

— Eu preciso que você falte amanhã, para que eu consiga ajeitar todas as questões desse trabalho.

— Faltar? Mas…

— Não se preocupe com isso, eu consigo um atestado médico para você e, além do mais, sei que você é boa o suficiente para correr atrás da matéria sozinha. — Deu uma piscadela para mim. — Se tiver alguma coisa, é só me perguntar, porque, antes de ser um alquimista, eu sou um químico, certo?

— Certíssimo.

— Enfim… Você também vai ter que levar uma anotação da diretora… Algo dizendo que você passou mal, mas se responsabilizou com tudo. Você tem a bolsa, não tem?

“Você estuda em uma faculdade federal, que história é essa de bolsa?”

Então, é uma longa história, mas, tentando resumir, a minha faculdade disponibiliza para os mais dedicados uma ajuda para a compra de material e etc., para os alunos de biológicas principalmente, afinal, nós tínhamos que ter quase que um laboratório em casa. Como essa bolsa era disponibilizada para os alunos exemplares, qualquer merda que ocorresse tinha que ser relatada para um responsável, conhecido como o responsável da bolsa, que não poderia ser a própria pessoa.

Adivinhem quem era o meu responsável? Min Yoongi, exatamente.

Vocês acham que eu colocaria uma pessoa que me julgaria para ficar com a bolsa — aka., minha mãe —, ou Min Yoongi, que iria me acobertar de tudo?

Pois é…

Expliquei tudo para Im Jaebum, que ouviu atentamente.

— Ótimo, já estamos resolvido, então? — Arqueei uma sobrancelha, pegando o papel do professor com as devidas anotações e colocando na mochila.

— Bom, só temos que falar sobre seu trabalho, certo? — Ele bateu palminhas, sorrindo de maneira animada. — Lauren, você vai ter que fingir que é uma bruxa nos próximos dois dias. Está na hora de fazer uma poção!


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
O que acharam? Espero que tenham gostado meeeesmo <3

Nos vemos no próximo cap?


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