História Alquimia interna - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Misticismo, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - O DESCONHECIDO


Fanfic / Fanfiction Alquimia interna - Capítulo 1 - O DESCONHECIDO

Rotina. isso resumia minha vida antes de obter o livro. Todas manhãs eu me colocava de pé, vestia minha roupa de trabalho, me direcionava até a praça e aguardava o ônibus sentado, com a atenção voltada a um velho senhor que fazia coisas curiosas.
Após um dia inteiro de trabalho eu voltava para minha casa silenciosa, tinha um diálogo com minha esposa e juntos adormicia-mos .
A única coisa que fugia da minha rotina era um velho senhor que sempre tinha algo diferente a fazer .
Diziam que ele era louco e isso me intrigava pois sempre acreditei que loucos podem ver coisas que não vemos e ouvir coisas que não podemos ouvir pois é algo além de nossos sentidos.
Aquele velho senhor, esquecido pela sociedade, vagando e peregrinando sem rumo, entretanto todas as manhãs ele estava lá, sentado no pequeno gramado da praça, encostado em árvores conversando sozinho e escrevendo em um pequeno livro. Sempre parecendo discutir com alguém ou algo.
Ele despertava minha curiosidade. Talvez por ele sempre estar trajando uma estranha roupa de couro, ou pelo fato dele ser desprezado pela sociedade e adorado como Deus por algumas famílias que vivem em lugares mais remotos , ou simplesmente por ele se levantar para ir embora, passar por de traz de uma árvore e sumir como um passe de mágica. Mal sabia eu que esse velho mudaria toda minha vida.
Certo dia ao acaso eu o avistei chamando algo, ao redirecionar minha visão pude ver a grama afundar como se algo invisível estivesse a andar em sua direção.
Perplexo e empolgado com tal acontecimento quase não pude me conter.
Desde pequeno me atraio com coisas peculiares e inexplicáveis , além da minha compreensão .
Me recompus , e após 2 dias, ainda sim eufórico e repleto de curiosidade fui em direção ao velho e perguntei:
-Meu senhor com quem conversas? Exclamei. Com uma frieza extraordinária aquele velho insano olha para mim e me responde com outra pergunta; - Podes ver? Abismado eu digo. - Não, mas sei que algo estranho está acontecendo .
Em um diálogo impecável o velho se mostra ter um auto nível intelectual, apesar dos fatos apresentados por ele serem dignos de ficção.
O Velho Senhor me contou sobre as leis da existência, também chamada de As Leis de Anunn segundo ele. Ele me contou sobre os poderes humanos e a capacidade da mente, energia universal e espiritual.
Apesar de ele estar convicto na veracidade do que ele me dizia minha razão me contradizia.
Ele me olhou nos olhos e disse:
-Agora posso lhe explicar com clareza! Sobre as leis de Anunn, utilizando a energia universal e espiritual eu criei um ser, ele possui boca, olhos, braços, pernas e tronco, mas não o materializei, pois preciso que ele seja assim, invisível aos olhos nus. Ele observa, escuta e me passa informações apesar de que depois de um tempo ele vem se tornando cada vez mais rebelde e desobediente.
Eu fiquei ainda mais intrigado, pois era uma historia e tanto, algo difícil de ser inventado de uma hora para outra. Como eu já havia tomado bastante tempo do Velho Senhor eu o agradeci e sai. Mas antes que eu me virasse o velho olhou em meus olhos profundamente e sorriu. Nesse instante o mundo perdeu seu foco e ficou distorcido, sua velocidade mudou apenas por um instante.
Fui para casa. Minha esposa viu minha expressão estranha, mas resolvi deixar isso apenas em minha mente. Minha mente estava uma bagunça. -E se for real?. E se realmente o ser humano for capaz de tais feitos? E se. ..
Eu me perturbei com perguntas por dias seguidos; Por dias eu observei o velho senhor e fui vendo que sua conversa solitária afinal tinha um sentido.
Enfim, deixei meus extintos me guiarem e me direcionei novamente ao velho:
-Bom Senhor ? Qual e seu nome?. Perguntei-lhe repentinamente.
No entanto ele me devolveu a pergunta.
- Rapaz qual o seu nome?. Sem muitas escolhas eu o respondi. -Me chamo G.S Santiago.
-huuum ... Me chamo Salis.
Disse o Velho como se tivece buscado no fundo de sua mente . Embora mais tarde eu tenha percebido que seu nome era apenas uma inversão de um dos meus nomes , talvez ele queira manter sua identidade em sigilo pensei dias depois. Sem enrolar já o perguntei -Senhor Salis pode me contar mais sobre tudo? O Velho apenas sorriu. -Senhor quem e você? Falei sem paciência . Percebendo minha ganância pelo conhecimento ele disse. -Santiago! Mesmo que eu tentasse te explicar talvez eu não pudesse, a raça humana insiste em bloquear o desconhecido; você é o primeiro humano a almejar meus conhecimentos.
Confesso que me espantei com a resposta que ele me deu. Ao ouvir isso me enchi de mais dúvidas sobre o que ele sabia, é até pelo que ele é .
Com uma expressão de satisfação o velho disse:
-Pelo seu desejo em desvendar o desconhecido, me encontre aqui amanhã, pois te darei um presente.
Mas uma vez aquele efeito distorcido acontece no instante da despedida, mas desta vez senti que alguma coisa havia mudado em mim.
Chegando a minha casa resolvi compartilhar tudo com minha esposa. Ela não tinha motivo para questionar minha sanidade, tão pouco para desacreditar em mim, mas ela ficou confusa e não quis se der ao trabalho de refutar.
Na manhã seguinte como todas manhãs vesti minha roupa de trabalho e fui ao encontro do velho. Chegando ao local não o encontrei, vi apenas um pequeno livro jogado no chão onde o velho costumava se sentar.
Peguei o livro e ao fim do meu dia de trabalho já após ter chegado em casa peguei novamente aquele pequeno livro. Abri aquela capa grosseira de couro sem nome , de suas páginas apenas a primeira era em meu idioma.
Suas seguintes páginas continham uma língua desconhecida e nunca antes vista por mim, mas por hora preferi guarda-lo em minha estante e sondar um pouco mais o velho Salis.
18 Dias se passaram e nunca mais vi aquele Velho Senhor.

Não importa quanto tempo passe, sempre irei me lembrar perfeitamente. O pequeno livro ficou em minha estante por vários dias , não por falta de interesse meu mas sim por medo. Minha busca por conhecimento me levou a essa situação, um medo pelo desconhecido me assombrava. Mas essa situação era o que eu buscava. Vivi minha vida seguindo o relógio , sempre se repetindo enquanto meus dias na terra se esgotavam um a um . Minha alma não aguentava mais , eu sentia minha vida escorrendo entre meus dedos .
O livro até então não tinha nome, o chamei de Livro de Salis.
No dia 4 de março peguei o livro e me encorajei ler à primeira página.
Ao resumir ,ela dizia "Quando o silêncio gritar na noite esquecida. Em meditação seu corpo dormira. Atravessara a ponte do lago inconsciente, encontrara as portas no vale do céu esquecido" Essa viajem mudará sua vida e não haverá volta , certifique-se se este é seu caminho .
Após ler isso eu pensei no seu significado e fui para cama para meditar e começar a experiência. Me sentei na posição de lótus e me concentrei.
Por vários dias ao chegar à noite eu repetia todo processo, mas nunca chegava à parte que se referia a gritos, ponte, ou portas.
Ao 6 dia pensei em desistir, pois não fazia sentido mais continuar já que não estava dando certo. Mais uma vez me senti incomodado por que de certa forma eu acreditei no Velho Senhor. Pensando nisso e refletindo o conteúdo da página acabei ficando acordado até de madrugada. Foi ai que o silêncio tomou conta de tudo, e aquele som irritante começou. Um zumbido longo e infinito que parece não ter origem , um zumbido que todo mundo um dia já ouviu. Nessa hora pude entender o significado do grito. Dei um pulo da cama e iniciei a meditação já que otimista eu acreditava que desta vez seria diferente. Com os olhos fechados, corpo adormecido, ao som do grito no silêncio eu pude sentir tudo mudar.

CONHECIMENTO

Após um tempo escutei uma voz dizendo
-Abra os olhos.
Abri os olhos e descobri que eu não estava mais na minha cama. Eu me encontrava dentro de um salão redondo feito de pedra com a mesmas escrituras do livro talhadas nas paredes. O chão era um imenso espelho que deixava a visão ainda mais deslumbrante. A minha frente encontrava-se uma porta de forma triangular onde a claridade que vinha dela me impedia de ver além. Levantei meio confuso principalmente por não estar mais na minha cama, fui até aquela porta para ver o que havia além. Ao passar aquela porta abaixo dos meus pés já estava a Ponte situada no enigma. Ela não era muito grande, mas também não dava em lugar algum, ela simplesmente acabava. Ao redor da ponte não havia água, não havia fundo, só havia nuvens e o azul do céu celeste cercando tudo.
Bom, eu já estava ali e não podia voltar pois a porta que outrora eu havia entrado não se encontrava mas ali . Comecei a caminhar até sua ponta. Pela razão se eu der mais um passo eu cairia .fechei os olhos e por intuito continuei a andar.
Meu corpo pareceu cair pra frente , mas meus pés continuaram presos ao chão . Abri os olhos e vi que eu estava por baixo da Ponte , andando como se esse fosse o lado certo desde o início. Agora eu começo a andar novamente em direção ao salão redondo ,entretanto o local que estava o salão foi tomado por um vale redondo, gramado tendo sobre sua superfície três árvores imensas . Fiquei estarrecido com tamanha grandeza pois até o momento eu nunca tinha visto árvores assim, tão pouco com portas em seus troncos .
Logo deduzi que se tratava de uma escolha . Fui até o centro do vale e pensei por um instante em qual eu deveria ir .Como a minha intuição me trouxe até aqui me deixei levar mais uma vez por ela, fui até a porta da árvore a minha frente ,abri, e novamente a claridade tomou conta do meus olhos . Entrei e tive medo , tive medo como eu nunca senti antes.
Ao meu redor nove gigantes sentados em uma mesa em forma de meia lua olhavam para mim. Parecia um tribunal . Sobre a mesa de cada um deles continha um livro grosso . Olhei para o rosto deles que estavam cobertos por uma máscara igual a um metal polido ou espelho que refletia o universo que estava em torno de nos. Parecia que aquele lugar era no meio de alguma galáxia. Há minha frente se encontrava uma mesa cheia de objetos .
Eu estava com medo e sem entender o que estava acontecendo, senti vontade de vomitar mas me segurei . Logo um Coral de vozes de homens e mulheres interrompeu meu sentimentos e minhas observações dizendo.
- Escolha !!

Sem hesitar olhei para mesa e peguei um objeto dourado semelhante a um relogio de bolso, mas ele não possuía números ,apenas engrenagens . O Coral retoma em uma desculçao intenção onde eu não entendia nada, em seguida um silêncio absoluto.
-Sou o nove e hoje vos falo, vá te em paz pois não te darei o esquecimento, mas silêncie-se para que sua raça não pereça. O Coral exclamou alto e claro .
Peguei o artefato e pela mesma caverna que entrei eu sai. Curiosamente a caverna não me levou ao Vale, me levou a uma floresta escura e sombria. Lá eu caminhei por vários minutos, vi pessoas que apareciam e sumiam no ar, ao longe um homem indo em direção a uma caverna com uma imensa placa acima contendo um escrito que pela distância não consegui ler . Meus instintos me disseram para afastar mesmo eu estando curioso , me afastei e fiquei grato por isso , pois alguns segundos depois escutei um barulho feroz próximo ao homem.
Adentrando ainda mais a floresta vi um enorme muro , chegando perto observei um pequeno esculpido redondo no muro. Nesse momento me assustei com uma risada estranha e maluca que ecoou por de traz de arbustos.
-Quem está ai ? Gritei preocupado.
Logo o ser saiu de traz do arbusto e se apresentou como Darim , disse que seria meu guia , sua aparência era de um velho alto magro e bagunçado, falava sempre por enigmas . Ele disse apenas que estava ali para me ajudar com meu aprendizado, aproveitei a oportunidade e o perguntei se todas as pessoas tinham o vale , a floresta e etc.. dentro de suas mentes. Ele respondeu que sim , é não, pois esses lugares eram compartilhados e que todos que buscavam conhecimento se estivessem na direção certa uma hora se faria presente nesse lugar.
-Veja aquele rapaz ao longe ! Dariam exclamou.
Olhei e vi um jovem aparentemente indiano trajando roupas de Monjes tibetano, indo em direção a uma fenda iluminada .
Dariam completou dizendo .
-Aquele jovem achou oque procurava e agora sua jornada inicia e ao mesmo tempo acabou , oque você vê aconteceu a milênios de anos atraz , mas essa imagem ficará gravada aqui em um eterno loop.
Depois de entender sobre o lugar voltei minha atenção para o muro , eu sentia que ele fazia parte do meu caminho . Dariam olhou para mim com seu sorriso maluco e logo notei que o esculpido era da mesma proporção do artefato dos gigantes. Peguei e o coloquei no lugar, o muro começou a ficar distorcido e vibrar . Dariam me disse .
- Venha !
Após dizer isso ele atravessou o muro como um fantasma, em seguida eu fui. Por alguns segundos tudo escureceu,senti algumas teias de aranha no rosto e quando a luz retornou pude ver uma imensa cidade em ruínas repleta de corredores , símbolos em alguns lugares pelo chão, no horizonte a alguns quilômetros de distância uma Torre bem alta , não havia ninguém na cidade.
-Corrra !! Corraa !! Dariam gritou sem parar.
-Que diabos está acontecendo! Gritei nervoso enquanto eu corria seguindo Dariam.
Dariam puxou um objeto parecido com uma lamparina prezo em sua cintura , jogou em minhas mãos e disse coloque para traz e olhe por dentro dela . Assim eu fiz e entendi o motivo da correria , atraz de nos estava uma criatura bizarra tentando nos pegar. Dariam me levou para um lugar com símbolos no chão e disse agora pode descansar.
-Oque era aquilo ? Perguntei ainda fadigado.
- Eles são chamados de apanhadores . Dariam respondeu.
Segundo Dariam apanhadores pegam pessoas e drenam sua energia e sua vida até que você vire pó. No meu caso se eu fosse pego por alguns deles eu entraria em estado de coma .
- Como você os viu sem olhar por esse objeto ?. Perguntei já calmo mas curioso.
Dariam pediu para que eu exercitasce algo parecido com o Chi com exercícios de mãos até que eu sem tive uma energia , depois pediu para que eu com os olhos fechados canalizasse essa energia por todo meu corpo , esse processo durou por 30 minutos , quando eu abri meus olhos eu podia ver criaturas por todo lugar , principalmente se escondendo nos pontos mais escuros. Quando eu entrava no círculo elas perdiam o interesse e meu rastro , elas simplesmente se espalhavam ou iam embora.
-No ninho do pássaro você se encontrará mas somente se sua vida escorrer pelo chão. Dariam disse cheio de si.
Bom, olhei para frente e vi a grande Torre , seria perfeito para uma comparação ao ninho ,
- Vamos para Torre. Respondi a Dariam.
Dariam ficou furioso pois resolvi tão fácil seu enigma , ele queria ser refutado ou ao menos que eu o pedisse para me falar a resposta , pobre Dariam (risos).
Por horas ficamos caminhando, correndo , e torcendo para que outros símbolos estivessem por perto. Finalmente eu estava a apenas metros da Torre , mas para minha surpresa esse era o lugar que mais tinha Apanhadores. Dariam correu e gritou para que os apanhadores o notassem.
- Seu louco oque está fazendo ! Gritei nervoso.
-Ficarei bem contanto que você viva ! Agora vá até a Torre ! Dariam gritou dando um sorriso maluco .
Corri o mais rapido que eu pude e comecei a subir as escadas , lá de cima vi Dariam correndo e sorrindo , quando eu já estava próximo da cobertura Dariam evaporou no ar . Já na cobertura a única coisa que encontrei era um imenso símbolo no chão, no meio um círculo que meus instintos me diziam para estar lá . Entrei no símbolo e sentei no meio , pensei o que significa me encontrar e o que seria minha vida escorrer pelo chão. Depois de um tempo pensando lembrei que minha vida nesse lugar era minha energia pois era oque eu temia perder , já sentado comecei a canalizar a energia para o chão e nesse momento o símbolo começou a brilhar , fechei meus olhos .
-Volte quando puder pois lhe mostrarei outras raízes desta árvore . Ouvi a voz de Dariam em um sussurro baixinho.
Ao abrir meus olhos eu estava em minha cama.
- Amor tudo bem ? Oque houve ?
Minha esposa disse enquanto esfregava os olhos.
- Sim amor estou bem, não se preocupe, volte a dormir.
Eu disse sorrindo passando tranquilidade a ela.
Olhei as horas e havia se passado apenas 3 minutos, oque era muito estranho já que nas ruinas caminhei por horas. Guardei o livro, deitei ao lado da minha esposa e durmi.
Tenho certeza que dessa vez foi tudo real. Ja no dia seguinte contei para minha esposa, ela apenas sorria e dizia que eu poderia fazer um filme com essa história (risos). Eu resolvi dar um tempo no livro mas minha curiosidade só aumentava . Por algum motivo eu conseguia entender as páginas com escritos estranhos , comecei a ler a próxima página , essa não era algo que eu podia fazer sentado. Se tratava da viajem no tempo através da água como ponto inicial. A página possuía um mapa de uma região próxima da minha casa , o círculo indicava uma Lagoa indo para uma cidade chamada cordeiros , no meio do Lago tinha uma Ilha que é o local onde eu enterrei o livro de Salis futuramente, depois que eu aprendi tudo, mas isso não vem ao caso agora.
Ao resumir essa página , ela dizia que se eu concentrar minha energia em torno de mim, entrar na água e me concentrar em datas e imagens das épocas e fazer minha rota de retorno eu poderia abrir uma fenda temporal, segundo o livro a água e o elemento mais condutor de energia e a água se faz presente no passado no futuro e até em outros planetas. Próximo ao lago e com todos os itens na mão eu estava partindo para próxima aventura.
Na minha mão várias imagens , uma datando 1587 , outra de 1876 e uma de aproximadamente de 1953 não me recordo ao certo. O futuro não me atraia nesse momento , que graça teria eu saber como eu morri ou saber o nome e rosto dos meus filhos ? (Risos).
Com tudo pronto comecei a espalhar a energia em meu corpo e lentamente fui entrando andando para dentro da lagoa. Programei a fenda para as quatro datas ,1587, 1876, 1953 e por último 2017 no ano que estou no presente, não quero ficar preso no passado. Entrando a água comecei a ter a sensação de estar subindo para a superfície novamente , abri meus olhos e lá estava uma colônia se erguendo, parecia recente, pessoas trabalhadoras e alguns curiosos olhavam para mim enquanto cochichavam em um idioma semelhante ao inglês mas com um sotaque diferente.
-Quem é esse homem? Um Senhor perguntou.
- Vejam ele trouxe o demônio com ele ! Uma mulher gritou angustiada, todos estavam com medo e paralizados , nem ao menos piscavam mais.
Nesse momento eu olhei para trás e vi aquela criatura horrenda que atravessou através da fenda, era um Apanhador, eu perdi o chão pois no livro estava escrito claramente que após o momento da passagem eu deveria retirar e absorver a energia da fenda. A criatura foi em direção das pessoas que estavam ali , era como se ela os controlasem.
Eu gritei para que eles corressem mas ninguém reagiu , tentei chamar a criatura mas ela não estava interessada em mim. Temendo e sem escolha corri para fenda, pois eu não queria ver a carnificina que viraria, fui para outra data.
1876 , era como se eu entrasse em um filme de faroeste , dessa vez a fenda se fez fora da água , todos podiam ver aquele rasgo brilhante no ar atraz de mim , eles não ficaram assustados mas sim nervosos.
-Bruxo ! Peguem ele! As pessoas gritaram.
-Não aceitamos bruxos aqui! Vá embora!! Um Senhor empunhando uma arma exclamou nervoso.
Me virei e retornei para fenda. Agora eu estava no meio de Nova York, às roupas não eram tão diferentes da minha e na multidão ninguém me notava, quando eu estava prestes a absorver a energia da fenda pois eu estava muito assustado com tudo, um jovem rapaz saiu correndo de dentro da fenda. Seu olhar curioso se esvaiu e deu lugar a uma expressão de desespero, ele viu os carros buzinando, pessoas por todos os lados e como já era noite as luzes o assustava. Ele se afastou de mim por que tinha medo, eu corri até ele dizendo .
-Se acalma rapaz! Está tudo bem .
Ele saiu correndo atordoado e sem rumo olhando para todos os lados, as efetuadas de carros começam e logo um barulho de batida , o jovem estava atirado ao chão coberto de sangue. Eu chorei , chorei bastante pois tudo era culpa minha , tudo estava dando errado . Prometi para mim mesmo que eu arrumaria um jeito de concertar tudo .
Me afastei do rapaz e perguntei algumas pessoas onde tinha um rio ou mar mais próximo , me falaram de um Rio Hudson . Fui até lá e retornei para o meu tempo. Eu estava totalmente perturbado e molhado, eu não conseguia nem fechar os olhos e não lembrar de tudo.

o. Peguei o livro e meus pertences , me sentei em um canto do lado de uma árvore e lá fiquei por horas olhando pro nada em estado de choque até adormecer .
Acordei as 3 horas da manhã com um incômodo muito grande , eu já estava mais calmo no entanto era madrugada e eu estava no meio do nada. Andando naquela mata presenciei um fenômeno conhecido como ovnis , aparentemente me observavam , pra mim era algo assustador então me escondi . A Mata ficou silenciosa , um clarao veio como Flash e quando abri meus olhos eu estava em minha casa , estava tudo normal .
Minha esposa me contou que eu cheguei em casa meio tonto, febriu e fui direto para cama , curiosamente eu não me lembro de nada. Parecia que a viajem no tempo e tudo que eu vi não passou de uma alucinação de uma febre. Mais tarde encontrei o livro preso na minha cintura por baixo da camisa , essa foi a unica pista que tive que tudo foi real.
Posso dizer que fiquei traumatizado , bom .. quem nao ficaria nessa situaçao ? Por mais que eu tentasse fingir que eu estava bem eu estava atormentado com lembranças, foi ai que decidi dar um tempo no livro .




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