História Already Gone - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bts, Drama, Jungkook, Separação, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 118
Palavras 4.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oeeeee
Voltei rápido dessa vez né
Minha imaginação me fez uma visita

OK
AVISO:
SE VC FOR MENOR DE 18 NÃO LEIA O POV DO JK mas acho q ninguém segue esse conselho
ENTÃO LEIAM
E LEIAM OUVINDO "LOVE IS A BICTH - TWO FEET"
N ME RESPONSABILIZO POR NADA


socorro eu vou pro inferno.

Capítulo 5 - Help, geting better.


 

Taehyung POV


 

Acordei bem melhor do que fui dormir no dia anterior, me senti revigorado por assim dizer. Apalpei a cama à procura do meu celular, que eu tinha certeza de estar no meio dos cobertores já que na noite passada fiquei com preguiça de colocá-lo na cômoda. Assim que achei liguei a tela para ver as horas. 11h55. Realmente, tinha dormido bastante. Com preguiça, me levantei da cama e fui em direção ao banheiro para fazer minha higiene matinal.

Já dentro do banheiro, enquanto escovava os dentes, olhei para o lado. Pelo fato de meu quarto ser uma suíte havia um banheiro nele; um banheiro de duas pias. A minha e a de Jeongug.

Suspirei. Eu tenho que parar de ficar fazendo isso, tenho que me concentrar em reconquistá-lo.

Terminei minhas higienes e desci as escadas, encontrando Jimin no sofá assistindo algo na tevê.

- Aaah, acordou Bela Adormecida? - perguntou assim que me viu no pé da escada.

-Não, não. Você tá vendo uma miragem.

- Que bom que está de bom humor.

- Eu vou tomar café. -  disse, me direcionando para a cozinha. Ele veio atrás.

- A essa altura do campeonato é melhor você almoçar já.

- Tô com preguiça de fazer almoço. - resmunguei.

- Então vamos comer em algum lugar.

- Acho melhor não Minie… E se eu o ver de novo?

- Ah! Verdade! Tinha esquecido de perguntar. Como você vai reconquistar o Jeongug se agora toda vez que o vê, quase infarta?

Gelei. Tinha me esquecido disso completamente, por mais que tenha ocorrido ontem. Jimin tinha razão, eu não posso reconquistar Jeongug se toda vez que vê-lo, tiver um ataque.

- Eu… não faço ideia… - murmurei, mas, por estarmos só nós dois, ele escutou.

- Ontem o Jin-hyung te deu alguma coisa não deu?

- Deu.

- Você lembra o nome?

- Era… ben… zo… era um nome difícil, mas sei que começava com “benzo”.

O mais velho pareceu pensar, deixei um sorriso escapar. Não tem como ele saber o nome do remédio.

- Benzodiazepina? - olhei espantado para ele. - Taehyung, eu não sei se você lembra mas a minha  família tem médicos. O Seokjin-hyung é meu primo sua anta.

- Eu sei! Mas como você sabe o nome do sedativo?

- Não importa. Lembra do meu primo de Daegu? O Yoongi? - acenei que sim. - Ele é psicólogo, talvez possa te ajudar.

- Eu não estou com depressão Jimin.

- Psicólogo não ajuda só na depressão, santa ignorância, ele ajuda em tudo que está relacionado à mente.

- E o que isso tem haver comigo?

- Como o Jin-hyung te disse, você teve um ataque de pânico ao ver Jeongug com outro homem. Isso, o ataque, é uma coisa psicológica. O fato de você ter imaginado que o Jeongug te superou e seguiu em frente fez alguma coisa com a sua mente, agora o quê e como tratar só falando com o Yoon. E se você está tão disposto a tê-lo outra vez, sugiro que procure meu primo.

Suspirei. Ele tinha um ponto, muito bom por sinal. Não tinha como eu sequer olhar para o Jeongug com a possibilidade de ter outro ataque. Senti arrepios pelo meu corpo só de lembrar a sensação. Pelo visto Yoongi seria minha maior ajuda.




 

[...]

 

Desci do carro e olhei o prédio médio à minha frente. Conferi o endereço outra vez. Yongsan-gu, 5664, rua 7. É aqui. O prédio parecia residencial já que o bairro fica ao redor de um parque, então dava a impressão de ser aqueles residenciais de famílias grandes que saem aos sábados de manhã para fazer um piquenique no parque.

Fui até a portaria, ao entrar vi uma moça nova em frente a um computador. Como não havia placa de indicação dos andares, resolvi perguntar:

- Com licença, você poderia me dizer onde fica o consultório do psicólogo Min Yoongi?

- Pois não, décimo andar, última porta do corredor à esquerda.

- Obrigado. - sorri.

- Disponha.

Fui em direção ao elevador mas parei na frente da porta. E se eu também estiver com pânico de elevadores? Lembro que ontem, quando entrei no do prédio do hyung,  as sensações pioraram…

- Algo de errado, senhor? - perguntou a secretária atrás de mim. Acho que estava a algum tempo parado em frente ao elevador.

- N-não, tudo bem.

Me apressei em entrar na caixa metálica, se eu tinha adquirido pânico de elevador agora era a hora de descobrir. As portas se fecharam e o objeto começou a subir; não senti nada diferente, mas acho que, por estar nervoso de infartar, minhas mão estavam suando. Ouvi o barulho que indicava que havia chegado no andar. Sai do elevador e fui na direção que a moça tinha me explicado antes.

- Última à esquerda… - sussurrei.

Parei em frente a porta branca que tinha uma plaquinha de ferro dizendo:

Min Yoongi, Psicólogo.

Bati na porta e ouvi um comando para que entrasse. Adentrei o ambiente e notei ter uma segunda recepção com outra jovem secretária.

- Hum… Aqui é o consultório de Min Yoongi, pelo o que vi na placa, certo?

- Sim, senhor.

- Eu gostaria de falar com ele… Ter uma consulta, para ser mais específico.

- O senhor tem hora marcada?

- Não… Ah! Diga que vim por recomendação de Park Jimin.

- Certo, vou avisá-lo. Qual seu nome, senhor?

-Taehyung. Kim Taehyung.

 A secretária olhou para o computador e digitou algo, logo em seguida pegou o telefone que havia ao seu lado e falou com alguém.

- Poderia aguardar alguns minutos? - perguntou ao encerrar a chamada.

- Claro.

- Quer alguma coisa? Café?

- Não, estou bem. Obrigado.

Ela sorriu e eu retribui. Fui em direção a uma das poltronas e me sentei, reparando na recepção do lugar. Era básico, chato, como qualquer outro consultório. As únicas coisas coloridas daquele lugar eram alguns quadros de paisagens, as poltronas e as plantas. Além da porta de entrada e da mesa da secretária só haviam mais duas portas. Passados uns cinco minutos uma das portas foi aberta, revelando um ser baixo, magro, de cabelos e roupas pretas, uma armação grande para seus pequenos olhos e uma pele muito, muito clara. Ele definitivamente não aparentava gostar muito do sol. Olhou em minha direção e sorriu um sorriso gengival - muito bonito, diga-se de passagem.

- Kim Taehyung, certo. Entre.

Acenei que sim. Ele se encostou na porta e fez um aceno para que eu entrasse, me levantei e fui em sua direção. Dentro da sala de consulta o ambiente era totalmente diferente, num estilo rústico. Quase tudo em madeira e as cores no mesmo tom. Do lado direito uma estante grande que ocupava toda parede, cheia de grossos livros e diplomas de medicina psicológica. Mais no meio do cômodo um sofá e uma poltrona - com uma mesinha ao lado e sobre está um copo d’água e um bloco de anotações -, um de frente para o outro. Na esquerda uma mesinha com água, café, pirulitos e algumas bolachas, com vasos de plantas ao lado. Era um ambiente confortável, bem diferente do que esperava.

Yoongi fechou a porta atrás de mim e foi em direção à poltrona, sentando-se.

- Fique à vontade.

- Está bem… - fui em direção ao sofá e me sentei em sua direção.

- Acho que não fomos devidamente apresentados. Min Yoongi. - estendeu a mão.

- Kim Taehyung. - devolvi o gesto.

- Então, Kim Taehyung, o que te trás a um infeliz consultório psicológico.

- E-eu desenvolvi ataque de pânico, eu acho.

- Você acha… Um bom começo. Conte-me, o que você faz. - se encostou na poltrona e juntou as mãos no colo.

- Sou dono da VK, empresa de hóteis.

- Deve ser um homem ocupado.

-Era, me afastei um pouco da empresa. Uma pergunta, as consultas são como nos filmes? Você questiona sobre minha vida e meus problemas e tenta me ajudar a resolvê-los? -  era uma pergunta boba, mas eu queria muito saber. Ele acabou por rir.

- Sim, são como nos filmes. Mas sem aquela baboseira de você deitar e me falar toda a sua vida e eu simplesmente ouvir. Funciona assim, eu lhe farei perguntas. Você escolhe respondê-las ou não. Mas se for necessário para que eu possa ajudar no seu problema, preciso que fale. Simples assim.

Me encostei no sofá também e procurei relaxar.

- Jimin não disse muito a seu respeito, a respeito do seu caso, digo.

- Não? Achei que tivesse.

- Vamos começar então?

- Vamos.

Comecei contando sobre como conheci Jeongug, e confesso ter ficado com certo receio em dizer que era - sou? - casado com um homem, mas ele se manteve neutro em relação a isso. Contei de nosso namoro, do casamento e quando comecei a contar sobre a empresa, suspirei. Contei sobre meu sonho de ter meu próprio negócio, meu próprio nome. E como aquilo me fez perder Jeongug. Contei da carta dele e do pedido de divórcio. Algumas lágrimas teimosas saíram, ele perguntava algumas coisas e eu respondia sinceramente como ele me pediu. E então, comecei a contar do dia que tive o ataque.

- Eu tinha acabado de atravessar a rua, estava indo dar a carta para nosso hyung para que ele a entregasse para a Jeongug. Mas aí, eu ouvi a risada dele e o procurei o vendo ao lado de outro homem. Aquilo destruiu meu coração e minha mente, que começou a imaginar coisas. Eu queria correr mas meu corpo não obedecia, comecei a suar, hiperventilar, chorar. Quando ele me viu, veio na minha direção e chamou meu nome, parecia que eu havia acordado de um transe. Sai correndo em direção à casa do hyung. Chegando lá, senti meu corpo formigar e meus ouvidos zumbirem. Eu não respirava direito, não sentia meu corpo direito, não conseguia falar. Jin-hyung atendeu a porta e me deu um remédio para me acalmar. E foi aí que ele me disse que eu estava tendo um ataque de pânico.

- Hum… - acenou - Uau. Realmente, muitos problemas. Esqueci de perguntar, você chegou a assinar o divórcio?

- Não..

- Certo… Bom, Taehyung, primeiramente eu não estou aqui para te julgar em nada, mas sim auxiliá-lo na cura dos seus ataques. Segundamente, seu diagnóstico. Terceiramente, prepare-se porque agora eu vou falar bastante. Seu caso é o seguinte: ataque de pânico induzido pela perda. Ao ver seu marido com outro homem, sua mente se virou contra você o fazendo imaginar coisas hipotéticas. A maioria das pessoas desenvolvem esse distúrbio por conta de lugares, como um elevador, criando pânico de lugares fechados o que ocasiona na claustrofobia; sofrer um acidente enquanto dirigia, fazendo a pessoa ter pânico de dirigir; entre muitos exemplos, mas esses são os mais comuns.

- Então o meu caso é diferente? - perguntei.

- Na verdade não. Pânico causado pela perda é até comum, mas é mais comum ter esse tipo quando alguém importante para nós, morre. O estado de pânico em si é, na verdade, um fenômeno físico resultante do processo de ansiedade. Chamamos de pânico quando se sente um nível extremo de ansiedade. A ansiedade é um fenômeno também físico relacionado ao sentimento medo, provocado pela liberação de várias hormonas no sangue pelas glândulas supra-renais, ou seja, adrenalina. Em momentos de ansiedade a adrenalina é liberada em nosso sangue em quantidades abundantes, preparando nosso organismo para grandes esforços físicos, através do coração, elevando a pressão arterial contraindo alguns músculos e relaxando outros e isso causa os sintomas que você descreveu.

Pisquei algumas vezes seguidas. Aquilo era muita informação pra minha cabeça mas, pelo menos, eu havia entendido o motivo dos meus ataques. Suspirei e olhei para Yoongi.

- Tem como parar os ataques?

- Sim. Mas para isso, temos que resolver o problema pela raiz. Há também o controle da respiração e os remédios, mas isso podemos falar na próxima sessão.

- A quanto tempo estamos conversando?

- Duas horas.

Arregalei os olhos em surpresa. Não parecia ter passado tão rápido.

- Eu sei, não parece, mas o tempo passa bem rápido nas sessões. - ele se levantou e caminhou até a porta, fui atrás dele. - Foi ótimo Taehyung, e um prazer.

- Igualmente.

- Marque o horário com a Song, nos vemos em breve.

Acenei que sim e sai do cômodo e fui em direção a secretária.

- Gostaria de marcar a próxima consulta.

- Qual data  horário é melhor para o senhor?

- Taehyung. Me chame só de Taehyung. Pode ser de terça e quinta às… três da tarde?

- Com certeza. - ela digitou algo no computador e olhou para mim. - Agendado.

- Eu pago agora?

- Não, só no final de todas as consultas.

- Certo. Então até, Song.

- Até, senho… Taehyung.

Sorri e fui em direção ao elevador. Aparentemente não havia adquirido pânico pelo mesmo.

Fui pra casa sorrindo, eu não ia perder Jeongug.

 

 

Jeongug POV

 

Uma semana.

Uma semana sem dormir direito. Turno atrás de turno. Tudo isso só para tirar um certo alguém da cabeça. Isso pode parecer criancice mas é como eu estou fazendo para parar de pensar em Taehyung e o ataque de pânico dele. Isso não deveria estar me afetando, nem a carta, nem as lembranças, nem a saudade. Eu deveria estar seguindo em frente ao invés de remoer o passado e achar uma desculpa para perdoá-lo e voltar. Mas o que Seokjin-hyung disse não parava de martelar minha mente.

“ Se ele realmente não se importasse mais, por qual motivo teria feito tudo o que fez até agora.”

Suspirei e olhei para meu café frio na mesa do refeitório do hospital. Terminei de beber o líquido e fui em direção ao PS para ver se estava tudo em ordem. No meio do caminho Jin-hyung me vê e começa  me acompanhar.

- Jeon Jeongug a quantos dias você não dorme. Está parecendo um zumbi, daqui a pouco vão te confundir com um paciente esquizofrênico, sonâmbulo que está tentando fugir do leito.

- Valeu pelo elogio hyung. E eles não me confundiriam não, eu estou de jaleco, e todo mundo nesse hospital sabe quem sou.

- Tá, pode até ser. Mas Gug - entrou na minha frente, nos fazendo parar - você tá bem? De verdade?

- Não muito hyung… O Tae não sai da minha cabeça… Eu queria muito ver ele mas, agora com o pânico, e a minha cabeça que tá uma bagunça… Eu não consigo pensar em mais nada.

- Você deveria estar descansando Jeongug. Essa privação de sono vai te quebrar. Me diga que você pelo menos está se alimentando direito.

- Mais ou menos. As vezes eu pulo uma refeição.

- Já chega, eu não posso ver você fazer isso consigo mesmo. Você, mocinho, vai pra casa agora, vai comer, tomar um banho e dormir.

- Mas meu turno…

- Eu falo com o Nam.

- O que que tem eu?

Namjoon-hyung aparece atrás de Jin-hyung, que dá um pulinho. Nam sorri com o susto que deu no marido.

- Amor! - Jin abraça o esposo e dá um selar. Sorri um pouco triste. Lembranças de quando Taehyung vinha me fazer visitas no hospital rodearam minha mente fazendo-me abaixar o olhar. - Quando você voltou?

- Agora a pouco.

- Por que não me avisou? Eu tinha ido te pegar. - Jin fez bico. Acho que fiquei invisível.

- Queria fazer surpresa.

Percebi o clima que estava começando a rolar e tentei me esgueirar e ir para o PS, mas senti dedos segurar o colarinho do jaleco, me impedindo de continuar.

- Não pense que vai escapar.

- Mas Jin- hyung… - reclamei.

- Você está parecendo uma criança Jeongug. Namjoon olha bem pra essa cria nossa e me diz se ela não precisa de descanso.

O segundo mais velho me observou e suspirou, fazendo que som com a cabeça.

- Ele tem razão Gug. Vá pra casa e descanse. Você está livre do plantão de hoje, eu cubro pra você.

- Não precisa hyung.

- Ah mas precisa. Eu te chuto desse hospital agora mesmo.

Rimos do exagero do mais velho. Me dei por vencido e fui em direção a sala de descanso pegar minhas coisas para ir pro apartamento de Jin. Antes de sair fui falar com Namjoon.

- Nam… O Jin te falou o que aconteceu?

- Falou. Espero que você fique bem Gug.

- Estou lidando. Não vai ter problema eu ficar com vocês? Eu posso procurar um hotel…

- Que isso Jeon, fique o tempo que precisar. Não é incômodo algum, eu até agradeço por ter ficado até agora e aturado o Jin. Ele fica muito solitário quando saio pras conferências, tê-lo lá o ajudou bastante.

- Verdade né hyung. Dessa vez demorou mais, não?

- Demorou… Escreva o que eu digo Jeongug, ser um médico geral renomado e diretor de um dos hospitais mais conhecidos do país, tem suas desvantagens.

Sorrimos e me despedi, logo indo embora. Já era noite e estava frio. Uma brisa passou me fazendo encolher no moletom numa tentativa de me aquecer. Fui andando para o apartamento dos hyungs, e usei do tempo frio para refrescar meus pensamentos. Chegado na minha atual moradia, cumprimentei o porteiro e fui em direção do elevador.

 

[...]

Sai do banho secando os cabelos a toalha. Fechei a janela do quarto e me joguei na cama, encarando o teto. Estava silencioso, me senti sozinho. Meus pensamentos foram automaticamente para Taehyung. O que ele estaria fazendo agora? Estaria se sentindo sozinho como eu? Estaria bem? Estaria sentindo minha falta, como eu sinto dele? Eram perguntas que rondavam minha mente num looping infinito.

Suspirei. Mais lembranças voltaram. Nesses tipos de noite, costumávamos ver filmes enquanto comíamos pipoca dele. Ele faz uma pipoca maravilhosa. Ficávamos sob as cobertas, ele me esquentando e eu esquentando a ele. Quando o filme acabava e ainda sentíamos frio e não queríamos dormir, ficávamos nos encarando e fazíamos amor, o que acabava por nos esquentar até demais.

Lágrimas caíram, com esse último pensamento senti meu corpo aquecer de leve. Nossas transas eram as melhores, e eu me lembro de cada uma delas. Taehyung ficava indomável; um olhar felino que me arrepiava até o último fio de cabelo. Os beijos, os toques, as sensações que ele me proporcionava eram… únicas. Suas mãos grandes e longas passeando por todo meu corpo, cada pedaço. Ele conhecia meu corpo e minhas fraquezas e adorava brincar com o lóbulo da minha orelha, já que ali era um ponto de enorme prazer para mim.

Levei meus dedos até minha orelha e comecei a mexer no local, arfando em seguida. Senti uma leve fisgada no ventre. Aquilo não era muito apropriado, mas acho que por conta do cansaço e da minha mente traíra, não conseguiria parar. Minha mão foi em direção ao meu peitoral e comecei a acariciá-lo. O que a abstinência não faz com o ser humano. Há meses não tenho nenhuma relação com alguém. Meu corpo está indomável, pedindo por mais. Mais toques, mais carícias dele. Mas ele não estava ali.

- Você terá de se contentar comigo corpo. Mas as minhas memórias… - sussurrei.

Eu realmente não o tinha ali, mas minha mente faria esse trabalho. Minhas mãos seriam as dele. Fiz minha mente lembrar de cada coisa que aquele homem já fez em mim. A mão que estava em meu peito foi em direção ao meu pescoço, o arranhando de leve. Um arrepio passou pelo meu corpo e já sentia um calor entre minhas pernas. Desci a mão novamente até meu mamilo direito o acariciando por cima da blusa branca. Aquilo estava bom. Fui para o outro mamilo, fazendo o mesmo. A mão em meu lóbulo brincava com meu brinco e ia para minha nuca, puxando os cabelos dali levemente. Soltei um gemido. Comecei a sentir um incômodo em meu membro, aquela calça de moletom e cueca estavam me irritando.

Desci a mão que estava no peitoral pela minha barriga, sentindo os gominhos da mesma. A academia estava surtindo um ótimo efeito. Desci mais sentindo o elástico da calça. Coloquei meu dedão por dentro e o movi de um lado para o outro, como se estivesse arrumando. Eu estava me torturando, mas era muito gostoso. Puxei o tecido para cima e coloquei minha mão por dentro da cueca. Estava duro e levemente molhado. Envolvi a glande com o indicador e o polegar e a apertei. Delicioso. Soltei mais um gemido, mas dessa vez arrastado. Mordi o lábio e passei os dentes pelos dentes. Maltratei um pouco a cabeça de meu membro, ela provavelmente estava avermelhada. Eu podia senti-lo pulsar e o sangue se concentrar ali. Rodeei minha mão por minha extensão e apertei, arfando. Comecei a movimentar para cima e para baixo lentamente. Pude sentir o suor escorrer pela minha nuca e mordi o lábio mais uma vez. Aumentei a velocidade da minha mão, acho que já estava delirando de prazer. Lembrei de quando Taehyung me masturbava; era lento, torturante, pecaminoso e enlouquecedor. Aumentei mais a velocidade, sentia meu ventre contrair. Levei a outra mão em direção aos meus testículos apertando-os, senti mais pré-gozo sair pela minha fenda. Uma coisa me veio a mente. Taehyung brincava muito com minha fenda.

Diminui a velocidade da mão e fui em direção à fenda. Estava muito molhado ali e por minha mão estar perto da borda da calça olhei em direção a minha glande. Vermelha. Aquilo me enlouqueceu e senti meu abdome contrair. Eu ia gozar. Apertei minha fenda impedindo do líquido sair, aliviando um pouco a sensação do orgasmo. Passei e apertei o dedão pela fenda. Era deliciosamente bom fazer isso.

- Aaah… Tae…

Arfei. Voltei a acelerar a mão em meu membro que já voltava a latejar. Fiquei massageando por um tempo e resolvi trocar de mão. Desci até minha entrada e circulei ali, sentido meu abdome contrair mais uma vez. Tentei colocar a pontinha do indicador, que entrou mas ardeu levemente, mesmo lambuzado de pré-gozo. Aumentei a velocidade da mão no membro e forcei mais meu indicador para dentro de mim. Gemi roucamente, me fazendo lembrar do gemido de Taehyug. Era rouco, arrastado e ele fazia isso bem no meu ouvido, de propósito já que ele sabia que eu amava os gemidos dele. Me lembrar disso também me fez pensar em quando ele falava besteira ou coisas carinhosas pra mim no ato.

“ - Aaahn - gemeu -… Gug… Você vai me enlouquecer se continuar a apertar meu pau desse jeito. Relaxa, eu não vou te machucar.”

Sorri. Me lembrei de como era ser preenchido por ele e não aguentei, gozando ao que soltava um gemido alto. Continuei a movimentar minha mão para prolongar um pouco a sensação. Tirei meu dedo de dentro de mim e direcionei minha mão ao meu membro, tirando a outra  de dentro da calça. Olhei bem pra ela; totalmente lambuzada.

- Olha o que você faz comigo Taehyung… até mesmo quando não está aqui.

Sêmen era estranho, viscoso. Levei a canhota em direção à minha boca e toquei meu lábio, o sujando um pouco passando a língua em seguida; o gosto também era estranho. Chupei meu polegar. Eca. Porque fiz isso? Não sei, mas acho que Tae teria feito. E provavelmente diria que meu gozo era uma delícia. Sentei na cama e olhei meu estado.

Camisa, calça e abdome lambuzados de branco. Dessa vez tinha saído bastante, por conta do longo tempo sem sexo - ou masturbação no caso. Dei um último aperto em meu membro com a mão que ainda estava dentro da calça e retire-ia.

- Acho melhor tomar outro banho…

Sai do banheiro novamente e me enfiei nos cobertores, dormindo rapidamente.



 

Taehyung POV

Ao longo da semana fui nas duas consultas com Yoongi. Ele me explicou como seriam os exercícios de controle e meditação, como ele iria ajudar a acabar com o pânico. Ele disse que eu não precisaria tomar remédios já que procurei ajuda rápido. Hoje, por ser quinta, estou em uma de “superação” como ele disse.

- Muito bem Taehyung. Relembrando, tudo o que lhe apresentar como hipótese pode fazer com que você tenha um ataque outra vez. Tudo bem? - acenei que sim, só na última consulta tive dois. Um ele teve que dar o remédio e no outro ele me ajudou a me acalmar. - Não se esqueça de, se entrar em pânico, respire fundo, esvazie a mente e se concentre em outra coisa.

- Certo.

- Deite-se e feche os olhos. Agora, imagine. Jeongug com outra pessoa, vivendo a vida dele. Ele superou o que vocês tiveram e seguiu em frente, te esqueceu. Você o observa de longe, ele parece feliz com esse novo homem, mais feliz do que era com você. Como você se sente?

- Triste. Minhas mãos estão tremendo, estou suando, não sinto minhas pernas e minha cabeça dói um pouco.

- Bom, você está indo bem. Continue Imaginando. Jeongug beija o outro homem, você o perdeu. De todas as formas. Ele nunca mais será seu. Você não significa mais nada além de dor e sofrimento pra ele.

Tudo estava voltando, todas as sensações. Parece cruel, talvez realmente seja, mas era necessário e estava me ajudando. Na primeira vez que tentei isso não consegui ouvir nem a parte do beijo e já tive um ataque. Mas já conseguia sentir as mesmas coisas voltando.

- Ele transa com outra pessoa. Eles transam tão desejosamente, que você sabe que aquele outro homem o está dando prazer mais do que você já deu. Ele está fodendo Jeongug, e eles gemem tão alto, tão alto que você pode ouvir de longe. Jeongug geme, mas não é seu nome. Não é você que o está dando prazer.

Aquilo foi a gota d’água. Levantei bruscamente do sofá e me sentei. Minha respiração entre-cortada, mãos suando, cabeça e peito doendo, falta de ar, tremor, formigamento. Tudo.

- Taehyung, respira. Respira. Nada disso é real. Tudo o que eu te disse foi fabricado pela sua mente por minha função.

- M-m-as e s-se ele r-realmen-te tiver tran-sado c-com outr-a pessoa?

Ele ficou em silêncio.

- É uma possibilidade, mas não pense nisso agora.

Tentei esvaziar minha mente, o que não deu muito certo. Imagens dele com outro homem… aquilo era difícil. Mas, por fim, consegui me acalmar. Olhei para Yoongi que sorriu sem mostrar os dentes.

- Você melhorou. Foram sete minutos hoje.

- Sério?

Ele acenou. Aquilo era um avanço. Da última vez foram dezenove minutos. Relaxei no encosto do móvel e suspirei.

- Acho que está bom por hoje, certo?

- Acho que sim… Yoongi, eu estou melhorando?  Do trauma?

- Sim. Bastante. Mais uns dois três meses e você conseguirá ver Jeongug sem quase morrer.

Sorri e me levantei indo em direção à porta.

- Até terça, Tae.

- Até terça, hyung.


Notas Finais


SOCORRO GENTE
ALGUÉM ME MATA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
EU TO COM MTA VERGONHA
ALGUÉM ME AJUDA
AAKAKKKAKAKAKA
Espero que vcs tenham gostado do cap gente
Até~~


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