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História Alta Tensão - Capítulo 2


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Notas do Autor


Só queria dizer que para os pensamentos dos personagens eu deixo em Itálico, acho que fica melhor para identificar. Boa leitura!

Capítulo 2 - Olhos Azuis


A viagem durou um dia e duas horas, mas já estávamos acostumadas. Assim que desembarcamos demos de cara com uma mulher bem vestida, alta, de cabelo longo e ruivo, estava bem maquiada, parecia que estava indo a uma sessão de fotos, chamava bastante atenção por sua beleza. Mas o que me chamou mais atenção foi que ela estava segurando uma placa com nossos nomes, estranhei por que esperava qualquer pessoa como guia turístico, mas não uma modelo canadense.   

 Aeroporto da cidade de Banff Canadá 

–  Quem será essa mulher? Ela não pode ser nossa guia. – Indagou Cléo.  

–  Não sei, mas vamos descobrir agora. – Ao terminar de falar Amanda estende o braço direito acenando para a mulher enquanto as duas se aproximavam da mesma. A mulher ao notar vai até as duas sorrindo. 

– Vocês devem ser Cléo e Amanda certo? – Ela estica a mão em direção a Cléo para cumprimenta-la e em seguida faz o mesmo com Amanda.  

– Sim, sou a Cléo. – Diz enquanto a cumprimenta.  

– E você deve ser a Amanda.  

– De pele e osso. – Amanda solta uma pequena risada enquanto fala. 

– Eu sou Hayley, o pai de vocês me contratou para guia-las nos passeios durante as suas férias.  

– Não somos irmãs. – Amanda responde fria e Hayley fica um pouco constrangida pela situação e a mesma percebe. – Não de sangue. – Ela solta uma pequena risada e abraça o braço esquerdo de Cléo, a mesma olha para sua amiga e sorri concordando com a cabeça.  

– Desculpem-me pelo equívoco. – Ela fala enquanto coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Bem, espero que possamos nos dar bem e passar essas três semanas de férias nos divertindo em vários pontos turísticos, a estação das neves é a melhor, na minha opinião – Sorri.  

Cléo e Amanda se olham sem entender muito bem em seguida Cléo olha para Hayley com uma expressão confusa e fala – Como assim três semanas?  

A jovem guia não entendeu bem a pergunta, pois achava que as duas estavam cientes do período que a viagem foi estipulada e responde Cléo – O secretário do Sr.Houten quando falou com a agencia estipulou apenas três semanas. Achei que as duas estavam sabendo. 

– Não, não estávamos. – Cléo responde com um semblante enfurecido e a voz um pouco grave. Logo a mesma abre sua bolsa e pega seu celular para ligar pro seu pai, o celular chama durante dez minutos, mas ninguém atende, ela então desliga e o guarda revoltada. 

– Léo, se estressar com isso agora só vai azedar a nossa viagem. Por mais curta que seja, ainda podemos nos divertir. Então esquece, depois fala com ele, sabe que ligar não resolve. – Amanda se aproxima de Cléo e apoia a mão em seu ombro.  

– Não quero me envolver no assunto pessoal de vocês, mas já me metendo. Ela tem razão, já estão aqui, então apenas vão se divertir e depois resolvem esse problema. – Ela sorri assim que termina de falar. – Então porque não vamos para o hotel descansar? O voo foi cansativo e devem estar com fome. 

Cléo dá um sorriso de lado e se anima um pouco, já Amanda está super empolgada. As duas seguem Hayley até o carro. No meio do caminho até o hotel as meninas conversão um pouco e Hayley pergunta se tem algum local onde querem ir ou se tem algo que querem fazer e Amanda responde toda empolgada – Queremos ir na pista de patinação no gelo, sou uma das melhores na escola. – Fala orgulhosa. 

– Ótimo, eu sei bem onde levar vocês.  

– Isso...pista de patinação no gelo. – Cléo fala um pouco desanimada e sem jeito.  

[...] 

Após duas horas de trânsito, chegamos ao hotel, e descobrimos que teve um problema com nossas reservas, então a Hayley foi fazer outro Check In. Em quanto isso Amanda foi até a cafeteria que tinha no hotel para comprar uns chocolates quente pra gente, e eu estava sentada no sofá branco que estava no meio do salão da recepção, fiquei de frente para a porta principal do hotel. Eu estava perdida nos meus pensamentos, as férias adiantadas não faziam sentido. 

E enquanto eu estava tentando entender os motivos para meu pai ter encurtado as nossas férias, rapidamente olho para a porta que ao abrir faz um leve barulho e na mesma hora minha barriga gelou, minha respiração parou por alguns segundos e meu coração acelerou 90% mais rápido assim que vi aqueles olhos azuis, que estava acompanhado de um sorriso de lado. Ele estava vindo em minha direção enquanto conversava com um homem mais velho, talvez seu tio ou seu pai, não prestei muita atenção com quem ele estava conversando.  

Eles passam do meu lado e eu ainda o acompanhava com o olhar e na minha cabeça só vinha: Tão lindo...  

De repente nossos olhos se cruzam, mas não deu tempo de mais nada, na mesma hora a Hayley me chama e a Amanda surge atrás de mim puxando meu braço toda eufórica. Olhei pra trás mais uma vez com a esperança dele ainda estar lá, mas ele já tinha sumido. Suspirei fundo e olhei pra Amanda – O que aconteceu?  

Ela apenas sorriu e falou – Lá em cima a gente conversa.  

Eu concordei com a cabeça e logo fomos até a Hayley, ela nos entregou a chave do nosso quarto e marcamos de nos encontrar na frente do hotel de manhã cedo. Subimos e a Amanda já correu pro banheiro, enquanto ela tomava banho eu arrumava as minhas roupas. Um tempo depois ela sai do banheiro enrolada na toalha.  

Quarto 123 

– Estava mesmo precisando desse banho quente. – Amanda fala já se jogando na cama.  

– O voo foi bem cansativo mesmo. – Guardando as roupas.  

– Preciso falar com você sobre mais cedo. – Amanda sorri e deita de bruços com as pernas pra cima e a cabeça apoiada na mão direita.  

– Sobre meu pai? – Cléo para de organizar as roupas e senta no pé da cama olhando pra Amanda. 

– Não! É bem mais interessante. – Sorri. – Quando fui na cafeteria encontrei um menino muito interessante.  

– Ahh, então foi por isso que nem o chocolate quente você trouxe, ficou perdidinha. – Cléo sorri e joga um travesseiro em Amanda, Amanda rir e joga outro nela. – Me conta, como ele era?  

– Ele é muito lindo! E super comunicativo, a gente bateu um papo rápido, mas deu pra ver que ele é pra mim. Seu nome é Peter e ele tem 18 anos. – Amanda conta toda empolgada.  

– Você descobriu isso tudo em apenas alguns minutos? – Rir. 

– É ué, não vou dar bobeira. Mas não se preocupe que não vou te deixar sozinha.  

– Na verdade, eu também estou de olho em alguém. – Fala ri Fala sorrindo.  

– Oh my god! Léo sua danadinha, finalmente tá tomando jeito. Me conta tudo. – Amanda se levanta empolgada e senta na cama. 

– Pra falar a verdade, não sei nada sobre ele... – Dá um sorriso sem jeito. 

– Não acredito Léo. Como vai fazer pra achar ele agora? 

– Eu não sei, não pensei nisso. Nem deu tempo também. Olha, foi só uma troca de olhares, não tem nada demais. Vamos esquecer isso. – Cléo fala se levantando e indo para o banheiro.  Ela entra e fecha a porta. 

– Eu não vou esquecer isso Cléo, vou te ajudar. – Amanda fala com um tom mais alto para Cléo ouvir do banheiro e em seguida se deita.  

[...]  

Como o voo foi cansativo e chegamos à noite, decidimos pedir serviço de quarto e ficar por aqui mesmo. A gente alugou um filme e nem demorou muito pra gente cair no sono. Na manhã seguinte acordamos de oito horas para encontrar com a Hayley, ela fez toda uma programação, e pelo que entendi, a primeira parada é a pista de gelo. A Amanda ama patinar, mas eu sou um desastre, nunca consegui, mesmo fazendo aulas, então não estou animada pra isso. 

Chegando na pista de gelo, Amanda já estava lá patinando e a Hayley ficou na bancada, coloquei os patins e entrei na pista segurando nas beiradas da parede com as pernas tortas e morrendo de medo de perde um dente. Quando tenho coragem de me soltar e tentar patinar como todo mundo, o meu pé direito vai para trás e o pé esquerdo vai pra frente fazendo com que eu abra escala... eu só pensei: Porque Deus? Eu podia ter ficado na bancada, né. 

Me levanto novamente e tento ficar em pé mais uma vez para tentar sair daquela pista, na mesma hora os meus dois pés vão pra frente fazendo com que meu corpo vá para trás, fechei os olhos instantaneamente e me imaginei caindo. Mas algo me segurou por trás e eu escuto uma voz calma e gentil falando – Você está bem?  

 – O que? – Cléo abre os olhos surpresa e fala confusa ainda nos braços dele. 

– Perguntei se está bem. – Ele a ajuda a levantar e a deixa de frente pra si, ele segura as duas mãos dela para servir de apoio. 

– Sim, sim, estou bem. – Cléo responde ainda tentando se manter em pé e com os olhos no chão. – Obriga... – Assim que ela se equilibra e olha o rapaz que está diante dos olhos dela seu coração acelera mais uma vez e ela perde a voz. 

O garoto sorri ainda segurando as mãos dela e fala – Consegue ficar em pé?  

– C.claro! – Cléo volta a si e com a voz um pouco tremula, seu rosto começando a ficar rosado e o responde rápido. – Obrigada. 

É ele... o garoto de ontem. 

– Certo. – Ele a solta. 

Assim que ele solta as mãos de Cléo ela percebe que não iria conseguir se manter em pé e que provavelmente iria cair mais uma vez, então um pouco nervosa e com um pouco de medo ela fala – Não! Não sei ficar em pé, me segura.  

– Calma, não precisa ter medo. – Ele a segura pela cintura e a mesma cora um pouco apoiando as mãos no ombro dele. – Você não sabe patinar, né?  

– Na verdade não. – Fala um pouco envergonhada.  

– Então porque não está na área de principiante com as crianças? – Ele fala rindo enquanto a leva cada vez mais ao centro da pista. 

– Não cheguei a pensar nessa possibilidade, e vamos combinar essas crianças iriam acabar comigo. –  Ela olha para a pista ao lado onde tinha várias crianças e aponta com o queixo. –  Olha aquela dali. Tem certeza que e pra principiantes? – Fala rindo. 

Peter rir – Verdade. Você não teria chances, mas posso te ensinar se quiser, pelo menos a ficar em pé.  

– Já fiz aulas e acredite não sou boa. – Fala desanimada.  

– É o que vamos ver. – Ele segura na mão direita dela e a puxa devagar pra um canto com menos pessoas.  

– O que está fazendo? – Cléo fala um pouco nervosa. 

– Vou te ajudar. – Puxando-a lentamente.  

– Você vai me matar isso sim. – Olhando pros lados atrás de algo para se segurar. – Sábia que uma queda mal dada pode me deixar paraplégica? Ou posso perder um dente, ou fraturar algum osso. Existem vários artigos médicos explicando sobre isso e eu fiz umas pesquisas e entrevistei meu vizinho uma vez, que alega ter perdido um dedo quando caiu da escada. Eu tenho certeza que... 

Enquanto Cléo fala rapidamente por conta de seu nervosismo ele rir enquanto ela fala e logo a interrompe – Percebeu que em quanto você está palestrando, você ainda não caiu? E olha que estamos patinando. – Ele fala rindo. 

Cléo percebe que de fato estava patinando com ele, devagar, porém ainda estava de pé. – Como fez isso? – Fala animada e curiosa o olhando. 

– Distração, seu problema é o medo de cair. Foca tanto nisso que esquece como se manter de pé.  

– Hum... faz sentido. – Sorri orgulhosa enquanto patina devagar ao lado dele ainda segurando sua mão. 

Ele a observa com um sorriso e quebra o silencio – Ainda não me apresentei, sou Peter e você? 

Cléo para de patinar e sua expressão ficou um pouco pálida, ele para em seguida e a olha. – Algum problema?  

– Peter? – Ela fala com um semblante triste. 

– Sim? Algum problema? – Ele pergunta sem entender.  

– Peter da cafeteria?  

Ele rir um pouco solta a mão dela ficando de frente pra mesma. – Já nos conhecemos?  

– Pera ai!! Não me solta assim. – Ela congela no meio da pista e ele rir. 

– Você é engraçada sabia? Relaxa, você não vai cai se ficar calma.  

– Calma... ok, ok, é fácil. – Um pouco nervosa, mas tentando esconder.  

– Tá vendo. Você consegue.    

– É, talvez eu consiga. Até que seu jeito de ensinar não é tão ruim Peter, certo? – Patinando devagar até a borda.   

– Isso e você é? – Acompanhando-a.   

– Há! É Cléo. – Segura na barra. – Finalmente, salva. – Solta um suspiro e sorri aliviada.    

– Você fo... 

– CLÉO VAMOS! – Antes que Peter pudesse terminar o que estava dizendo Hayley grita por Cléo a chamando para ir pro próximo ponto turístico. Cléo se vira e acena pra Hayley e Amanda que estavam um pouco distantes e em seguida vira pra Peter.  

– Eu preciso ir agora. Obrigada pela ajuda. – Sorri  

– Por nada, foi bom conversar com você.    

– Foi mesmo. Tchau. – Ela acena e sai em direção as meninas. 

Peter acena e bem baixo responde a garota com um sorriso. – Até a próxima.  

  

Continua ...  



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