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História Alteridade - Capítulo 18


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Notas do Autor


Pessoal, NÃO ME ODEIEM! Eu já terminei essa fanfic há cinco anos. Contudo, havia esquecido de postar nesse site, estava postando apenas pelo Nyah! E fui repostar aqui agora e tinha pulado essa capítulo hahahaha Tive que postar tudo de novo.
Vou terminar de postar a fic aqui pra vocês. Não esqueçam de comentar!

Capítulo 18 - Décimo Sétimo


“I open my eyes

I try to see, but I’m blinded

By the white light.

 

I can’t remember how

I can’t remember why

But I am here tonight.

 

And I can’t stand the pain.

And I can’t make it go, away.

No, I can’t stand the pain.

 

How could this happen to me?

I’ve made my mistakes.

Got nowhere to run.

The night goes on as I’m fading away

I’m sick of this life

I just wanna scream

How could this happen to me?”

(UNTITLED, Simple Plan)

No caminho até a estação, eu e meu pai não trocamos uma palavra sequer. A viagem que durava apenas meia hora, pareceu ter durado duas longas e cansativas horas. O clima de tenso me causava um incômodo praticamente físico. Assim que concluímos o trajeto, o cocheiro desceu do veículo e começou a descarregar minhas coisas, enquanto meu pai descia e eu logo atrás. Caminhamos até um trem, que parecia bem vazio, quando ele parou na porta e se virou para mim, olhando-me de cima.

– Este trem veio até a estação apenas para busca-lo, pois os outros alunos já estão na escola desde que voltaram do feriado de natal.

Eu assenti, sem olha-lo diretamente nos olhos.

– Olhe para mim – ordenou, puxando meu queixo para que eu virasse meu rosto para ele – quero que algumas coisas fiquem bem claras por aqui.

Mais uma vez, apenas assenti e olhei-o.

– Você vai parar de – ele olhou para um lado e depois para o outro – fazer essas coisas que você andava fazendo em Hogwarts. Em Durmstrang você aprenderá a ser um homem de verdade e a honrar o sobrenome que carrega desde o nascimento.

– Sim, pai – respondi quase que num sussurro.

Ele me olhou de cima a baixo e soltou o meu rosto.

– Ótimo – disse, limpando a mão no casaco – Até o fim do ano letivo.

Ao se “despedir” de mim, simplesmente virou-se de costas e partiu na direção da saída da estação. Olhei para aquele enorme trem que viera apenas para me buscar e vagarosamente entrei no mesmo. Ele não parecia muito diferente do expresso Hogwarts, além do fato de possuir cores mais escuras.

Depois de algo que pareceu ser dezoito horas de viagem, o trem finalmente parou e eu me vi numa estação no meio de uma floresta. A Bulgária estava mais fria do que a Inglaterra, por isso, me vi na obrigação de vestir um sobretudo e colocar um cachecol para sobreviver àquela temperatura. O bagageiro descarregou minhas malas em uma outra carruagem e me guiou até a mesma.

Depois de alguns breves minutos, eu estava lá. A entrada do castelo de Durmstrang. Lugar onde meu primo e ex-namorado, Drachen, estudara toda a sua vida. Ironicamente, se meu pai soubesse quem me iniciara naquelas práticas e onde ele aprendera aquelas coisas, jamais me enviaria para cá. Ele estaria num beco sem saída, pois Hogwarts teria Harry, e aqui, bem... Teria muitos outros. Esse tipo de pensamento me deixou angustiado. Cogitar, por um momento sequer, que eu poderia me relacionar com qualquer outro rapaz que não Harry, me deixava com uma sensação de ardor muito estranha. Aquela mesma sensação que tomou conta de mim quando eu estava no banheiro da minha casa.

– Suas bagagens serão levadas aos seus aposentos, senhor – disse o rapaz. Apenas assenti.

Logo que desci da carruagem, as bagagens foram deixadas ao meu lado. O castelo tinha grandes muros de pedra, eles lembravam o aspecto das muralhas da China. A entrada era controlada por uma ponta levadiça, que logo se abaixou para que eu atravessasse. Embaixo dela, havia um abismo que parecia sem fundo, pois não era possível ver água ou qualquer outra coisa que indicasse a profundidade daquele poço. Assim que entrei, caminhei por um longo corredor iluminado por tochas dispostas uma ao lado da outra na parede. Pinturas vivas que pareciam homenagear bruxos importantes que estudaram ali, me observavam e cochichavam entre em si. Aquela falta de educação me deixou além de constrangido, um pouco irritado.

O corredor deu num pátio grande com uma escadaria no centro. Ao contrário de Hogwarts, ela não era em espiral e não saía do lugar. Uma simples e ao mesmo tempo majestosa escadaria de mármore bem no centro do pátio. Acima dela, estava o atual diretor, Nicholas Pumpkin, observando minha chegada. Ele acenou para que eu fosse ao seu encontro e assim o fiz.

– Senhor Draco Malfoy?

– Eu.

Ele lembrava muito o ex-diretor da instituição de ensino. Não muito alto, com cabelos bem pretos e uma barba tão escura quanto, usava um casaco de pele que dava a sensação de que ele era mais alto do que realmente era. Os olhos fundos e marcados por olheiras não o faziam parecer mais simpático. Sua postura era imponente e sua aproximação fez com que eu me sentisse muito mais frágil do que geralmente me sentia.

– Como pôde perceber, pela hora que chegou, os outros alunos já estão em seus aposentos dormindo. Sugiro que faça o mesmo e que amanhã encontre alguém que esteja disposto a te apresentar a escola – sem qualquer cerimônia, ele se virou e caminhou pelo corredor superior com as mãos nas costas.

– Senhor Pumpkin? – chamei-o.

– Pois não? – ele pausou o seu caminhar e virou o rosto apenas o suficiente para me ver.

– Onde fica o meu dormitório? – perguntei-o, com medo de sofrer algum tipo de represália.

Ele apenas suspirou e emitiu um som que parecia uma risada irônica.

– Nesse mesmo andar, corredor da esquerda. Você vai encontrar algumas placas que o guiarão até sua devida ala.

Depois de caminhar pelos corredores e me perder algumas vezes, consegui chegar ao meu quarto. Aquela escola não lembrava em nada Hogwarts. Os corredores pareciam muito mais velhos e mal cuidados do que os da antiga escola. O aspecto sombrio do ambiente também não o tornava nada aconchegante. Eu só queria poder voltar para o lugar ao qual eu pertencia. Eu só queria poder voltar aos braços do meu Harry.

O dormitório era menor que o de Hogwarts. Disposto em um corredor com vários iguais, ele era retangular e cabiam quatro alunos. Uma lareira no fundo do quarto o mantinha aquecido. Minha cama ficava próxima à lareira, pois era a única vazia. Em silêncio, caminhei entre os outros alunos e me deitei na cama, sem nem me dar ao trabalho de trocar de roupa. Cansado e ainda me sentindo enjoado por causa daquilo tudo, acabei adormecendo em poucos minutos.


Notas Finais


Mil perdões pela confusão. Agora vai dar tudo certo.


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