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História Alteridade - Capítulo 35


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Notas do Autor


Primeiro de tudo, esses trechos são narrados pelo Drachen para que se entenda a interpretação dele. Em segundo lugar, sei que alguns de você já estão achando a história longa e até chata, mas não posso simplesmente encerrar a história e deixar tantas coisas sem explicação. Obrigado aos que continuam comigo e se interessam pela história, seu carinho é muito importante! ♥

Capítulo 35 - Trigésimo Quarto


Ele torceu o nariz e pareceu estar escolhendo muito bem as palavras que usaria para explanar sobre o que havia acabado de dizer.

– Me diz! – cobrei, já visivelmente apreensivo com o que estava prestes a ser dito.

– Bem, Draco... Eu sou meio culpado por tudo o que aconteceu. Quando lhe disse que sabia de tudo desde o começo, eu literalmente sabia de tudo.

“- Oi, Draco. Drachen...

Drachen apenas assentiu e forçou um sorriso qualquer.

– O que quer comigo?

– Eu queria ter uma conversa com você - ele disse, olhando para Drachen – mas gostaria que fosse em particular.

Drachen me olhou como se perguntasse se eu queria mesmo que ele nos deixasse à sós. Era claro que havia uma resposta correta. Mesmo assim, desafiei o destino e cedi ao pedido de Potter.

– Drachen... Nos encontramos depois. Vou ver o que ele quer.

Ele apenas desviou o olhar e se virou de costas, voltando a caminhar na direção da sala comunal da Sonserina.”

Drachen

– Naquele momento, eu comecei a me questionar se o que eu estava fazendo, realmente estava surtindo algum efeito sobre você. Eu tinha quase certeza de que não poderia competir com Potter, mas precisava saber se aquele um por cento de esperança era realmente à toa. Então eu decidi seguir vocês...

– Você ainda sente algo por mim? – perguntou Potter, olhando para Draco.

– Harry... Eu... Sei lá.

Era perceptível que a resposta verdadeira era positiva. Ele estava com medo de assumir para si mesmo tudo o que estava acontecendo. Além disso, estava feliz por crer que metade de todo aquele medo também era, em parte, por minha causa. Sempre soube que, mesmo que não pertencesse á mim, Draco jamais faria qualquer coisa para me ferir. E isso era o que fazia meu coração ansiar cada vez mais para estar com ele de uma maneira plena, sem dúvidas ou questionamentos.

Enquanto ainda estava atordoado por cair com tudo numa realidade nem um pouco agradável, senti uma facada no meu coração. Foi a hora que o diálogo foi interrompido por um beijo. Meus olhos marejaram e então eu tive certeza que havia definitivamente perdido Draco.

Num rompante, Draco interrompeu o beijo e meu coração mais uma vez esperançou que aquilo era por minha causa. Por um momento, acreditei que aquilo era por minha causa. Acreditei que era porque ele poderia me amar de verdade, da maneira que eu queria.

– Você se sujeitaria a me esperar conversar com a outra pessoa antes de qualquer outra coisa? – propôs Draco.

“Me esperar”? Acho que talvez não tenha sido tudo isso que eu imaginei. Ele teve respeito ao nosso relacionamento, mas não parou o beijo por sentir algo mais forte por mim. O mínimo que ele poderia fazer, era ser sincero comigo assim que conversássemos.

– Eu permaneci escondido abaixo da escada o tempo todo. Eu não só ouvi, como vi tudo o que aconteceu naquele dia. Eu sabia que já havia te perdido e estava apenas esperando você falar comigo, mas você nunca veio...

Já havia se passado quase uma semana depois daquele dia na torre de Astronomia. Draco me evitava de todas as maneiras que podia e isso já estava ficando absurdamente chato, incômodo e constrangedor. Nem me lembro se nos beijamos mais que duas vezes naquela semana. Não conversávamos sobre quase nada e ele parecia estar sempre evitando me tocar ou falar comigo. Por isso, o pressionei para que fosse até a margem do lago negro e colocássemos um ponto final naquela história mal resolvida. Assim que chegamos, iniciei o assunto, pois já estava impaciente com toda a sua evasão.

– E então? – tentei ser objetivo.

– O quê? – ele perguntou, com o olhar perdido.

– Qual é, Draco? Vamos lá, não se faça de idiota comigo – eu já estava impaciente.

Ele se virou para mim e eu mal conseguia olhar em seus olhos, estava tomado pela raiva. Estava mais decepcionado que qualquer outra coisa. Esperava tudo dele, menos que ele me tratasse como idiota.

– Drachen... – ele iniciou, procurando escolher bem suas palavras.

Cruzei os braços e assenti, olhando-o com uma expressão incrédula. Eu sabia muito bem aonde aquilo iria, literalmente, terminar.

– Eu acho melhor nós terminarmos – falou de uma vez só.

Não consegui proferir nenhuma palavra num primeiro momento. Apenas mostrei que já era algo esperado. Mesmo assim, quis saber até onde aquilo iria, se ele continuaria mentindo ou se fazendo de idiota para mim.

– E eu posso pelo menos saber o motivo desse estardalhaço todo? – passei a mão pelo rosto e dei um longo e cansado suspiro.

– Estardalhaço?

– É. Há pouco mais de uma semana você não me beija, muito menos fala comigo. Você não poderia ter simplesmente conversado comigo antes?

– Eu queria ter certeza de que era isso mesmo que era o correto a se fazer.

– Tá. E agora me responde outra pergunta – eu pausei e o analisei com cautela – é por causa dele?

– Ele quem? – sua expressão denunciava a mentira.

– Vamos lá, Draco! Você sabe muito bem de quem estou falando. Harry Potter. Você voltou a falar com o mestiço, agora termina comigo... Sei lá. Só achei suspeito – dei de ombros.

Mais uma vez, ele pareceu escolher muito bem suas palavras antes de comentar qualquer coisa comigo.

– Só acho que somos familiares e não deveríamos namorar. Ponto.

– Tá certo. Boa sorte – abri um sorriso cínico e virei-me de costas, deixando-o ali, preso em sua mentira.

– Eu fiquei com muita raiva. Você havia mentido pra mim e eu sabia disso. Você me enganou na cara de pau. Eu fiquei doido! Foi então que lembrei que a Ginny poderia estar tão puta quanto eu em relação àquilo.

– Você está me dizendo que foi compactuante com tudo o que a Weasley fez pra mim?! - Draco já havia se levantado e olhava pra mim com um olhar de desprezo.

– Em partes, sim – eu suspirei e passei as mãos pelo rosto – me deixa terminar de explicar. Eu preciso te dizer como tudo aconteceu. Eu quem te tirei de Durmstrang, eu te entreguei Ginny! Eu me arrependi e preciso te dizer como aconteceu.

Meus olhos já estavam completamente inundados pelas lágrimas que insistiam em querer saltar para fora. Sinalizei para que Draco se sentasse à minha frente novamente e, hesitante, ele o fez. Recuperei a compostura e prossegui com a minha história.

Eu ainda estava muito transtornado com tudo o que estava acontecendo e não estava pensando muito bem. Eu não conseguia sentir a tristeza propriamente dita, só sentia uma profunda decepção, acompanhada de uma avalanche de raiva que soterrava todo o meu coração. Meu lado Slytherin e meu sangue Malfoy falaram mais alto naquela hora. Eu tinha a vil necessidade de separar aqueles dois e ter Draco somente para mim.

Foi então que lembrei-me de Ginevra, a Weasley ruiva que poderia estar tão puta quanto eu. Eu contaria para ela sobre os dois e, além disso, poderia pedir sua ajuda para armar algum esquema que fizesse vocês dois brigarem. Algum tempo depois eu estava saindo do corujal, pois havia acabado de enviar uma carta para Ginny na França.

[Aqui havia uma imagem da carta escrita em pergaminho que o tinypic deletou. Assim que recuperar a carta na íntegra, atualizo esse capítulo]

Assim que anoiteceu, segui para a Sala Precisa e me certifiquei de que mais ninguém estaria lá. Ginny seria a pessoa perfeita para executar, já que ninguém nunca nem imaginaria que ela estaria em Hogwarts. Não demorou muito até que um estrondo soasse dentro do armário e, de dentro, saísse uma menina ruiva com um unirforme azul claro.

– Olá, senhora Weasley – cumprimentei – estava receoso que não viesse.

Ela, desconfiada, olhou para todos os lados e fixou seus olhos em mim.

– O que você quer? – disse, incisiva.

– Calma – respondi, levantando as duas mãos em trégua – só fiquei tocado com a sua história.

– O que é que você ganha com isso? – interrogou.

– Você só sabe me fazer perguntas? – ela me olhou com desdém – Eu só quero te ajudar.

– Não tenho muito tempo aqui com você, por isso, agradeceria se fosse direto ao ponto.

– Pois bem – iniciei, dando uma volta na sala – Harry não está namorando uma garota.

Ela me olhou e pareceu ficar confusa com a minha afirmação.

– Ele está namorando Draco Malfoy.

Ela deu uma gargalhada contida e, após se recompor, me olhou com um certo deboche.

– É pra isso que você me chamou aqui? Pra curtir com a minha cara? Bem a cara desses Slytherins nojentos.

– Ei! – chamei a sua atenção – não estou inventando nada. Se duvidar, esteja aqui amanhã por volta de duas da manhã. É a hora que eles costumam vir.

– E por que eu acreditaria em você?

– Porque eu estou te dizendo a verdade. E você faz o que quiser quando tiver plena certeza de que não estou a enganando.

Ela deu uma volta em torno de si mesma e suspirou profundamente.

– Tá. E como isso vai me ajudar a voltar com o Harry?

– Sei lá. Seja criativa.

Logo que conclui, sai e deixei-a sozinha, parada e pensativa. Deixei a Sala Precisa e voltei para o quarto. Quando cheguei lá, mais uma vez, logo após nos deitarmos, perguntei para Draco se ele teria a capacidade de mentir para mim e mais uma vez ele negou. Ele não sabia nada com quem estava brincando. Agora tudo já estava feito.

– Quer dizer que você me entregou para ELA?! – Draco parecia entorpecido com todas as palavras que ouvira sair da minha boca.

Ele não parecia com raiva, pareceria decepcionado. Eu podia ver a tristeza em seus olhos. Eu vi que, naquele momento, ele realmente confiava em mim e não esperava que eu o traísse dessa maneira.

– E agora começa a parte em que eu me arrependo de tudo.

Draco não disse mais nada, apenas assentiu e sinalizou com a mão para que eu continuasse a história.


Notas Finais


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