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História Alteridade - Capítulo 37


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Notas do Autor


"(...) Quero deixar claro também que ainda não tive tempo de responder os comentários de vocês, mas saiba que pelo menos ler, alguns eu li. Vocês são uns lindos. Obrigado aos que continuam comigo depois de muitos meses de fic, vocês são meus heróis nessa caminhada. Quero compartilhar com vocês que já temos mais de 12.200 visualizações da fic e mais de 100 acompanhamentos! Vocês são demais MESMO! Um beijo e boa leitura!"

Fico feliz demais, porque hoje, cinco anos depois, já tenho mais de 35 mil visualizações nessa fanfic, com quase 200 pessoas acompanhando, mais de 400 comentários, inúmeros favoritos, tudo isso no outro site... Enfim, espero esse retorno maravilhoso de vocês aqui também. Eu nem imaginava que atingiria esses números com um trabalho desses. Obrigado por lerem e comentarem.

Capítulo 37 - Trigésimo Sexto


Draco

Eu fui golpeado por milhares de emoções diferentes no decorrer do discurso do meu primo. Parte de mim não queria acreditar naquilo que ouvia, mas outra parte já esperava que algo do tipo pudesse acontecer. Mesmo assim, cheguei à conclusão que não valeria a pena criar nenhum tipo de atrito a esta altura do campeonato. O que havia sido feito, já havia sido feito. Além disso, querendo ou não, ele me salvou daquele inferno porque somente ele sabia onde eu estava e o que estava acontecendo comigo. Mais que isso, ele entregou a verdadeira culpada de tudo. Indo mais além, ele me contou a verdade. Esse era o sinal de que ele realmente havia mudado. Algo dentro de mim também havia mudado. Aquela sensação de desconfiança simplesmente sumiu, pois eu não sentia mais aquela pequena voz no fundo da cabeça me dizendo que ele ainda estava escondendo algo de mim.

Durante todo aquele discurso, me coloquei em seu lugar várias vezes. Eu compreendi que talvez teria tomado a mesma atitude em diversas situações. Ambos éramos Malfoys e Slytherins. Tínhamos quase a mesma criação, valores e preceitos a serem seguidos. Mais uma vez, fui tomado pela sensação de alteridade. Eu sabia que não poderia julga-lo pelos seus atos, pois eu já havia feito coisa muito pior na vida e já havia sido perdoado. Dumbledore morreu por minha causa. Eu não tinha o direito de julgar mais ninguém. Que moral eu teria?

Diante de toda aquela situação, decidi manter aquela conversa apenas entre mim e Drachen, pois todos já estavam com os nervos a flor da pele e qualquer revelação tão gradiosa como esta, poderia causar mais atritos e problemas que, agora, seriam completamente impertinentes.

xXx

No dia seguinte, fui assistir ao jogo de Harry, aguardando o seu fim para que pudéssemos ir juntos até a Casa dos Gritos ver o andamento da poção. Drachen havia ido mais cedo, juntamente com Neville, para que pudessem levar todas as ervas que haviam recolhido no lago e para que Luna disse para eles quais outras ervas seriam necessárias para a conclusão da poção mágica. Hermione já estava lá com Luna, cuidando para que a poção não fervesse demais e outros cuidados necessários.

Depois de deixar as ervas apanhadas no dia anterior com Lovegood, Drachen e Neville se dirigiram às margens da Floresta Proibida para colher alguns cogumelos mágicos e outras gramíneas necessárias para a poção. Já estava quase escuro e a floresta parecia mais sinistra a cada minuto que se passava. Longbottom carregava um livro grande, pesado e velho enquanto caminhava. O livro era meio esverdeado e havia uma leve camada de mofo que recobria sua capa. O grifinório parecia lê-lo enquanto analisava as plantas à sua volta e decidia qual seria selecionada para a empreitada. Malfoy carregava um balde meio amassado de ferro que já havia sido enchido até a metade com todo o tipo de fungo e planta que haviam coletado naquela tarde. O silêncio pairava sobre os dois e somente os barulhos de cascos de centauros e relinchar de unicórnios eram possíveis de serem ouvidos. Até que em um certo momento, um uivo de pôde ser ouvido não muito longe dali.

– Você ouviu isso? – disse Neville, um pouco assustado.

– Lobisomem, tenho quase certeza – afirmou Drachen, olhando ao redor.

– Melhor nos apressarmos, falta somente um tipo de cogumelo que devemos encontrar não muito longe daqui – apontou o nerd.

– Eu sugiro sairmos daqui agora – sussurrou Drachen - o lobisomem está perto demais para aquele uivo.

– Prometo que serei breve! – retrucou o outro, andando na direção oposta à saída.

Apreensivo, o loiro deu mais uma olhada em sua volta e assentiu, dando um longo suspiro. Ainda que a ideia de adentrar um pouco mais na floresta não lhe muito agradável, faltava muito pouco para a conclusão da missão e ele não poderia deixar o outro ali, sozinho, visto que o risco de uma criatura sanguinária aparecer era iminente. Seu instinto protetor o movia na direção que o outro garoto ia.

xXx

Gryffindor havia ganhado o jogo contra Hufflepuff. Harry e Ron foram ovacionados por toda a torcida pelo seu êxito. Enquanto os jogavam para cima e para baixo, percebi que Potter não desgrudava os olhos de mim, sentado na porta do vestiário com as duas mãos na barriga. Eu estava feliz pela sua conquista, mas mesmo assim, estava muito preocupado. Não me senti no direito de intervir e apressa-lo em seu único momento de lazer. Afinal de contas, ele merecia um agrado depois de todas aquelas coisas que haviam acontecido e que ainda estava por acontecer.

Não demorou até que Ron o ajudara a se desvencilhar da multidão eufórica e ele correu na minha direção, me puxando imediatamente para longe dali.

– Vamos, antes que alguém me veja e me obrigue a ir ao Três Vassouras com eles.

Apenas assenti, enquanto caminhávamos rapidamente até a saída.

Chegando lá, Hermione e Luna estavam sentadas uma de frente para a outra, em torno da poção. Ambas pareciam concentradas no líquido borbulhante à sua frente e faziam silêncio.

– Meninas? – perguntou Potter.

– SSSHHH! – disseram as duas.

Imediatamente nos calamos e as observamos para ver o que estava acontecendo. Uma bolha começou a se formar na poção e parecia crescer um pouco, até estourar e fazer um barulho como se uma folha seca houvesse sido esmagada na calçada.

– Ufa! – exclamou Luna.

– O que houve? – perguntei.

– A bolha teria que estourar e fazer exatamente esse som. Isso indica que a consistência do líquido está caminhando para o desejável – explicou Hermione.

No mesmo instante, Luna virou um vidro com algum tipo de pó dentro do caldeirão e começou a mexer.

– Por hoje, acho que já fizemos tudo. Só falta Drachen e Neville trazerem o resto dos ingredientes que faltam para hoje.

Hermione tirou um relógio do bolso e olhou as horas.

– Eles já deveriam ter voltado a essa hora.

Assim que terminou de falar, Ronald entrou na casa e parecia estar exausto. Possivelmente acabara de fugir da mesma multidão que eu e Harry fugimos minutos atrás.

– Ron, você viu Neville ou Drachen no caminho para cá? – perguntou a loira.

– Para ser sincero, não vi muita coisa. Corri o mais rápido que pude para poder fugir das pessoas que queriam comemorar nossa vitória.

Todos se entreolharam.

– Vamos esperar mais um pouco. Se dentro de uma hora eles não aparecerem, vamos procurar por eles – sugeriu Potter. Todos nos entreolhamos mais uma vez e assentimos.

xXx

Já estava completamente escuro quando Neville finalmente achou o último cogumelo raro que faltava para a poção. Os únicos meios de iluminação que tinham eram suas varinhas, o que tornava a visão um pouco ruim naquela imensidão preta que se tornara a floresta.

– Finalmente! Agora podemos ir – anunciou Neville.

Drachen olhou em volta e parecia muito mais tenso do que de costume. Ele pensou ter visto algo e preferiu não correr o risco. Ele sinalizou para que o outro não se movesse e fizesse absoluto silêncio. Nesta altura, o moreno já sentia o pânico querer tomar conta de seu corpo e obedeceu atentamente tudo o que o outro disse.

O loiro deixou o balde no chão sobre as folhas, ao lado de uma árvore e se encaminhou para trás da mesma, acenando para que o outro se juntasse a ele. Poucos segundos depois, o estalar de folhas esmagadas surgiu entre as árvores e uma mancha escura acompanhou-a. Era um lobisomem. Era real. E provavelmente também estaria faminto. A fera começou a circundar a área, farejando o perfume amadeirado de Drachen e o cheiro misto de vários tipos de plantas que emanava Neville, após um dia inteiro de trabalho com as mesmas.

A criatura se aproximou o suficiente para perceber que os garotos estavam muito perto, e foi até a árvore onde eles se abrigavam de suas vistas. Ela rodeou a grande árvore, fazendo com que os garotos se movessem para o lado oposto ao que ela ia. Infelizmente, o pânico os fez esquecerem do balde e, num movimento em falso, algum deles chutou o objeto, fazendo um grave e estrondoso som.

Tomados pela adrenalina que o pânico causara, cada um correu para um lado, fazendo com que a fera escolhesse quem perseguir. Por infortúnio ou não, o lobisomem decidira seguira Neville. O garoto gritava desesperado enquanto corria, já engasgando no próprio choro desesperado. Percebendo aquilo tudo de longe, Drachen se sentiu no dever de proteger seu amigo e, sem pensar, correu atrás dos dois. A passos largos, não demorou para que estivesse perto o suficiente para sacar sua varinha e atingir o lobo com o feitiço estuporante. A fera foi lançada poucos metros adiante, mas não parecia ter sido ferida, e sim, ficado mais feroz. Drachen segurou a mão do outro, ainda atordoado com aquilo tudo e o puxou na direção da saída da floresta, passando pelo balde e tentando juntar tudo. Por sorte, conseguiu fazê-lo antes que a fera estivesse muito perto. Correram muito, mas quase na saída da floresta, outro lobisomem os emboscou pelo outro lado.

– O uivo... – pensou Drachen – ele chamou mais lobisomens para cá.

Nesse instante, uma manada de centauros apareceu e começou a fazer com que os lobos recuassem, com exceção de um, que veio por trás. Ele foi sorrateiro e conseguiu proferir um ataque na direção de Neville, quando Drachen percebeu e se pôs em sua frente.


Notas Finais


"Vem cá, vocês assistem aquela novela "Império"? Vocês viram como aquela novela é cheia de FURO no roteiro? Tipo, "como fulano fez isso, se no dia tal ele tava fazendo aquilo outro?" ou "no começo da novela ele disse uma coisa, não pode dizer isso outro agora". Pois é, fiquei abismado com a falta de profissionalismo do autor. Me esforço AO MÁXIMO pra não deixar isso acontecer nas minhas fics (mas ninguém é perfeito, né?). ENTÃO, por isso os "últimos" capítulos estão tão grandes e também estão tratando de tramas secundárias da fic. :3 Por favor, não desistam de mim e nem da fic. Além disso, os comentários de vocês sempre são o máximo! Por isso hoje me viro em mil pra poder postar pra vocês! Hahahaha. Mil beijos. "

GENTEEEE, JURO QUE TENTEI NÃO DEIXAR FURO NA FIC DESDE AQUELA ÉPOCA HAHAHAHAHA


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