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História Alternativo. - Capítulo 1


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Notas do Autor


HEY HEEY!~~

voltei com double/three-shot grande akaopksaposkopk

primeiro cap p vcs!~~

espero que gostem!
boa leitura!
perdão por qualquer erro!~~

Capítulo 1 - Um; primeiras impressões.


— P-Porra!

Marinette grunhiu. Sua cabeça doía. Tentou abrir os olhos, mas algo a impedia. Uma canseira enorme, era como ela caracterizaria o que sentiu. Algo que deixava seu corpo pesado.

Pelo menos, ela parecia repousar em algo macio. Mexeu a perna, sentindo estar sobre uma superfície deveras gostosa, bateu a palma dos pés ali, sentindo o que pareceu ser um colchão. Os dedos enroscaram-se na espécie de edredom macio que cobria seu corpo, e ela moveu a cabeça. Sim, estava em uma cama gostosa, sentiu o travesseiro sobre seu punhado azul de cabelo.

Só poderia estar em casa, e tudo antes havia sido um sonho. Não havia akuma no colégio, tampouco tinha visto Chat Noir naquele dia. Tudo estava em ordem, nada fora do normal, nada...

Arregalou os olhos quando uma das pernas encostou em algo que, assim como ela, repousava na cama. A luminosidade forte do cômodo a fez piscar algumas vezes, e logo criou coragem para se sentar na cama.

Olhando para o lado, teve a graciosa visão de alguém deitado ao seu lado.

Alguém muito mais velho do que ela.

— AH!

Saltou para fora da cama com aquele grito. Tropeçou em algo ali largado e – em uma falha tentativa de manter-se em pé – derrubou tudo que estava sobre a mesa de cabeceira. A barulheira acabou fazendo quem quer que estivesse ali deitado acordar.

— Argh... — A voz era conhecida, a voz era...

Marinette arregalou os olhos, e levantou-se. Montou na cama, e logo tateou o estranho, fixando as mãos em suas costas. Parou para analisar as unhas: grandes e bem-feitas, diferente de como estavam roídas pelo nervosismo pré-prova de Física...

— Chat... Chat! — Marinette começou a toca-lo.

— Hm, só mais uns minutinhos... Ma... — Ele bocejou. — Marine...

Antes que pudesse completar o chamamento, algo estalou na mente de Chat. O nome que iria sair não era o costumeiro “Nathalie” de todas as manhãs, mas sim Marinette.

E ele estava ouvindo a voz dela chamando por “Chat”.

Girou o corpo com brutalidade, assustado, e quase derrubou Marinette. Acabou puxando-a e fazendo com que caísse sobre seu peito. Seu olho fixou em seu rosto e... caralho!

O que havia acontecido?! Marinette parecia muito mais velha – e bonita – do que ele se lembrava! E eles haviam se visto há... minutos?!

Ele se lembrava! Haviam se visto há instantes, ele havia até mesmo se jogado em sua frente quando a akumatizada...

Uh... oh...

O que estava acontecendo?!

Ele nem imaginava que ela se perguntava a mesma coisa.

Porque era impossível que o cara deitado embaixo de si fosse Chat Noir. Era muitíssimo maior do que ele, mais velho e corpulento, ela se arriscaria e diria que era uma versão mais gostosa e adulta de Chat, parecendo algo provindo de fanfictions eróticas e politicamente incorretas.

— O... o que está...

— Vejo que acordaram.

Os focos foram para a TV que ligara automaticamente. Perceberam que era exatamente a akumatizada que atacara o colégio. Marinette fora a primeira a adotar uma postura durona.

— O que... o que você quer?! Onde estamos?!

—  Bem... vocês estão em uma realidade alternativa, criada por mim, a Alternative...

— Super criativa com nome... — Chat resmungou.

— ... e não podem sair daí, não sem antes cumprir o desafio.

Marinette franziu o cenho.

— Desafio? — Levantou-se, caminhando até a televisão. — Que... desafio? Eu não estou entendendo...

— Bem, querida... — A mulher sorriu. — ... vocês só serão libertos dai quando conseguirem passar o dia como um casal, cumprindo todos os itens da lista pré-existente nessa realidade. Como sei que isso é quase impossível, e vocês não conseguirão, eu terei tempo suficiente para conseguir encontrar a Ladybug e pegar o Miraculous dela antes de dar um jeito nesse gato. — Uma piscadela da akumatizada fez com que Marinette fervesse em raiva. — Aproveitem a realidade de vocês!

A televisão desligou do mesmo modo que havia ligado: do nada. Marinette bateu os pés. Pelo menos, a akumatizada nunca acharia a Ladybug.

E ela precisava dar um jeito de sair dali com Chat.

Falando nele...

Olhou para trás, em busca do companheiro. Viu o loiro deitado, com um travesseiro sobre o rosto. O que raios ele estava fazendo?!

— Chat?! O que porra está fazendo?

— Mantendo minha cabeça no lugar e evitando tomar uns tapas de você.

— Uhh... por que?

— Porque eu não posso te olhar. — Marinette estava ainda mais confusa. — Não percebeu, foi?

— Uhhh... não?

— Você está pelada.

E aquela frase tão pequena foi o suficiente para Marinette ter as bochechas invadidas pelo tom rubro.

[....]

Agora vestida em uma camisola soltinha da Guia La Bruna (e, Deus quando ela tinha ganhado tanto dinheiro ao ponto de conseguir uma camisola daquela? A etiqueta era clara: quatrocentos e dez euros em um pedaço de pano italiano importado), Marinette não conseguia parar de andar de um lado para o outro.

A situação era fantasiosa e tão... louca! Ela estava em uma realidade alternativa, adulta e de alguma forma casada ou tendo alguma espécie de relacionamento com Chat Noir que parecia estar em sua forma civil.

Sim, tudo aquilo era um completo desastre.

— Andar de um lado pro outro só vai te cansar, princesa.

— Pelo menos algum de nos está fazendo algo. — O olhar acido que ela o dera apenas o fez rir.

— É, está certa. — Ele se levantou. Espreguiçou o corpo e Marinette não conseguiu não o olhar.

A versão adulta de Chat Noir era um pecado e tanto. Pelo menos, sua versão adulta daquela realidade tinha ganho na loteria. O corpo parrudo era levemente bronzeado, o torso dotado por um abdômen malhado com um “v” deleitante que levava a dita felicidade. A samba-canção que ele usava não marcava tanto a parte que ela encarou por segundos, mas deixava as coxas grossas do loiro a vista de quem quisesse ver, assim como a falta de camisa deixava os bíceps fortes. Observar os músculos que ele tinha ali deixaram-na quente.

Muito quente.

— Onde vai? — Ela o indagou, quando observou-o andar até o banheiro. Chat não conteve um sorrisinho.

— Tomar um banho para começarmos os dias, cherie. — Ofereceu-a uma piscadela. — Quer vir?

Marinette sentiu-se tentada, mas meneou a cabeça em negação. Não era momento para cair na tentação! Ela precisava achar uma forma de fugir dali!

— Eu vou depois.

Chat não disse mais nada, empurrou a porta do banheiro e fechou-a em seguida. Marinette suspirou, deitando-se na cama. Que situação!

Ela estava tão perdida! Estavam em uma realidade louca, e ela nem mesmo sabia sobre a própria vida! Como passaria o dia? Ela trabalhava? Tinha algum compromisso naquela manhã? Quantos anos tinha?

Eram tantas perguntas!

Mas... a questão maior era: será que ela queria respostas?!

Ficou encarando o teto. E se passassem o dia em casa? É um programa de casal, certo? Não seria trapaça. Um casal se diverte em casa, assiste desenhos, e...

— Marin...

Ela se sentou na cama, e teve o deslumbre de Chat saindo do banheiro com uma toalha na cintura e um sorriso perverso.

— ... esse banheiro é perfeito. Me sinto em uma vida perfeita do The Sims. Podemos ficar aqui para sempre?!

Ela revirou os olhos. Levantou-se e ficou frontalmente a ele.

— Como você cresceu... — Falhou, pasma com o fato de que parecia estupidamente pequena perto daquele homem. As mãos coçaram para tocar-lhe, mas ela segurou-se.

— E não foi só em cima, princesa. — A piscadela que ele dera fez com que ela corasse novamente.

Por que era apenas ela quem estava corando durante toda aquela situação?!

— Você poderia por obsequio parar com essas provoc...

Batidas na porta fizeram com que ambos se calassem.

— Mamãe! Papai! O Hugo acordou!

Nenhum dos dois se mexeu por instantes, apenas se olharam. Aquele frio na barriga era o preludio do desespero?! Eles sentiam que sim.

— Mamãe! Papai!

— Q-Quem é ela?! — Marinette suspirou, desesperada. Chat pareceu ainda mais desesperado.

— Eu não sei! Mas... acho que foi algo que nós fizemos.

É... ela sabia. Algo que eles fizeram, e muito bem.

— Eu... uh... digo... nós... — Olhou, ainda desesperadamente nervosa para a porta fechada. Voltou o olhar para Chat. — ... J-Já vamos...

A garota não disse outra palavra. Ouviram somente os passos saltitantes contra o piso em resposta. Marinette continuou quieta, olhou para Chat, olhou para o teto e se aproximou da cama. Jogou o corpo ali, afogando o rosto nas cobertas.

Aquilo não poderia estar acontecendo! Não com ela! Ou melhor, por que logo com ela?!

Em um minuto, estava ao lado de Luka jogando conversa fora, no outro, estava sendo empurrada por Chat e sendo atingida pela akumatizada. Agora estava em apuros, com o que parecia ser um par de filhos e uma aparência adulta.

E – claro – casada com Chat Noir, que por algum motivo assemelhava-se muito com...

— ADRIEN!

Ela se levantou em um pulo. O coração pesou. Chat – que presunçosamente fuçava no guarda-roupas. – quase deixou a toalha cair. Quando digeriu a informação que Marinette havia dito o nome de seu civil sentiu o coração realmente falhar as batidas.

— H-Hã?

— Você é Adrien cuspido nessa forma adulta e sem máscara.

Chat riu, nervoso. Girou o corpo, e viu a baixinha petulante em sua frente com braços cruzados e olhos semicerrados. É, estava fodido.

— Acho... acho que temos o poder de vermos quem a gente queria casar na nossa frente. — Riu, nervoso. — Digo... não estou te vendo, estou... estou vendo a Ladybug!

Marinette apertou ainda mais os olhos.

— ... certo. — Ela franziu o cenho. — ... mas...

— Mamãe! — Ouviram novamente a vozinha fina. — Hugo não para de chorar!

— Você deveria dar uma olhada. — Chat sugeriu. — Não... estou bem vestido para sair do quarto.

Marinette rolou os olhos, soltou um suspiro e logo caminhou para fora do quarto. Sabia que ele apenas havia a expulsado dali para não ser vítima de seus questionamentos insaciáveis. Ela não ligou muito.

Apenas saltou quando abriu a porta do quarto e se deparou com uma criança em sua frente.

Ela não se lembrava quando havia sido a última vez que imaginara uma filha com Adrien, mas sabia que em algum momento já havia pensado naquele assunto. Afinal, um terço de Paris já havia imaginado uma criança fruto de Adrien Agreste.

E aquela era, sem dúvidas, a materialização de qualquer pensamento que Marinette já tenha tido no passado.

Loiríssima como ele, fios longos e escorridos que batiam na metade das costas. Baixinha – com certeza, algo que tinha herdado da mãe – e ombros pouco largos. Uma presilha com formato de abelha prendia os fios da franjinha que ela possuía, impedindo que caíssem sobre os olhos esverdeados e inocentes, repletos por um brilhinho de criança. Abriu um sorriso gracioso, exibindo os dentes. Marinette percebeu a janelinha na parte inferior, e a fendinha delicada entre os dois frontais da parte superior. Os lábios eram de um tom rosa clarinho, não eram ressecados e muito menos mal cuidados. Usava um pijaminha de blusa lilás e calça branca, os detalhes eram em prata com glitter.

Muito glitter.

Além de possuírem um desenho delicado de unicórnios.

A mestiça apenas conseguiu lembrar da Nissan e seus “Pôneis Malditos.”

— Bom dia, mamãe! — A garotinha abraçou-a. Por instantes, Marinette não soube o que fazer. Uma criança – corrigindo, sua filha – estava agarrada em seus quadris com um abraço fraternal e doce.

Ela retribuiu. Abaixou o corpo, e pegou-a no colo com um sorriso comedido.

— Bom dia... gatinha. — Foi o único apelido que saíra por sua boca, afinal, ela nem mesmo sabia como a própria filha se chamava. — Você... dormiu bem?

— Sim! Sonhei com fadas! A Polegarzinha estava lá, e algumas das Winx! Acho que também tinha alguma fada daquele filme que assistimos da Barbie! Fairy... Fairy...

— Fairytopia? — Marinette sugeriu, caminhando com ela nos braços pelo corredor curto e espaçoso, pintado em tons de branco e com piso de madeira escura.

— É! Isso mesmo! Sabia que eu era a princesa das fadas? E você a rainha! Você era a rainha, mamãe! O papai era o rei! Ele era... poderoso! Mas você mandava muito mais!

A franco-chinesa acabou rindo.

— E quando não mando?

Emma a acompanhou nas risadas.

— Gatinha, vou te deixar no quarto para poder cuidar de Hugo, tudo bem? — A loirinha assentiu. Marinette deu um beijo estalado na bochecha da menor.

— Ewww, mamãe! — A menor fechou a cara. — Beijo tem baba!

A mais velha colocou-a no chão, com um menear de cabeça.

— Se troca e escova os dentes. Já, já vamos tomar café.

A garota – que Marinette debatia se era viável ou não a indagar sobre o nome – bateu uma continência animada antes de marchar para o quarto. Marinette sorriu. Era óbvio que ela teria a personalidade de Chat Noir. Estranharia caso não tivesse.

Com um girar de corpo, Marinette caminhou para o quarto que ficava frontalmente ao da garota. Era um chute sobre onde pensava ser o quarto do garotinho – Hugo – que parecia ser seu filho mais novo. Empurrou a porta com cuidado, ouviu o choro manhoso e acendeu a luz.

Encontrou o bebê logo, sentado no berço com um biquinho exageradamente fofo. Se aproximou.

— Hey Hugo, bom dia...

Hugo não tinha mais do que nove meses, ela podia afirmar. Era gordinho, com mãozinhas rechonchudas e pés semelhantes a bisnaguinhas. Viu as meias arrancadas e largadas em um canto qualquer do berço, enquanto ele levantava os braços e pedia por colo. Vestia um pijama semelhante ao de Emma, trocando as cores por um vermelho mais vivo e os unicórnios por joaninhas. Contrário à irmã, tinha cabelos que tendiam entre um preto e um azul escuro e olhos índigos e dotados por um brilho manhoso. Os lábios eram gordinhos, e quando abriu a boca para chiar em pedido de colo e atenção, Marinette enxergou os pares de dentinhos que ele já tinha: dois na gengiva superior e dois na inferior.

Pegou-o no colo sem pestanejo. Ele bocejou, agarrando instintivamente nela.

— Uh... o que eu devo fazer agora? Trocar sua fralda, certo? Depois... uh...

Café da manhã e procurar alguma agenda ou anotação. Sim, era isso. Obviamente...

— Cristo, eu ‘tô perdida!

Marinette choramingou, e respirou fundo. Eranão surtar, apenas não surtar. Tudo daria certo...

da...da...

Olhou para Hugo, e sorriu.

— Vamos começar logo esse dia.

[...]

Marinette não havia levado quinze minutos para trocar a fralda do garoto e colocar-lhe uma roupinha mais fresca. Sentiu-se vitoriosa pelo feito.

Ela já havia ficado de babá por diversas vezes, sempre dando seu melhor. Agradecia a todas as vezes que Manon ficara sobre seus cuidados e os outros filhos de colegas de seus pais. Era por isso que tinha adquirido experiencia suficiente sobre como tirar fraldas sem tomar um jato de urina no rosto.

Quando resolveu ir para a cozinha, tivera uma surpresa: Chat já vestido e fazendo panquecas. Seu maxilar abaixou-se por alguns centímetros, e ele não pode ficar mais convencido do que quando virou e viu Marinette quase babando enquanto o observava.

Fez seu papel impecável de bom samaritano oferecendo-se para tomar conta de Hugo enquanto ela trocasse de roupa. Ela aceitou. Queria – pelo menos – trocar a camisola por uma roupa casual e colocar ao menos uma base no rosto.

Algo que ela fez com uma rapidez tremenda: um banho de cinco minutos, uma troca de roupas rápida e uma maquiagem leve. Prendeu os fios azuis em um rabo de cavalo alto, e quando saiu do quarto, encontrou-se com a loirinha – que parecia sofrer tentando fazer uma trança sozinha. Ajudou-a, e caminharam juntas para a cozinha.

Novamente, Marinette babou com a visão adorável que era Chat – ou ela deveria chama-lo de Adrien? – com Hugo nos braços, divertindo o garotinho enquanto terminava as panquecas.

— PAPAI!

A loira gritou, e Chat sorriu. Entregou Hugo para Marinette antes de pega-la no colo, elevando-a e a rodopiando.

— Princesa! — Sorriu para ela. — Bom dia.

— Bom dia! — Exibiu o sorriso banguela. — Sonhei com fadas essa noite!

— Me parece um sonho incrível! O que acha de me contar enquanto me ajuda a pôr a mesa?

Ela aceitou. Marinette ficou encarregada de preparar a mamadeira de Hugo – e, secretamente, descobrir se havia algum tipo de planejamento em algum lugar na casa. Ela sabia que existia. Se aquela fosse realmente sua versão adulta, planejamento era uma das menores coisas que haveria.

E enquanto a garotinha divertia-se contando seu sonho para Chat, ela se virava preparando a mamadeira de Hugo e olhando pela geladeira.

Entre os diversos imãs, observou com cuidado tudo que estava pregado na geladeira: um desenho de bonecos palitos com cabelo assinado por Emma – oh, o nome que ela sempre quis para uma filha! Como não havia pensado nisso!? – em uma letra de pré-escola e com um “incrível!” de alguma professora. Também, havia uma foto em família. Hugo parecia incrivelmente menor – ela chutaria dois meses – e Emma sorria de um modo exorbitante. Mais embaixo, achou seu diploma em moda, ao lado do diploma de Adrien em administração. Tinha ali até mesmo as mãos de Emma e Hugo em uma sulfite branca cobertas de tinta, mas nada de um planejamento...

Encontrou-o logo depois, em uma parede. Um calendário grande com datas.

— Não sei que dia é hoje...

— Quinta. — Saltou ao ouvir a voz de Chat. Olhou-o feio sobre os ombros e ele riu. — Desculpa, não queria te assustar. O que temos para hoje?

— Emma tem dentista, você vai leva-la. — Marinette apontou para um horário as quatro da tarde. — Parece que tiramos o dia de folga, mas Hugo e eu temos que comparecer a uma reunião na escola de Emma... você pode nos deixar lá antes de ir com ela para o dentista.

— É uma boa opção. Podemos almoçar fora também.

— Já querendo um dia de família completo, Adrien?

O uso de seu nome civil acabou por pegar Chat de surpresa. Ele riu.

— Tenho uma família aqui, não acho uma má ideia aproveitar esse momento feliz, My Lady... — Girou-a, com um sorriso bobo. Depositou um selar em sua testa. — Está apta ‘pra brincar de casinha?

— Com certeza. — Piscou para ele. — Você?

— Sempre estou preparado para tudo. — Piscou para ela, antes de tomar Hugo nos braços. — Agora vamos comer, antes que as panquecas esfriem!

Ele saiu cantarolando. Marinette meneou a cabeça com um sorrisinho terno nos lábios. Aquela ideia pareceu louca no começo, mas ela já parecia estar se adaptando... Não parecia tão ruim.

Caminhou para a sala de jantar. Emma já se sentava, Adrien – porque não seria comum chama-lo de Chat por ai – estava servindo-se com uma xicara de suco enquanto Hugo devorava a mamadeira que ela havia preparado. A mestiça tomou um lugar na mesa, servindo-se com as panquecas e suco.

Levou um pedaço a boca, fez uma careta maravilhada.

— Isso está divino, put... — Arregalou os olhos e pigarreou. — Putz...

Emma bufou.

Quase!

Marinette a olhou, curiosa.

— Quase... o que?

— Quase que você fala um nome feio e eu ganho um euro!

— C-Como assim?

Emma soltou uma risadinha.

— Esqueceu, mamãe? Temos um acordo! A cada nome feio que você fala, você coloca um euro na minha caixinha.

Ela acabou rindo como a filha.

Terminaria o dia não só maluca, como também pobre.

Adrien pareceu ler seus pensamentos, com um menear de cabeça.

— Quanto empreendedorismo.

— Aprendi com o vovô Gabriel!

Adrien riu.

— Não conheço ninguém melhor do que ele para ensinar algo do tipo. — Adrien olhou para Marinette. — Concorda, amor?

Marinette achou que teria um infarto e quase engasgou com o suco de laranja.

Chat parecer com Adrien? Ok.

Chat ter a voz de Adrien? Suave.

Chat parecer com Adrien, ter a mesma voz e a chamar de “amor”? Cristo, aquilo era forçar totalmente seus limites.

— Mamãe? Você está bem? — Emma indagou-a, quando ela soltou uma tossinha e se levantou.

— Sim eu... só preciso ir na cozinha. — Respondeu, com um sorriso um tanto amarelo e nervoso. — J-Já volto...

Foi na cozinha, e seguiu para o quarto. Precisava de ar e distância por alguns instantes, ou aquilo acabaria com ela. Como ela iria suportar?! Era sua família perfeita!

— Você vai acabar tendo um ataque.

Saltou, ao ouvir uma voz familiar. Girou o corpo. Adrien estava contra o batente, com Hugo nos braços. O garotinho apertava quase ritmadamente um Mickey que fazia um barulho irritante.

Marinette rolou os olhos.

— Onde...

— Emma está assistindo desenho, não vai ouvir a gente conversar. A casa do Mickey Mouse é mais divertida, confia em mim. — Ele se aproximou dela. — Você está bem?

— Estou quase colapsando por dentro, e você?

Adrien riu.

— Estou gostando. Vai ser uma boa experiencia. Está comigo nessa, não é?

— Sempre. — Seria a experiencia mais fodida de sua vida, e ela passaria dois dias chorando por ser apenas uma brincadeira de uma akumatizada, mas... — Só estou um pouco perdida...

— Relaxa, vamos fazer isso dar certo. Somos uma dupla agora, e... não acho que vai dar errado.

Ela suspirou, e acabou sorrindo.

— É. — Encostou o ombro no dele, com um sorrisinho doce. — Somos uma ótima dupla, vai dar tudo certo.

Ou melhor...

Ela esperava do fundo do coração que desse.

Caso contrário...

Ficaria ainda mais fodida do que já estava.

 


Notas Finais


UHUHUHUEHUEHUHE

vcs nem sabe o q mais aguarda vcs q

espero que tenham gostado!
obrigada por lerem!
comentariox sempre bem vindox!
beijão!~~


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