História AlterWorld - Capítulo 4


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Notas do Autor


Fala pessoal... Demorou mas trouxe o capítulo quatro finalmente.

Ele já estava pronto faz um tempinho, e o cinco (e último) também já está pronto.

Espero que gostem.

Capítulo 4 - Armas Shaz


O grupo de Kenji estava lutando contra um grupo de  Krodums, que são dragões de duas cabeças extremamente violentos.

Sara e Lotus enfrentavam um cada uma, porém dando cobertura uma para outra e criando estratégias para confundir os dragões.

Já Kenji lutava contra dois ao mesmo tempo, e ainda ficava de olho na Ayuri, mais afastada, para ter certeza que ela não se machucaria.

Um dos dragões que Kenji estava atacando, começou a descer em alta velocidade, pronto para um ataque físico no Kenji.

Rapidamente, Kenji largou suas espadas de Fogo e Água e pegou as espadas Raio e Dimensão. Assim que faz isso, uma grande quantidade de eletricidade flui da espada para o corpo dele, e uma aura roxa também envolveu o corpo do jovem aventureiro.

Se eu estiver certo…

Quando o dragão estava prestes a atingir o Kenji, ele aproveitou o ganho de velocidade e força muscular causada pelo elemento raio da espada e deu um salto, caindo nas costas do Dragão, que o levou para o alto.

— KEEEENJJJIIIIIIIIIII!!! — gritou Ayuri, desesperada.

Sara e Lotus olharam para ver o que aconteceu, mas ao ver Kenji nas costas do Dragão, sorriram e voltaram a lutar contra seus próprios dragões.

O dragão começou a voar de forma irregular para tentar derrubar o Kenji, mas ele se segurou firme.

Mesmo sendo monstros, os dragões eram conhecidos por sua extrema inteligência e aprendizado de combate, e ao ver o que estava acontecendo, o outro dragão que estava para trás começou a voar na direção da Ayuri.

Ótimo!

Kenji ficou aguardando o melhor momento e se equilibrando no dragão, enquanto via o outro se aproximar.

Quando estava quase sendo passado pelo outro dragão, Kenji ativou os poderes da Espada Dimensional e mudou de dimensão.

Ele movimentou a espada em um golpe vertical, enquanto caía por através do dragão.

Porém, a cada poucos centímetros que ele caía, o dragão soltava rugidos cada vez maiores, até que Kenji saiu do primeiro dragão, no momento exato para cair no segundo.

Só que ele não apenas atravessou por outra dimensão. Quando saiu do primeiro dragão, um enorme corte se abriu na barriga do monstro, que jorrava muito sangue.

E o segundo dragão rugiu de dor assim que Kenji começou a atravessá-lo.

Dentro do dragão, porém em outra dimensão, Kenji analisava os órgãos internos e usava sua espada para atingi-los, e o mesmo aconteceu. Ao sair do dragão, um enorme corte na barriga do monstro se formou, com muito sangue jorrando.

Kenji caiu no solo e se ajoelhou, ofegante, mas logo se levantou.

SARA! NÃO PODEMOS FICAR PARA TRÁS!

— NEM PENSAR LOTUS!

Sara e Lotus combinaram seus melhores ataques.

Sara usou o poder do vento para criar um tornado controlado que encurralou os dois dragões, e então começou a empurrá-los para baixo.

Lotus sacou sua espada e usou seu poder mágico nela, que era o poder do gelo, transformando a espada normal em uma gigante espada de gelo.

Ela correu na direção dos dragões que caíam e saltou, golpeando sua espada na vertical de encontro aos dragões.

Assim que conseguiu perfurar o couro do primeiro dragão, ela liberou mais poder mágico na espada, que começou a expandir e crescer sem parar. Em poucos segundos, a espada de gelo cresceu para mais de vinte metros de comprimento por um metro de largura, sem perder o fio, atravessando os dois dragões que morreram quase instantâneamente.

— YEAH! CONSEGUIMOS!

— SOMOS INVENCÍVEIS LOTUS!

Sara e Lotus se abraçaram, cobertas de sangue de dragão, enquanto Kenji guardava suas espadas.

O Kenji… — pensou Sara.

Ambas correram até o Kenji, pois sabiam o que acontecia quando ele usava a Espada da Dimensão, e até mesmo Ayuri já sabia o que ocorria e estava preocupada.

— Kenji, você tá bem? — perguntou Ayuri.

— Sim… Só… Cansado.

— JIZINHO!!!!

Sara correu até Kenji e se jogou nele, dando um forte abraço.

— Calma, estou bem…

— Como você conseguiu? — questionou Lotus.

— Bom, depois de mais de um ano e meio neste mundo, e quase um ano treinando, acho que finalmente dominei o uso da minha Mana.

— Eu… queria lutar também — comentou Ayuri.

— Ayuri, a gente sabe…

— Mas você não tem muita Mana, você não conseguiria usar nenhuma magia ou feitiço — completou Sara.

— Além do mais, Ayurizinha, você tem medo de tudo. Você provavelmente ficaria paralisada se um monstro ou alguém mais forte te atacar de surpresa.

— Eu sei.

— Vamos coletar o que der dos dragões e ir para Hildrum. Rozv já avisou que conseguiu recrutar vários magos, bárbaros e elfos para nossa causa. Hora da nossa última reunião.

Sim… Falta pouco para esse maldito pagar por ter feito a Ka morrer. Imperador… você vai se arrepender de ter nascido.

Depois de coletar tudo, o grupo voltou a caminhar, de volta para a cidade de Hildrum.

A viagem seria longa, levaria vários dias para chegarem, porém isso nãos os incomodava. Pelo contrário, era bom para descansarem e relaxarem antes da batalha que os aguardava.

Enquanto isso, no palácio de Nafon…

— Senhor, o Zero está prestes a dominar o uso da Mana.

— Não há problema, chegou a hora de você agir. Fique na espreita, e quando surgir a chance, capture a Ayuri e a traga para mim.

— Sim, senhor.

— Ah, Krandem… não se mate a garota humana. Eu quero me divertir com ela…

— Sim, senhor.

Vamos ver… Zero… o que vai fazer quando eu tiver a sua querida Ayuri em minha mãos!

Quando finalmente chegaram em Hildrum, o grupo de Kenji foi diretamente até a loja do Sr. Cyphen. Para evitar suspeitas, todo o equipamento comprado pelo grupo ficou guardado com ele.

— Finalmente chegaram — cumprimentou Cyphen. — Quem é essa jovenzinha?

— Olá Cyphen. Essa é Maeno Ayuri, mas pode chamar ela de medrosa — brincou Kenji.

— Eu não sou… AAAHHHH!!!

Ayuri gritou assim que sentiu algo gelado tocar seu ombro, mas nada mais era que Lotus tocando nela com uma pequena adaga, só para provocar.

Todos caíram na gargalhada com a reação, e Ayuri… Bom, Ayuri apenas inflou as bochechas fazendo bico, além de cruzar os braços, demonstrando não ter gostado da brincadeira.

— Sr. Cyphen, conseguiu todo o equipamento que pedimos?

— Claro Sara. Aqueles bestiais… Hazvum e Rozra…

— Harum e Rozv, Cyphen…

— Ah… Isso… isso… Ah, eles têm nomes complicados… Bom, ele me disseram tudo que vocês pediram, e está tudo aqui… Aliás…

Cyphen foi para o fundo da loja, e então retornou com um embrulho.

— Um presentinho meu para você Kenji. Acho que será de ótimo uso!

— Obrigado Cyphen.

— Apenas derrote o imperador — cochichou.

Kenji, Sara e Lotus assentiram, enquanto Ayuri admirava as armas e armaduras daquela loja.

Nunca imaginei… Que armas pudessem ser tão magníficas. Lutar usando essas espadas deve ser incrível!

Ayuri vagava pela loja, com os olhos brilhando. Ela já estava em Airokim há aproximadamente um ano, mas nunca viu tanto armamento junto, ainda mais armamentos de alto nível como os da loja do Sr. Cyphen.

Do lado de fora, um homem encapuzado observava o movimento dentro da loja, analisando tudo que ocorria lá dentro.

Essa presença…

Sara, mesmo não sendo tão habilidosa quanto Kasta era, conseguiu sentir que havia uma Mana estranha do lado de fora da loja, e rapidamente sinalizou para todos se reunirem.

— Pessoal, já nos encontraram…

— Ahn? Quem? Como? — questionava Ayuri.

Kenji, mesmo sendo ainda menos habilidoso que Sara, conseguiu perceber também, uma Mana estranha do lado de fora.

— Sara, acha que a Ayuri poderia usar magia?

— Impossível. O nível de Mana dela é quase zero.

— Podemos levar ela até a Sra. Vilmian pra…

— Não. Eu só levei você até ela porque… eu senti… que sua Mana era muito maior que a minha.

— Ahn… desculpa interromper — pediu Lotus. — Mas se a Mana dela é tão baixa, como a Kasta achou ela tão facilmente?

— Baixa ou não, a Mana do Kenji e da Ayuri são completamente diferentes da de qualquer ser de nosso mundo.

Entendo… então não foi por ela ter bastante mana, e sim por ser diferente que a Kasta achou a Ayuri.

Ka, não sei se consegue me ver da vida após a morte, mas saiba que irei vingar a sua morte, e trarei a paz que este mundo precisa.

Kenji e Sara apenas trocaram olhares, e foi como se pudessem ler a mente um do outro.

Sara se levantou e puxou Lotus com ela, levando alguns dos equipamentos que a guilda conseguiu para lutar contra o imperador, porém Kenji e Ayuri esperaram por alguns minutos antes de sair.

No fim do dia, a guilda estava reunida no quarto da central de guildas, planejando os próximos movimentos.

— Kenji, os bestiais não conseguiram nenhuma informação sobre a tal sonda que você falou…

— Aaaahhhh — suspirou. — Bom, obrigado Rozv.

— Temos atualmente 300 bestiais procurando, mas parece que essa coisa desapareceu do planeta.

— Vou pedir que continuem procurando, Harum. 

— O que vamos fazer?

— Lotus, você vai treinar comigo amanhã. Sara, você deve encontrar a Vilmian… — Kenji então cochichou algo no ouvido da elfa. — Ayuri, você precisa ir na loja de poções. A gente vai precisar do máximo de poções de Mana que você conseguir. Rozv e Harum, preciso que vocês investiguem uma coisa…

O grupo continuou conversando por algumas horas antes de irem dormir, mas finalmente adormeceram.

Porém, o tempo estava passando rápido. Rápido até demais. Kenji e Ayuri tinham agora menos de dois meses para recuperar e consertar a sonda, ou o túnel dimensional iria engolir os dois mundos.

— Imperador, o que realmente deseja?

— Ora Zero, não está claro? Eu quero destruir você.

— Isso eu sei… Você sempre invade meus sonhos, eu já sei que isto também é um sonho. Mas por que eu?

— Por quê? Eu poderia dizer vários motivos, mas… acho que só gosto de ver você sofrendo… aqui também…

— Também? O que quer dizer?

— Você sabe… — dizia enquanto se afastava — ou era feliz… no seu mundo?

Ao dizer isso, o Imperador, que como sempre estava encoberto, desaparece completamente, e Kenji volta do mundo dos sonhos, dando um pulo na cama e gritando de susto.

— AAAARRRRRGHHHH!!!

Sara correu abraçar Kenji, que estava pálido e visivelmente transtornado. Ayuri teve a mesma reação, mas não o abraçou, apenas ficou ao lado dele.

O que está acontecendo? — se questionava Ayuri.

O coração de Kenji estava a mil, ele suava e lágrimas escorriam por seu rosto, mas ele nem piscava. Aos poucos, sem controlar seu próprio corpo, ele se agarrou na Sara, sua cabeça sobre o ombro da elfa, e sem falar nada.

Sua força era tão grande que a elfa não conseguiu se soltar dele, e era a primeira vez que o via assim. Ela já tinha visto ele assustado depois de um pesadelo, mas isso… era surreal.

— Ken… Kenji…

Sara chorava. Graças a sua habilidade com poder de cura, ela também conseguia sentir as emoções de outros seres que ela já tenha curado através da Mana.

Sara, você é a única que pode acalmar o Kenji… A última vez que o vi assim, ele nem se aproximou de mim… mas agora… ele procurou conforto em você… Kenji, talvez se eu tivesse tido coragem antes, a gente não ia tá aqui… talvez a gente estivesse namorando em nosso mundo… — algumas lágrimas começaram a escorrer pelo rosto da Ayuri — mas agora que estamos aqui, é tarde demais para eu me arrepender. 

Ayuri então foi até a cama de Kenji, onde Sara estava sentada com Kenji agarrado a ela. Ela suavemente tocou no rosto do Kenji, que instintivamente recuou. Porém, Ayuri continuou.

— Kenji… me desculpa por ser tão fraca e não ter dito antes, mas eu sempre te amei, desde o dia que te conheci…

Sara e Lotus arregalaram os olhos, espantadas com a revelação repentina da Ayuri.

— Mas agora… é tarde demais pra mim… você sempre vai estar no local mais precioso de meu coração — disse beijando-lhe a bochecha. — Mas… Seu coração já pertence a outra garota… se ela te fizer feliz, vou suportar a dor de ficar sem você… apenas lembre-se… que você é importante para todas nós…

Ayuri então se levantou, e então, tocou o ombro da Sara, que continuava surpresa com aquilo.

— Sara… por favor… durma com o Kenji e tome conta dele… Mais que nunca, ele precisa de você. 

Sara e Lotus sentiram seus rostos ferver, enquanto Ayuri voltava para sua cama e se escondia debaixo da coberta.

Kenji, por sua vez, continuava na mesma. Seus olhos pareciam vidrados, encarando o nada. Seus batimentos cardíacos, aceleradíssimos. E para Sara, era claro que a Mana dele estava totalmente instável.

— Sara, eu sou nova, mas não sou idiota. E também posso sentir Mana. Se você sente algo pelo Kenji, não espere perder ele pra demonstrar isso. Eu fico de guarda e te acordo se sentir algo suspeito. Não se esqueça que nós, bestiais, podemos ficar acordados por mais de 20 dias sem problemas.

Sara estava vermelha igual pimenta. Dormir na mesma cama que outro garoto era algo que ela jamais imaginava que iria acontecer, principalmente naquela situação. Ele, como sempre quando ia dormir, estava apenas com uma calça e sem camisa, e ela, vestia um shorts rosa curto, uma blusa regata branca, não muito justa e com um decote razoável.

Ken… Kenji… — Sara o observava. — Me perdoe, é minha culpa você estar aqui, nesta situação… mas… obrigada… eu… — dizia enquanto se deitava, fazendo com que Kenji repousasse sua cabeça sobre seu peito —  realmente não quero te perder e… eu… — Sara então envolveu seu braço ao redor de Kenji, puxando ele para si e fazendo com que metade do corpo dele ficasse sobre ela.

Kenji continuava em choque, mas mesmo sobre a blusa de Sara, conseguia ouvir os batimentos cardíacos da elfa, que era a única coisa que ele conseguia perceber.

Seu corpo moveu-se sozinho, passando seu braço direito por baixo das costas da elfa e apertando o abraço, como que procurando proteção.

Ayuri, de sua cama, observava tudo, e sentia como se uma faca atravessasse seu peito, mas ao mesmo tempo, sorriu. 

Kenji… finalmente você confia em alguém para dividir sua dor… só… não se esqueça de mim… quero ser… pelo menos sua amiga… pra sempre.

Ayuri virou-se para o lado e dormiu. Lotus, que também observava tudo, sorriu ao ver Sara e Kenji deitados juntos, abraçados, como se fossem namorados e como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. 

Como prometido, ela ficou de guarda a noite toda.

Para alívio dela, nada suspeito aconteceu e nenhuma Mana foi sentida. Agora que não tinham mais a Kasta para fazer as barreiras de Mana, eles precisavam ficar alertas sempre, principalmente porque estavam próximos do Imperador.

Ayuri foi a primeira a acordar, e a primeira coisa que fez foi ir para o refeitório da Casa de Guildas e pegar um café da manhã para todos. 

Assim que retornou ao quarto, serviu Lotus e se serviu, sentando-se ao lado da bestial.

— Como… como ele está?

— Acho que finalmente se acalmou… mas faz menos de uma hora que eles dormiram…

— Você… precisa descansar…

— Nyah… eu tô bem… eu posso ficar mais uns 18 dias sem dormir. Mas o que será que aconteceu pro Kenji ficar assim?

— Não sei… ele já ficou assim no meu mundo, mas quando tentei ajudar, só piorei as coisas — dizia com lágrimas nos olhos. — Fico feliz de que ela consiga ajudar o Kenji…

— Ela ficou acordada o tempo todo… Ela só dormiu depois dele.

— Entendo.

— Você… realmente ama ele?

— Bom… é… sim…

— E por que não luta por esse amor?

— Eu tive várias chances no meu mundo, mas por puro medo, nunca aproveitei nenhuma. Eu conheço o Kenji faz tempo, e não vou fazer ele ter que escolher uma de nós. Meu coração sempre vai estar aberto pra ele, mas… não vou fazer nada. A Sara também ama ele, e pelo pouco que conheço dela, sei que ela vai fazer de tudo pra fazer ele feliz. Isso pra mim é o suficiente.

— Mas… ele não é deste mundo, e quando achar a sonda…

— Ele vai precisar ir embora… — suspirou Ayuri, ao ver o quão relaxado ele parecia enquanto dormia abraçado com Sara. — Mas nada é impossível… eu nunca acreditei em vida em outro planeta, muito menos dimensões diferentes, e hoje estou aqui, num planeta de outra dimensão, com formas de vida que jamais achei que pudessem existir, onde existe até magia e feitiços.

— Se você diz… Ayuri… quando o Kenji acordar, vocês podem contar pra gente como é seu mundo?

— Claro!

— Ebaaa! Ah. Vou treinar um pouco, não posso decepcionar o Zero quando a gente for atacar o palácio.

— Tá.

Lotus saiu correndo para treinar suas habilidades, enquanto Ayuri ficou no quarto, observando Kenji e Sara, que dormiam profundamente.

É… parece que realmente eu perdi… mas o que importa? Eles ficam tão fofos juntos… desde que meu Kenji esteja feliz, eu estarei feliz.

Ayuri tinha lágrimas nos olhos, mas também tinha um sorriso no rosto. 

Ela decidiu sair, precisava espairecer, colocar seus sentimentos em ordem. 

Lotus estava treinando na floresta fora da cidade. Graças ao treino com Kenji e Sara, suas habilidades aumentaram e muito.

Por ser uma bestial, sua agilidade era algo de que ela podia se orgulhar. 

Tem o lado bom ser uma garota bestial… O que me falta de força — ela pensava enquanto dava um mortal sobre um monstro — me sobra em velocidade e agilidade.

Mais rápida que o monstro, ela acertou um golpe de katana no monstro, mas não foi o suficiente para matá-lo. Ele se virou, furioso, e avançou contra a garota.

Ha, isso é divertido! — Ela pensava enquanto corria de encontro ao monstro. — Nunca pensei que lutar fosse legal! — Lotus então novamente saltou dando um mortal, mas assim que ficou de ponta cabeça, golpeou sua espada para baixo, acertando a cabeça do monstro.

Sua Katana ficou presa e ela teve um pouco de dificuldades para remover, mas conseguiu. E depois disso, continuou treinando por horas.

Acho que está de bom tamanho, já matei trinta monstros hoje. Vou pra guilda, tomar um banho e descansar, já está anoitecendo mesmo.

Assim que chegou, viu que Sara e Kenji ainda dormiam, então foi direto ao banheiro para se limpar do sangue das lutas.

Depois de seu longo banho, ela voltou para o quarto, já com seu pijama, embora ainda não soubesse se poderia dormir.

Sara acordou pouco tempo depois, e viu que Kenji ainda dormia sobre ela. Lotus percebeu que Sara havia acordado e sussurrou, chamando a elfa.

— Sara… sua blusa…

Foi só então que Sara percebeu que seu decote havia cedido, deixando seu lado direito exposto, embora o Kenji estivesse deitado sobre ele e ninguém pudesse realmente ver algo.

Ela sentiu seu rosto ferver, o vermelho tomou conta da face da elfa. Usando seus poderes mágicos, fez com que Kenji flutuasse um pouco e então ela rapidamente ajeitou a blusinha que usava, cobrindo seu corpo por completo novamente.

Lotus colocou as mãos sobre a boca, segurando o riso, enquanto Sara mal conseguia olhar para o Kenji ou para a própria Lotus.

— Sara…. O que você vai fazer?

— Ahn? — Sara finalmente olhou para Lotus. — Como assim?

— O Kenji precisa voltar para o mundo dele, então…

— Eu… Não sei… Eu queria ir com eles para conhecer o planeta onde eles vivem, mas não quero ficar no caminho da Ayuri também… não depois da declaração de ontem.

— Bom, a Ayuri pensa o mesmo, não quer ficar no caminho de vocês dois e nem fazer o Kenji ter que escolher.

— Eu… não sei… mas agora o importante é descobrir o que causou essa reação no Kenji. 

— Sem a ajuda dele, nós nunca vamos vencer.

Sara ficou olhando para cima, na verdade, para o nada. O questionamento da Lotus fez ela se dar conta que talvez, o tempo perto do Kenji estivesse chegando ao fim.

Essa era uma dura realidade, até mesmo para Lotus, que via no Kenji um irmão mais velho em quem podia confiar.

Kenji… o que vou fazer sem você depois que você vencer o imperador?  Eu não quero me separar de você.

Pensando nisso, algumas lágrimas começaram a escorrer dos olhos de Sara, que levantou-se e foi ao banheiro lavar o rosto.

Enquanto isso, Kenji despertava. Ele ficou olhando ao redor, sua visão estava turva, tudo rodava.

O… o que aconteceu?

Foi só então que ele viu Lotus  sentada na outra cama, sorrindo de forma travessa para ele.

— Lotus… Cadê a Ayuri e a Sara?

— A Ayzinha saiu pela manhã, e a Sara foi ao banheiro… 

— T… tá… Espera… pela manhã? Que horas são?

— São quase onze da noite…

— Eu… Eu dormi por todo esse tempo?

— Mais ou menos.

Lotus explicou o que houve, mas Kenji não conseguia se lembrar de seu sonho dessa vez, e cada vez que tentava, era como se uma facada atingisse seu peito.

Droga! Por que não consigo lembrar? Pense Kenji…

Enquanto Kenji tentava se lembrar, Sara terminava seu banho. O prédio da guilda era um dos poucos onde os banhos eram aquecidos, já que não havia energia elétrica em Airokim e o aquecimento para o banho era feito com fogo, parecido com o aquecimento à gás, porém usando lenhas para fazer o fogo.

O banheiro estava com uma densa névoa, ou melhor, um denso vapor de água, devido à alta temperatura, e era quase impossível enxergar um palmo à sua frente.

Sara estava com os olhos fechados, olhando levemente para cima, enquanto a água caía em seu rosto e escorria por seu corpo.

Por que eu fui me apaixonar por alguém de outro mundo? Dentre tantos seres aqui de Airokim, por que alguém de fora? Por que isso tinha que acontecer comigo? Mas ter alguém como ele por perto me faz tão bem… Eu me sinto segura quando ele está comigo, mesmo eu sendo uma das elfas mais fortes do reino, ter ele por perto me faz sentir que nada é impossível… Me faz ter vontade de batalhar para que Hildium… Para que Airokim volte a ser…

KAAAAABOOOMMM!!!

Com o barulho da explosão, o coração de Sara disparou, suas pernas bambearam e seus olhos se arregalaram.

KE… KENJI!

Rapidamente, ela tirou o sabão do corpo, se enxugou e vestiu suas roupas de dormir, já que estava anoitecendo. Um shorts marrom claro e uma blusinha de manga curta azul, com um decote um pouco menor que o da noite anterior, mas também larga e confortável.

Ela correu para o quarto, e ao chegar viu Kenji segurando duas espadas, a Espada Dimensão e a Espada Fogo, com um olhar de puro ódio, enquanto Rozv e Harum olhavam assustados para o humano, e Lotus tentava acalmá-lo.

Sua mana estava tão intensa que era até possível vê-la envolver o corpo do Kenji. Mas a aura que a Mana tinha era sombria…

— MALDIIIITOOOO!

Vociferou Kenji, que lançou um ataque de fogo e dimensão pela janela,  causando novamente um barulho de explosão ensurdecedor.

— KENJI! O QUE HOUVE?

— AYURI FOI SEQUESTRADA! — respondeu Lotus, gritando. — SE ACALMA KENJI! NÓS VAMOS RESGATAR ELA!

— EU VOU ARRANCAR O CORAÇÃO DO IMPERADOR! NÃO TENTE ME SEGURAR!

Lotus, mesmo sendo uma bestial e tendo uma força e velocidade sobre humana, não poderia segurar Kenji. Com a raiva que ele sentia, basta um movimento com a espada e ela seria jogada longe.

Sara correu até eles e abraçou Kenji, com lágrimas nos olhos.

— Jizinho… se acalma… O imperador não é burro, ele não vai fazer nada.

— ELE JÁ FEZ… SEQUESTROU A AYURI! ME LARGA SARA!

— NÃO! Se quiser sair vai ter que me matar — respondeu com um aperto no coração.

— NÃO ME OBRIGUE A…

— O que? Eu estou falando sério. A Ayuri é minha amiga, eu também quero salvar ela. Mas se você for agora, vai morrer.E se isso for acontecer, prefiro morrer primeiro.

A voz de Sara carregava muita dor, tristeza, sofrimento e angústia.

Esse sentimento… Sara… Não me diga que…

Aos poucos, a Mana que envolvia o corpo de Kenji começou a diminuir, fazendo com que Lotus e Sara sentissem um certo alívio, mas nenhuma delas se soltou do amigo.

Sara… você…

— Me desculpe Sara… 

Sua voz saiu ainda fria, com ódio, mas Sara conseguiu perceber a sinceridade nas palavras de Kenji.

— Sara, Lotus, desculpa… — disse agora se virando para a elfa e para a bestial. — Obrigado por se preocuparem.

— É… É claro que me preocupo, idiota — respondeu Sara chorando e abraçando Kenji fortemente.

Kenji retribuiu o abraço, e aproveitou para puxar a Lotus para o abraço também, ficando os três abraçados.

Eu sou um idiota mesmo… 

Sara — chamou Kenji se afastando do abraço. — Não precisa chorar… Você não vai me perder e ficar sozinha de novo. Eu prometo.

— E eu? — questionou Lotus fazendo bico.

— Hehe, você também não, maninha…

— Ma...ninha?

— Hehehe, é só uma forma carinhosa de chamar de irmã mais nova no meu mundo.

— Mas eu não sou sua irmã…

— Bom, pra mim é como se fosse. Obrigado por me segurar, ma-ni-nha.

Parece que ele finalmente se acalmou — Sara pensou enquanto um sorriso se formava em seu rosto.

Rozv e Harum se aproximaram, agora mais tranquilos em relação ao Kenji, porém com o mesmo sentimento dele.

— E então — começou Rozv… — O que vamos fazer para resgatar a Ayuri?

— O Imperador é poderoso — comentou Harum.

— Mas não é burro. Se ele pegou a Ayuri, é para chantagear o Kenji. Ele não vai tocar na Ayuri a não ser que se sinta ameaçado. Isso sign...

— Sara — interrompeu Rozv. — Se ele sequestrou a Ayuri para chantagear, é porque ele já se sente ameaçado.

— O Rozv está certo — comentou Kenji. — Mas temos uma vantagem. Ele não sabe que temos um exército com a gente.

— E qual o plano?

— Simples… Lotus, você se mostrou muito hábil em invadir locais e colher informações. Preciso que descubra onde a Ayuri está. Consegue essa informação para depois de amanhã?

— Claro! Deixa comigo!

— Rozv, Harum, preciso que preparem os bárbaros e bestiais para o ataque na linha de frente. Iremos atacar o palácio em três dias.

— Está bem…

— Mas o que faremos com os elfos e feiticeiros?

— Tragam três representantes dos elfos e três representantes dos feiticeiros amanhã. Irei passar a estratégia para eles.

— Tudo bem Zero… Você acha que realmente pode vencer o Imperador?

— Sim… Eu tenho um truque na manga. Sara, depois que eu orientar os elfos e feiticeiros, preciso que você me ajude, você sabe com o que.

Rozv e Harum olharam para os dois com um olhar “perverso”, como quem diz “divirtam-se na cama”, o que deixou Sara totalmente vermelha de vergonha.

— Sara, presta atenção! Só você pode me ajudar com aquele equipamento.

Equipamento… As Armas Shaz… Então ele vai mesmo usar.

◼◼◼

Na sacada do palácio, um elfo relativamente jovem, cabelos longos e azulados, olhos verdes e uma expressão calma e maligna, observava seu reino, até ser interrompido.

— Meu Imperador.

— Diga meu caro Krandem.

— A garota foi capturada. Ela está na prisão do palácio.

O imperador abriu um grande sorriso, mas sua expressão era maléfica.

— Ótimo. Acho que vou fazer uma visitinha para ela. Você pode se retirar, Krandem.

— Sim, imperador.

Vamos ver o que a Maeno Ayuri vai fazer agora que tenho ela e o Okawa Kenji em minhas mãos.

O imperador começou a caminhar lentamente pelo palácio, descendo uma escada central que era em espiral e indo para o subsolo, onde ficava a prisão imperial.

O local era escuro, iluminado por algumas poucas tochas. O cheiro era forte, devido à alguns cadáveres nas celas.

Ayuri ouvia os passos lentamente se aproximando, até que um ser um pouco mais alto que Kenji, de porte médio, para em frente à cela.

Ela não conseguia identificar, pois estava escuro e via apenas a silhueta.

— Ayurizinha… 

E… E… Essa voz… — Ayuri sentiu um grande arrepio na espinha, seu coração acelerou e seus olhos arregalaram-se. — Não pode ser… C… Como?!

— Espero que não tenha sido machucada.

E… Eu tenho certeza… É… É ELE! 

O QUE FAZ AQUI? — Ayuri gritou com toda sua força.

— Ainda rebelde, Ayuri? Você não deveria gritar com o imperador deste mundo.

Nesse momento, o imperador pegou uma tocha e deixou que a iluminação revelasse seu rosto.

Os olhos da Ayuri se encheram de lágrimas e o medo tomou conta de seu corpo.

— C… Como? Você… estava morto!!!

— Ah, isso foi fácil de criar. Graças à AlterWorld consegui fugir para este mundo e me tornar o imperador.  E com você em meu poder, o Kenji não vai poder fazer nada…

— Seu… Você sempre teve inveja do Kenji… 

— Tive? Acho que não… De qualquer forma, você não quer que seu Kenjizinho morra, quer? Então é melhor fazer o que eu mandar.

— Luc Hossan, o Kenji não vai morrer…

— Ooohhh, que confiança. Mas eu posso voltar no tempo, manipular as forças da natureza, tenho domínio sobre todos os elementos básico.

E o Kenji também… Você vai pagar por tudo que fez contra ele na Terra, pode apostar.

— Sua roupas estão um trapo… Vou vir com roupas mais adequadas para uma garota, e eu mesmo irei trocá-la.

— NÃO OUSE TOCAR EM MIM!

Sem responder, o imperador virou as costas e saiu, deixando Ayuri sozinha na cela. Os olhos dela estavam quase saltando para fora, sem acreditar em quem viu.

Eu… preciso sair daqui! 

Longe dali, Kenji já estava a ponto de desmaiar, enquanto segurava uma espada dourada e roxa, com um símbolo espiralado em sua lâmina.

— C… Caram… Caramba… Isso…

— Kenji, para usar uma arma Shaz… Você precisa conseguir sentir o Shaz… Somente com autorização do Shaz você poderá usar sua espada.

— E COMO FAÇO ISSO? ESTAMOS TREINANDO FAZ HORAS!! Estou… esgotado…

— Talvez o Shaz Dimensional não queira ceder o poder dele. Tente outra Arma Shaz…

Kenji olhou para a espada, e então para as outras Espadas Shaz…

— Kenji, tente a Espada Shaz Sombria…

Confuso, ele encarou a espada Shaz, e então encarou Sara.

Isso não faz sentido, a Espada Sombra é a que menos consigo usar…

Ele então tocou na Espada Shaz Sombria, e no mesmo instante uma Mana Negra o envolveu. Ele sentiu toda sua Mana de volta, e então um sussurro…

Finalmente me encontrou, Zero… 

— Q… QUEM FALOU ISSO? — Kenji gritou assustado.

— Acho… que o Shaz…

Sim Kenji, a senhorita Raph tem razão. 

Então, como consigo falar com você?

A espada foi feita com um material criado por mim, e aqueles que eu permita usar meu poder podem me ouvir. Aliás, acho que te faltou treino, senão você já teria me invocado.

— I… invocado?

Sim Okawa. Quando um mortal recebe o poder de um Shaz, ele pode invocar o Shaz para o mundo físico. 

— E como faço isso? Como posso te invocar?

Isso é…

Kenji, se você for invocar um Shaz, esteja preparado. O poder deles é inimaginável.

Kenji engoliu seco, e então lembrou-se do treinamento para controlar sua mana com as Armas Mágicas. Ele fechou os olhos e se concentrou naquela energia maligna que sentia vindo da espada.

Eu sou Samy, a Shaz Sombria.

— Samy… Me empreste o seu poder e lute ao meu lado!

Claro, Zero… Você conseguiu rápido compartilhar sua Mana comigo para fazer a invocação.

A espada que estava em sua mão começa a esquentar e ele acaba soltando. Uma aura negra se forma, e a espada começa a crescer e mudar de forma. Aos poucos, ela começa a tomar uma forma humanoide, até que se torna uma garota, que aparentava ter dezessete anos. Seu cabelo era preto, assim como seus olhos. Sua pele era branca, quase como papel. Usava uma blusa preta e uma saia também preta. Em sua cintura tinha um cinto vermelho fogo, e o cabelo estava preso em um rabo de cavalo com uma fita também vermelha.

— U… Uma garota?

Samy se aproximou do Kenji e deu-lhe um forte soco na boca do estômago, jogando Kenji vários metros para trás.

Sara estava assustada, seu corpo tremia sem parar. Pela primeira vez, ela estava vendo uma divindade em carne e osso, tendo sido invocada pelo seu melhor amigo.

— Só para constar, Okawa, eu sou uma divindade. Não sou uma “garota” qualquer. 

Samy foi até Kenji e o ajudou a se levantar. Seu toque era suave, sua pele macia feito algodão, mas sua expressão mostrava frieza e maldade.

— Samy, não é?

— Sim, Okawa… 

— Me chame de Kenji. E aquela ali é a Sara.

— Sim, eu venho observando vocês dois desde que você chegou em nosso mundo. 

— S… Sério?

— Sim, Kenji. De qualquer forma, Sara, obrigada por treinar o Kenji.

— Eu… Mal pude treiná-lo… E… Se não fosse a Kasta…

— Ela se sacrificou em vão… Sara, você é mais forte do que pensa. Apenas não aprendeu usar seu verdadeiro poder. O Kenji não é o único que pode invocar um Shaz.

— Mas… Eu não consigo usar nenhum elemento avançado…

— Você está duvidando de uma divindade?

— N… Nã… NÃO! 

— Eu não posso te falar como invocar um Shaz, você precisa fazer isso sozinha, mas uma dica eu posso dar. Os opostos se atraem.

— O que quer dizer?

— Apenas lembre-se disso. Kenji, você não poderá vencer o Imperador sozinho, mesmo com meu poder. A única forma é com a ajuda da Raph. 

— Mas… eu consigo sentir seu poder mesmo sem estar lutando… Só para conseguir te manter aqui já estou quase esgotando minha Mana…

— Isso porque você não entendeu como a Mana realmente funciona. Além do mais, estaremos indefesos enquanto lutamos… Sara, você precisa invocar seu Shaz antes de atacarmos. Só você poderá proteger e curar o Kenji.

— Shaz Samy, posso te perguntar uma coisa?

— Claro Raph.

— Por que você decidiu ajudar o Kenji? Achei que os Shaz não se envolvessem com os assuntos dos mortais.

— O imperador irá trazer a destruição do mundo se não for parado. Além do mais… seria um desperdício ver o Kenji morrer nas mãos do imperador. O Kenji e você são os únicos que podem trazer a paz de volta, juntos.

— E por que eu?

— Pelo jeito a lenda do Zero se perdeu. Eu estou surpresa que não tenha percebido. O Kenji não é o Zero.

— O… O QUE? — assustou-se Kenji.

— O Kenji vai desmaiar em breve… Lembrem-se… O Zero… — Samy dizia enquanto desaparecia — o verdadeiro… — seu corpo começou a diminuir e perder a forma — é a união de vocês dois…

As últimas palavras saíram baixas, e ela tornou-se espada novamente. Kenji caiu desacordado, mas sua expressão era calma e fria.

Então… Eu estava certa, o elemento dele é a Sombra… Mas por que o Shaz dele tinha que ser uma garota tão linda? Aliás, por que tanta garota gosta de ficar perto dele?

Sara corou ao pensar nisso, mas começou a usar sua magia de cura para ajudar Kenji a se recuperar.

 


Notas Finais


O que acharam?

Lembrando, esta é a primeira história original minha, e estou aberto a críticas. Somente assim podemos evoluir, ouvindo críticas e aprendendo com elas.


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