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História Altivez - Capítulo 58


Escrita por: Libsriangirl

Capítulo 58 - Capítulo 58


Anely James Jackson
Palais du Prince, Mônaco
01 de janeiro de 2006 | 21:13

 As luzes se abaixam de novo e Billie Jean toca bem alto. Com meu sangue fervendo de raiva levo minha mão até a garrafa de vinho que está em cima da mesa. Completamente cega pela raiva eu a acerto com a garrafa de vinho

 Ela puxa a mão dela e a leva para a cabeça. Michael me olha chocado. Olha para todos os lados, mas parece que ninguém além dele e Albert II viram isso. Coloco o resto da garrafa que ficou na minha mão sobre a mesa

 Olho furiosa para ele que tenta ver se ela se cortou e infelizmente ela não se cortou. Ela olha para mim com ódio e respira fundo. Volta a prestar atenção na apresentação. Ela teve muita sorte

 Uma pena que a garrafa estava vazia. Uma pena! Se estivesse cheia iria desfazer essa maquiagem e assim estragaria a roupa dos dois. Eu quero matar os dois. Me levanto sutilmente. Me inclino e coloco a boca bem perto do ouvido de Albert II

– Onde fica o banheiro? – pergunto a ele que se levanta e com um sorriso anda em minha frente. O acompanho. Vamos até um corredor. Andamos bastante até que chegamos a uma porta branca. Ele a abre para mim

– Senhorita James, sinto muito por isso. A minha irmã é, ela passa dos limites! – ele diz em um tom de reprovação – Sinto muito mesmo por ela ter a tirado do sério! – ele sussurra e se vai

 Entro no banheiro. Vou até uma das cabines e entro. Abaixo a tampa do sanitário e me sento. Eu nunca fiz isso em toda a minha vida. Nunca machuquei outra mulher por homem. Nunca briguei por homem

 O que eu acabo de fazer não tem nome. Eu não sou assim! A sorte é que as luzes estavam baixas. E se estivessem altas? Eu não costumo agir por impulso. Não mais!

– Anely? – Michael pergunta por mim. Ele para em frente a cabine que estou. Seus sapatos brilhantes de cor preta quase invade a cabine – Saia, vamos conversar! – ele diz firme

– Estou ocupadíssima agora, não vou! – digo enquanto cruzo meus braços. Não estou afim de discutir sobre isso agora. Preciso me acalmar ou eu vou agredir ele

– Não está ocupada não! Eu sei que você só faz essas coisas em casa! Agora, sei daí! AGORA! – ele diz mais firme

– Eu não vou sair! E você não grita porque você sabe que eu grito mil vezes mais alto! – digo entre dentes para ele que se afasta da cabine

 Escuto um barulho... olho para cima... Michael está em cima da divisão de cabines. Me levanto e me encosto na porta. Ele desce devagar. Apoia os pés na tampa do sanitário, desce e se posiciona na minha frente

– Eu pensei que fosse a sua mão! – ele murmura. Estamos bem perto um do outro. Perto até demais – eu nem percebi que ela estava sentada ao meu lado! Eu estava prestando atenção na apresentação! – ele choraminga

– E as apresentações? Você devia estar lá! – digo afoita a ele que acena negativamente com a cabeça para mim. Coloca as duas mãos sobre o meu rosto e me puxa para um beijo. Me da um selinho e logo após um beijo sedento

– Eles estão passando um vídeo sobre todas as minhas conquistas – murmura – Esses vídeos já vi por diversas vezes! Mas, ver você morrendo de raiva, é imperdível! – ele da uma risadinha. Ele adora me ver nervosa que babaquinha

– Poxa amor eu fico chateada com essas coisas. Eu não gosto que toquem no que é meu! – faço um bico para ele que da um sorriso enorme e me beija

– Minha ciumenta linda, você tem que se controlar Anely, não foi bonito o que você fez. Há várias maneiras de se resolver algo assim e usar uma garrafa vazia de vinho que estava ali apenas para ornamentar a mesa, não é a melhor opção! – diz com seu tom tão sereno

– Eu sei, isso não vai acontecer de novo – sussurro. Michael me abraça com carinho e beija a minha testa – Agora vamos porque o tal vídeo já deve ter acabado – digo a ele enquanto levo a mão até a tranca e abro a porta

 Saio e ele vem comigo. Lavo minhas mãos e ele faz o mesmo. Andamos para fora dali. De mãos dadas cruzamos o corredor e voltamos para o salão. Albert esta dando algumas palavras. Assim que chegamos a nossa mesa ele faz um sinal para que a luz se acenda

– Senhora Jackson por favor, pode dar uma palavrinha? – ele diz com um sorriso no rosto. Assinto. Dou um beijo rápido em Michael que faz com que todos suspirem

 É raro qualquer tipo de demonstração de afeto em público. Ele deixou claro que as fãs são ciumentas então, eu evito. Não quero que elas me odeiem, já basta a mídia me chamando de vulgar

 Subo os degraus até o palco. Tem uma enorme harpa que parece ser banhada a ouro no meio do palco. Ela é enorme, vou ter que tocar em pé

 Aprendi a tocar harpa aos sete anos. Meu pai me ensinou. Ele tocou uma música do grupo "ABBA" que por coincidência ou não, são os favoritos de Petra. As vezes penso que meu pai e ela quase tiveram algo

 Vou até o microfone que está em um pedestal na ponta do palco. Eu odeio falar em público. Nada é tão torturante que isso. Sabe quantas entrevistas eu neguei participar com Michael? Milhares!

 Tem muitas câmeras aqui. Agora consigo observar com mais calma. É um enorme salão e deve ter umas 200 pessoas aqui. São muitas pessoas

– Eu não gosto de falar em público então, farei algo mais simbólico ao meu marido, Michael Jackson! – calmamente digo e me afasto do microfone. Vou até a arma e começa a dedilhar. A música que escolhi foi Human Nature. Fecho meus olhos e toco a suave música

 Eu amo esse instrumento. Se consegue tirar dele qualquer som. É suave e relaxante. Sem dúvida é mais uma surpresa para Michael. Ele não sabia até hoje que eu toco isso. É muito necessário eu e ele termos uma conversa sobre nosso passado

 Não sobre passado amoroso, mas, sobre infância. Adolescência. Falar sobre o que gosta de comer e o que não gosta. Falar sobre o que tem alergia e etc. Coisas básicas que deveríamos ter conversado no nosso segundo encontro, mas, como não era nada sério ou um relacionamento de verdade. Não nos importamos com esse detalhe tão importante

 Me sinto despida aqui em cima desse palco sendo observada por todas essas pessoas. Isso não me incomoda. ao contrário. Eu amo meu corpo e para mim não existe nenhum problema que o vejam. Talvez seja isso que esteja me mantendo aqui. Mas, um lado meu quer desesperadamente sair correndo daqui 

 Por fim termino. Abro meus olhos lentamente. Os aplausos são altos. Cada um se levanta para me aplaudir e o primeiro a se levantar foi o meu amor. Ele esta sem seus óculos no rosto, consigo ver que ele se emocionou. Ele esta tão orgulhoso. Desço do palco e ando até ele. Coloco minhas duas mãos em seu rostinho. Ele coloca as duas mãos em minha cintura. Aproximo meu rosto lentamente. Nossos lábios se encontram. Assim que sua língua entra na minha boca sinto tudo se calar. Nada de aplausos, nada de barulho. Nosso beijo mandou embora até mesmo meu nervosismo por ter subido naquele palco. Mas, valeu a pena. Meu tão amado Michael. O que eu não faço por você.



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