História Aluga-se um noivo (adaptado) (chaverroni) - Capítulo 11


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Categorias Christian Chávez, Maite Perroni
Personagens Christian Chavez, Maite Perroni
Visualizações 10
Palavras 1.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Cap 11


Assim que Christian  terminou de escovar os dentes, deu de cara com a pilha de roupa de cama no sofá da sala e eu seguindo para o quarto, puta da vida!


 


–Que isso?


 


–Sua roupa de cama. Boa noite.


 


Peraí. –segurou meu braço –Você tá puta comigo? Por que?


 


–Por ser tão prostituível! –puxei meu braço de sua mão e entrei no quarto batendo a porta deixando-o com uma cara de espanto.


 


Me deu um nó na garganta, uma raiva, um tudo! Fiquei deitadinha, deixando as lágrimas molharem meu rosto e o travesseiro.


 


Amar dói tanto, e amar um homem impossível, ainda mais! Como pude me apaixonar por um cara que se alugou de noivo?


 


Fiquei chorando baixinho, rolando de um lado para o outro, até pegar no sono. O celular tocou às seis, levantei com o corpo moído, uma sensação de que iria ficar gripada.


 


Separei a roupa para o trabalho e fui direto para o banheiro, apesar de curiosa, entrei na porta ao lado do meu quarto sem espiar o final do corredor, estava um silencio, Christian  devia estar dormindo, dorminhoco. Deve estar habituado a passar o dia inteiro dormindo...


 


Por fim saí do quarto arrumada e ao chegar na sala, encontrei a roupa de cama dobrada e o cômodo vazio. Sorri, magoada, e fui para o trabalho. Eu só pedi pra ele ser ele mesmo!


 


As por que estava magoada? Será que era tonta o suficiente pra achar que ele se importaria e iria até o meu quarto, se declarar? Dizer que tudo o que disse ao Junior era verdade e que eu era o amor da sua vida? Ah! Mas que burra!


 


Dá zero pra ela! Eu sou muito iludida mesmo!


 


Encontrei Pietra no hall do elevador, esperando na fila para subir.


 


–Bom dia, como foi ontem?  


 


–Bom dia Pietra, tudo bem, Junior agora tem o Christian  em alta estima.


 


–Mas essa sua cara aí, não é de que a coisa foi “tudo bem”. Que houve?


 


–O idiota do Junior acenou com os bens que meus pais deixaram pra gente.


 


–Ihh...


 


–Ih né? Bastou para o cara ser o mais fofo e sensível e amoroso dos noivos alugados.


 


–E agora?


 


–Agora nada. Preciso tirar esse cara da minha cabeça!


 


O elevador chegou e entramos, junto com um bando de gente.


 


–Tirar da cabeça é fácil, vou te dar um contrato da locação de área pra você analisar... Christian  vai sumir da sua cabeça em menos de uma hora! Mas tirar do seu coração...


 


–Me ajuda, Pietra. –implorei.


 


–Como? As coisas não são assim, amiga... senta e chora.


 


E foi exatamente o que fiz, durante toda a manhã e boa parte do nosso almoço e Pietra ficou comigo todo o tempo, me dando força, segurando minha mão, contando piada pra distrair... E assim que voltei para o escritório quase caí pra trás. Havia três dúzias de rosas vermelhas em cima da minha mesa!


 


Quase não havia espaço para as minhas coisas! Pietra segurou a boca aberta e o pessoal passou elogiando, perguntando se era meu aniversário e eu fiquei sem ação. Pietra puxou o cartão. Não havia nada escrito a não ser o nome dele....


 


Christian. 


 


Como eu disse, o mais amoroso, carinhoso e fofo dos noivos alugados. Para minha surpresa, quando cheguei ao meu apartamento, havia comida pronta sobre o fogão, frango com quiabo, e sem baba! Ainda estava morna, mas nem sinal dele.


 


Ao entrar no quarto, meu coração deu uma martelada tão forte que chegou a doer o peito! Não havia um só cano que não estivesse com buquês de rosas vermelhas.


 


Primeiro pensamento: Ai meu Deus eu o amo!!


 


Segundo pensamento: Vou ligar agora pra ele! Celular em punho, euforia renovada.


 


Terceiro pensamento: Nossa, ele está mesmo investindo na minha herança.


 


Celular jogado em cima da mesa, olhos fechados e suspiro pesaroso.


 


Joguei as flores, todas, na caçamba de lixo na praça. Sexta-feira à noite, dia da prova dos vestidos, Christian que habitualmente se importa com o horário das pessoas, simplesmente não me levou, nem apareceu, só uma mensagem curta, “Problemas de última hora, desculpe”.


 


Já estava experimentando quando a mensagem chegou, Luiza escolheu o vestido lilás para mim, apesar de não ser madrinha, ela queria criar uma harmonia no altar, Aff... essas decoradoras só pensam nisso... No efeito visual que daria com o meu vestido fechado na cor mais escura.


 


As madrinhas vestiriam tonalidades diferentes de rosa, no início achei de uma breguice fora do comum para uma decoradora, mas quando ela me “mostrou o layout” tive que dar a mão à palmatória, ficaria mesmo lindo, as flores eram no tom rosa pálido e branco, em cachos alternados e ficou mesmo deslumbrante a montagem que Luiza fez.


 


Infelizmente, sexta-feira foi minha vez de consolar Pietra, estava arrasada ao saber que sua ex futura e novamente ex namorada estava de caso com uma outra e de viagem marcada pra Argentina.


Deu uma dó absurda vê-la aos prantos e não me importei nem um pouco quando usou meu cachecol pra secar o ranho de suas narinas, mas... me lembro de ter fechado os olhos quando ela fez isso na minha seda indiana.


 


Ela precisava de um agito! De uma noitada na Lapa! Mas a cretina só queria se afogar num pote crocante de Haaguen Daz e ficar assistindo E o Vento levou.


 


Isso foi triste, fui direto para o apartamento dela, não podia deixa-la daquele jeito, arrasada, falado o tempo todo das qualidades da mulher, que havia perdido a única esperança de ser feliz nessa vida, que a mulher era isso, que era aquilo...


 


Puxa, ela ficou mesmo mal.


 


Dormimos abraçadinhas, ela, Todynho, o York Shire da Pietra, um monte de lenço de papel emelecado pelos prantos dela e eu.


 


Deixei com que dormisse um pouco mais sossegada, então levei o Todynho pra tosa e deixei um bilhete avisando, assim o cachorro não ficaria latindo e ela poderia descansar.  


 


Cheguei em casa um trapo, ansiando por um banho quente e torcendo para que Pietra saísse logo daquela fossa, ela era sempre muito alegre e engraçada, mas quando ficava triste, ficava mesmo!


 


Joguei bolsa pra um lado, sapato para o outro, fui tirando a blusa à caminho do quarto, desabotoando a calça social....


 


Abri a porta e dei de cara com uma bunda redondinha, parcialmente à mostra, de um homem lindo dormindo na minha cama, e do meu lado da cama!


 


Pirei!



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