História Aluga-seumnamorado.com - Capítulo 14


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Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais
Tags Brigas, Choujikarui, Comedia, Comedia Romantica, Gaaino, Haruno, Longfic, Madneess Fanfics, Namorado Alugado, Naruhina, Naruto, Romance, Saiino, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Uchiha, Universo Alternativo
Visualizações 498
Palavras 3.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hei hei, como vão depois de um momento de tensão?Quem achou esse Enem um cu?Q

Pois é amigos não estão sozinhos nisso, fé no pai que a aprovação sai.

Agora voltando ao assunto, clima de feriado então rola atualizaçãozinha marota <3

Obrigada as pessoas que opinaram na enquete do capitulo passado <3

Capítulo 14 - Sua maluca psicopata


Fanfic / Fanfiction Aluga-seumnamorado.com - Capítulo 14 - Sua maluca psicopata

Os dedos dele apertavam de vez em quando a pele da mulher, enquanto a moça se ajeitava sobre o colo do moreno. 

Sai brincava com as pontas do cabelo de Ino, enrolando os em seus dedos e às vezes roçava os lábios sobre a testa da Yamanaka que gemia baixo ao menor toque. 

— Isso é errado — murmurou o homem. 

— Não é — disse a loira, mordiscando a ponta dos lábios inferiores — Isso não é errado, não transamos Sai a gente apenas se beijou. 

— E você tem namorado lindinha, é errado. 

Ela rolou os olhos com aquela insistência dele em voltar no mesmo assunto.

Encheu as bochechas de ar e depois soltou, para que no fim parte do tronco superior subisse até que os olhos dela encarasse os dele. 

— Eu pedi um tempo — falou a loira.

— E isso não é terminar, você ainda está com ele Ino. 

Ela suspirou fundo, seus ombros pesaram já imaginando que aquela discussão iria durar horas e horas aponto de ficar com dor de cabeça. 

— Não estou, eu não penso em voltar com ele. 

— E ainda não terminou por?Você mesmo disse que tinha me beijado para se sentir livre ou você está me usando como um ponto seguro?Aquele que você pode usar como e quando quiser? 

Os dedos da moça vagaram sem pressa até os fios de cabelo, ao mesmo tempo em que os lábios soltavam algumas lufadas de ar, fazendo com que algumas mexas fossem para cima e se bagunçassem ainda mais. 

— Eu não estou usando você, eu só...

— Não sabe o quê fazer da sua vida? 

Sem a necessidade de palavras a loira confirmou com um breve aceno feito com a cabeça. 

— Eu sempre soube o que ia acontecer, sempre soube o que fazer com Gaara. Se terminar eu não faço a mínima ideia do que fazer. 

Sai ouviu com atenção e riu baixo negando rapidamente aquelas palavras.

Ergueu o corpo do espaço da cama para que pudesse ao menos ter uma conversa decente com a mulher, tocando levemente uma das mãos. 

— E não seria essa a graça?Não saber o quê vai acontecer Ino?Você não pode prever tudo. Eu entendo que ele te dava segurança, porém você não tinha algo que era amor, não se sentia amada não sentia que amava ele tanto que pediu um tempo para pensar — falou o moreno, fechando brevemente seus olhos para que o peito subisse e descesse, quando os abriu ele sorriu de canto ao ver que as íris claras da loira estavam observando o com extrema atenção — Me faça um único favor lindinha, responda com sinceridade a pergunta que vou fazer certo?Caso contrário, pegue suas coisas e saia daqui e nem pense em voltar. 

— Sim, pode dizer. 

— Você era feliz com ele?Você tinha segurança eu entendo. E a felicidade Ino?Você tinha? 

Ino por alguns instantes desviava os olhos para outro canto.

Pensativa não queria encarar Sai já que aquela maldita pergunta estava batucando em sua mente. 

Não era para ser algo difícil de responder, ainda sim Ino ficou minutos em silêncio repassando os momentos que viveu ao lado de Gaara. 

Sai paciente esperou a resposta da moça em silêncio ainda com os olhos cravados sobre a figura feminina ao seu lado. 

— Eu não era feliz, — disse a loira de cabeça baixa que aos poucos foi se erguendo mais uma vez até encarar o homem — Eu gostei dele, me apaixonei por ele só que como todas as paixões isso foi algo momentâneo. Com o passar do tempo isso mudou, claro que isso era no começo do namoro depois que as brigas se tornaram constantes só estávamos no aturando para manter as aparências, porém não tinha sentimento. 

— Então, acho que você sabe o que fazer lindinha e também tenho certeza que sabe o que quer para você. 

— Eu sei. 

(...) 

Sakura batucava seus dedos na mesa sem pressa, completamente mergulhada no tédio. Hinata que estava ao seu lado suspirava pensativa. 

— Então... — disse a Haruno, curvando um pouco o rosto na direção da morena — Ele também te colocou nisso? 

— Sim — retrucou a Hyuuga sem ao menos desviar seus olhos do pequeno grupo de rapazes que animados, conversavam um pouco mais distante de ambas. Pareciam velhas fofocando, logo ali em frente da mesa em que Sakura e Hinata Hyuuga dividiam. 

A Haruno abaixou um pouco a mão que apoiava sua cabeça, pescando uma das batatas fritas com cheddar não demorando nada para abocanha lá. Essa sem dúvidas não era a sua ideia de cúpido, para ela pelo menos teriam uma conversa com o indivíduo, perguntas aleatórias sobre o assunto e principalmente como era a garota em questão. E também não estava na  ideia encontrar Naruto novamente e de bônus sua "namorada", só que sabe como é, o ser humano se acostuma ao desconhecido. 

Pelo menos tanto Sasuke e Naruto tiveram o bom senso de comprar alguma coisa para ambas comerem, mortas de fome não estariam. 

Desde que chegaram ali, Naruto e Sasuke puxaram Chouji Akimichi para um canto afastado do shopping, conversaram durante horas deixando ambas sozinhas. 

— Eles vão fazer isso por quanto tempo? — perguntou Hinata, franzindo um pouco o cenho.

— Não faço ideia — retrucou Sakura fazendo uma breve pausa para poder mordiscar a batata frita entre os dedos — Parece que a fofoca ali tá muito boa. O quê você sabe sobre ele? 

A morena demorou um pouco para retrucar, estava ocupada saboreando seu sanduíche quando terminou de mastigar Hinata limpou os lábios com um dos guardanapos ali perto, sorrindo de canto com a pergunta. 

— Só que ele é diferente — respondeu a Hyuuga. 

— Diferente? — retrucou Sakura confusa pela maneira vaga que aquilo foi dito — Como assim diferente? 

Antes que pudesse dizer alguma coisa Hinata notou que o grupinho de garotos se aproximava novamente da mesa, todos sorrindo. A Hyuuga futucou Sakura com o cotovelo arrumando a postura sendo seguida logo pela Haruno.

A primeira impressão que Sakura Haruno e Hinata Hyuuga tiveram de Chouji Akimichi era que teriam um trabalho e tanto pela frente. 

 

Ambas olharam para cima, vendo tanto Naruto Uzumaki como Sasuke sorrindo largamente enquanto o Akimichi, sentado em uma das cadeiras na frente de ambas não parava de mastigar seu salgadinho. 

 

Sakura suspirou fundo, contando até dez e Hinata sorriu gentil. 

 

— Sasuke, amorsinho, paixão será que posso falar com você um instante? — perguntou a Haruno, raspando os dentes pelos lábios inferiores.

 

Ainda com o sorriso no rosto, o Uchiha concordou silenciosamente com a proposta de uma conversa, sem demoras ele moveu o corpo para uma área mais afastada e Sakura após se levantar fez a mesma coisa que o moreno, apenas quando estavam longe o suficiente dos olhos de Naruto,Hinata e Chouji que a mulher depositou um tapa forte sobre um dos braços do Uchiha. 

 

— Aí sua maluca psicopata — reclamou Sasuke, levando uma das mãos até o local atingido — Deu a louca? 

 

Ao ouvir a pergunta Sakura riu de maneira amarga, os braços cruzados e a sobrancelha esquerda levemente levantada. 

 

— O quê você estava pensando Sasuke Uchiha? 

 

Quando o nome todo é dito de uma maneira não muito agradável como aquela que foi dita por Sakura, só resta fazer uma coisa, correr bem rápido antes que vá parar em um caixão. 

 

Sasuke sorriu de canto, sem jeito o moreno suspirou fundo antes de dizer algo. 

 

— Estava pensando que você é uma romântica assumida e não iria negar ajuda para uma alma necessitada. 

 

— Sim — concordou a mulher — Isso foi antes de eu ver que isso não vai ser fácil.

 

— E o motivo seria?Que ele é gordo Sakura?Você também tem seus...

 

Sasuke acabou mordiscando a ponta da língua no instante em que os olhos verdes voltaram a encara ló, de uma maneira que sem dúvidas faria suas pernas tremerem e quem sabe se estivesse muito assustado mijar nas calças. De início, ele não pensou no que iria dizer. Deixou se levar pelo impulso daquele debate e quase acabou com a própria vida ao dizer que Sakura tem suas gordurinhas. 

 

— Meus o quê? — retrucou a Haruno, dividindo sua atenção entre o trio de pessoas que tinha deixado pra trás e o Uchiha. 

 

— Nada paixão — retrucou apressado, colocando até suas mãos para o alto em sinal de rendição. 

 

Sakura viu a cena e suspirou fundo, ignorando pelo menos por enquanto as gracinhas de Sasuke. 

 

— Como é a garota?

 

— A garota? — retrucou Sasuke — Ah, ela não é tão exigente. 

 

— Sei...

 

— Ela não é muito exigente, é ruiva de...

 

— Eu não quero uma descrição pornô da menina Sasuke — falou a Haruno. 

 

— Uia — disse o moreno colocando as mãos para o alto — Foi você que pediu. 

 

Sakura resmungou baixo, palavras desconexas que só seriam ouvidas caso a mulher pronunciasse em voz alta. Massageou a testa um pouco enquanto a cabeça girava para os lados fazendo uma breve negativa. 

 

— Algo me diz que isso não vai dar certo — disse a rosada, olhando em linha reta vendo como o trio se divertia fez com que a moça suspirasse fundo — Pelo menos podemos tentar. 

 

Sasuke sorriu de canto com as palavras ditas, aproximou se de Sakura colocando suas mãos sobre os ombros da moça empurrando a de volta a mesa, o moreno abaixou um pouco seu rosto até se alojar na curvatura do pescoço com a orelha e ele murmurar baixo, apenas para ambos ouvirem. 

 

— Viu?Seja otimista Sakura. 

 

Ela por sua vez o observou pelo canto dos olhos, com uma expressão realmente pouco amigável que fez o Uchiha sorrir sem jeito. 

 

— Não me olhe desse jeito paixão, você sabe que eu tenho razão. 

 

Sakura não disse nada sobre aquilo, visto que já estavam tão perto assim da mesa novamente. Virou seu rosto para frente e sorriu largamente quando os olhos das pessoas ali começavam a encara lá.  A Haruno desgrudou o corpo do dele, sentando se na cadeira ao lado de Hinata. 

 

— É Chouji não é? — indagou a moça. 

 

O Akimichi infelizmente não pode responder aquilo com palavras. Sua boca estava cheia de salgadinho e as migalhas caiam sem pressa pela blusa, ele confirmou rapidamente a pergunta assim que ouviu estendendo uma das mãos para a rosada, quando conseguiu uma brecha para retrucar, não mediu esforços para dizer algo, — Sim.

 

Sakura mordiscou os lábios e olhou para Sasuke pedindo alguma forma de socorro. O Uchiha por sua vez não disse nada, apenas a encorajou continuar com o que fazia. 

 

Ela voltou seus olhos novamente para baixo, encarando o Akimichi a dona de cabelos cor de rosa forçou um sorriso assim que agarrou a mão em sua direção. 

 

— Sou Sakura e parece que vou te ajudar a arrumar alguém.

[...]


Ela não era acostumada a andar com roupas folgadas, digo não era acostumada a vestir roupas folgadas em público. Ino era o modelo perfeito de seguidora de padrões.

 

 Roupas justas e de marcas, que exibiam até mais que o necessário nada discreto e sim cores bastante chamativas. 

 

Usar uma camiseta larga e de cores neutras estava muito longe dos seus planos. A camiseta pegava maior parte do corpo, pintada de azul e preto destacando a palidez que era sua pele, na parte de baixo tinha improvisado um short de uma das peças de roupa de Sai, os cabelos bagunçados davam um ar relaxado ao visual da moça que de segundo em segundo torcia os lábios totalmente desgostosa com o resultado. 

 

— Você não tem algo mais colorido?Alegre? 

 

Sai que estava sentado, observava a figura feminina se olhar no espelho circular dentro de uma das portas do guarda-roupa. Riu baixo com as palavras ditas. 

 

— Está me chamando de deprimente ou algo parecido?

 

— Talvez — falou a loira, sem a necessidade de encara ló — Você não é muito alegre, não me leve a mal. 

 

— Você pode vestir a roupa que você estava. 

 

— Sem chances — disse a moça, apressada só de pensar em sentir o cheiro forte de bebida de sua roupa anterior. Se bem que só conseguiu se livrar do cheiro de álcool após repetir duas vezes a dose do banho — Não depois do cheiro de vômito misturado com bebida. 

 

— Então, acho que você não tem outra escolha tem loirinha?

 

— Pelo visto não — falou a Yamanaka, distanciando se com passos largos até a cama a ponto de se jogar na cama, afundando o rosto em meio aos lençóis e dos lábios um murmúrio irritado saiu e o rosto aos poucos saiu do esconderijo. 

 

Sai sorriu de canto ao ver aquela cena. 

 

— O quê foi? — perguntou o moreno.

 

— Você não pode ir lá e dar um soco nele e dizer que agora eu sou sua? 

 

Sai riu com aquele pedido e negou rapidamente sem a necessidade de palavras pronunciadas em voz alta. 

 

— Não vivemos mais na idade da pedra — disse o homem, que ousou um pouco em avançar os dedos para os fios dourados massageado o coro cabeludo ao mesmo tempo em que os olhos encaravam o beicinho pidão de Ino — Vamos, você é grandinha consegue resolver isso eu sei. 

 

Ino ao ouvir aquilo acabou soltando algumas lufadas de ar fazendo algumas mexas subirem e descerem até o corpo finalmente subir e ela ficar sentada. 

 

— E se...

 

— Não vai acontecer nada, vocês vão apenas ter uma conversa decente como dois adultos grandinhos — interrompeu o moreno rápido antes que a moça acabasse terminando a frase.

 

— Mais você não...

 

— Posso não conhecer ele Ino — falou o moreno interrompendo mais uma vez a criatura de cabelos loiros — Só que eu sei que não vai acontecer nada demais, mesmo que ele seja um babaca como você diz. 

 

— Posso ao menos vestir um casaco por cima?

 

Sai franziu o cenho com a pergunta, não desviando de jeito algum os olhos dos dela. 

 

— Por?

 

Ino mordiscou os lábios com os dentes, molhando os no processo.

 

— Ele não vai aceitar muito bem a ideia que estou usando roupas de outro cara mesmo que eu explique o motivo. 

 

Sai acabou suspirando após ouvir a pequena explicação, suspirou fundo e se levantou caminhando até o guarda roupa para abrir o guarda roupa e de lá tirar um de seus casacos jogando o sobre a Yamanaka que por sua vez agarrava a peça de roupa antes que ela tocasse seu rosto. 

 

— Obrigada. 

 

Inicialmente não disse nada, aproximou se da moça e puxou o rosto dela para perto de maneira sutil até os lábios tocarem a testa da loira. 

 

— Se por acaso ele bater em você e te levar para uma caverna então eu posso pensar em bater nele.

 

Ino fechou os olhos e riu baixo com o que foi dito.

 

— Obrigada Sai.

Obviamente já tinha terminado outros namoros, ainda sim se sentia nervosa em fazer isso. 

 

Tinha combinado com Gaara de se encontrar no parque, perto do bar apenas por segurança. 

 

Caso o ruivo em questão tentasse algo, tinha como sair gritando por aí feito uma louca dizendo que estava sendo atacada ou melhor aquele lugar era cheio de gente, em outras palavras um lugar cheio de testemunhas iria desencorajar Gaara a tentar alguma coisa. 

 

Pelo menos era assim que ela pensava e esperava que acontecesse. 

 

Estava sentada em um dos bancos daquele parque, observando de minuto em minuto o caminho a sua frente. 

 

Crianças brincando, rindo e se divertindo nessas horas ela assim como outras pessoas Ino desejava a máquina do tempo, para que voltasse em uma época que tudo fosse fácil.

 

 Sua maior preocupação era que cor seria o laço de uma das tranças e não como seria a reação de seu namorado. 

 

Para deixa lá menos tensa Sai concordou em se misturar com a multidão.

 

 Ino estava paranoica achando que aquilo seria como um filme de terror a parte irônica era o dia estar perfeitamente agradável.

 

— Ele não vai me matar, isso vai ser agradável vai ser apenas um término comum só isso — murmurou a loira, batucando os pés no chão.

 

O ruivo tinha chegado silenciosamente, passos quietos e discretos até o banco onde viu uma cabeleira loira mesmo que tão bagunçada daquele modo.

 

 Já estava até imaginando o que ela queria conversar. 

 

Quando a distância se tornou insignificante uma de suas mãos aproximou se dos ombros da Yamanaka e tocou sutilmente um deles.

 

— Você queria conversar comigo Ino? 

 

Ao ouvir a voz do ruivo a  Yamanaka levantou se em choque do banco. 

 

— Oi — murmurou a loira ouvindo imediatamente um riso baixo dos lábios masculinos. 

 

— Eu virei uma espécie de monstro?

 

— Sim, digo não — falou Ino, atrapalhando se com uma fala e outra — Eu preciso conversar com você Gaara. 

 

Ele franziu o cenho com o comportamento da moça, suspirou fundo tentando manter a paciência.

 

— Não me chamou por algum apelido, a coisa deve ser séria — falou Gaara atrevendo se a sentar no espaço livre do banco. Suas mãos repousaram sem pressa pelas pernas — Então o quê quer falar comigo Ino? 

 

Ela fechou suas mãos até que formassem punhos. Deixando as perto do corpo, por segundos desviou sua atenção para frente vendo Sai brincar algumas crianças. 

 

— Ino? — chamou o ruivo — O quê está olhando? 

 

— Nada — disse a moça, apressada temendo que ele percebesse o que encarava com tanta felicidade — O que eu vou te dizer provavelmente não vai ser a melhor coisa do mundo. Então apenas escute tudo bem?Depois se quiser falar pode dizer qualquer coisa, pode me jogar pedras, me xingar me odiar eu só peço que apenas me escute Gaara. 

 

De início o homem ficou espantado pelo tom e o modo que as palavras vindo daquele jeito acabou criando essa sensação. Ele desfez a postura relaxada, trocando a por uma mais correta, as costas retas e as mãos espalmadas sobre as pernas como os olhos sem desvios, encarando a diretamente. 

 

— Pode dizer Ino. 

 

Inicialmente roçou os dentes nos lábios inferiores, molhando os. 

 

— Olha, eu gostei mesmo de estar com você e tenho certeza que sabe disso. O início do nosso namoro foi ótimo, não tenho o que reclamar Gaara e sinceramente me desculpe por ser tão paranoica na maior parte do tempo. Só que depois de um tempo, o encanto que tinha no início de namoro sumiu, eu sei que casais tem suas dificuldades mais isso não é o nosso caso — por segundos a moça fechou os olhos tomando fôlego para continuar — Tudo tinha que ser perfeito. Tínhamos que ser perfeitos como aqueles casais de comercial de shampoo. Tudo tinha que ser simétrico, e isso é insuportavelmente chato. Entramos em um estado que só estávamos juntos pelas aparências Gaara e isso não é certo nem comigo nem com você.

 

Ino parou de falar, sentou se novamente no banco mantendo certa distância dele.  O silêncio tornou se palpável​ entre ambos até mesmo algo insuportável de se aturar. 

 

Gaara passou a língua sobre os lábios, virou a cabeça um pouco para o lado até observar à loira. 

 

— E não me disse isso antes por?

 

— Medo — falou Ino — eu fui uma idiota em usar você como ponto de conforto. Me desculpe Gaara. 

 

Inicialmente ele não disse nada, passou os dedos pelos cabelos encarando o chão a sua frente. O corpo um pouco inclinado para frente, os olhos não desviaram se do foco até um murmúrio sair entre os lábios dele. 

 

— É o quê você quer mesmo? 

 

— Sim — falou a moça que não tardou nem ao menos um segundo para retrucar — Quero sair da área de conforto, me arriscar. 

 

Ele se recompôs no instante em que as palavras passaram por seus ouvidos. Levantou-se,  passando a ficar na frente da loira com as mãos guardadas nos bolsos. 

 

— Acho que terminamos então — disse. 

 

— Terminamos — murmurou a Yamanaka, de cabeça baixa não tinha coragem de ver a expressão no rosto dele ainda sim rendeu se ao impulso levantando um pouco o rosto. 

 

— Cuide se porquinha — disse Gaara. 

 

— Cuide se cabelo de fogo — retrucou. 

 

Depois de dizer aquilo, nenhum nem outro disseram nada. Ficaram se encarando até Gaara decidir ir finalmente embora deixando à sozinha, pelo menos por pouco tempo afinal quando notou uma brecha Sai se aproximou do banco em que Ino estava sentada e a puxou para mais perto até que a cabeça da mulher estivesse deitada sobre seu colo. 

 

— Foi difícil? — perguntou o homem fazendo um leve cafuné sobre o couro cabeludo da moça. 

 

— Um pouco — confessou a Yamanaka sem ao menos encara ló — Querendo ou não acabei de dizer adeus a uma parte da minha vida. E  encarar o novo me dá medo. 

 

— E aí está à graça lindinha — disse Sai que sorriu gentil ao ouvir as falas da moça — Você sabe o que vai acontecer se estivesse na zona de conforto. Arriscando se você não sabe e aí está a graça lindinha. 

 

Ino se levantou rapidamente após ouvir aquelas coisas. Confusa franziu um pouco o cenho. 

 

— O quê quer dizer? — perguntou. 

 

Ele riu com a pergunta, bagunçando os fios loiros dela até ver as bochechas inchando e o riso aumentar um pouco mais. 

 

— Você se arriscou quando terminou com ele, você não sabia o que iria acontecer e ainda sim fez eu sei que está com medo e coisa e tal e isso lindinha, é a coisa boa. 

 

— Ainda não entendi — falou Ino. 

 

Sua resposta não veio exatamente com palavras e sim com gestos, primeiro aproximou se de Ino até a distância ser pouca e enfim fez o que queria, selando os lábios com os dela em algo rápido e sutil.

 

— Isso te responde? 

Ino sorriu largamente após o selinho. Confirmou rapidamente com a cabeça que sim tinha entendido o que ele queria dizer, porém aquilo pelo menos no ponto de vista dela não foi o suficiente e por isso, talvez, não tenha sido surpresa que o homem a sua frente tenha sido puxado brutalmente para perto. Cada mão da loira se alojou rapidamente em cada parte da gola, assegurando se que ele não iria sair dali, os lábios da moça ditavam o ritmo agora, não era modesto como um selinho rápido que mais parecia duas aves se bicando. Agora um beijo de verdade, sem pressa apenas duas pessoas querendo saborear mais daquele momento torcendo para que nada estragasse aquilo. As mãos do homem não se aguentaram mais quietas naquele lugar, não demorou muito para que Sai cedesse ao impulso de toca lá mesmo que algo indireto ele era sutil e sempre optando por gentileza no caso de Ino visto que a loira mais parecia uma bomba relógio. Porém naquela troca de beijos, ambos acabaram se atrapalhando um pouco a ponto de caírem sobre a grama ali em baixo dos pés, rolaram até que os cabelos estivessem bagunçados e algumas folhas completassem o visual. 

A Yamanaka riu após piscar seus olhos algumas vezes, permitindo que o corpo deitasse sobre o abdômen masculino para que enfim repousasse.

— Isso é estranho — murmurou Ino.

Sai riu após ouvi la massageando os fios de cabelo da moça.

— Acredite lindinha, não saber o que vai acontecer é normal.
 


Notas Finais




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