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História Aluna Mentirosa - kim Seokjin - Capítulo 22


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Notas do Autor


Olá bebês, aproveitem o cap, e ignorem os erros se possível.😘

Capítulo 22 - Deixa eu te assumir?


Notei que algumas lágrimas formaram aos seus olhos, mas ele se mantinha forte.

—Como você... Q- quem é o pai?— Jungkook gaguejou deixando as palavras tão confusas quanto ele.

— Hum... Aconteceu— Eu simplesmente não tinha o que falar, nem desculpas a dar, a verdade era aquela. Dolorosa e dura.

O rosto do kook ficou levemente avermelhado. Fixando seu olhar em um ponto longe de mim, quase não me permitia ver as emoções que passavam ao seu rosto naquele momento. Que com certeza não eram boas. Depois da minha afirmação ninguém falou mais nada, aquela pausa pensativa estava me pressionando a continuar com o assunto.

— Eu nem sabia que você estava se relacionando com alguém, por que não me contou s/n? Eu não sou seu amigo? Mas, primeiro me responda quem é o pai? Quem te engravidou?— questionou-me num tom seco, magoado.

— .... — Hesitei por um instante, ele exigia uma resposta nada fácil de ser dita. — Eu não te contei porque não era nada sério kook. Você nem me fala com quem  você fica por aí sem compromisso. Não era tão importante assim, foi só um caso rápido. E o pai... Eu não quero falar sobre ele...— por parte o que eu disse era verdade.

— Por que você não pode? Por acaso não é isso que eu estou imaginando? não é? S/n?— Interrogou.

A nossa conversa ficou bem intensa levando o garoto ao nível de estresse.  Com todas as ameaças que ele fez, Imagino que se ele soubesse quem me engravidou, seria preciso chamar a Polícia para ele não matar a pessoa. Tentei acalma-lo, sendo que eu era  a que mais precisava disso. Porém, fui bem culpada quando inconscientemente em busca de uma satisfação rápida e convincente, disse que o pai do bebê nos abandonou. Depois de muito tempo xingando, e eu apazigando, ele ficou mudo e disse compreendia, finalizou a conversa e, foi embora sem muitas despedidas. Ele me deixou no vácuo, e estava certo, a minha situação era incompreensível até por mim.

Também, fui muito descuidada em largar o teste solto na mochila. Por mim os meus amigos nunca saberiam que dentro de mim existe alguém. Porque eu planejo resolver, antes mesmo do meu corpo expor.

(...)

Hoje o meu pai depositou a minha pensão, o bom é que descobri essa gravidez a tempo, se não teria que esperar o próximo mês para pegar a grana. Peguei parte do dinheiro que é destinado ao meu uso pessoal— o único dinheiro que os chatos confiam em minhas mãos— mas acaba sendo gasto para pagar as refeições escolares— praticamente uma  necessidade—  quase não sobra para para o verdadeiro uso pessoal.

Era umas 2:00 p.m, quando decidi que aquele dia seria o da decisão. Tomei um banho adequado, e me vesti me baseando no meu estado de espírito. Desolada. Peguei praticamente as roupas mais fáceis que encontrei pela frente, sem ao menos me preocupar se as cores se compatibilizavam, ou se o modelo da saia e blusa combinavam. Com a mente numa completa confusão, nem me importo se o que eu for vestir será um saco de batata.

Entrei num ônibus lotado e sufocante, nada tão angustiante quanto aos meus pensamentos. Andando pelas ruas inchadas de consumistas, na parte mais comercial do país, onde tudo está a venda, até mesmo as pessoas. Olhei para frente vendo uma grande vitrine de um loja de produtos infantis no meio de tantas outras. Eram liquidados alguns carrinhos de bebês, variados modelos, funções, um espetáculo que não compreendia e não me ambientaria.  Procurei pelo o preço, não por interesse de adquiri-lo, apenas por uma curiosidades comum. Era quase metade da pensão que recebo, levando em conta que dinheiro que meu pai me dá é considerado uma boa quantia. Sendo praticamente um roubo, um objeto inútil valer mais que o salário mensal de muitos.

Forcei uma  boa imagem de mim empurrando aquilo por aí, e mesmo me esforçando não consegui imaginar o lado bom, nem a felicidade em ter que imigrar as minhas compras para a secção infantil. Desistir de mim mesma, dos meus sonhos, completamente da minha vida para criar uma criança que só me traria dor de cabeça, um corpo ainda mais flácido e responsabilidades extras. Certamente não estava pronta para assumir esse papel e nem gostava de pensar nele. Ser mãe, conceber outro seres humanos, é considerado um milagre, mas não para mim, uma adolescente que nem terminou os estudos e nunca pretendeu ter um filho. Sempre ouvi que o sonho de todas as mulheres é ter filhos, então não posso me considerar uma. Desde criança quando me davam uma boneca, talvez para um treinamento de maternidade implícito, eu sempre cortava os cabelos e as rabiscava até ficarem dignas de uma forte exortação.

Para mim não é desumano interromper um novo ciclo de vida. Sou realista,  o meu mundo não foi feito para suportar alguém a mais,  ainda mais quando veio sem ser convidado.

Não vim ao centro para me intoxicar com suposições de algo que não serve para mim, Na verdade só é o caminho para um lugar nada comercial, criticados por muitos, mestre polêmico em criar debates e gerar múltiplas opiniões. Uma clínica. Eu já sabia mais ou menos a localização, e quando cheguei ao local, estava fechado. Admito que suspirei de alívio

É o que eu quero, mas o medo é inevitável, há uma vida em risco, a minha. Existe também complicações, como os meus pais descobrirem.

Reparei a parede externa, e tinha um papel improvisado pregado nela, com os horários de funcionamento e Telefone. Parecia conciliar com a minha rotina. O atendimento começava um pouco antes, após o fim das minhas aulas. Seria fácil vir aqui, fazer o procedimento bem rápido e voltar para casa como se nada tivesse acontecido.

Pronta para sair daquele lugar, acabei pisando num papel. Desviando o olhar para baixo,vi que no chão havia alguns planfetos espalhado. Aguaxei  peguei um, e limpei rapidamente a sujeira de terra seca na minha blusa. Nele havia o nome da clínica, contatos, horários e um anúncio de promoção. Se eu conseguisse vir até o fim da semana pagaria menos.—Então, está resolvido!— Essa noite vou me acalmar, descansar e toda essa insegurança vai desaparecer. Amanhã, tudo voltará ao normal.

(...)

— Gatinha gostosa, o que está fazendo?— Kook, com a voz radiante, chegou por trás e dando um beijo no pescoço e me assustando, mais pelo fato de ter algo proibido entre as mãos. Rapidamente coloquei o anúncio dentro do caderno e o fechei.

— nada!— sorri, nervosa.

— S/n eu quero te pedir desculpas por te reagido estranho ontem. Foi um choque para mim, e não sabia como lidar. Mas, eu percebi que fui um pouco grosso com você— disse, reflexivo. Se ele não sabia como lidar, imagina eu.

— Não tem problema kook, está tudo resolvido— concluí, com os pensamentos nos meus compromissos após as aulas.

— S/n, Eu quero te ajudar. Sei que não deve estar nada fácil, ainda mais quando aquele babaca, filho da puta te abandonou— disse, rancoroso... — Mas, você não precisa dele e não vamos nunca mais mencionar esse... porque estou aqui e nunca vou te abandonar porque te amo verdadeiramente. Então, Amor, me deixe cuidar de você. Quando você for contar a sua família, eu quero estar ao seu lado e segurar a carga junto com você... Estou disposto a assumir essa criança como minha, eu não me importo se é de outro. Não me importo mesmo! E meus país você os conhece o suficiente e sabe que eles me apoiam em tudo. S/n você me aceita? Aceita que eu me responsabilizo por tudo?— Segurou a minha mão firme, esperando a resposta ao seu pedido.

Continua???



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