História Álvaro, um garoto de mistério - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amarelo, Amor, Armas, Descobertas, Desespero, Dúvida, Futuro, Medo, Mistério, Morte, Original, Passado, Perder, Pistas, Raiva, Segredos, Sexo, Survival, Suspense, Tortura, Viver
Visualizações 56
Palavras 2.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii galera! Só para vocês ficarem cientes, para quem não lembra das características da Thaísa, a imagem do capítulo de hoje representa ela! ;)
Boa leitura!

Capítulo 6 - Nunca mais apareceu


Fanfic / Fanfiction Álvaro, um garoto de mistério - Capítulo 6 - Nunca mais apareceu

Álvaro, Thaísa e eu não falamos nada desde a saída do trem. Eu sinceramente não estava com vontade de conversar agora, então aquele silêncio não me incomodava em momento algum e é claro que tinha várias perguntas para fazer a Álvaro, mas queria fazê-las com calma, quando chegarmos em algum lugar primeiro.

 O que não saia da minha cabeça era a morte de Gregory. Sinto muita pena por ele ter morrido assim, eu merecia estar no lugar dele neste momento, afinal tínhamos feito uma aposta e eu não à cumprir. A vida dele com certeza era melhor que a minha, então porque ele tinha que morrer? Eu não compreendia a tranquilidade daqueles dois, basicamente Álvaro matou uma pessoa e agiu como se fosse algo normal. Estava andando com duas pessoas armas e com certeza encrencadas e é claro que não queria ficar ali, mas não sou idiota de sair dali sem meu pingente e um plano, quem sabe ache outra pessoa que pode me ajudar um pouco, sei lá, vou ter que me virar uma hora. 

 Nos estávamos andando por mais de uma hora e até agora nada. Os dois andavam na minha frente e assim podia observar que eles nem se precipitavam em olhar um para o outro. Não conhecia Thaísa, mas só pela minha primeira visão que tive dela, pude perceber que eles tiveram alguma relação. Eu não queria falar com nem um do dois, mas se eu ficar calada, nunca vou saber para onde estava indo.

 - Para onde estamos indo mesmo? - Thaísa olhou para mim e depois continuou a olhar para frente. Álvaro não olhou para mim por momento algum e isso me fazia ficar mais nevosa com tudo que ele estava fazendo.

 - Estou procurando um lugar para passarmos esta noite. - Thaísa explicava. Não fazia idéia de onde que iríamos ficar no meio do nada, mas espero que ela esteja certa que irá achar algum lugar.

 - Mas... Eu não vejo nada a nossa volta... - Falei sendo óbvia. Thaísa suspirou. 

 - Eu estava em uma caverna à alguns dias. Vamos passar a noite lá. - Thaísa explicava. Álvaro arcou suas sobrancelhas para ela, abrindo a boca para dizer algo, mas parecia ter desistido, continuando assim, a ficcionar seu olhar para frente.

 Depois de muito tempo caminhado pelo enorme sertão, chegamos na tal caverna que Thaísa tinha falado. A caverna não tinha nada de muito especial, mas quando entramos nela pude ver que havia algumas velas apagadas, um saco de dormir, um travesseiro, cobertores e uma mochila, provavelmente com suas coisas.

 - Bom... Eu só tenho uma cama, então um de vocês podem dormir nela. - Toda a atenção foi voltada para ela, mas o que eu não entendia era a reação de Álvaro ao ver aquele lugar.

 - Onde você conseguiu estas coisas? - Álvaro perguntava super sério. Comecei a observar as roupas dele e não achava marcas de onde podia estar meu pingente, queria sair dali logo.

 - Eu roubei de um campista. - Thaísa falava tranquilamente com se fosse algo normal. Álvaro não disse mais nada depois disso, será que era isso que ele esperava escutar? - Olha tenho dois cobertores, o que tiver sem o saco de dormir fica. - Geralmente eu agradeceria por isso, mas não era algo que eu desejaria estar acontecendo. Dei de ombros.

 Álvaro se sentou encostado na parede da caverna e acendeu seu cigarro. Thaísa pegou um dos cobertores e se sentou encostado do outro lado da caverna ao lado da entrada, se cobrindo em seguida. Ela simplesmente fechou seu olhos fortemente esperando que o sono chegasse. Meu olhar voltou rapidamente para Álvaro, onde o mesmo observava Thaísa. Me sentei ao lado dele, afinal tinha que conversar com ele alguma hora.

 - Então... - Ele continuou não aprestando atenção em mim, não deu nem sinais de vida quando eu estava bem ao seu lado. - É assim? - Isso me irrita. - Uma garota chega te agarrando do nada, descubro que aquele trem parece ser tipo um trem secreto... Sei lá! Você mata um cara e ainda me ignora assim??? - Coloquei toda a raiva para fora. Eu estava cansada daquilo tudo, além de falar aquilo comigo quando estávamos no quarto do trem, ele ainda tem coragem de me ignorar assim?

 - O que você quer saber, parece que você já descobriu algumas coisas sozinha. - Ele falava friamente, como se não tivesse feito nada demais.

 - Quem é ela? - Apontei para Thaísa, onde parecia dormir. De qualquer modo não falávamos muito alto. Álvaro suspirou.

 - Nos éramos namorados... - Antes que ele continuasse a falar, queria ver se havia realmente entendido.

 - Eram?

 - Não sei mais. - Ele falava fumando seu cigarro e em menos de um minuto, aquilo não passava de cinzas.

 - Como assim? - Queria entender. Eu não sei por que estava tão curiosa, ele não é mais o mesmo que antes para eu me preocupar com sua vida.

 - Já faz um tempo que não nós vemos. Ela já deve ter dado para muitos por aí. - Como ele pode chamar sua própria namorada de vadia, mesmo sabendo que não tinha feito diferente.

 - Você é um idota! - Dei um tapa em sua cara. - Você traiu ela comigo como se não fosse nada! - Ele olhava para mim surpreso, levando sua mão na região onde tinha batido. - Você pode até não se importar, mas eu me importo! Estúpido! - Sai batendo meus pés no chão para fora da caverna. Durante a saída pude ver Thaísa me observar. Será que ela escutou o que eu disse? Bom, não me importo com mais nada. Durante a noite irei pegar meu pingente e sair dali de uma vez por todas.

 Sai um pouco daquela caverna para tomar um ar e me acalmar e adivinha, nada de Álvaro vir atrás. Aproveitei para ver minha localização. Peguei meu celular para ver se tinha algum sinal onde estava. Infelizmente não havia sinal algum, estava realmente no fim do mundo. Apesar de tudo, agradeci mentalmente por ter comido antes de ter saído daquela confusão, mas mesmo assim fiquei pensando onde iríamos achar comida.

 Depois de uns dez minutos tentando me acalmar, voltei para a caverna, mas Álvaro e Thaísa não estavam mais lá. Eles não podem ter ido embora, suas coisas estavam lá, pelo menos eu espero. De qualquer forma, fui procurar para conferir. Em poucos minutos vi os dois perto de uma enorme pedra, onde pude escutar a conversa deles. O lugar onde eu estava era cheio de árvores e arbustos, então foi bem fácil me esconder para poder espia-los.

 - Você ainda não me disse como saiu de lá. - Álvaro falava tentando entender algo parecendo ser sério. Afinal, do que eles estavam falando?

 - Eu dei meu jeito... Nem sei como explicar isto... - Thaísa falava meio perdida. Álvaro arcou suas sobrancelhas.

 - Eu quero saber! - Álvaro levantou a voz.

 - Vai saber o cacete!!! - Thaísa gritava com raiva. - Não te devo nem uma explicação Álvaro! Você foi embora e eu esperei você voltar por dois anos! DOIS ANOS! - Seus olhos começavam a se formar cheios de lágrimas. Eu não entendia o que estava acontecendo, mas Álvaro parecia ter feito algo sério. 

 - Como você achou que iria voltar? Não é fácil assim! - Ele continuava nervoso. - Mas no final das contar você conseguiu sair sozinha, não precisou de minha ajuda! -

 - Esse tempo todo... eu estava praticamente morta, achei que não ia aguentar mais um dia naquele lugar... - Ela falava em meio aos seus soluços e choro. De qual lugar de tratava? - Mas todas as noite quando eu me deitava, pensava em você e minha esperança voltava...

 - Thaísa... - Ele falava quase sussurrando, tentando tocar no rosto de Thaísa, mas ela desviou de sua ação.

 - Aposto que nem pensou em mim... Ficou com outras não é? - Ela falava desviando seu olhar dos dele. 

 - Nunca foi a mesma coisa... - Ele pegava em sue queixo. Uma lágrima caiu de meus olhos sem que eu percebesse.

 - Comigo também não... - Os dois se aproximavam para um beijo, mas Thaísa chorava constantemente e logo se afastando de Álvaro. Ela saiu dali correndo sem dizer mais nada. 

 Eu também resolvi sair daquele lugar. Não sei porque fui ver aquilo, agora estava bem pior que antes. Isso me fazia lembrar que Álvaro me usou só para matar sua sede de sexo, me fazendo sentir ainda mais um lixo. E pensar que já tentei dormir ao seu lado e lembrar que ele só era um safado oportunista, que depois do sexo não tinha mais nada além disso. Não sei por que estava incomodada com isto, sinceramente, não era para estar perdendo meu tempo pensando em alguém como ele.

 Cheguei na caverna, pegando o cobertor e indo para um canto por lá. Me sentei no chão e me cobri toda dentro dele e lá mesmo comecei a chorar. Escutei alguns passos em minha direção, mas não queria olhar quem era.

 - O que foi... - Era uma voz rouca masculina. Não sei por que ele ainda perguntava. Tentei me recuperar para responde-ló.

 - Não é nada... - Não queria mais falar com ele.

 - Se você está falando. - Revirei os olhos. - Olha... Tá ficando tarde, por que você não fica com o saco de dormir e eu com o cobertor? 

 - Estou bem assim! - Ao falar isso Álvaro tirou a coberta de cima de mim, sendo possível ver minha cara inchada de tanto chorar. - Ei!

 - Aqui. - Ele me deu um de seus cigarros. Peguei mesmo sabendo que aquilo não resolveria. Ele pegou o saco de dormir para mim e logo me deitei sobre o mesmo.

 Thaísa com um tempo voltou para a caverna, sem olhar para nenhum de nós e logo se deitou ao lado da entrada da caverna para dormir. Álvaro também deitou em um canto, mas em um local onde os dois ficavam bem afastados. Aquele era o momento. Não dormiria está noite até que eu pegasse aquele pingente. O maior problema é que depois de uma hora acordada, Álvaro ainda estava acordado e isso não estava dando certo. Me virei para poder ver a Thaísa. Ela estava de costas para a mim e agora tirava seus cabelos castanhos escuros de orelha esquerda enquanto dormia. Pude ver um brinco que era muito parecido com o de Álvaro, um brinco cilíndrico dourado chapeado no meio de sua orelha, exatamente o mesma.

 - Não vai dormir? - Ele perguntava olhando para mim, perdi o foco na hora e só então percebi que estava com meus olhos abertos sem nem mesmo disfarçar.

 - E você? - Ele me mostrou um sorriso. Meu coração palpitava dentro de mim, já fazia um tempo que não via aquele sorriso. Ele deu de ombros para minha pergunta e levantou de onde estava indo em minha direção. Sai do saco de dormir em posição de defesa. - O quê você quer?

 - Por que está assim comigo? - Ele falava sussurrando comigo. Engraçado que ele ainda perguntava.

 - Você terminou de matar um cara com uma faca, só isso. - Fui friamente sarcástica, mas queria lembra-lo da merda que ele arrumou.

 - Eu salvei sua vida.

 - Salvou? Você piorou ela! Me salvar da morte, não significa nada para mim se não tiver um por que viável! Por que você me salvou, se nem mesmo liga para mim!? 

 - Não pense que eu sou um psicopata. 

 - Você é maluco isso sim! Para que matar aquele que já estava incapacitado de fazer algo comigo!

 - To vendo que vou ter que falar... - Do que ele está falando? - Eu não matei o Gregory. - Como? - Eu só tirei a bala que havia perfurado seu peito e o colocado seu corpo em outro quarto para não suspeitarem facilmente da gente. Ele ainda deve estar vivo. - Aquela hora me deu um certo alívio de escuta-lo dizer, que bom que Gregory ainda estava vivo. Mas mesmo assim me preocupava.

 - Mas e se ele dizer que foi você... - Álvaro suspirava despreocupado.

 - Acho que não vão fazer nada, aliás eu não podia matar o Gregory, ele é o dono daquele trem, que levam pessoas fora da lei, como eu. - Ele abriu um sorriso fraco, era bonito ver aquela imagem. Tinha me esquecido que Álvaro ficava sexy com a aquele sorriso, mas minha raiva não tinha saído por causa daquilo.

 - Qual é a sua? Como sabe que não irão chamar a polícia? - Ele suspirou.

 - A polícia não pode descobrir a existência daquele trem, ele nunca nem foi registrado. Então não a chamariam de forma alguma. - Eu não entendia bem essa história toda, mas perdi meu foco quando vi o pingente com a corda para fora, em um bolso de sua blusa. Tentei o esfolar de seu bolso, mas Álvaro segurou meu pulso. Ele olhou fixamente sério para meus olhos. Com sua mão ainda segurando meu pulso, me puxou para um abraço apertado. Não existia mais espaço entre nós naquele momento, era um abraço gostoso, mal lembrava de como eu gostava daquilo e queria entender o por que desta atitude repentina. - Você é mesmo a Anna Varmas? - Arregalei meus olhos. Por um momento passou uma dúvida pela minha cabeça. Eu nunca tinha nem mencionado que aquilo era uma lembrança que meu pai havia me dado no passado.

 - Como assim Álvaro... - Eu correspondia ao abraço de qualquer forma, não ia desfazer isto por nada. Sentia saudade daquilo, eu dependia daquilo agora e mesmo depois de tudo que ele fez, ainda me sentia uma criança fraca perto dele.

 - Então o Sr. Varmas é seu pai... - Ele falava com sua voz rouca e suave em meu ouvido. Comecei a chorar de repente, mal sabia se estava pensando certo naquele momento.

 - Você... o conhece?


Notas Finais


Sim, capítulo recheado para vocês, vem bomba!
Horários:
.Toda semana, quinta-feira de madrugada.
Até o próximo capítulo! ;)


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