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História Alvorada - Capítulo 1


Escrita por: Kiyuiichan01

Notas do Autor


Disclaimer: Naruto pertence ao Kishimoto-sensei ;D

Capítulo 1 - Capítulo I


O sol se encontrava na linha do horizonte quando seus pés alcançaram os portões de Konoha, tingindo o céu ainda ligeiramente azul e as nuvens com tons alaranjados naquele final de dia. O movimento das pessoas entrando e saindo da vila estava cada vez maior, sempre observava toda vez que precisava passar longos períodos longe de casa. E quão longo esse havia sido. Onze meses e dez dias. Quase um maldito ano.

 

Suspirou. Sim, já havia passado períodos maiores, como quando Sarada era uma criancinha, mas a cada vez que colocava os pés fora de Konoha e deixava um pedaço seu em casa, seu coração iniciava a contagem regressiva para o retorno tão aguardado. E como não poderia?

 

Não importava em que parte do mundo seu olho esquerdo o levasse, ansiava todas as noites antes de dormir pelo sorriso caloroso de sua esposa e de sua filha. A cada árvore de cerejeira em seu caminho que apertava seu coração, na ansiedade de sentir com seus próprios dedos a maciez dos cabelos róseos que tanto adorava. Perdia a conta de quantas vezes sonhava com a voz das duas lhe recebendo animadas assim que abria a porta de casa e anunciava sua chegada. Um ligeiro sorriso brincou em seus lábios.

 

Finalmente esse dia havia chegado.

 

Deveria se dirigir ao escritório do Hokage para reportar sua missão, mas depois de onze meses e dez dias fora, decidiu que acrescentaria mais um dia àquela soma para o Nanadaime, e se Ino o detectasse na barreira de Konoha e o dedurasse para Naruto descobririam a dor lancinante das chamas inesgotáveis da Amaterasu.

 

Direcionou os passos para sua residência, lembrando na última mensagem de Sakura que ela não havia destruído a casa novamente, então ainda era o mesmo endereço. Sorriu com a lembrança. Ou talvez com a perspectiva de encontra-la finalmente.

 

Ao dobrar uma esquina, avistou sua casa e um misto de sentimentos o invadiram a medida que diminuía a distância até ela. Será que sua esposa estaria em casa? Sakura era chefe do hospital e estava sempre correndo entre pacientes, papéis em sua sala, cirurgias. Admirava-a imensamente por isso, mas desejou que pela primeira vez ela estivesse em algum turno mais curto no trabalho.

 

Sabia que Sarada estava treinando com seu time. Havia passado por perto do campo de treinamento quando estava chegando em Konoha. Pelo que observou a distância, o treino seria longo, então a veria bem mais tarde. Mesmo sem falar com a jovem, seu coração bateu mais leve ao ter um vislumbre dela, concentrada em sua atividade, olhos escarlate atentos aos ataques dos companheiros. Será que dessa vez teria mais tempo na vila para passar com ela?

 

Seus pensamentos foram interrompidos pela melodia sendo entoada tão baixa que quase não escutou quando abriu a porta de casa, sem fazer barulho. Ah, conhecia aquele cantarolar baixinho. Seu coração pareceu cantar junto com Sakura, que estava tão concentrada arrumando algumas sacolas na cozinha, sem perceber que havia jogado-o no melhor dos genjutsu.

 

Um pequeno sorriso se formou nos lábios de Sasuke, sentindo cada fibra de seu corpo aquecer ao observar atentamente os cabelos róseos curtos tão macios, suas mãos delicadas organizando compras no balcão, o símbolo do seu clã no vestido vermelho que as vezes o fazia se perguntar se aquilo era real.

 

Parecia estar vivendo um sonho há tantos anos e ali estava a responsável por destruir suas muralhas intransponíveis, por substituir a escuridão em sua alma tão ferida e inunda-la com amor, esperança, como os primeiros raios de luz da manhã.

 

Conseguiu sair do genjutsu apenas pela necessidade ardente de se aproximar dela. Silenciosamente, passou o braço pela cintura esguia de Sakura, afundando o nariz em seus cabelos. Céus, como sentira sua falta.

 

- Sasuke-kun...! – Sakura murmurou sobressaltada, mas sem conter o sorriso que se formou em seu rosto ao se virar para ele. – Eu poderia ter batido em você, sabia?

 

- Eu correria esse risco. – Sasuke murmura, um leve sorriso de canto surgindo em seus lábios.

 

Sakura sente o rosto aquecer levemente, mas não consegue desfazer o sorriso nem se tentasse. Havia recebido a mensagem do seu retorno, mas não imaginava que seria naquele dia. Ainda assim, a surpresa não conseguiu ser maior que a felicidade pela chegada sem aviso.

 

Seus olhos esverdeados se perderam no olhar profundo de Sasuke, no calor que emanava dele tão próximo, que sentira tanta falta. Tinha certeza que ele podia ouvir seu coração ressoando apaixonado, sem conseguir conter o amor indescritível que sentia por ele. Como ele fazia isso depois de tantos anos juntos?

 

Sasuke a beijou antes que pudesse enlouquecer em antecipação ali mesmo, e Sakura não teve a menor dúvida que os lábios dele contra os seus, tão maravilhosos depois de tanto tempo longe, foram os responsáveis por fazerem com que esquecesse que a qualquer momento Sarada poderia irromper pela porta.

 

Por um ínfimo segundo, pensou em lembra-lo, mas ao sentir a mão dele se perdendo em seus cabelos lentamente, Sakura não pode fazer nada além de suspirar em aprovação, entreabrindo os lábios para a língua ávida dele. Não era todo dia que Sasuke a beijava apaixonadamente na cozinha, correndo o risco de serem vistos por sua filha, mas não se importava mais. Ele era a única coisa que importava.

 

Não soube quantos beijos intensos haviam trocado, ou se já havia passado um minuto ou uma eternidade, mas assim que a mão de Sasuke deslizou para sua cintura, guiando-a para cima do balcão, Sakura percebeu que talvez estivessem arriscando demais.

 

- S-Sasuke-kun-

 

- Sarada está treinando agora. – E ele a beijou novamente antes que Sakura argumentasse qualquer coisa que não fosse importante naquele momento.

 

Sakura sorriu entre os lábios dele, as mãos em seu peito.

 

- E você se certificou pessoalmente disso? – Ela perguntou.

 

Sasuke sorriu de canto, ocupando o pescoço dela com suaves beijos que a fizeram suspirar em seu ouvido, e arrancaram o sorrisinho que estava nos lábios de Sakura. Estava difícil enxergar mais alguma coisa além de sua esposa, sentada no balcão da cozinha, suspirando seu nome, as bochechas rosadas, as mãos rapidamente puxando-o pela camisa para um beijo ardente.

 

Sasuke mal conteve o som rouco que escapou de sua garganta quando o movimento de Sakura colou mais ainda seus corpos, as longas pernas prendendo-o de uma forma deliciosa a ela, e agora nada fazia mais sentido além de devorar sua esposa ali mesmo. Haviam sido onze malditos meses. Uma pequena e distante parte de seu cérebro o avisava para leva-la ao quarto, mas antes que pudesse obedecer – ou ignorar completamente – uma voz esbravejou pelo aposento.

 

- Ei, ei, ei! O que vocês acham que estão fazendo no meio da cozinha, seus irresponsáveis?! Sarada-chan pode aparecer a qualquer momento! – Naruto estava parado na porta, horrorizado com a cena que se desenrolava. Ou iria se desenrolar se ele não atrapalhasse. Como sempre.

 

Sasuke desceu uma Sakura extremamente vermelha do balcão da cozinha, certo que uma veia pulsava em sua têmpora, e se amaldiçoando porque aparentemente não havia cuidado de Naruto.

 

- Naruto, ficou maluco?! – Sakura gritou com ele, sem saber se vermelha de vergonha ou de raiva. – Você não pode entrar na nossa casa assim! – E arremessou algumas sacolas nele, o qual conseguiu desviar.

 

- Bom, ainda bem que eu fiz isso hoje! Imagina se fosse a minha sobrinha! Ia ficar traumatizada pro resto da vida, seus-!

 

- Dá pra se acalmar, seu retardado?! – Sakura ainda gritava. – O Sasuke-kun garantiu que ela estaria treinando agora!

 

- Espera aí! – Naruto fez uma expressão confusa por um segundo. – Por isso o Boruto disse que ia se atrasar pro jantar? Ah, seu-!

 

- O que você quer afinal, idiota? – Sasuke perguntou, cenho franzido.

 

- Agora eu quero quebrar a sua cara por ter usado o meu filho de distração pra tran-!

 

Sakura arremessou uma cadeira nele, furiosa e ganhando mais tons vermelhos na face.

 

- Já chega! – Ela o ameaça. – Você tem cinco segundos pra dizer o que veio fazer aqui, Naruto, ou juro que vou arrebentar a sua cara até a Hinata não poder reconhecer mais!

 

Naruto engoliu em seco ao escuta-la cerrando os punhos ameaçadoramente, os olhos verdes ainda mais assassinos do que ele jamais havia visto.

 

- C-calma, Sakura-chan. – Ele ergueu as mãos em defesa. – Na verdade, vim atrás do Boruto, mas até esqueci depois de ficar traumatizado com vocês dois se agarrando no meio da cozinha.

 

Sasuke rolou os olhos, impaciente, mas foi Sakura quem se adiantou:

 

- Agora você já sabe que ele está treinando. Adeus, Naruto.

 

E o empurrou para fora de casa, fechando a porta, e ignorando completamente quando ele comenta que Sasuke deveria ter ido reportar a missão primeiro. Sakura reprimiu a vontade de dizer que a única missão de Sasuke ele tinha estragado, mas segurou sua língua, e encostou na porta, suspirando irritada. Maldito Naruto!

 

- Como ele tem essa capacidade depois de tantos anos? – Sakura reclamou.

 

- Hn.

 

Os olhos verdes encontraram o olho ônix dele, e Sakura não conseguiu evitar o rubor em seu rosto diante da intensidade do olhar e dos arrepios que a lembravam o que a mão dele, os lábios e a língua estiveram fazendo com ela a poucos minutos atrás. Seu coração disparou a medida que Sasuke se aproximou em passos lentos, sem jamais deixar de olha-la.

 

- Passei muito tempo longe da minha esposa pra deixar o Naruto nos atrapalhar, Sakura.

 

E seus lábios capturaram os dela novamente, deixando-a sem saber se os arrepios que a percorriam agora foram por suas palavras ou pela maneira apaixonada como a beijava – ou pela mão que havia mergulhado lentamente em seus cabelos, lhe arrancando um suspiro.

 

Queria sorrir contra seus lábios, dizer que o amava, que estava tão feliz por estar em casa novamente, e que era sua. Apenas sua. Mas decide que falaria tudo isso depois. Assim que seus braços envolveram o pescoço dele, memorizando novamente o seu gosto em sua língua, uma voz feminina anunciou sua chegada.

 

- Tadaima!

 

A porta se abriu no instante em que os dois se separaram e Sakura podia jurar que nunca havia tido reflexos tão rápidos para desencostar da porta antes que Sarada abrisse e entrasse na casa.

 

- Papa! – Sarada exclamou, surpresa, porém com um sorriso enorme. – Você voltou!

 

A expressão de felicidade foi logo substituída por uma sobrancelha erguida assim que Sarada analisou melhor o ambiente que a recebia. Várias sacolas de compras no chão e uma cadeira revirada, além de sua mãe rapidamente se ocupando em arrumar a bagunça, de costas para ela. A ponta da orelha dela estava vermelha?

 

Sarada ergueu os olhos negros para Sasuke, confusa.

 

- O que aconteceu aqui? – Ela perguntou.

 

- Naruto. – Sasuke respondeu, pegando a cadeira e usando seu chakra para conserta-la em alguns segundos.

 

Sasuke sente que Sakura ganhou mais alguns tons de vermelhos, que tentava esconder de Sarada, assim que ouviu sua mentira parcial. Quer dizer, a bagunça havia sido culpa de Naruto. Talvez outras pessoas tivessem sido responsáveis pela bagunça se ele não tivesse atrapalhado, mas Sarada não precisava saber disso.

 

- Nanadaime-sama estava aqui? – Sarada perguntou, empolgada, mas rapidamente balançou a cabeça. – Quem se importa? O importante é que você voltou, papa!

 

Sasuke sorriu levemente, pousando a mão na cabeça dela e afagando seus cabelos negros, tão parecidos com os seus. Notou que durante o longo tempo que ficara longe de casa, o cabelo de Sarada estava um pouco abaixo dos ombros e ela havia crescido alguns centímetros. O que não havia mudado era o sentimento do quanto havia sentido falta dela e como seu coração aquecia com aquele sorriso amável.

 

- Ande, vamos ajudar sua mãe a arrumar essa bagunça. – Sasuke falou, e ela assentiu, prontamente.

 

Mais uma vez, Sasuke não conseguiu evitar ser lançado em um genjutsu ao observar a filha ajudando Sakura na arrumação. Durante tantos anos de sua vida, sempre acreditou que o seu caminho era apenas um, e nele não havia nada além de tristeza, escuridão, ódio. As vezes não entendia como esse caminho havia deixado de existir para dar lugar a algo que não imaginaria nos seus melhores sonhos. E sem dúvida, aquelas duas eram as que davam sentido a absolutamente tudo. Mal percebeu que um pequeno sorriso brincava em seus lábios.

 

Sakura o olhou de esguelha, sorrindo, e seus olhos se prenderam por um segundo mais longo do que deveriam, fazendo-a corar levemente.

 

- Mama, onde guardo esses? – Sarada a trouxe para a realidade.

 

- Aqui, querida. – Sakura apontou para o armário, novamente se ocupando em arrumar as compras das sacolas.

 

Sasuke as observou mais alguns segundos, sem deixar de notar a forma animada como Sarada contava do treino, o sorriso de Sakura, o símbolo dos Uchiha nas costas das duas. Sasuke não conseguiu evitar as batidas mais leves de seu coração.

 

Sim, era ali onde deveria estar sempre.


Notas Finais


Olá a todos!
Talvez muitos não me conheçam, afinal fiquei um hiatus de nove anos sem escrever, mas, sim, sou a Kiyuii-chan, que postava em outro site de fanfics :D Fiquei tanto tempo sem escrever que perdi minha senha do login antigo e tive que criar esse perfil novo, huahahauahau. Inclusive esse é meu perfil atual no Fanfiction Net agora também.
Espero que gostem da abordagem dessa fanfic. Eu simplesmente adorei a nova família Uchiha e vejo muita coisa a ser explorada, inclusive nesse relacionamento do Sasuke e da Sarada. É isso que tentarei fazer e espero que gostem! E que eu não esteja muito enferrujada ;D


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