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História Alvorecer - TWD - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Alvorecer - TWD - Capítulo 7 - Capítulo 7

A noite passou fria e lenta, de manhã com todos de pé foi distribuído algumas armas brancas que Carl achou, eu deixei os outro pegarem, já tinha as minhas.

- Nós precisamos é de armas de fogo, não dessas. - Andrea falou.

- Não podemos arriscar de dar tiros desnecessário por qualquer motivo, eu, Rick, Daryl e Domy vamos ficar com elas. - Shane disse.

- Por que ela pode ficar com armas e eu não? - A loira estava com uma expressão indignada.

- Talvez porque eu tenho treinamento e sei manuseá-las corretamente. -Disse com sarcasmo. - E também só usaria em último caso.

- Vamos focar no importante aqui pessoal. - Rick interrompe a possível discussão.

- A gente vai seguir por uns 7 quilômetros pelo riacho e voltar do outro lado. - Daryl se pronunciou, falando o plano de busca. - O riacho era a única referência dela.

Seguimos caminhando pela floresta, eu e o caçador na frente, avistamos uma barraca no caminho, a garota poderia estar lá dentro. Daryl foi verificar, abrindo com cuidado, ele só encontrou um homem morto e uma arma. Iriamos continuar quando ouvimos barulho de sinos, corremos para onde vinha o som, encontrando uma igreja, chegando na porta me posicionei com uma flecha preparada no arco, Rick abriu e entramos.

Tinha quatro zumbis sentados nos bancos, de uma forma bizarra pareciam estar rezando, me aproximei e soltei a flecha em direção do que estava mais perto de mim, o restante foram mortos pelos outros.

Não tinha nenhum vestígio de Sophia, os sinos tocaram de novo e corremos para fora, era somente um alto-falante com timer, Carol pediu um tempo lá dentro, eu me sentei debaixo de uma árvore para esperar. Um tempo depois nos juntamos.

- Vocês podem voltar, o Daryl está no comando, eu e Rick vamos procurar por aqui mais uma hora. - Chegando perto Shane disse.

- Você vai mesmo nos separar? – O Dixon perguntou.

- É por pouco tempo. - O Grimes responde. - Domy você pode vir junto?

- Sim. - Confirmei me levantando.

- Eu também vou, Sophia era minha amiga. - O garoto se impos, fazendo os pais permitirem.

- Vamos lá então Little Grimes. - Coloquei minha mão em sua cabeça, indo em direção da floresta.

O caminho estava silencioso então foi fácil ouvir galhos se quebrando, fiz sinal para que parassem e indiquei a direção. Um cervo grande apareceu na nossa frente, ele daria um bom jantar, estava puxando a corda, mas Rick segurou meu braço, Carl estava caminhando e olhando maravilhado para o animal.

Ficamos observando o garoto se aproximar, ele estava bem perto quando um tiro atingiu o cervo e o menino.

- Carl! - Corri até o corpo caído, tinha sangue saindo de seu tórax.

Rasguei sua blusa para olhar a situação do ferimento, a bala entrou em forma de estilhaços, o sangue não parava de escorrer, o policial parou do outro lado completamente transtornado.

- Rick preciso do seu cinto. - Peguei um pano dentro da minha mochila e pressionei o ferimento. - Rick faz o que eu falei.

Gritei para tirá-lo do estado de choque, quando estava com o cinto fiz um torniquete improvisado, o culpado pelo tiro aparece pedindo desculpas, falando que tinha sido sem querer, disse que tinha alguém que poderia ajudar a salvar o garoto.

- Tem uma casa mais para frente, procurem por Hershel, ele pode ajudar. - O cara que era gordo com altura mediana disse. 

O Grimes pegou seu filho e saiu correndo, eu fui junto. Corremos pelo campo, já dava para ver a casa, eu tentava ajudar a carregar o garoto também, Rick estava muito cansado. Um senhor apareceu na varando.

- Ele foi mordido?

- Não, baleado pelo seu amigo. - Disse ofegante.

- Ele falou para procurar pelo Hershel, é você? - Rick perguntou desesperado. - Ajude meu filho.

- Leve ele para dentro, Patricia pegue meu kit, Maggie os remédios. - O homem entrou na casa e indicou um quarto. - Coloque ele na cama.

- Eu conheço de enfermagem posso ajudar. - Me aproximei, retirando os braceletes e luvas de couro dos braços, passando álcool que me foi estendido por alguém.

- Isso vai ser importante, pressione o ferimento dele. - Hershel pediu para mim.

Começamos a tratar a ferida, tinha seis estilhaços de bala dentro do garoto, quando fomos tirar, Carl começou a se debater, tentei segurá-lo, mantê-lo firme para não machucar mais, a dor foi tão grande que o menino desmaiou.

- Menos um, só faltam mais cinco. - O senhor contou.

Fiz um curativo no peito de Carl, mas percebi que sua barriga estava inchada, aquilo indicava que o mesmo tinha hemorragia interna.

- Senhor Greene ele está com hemorragia, vai ser preciso uma cirurgia mais delicada para conter o sangramento. - Falei com ele.

- Vai ser complicado, vamos falar com o pai dele.

Fomos para sala encontrar Rick, eu me posicionei do lado dele.

- Seu filho está com hemorragia, vou precisar cortá-lo e reparar a veia, mas ele não pode se mexer. - Hershel explicava a situação. - Não tenho todos os materiais necessários, faltam alguns equipamentos que vão ajudar a mantê-lo vivo.

- O hospital pegou fogo mês passado, tem o da escola que estava tomado mas já deve estar melhor. – O tal Otis falou.

- Não importa se tem muitos, eu consigo pegar o que precisa. - Eu falo, já pensando nas possibilidade de como deveria ser a busca.

- Eu vou precisar de você aqui se as coisas se complicarem e o Rick não pode ir porque vamos precisar de mais sangue. - O mais velho nega.

- Eu vou então, preciso de uma lista e mapa. - Shane disse.

- Não precisa é a uns 8 quilômetros daqui, você não pode ir sozinho, e eu sei como achar o que vai estar na lista - Otis se oferece.

Eles se aprontaram e partiram, ficamos monitorando Carl, Maggie a filha do senhor saiu a cavalo para buscar Lori. O tempo ia passando e os homens não chegavam, Glenn e T-Dog apareceram na fazenda para tratar do ferimento do T. Aquela espera e o fato de não poder fazer muita coisa era agoniante.

O Little Grimes acordou por alguns segundos, mas logo começou a sofrer uma convulsão, o cérebro estava recebendo pouco sangue, ele precisava de mais.

- Pode tirar o quanto precisar. - Rick fala. 

- Você já está fraco demais, eu posso doar sou A negativo . - Disse começando a me preparar.

- Vai ficar fraca, você tem que me ajudar na cirurgia. - Hershel não queria fazer.

- Isso não vai ser nada, já passei por coisas piores, vou estar bem para te ajudar. - Me sentei do lado da cama para começar o procedimento.

Os pais tinham uma grande decisão para tomar, o garoto precisava ser operado mesmo sem os equipamentos. Eles concordaram em fazer, movemos Carl para uma parte mais elevada e com luz, mas antes de começarmos a caminhonete voltou, sem Otis, mas trazendo o que precisávamos, a cirurgia demorou um pouco e eu ajudei em tudo que pude.

- Tudo ocorreu bem, ele parece estável agora. - Falei quando sai para varanda onde todos estavam.

Rick me abraçou e agradeceu, Lori também, assim como agradeceram Hershel. Mas eles tinham que falar de Otis para a mulher dele. Eu me sentei nos degraus e respirei aliviada, era muita pressão cuidar de quem conhecemos e gostamos como eu gostava daquele garoto, mas no final deu tudo certo, agora era só esperar sua recuperação e procurar por Sophia.

Já era a segunda noite sem dormir, mesmo cansada não conseguia dormir. Pela manhã o resto do grupo chegou, estávamos unidos outra vez.

- Como ele está? - Dale se aproximou.

- Ele vai viver. – Lori falou sorrindo. – Graças a Hershel e sua família, a Dominique e Shane também.

Organizamos um novo acampamento na frente da casa embaixo de algumas árvores, Maggie trouxe um mapa topográfico, que iria ajudar bastante.

- Vamos dividir em áreas menores para cada grupo e procurar pela Sophia. – Rick mostrou no mapa.

- Você não vai a lugar nenhum, desmaiaria depois de 5 minutos no sol quente. – O Greene proibiu e se virou para Shane. – Você também não pode forçar o tornozelo.

- Eu vou sozinho cobrir uma parte do rio. – Daryl falou.

- Vou com você, nós dois sabemos rastrear. – Disse checando a arma. – E antes que falem alguma coisa eu estou bem, os outros podem ficar e terminar de nos estabelecer.

- Posso pegar o carro e voltar na estrada, pra caso ela tenha voltado. – Shane sugeriu.

- Pode trazer minha moto para fazenda? – Pedi para ele que concordou a contra gosto. 

- Eu queria pedir que não andassem armados na minha propriedade. – O nosso anfitrião pediu e eu olhei-o de olhos arregalados. – Sobrevivemos até agora sem elas e gostaria de continuar.

Eu discordava disso, não era inteligente e pelo visto eu não era a única.

- Está bem a fazenda é sua. – Rick colocou seu revólver em cima do mapa, bufei com isso. – Mas peço que deixe pelo menos um rifle para vigia, o Dale é experiente.

- Quem for nas buscas também precisa de armas, quando voltarmos vamos guardar elas. – Eu me pronunciei, Hershel concordou com os termos.

Fui preparar algumas coisas básicas numa mochila, para depois encontrar com Daryl e seguir para busca.

- Vamos logo, pra podermos cobrir mais terreno. – O caçador chamou.

Seguimos em direção ao riacho, gostava de andar pela floresta, o cheiro era muito bom.

- Você começou a caçar porque tinha a besta? – Eu perguntei para quebrar aquele silêncio. – Eu aprendi a caçar porque tinha o arco.

- Eu comecei a caçar desde pequeno pra poder comer, quando eu fiquei mais velho conseguiu a besta.- Daryl deu de ombros.

- Quem me ensinou foi um amigo do meu pai, ele virou tipo um padrinho para mim. – Sorri com a memória. - Lembro que quase todas as vezes ele brigava comigo, por não saber andar sem fazer barulho, foi difícil consertar isso.

O Dixon soltou uma pequena risada, eu gostei do som, queria ouvir mais vezes.

- Mas em compensação a mira era excelente, tanto para o arco como para armas de fogo. – Me gabei.

- Eu gostava de brincar na floresta, aí aprendi a seguir e reconhecer os rastro, depois não parei mais de caçar. - Ele disse.

Mais a frente tinha um descampado, prestando mais atenção percebi uma casa, fomos até lá conferir, entramos devagar, conferindo cada cômodo, eu andava com a corda do arco tensionada pronta para atirar. Na cozinha achamos um armário que foi usado como abrigo por alguém pequeno, também tinha restos de um enlatado.

- Sophia. – Daryl gritou quando saímos para fora.

- Sophia você está aqui? – Gritei também, mas não houve resposta.

O Dixon se aproximou de umas plantas, tirou algumas flores e veio na minha direção.

- São rosas cherokee.

- Nascidas das lágrimas que as mulheres cherokee derramaram, as pétalas representando as nações cherokee e o dourado o ouro retirado das terras, é uma bela história. – Olhava-o suavemente. – Meu pai me contou uma vez, nunca mais eu esqueci.

- Isso pode ser um sinal pra Sophia, vou levar pra mãe dela. – Ele falou, parecia meio envergonhado. – Fica com essa.

- Oh, obrigada. – Agradeci meio atrapalhada.

Era compreensível ele levar para Carol, mas não esperava que ele me desse uma, coloquei ela com todo cuidado presa no meu cabelo, o contraste ficou bonito. Fiquei com um sorriso bobo o caminho de volta todo, resolvemos caçar o jantar dessa noite, conseguimos alguns esquilos e coelhos, a redondeza parecia ter muitos animais.

- Vamos fazer uma pausa de uns 5 minutos. - Pedi, olhei em volta para confirmar se estamos seguros e me sentei no chão cheio de folhas.

Mexi na mochila pegando duas garrafas de água, joguei uma para o caçador quando o mesmo se sentou na minha frente. Não conversamos, acho que o Dixon falou comigo mais do que era acostumado, optei por falar só o necessário e respeitar o espaço dele. Me levantei depois de um tempo, bati as mãos na calça para tirar a sujeira e estiquei os braços para cima me alongando, meu corpo estava dolorido por causa do cansaço.

- Acho que podemos continuar, as caças ainda precisam ser limpas hoje. - Virei para Daryl, que encarava todos os meu movimentos, estiquei a mão para ajudá-lo a se levantar.

- Eu dou conta de levantar sozinho. - Falou grosso, puxando a besta para perto dele.

- Sei disso. - Arqueei uma sobrancelha, balancei a mão incentivando-o, ele só podia ser bipolar, a pouco ele estava calmo e no segundo seguinte está irritado, é difícil compreendê-lo.

Ele ignorou minha ajuda e se levantou, revirei os olhos e bufei para sua atitude. Quando chegamos ajudei a limpar a caça, e fui dar uma olhada em Carl.

- Hey Little Grimes, está acordado? – Coloquei minha cabeça para dentro do quarto avistando pai e filho me olhando.

- Pode entrar Domy. - Entrei e me sentei na beira da cama, tocando a ponta do nariz de Carl.

- Parece que tem alguma coisa diferente em você. – Fiz cara de dúvida e coloquei a mão no queixo. – Por acaso cortou o cabelo?

- Não, é o chapéu que está diferente, meu pai me deu ele. – O garoto abriu um enorme sorriso .

- Ah! Então é isso, não tinha reparado nele. – Disse sorrindo também. – Mudando de assunto, sabia que você tem meu sangue agora? Eu virei tipo uma parente sua.

- É mesmo! Você poderia ser minha irmã mais velha. – Ele ficou animado com a ideia.

- Se você quiser posso ser a melhor irmã mais velha, claro se seu pai deixar.

- Eu acho ótimo, seja bem-vinda a família. – Rick falou sorrindo acolhedor.

Eu tive que segurar as lágrimas nesse momento, um calor que achei nunca mais sentir se apossou do meu coração.

- Isso é bom, quando achar chocolates vou dividir com você pirralho. – Me levantei apressada.- Agora eu tenho que ajudar lá fora, mas prometo que volto aqui mais vezes.

Sai rapidamente da casa me afastando, tentava enxugar minhas lágrimas, não sei se chorava de tristeza e saudades da minha família ou se de alegria por ter ganhando uma nova oportunidade, acho que era tudo junto.

- Você tá chorando? O que aconteceu? – Virei dando de cara com o Dixon.

- Não é nada. – Passei a blusa pelo tosto.

- Ninguém chora assim por nada. – Falou rude, mas pareceu se arrepender.

- Estava com Carl e Rick, quando brinquei que eu tinha virado parente dele por causa do sangue, ele levou a sério e disse que eu seria sua irmã e que entrei para família . – Tentei explicar da melhor maneira sem parecer idiota. – O tema família sempre foi complicado para mim, e ser incluída em uma quando achei que estava sozinha mexeu comigo, mas não liga para mim é coisa boba.

- Não é bobagem. – Ele disse me encarava intenso, o mesmo estava muito próximo de mim, ficamos nisso até eu desviar o olhar envergonhada. – Eu vou nessa.

Não me deu chance de falar nada, virou de costa e foi embora, fiquei igual retardada olhando ele se distanciar, depois desse estranho momento me recuperei do choro e fui para minha barraca. Peguei roupas limpas e guardei as armas ficando só com a faca, me dirigi até o trailer de Dale pedindo se eu poderia tomar banho, ele permitiu e fiz minha higiene, vesti minha nova blusa de raposa que ficou linda. Sai do veículo e fui para perto dos outros.

- Eu não acredito que você pegou mesmo essa camisa. - T-Dog riu de mim quando cheguei perto dele, de Glenn e Maggie.

- Realmente gostei dela, não tinha o porque não pegá-la para mim. - Fiz pouco caso, ele não tinha senso de moda.

- Eu gostei, ficou bem em você. - Maggie elogiou.

- Até que enfim alguém que me entende, você vai ser minha amiga gata. - Pisquei um olho para ela fazendo eles rirem.

- O que tem para comer? Estou morrendo de fome. - Fiz uma cara de dramática e fui atrás de comida.


Notas Finais


E ai pessoal, tudo bem??
Comentei para saber se estou indo bem, agradeço de ❤😙


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