História Alvorecer - Capítulo 7


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Categorias Amor Doce
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Palavras 2.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Respeitando a rotina do nosso Príncipe Lys, aqui estamos com mais um capítulo, postado as 7 da manhã kkkkkkkkk um pouco mais tarde do que o galo Romeo gostaria, mas é o que da kkkkkkkkkkk

Capítulo 7 - A devoção e o amor dormentes


– Pensei que já estivesse dormindo – ela comentou, abaixando os olhos para os próprios pés.

Olhei para o relógio na parede da cozinha. Quarenta minutos haviam voado sobre minha cabeça desde o momento que todos se retiraram até o presente.

– Não, ainda não – sorri pela felicidade de poder conversar um pouco mais com ela. Eu já havia perdido as esperanças, mas para a minha sorte, o destino me provou errado. – Não consegue dormir?

Ela meneou a cabeça em resposta. O movimento fez com que uma mecha de seu cabelo liso escorresse do ombro para o seio em uma fluidez que hipnotizou meus olhos.

– Tem algo que eu possa fazer? – perguntei, começando a ficar preocupado. Ela parecia inquieta, ansiosa com algo que eu não entendia. Talvez estivesse com vergonha de me revelar alguma necessidade. – Deseja um cobertor a mais? – tentei supor.

– Não, não – ela negou, parada no mesmo lugar, com os braços cruzados na frente do corpo. Sua perna esquerda se aproximou da direita como se quisesse escondê-la de minha presença. A aflição logo se instalou em meu peito. Matava-me vê-la daquela forma e não poder fazer nada para reconfortá-la. – Está tudo ótimo – ela virou o rosto para longe do fogo, a única luz presente, escondendo-o nas sombras.

– Eu sinto muito pela forma como a tratei, Lynn – eu disse, fazendo um esforço descomunal para ficar sentado no lugar ao invés de me precipitar até ela. – Desrespeitei seu espaço.

– O quê? – ela se virou para mim com os olhos verdes arregalados. – Não, claro que não! – ela balançou a cabeça e apertou ainda mais o próprio abraço. – Você não fez nada errado.

– Você me pareceu tão assustada – refleti, lembrando-me da expressão em seu rosto, de sua corrida para longe de mim. – E o jeito como foi embora... Por favor, não tenha receio de me dizer se errei com você.

– Eu estava assustada – ela admitiu. – E fugi – ela continuou, abaixando os olhos para o chão. Senti algo dentro de mim se quebrar. – Mas não foi de você – aquelas poucas palavras me deram de volta toda a minha estrutura. Lynn tinha absoluto poder sobre mim e eu não queria resistir a isso. – Eu fugi de mim mesma.

Meu coração se agitou dentro de minhas costelas. Apenas a olhei, esperando que ela dissesse mais, que me permitisse entendê-la.

– Desculpa, você deve ter um monte de coisas para fazer amanhã e estou aqui tomando o seu tempo... – ela abriu um sorriso nervoso, cheio de restrições. – Boa noite.

Ela então me virou as costas, espalmando a mão na parede para fazer a curva para o corredor. Mas ela não chegou a completá-la. Não avançou um passo sequer. Sua hesitação me preencheu com uma esperança tão vívida que me roubou o ar.

A mão que estava na parede se fechou em punho. Sua cabeça se abaixou em direção ao chão e seus pés se plantaram com uma força que eu não sabia se tendia para perto ou para longe de mim. Mas ela me cogitava, eu sabia, sentia com cada uma de minhas células.

– Eu ainda te amo – sua voz soou tão baixa que duvidei de meus ouvidos, de minha sanidade. – Eu te amo, Lysandre – sua cabeça então se ergueu, seus olhos voltados para mim por sobre o ombro.

O sentimento que parecia preencher todo o meu ser com luz e calor tomou conta de minha cognição, guiando-me em direção a ela sem qualquer dúvida, sem freios, apenas com a mais absoluta certeza do milagre que o destino me concedia.

Enlacei meus braços ao seu redor, sentindo meu corpo gritar por aquela proximidade. Afundei meu nariz em seus cabelos, entorpecendo meus pensamentos em seu cheiro que me inundava a cada inspiração. Tê-la mais uma vez em meus braços parecia inimaginável, mas era real. Era real.

O encontro de nossos olhos naquele instante fez com que o sentimento em mim transbordasse em um espectro que parecia infinito, mas que cabia em nós dois.

Seus braços subiram para os meus ombros e senti a força que ela fez para destruir qualquer ar entre nossos corpos, puxando-me para perto com a mesma força de um faminto implorando por alimento.

Enterrei meu nariz em seu pescoço, sedento por me preencher com seu aroma, por provar da textura de sua pele. Por apenas senti-la.

– Lynn – clamei por seu nome, afogado na enlevação de nosso abraço.

Ela recuou o rosto de sobre meu ombro e nos uniu em um beijo que parecia entender o quanto era sublime aquele encontro. Era como se soubéssemos que esse momento chegaria sem jamais pensar sobre ele. Não havia pressa, não havia insegurança. Com a força de tudo o que éramos, de tudo o que poderíamos nos tornar, sabíamos que o tempo era nosso.

Não havia passado, não havia futuro.

Havia nós.

– Eu adorei o seu cabelo desse jeito – ela me disse, inclinando para o lado a cabeça apoiada nos seus braços cruzados sobre meu peito. O amor que brilhava em seus olhos fez com que eu me sentisse realizado.

– Nunca mais o mudarei, então – sorri para a luz da minha vida, acariciando suas costas nuas com a ponta de meus dedos.

Nossos corpos vestiram um ao outro, apenas momentos antes. A textura de sua pele contra a minha acendia em minha alma uma necessidade de sua presença que parecia incapaz de ser satisfeita.

– Pode mudar – ela riu. Sua risada reverberou de seu corpo para o meu. Deliciei-me ao sentir aquela vibração em minha carne. – Você fica bem de qualquer jeito, de príncipe, de lenhador... Principalmente assim – ela se moveu para beijar meu peito – completamente nu.

Senti meu rosto se aquecer diante das palavras, mas eu estava feliz, muito feliz por ela ter aceitado todas as mudanças em meu corpo. Eu não sabia disso apenas por suas palavras. Havia o modo como ela correu os dedos pelos meus cabelos enquanto nos amávamos, os beijos que ela trilhou nas manchas de sol em meus ombros por entre o calor de sua respiração ofegante.

– E fica lindo assim também, todo vermelhinho – ela escorregou seus braços para o chão, impulsionando-se para cima com os cotovelos até que seu rosto estivesse sobre o meu.

Ela me presentou mais uma vez com a maciez de sua boca, com o seu sabor inebriante. Enlacei sua cintura com meus braços, ajudando a gravidade a mantê-la perto de mim.

– Eu te amo tanto, Lynn – respirei as palavras, subindo uma de minhas mãos para afastar uma mecha castanha de seu cabelo para trás de sua orelha. A beleza da criatura em minha frente me arrebatava, mas não tanto quanto o farol de luz em cada um de seus olhos esmeraldas.

– Eu sei, eu senti – ela sorriu, abaixando-se para beijar brevemente minha boca, e então meu queixo. O curto contato de seus lábios em minha pele pareceu conter toda a alegria de uma tarde ensolarada. – Senti no meu corpo inteiro.

Ela voltou a se deitar sobre meu peito, espalmando uma mão sobre o meu coração, movendo os dedos em carícias circulares.

– Eu sei que é idiota, mas... – ela hesitou por um instante. – Fico com ciúmes quando penso que outras mulheres tocaram em você desse jeito – ela murmurou, expandido o movimento em seus dedos para o meu ombro, então para a lateral de minhas costelas.

– Não houve outra mulher além de você, Lynn – eu disse, levando minha mão para o seu cabelo para sentir a textura dos fios em meus dedos.

Ela levantou o rosto de repente, olhando-me com um misto de surpresa e preocupação.

– Nenhuma? – ela perguntou, parecendo incrédula. – Mas por quê? Como?

– Depois que se conhece um sentimento tão sublime – continuei afagando seus cabelos, cobrindo sua orelha com a palma de minha mão. Ela inclinou o rosto na direção de meu toque, seus olhos brilhavam. – É difícil se contentar com menos.

O resplendor do sorriso que se abriu em seu rosto invocou um em minha própria boca.

– Eu tive outros homens depois de você – ela disse em quase um sussurro. – Mas nunca, nunca, senti com qualquer um deles o que sinto com você. É tão forte que me assusta.

– Por isso fugiu? Mais cedo? – Segurei com firmeza em sua cintura e em seus ombros para virá-la junto comigo, apoiando com cuidado suas costas no chão sob o tapete. Sustentei meu corpo ao seu lado com o cotovelo e me inclinei em sua direção, atento para sua resposta.

– Eu jurava que tinha te esquecido – ela suspirou, levando uma mão ao meu cabelo. – Mas quando eu te vi... Eu soube que não – ela soltou uma risada leve, soprada com fôlego quente que alcançou minha pele. – Fiquei com medo de que as coisas não fossem mais como antes, medo de estragar as lembranças que tanto amo de nós dois.

Sorri comigo mesmo, reconhecendo minhas próprias inseguranças em suas palavras.

– Depois que terminamos, sempre vivi sentindo falta de alguma coisa, um buraco no meu peito que eu não conseguia preencher com nada – ela continuou, concentrada nos movimentos de seus dedos em meu cabelo. – De certa forma, acho que sempre esperei por você – ela me ofereceu um sorriso tímido, erguendo o olhar para o meu.

– Obrigado, Lynn – aproximei-me para beijar seu rosto, e então desci para seu pescoço. Eu adorava provar a textura daquela parte de seu corpo. – Por me amar a esse ponto.

Ouvi, senti que ela sorriu enquanto eu beijava sua clavícula.

– Como se fosse difícil – ela sussurrou, levando as mãos aos meus cabelos para então massagear minha nuca. – Lys – ela me chamou de repente quando me afastei para olhá-la, desfazendo o sorriso em seu rosto para dar lugar a uma seriedade repleta de carinho. – Você não é feliz aqui, é?

Fechei os olhos e respirei fundo. Não era algo que eu queria dizer em voz alta, não sob a constante presença de meus pais. Eu sabia que, se eles ainda estivessem vivos, diriam-me o mesmo que Leigh e Rosa sobre a minha vida. Mas abdicar a fazenda, o túmulo de meus pais, não era algo que eu considerava.

Lynn pareceu ler os pensamentos que me surgiram. O que me foi um grande alívio. Não havia nada que eu planejasse manter segredo entre nós. Mas algumas coisas simplesmente não poderiam sair de minha garganta. E isso ela também pareceu entender.

– Não entendo porque ficar com a fazenda te atrapalha a seguir seus sonhos – ela me disse, pegando-me de surpresa. Aquilo me era novo. Nas conversas com meu irmão, e mesmo em minhas próprias reflexões, nunca julguei que meus sonhos e minha responsabilidade pudessem coexistir.

– Não posso deixar a fazenda para frequentar as aulas da faculdade, ou ter tempo para praticar a música – expliquei, distribuindo beijos em seu pulso enquanto fitava seus olhos preocupados.

– Você não precisa sair da fazenda – ela recuou a própria mão com delicadeza para se erguer e então se sentar em minha frente. As pernas de lado, sobrepostas, e o tronco apoiado sobre o braço. Lynn era linda, todas as suas curvas, toda a sua pele, tudo o que ela era.

– Como assim? – perguntei enquanto admirava o fogo refletido no verde de seus olhos.

– Lysandre, para de viajar e presta atenção no que estou te falando – ela me deu um tapa no ombro, arrancando-me um sorriso. Era incrível como ela sempre sabia.

– Estou prestando atenção, meu amor – apoiei a cabeça na palma de minha mão, esticando a outra para tocar seus joelhos. – Posso apreciá-la e escutá-la ao mesmo tempo.

Ela estreitou os olhos em minha direção e riu logo em seguida.

– Golpe baixo uma resposta dessas – ela inclinou a cabeça para apoiá-la em seu ombro. – Mas é sério, Lys... Dá pra você fazer tudo o que você quiser e ainda morar aqui se deixar de ser tão cabeça dura.

Sorri diante do sermão que ela me oferecia, encantando-me com sua preocupação e posicionamento.

Levantei-me para me sentar de frente a ela, flexionando uma perna em minha frente e a outra estendi por sobre as suas. Estendi a mão para seu pescoço, aproximando-me para um breve e tenro beijo. Eu me derretia, todas as vezes, sob a maciez de sua boca.

– Como, meu amor? – perguntei, acariciando seu rosto com meu polegar.

– Primeiro você precisa contratar alguém para te ajudar – ela declarou. – Pelo menos para fazer as coisas que você menos gosta... Ninguém precisa chegar perto do carvalho se você não quiser. – ela ergueu a mão livre para meu peito, movendo a costas de seus dedos em minha pele.

– O que mais? – incentivei.

Ela abriu um sorriso amplo e se moveu para se aproximar de mim. Recolhi minha perna esticada quando ela enlaçou meus quadris com seus joelhos, sentando-se sobre minhas pernas, agora cruzadas na frente do corpo. Seus braços envolveram meus ombros, seus seios tocaram meu peito.

– Intenet – ela brincou com uma mecha de meu cabelo, enrolando-a em seu dedo. – Assim você pode ter aulas à distância de Literatura – ela beijou meu nariz. – E ainda pode compor, tocar e se apresentar para o mundo todo sem sair de casa com uma coisinha chamada Youtube.

Corri minhas mãos por suas coxas, subindo até alcançar sua cintura, onde a abracei.

Apesar da conversa repleta de carícias, era impossível desconsiderar a legitimidade de suas sugestões. Lynn tinha razão, eu estava sendo apenas teimoso em me negar a contratar um ajudante. A verdade era que eu queria manter o carvalho sagrado do modo que era, mas não cogitara a possibilidade de restringir o acesso a ele.

Esse plano poderia dar certo. Eu precisaria me organizar primeiro, remontar minha rotina e pesquisar melhor sobre faculdade a distância, mas apenas a chance de eu conseguir ter tudo o que sempre quis sem precisar abdicar de nada era inestimável.

– Luz da minha vida – aproximei-me para beijar seu pescoço, o que a fez soltar um suspiro sob minhas carícias. – Obrigado.

Ergui meus olhos para ela. Sua testa se apoiou sobre a minha enquanto o brilho de mil sóis cruzava nossos olhares, penetrando em minha alma com a mais sublime certeza de que havia encontrado meu lugar no mundo dentro daquele amor.

Ela escorreu seus quadris para os meus, unindo mais uma vez os corpos que pareciam pequenos demais para conter o sentimento que ressignificada a realidade do meu mundo inteiro.


Notas Finais


Uuuuuuuuuuuh ❤❤❤❤


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