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História Alvorecer - Capítulo 1


Escrita por: _starPrincess

Notas do Autor


Hey pessoal! Tudo bom com vocês??
Primeira fic de Crepúsculo, espero que gostem!
Passarei algumas informações a seguir:

☆ A história irá girar em torno da Claire (que é a personagem principal inventada), e da Renesmee.

☆ Trarei ao longo da história alguns assuntos sensíveis.

☆ A história se passará depois do final de amanhecer.

☆ Alguns acontecimentos seram modificados para se encaixar melhor na fanfic.

☆ Trarei novos personagens de minha total autoria.

Sem mais delongas...
Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


"Lentamente comecei a abrir os olhos. Sentia que estava deitada sobre uma superfície dura e fria. Vagarosamente fui me levantando, apoiando as mãos no chão, um tanto atordoada, enquanto observava a minha volta tentando enxergar, falhamente, algo em meio a toda escuridão que me cercava. Tentava identificar aonde estava, mas não consegui. Sentia minhas mãos molhadas.

   Subitamente, uma pequena luz surgiu em cima de mim, possibilitando que minha visão recaísse sobre minhas mãos. Essas que estavam completamente cobertas de sangue fresco.

  O inebriante odor do líquido carmesim se fez presente, fazendo com que minha garganta começasse a arder no mesmo instante. Quando percebi, já estava direcionando minha mão direita para a boca, mas me detive no meio do processo quando avistei um corpo jogado a frente, com os olhos arregalados em minha direção, sua garganta estava dilacerada, jorrando sangue.

  Não consegui controlar a curiosidade, e me coloquei a observar novamente a minha volta. Me arrependi no mesmo instante.

  Vários corpos estavam jogados ao chão, todos sem vida. Alguns estavam desmembrados, outros possuíam marcas de arranhões e mordidas. Todos jorravam sangue, fazendo com que se formasse uma poça gigantesca em minha volta, uma verdadeira cena de filme de terror.

  O cheiro do líquido aumentava cada vez mais, fazendo com que minha garganta queimasse. Sentia meu corpo trabalhar para que seguisse os instintos, e sugasse cada gota de cada corpo presente naquele local.

  Horror.

  Sentia horror.

  Não era uma assassina...pelo menos não queria ser.

  Sabia que tinha feito aquilo. Me permiti cair de joelhos no chão, fazendo com que a calça que estava usando ficasse toda suja de vermelho. Fui tomada pela angústia, não queria ter feito aquilo. Mas por mais que tentasse negar freneticamente, uma onda de prazer passou por meu corpo, vendo o caos que se encontrava a frente.

  De repente, flashbacks de memória passaram pela minha cabeça, — tudo estava acontecendo novamente —, agora não era apenas a ardência na garganta, e sim dolorosas lembranças, que havia enterrado a muito tempo, mas que voltaram com força total.

  A cada segundo que se passava minha garganta ardia mais. Meus olhos começaram a marejar, um bolo se formou em minha garganta. Cobri meu rosto com as mãos, enquanto tentava controlar o impulso de me deliciar com aquele maldito líquido carmesim.

  Por mais que tentasse, não conseguia sentir culpa. Uma terrível satisfação se fazia presente, não havia percebido que estava chorando, até que ouvi os dolorosos soluços se tornando audíveis, as lágrimas que minutos antes estavam retidas, agora caíam sem pudor pelas bochechas.

  A ardência em minha garganta começava a se tornar insuportável. Levei as mãos em direção ao pescoço o segurando, tentando amenizar a dor. 

  Me sentia péssima, e quanto mais pensava sobre o que havia feito mais a frustração aumentava. Tantas pessoas mortas a troco de quê? Havia feito o que prometi jamais se repetir. Me odiei por isso. Odiei o que fiz e me odiei ainda mais por ter gostado.

  A fúria se alastrou por todo meu corpo, e com isso senti a ardência em minha garganta aumentar de forma terrível. Parecia que estava rasgando ao meio. Gritei.

  Uma dor excruciante me tomou. Comecei a rasgar minha garganta com as unhas tentando amenizar, sentia o sangue escorrer por entre os dedos, substituindo o que antes estava ali. Gritava, enquanto as lágrimas caíam sem piedade alguma. O desespero começou a se apresentar, fazendo com que meu coração batesse descompassadamente, meu sangue começou a fervilhar dentro das veias, e o desespero aumentou mais ainda.

  Não conseguia regularizar a respiração, a dor na garganta só aumentava junto com as minhas unhas que arrancavam pedaços da carne sem pudor algum. Parecia que meu pulmão inalava fogo.

  Fogo. Esse que me consumia.

  O sentia se espalhar dentro de mim, se misturando a raiva, a dor, a frustração, ao desespero. Simplesmente não conseguia controlar o que se transformava dentro de meu ser.

  Fui com o corpo para frente, apoiando minhas duas mãos no chão. Não podia mais segurar. Com um grito, todo o fogo que se encontrava dentro de mim se libertou. Tornando todos os corpos a minha volta, em pilhas de chamas.

  Parecia uma fogueira com labaredas incandescentes, impossibilitado qualquer coisa de chegar perto. Uma luz em meio as trevas que era capaz de destruir qualquer coisa.

  Caí para o lado esquerdo e me encolhi, sentindo as chamas diminuírem aos poucos até cessarem, me devolvendo ao lugar onde pertencia...a escuridão. Chorei, despejando toda a dor que estava presa dentro de mim. Era sempre assim, um momento de descontrole e tudo que estava em volta sucumbia ao fogo.

  Ouvi passos se aproximarem e uma figura se agachou ao lado, tocando meus cabelos gentilmente. Uma onda de arrepios passou por todo o corpo, fazendo meu coração acelerar, e ser tomado por uma paz nunca antes sentida. Tentei ver sua face, mas não havia luz para me auxiliar nessa tarefa. Possuía certeza de uma coisa, eu não o conhecia, pelo menos... não ainda. 

   — Acorde Clarie, tudo ficará bem...— a voz masculina sussurrou em meu ouvido com uma serenidade invejável. E senti que tudo ficaria bem. Fui fechando os olhos lentamente, enquanto sentia a calma transbordar de meu coração. Parecia loucura, mas tentaria de todas as formas o encontrar novamente, mesmo que fosse apenas um delírio de minha mente. 

  E antes de me entregar a inconsciência, fiz uma simples pergunta a mim mesma:

  É possível sentir a falta de alguém que nunca conheceu?”


Notas Finais


Bom pessoal, foi isso. Espero do fundo do coração que tenham gostado!

Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar. Me digam o que acharam.

Bjooos!


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