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História Always - (interativa) tomarry - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Anomalias


Fanfic / Fanfiction Always - (interativa) tomarry - Capítulo 3 - Anomalias

Capítulo 1 | Anomalias.

01

Já fazia mais de cinco minutos que Harry Potter estava parado, sentado em um sofá da sala comunal, observando a figura loira em sua frente. Sem saber o que falar, ou o que fazer. Draco Malfoy estava irritado pelo silêncio do outro e Tom estava irritado por ser esquecido naquela sala.

- Como você chegou até aqui? - Harry, finalmente, perguntou e Malfoy soltou um sorriso debochado.

- Surpreso em me ver? - perguntou, ironicamente, mas logo respondeu a pergunta do outro: - Não sei, eu simplesmente estava fazendo uma poção, em minha casa, derrubei minha varinha e, quando a peguei, um clarão e puff... aqui estou eu.

Harry suspirou pesadamente. Aquilo não tinha sentido nenhum, afinal, Hermione ter voltado no tempo por causa de um vira-tempo criado por ela, era uma coisa, agora voltar no tempo por simplesmente nada... era sem lógica nenhuma. Draco olhou em volta, não reconhecendo a sala que estava, nem a outra pessoa que os observava calado, porém, mesmo não conhecendo o menino de olhos azulados, ele sentiu um certo frio na espinha pela presença mágica do mesmo.

- Certo... até entendermos como você parou aqui, você fica no castelo. Acho que Hermione não irá se importar e-

- Ouh! Um momento, testa rachada. Por que, em nome de Merlin, eu iria morar com a Granger em um castelo? Eu sei que sou associado a realeza, mas sem exagero.

Harry bufou, já ficando irritado com o loiro. Como Abraxas pôde ter um neto tão idiota?

- Você voltou no tempo, Malfoy! Mais de cinquenta anos no passado.

- Não voltei. Tantas maldições da morte finalmente te enlouqueceram, Potter.

Tom finalmente se manifestou, falando com uma voz neutra e penetrante:

- Estamos em 1943.

Draco, ao perceber que as pessoas naquele cômodos estavam falando a verdade, deu dois passos para trás. Harry sabia o que o loiro estava sentindo, afinal, sentiu-se da mesma maneira - um ano atrás, quando ele foi puxado para o passado, sem nenhum aviso prévio.

Tentou ser mais paciente, mas não estava tendo tanto êxito nessa missão. Malfoy alí era a última coisa que ele precisava. Sorte a sua que Tom estava lá para tomar as rédeas da situação.

- Até entendermos como você está aqui, acho melhor ficar no castelo. - disse o de olhos azuis. Draco o observou por um tempo, então deu de ombros. Não era como se tivesse outra opção.

[...]

Enquanto isso, em um lugar distante de Hogwarts, uma mulher estava intrigada com a descoberta que teve há minutos atrás. Karen Bladel poderia ser muitas coisas, mas boba ela não era. Não era de hoje que ela sentia que algo estava acontecendo com o espaço-tempo, mas não conseguia dizer exatamente o quê, e até agora não tinha pistas sobre o ocorrido. Isso mesmo, até agora.

- Estou aqui. - disse uma voz rouca de um garoto, ao entrar na sala da moça.

A mulher enrolou uma mexa dos seus longos cabelos cacheados nos dedos e sorriu, um sorriso que ficava ameaçador adornado pelos seus lábios pintados de vermelho e seus dentes brancos que contrastavam com sua pele negra vibrante. Karen Bladel era, sem dúvidas, ameaçadora, mas linda.

- Ótimo. Tenho um trabalho para você Liam.

- E quando não tem? - a voz do menino saiu em deboche.

- Não tenho culpa que você seja meu melhor agente, rapaz. - ela respondeu, rindo levemente. Sabia bem que o ego de Liam era grande o suficiente para amansar a possível explosão pela missão a lhe ser designada.

Um longo suspiro saiu dos lábios do garoto, que devolveu o sorriso.

- Quem eu devo matar dessa vez?

- Ora, Liam, não teremos matança por enquanto. - Karen começou a falar, levantou-se da sua cadeira e comtornou a mesa, ficando frente a frente com o garoto - É possível que tenhamos uma anomalia.

Liam franziu o cenho e encarou os olhos amendoados da mulher.

- Não temos uma anomalia há mais de duzentos anos!

- Eu senti a mesma magia, Liam. A mesma magia temporal que me fez reunir todos vocês. A mesma que me fez chegar até você. - ela pegou sua varinha e acenou, fazendo uma figura arroxeada, como dois átomos transitando em órbita do outro. - A primeira vez foi pouco mais de um ano atrás, a segunda agora a pouco. O mais interessante foi que da primeira vez, o dono da magia temporal simplesmente camuflou a si e eu não consegui rastreá-lo.

- Só aprendemos isso depois de anos aqui. - diz Liam, pensativo.

Karen sorriu e se afastou, apagando as figuras que ainda giravam acima de sua varinha.

- Isso me leva a crer que a nossa anomalia é bem poderosa. Temos uma boa notícia, pois acabei sentindo novamente essa magia e consegui rastrear a tempo, mas em outra pessoa.

Liam olhou para a mulher, um pouco desacreditado.

- Está me dizendo que existem dois?! Sabe o quão improvável é isso?! Cerca de 0,0001% de chances!

- E é exatamente por isso que estou mandando o meu melhor bruxo para alistar esses dois! - Karen disse - E, bem, acho que um desses dois possa ser aquele cara.

Liam sentiu seu coração disparar. Aquela loucura era muita para processar em apenas um segundo. O garoto apenas suspirou e assentiu. Ele estava alí para servir a organização e deveria cumprir as missões que lhe foram dadas. Ele poderia aparentar ser uma criança ou um mero adolescente, mas ele tinha mais experiência que todos naquele lugar.

- Sei o que devo fazer.

Foi o que disse, antes de dar as costas e sair do lugar.

[...]

O tempo passou e o sexto ano de Harry terminou, suas férias começaram e ele teve que voltar para casa no castelo. Dessa vez sozinho, pois Tom havia sim conseguido sua emancipação, mas precisava resolver algumas coisas antes de ir para o castelo. Peverell estava ansioso, morar na mesma casa parecia ser um grande passo na relação dos dois, mesmo que eles morem juntos em Hogwarts, de qualquer maneira.

- Harry! - a voz de Hermione preencheu o local, assim que ele entrou na sala, acompanhado por seu malão e a gaiola com sua coruja.

- Mione... - Harry sorriu para garota, que o abraçou apertado. Ela estava diferente, um diferente bom, com seus cabelos mais curtos, fazendo seus cabelos volusos se destacarem com mais volume.

A morena se afastou e deixou o amigo terminar de entrar.

- Eu devia te matar por ter mandado o Malfoy para cá. Ele é um saco.

Harry riu.

- Eu sei, mas ninguém melhor que você consegue aguentar. - Harry respondeu e Hermione revirou os olhos. Draco apareceu na sala e percebeu os dois alí.

Hermione olhou para o loiro e disse:

- Você poderia ajudar Harry a levar as coisas dele lá pra cima, não é, Malfoy?

Draco manteve seus olhar de paisagem e perguntou:

- E o que eu ganho com isso?

- Nada! Mas seria um b-

- Então não me meta nisso. - interrompeu o loiro e saiu andando, como se nada tivesse acontecido.

Hermione suspirou, aborrecida e olhou para Harry, como se dissesse "Eu te disse!".

- Deixa ele. - Harry falou e encolheu o malão e a gaiola (sua coruja tinha saído oara esticar as asas), os colocando no bolso em seguida.

O Potter subiu para o seu quarto e se deitou na sua cama macia. Ele estava um pouco cansado, havia trabalhado bastante em seu plano de derrotar Grindewald e de fingir para Dumbledore nos últimos meses. Ele nem se lembrava de quando se deitou sem preocupações de fazer algo, como estava fazendo naquele momento.

Harry decidiu que um banho seria bem-vindo. Sentia que um bom banho poderia lavar até sua alma e era isso que estava precisando naquele momento. Dentro do box do chuveiro, o bruxo ligou o chuveiro e suspirou ao sentir a água morna molhar a sua pele. Uma calmaria momentânea alcançou seu ser, momentânea porque algo o interrompeu.

- Então e o Harry Jr. não é pequeno igual o dono?! Caramba!

Harry se assustou ao ver a figura de Myrtle, olhando-o com um sorriso malicioso.

- Myrtle! Você está morta! - exclamou Harry.

- Eu sei, Harry. Sou só fruto da sua imaginação. - a menina diz sorrindo e arruma seus óculos. Harry a olhou, meio duvidoso. Já imaginava que um dia ou outro iria ficar maluco.

- O que te aflige tanto? - perguntou a morena - Acha que Tom não irá aceitar bem o fato de você ser Mestre da Morte e nunca ter contado a ele. Mesmo depois dele, adivinha, ter me matado pra dar imortalidade para vocês dois?

- Você é fruto da minha imaginação, então já sabe a resposta. - respondeu, Harry, mal-humorado e passou suas mãos em seus cabelos molhados, baguçando-os no processo.

Myrtle sorriu e fez um passo tosco de balé, encostando as mãos nos ombros úmidos de Harry em seguida.

- Vamos, você é mais esperto que isso. Uma hora ou outra terá que falar - cantarolou a última parte.

- Fique quieta.

- Nem você é capaz de calar a sua cabeça, meu amigo.

Harry a encarou, sentindo uma gota de água cair de uma mecha de cabelo e pingar em seu nariz. Antes que ele pudesse falar algo, ouviu a porta do banheiro sendo aberta e a garota desapareceu bem em sua frente.



Notas Finais


Capítulo 1 demorou mais do que eu havia planejado para sair. Foi mal, pessoal.

Obrigada a todos que se dispuseram a participar da interativa e enviar suas fichas. Saibam que eu irei ler todas com carinho e em breve venho aqui anunciar a lista dos personagens escolhidos.
Muito obrigada e até o próximo capítulo.

Sem revisão.


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