História Always - Capítulo 2


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Categorias Supergirl
Personagens Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor
Tags Kara Danvers, Karlena, Lena Luthor, Supercorp, Supergirl
Visualizações 77
Palavras 1.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), LGBT, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Este capítulo dá início, então, ao novo rumo da vida de Kara Danvers, juntamente aos impasses que ela terá de enfrentar.

Capítulo 2 - Rain of Pain


Com um suspiro impaciente, Lena atende à chamada:

 - Suponho saber do que se trata.

A voz do outro lado da linha, replica:

 - Nunca imaginei que um Luthor seria capaz de desonrar sua palavra. - profere de maneira cínica.

Com um sorriso irônico, Lena responde à acusação:

 - Sou uma mulher de negócios, Andrea. E sei esperar o momento certo para dar o bote. Mas parece que você só não captou isso ainda. Terá o que foi combinado. Mas antes, preciso de um outro favor seu.

 - Comprar a CatCo já não foi o suficiente?

 - Devo lhe desapontar em dizer que não. - retruca Lena em um tom obstinado.

 - Bom, uma mão lava outra. Não é mesmo, Lena? - responde de forma sarcástica.

 - Eu quero que você torne a vida de Kara Danvers um verdadeiro inferno.

 - Eu ainda vou querer saber o motivo da sua desavença com a Danvers?

 - Faça o que for preciso. - finaliza a chamada de maneira truculenta.

E mais uma manhã gloriosa em National City. Enquanto seus cidadãos despertam com o "beep" de seus relógios, preparam seus cafés da manhã e se aprontam para mais um dia de trabalho, em um dos inúmeros apartamentos da cidade, Kara confia seu despertar em sua super audição:

 - "Eu quero todas as bolsas e carteiras postas ao chão! Não queremos machucar ninguém, mas caso não haja colaboração, a situação pode ficar bem desagradável!"

Kara mal pôde abrir os seus olhos, e logo já se transformou em seu alter ego de super-heroína. Pelo som que emanava do local, de caixas registradoras sendo violadas e uma grua de gomas de mascar se despedaçando ao chão, Kara pôde deduzir, então, que se tratava de uma loja de conveniência. Pôde ouvir, também, o soar de uma balsa; constatando que o local estava próximo ao porto da cidade.

Em menos de 30 segundos, Supergirl aterrissou na área do crime:

 - Vocês já deveriam saber que eu não lido muito bem com criminosos! - se apresentou com os punhos em sua cintura.

 - Atira! - ordenou um dos assaltantes.

 - Mas... - disse relutante e confuso o outro criminoso.

 - Eu mandei atirar! Atira!

E então se iniciou uma chuva de projéteis em direção à Supergirl:

 - É sério isso? Pra que atirar? - disse a super-heroína em um tom inconformado e sarcástico, enquanto caminhava tranquilamente, contra os tiros, em direção ao mandante.

 - Vocês não entendem mesmo o significado de "Garota de Aço"? - disse enquanto retorcia a metralhadora do meliante.

Com sua super velocidade, Supergirl ajuntou a gangue de assaltantes e, com uma das hastes de um navio próximo, amarrou-os em conjunto.

 - Bom dia, National City! - disse em tom debochado enquanto suspirava satisfeita com seu desempenho.

Antes que pudesse decolar, um dos bandidos proferiu à kryptoniana:

 - Um dia, Supergirl, você será tão vulnerável quanto qualquer um de nós. E esse dia... Há de chegar em breve!

Kara sentiu então um calafrio tomar o seu corpo com a frase que escutara, mas logo se recompôs e decolou em direção à CatCo.

Com seu novo super traje, se tornou mais simples retomar a identidade de Kara Danvers: bastava recolocar os seus óculos. Supergirl então o fez e, logo em seguida, adentrou em seu ambiente de trabalho.

 - Atrasada! - condenou Andrea Rojas, sua mais nova chefe.

 - Senhorita Rojas! Ah, peço desculpas... Infelizmente o ônibus que eu costumo pegar atrasou e...

 - Quero conversar com você em minha sala. - disse a CEO ao interromper a repórter. - Ahn... Depois dessa ligação, só um minuto. - atendeu ao celular enquanto caminhava em direção ao seu escritório.

 - Ei! Você tá legal? - perguntou Nia ao notar que a amiga estava um tanto distraída.

 - Eu tô... Tô, sim! Foi só... Assaltantes em uma loja de conveniência hoje de manhã, você sabe, o de sempre.

 - E como foi com a Lena ontem?

 - Ah, foi... - Kara interrompe a fala ao ser chamada por sua chefe.

 - Senhorita Danvers! Por favor, fique à vontade. - disse à repórter enquanto estendia a mão em direção à uma das cadeiras para que Kara se sentasse.

 - No que posso ser útil, senhorita Rojas? - pergunta em um tom otimista.

 - Deve se lembrar de William Dey, o repórter do The Times.

 - Como eu poderia esquecer? - disse Kara em um tom irônico.

 - Bom, sendo assim, devo lhe notificar que ele fará parte de nosso time, por tempo... Hmm, indeterminado.

 - An... É... Sempre muito bom agregar grandes nomes à CatCo! Tenho certeza de que ele... Encontrará seu lugar. - respondeu de maneira surpresa e, ao mesmo tempo, um tanto infeliz.

 - Bom, já encontrou! Ele será nosso repórter de primeira mão, e você, sua assistente.

Kara praticamente levanta vôo com o salto que deu da cadeira onde estava sentada e, com um tom perplexo e atordoado, contesta a decisão de sua chefe:

 - Mas isso é uma injúria! Eu sou uma repórter comprometida com o meu trabalho, que luta pela verdade e permite que todas as vozes sejam ouvidas! Eu daria a minha vida pela minha profissão! E nem mesmo você, e nem ele, e nem ninguém tem o direito de dizer o contrário, e muito menos tachar meus atributos como insignificantes e me rebaixar a um nível ao qual eu certamente não pertenço, porque eu sou e posso ser muito maior do que William Dey jamais foi ou será! - conclui suas contrarrazões em um tom determinado e ofegante.

 - É mesmo...? E onde é que está o seu diploma? - contrapõe Rojas em sentido sarcástico e impiedoso.

 - O quê? Mas... Ter ou não um certificado não invalida as minhas competências. - responde Kara em uma tonalidade desconsolada, com seus olhos já preenchidos por lágrimas.

 - Na verdade, sim. E se você não se sente confortável com a maneira em que eu administro a minha empresa, pode se juntar ao seu amigo, o senhor Olsen e, procurar qualquer outra coisa pra fazer. Devo pedir que você libere sua mesa o quanto antes e, por favor, esteja disposta a colaborar com o senhor Dey sempre que ele solicitar. - concluiu de maneira ríspida.

 - Mas... Eu ganhei um Pulitzer. - diz Kara, completamente desolada, enquanto seus olhos fitavam o chão, incrédulos.

Logo em seguida, William adentra à sala de Andrea Rojas:

  - Bem, sejamos honestos. Você é incapaz de ser imparcial nos seus artigos. - retruca de maneira egocêntrica.

Kara, então, deixa a sala de sua chefe com seu coração aos pedaços, enquanto caminha apática pelo escritório, sem conseguir entender o que tinha acabado de se passar, em estado de choque.

Ao fundo de todo aquele barulho de teclas de computadores, telefones, discussões e goles de café, Kara escuta mais adiante o som de um objeto se quebrando ao chão em conjunto com um gemido familiar:

 - "Lena!"



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