História Always - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa é a primeira fanfic que posto sobre esse tema, uma saga que amo de paixão. Resolvi posta-la para não deixar as coisas muito paradas e tentar um tema diferente. Amei escreve-la, Snape é um personagem que aprendi a gostar muito e acho maravilhosa toda a história que envolve esse personagem incrível. Terça feira fez 4 anos que o ator Alan Rickman, ator que interpretou Snape, morreu e então essa fic é uma pequena homenagem para ele por seu grande trabalho interpretando Snape, nosso eterno professor de poções. Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capitulo único


Fanfic / Fanfiction Always - Capítulo 1 - Capitulo único

Perdera as contas das inúmeras vezes que se via naquele lugar novamente. O prazer de pode estar na mais preciosa lembrança era algo mais que prazeroso, porém, doloroso. No alto de uma pequena colina encostado em uma grande árvore, Severo Snape, um homem com feições tão severas quanto seu próprio nome absorvia cada sentimento e sensação que o ambiente lhe transmitia. Era nostálgico, mas ao mesmo tempo, melancólico.

Ficava entre o presente, passado e futuro, com suas atitudes desprezíveis que tomaram por consequência a parte mais importante de sua lembrança. O vento bate em seus fios de aspecto oleoso e leva com ele um suspiro pesado soltado pelo homem que agora, deslizava pelo tronco até sentir a grama em suas calças; brincava distraidamente com uma folha de grama enquanto se mantinha preso em seus mais profundos pensamentos:

- Por que parece tão triste moço? – Snape olha de relance um tanto assustado em direção a voz meiga, por ser despertado de seus devaneios.

Uma menina com cabelos tão vermelhos quanto o próprio fogo, olhos verdes que refletiam a mais verdadeira pureza, vestida em um vestido azul florido fitava gentilmente o homem sentado. Severo não emitiu nenhum tipo de som, com a boca entreaberta e analisando a menina a sua frente por inteiro, seu coração batia desesperado tanto pela emoção quanto pelo pânico por seu descuido de se deixar visível a menina. Lentamente foi se erguendo, as vestes escuras sincronizadas a cada movimento seu feito enquanto a menor acompanhava com o olhar o homem pálido, alto e de expressões rígidas se erguer por completo sem ao menos se sentir intimidada com a figura:

- Por que parece tão triste? – Ela voltou a perguntar da mesma forma meiga

- Estava lembrando de uma pessoa que uma vez conheci... há muito tempo... eu a perdi por culpa própria... me arrependo amargamente.

- Ela era importante?

Ele parou por um momento se permanecendo em um profundo silencio, reflexivo:

- Você não faz ideia – As palavras saíram como um sussurro e ele virou seu olhar para esconder a dor.

Sente um pequeno arrepiou ao sentir o calor da pequena mão que segurava a sua, arregalando um pouco os olhos e ver a menina lhe lançado um olhar acolhedor:

- Você se mostra arrependido e isso já basta. – Ele nada disse e ela continuou – Talvez, se ela estivesse aqui, tenho certeza que ela te perdoaria.

Ela sorriu, ele apenas suspirou.

- Talvez – Disse ainda segurando a pequena mão – Mas acho que eu era um tanto estranho para ela, indesejável.

- Eu também sou – Ela disse naturalmente e soltou sua mão indo se sentar em uma raiz.

Ele se sentou de frente para ela, percebendo o leve desconforto em seu rosto:

- Por que se considera assim? – Ele perguntou

A menina olhou para todos os cantos e quando se sentiu segura, se inclinou para frente para ficar mais próxima de Severo e ele o mesmo fez:

- Eu posso fazer coisas que mais ninguém mais pode – Ela sussurrou em seu ouvido.

Ambos voltaram para suas posições. Ele a fitava atentamente, ela apertava as mãos de maneira nervosa enquanto olhava para o outro lado e o vento batia em suas mechas avermelhadas. O silencio pairou sobre suas cabeças e ele esperou pacientemente até ela voltar a falar:

- Minha irmã sempre vive dizendo que sou estranha, uma aberração – Sua voz saiu um pouco desanimada – Meus pais parecem se orgulhar de mim, mas sempre sinto que algo está errado, em mim talvez... acho que não sou o tipo de pessoa que os outros queiram por perto – Ao terminar, uma única lágrima cintila sobre seu rosto e Severo possuía um olhar entristecedor.

Com um salto, se ergue e puxa sua varinha de suas vestes e a pequena só olha curiosa. Com um leve movimento com o objeto em sua mão, da ponta de sua varinha sai uma bela corça, azulada e brilhante, corria e pulava ao redor de suas cabeças, enquanto a menina olhava encantada para a bela figura que pôr fim a rodeia fazendo-a rir. Snape se ajoelha em frente a criança que possuía um brilho nos olhos, aquele brilho já tão familiar:

- Não há nada de errado com você, nada. Você é especial e possui um dom extraordinário e deve se orgulhar disso. – Ele deu uma leve pausa e colocou uma mecha vermelha atrás da orelha dela – Você possui algo dentro de você que mais ninguém é capaz de possuir.

- O que?

- Amor. O mais puro amor

- Como pode saber? – Ela perguntou com sua voz fraca

- Seus olhos já dizem tudo – Não pode evitar, acabará de se perder naquele verde profundo enquanto ela sorria.

Ele se ergue novamente junto da menor que sem perder tempo se lança contra ele para assim, abraça-lo. Por um momento, Severo cambaleou e sua respiração acelerou; sentir o calor daquele abraço novamente era algo indescritível, se tornando maior do que toda dor que sentira por anos. Ele passou seus braços por volta da menina e vacilando um pouco, uma lágrima escorreu de seu rosto junto de um sorriso que há tanto tempo não dava. Ela por fim se soltou e ficou um tempo o olhando e sorrindo:

- Melhor você ir agora – Disse ele já voltando para seu tom de voz habitual, mas isso não desencorajava a menina que apenas continuava sorrindo.

Mais uma vez, se perdera em seus olhos. Com um aceno, ela foi-se indo deixando o homem no topo da pequena colina, mas de repente parou, se virou para ele:

- Depois de todo esse tempo... ela ainda continua sendo importante para você?

Ele suspirou por um momento e com um leve sorriso respondeu:

- Sempre! – A menina sorriu com a resposta e saltitante, foi tomando seu caminho.

Em sua trajetória encontrara sua irmã que mais uma vez a insulta fazendo a menina correr novamente para a árvore. Mas não havia mais ninguém lá:

- Você é esquisita! – Ela se virou ao ouvir sua irmã falar.

Quando a discussão estava só para começar, as meninas olham para a árvore com suas raízes se abrindo e revelando um menino pálido, vestes escuras e cabelo e aspecto oleoso. Espantada, a irmã da menina corre deixando a pequena na presença daquele menino estranho. Porém, ela não se intimidou, havia algo nele que ela gostava:

- Oi – Ela disse simpaticamente

- Oi – Respondeu de maneira tímida o menino

- Eu sou Lilian Evans

- Sou Severo Snape – As crianças sorriam uma para outra e Snape com um gesto de sua mão, lançou delicadamente uma flor para Lilian que sorriu.

Enquanto se permaneciam olhando um para o outro, bem distante dos pequenos, uma corça brilhante os observa de longe e por fim, sumia.

 


Notas Finais


Always


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