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História Always - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olaaaa
Está é minha primeira one-shot que escrevo, estou realmente nervosa com isso.
Bom, não vou dizer nada aqui, só...
Aproveitem!!! ❤

Capítulo 1 - Capítulo Único


Charlie andava calmamente, meio tonta para a banheira já cheia d'água. Pousou seu olhar sem vida para a taça de vinho já pela metade, se questionava como e quando todo esse inferno começou em sua vida, talvez fosse o fato de ser uma patética desde que nascera ou pelos acontecimentos que ocorrera pelo caminho. Pousou a taça em cima da pia da banheira e retirou o vestido de seu corpo, que caiu ao chão. Entrando na banheira a morena pode sentir como a água estava na temperatura exata em contraste com a pele gelada e nua de seu corpo.

Olhando novamente a taça de vinho, tomava goles dela aos poucos, sentia seu corpo leve como a muito tempo não sentia, em poucos minutos não conseguiria mais se mexer, era fraca até para a bebida. Como era patética. Olhou para o vestido, era realmente bonito, de um preto liso, com um decote que vai até o começo da barriga, havia um cinto abaixo do decote e depois uma saia rodada e solta, suas costas eram nuas com faixas entrelaçadas, ridículo, tudo isso para nada. Sentiu novamente as lágrimas rolarem por seu rosto, como pode? Era tão fraca que não conseguia nem se sentir feliz.

Tombou a mão que estava com a taça para fora da banheira, a deixando cair ao chão e quebrar em milhares de pedaços. Respirou fundo encarando o nada com seus olhos vazio, como sua alma. Sem conseguir mais se mexer por conta da bebida, se deixou afundar na banheira.



Quieta, calma, obediente e nenhum pouco questionadora. Charlie era o tipo de filha que todos amariam ter. E os Williams sabiam muito bem disso, seu segundo passatempo preferido era exibir a filha para os outros, o primeiro era transformar a vida dela num inferno.

Nunca foram pais amorosos e muito menos bondosos, a vida da morena já tinha sido planejada por eles até os seus 50 anos, era agredida se ousasse questionar, até seuas roupas eram escolhas de sua mãe. Infelizmente não a deixavam ter amigos, pois achariam que ela acabaria contando algo.

Mas mal sabia ela que algo estava para mudar



Estava voltando para casa em um dia de inverno, chegando ao fim do mês, passava tranquilamente em frente a uma loja, quando a porta da mesma se abre e um rapaz esbarra nela derrubando os dois.

- Perdão, eu não te vi. - disse depressa o rapaz completamente envergonhado e estendeu a mão. - me deixe te ajudar a levantar. - Charlie encarou aqueles olhos castanhos, eram lindos, e traziam uma paz indescritível, piscou os olhos atordoada e exitante pegou nas mãos dele. 

- Obrigada. - agradeceu pela ajuda, nunca tinha esse calor que somente ao tocar na mão do rapaz ela sentiu, era aconchegante. 

- Que isso, posso te acompanhar até sua casa? - o rapaz olhava encantado para a garota, era tão bela, cheirava tão bem, era doce e delicada. Nunca tinha conhecido ninguém assim. 

- Ah, apesar de ser boa uma companhia, não quero te atrapalhar. - negou balançando a cabeça e sorrindo. 

- Imagina, não irá atrapalhar. Além do mais é o mínimo que posso fazer após te derrubar. - riu, sem graça novamente. 

- Bom, tudo bem. - e começaram a andar direto para a casa de Charlie.

- Aliás, meu nome é Mayke.

Já havia se passado um ano e meio desde o desastroso encontro com Mayke. Se encontravam diariamente escondidos por causa da proibição dos pais de Charlie de ter amigos. Porém ela não podia fazer nada, percebera a um mês que estava completamente apaixonada. Aqueles olhos, o sorriso, o calor, o aconchego, a segurança que ela sentia ao abraçá-lo. Apesar de um dos passatempos preferidos do rapaz ser  irritar a morena, ele realmente conseguia ser insuportável, ao lado dele era tudo tão mágico, nunca tinha sido tão feliz. Mesmo que os abusos em casa estivessem cada dia piores, os pais têm andado desconfiados, ela se sentia feliz com ele.

Acabavam sempre se encontrando escondido pelos lugares, e hoje não era diferente. Mayke disse que queria dizer algo muito importante, então ela queria estar linda, arrasando.

Esperava o amigo em uma praça um pouco longe de casa, já passava das 8 horas da noite. E ela o viu chegar, com o coração disparado reparou o quanto estava lindo. 

- Charlie, como você está linda! - e deu aquele típico sorriso que a fazia suspirar, nunca iria se acostumar com isso. 

- Obrigada, você não está nada mal tbm. - disse rindo e um pouco envergonhada pelo elogio. 

- Vamos, vou te levar a um lugar especial.



Andaram poucos minutos e ela reparou que ele a trouxe até o hotel que ficava seu apartamento.

- Seu apartamento é o lugar especial? - a morena questiona debochada. 

- Espera que tu vai ver, paciência moça. - disse rindo. 

Entraram no elevador e ela reparou que ele apertou o botão para o último andar e ele morava no quinto andar. A cada segundo que passava, Charlie só ficava cada vez mais curiosa e o rapaz não ajudava nada, só ficava em um silêncio angustiante. Quando finalmente chegaram, as portas abriram e Charlie reparou que a única coisa que havia naquele andar era uma escada com uma porta em cima, a morena olha para o rapaz questionadora e ele sorri fazendo sinal para ela ir.

Ao abrir a porta, Charlie olha maravilhada. Estavam no terraço do hotel, ele havia preparado um jantar a luz de velas para ela. Clichê, mas mesmo assim super romântico para ela. 

- Não acredito - ela diz sorrindo boba e encantada. 

- Sabia que ia gostar, é típico seu coisas românticas. E aproveitando o clima, eu gostaria de dizer algo. - Mayke se posiciona a frente dela e a encara nos olhos - No dia que nos conhecemos, naquele chão, em meio ao frio, eu fiquei encantado pela garota que estava a minha frente. E durante esse período que nos conhecemos, eu só me via cada dia mais interessado por você, por essa garota linda e meiga. - confessou, levou as mãos de leve ao rosto de Charlie, seus olhos brilhavam. - Charlie, eu estou apaixonado por você. 

- Mayke... - a morena estava surpresa, nunca tinha imaginado tal coisa, ele sempre fora tão irritante, insuportável, amava encher a paciência dela. Mas pouco a pouco um sorriso brotava em seus lábios. - Eu também estou apaixonada por você.
O rapaz deu um sorriso de pura felicidade e Charlie a abraçou. 

- Você não imagina o quanto eu sonhei com isso, com este momento. Eu te amo Charlie, e quero fazer você a mulher mais feliz do mundo. - Mayke separou o abraço o suficiente para olhar nos olhos de Charlie. Pouco a pouco os rostos iam se aproximando, os olhos de Charlie desceram para o lábios de Mayke, ela sabia o que iria acontecer, e queria aquilo, seu coração parecia que ia sair pela boca, em seu estômago parecia que borboletas voavam e ela ansiava por aquilo. Fechava os olhos lentamente, já estavam tão perto que ela sentia a respiração do rapaz perto de si...

- Charlotte! - a menina não acreditava naquilo, eles seguiram ela? Como puderam?

- Mãe, pai, pq estão aqui? - a garota tremia de leve ao lado de Mayke, enquanto questionava o pai.

- Obviamente viemos atrás de você para ver o quanto conseguiria ser tão obediente. Estou muito decepcionado, você nunca agiu assim, nos desobedecer e tentar arrumar um namoradinho, é muita ilusão para uma pessoa só. Você nunca terá ninguém, ninguém nunca irá se apaixonar por você. Você é feia, inútil, patética e ainda mais desobediente assim. Homens querem mulheres que se mantenham caladas e obedeçam. - o homem agarra o braço dela furiosamente e apertando forte. - Você irá se casar com quem eu mandar! Vamos embora que em casa terminamos de conversar. 

-NÃO! - A morena grita tentando se soltar, desesperada sabe que não será somente uma conversa, seu pai já estava desequilibrado. - Eu vou me casar com quem eu quiser, EU FAREI O QUE EU QUISER! Cansei de ser o fantoche de vocês, de suas agressões verbais e físicas. Vocês me dão nojo! 

- Cale a boca! - Lilian, a mãe de Charlie diz e dá um tapa no rosto da garota. - Como ousa? Sempre demos tudo para você, fizemos tudo por você e é assim que nos trata? - a garota se solta do pai com um puxão no braço.  

-A única coisa que fizeram por mim é transformar minha vida num inferno, e eu já estou cansada disso tudo. Cansada de vocês. - diz olhando friamente para os pais - Como já tenho idade suficiente para cuidar de mim mesma, vou sair da casa de vocês, por que para mim aquilo nunca foi um lar.

- E onde pensa que vai ficar? Ninguém quer você. - a mãe sorri debochada.

-Comigo. - Mayke se pronuncia, tinha preferido se manter quieto por que sabia como os pais da garota eram e tinha amado ver ela finalmente se libertar das amarras impostas a ela. - Moro sozinho e ela sempre é bem vinda, pelo tempo que ela quiser. - Mayke olha para a morena e ela sorri em agradecimento. - É como já estamos resolvidos, queiram se retirar antes que eu chame os responsáveis pelo hotel para expulsá-los por estar perturbando os moradores. 

- Faça como queira. Você não é mais nossa filha mesmo. - a mãe diz já se retirando.

A morena fica olhando para a porta pelo qual as pessoas, que agora não são mais seus pais, saíram. Acabou... Finalmente aquele inferno acabou... Mas por que este vazio permanece dentro de si? Por que está tão triste? Sua cabeça doía e girava, se sentia cansada, a discussão foi pequena, mas exigiu tudo de si, mas finalmente estava livre. Mayke a guiou até seu apartamento para poder descansar e tomar um remédio para a dor. 

- Fique aqui, vou descer para conversar com o gerente do hotel. Se sinta a vontade. - o rapaz deu um beijo na testa da garota. - Se quiser temos vinho na cozinha, fica ali na esquerda. Eu já volto. - O rapaz fecha a porta e Charlie olha para a cozinha. É não faria mal um vinho.

- Charlie voltei. - Mayke fecha a porta e vai andando pelo apartamento chamando a morena. - Charlie? Onde você está? - porém a morena não respondia, e aquilo já estava o preocupando demais. Ela não pode ter fugido né? Foi andando por todo o apartamento, o único lugar que restava era o banheiro. Bateu de leve na porta. - Charlie? Me responde. - esperou um pouco e não obteve resposta, decidiu abrir a porta logo de vez. Quando a porta abriu totalmente, Mayke se assustou ao ver a morena na banheira e foi correndo ajudá-la. Retirou Charlie de dentro da banheira, jogou uma toalha por cima dela enquanto a garota cuspia uma grande quantidade de água e depois respirou fundo puxando ar.

- O que aconteceu? Tava tentando se matar é? -Mayke olhava a taça quebrada em desespero. 

- Não, eu só não conseguia me mover mais por conta da bebida. - falava tentando acalmar a respiração e o coração acelerado, olhou para o rapaz e deu um sorriso triste, olhando para baixo. - Me desculpe por te preocupar tanto e te incomodar assim. Eu só não entendo, por que ainda sinto tudo isso, essa tristeza, esse vazio. Eu deveria estar feliz, por finalmente ter me livrado daquele inferno. Por quê eles faziam tudo aquilo comigo? Por quê tudo isso acontece comigo? Eu taquei pedra na Cruz em uma vida passada por acaso? Eu... Só quero ser feliz e ficar em paz. - lágrimas rolavam por seu rosto, enquanto uma sensação de desespero brotava em seu peito. Mayke a abraçou fortemente e deixou ela chorar em seu ombro.

- Você só precisa se acostumar com isso, é óbvio que você vai ficar assim, apesar de tudo eram seus pais. - o rapaz se separa lentamente do abraço, coloca suas mãos no rosto da morena e com um dedo seca suas lágrimas e dá um sorriso. - Mas você não está sozinha, eu vou ficar ao seu lado para o que precisar. Enfrentarei o que for só para ver um sorriso nesse seu rosto. Quero te fazer feliz e eu prometo que você será. Eu estou aqui para você. - e Mayke sela seus lábios levemente nos de Charlie.

- Para sempre? 

-Sempre.





Notas Finais


Bom, aqui estamos.
Essa foi minha primeira one-shot que escrevi, então particularmente não sei se ficou bom mesmo, sei que tenho uma certa dificuldade para escrever diálogos. Gostaria que me dessem opiniões, dicas no que melhorar, como fazer para conseguir essa melhora.
Eu já escrevi uma outra fic junto com um amigo meu, só que acabamos apagando e essa é a primeira que posto sozinha.
Então... Espero que tenham gostado!
Obrigada por ler! ❤


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