1. Spirit Fanfics >
  2. Always around you >
  3. Sozinhos, mas nem tanto

História Always around you - Capítulo 26


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, como vocês estão? Tá todo mundo bem e protegido e isolado em casa? Espero que vocês estejam se cuidando! A maioria de vocês sumiu no capítulo passado, espero que não estejam doentes.
Tentarei postar mais durante esse isolamento para manter vocês entretidos até esse caos passar, então lembrem bem das recomendações da OMS e se protejam, ok?
Boa leitura!

Capítulo 26 - Sozinhos, mas nem tanto


 

Always around you

 

Capítulo 26 – Sozinhos, mas nem tanto

 

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

 

Narrador POV’s on

 

 O dia amanheceu e o loiro já estava acordado, enrolando uma mecha do cabelo preto no indicador assistindo o namorado dormir, ficou em total silêncio até as oito e meia, quando concluiu que ele havia descansado o suficiente.

 Deitou em cima do corpo do moreno, beijando e mordendo suavemente o pescoço, o percebendo se mover, aproximou-se da orelha dele, mordiscando-a antes de sussurrar.

— Kuro, acorda... Rápido. – Sussurrou em um gemido manhoso.

 Os olhos de Kuroo se abriram de uma vez, se antes estava planejando dormir de novo, havia esquecido totalmente, sentiu o rosto aquecer com os beijos e chupões em seu peito, o loiro sentou-se sorrindo para o moreno que levantou o tronco atento, mordeu o lábio inferior o observando esfregar seu membro ao do namorado, suspirando com uma expressão de prazer no rosto corado de cabelos loiros bagunçados.

— Ahh... – Kenma gemeu baixo acelerando a fricção, deixando-os eretos.

— Hmm... – O moreno gemeu baixo com o olhar fixo no movimento de quadril do loiro.

 Kuroo sentou-se segurando o loiro pela cintura antes de segurar os membros com sua mão, começando uma masturbação rápida.

— Mmm... Kuro... – O loiro gemeu no ouvido do moreno antes de deitar a cabeça em seu ombro.

— Ahh... Você é tão sexy, injusto. – Sorriu o sentindo morder seu pescoço.

 O moreno acelerou o ritmo, fechando os olhos.

— A-aahh... – Kenma corou tentando baixar a voz.

 Kuroo conteve-se beijando e mordendo o pescoço do namorado, sentindo-o tremer e logo também estava, acelerou os movimentos.

— Arhh! – O moreno gemeu.

— Haah! Ahh...Kuro... – Kenma gemeu apertando as unhas nos ombros do moreno.

 Os dois se desfizeram, respirando ofegantes, o loiro afastou-se se deparando com um sorriso que fez seu coração acelerar.

— Venha, gatinho. – Fez sinal para ele se aproximar.

 Kenma obedeceu, sentindo a mão do moreno em seu rosto, suas respirações se misturaram e os lábios se encontraram em um beijo calmo, o moreno explorando a boca alheia, as línguas se entrelaçando e os corações acelerados, uma mão de Kuroo pousou na coxa do namorado, apertando levemente enquanto Kenma arranhava a nuca do moreno, os dois intensificaram o beijo, movendo-se em um ritmo urgente, os fazendo suspirar contra a boca alheia. O ar fez falta e se obrigaram a se afastar, o loiro corou sentindo seu membro responder ao beijo, o moreno não estava diferente.

— Vamos tomar banho para ir comer. – Kuroo disse levantando, pegou algumas roupas.

 Kenma fez o mesmo, o seguindo para o seu banheiro, entraram no box, ligando o chuveiro, o loiro começou a lavar o cabelo tentando dar espaço para Tetsurou tomar seu banho, mas vez ou outra as mãos firmes seguravam sua cintura quando ia alcançar algo ou tirar o Kozume do caminho.

 O loiro enxaguou o condicionador perdendo os olhos dourados pelo corpo molhado ao seu lado, percebendo ali uma ereção que não estava há um minuto, corou encarando a sua própria, um pouco menos evidente, por enquanto.

— Kuro. – O loiro chamou, ganhando o olhar do moreno, envergonhado.

— O-oi? – Desviou o olhar, ciente de qual seria o tópico da pergunta.

— Como... Foi tão rápido? – Perguntou hesitante o vendo suspirar.

— Desculpa, eu fiquei olhando a sua bunda e quando vi estava assim. – Sorriu de canto.

 O loiro corou aproximando-se do azulejo, apoiando uma mão, levando a outra à sua entrada sob os olhos atentos de Kuroo, penetrou o primeiro dedo com pouca dificuldade, começando a movê-lo ali, levou o segundo indo mais devagar.

— Mmm... – Gemeu fazendo o moreno suspirar excitado.

 Esperou o terceiro entrar e se mover antes de tirá-lo, levando dois seus para lá, movendo-se.

— Aahhh! – Gemeu alto, trêmulo ao ter sua próstata acertada pelos dedos longos.

— Aqui? – Sussurrou rouco apoiando o queixo no ombro dele.

— S-sim. – Disse ofegante.

 Kuroo mordeu o lábio inferior penetrando o terceiro dedo.

— Hmmm... – O gemido soou dolorido, então esperou.

 Beijou o ombro do loiro, fazendo o mesmo no pescoço.

— Kuro, eu te amo. – O loiro sussurrou.

— Eu também te amo. – Sorriu antes de descer os beijos pelas costas, marcando-o por ali.

— Mmm... – O loiro gemeu, movendo o quadril contra os dedos, que começaram a se mover.

— Tão gostoso... É tão bom te sentir por dentro. – Sussurrou acelerando o ritmo de seus dedos.

— Aahh... Kuro... – Gemeu sentindo o rosto arder com o comentário.

 O moreno tirou os dedos segurando o quadril do namorado, seus olhos se encontraram, ele parecia ansioso, sorriu posicionando-se em sua entrada, o penetrando lentamente.

— Aahh! – Gemeu dolorido e o moreno parou.

 Beijou as costas dele, deslizou as mãos pela cintura, peito, descendo a caminho da virilha, segurando o membro dele.

— Mmm! – Gemeu o sentindo o masturbar.

 Kuroo sorriu entrando lentamente, o distraindo com sua mão enquanto se mantinha parado.

— Ahh... Rápido. – Kenma gemeu excitado demais para se importar com a dor.

 O moreno deitou a cabeça no ombro do namorado, levando ambas as mãos ao quadril dele, começando a se mover.

— Aarhh... Apertado. – Gemeu rouco, deixando o loiro corado.

— Aahh... – Gemeu fechando os olhos, sentindo a dor sumindo aos poucos a medida que o ritmo aumentava.

— Kenma... Ahh...– O moreno gemeu baixo, mordendo o pescoço dele.

— Mmm! Aahh! – Gemeu segurando firmemente o azulejo molhado.

 Seu corpo estremeceu assim que o moreno achou seu ponto. Kuroo ouviu os gemidos mais altos e apertou o quadril entre os dedos, enterrando-se nele, acertando aquele lugar.

— Aahh... Porra... – Gemeu contra a nuca do loiro, que arrepiou-se.

— Aahhh! Kuro! – Kenma gemeu trêmulo.

 Seu coração estava a mil, só conseguia pensar o quando sentiu falta disso, de ser invadido por ele, de gemer o nome dele e somente o dele, sorriu sentindo o rosto queimar, seu corpo tremia a cada investida, sua mente ficando bagunçada com as ondas de prazer. Ah, como ele amava aquele senso de direção perfeito de Tetsurou, tudo nele parecia feito sob medida para enlouquecê-lo em todos os sentidos da palavra!

— Aaahhh! M-mais!

— Hmm... K-kenma... Ahh! – Gemeu beijando e marcando as costas ao seu alcance.

 Aumentou o ritmo, sentindo o próprio corpo tremer, mas mantendo-se firme para sustentar as pernas do loiro, que estavam muito menos firmes que as suas, sinal de que estava conseguindo acertar o mesmo ponto todas as vezes, sorriu de canto fechando os olhos para apreciar o calor e pressão dentro dele, como sentiu falta dele! Nenhuma garota com quem transou após do término chegava aos pés dele, ninguém chegava, em toda a sua vida, não conseguia colocar ninguém no nível de Kenma, ele parecia ter sido feito para Kuroo. Os gemidos se misturavam, ecoando pela acústica do banheiro, junto ao som da água que caia em suas costas, ambos em seu limite.

— Haahhh! Kuro... Aaahh! – Gemeu fechando os olhos fortemente, sentindo-se desfazer.

 Não conseguia pensar em mais nada, só conseguia sentir o corpo amolecer, tomado por ondas de prazer enquanto sentia seu interior sendo invadido, seu rosto ferveu ao se focar na última coisa.

— Aaarhhh! Ahh... Kenma... – Gemeu deitando a testa na nuca no loiro, cedendo à pressão e se derramando-se dentro dele.

— Mmm... – O loiro gemeu baixo, deixando um suspiro sair pelos lábios entreabertos ao sentir o calor dentro de si, o mesmo que escorria pelas suas coxas.

 Kuroo ainda ofegante, se retirou dele, perdeu-se momentaneamente encarando a bunda empinada e o seu sêmen escorrendo pelas coxas dele, corou quando o menor virou-se para si, encostando as costas ao azulejo, sorrindo com o rosto vermelho, sorriu de volta, sabia que tinha sido pego dessa vez. O loiro fez sinal para se aproximar e fez isso, sentindo os dedos finos entre os fios em sua nuca, inclinou-se facilitando o encontro de seus lábios.

 Os lábios se moveram lentamente, assim como as línguas se entrelaçando, o toque macio terminou rápido graças ao ar que ainda fazia falta para ambos, se encararam de perto, os pares de olhos se encaravam apaixonados, apreciando cada traços que passaria despercebido por todas as outras pessoas, como a pequena cicatriz na testa do loiro, perto dos primeiros fios de cabelo, normalmente escondidas pela mechas, exceto quando molhados.

— Ei, como ganhou essa cicatriz? – Kuroo perguntou deslizando o polegar pela elevação.

 O loiro sorriu.

“— Para de chorar! Está me ouvindo?! Foi um acidente doméstico, entendeu?”

— Acidente doméstico. – Disse irritando-se com a memória daquela voz odiável.

— Bateu a cabeça? – Perguntou curioso, tomando um banho de verdade.

 O loiro fez o mesmo, lembrando-se claramente.

“— Desculpa! Eu calo a boca! N-não!”

“— Não se preocupe, eu não esqueci de você.”

— Hm... Estava brincando sozinho em casa, caí e bati na quina da mesa. – Sorriu calmamente.

— Que desajeitado, fofo. – Kuroo riu.

— Sim, eu era muito desastrado quando criança. – Riu.

 Terminaram o banho, enxugaram-se e se vestiram, o loiro vestiu um short preto e o moletom de Kuroo que havia ficado com ele, enquanto Kuroo vestiu uma calça preta de moletom e uma camisa branca, as únicas roupas que estavam na casa do loiro.

— Não fuja, tem que secar! – Kuroo jogou a toalha na cabeça do loiro se aproximando para secar.

— Você acabou de tentar me capturar com uma toalha? Sabe, normalmente usam pokeball – Riu.

— Desculpe, não tenho nenhuma no momento, estou improvisando. – Riu.

— Idiota. – Sorriu.

— Se faz o seu tipo, eu aceito como elogio. – Sorri pegando a toalha de volta, o observando pentear os fios com os dedos.

— Você é o meu tipo. – Sorriu vendo Kuroo corar e travar ali.

— Então... Se você fosse sair com outra pessoa... O pré-requisito seria eu? – Correu atrás dele para a cozinha.

— Sim, seria tipo “Você não é o Kuro, eliminado, mais sorte na próxima vez”. – Kenma disse.

— Então se não tivesse me conhecido, ficaria solteiro? – Riu divertindo-se.

— É claro... Que eu teria te conhecido, acha mesmo que vai fugir de mim nesse mundo hipotético? – Sorriu.

— Você é perfeito, sabe disso, né? – Debruçou-se na bancada.

— Sei. – Virou-se para a geladeira, abrindo e inclinando para ver as prateleiras de baixo.

 Kuroo sorriu de canto achando um bom ângulo para olhar a bunda dele, agradecendo mentalmente pelo short curto e folgado, começou a se perguntar como alguém tão sedentário podia ter aquela bunda, a genética dele devia ser surreal, talvez a mãe dele também fosse maravilhosa, deveria ser, para tê-lo gerado... Repentinamente sentiu vontade de agradecê-la por isso, estava tão imerso em sua viagem que não teve tempo de desviar de uma colher, que acertou sua testa.

— Ai! Que me matar?! – Choramingou pegando a colher caída na bancada.

— Eu acho ótimo que você goste do meu corpo, mas você já viu tudo há uns cinco minutos. – Sorriu ficando na ponta do pé para abrir o armário a cozinha, mas nem pulando alcançava a caixa de cereal.

 Kuroo deu a volta, entrando na cozinha, parou atrás dele, pegando sem nenhum esforço.

— Obrigado, pervertido. – O loiro disse.

— De nada, anjo diabólico. – Rebateu.

 Kenma pegou tigelas, enchendo de cereal, jogando leite, o moreno fez o mesmo.

— Foi você quem inventou essa história de anjo. – Riu.

— Sim, e eu estava 50% certo. – Brincou.

 Os dois foram comer na sala, assistindo um cartoon aleatório na TV.

 

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

 

Kenma POV’s on

 

Suspirei sentindo meu rosto arder com os lábios no meu pescoço, não sei como sentar no sofá e assistir hora de aventura se tornou isso... Não estou reclamando.

— Ahh... – Ele me mordeu.

 O puxei para um beijo longo e intenso, ouvi um celular tocar, não deve ser o meu, ele partiu o beijo, suspirei o encarando pegar o celular caído do outro lado do sofá, atendendo sem olhar.

— Alô... Ah, Tsukki! S-sério? Não, eu não esqueci! Eu só fiquei... Ocupado... Tá bem, já chego aí. – Desligou, espero estar disfarçando a minha raiva bem.

— O que foi? – Perguntei quando ele, se sentou, fiz o mesmo, começando a beijar o pescoço dele.

— É que eu marque com o Tsukki de jogar videogame hoje, já que o resto do grupo está meio caótico. – Ele disse.

— Entendo... Tudo bem, se você acha que tem que ir. – Falei mudando o tom da voz e a expressão para tristeza, desviando os olhos dele para o chão.

— Você pode ir também! Eu sei que ele não vai se incomodar, certo? Vamos? – Ele sorriu.

Tsk. Não posso simplesmente mandar ele ficar aqui, ainda preciso ir com calma, se eu me afobar vou me entregar, tudo precisa parecer extremamente natural.

— Então eu vou... Daqui a pouco. – Falei e ele selou nossos lábios rapidamente.

— Tudo bem, vou te esperar lá. – Ele disse pegando suas coisas e saindo.

 Que irritante... Sempre tem um para me atrapalhar. Pensei que o afastando de Bokuto seria o bastante, claro que deixou um clima ruim nesse grupo de amigos, eles realmente estão mais afastados, ainda mais agora que Akaashi está namorando Bokuto, ele vai ficar sempre onde Bokuto estiver, ou seja, longe de Kuroo, tirei dois... Não, Três contanto com o Oikawa.

 Mas pelo jeito eu subestimei a amizade do Kuroo com o “Tsukki”... Preciso ficar calmo, preciso pensar bem em como vou afastá-los, por enquanto preciso usar meios pouco suspeitos, o que me leva para: Yamaguchi. É sempre bom ter algumas marionetes, agora Akaashi também pode ser uma.

 Os dois estavam procurando um lugar, então eles vão morar juntos, o que faz com que Hinata volte a ser inútil, vou aturá-lo por enquanto, por precaução, posso precisar ir lá na casa deles.

 Ok, por enquanto, vou começar pelo namorado. Peguei o celular ligando para Yamaguchi, ele vai saber que é sério, eu não gosto de ligar.

— Oi, Kenma, o que aconteceu? – Como esperado, ele sabe que o assunto é importante.

— Oi, Tadashi... Você sabe que eu e Kuro estamos reconciliando, certo? – Perguntei hesitante.

— Sim, vocês brigaram? – Ele perguntou preocupado.

— Não, é que eu estava planejando passar o dia sozinho com Kuro, mas o Tsukishima ligou, aparentemente eles marcaram de jogar videogame na casa do Kuro, eu estou pensando se aceito o convite e vou para lá, mas realmente queria ficar com o Kuro. – Falei.

— Entendi, desculpa, eu não marquei nada com o Tsukki hoje porque estava editando as fotos para a apresentação... Bem, eu acabei agora, vou tentar convencê-lo a vir me ver, ok? – Ele disse.

 Sorri.

— Certo, muito obrigado, vai ajudar muito. – Falei.

— Amigos servem para isso, né? – Ele riu.

 Suspirei desligando e indo para o quarto, liguei o notebook abrindo a câmera da sala, aumentando o áudio, estavam jogando injustice pela trilha sonora. O celular dele tocou, sorri.

“— Tadashi... Não, estou na casa do Kuroo... Ah, você terminou tudo? Bem, nesse caso, eu estou indo. Certo, tchau.”

 Ele ainda está na palma da mão do Yamaguchi, parece que ele não vai esquecer as minhas aulas, está se provando mais útil do que eu esperava. Tsukishima explicou para Kuroo e começou a juntar suas coisas, praticamente correndo, o dono dele chamou, então o cão adestrado vai. Simples assim. Fechei tudo e desliguei o notebook.

 Peguei meu psp colocando no bolso do moletom, calcei os pés, coloquei o celular no outro e peguei a chave, saindo do apartamento e o trancando como sempre, desci a passos rápidos acenando quando o porteiro cumprimentou e indo direto para o prédio ao lado.

— Bom dia. – Falei ao porteiro.

— Bom dia. – Ele acenou e eu subi facilmente, sempre bom ter a confiança de todos.

 Bati na porta de Kuroo e ele abriu rapidamente, me deixando entrar, olhei para a sala vazia.

— Ele não estava na sua porta? – Perguntei.

— Estava, ele já foi, o Yamaguchi ligou. – Ele riu.

— Ah, que pena. – Falei entrando e deixando minhas coisas na mesa de centro, sentando no sofá, pegando um controle.

 Ele sorriu sentando do meu lado, continuando a luta pausada, que Tsukishima perdia, ele estava com a Mulher Maravilha e Kuroo com o Flash. Não precisou de mais de um minuto para eu vencer, ele me olhou com uma cara de incredulidade incrível.

— O que foi? – Ri.

— O Tsukishima estava com uma barra e meia a menos! – Ele disse.

— Bem, agora não está mais. – Sorri roubando um selinho.

— Quero revanche! – Ele disse.

— Ok. – Falei calmo.

 Eu ganhei, mesmo tendo o deixado tirar quase uma barra toda – parece que ele não percebeu que foi intencional , já que não está reclamando.

— Droga, quase... Essa foi quase. – Ele suspirou.

— Sim, chegou perto, conseguiu me deixar nervoso. – Falei.

— Sério? – Ele sorriu, assenti.

— Quer outra revanche? – Perguntei.

— Sim. – Ele disse e começamos a escolher personagens.

 Ele escolher o Superman, quando parei no Joker ele me olhou ofendido.

— Você está tentando facilitar para mim?! – Ele acusou.

— Claro que não... Eu ganho com um personagem em coma. – Sorri maldoso.

— Ah, verdade, então vamos! – Ele disse.

 Escolhi o coringa, em honra ao orgulho dele, eu joguei sério.

— Você só pode estar trapaceando. – Ele sussurrou largando o controle no sofá.

 Ri baixo colocando ambos na mesa de centro, engatinhando até ele, passei uma perna por cima dele, me sentando em seu colo, ele me olhava com uma expressão chateada, mas o rosto corado o denunciava, peguei a mão dele, colocando na minha coxa, e como esperado, ele a deslizou para a minha bunda, que previsível.

— Como eu ia trapacear nesse jogo? – Perguntei na orelha dele, mordendo-o.

— Não sei... Vai ver você seduziu o console. – Ele riu, acabei rindo também o abraçando pelos ombros, deitei a cabeça na curva do seu pescoço.

— Obviamente isso faz todo o sentido. – Brinquei aproveitando a proximidade para beijar seu pescoço, notei o arrepio na nuca e assoprei a pele molhada.

— Como faz isso? – Ele perguntou, do nada.

— Isso o que? – Perguntei curioso.

 Ele segurou meu quadril, me abaixando totalmente, senti um volume na minha bunda e meu rosto queimou na mesma hora.

— N-não sei... Ah, isso é embaraçoso. – Sussurrei escondendo o rosto no pescoço dele.

— Você é tão fofo. – Ele sussurrou, me arrepiei com a mão fria entrando por baixo do moletom, descendo das minhas costas a caminho da minha bunda.

 Meu celular começou a tocar e ele parou.

— Ignora. – Murmurei o esperando continuar, ele tirou a mão dali, me segurando para se inclinar.

 Me afastei um pouco e ele me entregou o celular, tinha “Mãe” escrito no identificador, suspirei com o olhar dele.

— Anda, em respeito a sua mãe, não vou fazer nada até você desligar. – Ele disse.

 Sorri atendendo, decidi colocar no vivo a voz, já que eu já havia orientado tudo que ela não podia falar com Kuroo, só por garantia, não queria arruinar tudo.

Mãe, vou te colocar no vivo a voz, o Kuro está aqui. – Avisei antes de tirar o celular da orelha colocando no sofá.

— Tudo bem! Olá, Kuroo-kun, finalmente estamos nos falando! – Minha mãe disse, ela estava tão feliz que foi impossível não sorrir.

 Abracei Kuroo voltando a esconder o rosto dele, essa conversa é embaraçosa.

— Olá, Srª Kozume! Sim, desculpa a demora, eu também estava ansioso. – Kuroo disse.

 Ah, tão fofo...

— O importante é que conseguimos! E como você vai? – Ela falou.

— Estou muito bem, e a senhora? – Kuroo respondeu.

— Estou ótima. E o Kenma, está cuidando dele direitinho? É tão difícil fazer esse menino comer! Espero que ele não esteja te dando muito trabalho! – Ela falava sem parar.

— Mãe! Eu ainda estou aqui! – Falei, Kuroo riu.

— Ele não dá trabalho nenhum, eu cuido dele com o maior prazer! Não precisa se preocupar, estou de olho nele pela senhora. – Kuroo falou.

 Isso é tão vergonhoso... Quero sair dessa conversa e deixá-los aí.

Não precisa chamar de senhora, pode me chamar de Kanae-san! – Minha mãe disse.

— Certo, vou me lembrar! – Kuroo disse igualmente feliz, fechei os olhos sentindo o cheiro dele.

Eu poderia dormir... Se não fosse pelo detalhe bem onde estou sentado, senti meu rosto arder de novo. De repente comecei a achar que conversar com a minha mãe agora é algum tipo de pecado, o quão errada é essa situação? Timming péssimo.

— Kenma, quando vou conhecê-lo pessoalmente? Quero ver o meu genro! – Minha mãe perguntou em um tom de birra.

 Podia ver a expressão chateada dela, ela não conseguia assustar ninguém, ela é muito fofa para isso, ela tem 1,60 e parece mais nova do que realmente é, sem falar que está sempre feliz, nem parece que vivemos aquele tipo de vida.

— É, Kenma! Vamos marcar logo, a minha mãe está sempre perguntando de você. – Kuroo disse.

— Vamos então, quando? – Falei.

Hm... Estou livre essa semana toda, vejam a data com a Srª Kuroo e me avisem. – Minha mãe falou.

— Certo, acho uma boa ideia... Vou ligar agora, espera. – Kuroo disse me segurando e se inclinando, pegando o celular dele na mesa.

 Essa movimentação é muito perigosa agora, parece até que ele está se desafiando. Claro que eu não estou muito diferente a essa altura. Suspirei me mexendo para sair do colo dele, mas ele me impediu segurando meu quadril, é realmente proposital!

— Mãe, vou te colocar no vivo a voz, o Kenma está comigo e a mãe dele está falando com a gente por ligação... Isso, é disso que estamos falando, vou te colocar no vivoa voz. – Kuroo disse e tirou o celular no ouvido, colocando ao lado do meu no braço do sofá.

— Kenma-kun! Muito prazer, eu sou a Izumi, mãe desse insuportável! Ele fala tanto de você, estou ficando muito curiosa. – Ela disse.

 Ri com a parte do insuportável e com a careta que ele fez.

— Muito prazer, Srª Kuroo, eu também estou ansioso para conhecê-la. – Falei o mais alto que a vergonha permitia.

Sempre tão tímido... Não pode ter vergonha com a gente. – Minha mãe disse.

— Bem que o Tetsurou falou, muito fofo! Não se preocupe querido, no seu tempo! – Izumi-san riu.

— Então a gente estava falando de marcar um jantar para nos conhecermos. – Kuroo disse.

Amanhã é o meu único dia livre, depois só na outra semana. – A mãe de Kuroo disse.

Vamos fazer amanhã então! Para mim está ótimo. – Minha mãe disse.

— Amanhã é segunda, acho que dá para ir depois do trabalho. – Kuroo falou.

— Mas onde vai ser? – Perguntei.

— Pode ser aqui em casa, faço questão de fazer o jantar! – A mãe de Kuroo disse.

— Certo, resolvido! – Kuroo disse.

— Sim. – Concordei.

— Já estou ansiosa! – Minha mãe riu animada, sorri.

— Então resolvemos o resto por mensagem, vamos criar um grupo. – Kuroo disse.

 Depois de despedidas, as ligações se encerraram e eu pude respirar com menos nervosismo.

— Amanhã? – Choraminguei e ele riu.

— Não vai escapar dessa vez, gatinho. – Me roubou um selinho.

 O vi pegar o celular, formar o grupo e em segundos as duas já estavam conversando sem parar, precisamos silenciar o grupo antes de devolvermos os celulares para a mesa.

— Onde paramos? – Ele sorriu malicioso me deitando no sofá, mantendo-se entre minhas pernas.

 Senti meu rosto arder e cobri-lo com as mãos.

— O clima já foi arruinado. – Sussurrei.

— É só criar outro. – Ele falou no meu ouvido, engoli em seco.

 Prendi a respiração em ansiedade quando ele prendeu minhas mãos acima da cabeça, mordi o lábio inferior o vendo sorrir malicioso e levar a boca ao meu pescoço e a mão livre para baixo do meu moletom, suspirei.

— Aahh... – Gemi surpreso ao sentir nossas ereções se esfregando.

— Mmm... Você é tão gostoso, Kozume Kenma-san. – Ele sussurrou.

 Senti meu coração disparar e meu rosto ardeu em um nível preocupante, ele se afastou sorrindo malicioso.

— Amo quando você fica todo tímido, nem parece o gatinho arisco de ontem. – Mordeu meu pescoço.

 Às vezes, o Kenma pós-Kuro dá lugar ao Kenma de antes... Acho que não consigo me livrar do anterior, os dois precisam coexistir. Estou com vergonha, mas ainda assim, meu corpo reage totalmente à existência dele, só mais uma prova de que Kuroo Tetsurou tem meu corpo, meu coração e a minha alma na palma da mão e eu deixo ele fazer o que quiser com isso.

 


Notas Finais


E então, o que acharam? Espero ver vocês nos comentários, me contem como vocês estão no isolamento de vocês <3
Até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...