1. Spirit Fanfics >
  2. Always be you - SwanQueen >
  3. Capítulo Único

História Always be you - SwanQueen - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá Swens, como vão? Cá estou eu, compartilhando com vocês essa one que encontrei "perdida" nos meus rascunhos, porque se iludir é sempre bom, né? Ainda mais quando se trata de swanqueen. E também porque eu definitivamente não consigo me conformar com o final de Once Upon a Time até hoje.
Masss enfim, espero muitíssimo que tenham uma ótima leitura. <3

ps: se vocês por ventura não gostarem de hot, podem simplesmente pular essa parte, pois não irá interferir em muita coisa.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Always be you - SwanQueen - Capítulo 1 - Capítulo Único

“Quando deixei de ser uma mulher de sonhos e aspirações para me transformar em uma esposa chata, presa a uma rotina monótona, mesmo vivendo em uma terra de conto de fadas?” — Pensou Emma Swan deitada em sua cama, ás 03:00 AM.

E logo concluiu que fora após seu casamento com o pirata Killian Jones. Casamento que de uns meses para cá, só a fizera sentir-se presa, e cada vez mais perder a essência da mulher destemida e brilhante que era, a salvadora.

Era como se depois do casamento suas aspirações e aventuras tivessem ficado para trás, e ela não gostava nem um pouco disso. Gostava de ação; adrenalina. Inclusive, ainda podia sentir a sensação maravilhosa da adrenalina escorrendo em suas veias enquanto caminhava pelas ruas frias e imprevisíveis de Storybrooke, à cerca de um ano atrás.

Naquela época, ocupava um importante posto para toda a cidade, sendo não somente a salvadora, mas também a xerife da pequena cidade. Ela, juntamente com sua equipe, composta pelos moradores da cidade, os quais nomeou de família, pois sempre a ajudavam, e assim que combatiam as aparições esquisitas que surgiam na cidade e lutavam contra os vilões, comemoravam juntos.

Swan sentia-se completa ao lado da família. Sentia-se ela mesma, e essa sensação era incrível. Havia passado grande parte da vida em lares adotivos e nunca tivera ao certo a sensação de ser amada, como tinha em Storybrooke.

Emma sentia falta da cidade, de sua família, de seu filho, de seus amigos, e até mesmo das pequenas coisas, como as pequenas brigas que tinha com a prefeita apenas para irritá-la ou para tirar algum sorriso de seu rosto. Mas, apesar de algumas farpas, — inúmeras brigas e até mesmo ameaças entre ambas — era inegável dizer que não construíram uma bela amizade.

Regina, ao contrário do que todos pensavam, não era uma pessoa completamente má. Apenas havia passado por problemas demais que a fizeram tomar atitudes erradas que só lhe resultaram em dor e sofrimento. Mas, desde o momento que a mesma aceitou esquecer a vingança e livrar-se de fantasmas de seu passado, tornou-se outra pessoa. E Emma sentia-se demasiadamente feliz em saber que contribuiu para a evolução de Regina.

Mas, voltando a falar em seu casamento... Este não era de longe um mar de rosas perfumado e com pétalas coloridas como sua mãe havia lhe dito.

Os primeiros meses de convivência não foram ruins, parecia que jamais cansavam de fazer sexo. Todos os lugares pareciam apropriados para esses momentos intensos. Ele a desejava e ela o desejava de volta, ambos para satisfazerem seus próprios prazeres. Mas, dizem que é com o tempo que surgem os problemas, e é aí que está. Um casamento não podia sobreviver apenas de sexo.

Quando casou-se com Killian, acreditou que seria o melhor a ser feito. Ele era um homem aparentemente atraente, tinha mostrado mudanças notáveis do homem que era no passado, se dava bem com Henry, com a sua família, e por um momento achou que talvez fosse sua chance de ser feliz, seu amor verdadeiro.

Amor verdadeiro... De acordo com sua mãe, Snow White, é simplesmente a magia mais forte do universo, capaz de transcender reinos e até mesmo quebrar maldições. Significa sacrifício, parceria e amor incondicional, como David e Mary Margaret. E Emma, de longe, não sentia-se assim. Sentia-se diferente, e não de uma maneira positiva. Em outras palavras, sentia-se fraca e imponente. Justo quando achou que o casamento a fortaleceria de alguma forma.

Apesar de ter sentimentos por Killian, sabia que não chegava a ser amor.  Seu marido não era a pessoa a qual ela dormia pensando, acordava pensando. Regina Mills era essa pessoa.  A prefeita de Storybrooke, mãe de seu filho, ex-madrasta de sua mãe, ex-Rainha má e uma infinidade de coisas a mais.

A loira pensava em Regina quando estava em seu trabalho, na sua casa, e até mesmo na sua cama.

Regina Mills, dona de lábios carnudos avermelhados tão convidativos. Dona de olhos castanhos como avelãs, uma mente brilhante e um corpo escultural digno dar inveja a qualquer um, e fazer Swan querer perder-se totalmente em meio às suas curvas. Isso sem contar com o perfume inebriante de maçãs vermelhas que seu corpo exalava.

Aquela mulher era o conjunto inteiro de perfeição. Era praticamente impossível ter Regina Mills a sua frente e não sentir vontade de beija-la. Bom, pelo menos era assim que a ex-xerife pensava toda vez que a via, desde a primeira vez que a conheceu.

Desde o dia que conheceu Regina pela primeira vez, sentiu-se atraída pelo físico da mulher, mas logo conteu-se, pois, o que poderia fazer?

-

O “senhorita Swan”, ecoava em sua mente em maioria de seus sonhos. Podia até sentir os pêlos de seu corpo arrepiarem devido ao sotaque forte da mulher. E fora esse motivo que fez com que a loira acordasse em plenas 02:55 da madrugada e questionasse sobre a sua vida.

Sonhou com o sorriso de Regina se alargando, e sua cicatriz encantadora no lábio superior se movimentando a maneira que ela sorria, de forma graciosa. Seu rosto estava desprovido de qualquer resquício de maquiagem, e em seu corpo não havia nada além de um lençol fino e branco, que agarrava suas curvas de uma maneira extraordinária, desafiando todas as leis da gravidade. Regina parecia simplesmente perfeita daquele jeito.

Por um momento, a loira invejou até o falecido Robin, por ter tido o prazer de visualizar a cena de seu sonho na realidade. E por outro momento, chegou até a pensar em como teria sido se tivesse, de alguma forma, beijado Regina...

Teriam uma relação maior que amizade? Porque a maneira a qual os olhos castanhos a encaravam toda vez que se viam, sugeria que poderiam ter algo muito maior que uma amizade.

 “Chega, Emma Swan. Você não pode estar tendo pensamentos malucos sobre a mulher que é mãe de seu filho e ex-madrasta de sua mãe. Já chega! Você é uma mulher adulta e casada, você consegue!” — Precisando de ar fresco após esses pensamentos, Emma levantou-se da cama onde seu marido encontrava-se completamente alcoolizado ao seu lado, e saiu silenciosamente. Calçou apenas suas pantufas e deixou o quarto em total silêncio.

 Atravessando o piso de madeira da sala de estar daquela casa que era sua, mas não sentia-se completamente à vontade, contornou a mesa de jantar com passos silenciosos até a cozinha que ficava separada apenas por um balcão,  — cujo os únicos objetos visíveis ali eram uma cafeteira, duas panelas e uma garrafa de rum — e resolveu tomar um copo de suco enlatado que sempre tinha em sua geladeira.

Antes de voltar ao quarto, foi ao banheiro. Inclinou-se na pia e meteu a cabeça debaixo da torneira, deixando com que a água fria acalmasse seus pensamentos.

Usou uma toalha para enxugar o rosto, olhou-se no espelho e encarou o seu reflexo pálido e sonolento. Sentia realmente falta de Storybrooke, da mulher que um dia fora e de... Regina?

 

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Na manhã seguinte, após uma discussão com o marido, — que ainda estava de ressaca devido a bebedeira da noite anterior — resolveu que não perderia mais tempo. Iria a Storybrooke de qualquer forma, que ele estivesse de acordo ou não. Há tempos não se sentia a mesma mulher, imponente e destemida que um dia fora e precisava ter essa sensação novamente, nem que fosse temporária.

Levantou-se com um pouco menos de delicadeza do que costumava fazer diariamente, caminhou em direção ao seu guarda-roupa, separou uma pequena mala e colocou algumas roupas e itens que considerou serem essenciais. Passaria alguns dias em Storybrooke. Precisava acalmar seus pensamentos; Repensar suas escolhas. Precisava ver Regina; Precisava de um conselho da morena; Precisava ouvir sua voz, sentir o seu cheiro inebriante de maçã; Precisava, acima de tudo, vê-la.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

STORYBROOKE – MAINE

 Durante o percurso até a casa da prefeita, Emma não parou de pensar um segundo sequer naqueles imensos olhos castanhos que lhe eram tão atrativos.

A cidade estava fria e os ventos fortes bagunçavam seus cabelos louros. Storybrooke estava simplesmente da mesma forma que recordava antes de mudar-se para Boston. 

Respirando fundo, olhou para o alto da mansão Mills, e inevitavelmente lembrou-se dos momentos que teve quando chegou à cidade pela primeira vez. Da Regina Mills que a odiava desde que estava no ventre de sua mãe, imponente e arrogante, à Regina Mills mais doce que um pote de mel.

Caminhou até a imensa porta branca e deu duas batidinhas, com a respiração desregulada. Estava nervosa.

E quando a porta finalmente abriu-se, os olhos escuros de Regina rapidamente encontraram os seus, completamente surpresos.

A prefeita continuava do mesmo jeito que lembrava. Linda de dar raiva.

As maçãs do rosto esculpidas. Traços latinos completamente marcantes em sua face — isso sem contar com aquela cicatriz estupidamente sexy em seu lábio superior que conseguia deixar seus lábios carnudos um nível ainda mais atraentes do que já eram, se é que isso era possível.  — Seu cabelo escuro caia sobre o ombro de maneira completamente alinhada, assim como tudo nela.

Suas vestes combinavam perfeitamente com sua pele oliva e a cor escura de seu cabelo. Como sempre, pois não havia um dia só que Regina Mills estivesse mal vestida. Aquela mulher era simplesmente a personificação da palavra tentação, tendo em vista que, era humanamente impossível que uma simples saia lápis preta e uma blusa abotoada pudessem ficar tão bem em alguém.

A maneira como aquele tecido agarrava suas curvas, era de outro mundo. Regina em si era de outro mundo.

 “Como podia estar tão linda?” — Pensou Emma instantaneamente ao vê-la e logo reprimiu-se de seus pensamentos.

— Senhorita Swan... — disse a prefeita observando a mulher a sua frente de cima a baixo. Estava claramente surpresa com a visita inesperada de Emma Swan em sua residência. Não a via desde o casamento e a mudança repentina para Boston.

— Posso entrar? — perguntou a loira curvando os lábios em um pequeno sorriso tímido. Sentiu um arrepio percorrer sua espinha pela maneira que Regina pronunciou seu nome.

— É claro! — a prefeita rapidamente cedeu-lhe passagem para que pudesse entrar — Não imaginei que fosse aparecer em Storybrooke tão cedo depois do casamento... — Regina comentou, e em um movimento rápido e completamente inesperado, trouxe Swan para um abraço. Não era muito de abraços ou afetos, mas abriu uma exceção para Emma há algum tempo. Aquela loira “idiota” definitivamente estava em sua lista de pessoas especiais.  — A que devo a honra da sua ilustre visita? — Perguntou. Dessa vez não havia deboche ou qualquer sarcasmo em sua voz. Apenas surpresa, pela visita inesperada de uma certa loira que não via há um tempo.

— Senti sua falta... — Swan responde, ignorando a maneira como seus olhos fixaram-se nos seios da prefeita, que tinha os dois primeiros botões de sua camisa social, abertos, dando a visão de seu sutiã rendado preto e as mangas arregaçadas. — Senti falta de conversar com você.

Com o olhar intenso de Emma sobre si, Regina notou que tinha as mangas da camisa arregaçadas e os dois primeiros botões abertos. Rapidamente tratou de fechar os botões que havia esquecido que os tinha aberto. — Quando viu a figura loira através do olho mágico que havia na porta, ficou atônita, esquecendo-se até mesmo de seus sentidos por alguns segundos.

— Eu... realmente espero não ter atrapalhado alguma coisa.  — Emma disse um tanto atrapalhada nas palavras. — E-eu, hm, acabei de chegar em Storybrooke e... você foi a primeira pessoa que pensei. — sorriu timidamente, sem mostrar os dentes.

— Você não atrapalhou nada, Emma. Eu só estava trabalhando em alguns papéis da prefeitura. Sabe como é, ainda tenho que administrar a cidade e levar nas costas comentários de que “os prefeitos não fazem nada”. Mas essas coisas definitivamente podem esperar. — Regina disse curvando os lábios em um sorrisinho para a loira que retribuiu — Vem, sente-se. Já nos conhecemos há bastante tempo, então, acredito que nem seja preciso dizer que “mi casa és su casa”.

Emma sorriu como agradecimento, encantada com o sotaque latino de Regina, ainda que na frase curta.

A prefeita aponta para o imenso sofá branco que havia naquela sala imensa, cujo Emma senta-se confortavelmente, como sempre fazia.

— Henry está em casa? — a loira pergunta ao observar o lugar que estava praticamente do mesmo jeito que se lembrava antes de mudar-se para Boston.

— Oh, não, não. Henry saiu com os amigos da escola para o Granny’s. Você quer que eu ligue para ele para comunicar que você está aqui? Tenho certeza que ele ficará muito feliz em saber, e irá querer vir imediatamente para cá.

— Não. Na verdade, eu queria mesmo conversar com você, Regina. — a prefeita encarou a loira que a observava com sua íris esverdeadas, e arqueou uma sobrancelha tentando deduzir o assunto da conversa. — Há uns meses venho me sentindo angustiada, e você é a única pessoa que me realmente entende de verdade e sinto que posso conversar sinceramente. Digo, todos levam suas vidas de maneira encantada, como se nada os afligisse e você, bem... me entende.

Regina concordou com a cabeça assentindo. Ainda que não soubesse o motivo da conversa, tinha quase certeza de que podia ajudar ao menos em alguma coisa. Afinal, já havia passado por tanta coisa na vida.

Sentia-se agradecida por a loira confiar em si para conversar. Sentia-se completamente grata por Emma ter ajudado-a a se tornar uma pessoa melhor.

— Achei que me faria bem conversar contigo, como fazíamos antigamente, antes do casamento e... eu deixar Storybrooke. — Emma disse devagar, e suas bochechas não evitaram em ficar coradas. Gesto que Regina achava completamente adorável, apesar de nunca ter tido a oportunidade de dizer.

— Fico feliz que tenha me procurado. — a prefeita diz curvando seus lábios carnudos e avermelhados em um pequeno sorriso. Estava realmente feliz por Emma ter vindo procurá-la.  — Sobre o que iremos conversar?

— Meu casamento... — notou o olhar de decepção de Regina assim que mencionou a palavra casamento. O mesmo olhar que havia feito quando descobriu que tinha ficado noiva do pirata — É como se... eu tivesse desaparecido e sido tomada por uma versão mais chata de mim.

— Mais chata que você? Isso é realmente possível, Swan? — Regina soltou uma risada nasal e Emma juntou as sobrancelhas. — Desculpe, continue o que você estava dizendo.

— Eu estive analisando esses dias e acho que me sinto angustiada com toda essa história de casamento...

— Eu sempre disse que você era boa demais para o Hook. — Emma olhou para a mulher à sua frente e calou-se. Não sabia se porque ela havia dito que seu marido não era bom o suficiente para ela ou porque sabia que era verdade.

Regina rapidamente desculpou-se ao notar o que havia falado, não era de sua conta.

 — Aceita beber alguma coisa? whisky, vinho, cidra, martíni? — ofereceu.

— Vinho está bom.

Regina rapidamente se ocupa de trazer a bebida juntamente com as taças, não evitando de pensar o quanto Emma parecia realmente angustiada com aquela situação do seu casamento com o pirata. Não conseguia enxergar aquele brilho no olhar que a loira carregava quando estavam juntas.

Desde o momento que soube que Emma iria casar-se, sabia que não seria uma boa. Não porque estava com inveja de seu casamento, mas porque Hook não era o tipo de homem ideal para Emma. E Regina, ainda que tentasse esconder, nutria sentimentos pela loira a ponto de preocupar-se mais que o necessário com a mesma. Sentimentos estes que iam muito além de uma amizade. Mas, apesar disso, ela não podia fazer nada. Não dessa vez.

Já havia estragado o casamento dos Charmings, e não pretendia fazer o mesmo com o de Emma. Se ela estava feliz, era o que importava.

— Sou toda ouvidos. — a mais velha disse assim que entregou a taça de vinho a loira à sua frente.

Emma disse todas as suas inseguranças e seguidamente levou a taça à boca, bebericando daquele vinho delicioso. Regina tinha um ótimo gosto para bebidas.

— E apesar disso que me contou, você continua tendo a sensação de que ele é seu amor verdadeiro? — a prefeita pergunta com o olhar completamente voltado para a loira, sem jamais desviar o contato de suas lindas íris esverdeadas.

— E-eu... não sei, Regina. — respondeu após alguns segundos em silêncio.

— Como não sabe? — Regina perguntou incrédula com a resposta que havia escutado.

— Não sei exatamente como é a sensação de ter um amor verdadeiro. — a loira confessa fazendo a prefeita quase engasgar-se com seu próprio vinho — Digo, é de certa forma satisfatório estar com ele. Ele é atraente, engraçado, é legal com Henry, mas...

— Mas? — a morena estreitou os olhos como se quisesse decifrar aonde Emma queria chegar com aquilo.

— Mas não sinto como se fosse eu mesma quando estou com ele. Não é como se nos encaixássemos. Ás vezes torna-se cansativo. — desabafa.

Regina tomou um gole generoso de sua bebida antes de dizer sua opinião.

— Isso é tão irônico, porque seus pais, os Charmings, são o exemplo perfeito de amor verdadeiro, e você é ninguém menos que a salvadora, fruto do amor verdadeiro deles. — Regina diz tentando processar as informações que havia escutado. Emma continuava séria e de longe não parecia estar para brincadeiras. Por isso a morena desculpou-se e logo procurou um argumento semelhante, que pudesse de fato ajudá-la — Quando namorei com Daniel, eu me sentia incrível na presença dele. Eu gostava dele e era recíproco. Eu acordava pensando no que iríamos conversar, nas programações que poderíamos fazer. Eu sentia meu coração quase sair pelo peito quando ele estava perto, e isso era tão... incrível. — diz — Como se sente quando está perto do Hook?

— Eu me sinto diferente. Digo, havia um certo brilho quando nós começamos a namorar. O sexo era bom, ele me arrancava algumas risadas e fazia me sentir bem, mas eu não... era somente satisfatório, sabe? Não é como os meus pais, e eles são claramente o exemplo principal do “amor verdadeiro”. Era somente... satisfatório.

— Você o ama? — a pergunta de Regina ecoou pela sala que rapidamente preencheu-se por um silêncio absurdo. — Emma, você está bem? — a prefeita perguntou arqueando uma sobrancelha ao perceber que Emma estava esquisita.

— Estou bem.

— Tem certeza de que está bem? Você está vermelha e tem o olhar perdido — Regina diz aproximando-se sutilmente para checar a temperatura da loira a sua frente que não lhe parecia nada bem.  — e também está quente.

Se considerar o coração a mil por hora normal, a sensação de borboletas rondando seu estômago e o fato que se jogaria em seus braços completamente sem pensar, Emma estava ótima.

A loira assentiu levemente com a cabeça.

— Tem certeza que não quer que eu pegue um termômetro para você?

— Estou bem, Regina. Não se preocupe. — sorriu fraco.

— Lamento por invadir completamente o seu espaço pessoal te perguntando aquilo...

— Não. — interrompeu a mais velha antes que terminasse de se desculpar por besteiras — Eu te procurei justamente para conversar sobre isso. E respondendo à sua pergunta, eu... já amei alguém antes, e não é a mesma coisa com Hook. Ele... não é a pessoa que invade os meus pensamentos e sonhos constantemente. Ele não é a pessoa que me causa uma confusão no estômago sempre que estou perto. Ele... não é a pessoa que eu me preocupo mais do que deveria...

Regina arregalou os olhos um tanto surpresa com a revelação que Emma a tinha feito.

— Miss Swan, você foi literalmente ao inferno por ele, para trazê-lo de volta. Colocou a vida de todos em risco, até mesmo a de Henry. Qual seria o sentido disso tudo se você não o ama?  E porque diabos casou-se com ele se ainda tinha dúvidas?

— Eu sei, mas... não sinto que tenha sido um ato de amor verdadeiro como disseram. Eu meio que me senti na obrigação de fazer isso por ele, como uma forma de gratidão por ele ter se entregado ás trevas por mim. Sentia que devia isso a ele. — diz — Toda vez que eu o olho, eu não sinto desejo, nem arrepios, ou aquelas malditas borboletas no estômago. Eu fiz aquilo de certa forma para fazer meus pais felizes. Era o que parecia certo no momento, mas não sei se necessariamente era o certo. — disse baixinho e olhando para baixo.

— Suprir necessidades — Regina disse após alguns curtos minutos em silêncio fazendo a loira franzir o cenho — Você precisava de alguém que suprisse as suas necessidades momentâneas, e Hook estava lá, prontamente ativo e disposto para fazer isso. Sempre a sua disposição, e ainda nutria sentimentos por você.

— Co-como você...?

— Demorei um tempo para entender, mas sentia-me do mesmo modo quanto à Robin. Ele era um homem adorável, que apareceu em minha vida em meio a um momento negativo, mas... o que eu sentia por ele não era o sentimento de amor verdadeiro. — Regina disse fazendo a loira quase arregalar os olhos para fora com a revelação — Obviamente gostei muito de Robin, muito mesmo, inclusive cheguei até a pensar que eu realmente estava apaixonada por ele, porque ele era incrível comigo, mas... ele não era o meu “amor verdadeiro”.

Os olhos verdes encaravam os castanhos que lhe fitavam atentos a cada palavra.

— Você ficou altamente devastada quando ele morreu...

— Sim. E não nego que por um momento também fiquei irritada sobre você ter um final feliz e eu não. Até eu me dar conta de que meu final feliz não era e nem se resumia em um homem para me fazer feliz. — disse — Não que eu não tenha sentimentos por Robin, pois eu tenho, e sou eternamente grata ao que ele fez por mim e o respeito profundamente, mas... o que eu tinha por ele se resumia mais em companheirismo e afeto, porque no fundo... eu amava outra pessoa.

Emma ouvia tudo atentamente, enquanto tomava mais uns goles de seu vinho.

— Ainda amava o garoto do estábulo... — Emma disse tentando completar a fala de Regina, que negou com a cabeça. — Outra pessoa além de Daniel? — a loira jogou um olhar indiscreto para a prefeita, e perguntou com os olhos repletos de curiosidade.

— Sim. Mas, a minha vida amorosa não é o que interessa neste momento. Estamos falando sobre você, Swan. Sobre o seu casamento, seus sentimentos... — Regina diz e Emma assente concordando, por mais que estivesse completamente curiosa. — O conselho que eu tenho para te dar é que você não tem que permanecer com um homem somente por gratidão ou seja lá o que for. Se você não o ama e não está feliz com isso, deve ser honesta consigo mesma e sair dessa.

Regina dizia cada palavra sem desviar o olhar dos olhos da loira por um segundo sequer.

— Se isso te machuca, encerre isso agora mesmo, antes que tenha ainda mais prejuízos depois. E na minha sincera opinião, você é boa demais para ele, Miss Swan. — mais uma vez repetiu — Mas, se acha que é algo que vale a pena lutar, é a sua decisão. Não irei te julgar por isso, afinal, é a sua escolha. Eu só quero que saiba que você é uma mulher incrível e não precisa de um homem para ser seu final feliz.

— Re...

— Por favor, não me interrompa quando eu estiver falando.

A loira imediatamente assentiu com a cabeça, concordando.

— Você é uma mulher incrível, Emma. Você tem uma luz dentro de si que é radiante e uma personalidade inigualável. Quando estou com você os problemas somem numa facilidade incrível — diz curvando os lábios num pequeno sorriso desajeitado, sem deixar de encarar as esmeraldas marejadas de Emma — Obviamente tivemos nossos conflitos no início, mas fico extremamente feliz que tenhamos conseguido contornar toda essa situação e estamos aqui conversando. E tudo isso só aconteceu por você!  Desde que te conheci não deixei de sorrir pelos cantos e me transformei em uma pessoa de bem comigo mesma. Levei tantos anos sendo infeliz que até hoje não havia percebido o quão importante era me sentir viva. E isso também é graças a você! — Regina leva uma mão ao queixo de Emma, e acaricia sutilmente aquela região com o polegar — Não perca esse brilho que está dentro de você por alguém que não vale a pena, porque você merece muito mais.

Com um simples gesto rápido, Emma, que estava atônita com todas as palavras que escutara, atacou os lábios de Regina em um beijo repleto de luxúria.

Aquelas palavras da maior haviam sido o impulso que faltava. Nunca havia escutado da boca da prefeita algo que comprovasse que ela também nutria sentimentos, e ouvir aquilo foi o ápice para que ela se sentisse segura de fazer o que sempre havia tido vontade.

Regina cedeu à tentação e correspondeu o beijo inesperado, entrelaçando suas línguas em um movimento lento e intenso, até ficarem sem fôlego.

O gosto do vinho se misturava com o batom sabor cereja da morena, fazendo com que a loira desejasse saborear ainda mais aquela boca carnuda e macia.

 

— É você, Regina. — Emma diz após alguns segundos, com o olhar voltado para as orbes castanhas de Regina, fazendo-a arquear uma sobrancelha em confusão — Você é a pessoa que eu acordo pensando, vou dormir pensando, sinto as malditas borboletas no estômago toda vez que a vejo... Era isso que eu ia dizer, antes de você pedir para eu não interromper o seu discurso.

Regina levou um dedo aos lábios ainda sentindo o beijo. Ela também não havia parado de pensar na loira, durante todo esse tempo. E quando a viu agora parado em frente à sua porta, o seu corpo rapidamente travou, fazendo com que ela agisse seguindo apenas o seu instinto. O seu ardente instinto repleto de desejo...

— Em-ma... — foi a única palavra que saiu de seus lábios, em tom de sussurro.

— D-desculpe, eu... — a loira diz levantando-se envergonhada, suas bochechas estavam completamente coradas, do jeito que a prefeita apreciava sempre que via. E antes que pudesse levantar-se e seguir em direção a porta, Regina a impede, segurando seu pulso sutilmente.

— É recíproco, Emma. — a prefeita diz com a voz baixa ainda segurando o pulso de Emma, que estava parada a sua frente.

Ambas mantiveram uma troca de olhares intensa por alguns minutos, — os castanhos escuros devorando as esmeraldas cintilantes. — antes de selarem o espaço com um beijo sedento.

[...]

— Aquela pessoa que... você mencionou antes...? — a loira pergunta quebrando o silêncio que havia brevemente se instalado, onde as únicas coisas que eram audíveis, eram suas respirações descompassadas.

— Sim, é você. — diz — Sempre foi você. Desde quando você chegou com aquele comportamento rebelde, regata branca, jaqueta de couro vermelha, jeans apertados e coturnos, eu soube que havia algo em você.

— Se eu soubesse disso antes, Regina Mills, você não tem no...

Sem que deixassem de trocar olhares por um segundo, Regina levantou-a sutilmente pelo queixo e a beijou. Emma não hesitou ao toque da morena. Sua boca simplesmente começou a devora-la como se tivesse faminta, e aguardando esse momento há tempos. A queria de corpo e alma.

Ambas tinham uma química imensa e isso era inegável.

Suas mãos percorriam o corpo da outra como duas sedentas.

Após o beijo, Emma, apenas separou os lábios do da morena depositou um selinho ali e respirou fundo, não deixando de olhar diretamente para aqueles olhos castanhos escuros de desejo à sua frente. Agarrou-a em um abraço forte, e deitou sua cabeça no ombro do morena, podendo sentir o cheiro do seu perfume completamente maravilhoso que impregnava em seu cérebro. 

Regina beijou o pescoço de Emma que arfou com o toque. Também a desejava tanto que seu corpo ardia e queimava por ela, desde o princípio.

— Que tal resolvermos isso no meu quarto? — sugeriu com um sorriso malicioso nos lábios.

Ao terminar de ouvir as palavras que a prefeita havia dito, a loira rapidamente curvou os lábios em um sorriso digno de comercial de tevê, e sem qualquer tipo de cerimonia, a levantou no colo em um impulso, selando de uma vez só, todo o espaço que havia entre ambas em um beijo.

Regina rapidamente entrelaçou suas pernas — uma de cada lado — na cintura da loira e correspondeu ao beijo.  Seu coração batia freneticamente, como se quisesse, de alguma forma, saltar para fora do peito de tanta excitação. O da loira também não estava muito diferente.

Uma onda leve de calor sensual envolveu-as brevemente, como sempre acontecia sempre que estavam juntas e mantinham contato visual por mais tempo que o necessário. E em meio a uma série de beijos e agarrões, Emma consegue subir as escadas com a prefeita agarrada a seu corpo, sem sequer sonhar em perder o equilíbrio. Agradecendo mentalmente aos exercícios físicos que praticava arduamente todos os dias, que não só a deixavam com um porte físico de dar inveja, quanto lhe permitiam de desfrutar mais momentos como esse.

— Seria muito mais fácil se você tivesse usado magia e nos teletransportado. — Regina diz com a voz rouca, quando Emma chuta a porta entreaberta do quarto da morena para entrarem no ambiente.

— Eu pretendo apreciar cada segundo com você, my majesty. — sussurra contra o pescoço da morena, que tornou a suspirar profundamente quando sentiu a pele sensível de seu pescoço ser mordiscada.

Próximas a cama, Emma pôs Regina de pé, certificando-se de segurar-lhe pela cintura e nádega, de forma que se mantesse equilibrada quando seus saltos encontrassem o chão. Encarou as orbes castanhas a sua frente que exalavam desejo, e seguidamente levou as mãos aos botões da camisa de Regina, desabotoando-os com uma agilidade fora do comum. Estava deveras ansiosa.

Ao visualizar os seios fartos de Regina, ainda que sob o sutiã preto rendado que ela utilizava, Emma teve a certeza que estava no paraíso.  A fitava de maneira atônita, como se estivesse um sonho. Mal podia esperar para toca-la. Para sentir o corpo da morena fazendo parte do seu, — como havia feito algumas vezes em alguns de seus sonhos — e desfrutar deleite daqueles beijos sensuais e ardorosos.

Seu corpo desejava arduamente aquela mulher, dos pés à cabeça, como nunca havia desejado tanto alguém. Seus mamilos rapidamente endureceram contra a frente de sua blusa, e um calor logo fez-se presente entre suas coxas e intimidade. A expectativa envolvia-a por inteiro, deixando-a com o coração disparado e estomago dando nós.

Prosseguindo com um beijo voluptuoso, entrelaçou a língua com a dela numa extrema cadência, e empurrou-a contra a imensa cama macia, ficando por cima da mesma, que arfou com a ação inesperada.

Em um mover de mãos, utilizando de sua magia, Regina removeu a jaqueta e blusa de Emma de uma vez só, deixando-a somente de calça jeans e sutiã vermelho, surpreendendo-a. E, naquele momento, teve certeza de que aquela era uma das visões mais sexy que já havia tido o prazer de ver.

— Bem melhor assim! — disse sem conter um sorriso malicioso ao analisar o corpo bem cuidado à sua frente. Seios de tamanho médio, abdômen e braços completamente definidos. Deliciosa.

Emma, que afagava as pernas da morena, ainda que sob a saia que utilizava, tratou de arrancá-la de uma vez, da mesma maneira que Regina havia feito com sua jaqueta e blusa.

— Faço das suas palavras as minhas. — diz ao analisar a visão a sua frente. – Regina com as pernas entreabertas, usando nada mais que uma lingerie de renda preta. – Seu coração batia tão forte que admirava-se por não ter saído pela boca. Queria aquela mulher como nunca quisera algo em toda sua vida, e ela também a queria, deixando transparecer o próprio desejo em seu olhar escuro.

A beijou numa voluptuosa cadência, como se necessitassem daquele contanto por anos, o que não era tanta mentira.

Regina abraçou-lhe pelo pescoço durante o beijo, e quando a loira ergueu-a devidamente sobre a cama, não pôde conter um gemido que escapou em deleite de seus lábios.

— Em-ma...  — o hálito de Regina era quente e seus lábios carnudos eram estupidamente macios.

A loira sorriu satisfeita e desceu seus lábios e dedos para o maxilar da outra, descendo uma trilha de beijos e chupões do maxilar; pescoço, até o vale de seus seios, ainda cobertos pelo sutiã rendado.

Regina estremeceu com o contato daqueles dedos hábeis e macios percorrendo por sua pele quente como o inferno.

Sentiu-se no próprio paraíso quando Emma deslizou as mãos mais para baixo, chegando próximo de sua intimidade, enquanto beijava a sua barriga de uma maneira fodidamente deliciosa.

— Ahh... — gemeu abafado.

Com um gesto hábil, e utilizando mais uma vez de sua magia, Emma livrou-se rapidamente do sutiã de renda que Regina usava, agora tendo a visão dos seios desprovidos de qualquer tecido. Admirou a visão por alguns segundos, decorando-a, antes de finalmente abocanhar os mamilos rosados e rijos de Regina, que estavam à sua espera.

Com o polegar, Emma esfregou-lhe o mamilo direito, acariciando-o, enquanto levava a boca ao esquerdo, sugando-o, chupando-o, beijando-o e mordiscando-o.

Os dedos gentis de Regina corriam deliberadamente pelas costas da loira, arranhando-a e instigando-a à continuar o que estava fazendo.

Após dar a devida atenção aos seios da prefeita, Emma percorreu novamente uma trilha de beijos e lambidas até sua barriga lisinha.

Regina arrepiou-se instantaneamente com o contato, arqueou o corpo, e mordeu o lábio inferior contendo um gemido desesperado. Estava desesperada por mais toques de Emma Swan e seu corpo deixava cada vez mais explícito.

Antes de fazer o que tanto ansiava, Swan estudou-a com suas esmeraldas de forma intensa, para ter certeza de que ambas compartilhavam aquele momento na mesma intensidade e acima de tudo estavam cientes do passo que viria a diante. Analisou-a da forma que sempre fazia, de forma que somente através do olhar, conseguia enxergar através da sua alma. Logo curvou os lábios em um enorme sorriso sensual, completamente satisfeita com a visão que tinha. E deu-se conta que havia comportado-se e levado a opinião dos outros por muito tempo, e agora estava mais que na hora de fazer algo por ela mesma.

Entendendo o recado que lhe fora dado através do olhar, Regina entreabriu ainda mais as pernas, dando total acesso à sua intimidade encharcada para a loira, que caiu de boca naquela região, após livrar-se do pano minúsculo repleto de excitação.

— Tão molhadinha para mim, my majesty — Swan disse baixinho, espalhando a lubrificação da outra com um dedo, enquanto sua boca rapidamente trabalhou nos pontos sensíveis da morena, que gemeu seu nome em êxtase.

— Emma... ah... — deixou escapar um gemido manhoso de seus lábios quando a língua habilidosa de Emma percorreu por toda sua intimidade de uma forma completamente prazerosa.

Regina afagou-lhe o cabelo de maneira sensual, com os dedos entrelaçados nos cachos loiros, instigando-a para mais contato.  As sensações que a dominavam eram maravilhosas. O corpo vibrava, os sentidos estavam aguçados... Era como se cada toque que Emma a proporcionasse fosse amplificado em mil por cento, excitando-a como nunca estivera em toda sua vida. Mais do que imaginara ser possível.

— Você é uma delícia...  — sussurrou a loira beliscando-lhe suavemente o clitóris inchado.

A respiração da morena tornou-se ainda mais ofegante.

Swan levou os lábios até a boca de Regina, beijando-a com o seu gosto na boca. Somente deixou-lhe os lábios quando a falta de ar se fez presente, afundando o rosto em seu pescoço macio, sentindo-lhe a fragrância agradável de maçã, que seu corpo exalava.

Regina não aguentando mais esperar devido a intensidade da excitação que lhe preenchia, leva a mão de Emma até a sua entrada, insinuando a penetração, que a loira rapidamente o fez, sem mais cerimônias, inserindo os dedos médio e anelar de uma só vez em Regina.

Conforme as estocadas, Mills pressionou o corpo contra a mão de Swan, — que trabalhava firmemente nas estocadas num ritmo intenso — de forma que seus quadris arquearam-se de uma maneira tão perfeita que a loira poderia facilmente denominar aquela visão de oitava maravilha do mundo.

— Oh, Emma... — sussurrou ofegante. As bochechas estavam levemente coradas e respiração entrecortada.

— Goza para mim, Gina – pediu numa voz tensa, quase sussurrada, mantendo um ritmo perfeito, que intercalava entre rápido, sútil e fundo. Do jeito que Regina amava.

Como que numa ordem, Mills foi arrebatada para o clímax, sussurrando o nome da loira sem parar e ofegando até atingir o seu orgasmo.

— SW-AN... — o clímax que arrebatou foi tão intenso que não pôde conter o gemido extasiado que escapou de seus lábios e as pernas trêmulas. Aquele definitivamente fora o melhor orgasmo de toda sua vida.

Emma, após deliciar-se com todo o líquido da morena, subiu para beija-la de forma sedenta. As línguas entrelaçadas como numa dança, ambas em perfeita sincronia, como se pertencessem uma a outra.

Regina, enquanto se recuperava do orgasmo mais intenso de sua vida, pensava em pôr em pratica todas as suas vontades e desejos com a ex-xerife. Não era do tipo passiva, e tinha suas próprias vontades e desejos para serem saciadas. Queria que a loira fosse arrebatada pelo mesmo prazer que tinha lhe proporcionando. Queria fazê-la gemer seu nome repetidas vezes sem parar, leva-la num ponto que não teria controle próprio, nem se tentasse. Queria enlouquece-la.

Num movimento ágil e totalmente habilidoso, a morena inverte as posições que estavam, pegando a loira de surpresa com o ato repentino.

— Minha vez, salvadora — sussurra contra os lábios de Swan, que não conteve um gemido abafado.

Regina traça-lhe os lábios finos e rosados, mordiscando-os, antes de inserir a língua em um beijo para lá de avassalador, da forma que sempre havia desejado fazer.

Em meio ao beijo puramente sensual que trocavam, Mills estendeu o contato das mãos pelo corpo de Swan, afagando-lhe os seios puramente excitados, massageando-os com as mãos por dentro do sutiã. Sem deixar nunca de apreciar, tocar e apertar os músculos que Emma tinha.

Sem mais delongas, deslizou com tudo as alças do sutiã da loira, que não conteve um gemido manhoso em meio a um suspiro entrecortado. Seu sutiã fora simplesmente rasgado por Regina.

— Você é tão linda... — diz a morena antes de levar a boca para os mamilos de tamanho médio, rosados e completamente excitados, para si. Uma visão puramente tentadora aos seus olhos.

Sorriu de forma lasciva e maliciosa para a visão que tinha de Emma completamente à sua mercê, antes de sugar-lhe o mamilo com vontade, enquanto sua outra mão apertava o outro entre os dedos, fazendo a outra gemer em demasia pelos toques. Fazia movimento circulares com os dedos e boca, sempre intercalando o contato entre os mamilos para que ambos tivessem a mesma atenção.

Não contendo a vontade avassaladora de explorar a região do abdômen definido de Emma, — que tanto lhe instigava — desceu algumas carícias pela barriga da loira.

— Puta merda, Regina... — gemeu quando sentiu os lábios quentes da mulher beijar toda a região de seu abdômen, sem esquecer nenhuma parte sequer, enquanto suas mãos arranhavam as laterais de seu corpo.

— Reg-INA... — a loira gemeu de forma ofegante quando a língua de Regina parou em sua virilha. Seu rosto à essa altura do campeonato, tinha uma coloração vermelha, completamente adorável.

— Diga-me o que quer, Em-ma... — Regina sussurrou, e com a ponta dos dedos, contornou-lhe a calcinha de maneira suave e absurdamente provocante — Diga-me que quer e eu te dou.

— Isso... — a loira mais gemeu do que disse.

— Isso? — a morena fez-se de desentendida e beijou-lhe a coxa.

Emma meneou com a cabeça negando, e levando a mão de Regina para onde mais a queria.

Satisfeita com o gesto da loira, Regina permitiu-se então avançar em direção ao centro de sua feminilidade, fazendo movimentos circulares lentos por cima do pano que ainda a cobria.

— É isso que você quer, hum? — perguntou de uma forma sensual e provocativa.

A loira brevemente assentiu com a cabeça. Estava encharcada de tanto tesão.

— Me diga ou eu simplesmente paro.

— Me fode, Regina. Por favor. — pediu em tom dramático, quase implorando de joelhos por alívio.  — Eu quero sua boca e dedos em mim. Eu quero você! Bem forte e fundo.

Regina sorriu de maneira lasciva com a resposta de Emma, e sem mais preliminares, retirou a calcinha encharcada da loira com a boca, de uma forma completamente erótica.

 Swan adorou a maneira como sentiu-se estremecer somente com aquele contato. Estava ofegante, com o coração disparado e tomada por um desejo avassalador que a preenchia em demasia. E quando Regina finalmente tocou-a, teve a sensação de ser arrebatada entre o céu e inferno em frações de segundos. Era um toque absurdamente gostoso. A língua de Regina era hábil e firme, e a provocava sempre nas regiões mais sensíveis.

— E-eu vou... — Emma diz em um sussurro, com os olhos fechados devido ao tamanho prazer que sentia.

— Agora não. Olha para mim! — diz Regina, querendo ver-lhe a reação que estava causando-na.

 Emma levou alguns segundos para abrir os olhos, encarando com dificuldade os castanhos escuros de desejo à sua frente.

Regina fitou-a nos olhos, quando encontrou seu ponto mais sensível. O gemido abafado de Swan, quando insinuou penetra-la, a encheu com um prazer enorme.

A loira rapidamente entreabriu-lhe as pernas, dando-lhe ainda mais acesso a toda a região de sua intimidade. Regina iniciou penetrando-a com um único dedo, o indicador, levando a loucura.

— Mais...  — pediu arqueando os quadris na expectativa de intensificar os movimentos — Por favor, Regina...

De uma vez só, Regina invadiu-a com os dedos médio e anelar, além do indicador, quando Swan praticamente lhe implorou por mais.

As paredes internas de Swan contraiam-se de uma maneira encantadora em seus dedos, de forma que não demorou muito para atingir o orgasmo.

Após a loira despejar seu líquido, Regina beijou-a com fervura e posicionou-se em cima dela, entrelaçando suas pernas numa tesoura. Sua intimidade estava mais uma vez encharcada de tanta excitação, e a da loira, totalmente sensível, pronta para atingir um novo orgasmo. Aquela posição era perfeita e as deixava completamente conectadas, como numa fusão.

 O contato de suas intimidades friccionadas em movimentos constantes, logo as proporcionou outro orgasmo, em sincronia, como se ambas pertencessem a uma só.

— Uau... — Emma suspirou ofegante. Estreitou Regina junto a seu peito e deitou-a lá. — Esse definitivamente foi o melhor sexo da minha vida.

— Das nossas vidas. — a morena completou com um sorriso gracioso, idêntico ao do sonho que Emma tivera.

[...]

— Eu acho que te amo desde a primeira vez que te vi, sabia? Com aquele vestido colado ao corpo, em cima de saltos altos, cabelos devidamente alinhados, sotaque perfeito, apesar da visível preocupação com o Henry.  — diz curvando os lábios em um sorriso sincero — ... Você me chamou para beber e, daí em diante, eu claramente estava atraída por você. Pensava constantemente em como seria a sensação de beijar os seus lábios carnudos...

— E como é? — a loira franziu o cenho com a pergunta inesperada de Regina — A sensação de beijar meus lábios, idiota.

Regina revirou os olhos em meio a tamanha lerdeza da outra.

— Ah, completamente delicioso. Assim como tudo em você, majestade. — responde a loira depositando mais um beijo em seus lábios avermelhados — Mas, continuando o que eu estava falando antes... você me leva a perdição somente com o olhar, Regina. E eu jamais, em toda minha vida, poderia imaginar que você sentia-se da mesma forma por mim. Porquê da mesma forma que você me lançava investidas e me instigava, segundos depois agia como se não desse a mínima, e eu não sabia o que pensar. Isso me deixava completamente enfurecida.

Regina sorri com os olhos fechados, lembrando-se de vários momentos onde as duas provocaram-se, mas não resultou em nada por falta de coragem de ambas.

— Você me tirava do sério. Ao mesmo tempo que eu tinha vontade de te matar, eu também tinha uma vontade absurda de te beijar.

— Eu não teria reclamado se você tivesse feito.

— Te matar?

— Me beijar, obviamente. E além do mais, você não me mataria. Eu conheço você, Regina. — a loira diz, trazendo-a para mais próximo de si, como se nenhuma distância fosse suficiente, e deitando-a sem seu peito.

— Tem razão, eu não te mataria. — Regina diz baixinho, permitindo-se aconchegar-se no corpo quente de Swan, que percorria os dedos suavemente em seus cabelos, fazendo-a sentir-se completamente confortável. — Como você está se sentindo? — pergunta após alguns minutos, ainda abraçada a outra, sentindo o calor de seus corpos juntos, como se pertencessem a uma só.

— Flutuante. Você acabou de me proporcionar dois orgasmos, majestade.  — Emma diz com os olhos brilhando, ainda sentindo o corpo relaxar com tamanho prazer que lhe fora proporcionado.

— Não, idiota, não estou falando nesse sentido.

— Ah... — a loira hesita, e finalmente entende aonde Regina queria chegar.

A morena mantinha uma sobrancelha arqueada, esperando pela reposta que a loira lhe diria. Sentia seu estômago embrulhando, e a sua mente traiçoeira, dizia-lhe repetidas vezes que ali era o momento o qual Emma se arrependia do que fizeram e ia embora. Porque era sempre assim que as coisas funcionavam em sua vida.

— Francamente, Gina, eu me sinto realmente ótima. Inclusive, acho que deveria ter estado na sua cama mais vezes. — responde a loira, sorrindo de forma sacana. Mas, essa ainda não era a resposta que Regina esperava.

— Você é uma pervertida! — a morena responde mordendo a pele sensível do pescoço de Swan, que não conteve um gemido, e aperta seu músculo do braço.

Regina afasta-se do corpo de Swan e senta em cima de sua barriga.

 As peles desnudas em contato uma com a outra proporcionavam-nas uma sensação enormemente prazerosa, que provocou alguns gemidos baixinhos de ambas.

— Você sabe que apesar de eu ter gostado da sua resposta, ainda não é o que eu gostaria de escutar, não é? — Regina diz encarando-a, que tinha as mãos pressionadas em seu quadril.

— Sei. — afirma — E também sei que eu certamente deveria estar arrependida ou algo do tipo, porque de certa forma eu ainda sou... casada, mas... eu não estou. Não mesmo. Nem um pouco arrependida, ou eu perderia a chance de estar aqui ao seu lado, tendo os melhores momentos da minha vida. — acariciou a cintura de Regina que não desviava os olhos dos seus — Eu estou perfeitamente bem aqui, ao seu lado. Me sentindo como nunca me senti antes, em um turbilhão de emoções positivas, as quais eu não quero abdicar nunca mais, porque eu já encontrei tudo que faltava, e estava bem diante dos meus olhos.

— Acha que encontrou o que faltava? — a morena pergunta receosa com uma sobrancelha arqueada.

— Tá brincando? Muito mais do que faltava, Regina. Você é... simplesmente tudo que eu poderia querer. A mulher que invade meus sonhos e pensamentos, irresistível, inteligente, gostosa, mãe do meu filho. O que mais eu poderia querer? — sorri — Você é espetacular em todo os sentidos, e eu me sinto transbordando com você. E estar aqui, dividindo estes momentos com você foi definitivamente a melhor escolha que eu já fiz em anos. — Emma responde apertando a cintura de Regina e inclinando-se para sentar-se, com ela em suas pernas.

— Hoje de madrugada tive um sonho com você, sorrindo, tão linda, que todas as palavras do mundo não seriam suficientes para descrever o quão graciosa você estava. — a loira diz sem nunca quebrar o contato com os olhos de Regina, que estava abraçada a seu corpo com os olhos marejados — Eu praguejei internamente por estar tendo esse tipo de pensamentos pela mulher que é mãe de meu filho, e uma infinidade de coisas mais, porque eu jamais, em toda minha vida, poderia imaginar que você sentia algo parecido por mim, e também porque... eu estava hm, casada. Mas, acontece que eu simplesmente não posso negar o que sinto por você, Regina. — afastou uma mecha do cabelo da morena, colocando-a para trás da orelha com delicadeza. — Então, após esse sonho, eu decidi que viria a Storybrooke, porque aqui é o meu lar, e algo na minha mente dizia que eu precisava você. E com isso, mais uma vez discuti com o Hook, porque ele sabia que eu viria ver você. E ele duramente cuspiu essas palavras na minha cara: “Quando aquela mulher vai deixar de ser prioridade para você, Swan?”

Regina arregalou os olhos perplexa com o que havia escutado.

— E a minha resposta foi: simplesmente nunca. Porque você sempre vai ser prioridade para mim, Regina. — diz — Eu sempre fiz e faria qualquer coisa por você, e não estou dizendo isso somente porque estamos aqui, nuas, na cama. Mas porque é a verdade. Tanto é que eu cheguei aqui na porta da sua casa somente com a expectativa de somente ver-te mais uma vez.

Regina deixa escapar de seus olhos uma lágrima insistente.

— Eu não mereço você... — a mulher responde com os olhos marejados, e deixando outras lágrimas insistentes escaparem de seus olhos. Ninguém nunca a havia dito palavras tão profundas. E ela nunca havia baixado a guarda na frente de alguém.  — Eu destruí a vida dos seus pais, destruí a vida de inúmeras pessoas, incluindo a sua...

— Regi...

— Eu sinto muito. Eu realmente sinto muito, e gostaria muito de reverter as coisas se eu pudesse.

— Eu sei que você sente. E não quero se culpe por isso, porque isso é passado, e sem a maldição não existiria Henry, ou sequer estaríamos aqui, juntas. — a loira responde limpando as lágrimas que escorriam dos olhos de Regina com o polegar, sutilmente.

— Eu só quero que você saiba que tudo que eu desejo é a sua felicidade. Independentemente de qualquer coisa, eu só desejo a sua felicidade. — diz — Eu odiaria ter que te ver indo atrás do pirata depois da explosão de sentimentos que tivemos, mas se for o que você quer... eu não quero ser um empecilho para você. 

— Eu irei fingir que não escutei uma só palavra do que você acabou de falar sobre ser um empecilho na minha vida, porque eu praticamente acabei de falar que amo-te e a minha felicidade se resume a você. E não importa o que houve no passado, estamos vivendo o presente agora. — diz fitando-a — Se eu, a pessoa que fui afetada, digo que não me importo, então porque você está se importando? Regina, nós duas compartilhamos de sentimentos recíprocos e o quê além disso importa?

— Seus pais jamais aceitariam, a cidade...

— Eles não precisam aceitar nada. Quem precisa aceitar alguma coisa aqui somos eu e você, as duas envolvidas nisso. — diz seriamente — Regina, eu amo você e quero continuar com você, mas a pergunta é: você também quer isso?

— Qualquer coisa por você. — responde beijando o maxilar da outra.

— Então, danem-se o que os outros vão falar. Aqui somos eu e você, Emma e Regina. Duas adultas, independentes e envolvidas em uma relação incrível, onde elas mesmas decidem o que querem e se o sentimento de amor prevalece ou não.

— E quanto a Hook?

— Bom, ele mesmo sabe que a minha prioridade é você e Henry, e sempre será. — a loira deu de ombros, abraçando mais forte a cintura de Regina. — Eu escolho você, Regina. E eu sempre irei escolher você.


Notas Finais


Meus pensamentos para essa estória sempre foram para uma one-shot, mas agora que eu conclui, eu fiquei pensando no quão hilária iria ser a reação da Snow e do Gancho quando descobrissem de SwanQueen. Tô quase pensando seriamente na possibilidade de fazer um capítulo bônus só para retratar isso.

Enfim, indo a parte que interessa, eu espero do fundo do meu coração que a one não tenha ficado uma coisa completamente confusa e cansativa, porque quando eu fui corrigir, acabei modificando a visão que eu tinha de ambas do dia que escrevi, para a visão que eu tenho delas agora. É isto. Beijão para vcs. <3

(E SIM, EU AINDA TÔ QUEIMANDO DE VERGONHA PELO HOT. MAS, POR FAVOR, ME DEIXEM SABER A OPINIÃO DE VCS PARA QUE EU POSSA APERFEIÇOAR FUTURAMENTE.)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...