História Always by your side - Capítulo 27


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Henry Mills, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 436
Palavras 2.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, trago mais um capítulo dessa história, que já se encontra na metade, e está em seu momento de transição. Em alguns momentos, as coisas voltam a ficar mais intensas.

PS: Agradeço de coração à quem se mantem firme, lendo essa fanfic, comentando, favoritando, esperando e pedindo atualizações, mesmo com tanta demora.

Capítulo 27 - Waiting for a girl like you


— Emma! — Graham grita, correndo atrás da loira, que saíra da sala em uma velocidade surpreendente, mas a Sargento nem mesmo olha para trás. — Emma Swan! — Grita novamente, finalmente a alcançando, quando a mesma para de correr para entrar em seu carro. — Para onde está indo? — Joga-se na janela do passageiro, e coloca as mãos para dentro, já prevendo que ela poderia sair com o carro e lhe ignorar.

— Liam Jones e Keith Thompson fugiram. Estão por aí, e precisam ser capturados. Onde mais eu estaria indo? — Questiona em tom de obviedade. Seu tom deixando claro a pouca paciência.

— Não... Emma... — Respira algumas vezes, ainda buscando o fôlego perdido há pouco. — Eles estão muito longe daqui. Não vai adiantar sairmos daqui... — Deu ênfase na última palavra e apontou para o Departamento. — Para procura-los também... — Respira fundo. Sua respiração voltando ao normal. — Se ao menos estivéssemos por perto na hora... Você acha que eu estaria aqui, se tivesse a oportunidade de colocar as mãos nas pessoas que tentaram contra a vida de Regina?

Emma abaixa a cabeça por uns instantes, respira fundo e desliga o carro. Porém, nada diz. Apenas encosta-se na porta, e olha perdidamente pela janela.

— O que podemos fazer agora é esperar que nosso pessoal ou dos Departamentos vizinhos, consigam pega-los... — Humbert desencosta-se da porta, retirando suas mãos de dentro do veículo, rapidamente o rodeia, e abre a porta do lado do motorista. — E podemos ir até a casa de Regina para saber se tudo está bem. — Estende a mão, e a loira, rendida, a agarra, levantando-se do acento e saindo do carro.

•§•

— O que estão fazendo aqui uma hora dessas? — Regina questiona de cenho franzido, assim que abre a porta para Emma e Graham entrarem.

— É... — Os dois gaguejam ao mesmo tempo, entrando na casa.

— Graham estava com saudade e, aproveitando que eu precisava vir buscar umas coisas aqui, trouxe-o comigo. — Emma se adianta na desculpa, lembrando do quanto Humbert é ruim nisso.

— É... — Balança a cabeça exageradamente, confirmando. — Eu não estava mais aguentando só ouvir tua voz. — Diz verdadeiramente e, segundos depois, cora, quando vê a sobrancelha de Regina arqueada, e entende que soou romântico demais.

— Sério? — Regina indaga incrédula, e os dois balançam a cabeça de modo afirmativo. — Tá... — Cruza os braços. — Emma, o que veio buscar? — Questiona, semicerrando os olhos, mostrando claramente que não caíra na mentira dos dois.

— Eu vim... — Engole em seco, pensando em algo.

— Ok! A parte de Emma era mentira, mas a minha era verdade. — Graham entrega, recebendo uma forte tapa da loira, que balança a cabeça negativamente. — Ai! Eu sou o seu chefe. Não pode ficar me batendo assim. — Reclama, passando a mão na parte agredida.

— A culpa é sua! — Rebate, sem nem mesmo lhe dirigir o olhar. — Regina, viemos aqui para nos certificar que estava tudo bem. — Emma diz finalmente, adentrando mais na casa, e olhando tudo que é possível, atenta a qualquer movimentação estranha.

— Resumidamente... — Começa a dizer, seguindo Emma e Regina, e se sentando na sala, também atento a qualquer movimentação ou barulho, fora ou dentro da casa. — Descobrimos o culpado pelo seu acidente, prendemos ele, descobrimos que trabalha para Keith... — Faz uma pausa, tentando se lembrar da ordem dos acontecimentos. — Recentemente, em uma cena de mais um crime daquele caso dos corações, que aliás, precisamos de um nome para esse caso... — Olha para Emma que assente rapidamente. — Deixaram um bilhete para um de nós, e depois descobrimos que também foi Keith, mas não sabemos se ele está envolvido nessas mortes, ou não. E hoje, apenas algumas horas atrás, Keith e Liam Jones, responsável por jogar um carro contra o seu, fugiram.

— E vocês não pretendiam me contar? — Indaga em tom claro de irritação.

— Não enquanto você não voltasse. — Apressou-se em dizer. — Não queríamos te preocupar. — Acrescenta, recebendo um olhar atravessado da morena.

— Alguma pista do destinatário do bilhete?

— Estamos investigando.

— Agora viemos aqui só para saber se estava bem. — Emma se pronuncia finalmente, voltando a explicar o motivo de estarem ali. — Mas Ruby ficará aqui com você, durante o dia. — Avisa. — Assim que saímos, ela chegará.

— Hm... A nova oficial... — Murmura, batendo no queixo e sorrindo. — Irei adorar passar o dia todo ao lado dela. — Diz em tom malicioso e Emma revira os olhos, no fundo, sentindo uma pontada de ciúme.

•§•

— Temos pistas de para onde Keith Thompson e Liam Jones possam ter ido. — Eric anuncia assim que Graham e Emma adentram a sala do Capitão.

— Conseguimos algumas imagens que podem nos ajudar a identificar ao menos os carros usados. — Mike explica, aproximando-se com papéis em mão. Impressões de imagens de câmeras de segurança das ruas por onde Liam Jones estava sendo levado antes da fuga, e das ruas próximas ao presídio que Keith estava. — E após emitirmos o alerta aos Departamentos vizinhos, alguns oficiais que já estavam por perto do local, encontraram carros abandonados, e outros dois em alta velocidade. Houve perseguição em direção a saída do Estado, mas não sabemos o resultado ainda.

— Vocês já avisaram sobre essas imagens que podem nos ajudar a identificar os carros usados? — Os dois assentem rapidamente. — Ótimo! Vamos avisar aos Estados vizinhos. — Sugere, e os rapazes saem da sala. — Quanto mais gente tiver atrás deles, mais rápido isso tudo acaba. — Murmura, sentando-se nem sua confortável cadeira.

— Ainda temos que procurar um jeito de desmascarar o diretor do presídio. — Emma relembra. — Não vai adiantar muito, se conseguirmos prendê-lo de novo, e ele for para lá...

 — A não ser que consigamos uma transferência. — Diz, já pegando o telefone e discando alguns números.

— No fim disso tudo, seria justo você já promover os meninos. — Emma comenta, dirigindo-se a saída da sala e deixando o outro a sós.

•§•

— Chegamos em alguém. — Mike diz todo animado, ao entrar na sala do chefe.

— Jason Burkart, mais conhecido como Pequeno João. — Eric anuncia, também animado.

— Pequeno João? — Franze o cenho. — Tem fotos dele aí? — Eric se aproximou, jogando algumas folhas em cima de sua mesa. — Eu conheço esse cara... — Olha bem para a foto do homem, e fecha os olhos por um instante. — Ele já trabalhou para a polícia, mas foi expulso por corrupção. Mas tudo ficou por debaixo dos panos, para não atrair escândalos.

— Vamos interroga-lo agora. — Disse Mike. — O senhor gostaria de vir?

— Não perderia isso por nada. — Rebate em tom irritado, desligando a tela do computador, e saindo da sala junto com os dois oficiais.

•§•

Era noite de sexta-feira. As ruas de Chicago estavam mais cheias que de costume, pois haveria uma grande festa de comemoração por algo que Swan não sabia, e depois, apresentação de algumas bandas locais, no centro da cidade.

Escutando Foreigner, e cantando baixinho, Emma seguia ao encontro de Killian, lembrando-se da última vez que escura aquela música, meses atrás, quando foram até San Diego comemorar mais um aniversário de Cora Mills.

— Se sua mãe ver você comendo os doces antes de cantarmos parabéns, você vai apanhar até amanhã. — Emma sussurra para a amiga, que estava empenhada demais em comer os bem-casados e surpresas de uva. Ao fundo, escolhido por Regina e Henry, tocava Waiting for a girl like you de Foreigner.

— Ela só vai saber se alguém... — Sua fala é interrompida por uma Cora furiosa aparecendo em seu campo de visão. — Oi mãe! — Fala sem graça, tentando esconder os doces.

— Regina Mills, eu não acredito que você está comendo os doces todos, menina! — Coloca a mão na cintura e bate um pé no chão, demostrando toda a sua irritação. Regina já sabendo o que aquilo significava, enfia os últimos doces roubados, e corre, desaparecendo de suas vistas. — Pode correr. — Devagar, com toda a calma, começou a andar em direção ao corredor que Regina correra. — Eu vou achar você. E quando achar, só pararei de bater quando minha mão estiver cansada. Mas ainda assim, pegarei uma sandália. — Gritou, vendo Emma gargalhar. — Do que está rindo Emma? — A loira engoliu o riso no mesmo instante. — Pare de rir, e me ajude a pegá-la. Agora! — Ordenou irritada.

— Sim senhora! — Rebateu assustada, também correndo.

 As lembranças do momento, fazem Emma gargalhar sozinha dentro do carro. Olha por alguns instantes, para o banco onde sua parceira costuma se sentar, sentindo saudade da mesma, e as lembranças de outro momento, ainda do mesmo dia, invadem sua mente.

Ao fundo, podia-se ouvir Waiting for a girl like you, repetindo mais uma vez naquela tarde.

— Acho que sua mãe já cansou de te procurar. Vamos sair. A festa já vai começar. — Tenta abrir a porta, mas é impedida pela mão da amiga.

Ao se virar e olhar para a mesma, para questionar o motivo do impedimento, encontra-a lhe encarando intensamente.

— Regina? — Chama-a franzindo o cenho.

So long, I've been looking too hard
I've been waiting too long
Sometimes I don't know what I will find
I only know it's a matter of time
When you love someone
When you love someone

(Por tanto tempo, tenho procurado tanto
Estou esperando há tanto tempo
As vezes não sei o que vou achar
Só sei que é questão de tempo
Quando você ama alguém
Quando você ama alguém)

 

E sem dar uma palavra, Mills puxa a loira devagar ao seu encontro, e a abraça, iniciando uma dança calma, de acordo com o ritmo da música.

It feels so right, so warm and true
I need to know if you feel it too

Maybe I'm wrong,
Won't you tell me if I'm coming on too strong
This heart of mine has been hurt before,
This time I wanna be sure

(Parece tão certo, tão verdadeiro
Preciso saber se você sente isso também)

(Talvez eu esteja errado
Você me diria se eu estivesse forçando a barra
Esse meu coração já foi machucado antes
Dessa vez quero ter certeza)

 

Rodando no quarto, balançando-se devagar, caem na cama, com Regina por cima da loira, que a olha intensamente, como se estivesse enfeitiçada. Regina aproxima seu rosto do ouvido da outra, e junto com a música, canta sussurrante:

I've been waiting for a girl like you to come into my life
I've been waiting for a girl like you, whom love I will survive
I've been waiting, someone new to make me feel alive
Yeah, waiting for a girl like you to come into my life

(Estava esperando por uma garota como você entrar na minha vida
Estava esperando por uma garota como você, a cujo amor irei sobreviver
Estava esperando, alguém novo pra me fazer sentir vivo
Sim, esperando por uma garota como você entrar na minha vida)

 

Embaladas pelo momento, começam a se beijar lentamente, até que Regina para e, olhando intensamente para a outra, continua a cantar:

You're so good, when we make love it's understood

(Você é tão boa, quando fazemos amor pode-se entender)

 

Mas Emma não a deixa continuar cantando, apesar de estar gostando de ouvir as declarações, pois, pegando impulso, empurra-a na cama e sobe em seu corpo, atacando seus lábios novamente, dessa vez com mais vontade do que antes, arrancando gemidos baixos da parceira, ao morder seus lábios e chupar sua língua.

Enquanto as pessoas que estavam fora daquele quarto, tiravam suas roupas para entrarem na piscina, para acalmarem o calor que sentiam, Emma e Regina tiravam suas roupas por causa da alta temperatura que seus corpos estavam alcançando naquele momento, que elas não tinham intenção alguma de abaixar.

Naquele momento, as duas mulheres não transavam apenas. Não tentavam saciar apenas o desejo carnal.

Elas faziam amor.

Entregando-se totalmente uma à outra, tentavam saciar o desejo da alma. O desejo de serem verdadeiramente amadas.

Desde então, Emma tem evitado escutar aquela música. Principalmente depois dos últimos acontecimentos, que acarretaram no afastamento das duas.

Estava sendo difícil escutar agora e segurar as lembranças, e as lágrimas. Mas ela precisava fazer, por mais difícil que fosse, precisava fazer, pois já havia estacionado o carro, e em poucos minutos encontraria Killian, que já lhe esperava para assistirem as apresentações das bandas locais. Não podia encontra-lo com o nariz vermelho, denunciando um choro.

Então, respirando fundo, e desligando o som do carro, acabando com a tortura em forma de lembrança, Emma sai do veículo, tranca-o, e mesmo tendo perdido toda a animação de estar ali, desejando estar em casa, cuidando da segurança de Regina no lugar de Ruby, que fazia uma extra, seguiu ao encontro do seu novo amigo, o Chefe do Corpo de Bombeiro.


Notas Finais


Contem-me tudo, não me escondam nada. Até o próximo capítulo.

A música do capítulo vocês encontram na playlist: https://open.spotify.com/user/kparrilla_/playlist/0fYkStFF87wiVVR4zoHTFH

PS: Essa lembrança da Emnma foi depois que elas voltaram da viagem à Nova Iorque, vocês se lembram? Aquela viagem lá no começo da história, que resultou no primeiro beijo delas.


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