História Always By Your Side - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Romance
Visualizações 188
Palavras 3.332
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii, pessoas! Como estão? ><
Boa leitura e espero que gostem!

Capítulo 30 - Machucado


Fanfic / Fanfiction Always By Your Side - Capítulo 30 - Machucado

Naquela manhã eu acordei antes que eu o céu estivesse claro. Na verdade, eu não acordei de fato, já que eu não havia dormido, nem mesmo cochilado por alguns míseros minutos. A aflição que havia me consumido desde a noite anterior, me impediu de ter uma noite decente e tranquila. Mesmo que eu não comentasse nada com os meninos, nem sequer tocasse no assunto, eu ainda me sentia culpada pela morte da minha mãe. No entanto, a existência de Guilherme acabou se tornando uma válvula de escape. Grande parte da minha mente conturbada havia encontrado nele a vítima perfeita para culpar, para assim, eu me sentir menos mal e, automaticamente, livre de qualquer culpa. Qualquer responsabilidade. Por esse motivo, eu detestava ter de ir ao seu encontro; eu tinha medo de surtar e fazer algo terrível.

Como prometido, Yoongi me acompanhou até a mansão de Sayuri. Ele insistiu diversas vezes para entrar comigo, mas eu aleguei que precisava cuidar de tudo sozinha. Mesmo emburrado, ele acabou se dando por vencido e disse que esperaria por mim na frente da mansão. Assim que passei pelos portões de ferro, dei uma rápida olhada para trás e avistei Yoongi encostado na grade com um isqueiro na mão. Ele o acendia e apagava seguidas vezes, parecendo brincar com a pequena chama. Do mesmo jeito que fez no dia anterior, no vagão.

 Eu não fazia ideia do hábito de fumante do garoto, entretanto, antes que eu fizesse disso uma grande coisa, concentrei-me na minha missão de pedir dinheiro a Guilherme e segui meu caminho pelo jardim. Nesse momento, isso era o mais importante. Eu ainda teria muito tempo para conversar com Yoongi sobre seus hábitos nada saudáveis.

Assim que toquei a campainha, uma moça desconhecida veio me receber. Seus cabelos ruivos estavam presos em coque perfeito, diferentemente da outra que eu conhecia, a qual preferia prender os fios em um belo rabo de cavalo.

- Olá, bom dia. Er... o Guilherme está? Eu gostaria muito de falar com ele. – apreensiva, rezei para que o homem não estivesse longe em mais uma de suas constantes viagens de negócios.

- Bom dia! Você tem sorte, hein? Ele estava prestes a sair para uma viagem, mas acabou cancelando. Entre! – ela sorriu e fez sinal para que eu entrasse.

Ela falou algo sobre sorte. Internamente eu achei graça sobre a ironia do comentário. Sorte era o que eu menos tinha na vida.

- Espere um segundo. Vou chamá-lo. – a moça disse.

- Diga que é a...

- Tifffany! – ela me interrompeu. - Eu sei. Já vi uma foto sua. – após o comentário, ainda sorrindo, a moça se retirou.

Suas palavras me intrigaram profundamente. Ela me conhecia. E até sabia meu nome, sendo que era a primeira vez que eu a via. E o fato de ela ter visto uma foto minha me deixou mais perturbada ainda. Que foto era essa?  E onde ela a viu? Seria demasiadamente bizarro imaginar que Guilherme, por algum motivo desconhecido, guardava alguma foto minha. Isso era impossível. Pais que abandonam filhos por vontade própria não guardariam lembranças de coisas que, claramente, queriam esquecer.

Soltando um suspiro alto, apertei a nuca dolorida e ouvi passos rápidos se aproximando da sala onde eu estava. Sem demorar muito, Guilherme surgiu e demonstrou-se surpreso e feliz no momento em que pousou os olhos em mim.

- Tiffany... – ele me olhou dos pés a cabeça, parando um pouco mais no meu rosto. Nos cabelos, para ser mais exata. – você... os seus cabelos. – ele deu dois passos na minha direção e automaticamente eu recuei.

Guilherme parecia estar maravilhado.

- Olha, eu... eu não vim aqui para você ficar prestando atenção na minha aparência. – minha grosseria ao falar o atingiu em cheio, o deixando com uma expressão magoada.

Guilherme quebrou nosso contato visual por um curto período de tempo. Quando decidiu voltar a me encarar, ele disse:

- Certo. Então, me diga como você está? Como vão as coisas? – ele parecia deveras interessado em saber das respostas. Até esboçou um sorriso animado. Sorriso que cutucou todo o esforço que eu estava fazendo para não me irritar.

Eu queria me manter imparcial e dar uma resposta qualquer; pedir pelo dinherio e ir embora, mas foi tolice minha pensar que eu conseguiria não explodir e me manter desinteressada. As duas simples perguntas que ele fez em conjunto com o sorriso despertaram a minha dor e fizeram com que a minha luta para manter a paciência, se esvairasse.

- Você quer saber como eu estou? Você quer saber como andam as coisas? – murmurei entredentes, elevando o tom da minha voz. Dei um passo à frente e ele assentiu, já com seu sorriso murchando. Sem que eu percebesse, antes mesmo de começar a falar, meus olhos ficaram cheios de água. – eu estou péssima! E tudo está terrível! A minha mãe morreu! Ela estava internada e não resistiu! Ela me deixou assim como você! A DIFERENÇA FOI QUE ELA NÃO TEVE ESCOLHA! – berrei a última frase e desandei a chorar.

Antes que eu abaixasse a cabeça para me entregar às lágrimas, vi quando Guilherme arregalou os olhos e ficou assustado. Eu chorava, sentida, quando ele tocou meu ombro em uma tentativa de me abraçar, mas rapidamente me afastei e fiquei de costas para ele. Fiz força para estancar aquela vontade avassaladora de soluçar e gritar. Respirando fundo algumas vezes, engoli em seco e limpei brutalmente o rosto molhado. No momento em que senti que estava pronta virei-me de frente para ele e o fitei por um momento antes de voltar a falar.

Guilherme estava atônito, desacreditado, seus olhos encaravam a janela que deixava com que a luz do sol iluminasse o interior da sala. Ele estava triste. Eu conseguia ver o sofrimento nele, um sofrimento real. Ele não estava fazendo uma cena para parecer um bom homem.

- Eu... – tentei dizer, mas ele rapidamente me interrompeu.

- Eu sinto... muito! Muito mesmo! Er... o que houve? Onde... ela está...? Eu quero poder... eu... – o sol que refletia em uma parte do seu rosto, permetiu com que eu pudesse ver lágrimas brilhando nos cantos dos seus olhos. Ele havia ficado tão abatido com a notícia que em determinado momento, ele pôs a mão sobre a boca e deu inìcio a um choro baixinho. Eu fiquei surpresa.

Guilherme tentava abafar os pequenos soluços que queriam sair de sua garganta. Vendo seu estado, naquele instante, eu quis ir até ele e abraçá-lo. Quis chorar junto entre seus braços e quis perdoá-lo. Eu quis pedir a ele para me aceitar de volta e não me deixar outra vez, pois agora, eu não tinha mais uma mãe para cuidar de mim. Eu quis um pouco de carinho de um pai, mesmo que em circuntâncias ruins. Todavia, uma voz na minha cabeça começou a gritar coisas maldosas; começou a me coagi a pensar que tudo era culpa dele. Tudo havia começado a dar errado no momento em que ele nos deixou. O certo era eu sentir raiva dele e não vontade de perdoá-lo por tudo e tê-lo por perto novamente.

- Não finja que está sofrendo como eu. Isso tudo foi culpa sua! – o ataquei, voltando a ficar furiosa. – ela estava cansada demais, debilitada demais por ter que trabalhar tanto! Se você não tivesse feito o que fez... ela ainda estaria aqui agora...

Como se tivesse sido acertado por um soco, ele fez uma expressão de dor ao mesmo tempo em que tentava não chorar. Eu sabia que nesse momento ele estava sofrendo de verdade, mas ele merecia isso. E entre a minha dor de culpa e a dele, bem, eu não queria ter que viver com essa sensação terrível para o resto da minha vida.

- Tiffany... eu – ele balbuciou algumas palavras com dificuldade.

Engoli em seco e consegui adotar um tom firme quando falei.

- Eu não quero mais falar sobre isso com você. Por favor. Eu apenas vim aqui porque estou precisando de dinheiro. Eu ainda não tenho um emprego e... enfim, quando eu conseguir um eu pago tudo de volta. – disse, não mantendo o contato visual por mais de cinco segundos.

Tentando se recompor, ele caminhou até uma mesinha de vidro que estava perto da lareira e se serviu de um pouco de água. Após soltar um longo suspiro, ele voltou a me olhar, tristonho.

- Eu vou lhe dar dinheiro até quando precisar e você não vai arrumar emprego nenhum. Você precisa estudar. – disse ele em tom firme.

- Eu não quero que você...

- Não discuta comigo, Tiffany! – ele me cortou, falando alto. Calei-me imediatamente. Era a primeira vez que ele gritava comigo. Geralmente, quem tinha o papel de se aborrecer porque eu não ficava quieta, era a minha mãe.

Guilherme pediu para que eu esperasse na sala. Depois de uns vinte minutos, mais ou menos, ele voltou com um pequeno envelope nas mãos.

 – Você vai receber uma mesada. – ele me entregou o envelope lacrado. - e hoje mesmo irei até a sua escola para me apresentar como o seu responsável.

Pensei em discutir, só que no fim, achei que não seria válido, já que meu único desejo era ir embora com o dinheiro que eu tinha em mãos. Nem me dei ao trabalho de tentar compreender o motivo de Guilherme querer voltar a representar um papel de pai há essa altura.

- Faça o que quiser. – respondi e lhe dei as costas.

Ao contrário do que imaginei, ele não chamou meu nome e muito menos tentou impedir a minha saída. Ele já devia ter entendido que não conseguiria o meu perdão por mais que tentasse. Eu achei isso ótimo.

Atravessei o jardim dando os passos mais rápidos que eu pude, logo chegando aos portões. Ao passar por eles e chegar à rua, estremeci quando não vi Yoongi em lugar algum. Olhei para o lado esquerdo e não havia ninguém. Comecei a me desesperar, e o ar estava se tornando escasso. No momento em que dei dois passos a frente e olhei para o outro lado, senti um enorme alívio me consumir quando avistei o garoto loirinho sentado na calçada.

Fechei os olhos e respirei fundo. Não sabia exatamente por que a sua ausência tinha mexido tanto comigo. Era como se ele tivesse largado a minha mão e meio a um lugar desconhecido. Pensar que ele tinha me abandonado, me apavorou. Eu estava prestes a entrar em pânico ao achar que... eu tinha sido deixada para trás.

Mais calma, andei até ele. Yoongi ainda brincava com o isqueiro, sem nenhum cigarro por perto, e de repente me perguntei se ele era realmente um fumante ou se apenas gostava de ver a chama a toda hora. Aproxeimei-me e, assim que me viu, Yoongi se levantou e guardou o objeto no bolso da calça escura.

- E aí? Como foi? – ele indagou preocupado.

- Ele me deu isso. Acho que dá para viver. – ergui o envelope.

Yoongi o pegou e rapidamente o abriu, contando algumas notas. Eu ainda me complicava um pouco em relação a dinheiro na Coréia. Eu me atrapalhava em saber se a quatidade era muito ou insuficiente, ou se algo era caro ou barato. Mas, em levar em consideração os olhos brilhantes de Yoongi assim que olhou as notas, constatei que Guilherme havia sido bem generoso.

- Caramba! Isso nos sustenta por uns bons meses. Claro, se não gastarmos muito. – ele exclamou adimirado. Achei interessante e engraçado o fato dele ter se incluido no ato de gastar o meu dinheiro. Suga era meio folgado, mas, eu realmente não me importava com isso. Ele era meu amigo, afinal.  – vem, vamos comprar algumas coisas.

Ele me puxou pelo braço e me devolveu o envelope. Era bom saber que, apesar de tudo, eu ainda tinha bons amigos comigo. E eu sabia que neles eu podia confiar.

 

 

***

 

Quando Yoongi e eu retornamos ao vagão, carregando algumas sacolas com pesticos, salgadinhos, sucos e mais algumas coisinhas comestíveis, encontramos Kook e Hope aos berros enquanto jogavam video-game. Jimin se encontrava esparramado no sofá, distraído, enquanto mechia no celular, Jin estava sentado no chão comendo algo e Nam achava graça dos resmungos de Hope, que pelo que percebi, estava perdendo o jogo para o mais novo.

Assim que me viu, Jimin se levantou rapidamente do sofá e veio ao meu encontro, retirando as sacolas da minha mão. Eu sorri em forma de agradecimento e o acompanhei até a bancada onde as compras foram postas.

- Que feio, Suga. Deixou a Tiff carregar tudo sozinha? – Jimin implicou com o amigo em um tom brincalhão.

- Ei, tudo não! Eu estava com uma sacola! – ele explicou, indignado.

- Uma? – Jimin riu.

- Sim. Mas, ela estava bem mais pesada do que as duas que ela estava segurando! – aturdido, o garoto tentou explicar.

Jimin, juntamente com Hobi – que realmente perdeu para Kook no jogo – começaram a implicar com Suga. Mas logo depois de alguns segundos, Yoongi fuzilou os dois amigos com o olhar e disse algumas palavras grosseiras. Isso fez com que os dois garotos parassem imediatamente com a brincadeira, contudo, as risadas não cessaram. Yoongi às vezes dava medo, mas os meninos estavam acostumados e já sabiam lidar muito bem com a personalidade forte do amigo.

Mais tarde, depois de todos terem se alimentado bem, perguntei o motivo de Tae estar ausente. Os meninos não soubeream responder. Apenas disseram que provavelmente ele estaria passando um tempo com a mãe. No momento em que eu ia abrir a boca para perguntar mais sobre a relação da mãe com o padrasto de Tae, a porta do vagão foi arrastada brutalmente, o que fez com que um barulho estrondoso ressoasse.

Assustada, observei enquanto Tae entrava furioso e se jogava no sofá ao lado de Kook, que se encolheu para longe do amigo. O menino exibia um corte profundo no supercílio. Sangue escorria por toda sua bochecha arroxeada. Corri desesperada para o lado dele e me agachei perto de suas pernas, fitando seu rosto ensanguentado. De um jeito estranho, apenas eu parecia estar preocupada com o estado de Tae.

- Meu Deus, o que aconteceu com você? – nervosa, eu não sabia se tocava nele ou cobria a boca com as mãos. Eu não sabia o que fazer. Eu queria chorar.

Tae passou a mão pela bochecha suja de sangue e fez uma careta de dor.

- Eu vou pegar os curativos. – dizendo em um tom duro, porém calmo, Hobi se levantou do chão.

De relance, olhei para Kook e percebi o quanto ele estava assustado, entristecido, observando, ainda encolhido, cada movimento de Tae, mas ainda assim, não parecia preocupado como eu. Olhei para trás e vi que alguns dos outros estavam cabisbaixos, mas com expressões relativamente calmas. Cheguei à conclusão de que não era a primeira vez de que aquela cena de Tae, em péssimas condições, acontecia. Era algo comum nos olhos dos garotos que se mostravam habituados com tal situação.

- Eu... briguei com o meu padrasto. Ele estava batendo nela... eu não consegui me controlar. – ele murmurava entredentes, fazendo um esforço enorme para não gritar.

Hobi voltou com uma caixinha e me entregou. Ela estava cheia de band-aids, algodão, alguns remédios, esparadrapos e pacotinhos de gazes. Olhei cada item e optei em pegar um vidrinho de atiséptico, em seguida, gotejando sobre a gaze. Sentei ao seu lado e pressionei cuidadosamente a gaze sobre o corte. Tae se retesou e contorceu o rosto.

- Meu Deus, Tae! Ela precisa denunciar esse homem! – pressionei um pouco mais a gaze, que rapidamente havia ficado encharcada de sangue.

- Eu já implorei a ela! Muitas vezes, Tiffany! Mas, ela simplesmente não me ouve! – uma lágrima varreu consigo um pouco de sangue ao descer por sua bochecha. Suas mãos tremiam e sua respiração estava demais acelerada.

Troquei a gaze por um algodão e o umedeci com mais antiséptico.

- Você, então! Você pode ir à delegacia. Ele machucou voce! Temos provas contra ele! – esperançosa, afastei o algodão e fitei seu rosto, que não se animou nada após ouvir minha ideia.

- Ele já fez isso. – Jimin se pronunciou em um tom baixo. Eu olhei para o garoto. – os policiais foram até a casa dele, duas vezes, e a Sra. Kim negou tudo. Ambas as vezes, os policias viram que ela estava machucada também. Mas, na primeira vez, ela disse que havia caído na rua, e na segunda, que tinha se desentendido com uma vizinha.

Arregalei os olhos e fiquei desarmada ao ouvir a explicação de Jimin. Voltei a olhar para Tae, e engoli em seco. Ele encarava um ponto inexistente a sua frente, como se estivesse relembrando momentos ruins.  

Sem saber mais o que dizer, voltei a pressionar delicadamente o algodão sobre o machucado. O sangue aos poucos ia se estancando, e fiquei menos preocupada quando percebi que o corte não precisaria de pontos, apesar de estar com uma aparência bem feia.

 - É exatamanete por isso que eu prefiro passar maior parte do tempo bem longe daquela casa. – Tae sussurrou. – eu não aguento ver aquilo... eu não aguento vê-la machucada... e ela não fazer absolutamente nada. – sua voz ficou embargada e meu peito se apertou. – se eu... se eu presenciar isso mais uma vez... eu vou fazer uma besteira!

Seu maxilar se contraiu e ele limpou furiosamente uma lágrima da outra bochecha, deixando a pele suja de sangue por conta de sua mão conter grandes vestígios do líquido vermelho. Ninguém, além de nós dois, falava no momento. Eu não tinha mais olhado para nenhum dos meninos, mas eu sabia que eles estavam prestando atenção em tudo o que dizíamos.

Eu tinha plena consciência de que eles sofriam por querer ajudar o amigo, mas, não sabiam como, ou pior, tinham ideia de como ajudar, mas possuíam a certeza de que nada do que fizessem funcionaria.

- Eu acho que ela tem medo. – retraída, arrisquei dizer. Tae me fitou com o cenho levemente franzido, parecendo confuso. – eu entendo que seja incompreensível ela ser agredida e não denunciar. Mas... nós não sabemos o quao dificil deve ser para ela. – comecei a limpar a bochecha de Tae com um algodão limpo e úmido com soro fisiológico. – uma vez eu vi uma reportagem sobre isso. Uma moça dizia que queria muito ter coragem de ir até a polícia para denunciar o namorado, mas ela não conseguia. Ela tinha pavor do que ele poderia fazer com a família dela. Então, entre ela e a familia... é obvio quem ela escolheu.

Um silêncio ainda maior se criou após as minhas palavras. V estava pensativo. Acreditei que ele nunca tinha refletido sobre o fato da mãe, talvez, ser ameaçada pelo padrasto.

- Isso... nunca passou pela nossa cabeça. – após muito tempo calado, Namjoon se pronunciou.

Virei a cabeça para olhar o garoto e percebi que os demais concordaram com ele.

- O que eu... posso fazer... eu não sei como.... – V balancou a cabeça, com uma expressão cansada e ao mesmo tempo desesperada por uma solução.

Depois de ter deixado seu rosto limpo, peguei uma pomada para inflamção e passei sobre o corte. Posteriormente, peguei um band-aid e coloquei sobre ele.

- Me leva para conhecer sua mãe. – esbocei um pequeno sorriso.

Tae piscou.

- O quê? – ele ficou surpreso com o pedido repentino.

- Me leva para conhcer ela. Talvez... se eu conversar com ela... não sei. Talvez, possa ajudar.

Tae trocou olhares com os meninos, como se estivesse pedidno uma opinião, e depois voltou a me encarar. Esperança brilhou nos seus pequenos olhos. Tae estava desesperado para ajudar a mãe, mas não sabia mais como fazer isso. Saber que eu poderia mudar essa dura realidade fez com que suas esperanças se renovassem.

- Certo. Amanhã levarei você até a minha casa. – ele disse. Sorri e olhei para os garotos, que também exibiam pequenos vestígios de esperança de que tudo, finalmente, se resolvesse. Também pude ver que estavam agradecidos. – Obrigado, Tiffany. – emocionado, Tae acariciou meu rosto, olhando profundamente nos meus olhos, e me puxou para um abraço carinhoso. 


Notas Finais


QUEM QUER CAP NOVO SEGUNDA-FEIRA LEVANTA A MÃO! o/ uahsuasuashua
Talvez, eu poste. Não sei. kk
Bom, espero que tenham gostado e até o próximo capítulo!
BEIJOOOOOOSSS


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