História Always By Your Side - Capítulo 69


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amizade, Bangtan, Beyond The Scene, Drama, First Love, I Need U, Jeon Jungkook, J-hope, Jimin, Jin, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Kook, Min Yoongi, Mvs, Park Jimin, Romance, Run, Spring Day, Suga
Visualizações 138
Palavras 2.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha eu aquiiiii! Como vocês estão? Espero que bem! ^^
Dia de comeback do BTS, dia de comeback de ABYS! ahhhh kkkkk
Consegui revisar e postar o cap no dia que eu pretendia. Pra vocês terem duas felicidades hoje kkk De nada, viu? aushau
Mas enfim, espero que vocês gostem e que o cap tenha ficado bom.
Boa leitura!

ATENÇÃO: Pra quem lê minhas outras duas fics, eu peço que vocês esperem só mais um pouquinho para atualizações. ABYS é atualizada porque eu já tenho uns caps prontos, só preciso dar uma revisava, inserir uma coisa ali, excluir uma coisa lá... Os caps das outras fics ainda precisam ser escritos, mas não se preocupem, porque já tenho algumas coisinhas, então não vai demorar tanto. (mais do que já demorou, né?kkk)

ATENÇÃO²: Pra quem não viu o aviso que eu dei aqui, eu esclareci sobre a demora de atualizações que as fics iriam sofrer. Eu comecei a trabalhar, então o tempo aperta mesmo, principalmente porque trago coisas pra fazer em casa. Então tenham um pouquinho paciência xD

Capítulo 69 - Primeiro Amor


Fanfic / Fanfiction Always By Your Side - Capítulo 69 - Primeiro Amor

- Tem certeza de que não quer que eu fique? – Sayuri continuava plantada perto da porta me observando com expectativa. Ela usava um vestido preto de mangas curtas que ia até o meio das coxas. A maquiagem a deixava ainda mais bonita; sombra de brilho e batom vermelho. Os fios claros exibiam ondas delicadas que caíam acima dos ombros. Ela estava pronta para ir à uma festa, no entanto relutava em me deixar sozinha.

- Não precisa. Papai está em casa. Ele não vai trabalhar hoje. – disse de forma tranquila enquanto arrumava minha cama. E eu não estava fingindo aquela serenidade para deixar minha meia-irmã menos preocupada com o meu bem estar. Eu estava tranquila de verdade, porque não havia nada a temer. Eu não tinha mais medo de vê-los.

A minha família andava mais assustada do que eu. Tive ainda mais certeza disso ao ouvir o suspiro nada contente de Sayuri. Olhei para ela. As sobrancelhas estavam quase unidas, formando linhas de expressão, os olhos pequenos se arregalavam suavemente. Sayuri deliberava sobre ir e algo de ruim acontecer durante sua ausência.

- Say, é sério. Eu vou ficar bem. Eu estou bem. – frisei. – eu vou tomar um banho, ler alguma coisa, talvez, e depois dormir. Vai e se diverte, pelo amor de deus! – sorri.

Ela entrou correndo no quarto e me abraçou apertado.

- Tudo bem. Nos vemos amanhã. – murmurou ainda contrariada. Beijou meu rosto e finalmente saiu.

O pequeno sorriso que havia sido desenhado nos meus lábios desmoronou assim que a porta do quarto foi fechada. Suspirei, cansada, levando ambas as mãos até a cabeça. A cada dia que passava eu me preocupava menos comigo e mais com a minha família, principalmente com papai e Sayuri; que muitas deixava se divertir porque preferia ficar por perto.

Mas era papai que me deixava mais angustiada. Eu não sabia ao certo se o seu sofrimento fazia parte de um castigo pelo o que ele fez no passado. Eu não queria pensar que fosse. Por mais terrível que tivessem sido suas atitudes, ele não tinha a menor intenção de nos fazer sofrer. Ele não era uma pessoa má. A ambição que o deixava cego e até mesmo ingênuo.

Ele não devia sofrer desse jeito.

Eu não queria vê-lo chorar por minha causa. A pior parte disso tudo era fazer a escolha certa: ficar e fazê-lo sofrer ou ir embora e fazê-lo sofrer ainda mais? A minha vida era uma bela faca de dois gumes. Ou corta ou corta. No fim, vai machucar de qualquer jeito. Eu precisava escolher a opção que doesse menos. E eu sabia qual era.

Eu tinha plena consciência de que meu pensamento era egoísta, mas eu preferia ir e deixar o meu pai do que ter de ficar aqui e vê-lo indo embora. Está certo que esse era o curso natural das coisas. Os pais irem antes dos filhos, mas eu não queria ter de sentir aquela mesma dor outra vez. Perder a mamãe foi uma das piores coisas que poderia ter acontecido. Eu preferia ser egoísta do que ter que passar por isso novamente.

Papai iria sofrer, mas o tempo abrandaria a sua dor. Além disso, eu não estaria mais por perto para deixá-lo triste o tempo inteiro. Todo mundo sairia ganhando.

Inspirei profundamente. Após deixar um ursinho de pelúcia no centro da cama, me dirigi em direção à cômoda branca. Ouvi batidas tímidas na porta antes que eu pudesse alcançar minha toalha e seguir para o banheiro.

- Say, eu já disse que... – parei de falar no exato momento em que papai enfiou a cabeça para dentro do quarto. – ah, oi pai. Achei que fosse a Say.

Andei até ele. Papai consertou a garganta e começou a dizer:

- Eu... er, eu só queria... saber se você precisa de alguma coisa. – o tremelicar nos seus olhos não deixou com que sua inquietação passasse despercebida. Ele ainda deu uma rápida verificada ao redor como se procurasse algo. Algo perigoso, imaginei.

Ele abriu mais a porta e pôs os dois pés para dentro. Aproximei-me bem mais e segurei uma de suas mãos.

- Pai, eu sei que o que vou dizer agora não vai adiantar nada, mas... Não quero que o senhor fique preocupado comigo. Eu estou bem. – tentei sorrir do modo mais convincente que poderia existir enfatizando as palavras certas.

Sua resposta foi um abraço exasperado. Ele me apertava como se estivesse morrendo de medo de que a qualquer momento eu me tornasse poeira e fosse escapar de suas mãos. Eu afaguei suas costas, tentando dizer que tudo ficaria bem. Ficamos assim por um longo tempo até que ele decidiu se afastar após fungar umas duas vezes.

Os olhos rapidamente se tornaram vermelhos. Papai acariciou minha bochecha e analisou cada pedacinho do meu rosto.

Eu sabia o que ele estava pensando. Como uma garota tão... perfeita poderia ter chegado a este ponto? Por que a minha filha têm que passar por isso? Você vai ficar bem? Tenho medo que faça alguma besteira.

Eu queria muito acabar com a sua dor, pai. Com a sua e com a minha.

- Eu sei que está. – por fim ele murmurou a mentira bem baixinho. – bem, eu só vim mesmo para ver se você queria alguma coisa. Eu vou ficar no escritório, mas venho aqui toda hora.

Soltei um riso abafado.

- Não precisa, pai. Eu não vou fazer nenhuma tolice, do tipo, enfiar o dedo na tomada.

Ele não riu como eu esperava. Ficou ainda mais sério com rugas de preocupação se acentuando ao redor dos olhos. Ele envelheceu bastante em apenas alguns meses.

- Não gosto quando faz brincadeiras desse tipo.

Encarei o chão.

- Desculpa.

- Eu... vou indo então. Qualquer coisa estou no escritório. Vou deixar a porta aberta.

Para ouvir se caso eu gritar? Foi o que eu pensei em perguntar, mas não havia mais espaço para piadas sem graça.

- Tudo bem.

Ele depositou um beijou terno na minha testa e foi embora.

- Me perdoa por trazer tanto sofrimento... – sussurrei.

Me recusei a desperdiçar minutos ou horas pensando nos problemas que eu causava. Ao invés disso, peguei minha toalha e corri para o banheiro. Uma ótima distração encarar a água caindo do chuveiro ou as bolhas de sabão indo direto para o ralo.

Já de camisola e ainda de cabelos molhados, sentei-me sobre a cama e penteei os fios. Era difícil evitar que a melancolia se instalasse ao meu redor, por mais que eu tentasse. Eu me distraía com os trabalhos da escola, livros, filmes vez ou outra... Mas em algum momento do dia eu ia parar tudo o que estava fazendo para apenas olhar para o nada e pensar. A mente podia ser perigosa. Ela sempre me levava para onde eu menos desejava.

Eu fitava a minha janela quando uma chuva fina começou a cair de repente. Acompanhei o trajeto que as pequenas gotas faziam sobre o vidro; desciam delicadamente e se empoçavam ao pé da janela. Levantei e fui para perto das cortinas brancas. Tentei tocar uma gota através do vidro; e estava concentrada demais quando um som me pegou de surpresa.

Olhei para a porta. O único som que se ouvia era o da chuva que ia ficando mais forte. Respirei fundo e balancei a cabeça. Estava prestes a retornar  para cama quando o som voltou. Parei no meio do caminho e esperei que ele cessasse de uma hora para outra. Mas isso não aconteceu. Virei em direção à porta e caminhei até ela. O som saía abafado. Girei a maçaneta e foi o suficiente uma pequena fresta para deixar com que a sonoridade entrasse e ecoasse pelo quarto.

Piano. O som era suave e delicado.

Dei um passo a frente. Tudo ficou em silêncio mais uma vez. Nervosa, soltei um suspiro exasperado, apoiei a testa na porta e cerrei os olhos. Meu coração já dava indícios de que se agitaria a qualquer momento. Fazia tempo que eu não sentia coisas estranhas, mas desde que comecei a ver os meninos aquelas sensações incompreensíveis haviam voltado. Eu não contei nada a ninguém, obviamente, mas na escola e quando fui parar no vagão, eu senti meu coração desacelerando os batimentos, ficando fraco, como se fosse parar.

Eu não conseguia compreender. Eu não possuía nenhuma patologia, então porque eu tinha esses sintomas horríveis? Não fazia o menor sentido.

Então o som do piano voltou. Abri os olhos de súbito. Agora não eram mais notas isoladas, e sim uma música familiar aos meu ouvidos. Eu já tinha escutado antes. Engolindo em seco, arrisquei avançar mais dois passos e assim ficar fora do quarto. A música dava o seu curso. O início era lento, com um tom surpreendentemente amargurado... Eu lembrava disso. Caminhei lentamente pelo corredor vazio e que de uma hora para outra havia esfriado. Meus pés descalços tocavam delicadamente o assoalho gélido, meu coração batia tão freneticamente que chegava a doer, minha boca estava seca.

Parei no topo da escada e olhei para baixo. Não havia ninguém no alcance da minha visão.

Eu estava tão confusa. Eu morava ali há um ano e jamais tinha escutado o som daquele piano. Sayuri não sabia tocar e nem fazia questão, assim como papai. E MinJi até arriscava algumas notas, mas raramente chegava perto do instrumento. Não foi difícil chegar à conclusão de que o belo piano servia apenas como enfeite.

Eu teria tentado aprender a tocar se eu não me sentisse mal só de olhar para ele.

Nem sei por quanto tempo permaneci estática admirando a bela canção que um dia havia sido tocada para mim.

Enchendo-me da pouca coragem que havia em algum cantinho esquecido dentro de mim, segurei o corrimão e desci o primeiro degrau. Uma brisa leve fez a barra da minha camisola branca dançar. Desci mais um degrau. E outro, e mais outro. Parei no último; ainda não conseguia ver quem estava tocando. O grande instrumento ficava bem posicionado, quase embaixo da escada, de modo que seria necessário que eu descesse e desse alguns passos para ver as costas de quem sentava-se ao piano.

Enchi meus pulmões com mais ar e por fim meus pés tocaram o tapete felpudo e macio que recobria grande parte do piso da sala de estar.

Voltei a andar sob o mesmo ritmo lento e acuado de antes. Mais um simples passo à frente e pude avistar uma linda cabeleira loira e rebelde. Meus músculos se tencionaram à medida que arregalei os olhos. Comecei a tremer. Um soluço se prendeu na minha garganta. A música foi ficando mais lenta. E cessou.

Yoongi olhou para trás, diretamente para mim, e esboçou um meio sorriso. Abismada, cobri a boca com a mão no mesmo momento em que uma lágrima desceu, indo parar no meu queixo.  Ele sibilou “vem aqui” por mímica labial antes de me dar as costas, retornando a atenção à sua música.

Eu não pensava direito. Apenas queria chegar perto, olhar para ele, tocar... Por isso fiz o que ele pediu. Fui me aproximando lentamente, como um bichinho assustado, tomada por emoção e incredulidade.

Yoongi exibia uma postura belíssima ao tocar. Totalmente entregue, olhos cerrados, envolvido pela melodia. Sentei-me ao seu lado e prestei atenção nos detalhes. Yoongi não estava nada diferente. Continuava com a pele alva, o cabelo em uma bagunça deliciosa, a boca pequena e bem desenhada, o nariz com pontinha arredondada, as orelhas adornadas com argolas prateadas, alguns dedos de ambas as mãos com anéis, o pescoço recoberto de colares. Acabei sorrindo quando reconheci a correntinha prata com pingente de nota musical que eu havia lhe presenteado.

Ele continuava tão lindo.

E de um jeito muito curioso Yoongi vestia as mesmas roupas do dia em que me levou para conhecer a lojinha de seu avô. Reconheci imediatamente o casaco com capuz e a camisa branca.

Eu ainda observava suas roupas quando a música parou. Yoongi abriu os olhos e virou o rosto para mim. Foi aí que comecei a estremecer ainda mais. Ele estava tão perto. Até o seu cheiro era o mesmo de antes.

- Ela já tem nome. É First Love. Gostou? – a voz rouca acariciou meus ouvidos. Encantada, apenas sacudi a cabeça em confirmação. Não conseguindo mais evitar, deixei com que um soluço escapasse acompanhado de uma enxurrada de lágrimas desesperadas.

Yoongi ergueu a mão e limpou a umidade da minha bochecha.

- Ah, meu amor... eu sinto tanto a sua falta. – sussurrou. Fechei os olhos, aproveitando o carinho. Gelado, sólido, macio. Como um espírito poderia me tocar? Não fazia ideia de que isso era possível. Primeiro Hoseok, agora Yoongi.

- Eu... eu também. – controlei a voz embargada.

- Tiff...

Abri os olhos. Yoongi me fitava profundamente, as íris brilhavam constantemente e estavam mais claras.

- Lembra disso? – ele baixou o olhar.

Fiz o mesmo. Yoongi segurava uma tesoura prateada e bastante pontiaguda.

- Segura. – ele pôs o objeto na minha mão, deixando a ponta virada para mim, e a sustentou junto comigo. – tem que deixar bem aqui. – ele moveu a tesoura em direção ao meu peito. Encarei seu rosto. Ele estava tão bonito que não tive vontade de olhar para lugar nenhum, a não ser para ele. Os olhos claros, a pele reluzindo, a boca vermelha... Qualquer pequeno detalhe me deixava hipnotizada. – vai doer um pouquinho, mas vai ser rápido. Prometo que quando você abrir os olhos de novo só vai sentir alegria.

Ele sorriu e eu retribuí na mesma hora, sem parar de derramar pequenas lágrimas. Yoongi diminuía a nossa distância gradativamente. E à medida que nos aproximávamos a ponta da tesoura ia pinicando a minha pele.

Eu queria muito beijá-lo.

- Tiffany?

A voz do meu pai interrompeu o momento.

Inocentemente, olhei para trás. Papai ainda não havia entrado na sala. Voltei a minha posição de antes e desmoronei. Não havia mais ninguém na minha frente. Yoongi havia sumido. Eu estava completamente sozinha. Fiquei atordoada quando não o vi.

- Tiffany, você estava...

Papai parou ao meu lado. Seu semblante de horror me deixou assustada. De inicio não entendi muito bem o motivo, mas depois notar que ele encarava um ponto perto dos meus seios, descobri o que tinha o deixado fora de órbita. Papai olhava para a tesoura que ainda pairava sobre meu peito, em direção ao coração. Uma manchinha vermelha havia tingido o tecido branco.

Soltei a tesoura que ainda coloriu o tapete com um pouco do meu sangue.

- Pai... eu... Não é nada disso!


Notas Finais


Até o proximo! E vamos quebrar a cabeça com mais teorias no MV dos meninos uashuasha
Beijooos


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