História Always Together - Capítulo 2


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Categorias Black Sabbath, Bob Dylan, Dio, Iron Maiden, Megadeth, Metallica, Skid Row
Personagens Adrian Smith, Bob Dylan, Bruce Dickinson, Chris Adler, Cliff Burton, Craig Goldy, Dave Murray, Dave Mustaine, David Ellefson, James Hetfield, Janick Gers, Jason Newsted, Kiko Loureiro, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Nicko McBrain, Personagens Originais, Rachel Bolan, Robert Trujillo, Ronnie James Dio, Scott Warren, Simon Wright, Steve Harris
Visualizações 5
Palavras 2.564
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii :3 espero que gostem desse capítulo :3

Capítulo 2 - Best Friends Even at the Worst Times


Fanfic / Fanfiction Always Together - Capítulo 2 - Best Friends Even at the Worst Times

EVIE P.O.V.

Para ser sincera não sei como foi o resto da aula, tudo que eu fazia era ler e reler aquela carta. Eu queria saber quem havia escrito ela... De certa forma aquela letra era tão familiar mas eu não me lembrava aonde eu havia visto ela...

Na verdade, eu estava tentando lembrar do dia que peguei o caderno do Rachel emprestado, parecia ter a mesma letra... Eu não conseguia me lembrar direito, mas também não podia pedir emprestado de novo... Se eu pedisse agora e ele tivesse escrito aquele bilhete, daria muito na cara que eu sabia que era ele...

Fui para a casa contente, mas claro, tive que esconder o bilhete na minha mochila durante a volta. Pois é eu ainda volto de ônibus para casa. Infelizmente ainda não tirei minha carteira, faltam uns dias, enquanto isso ou eu volto de ônibus ou de carona com a Max.

Na verdade, eu não tenho mais voltado com a Max, ela havia arrumado um emprego graças ao curso de enfermagem que ela fez no colégio. Eu havia ficado feliz por ela, com o dinheiro ela conseguiu pagar o carro e não depender dos pais para tudo. O único lado ruim era eu ter que voltar sozinha para casa, mas não tinha problema.

Cheguei em casa e meu pai já havia feito o almoço por sorte. A verdade é que eu adoro a comida do meu pai, era muito melhor do que qualquer restaurante em que já comemos.

Claro, eu escondi o bilhete dele, na verdade meu pai sempre teve um cuidado excessivo em cima de mim, e sempre que qualquer garoto falava comigo ele surtava. O que era bem engraçado na verdade, e as vezes constrangedor... Na realidade, não faço a mínima ideia de como vai ser quando eu começar a namorar, porque meu pai já havia baixado a lei, teria que passar por cima dele pra namorar comigo... Fico imaginando Rachel chegando aqui e meu pai sentado no sofá com uma espingarda na mão... Isso vai ser horrível.

— Oi minha princesa — meu pai sorriu quando me viu e colocou o pano branco em cima do balcão.

— Oi papai — falei e já me aproximei, abraçando a cintura dele.

Acho que sempre vou ser muito apegada com meu pai, não importe o tempo que passe, sempre vou ser a famosa “garotinha do papai”. Não me importo com esse rótulo, no colégio a maioria tenta me zoar com isso, mas eu não ligo, não tenho culpa se o pai deles não ama eles.

O almoço foi lasanha a bolonhesa, a verdade é que aqui em casa sempre tivemos um gosto para comida italiana, já perdi as contas de quantas vezes viajei para a Itália só para ir comer. De vez em quando meu pai até contrata algum chef italiano para fazer nossa comida, mas o grande segredo é que eu sempre vou preferir a comida do meu pai. 

Não preciso nem dizer, aquele almoço estava uma delícia, para ser sincera, chegamos até a discutir por causa do último pedaço da lasanha. Claro que no final eu ganhei, e foi o melhor pedaço de lasanha fria que comi em toda a minha vida.

Durante a tarde, meu pai decidiu ir fazer as compras do mês na cidade, obviamente eu fiquei em casa, trancada no meu quarto ouvindo Scorpions e relendo sem parar aquela carta, eu realmente precisava me lembrar de onde eu tinha visto aquela letra... Mas... Era tão difícil, aquela carta era de fato enigmática. Será que havia sido realmente o Rachel que tinha escrito aquilo? Ou teria sido outra pessoa? Ou pior ainda... Será que foi uma brincadeira idiota que decidiram fazer comigo? Isso era horrível... Bem, de qualquer forma, eu saberia da verdade na aula de amanhã.

Eu fechei meus olhos e inspirei fundo tentando agrupar meus pensamentos. Acho que me perdi no tempo ali, ou talvez eu tenha dormido e sonhado que estava acordada, porque quando abri meus olhos de novo, já estava de noite, a luz cheia entrava pela janela e iluminava o quarto junto de uma rajada de vento.

Me levantei da cama e caminhei até a janela. Quando olhei para fora vi o céu escuro iluminado por milhares de estrelas. A verdade é que essa era a melhor parte de viver no campo, quando morávamos na cidade mal dava para ver a lua. Espero nunca ter que deixar o campo.

Fechei a janela e olhei para a cama, o papel estava lá todo amassado, pelo jeito dormi mesmo, e ainda pior, dormi em cima do meu bilhete...

Recolhi ele e escondi na minha gaveta de calcinhas, eu sabia que meu pai nunca olharia ali, era evidente, eu sempre escondia coisas ali, e ele nunca achou.

Escutei meu estomago roncando, foi ali que percebi a quantidade de tempo que havia passado. Olhei para o meu relógio em cima da cômoda e eram oito e quarenta e cinco da noite... Nossa eu dormi o dia todo, isso que dá ir dormir quatro da manhã e acordar as seis para ir para a escola.

Peguei meu pijama de ursinho panda e fui para o banheiro, tomei um banho de banheira bem demorado. Era ótima a sensação do corpo descansando na água quente. Na verdade, só sai dali quando a água estava começando a ficar gelada. Sai e vesti meu pijama, em seguida calcei minhas pantufas.

Desci as escadas e procurei meu pai no andar debaixo, acabei não encontrando ele em lugar nenhum, pelo jeito ele ainda não havia voltado, comecei a ficar preocupada, eu sabia que quando ele ia fazer compras ele demorava, mas ele nunca havia ficado fora até anoitecer.

Fui até o telefone e comecei a discar o número do celular dele, mas para minha sorte, assim que o telefone começou a tocar, vi o farol da caminhonete passando pela janela. Bati o telefone no gancho e fui até a porta, quando abri ela, senti o vento gelado invadindo a casa. Meu corpo se arrepiou e eu cruzei os braços tentando me aquecer.

Fui caminhando para fora e logo meu pai saiu da caminhonete segurando uma caixa fina.

— Vai para dentro princesa, não fique aqui fora, está muito frio e você ainda está de pijama — ele falou me empurrando para dentro.

— Você demorou hoje... — Falei entrando dentro de casa.

— Desculpa minha princesa, acabei pegando transito e fila no mercado... — Ele entrou logo atrás de mim — você já comeu?

— Ainda não...

— Ótimo — meu pai sorriu — eu trouxe pizza.

Abri um sorriso enorme, eu adorava pizza.

— Coloque a mesa enquanto eu recolho as compras.

— Tá bom — falei sorrindo.

Ele saiu e eu corri para a cozinha e comecei a arrumar a mesa. Enquanto eu pegava os pratos escutei o telefone tocando. Acabei deixando eles ainda empilhados em cima da mesa e fui até lá atender o telefone.

— Alo — falei segurando ele na minha orelha direita.

— Oi... — A voz do outro lado me era bastante familiar — é a Evellyn? Amiga da minha filha não é?

— Eu mesma, como vai Senhora Dixon? — Perguntei — o bebe está bem? — A verdade, é que a família da Max ia crescer, a mãe dela havia engravidado.

— Eu vou bem... O bebe também está, é outra menina — ela parecia ter uma certa alegria na voz — Evellyn eu preciso de você...

Eu sabia, a mãe da Max nunca me liga por nada. Na realidade eu já sabia o que estava acontecendo, ela sempre me ligava quando a Max surtava.

— O que aconteceu? — Perguntei fingindo não saber do que se tratava.

— Você pode vir aqui? A Max tá meio fora de si, conversa com ela por favor...

Como eu imaginava...

— Tudo bem, eu já vou aí...

Desliguei o telefone e fui até meu quarto. Tive que trocar de roupa, estava frio lá fora. Coloquei uma calça de moletom e uma blusa xadrez verde. Calcei minhas botas e desci. Meu pai estava trazendo as últimas sacolas para dentro.

— Evie? — Ele me olhou sem entender nada.

— Preciso ir até a casa da Max... A mãe dela ligou — ele me olhou sério — posso ir?

— Não demora... A pizza vai esfriar — ele falou me entregando as chaves da caminhonete.

— Eu já volto, obrigada papai — falei saindo já.

— Se cuida Evie!

Sai e fui para a caminhoneta, uma L200 Triton preta. Eu não tinha carteira, mas sabia dirigir, e fora da cidade meu pai até deixava. Na verdade, Max era praticamente nossa vizinha, o rancho da família dela ficava a cerca de um quilometro do nosso, mas como estava de noite eu não iria andando nem fodendo.

Entrei na caminhoneta e dirigi até a casa da Max, por sorte a porteira estava aberta, na frente da casa estava uma caminhonete simples e o Impala. As luzes estavam acessas e dava para ver o movimento de algumas pessoas.

Estacionei ela perto da casa e desci, em seguida fui em direção a porta, passei pela varanda batendo o pé na escada para cair a terra. Caminhei até a porta e bati nela.

Logo um homem alto abriu a porta, era o padrasto de Max, o nome dele era Jake, ou era apelido, sei lá eu nunca me comuniquei muito com ele. Ele era moreno e tinha o cabelo já esbranquiçado, uma barba que cobria todo seu rosto, mas não era longa. Ela era curta e misturava preto com cinza.

— Ah... É você! — Ele falou com indiferença, as vezes eu realmente entendo porque Max o odeia — entre.

Entrei em silêncio. Logo a mãe de Max veio enxugando as mãos num pano. Ela era loira, mas tinha olhos escuros, ela estava usando um vestido florido. Eu não sei porque mulher gravida gosta tanto desses vestidos, não existe uma que não use um desses. Ela me olhou com um sorriso de canto e eu sorri também.

Logo ouvi uns gritos agudos e passos pesados correndo. Já sabia o porquê da Max ter surtado.

A verdade é que Jake tinha um filho do primeiro casamento, o nome dele era Brian, ele era um garoto de uns nove anos, totalmente mimado tanto pela mãe quanto pelo pai, o mais triste é que até a mãe da Max mimava ele, o que deixava a Max louca, já que a mãe nunca fizera nada daquilo com ela. Sim, a Max tinha ciúmes, mas eu não tirava a razão dela. Ela havia passado a maior parte da vida sozinha porque nem a mãe e nem o pai tinham tempo pra ela, e agora a mãe fazia todos os gostos de um garoto que nem era filho dela.

Respirei fundo e subi. A casa deles era bem simples, não tinha nem metade do que tamanho da minha, e certamente não tinha nenhum luxo. Até porque eles não tinham muito dinheiro. Jake trabalha para um dos produtores de milho da região, então o dinheiro que ganha dá só para as contas e a comida (mas claro que sempre sobra pra mimar aquele garoto nojento).

A porta do quarto da Max estava fechada. Me aproximei e bati nela devagar.

— Vai embora! — Escutei Max resmungando do outro lado.

— Max... Sou eu — resmunguei — me deixa entrar vai.

— Tá aberta...

Abri a porta e entrei, em seguida fechei ela de novo. Max estava deitada usando uma jardineira jeans e uma camisa preta. Ela estava com cara de quem chorou e estava resmungando sozinha.

— Max... — Me aproximei e ela me olhou — você tá legal?

Me sentei na beira da cama dela e apoiei a mão em seu quadril.

— Não... — Ela respondeu voltando a olhar pra frente.

— O que aconteceu dessa vez? — Perguntei acariciando seu quadril.

Max respirou fundo e em seguida segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos.

— Sai tarde do trabalho hoje, então eu imaginei que eles já haviam jantado e que provavelmente não tinha sobrado pra mim porque Jake sempre faz questão que não sobre... Enfim, passei e comprei um lanche e vim para casa, mas eu não sabia que aquele pirralho idiota estaria aqui — ela revirou os olhos — enfim, ele aprontou um berreiro até minha mãe me fazer dar o lanche para ele a força. Só que ele já tinha jantado... E ele não gostou do lanche, então o pirralho ao invés de devolver, ele jogou no chão.

Ok, entendi o porque de Max ter surtado, e não tiro a razão dela.

— Então... — Max continuou —  ao invés deles brigarem com ele, eles ainda ficaram rindo com ele, enquanto eu comia água e mais água. Então minha mãe me mandou limpar, e eu tive que limpar, mas depois eu gritei com ele e dei uns tapas nele. Então o Jake veio e me bateu, e minha mãe ao invés de me apoiar ainda brigou comigo... Então eu dei um soco na cara do Jake e corri pra cá...

— Ah Max... Eles são uns idiotas... — Falei passando a mão no rosto dela enxugando suas lagrimas.

Max sempre surtava com a família, e sempre sobrava para mim conversar com ela e tentar consertar tudo, eu era tipo a terapeuta da família. Quero dizer, eles sabiam que ela ouvia meus conselhos.

A verdade é que Max cresceu basicamente sozinha, o pai dela foi embora quando ela tinha três anos. Na verdade, a mãe da Max e o pai dela nunca foram casados, eles apenas saíram juntos e então a mãe dela engravidou dela. O pai dela era morava em outro estado então só via ela nos fins de semana. Mas, ele conheceu uma mulher e se casou, depois do casamento ele abandonou de vez a Max.

A Max odeia ele também por isso. Na realidade ela sente um ódio mortal, porque ele teve filhos com essa outra mulher, e ele nunca deixou eles. Dava para sentir que no fundo Max era triste por isso, ela nunca entendeu o porquê ele abandonou ela.

Ele nunca deixou de pagar as pensões, mas obviamente não era o suficiente para manter ela, a casa e a mãe. Então a mãe dela trabalhou fora a vida toda, deixando ela sozinha, e dava para ver que Max sempre se sentiu triste por isso...

Acho que de longe, eu era a única pessoa que esteve com ela em todos os momentos da vida dela. Ela sempre me disse que ela me amava mais do que amava a própria família.

— Eu odeio tanto esse lugar... — ela falou sentando na cama — tudo que eu quero é pegar minhas coisas e ir embora daqui... Ir para o mais longe possível e esquecer que tenho essa merda de família — ela me olhou e sorriu — sabe que eu só não desisti de tudo porque me importo demais com você...

Eu não consegui responder, ela logo me abraçou forte e eu retribui o abraço.

— Max... — falei baixo.

— Diz...

— Você quer ir dormir na minha casa hoje?

Assim que falei ela abriu um sorriso enorme e segurou minhas mãos.

— Eu adoraria... Se não for incomodar é claro...

— Que isso Max, você não incomoda... Vem pega suas coisas. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado :3
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