História Always You - Capítulo 2


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Categorias Wanna One
Personagens Guanlin, Jisung, Kang Daniel, Seongwoo
Tags Kang Daniel, Ong Seongwu, Onglin, Ongniel, Wanna One
Visualizações 105
Palavras 1.644
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá -q
Boa leitura ~

Capítulo 2 - Sempre foi você


- Oi Seongwu. - Ele me cumprimentou, mas eu não consegui encará-lo nos olhos. - Posso me sentar ao seu lado?


Daniel esperava uma resposta minha, mas eu estava completamente paralisado. Sem entender direito o que tinha acabado de acontecer, ou quais os motivos que o Guanlin teria pra me sacanear tanto. Aí pra variar, acabei falando a primeira besteira que veio na minha cabeça.

- Si-sim, é claro que pode. - Ainda gaguejei. - Você pode sentar onde quiser, afinal a biblioteca é de todos, não é mesmo? - Alguém bata na minha cara antes que eu mesmo bata.

Ele riu do que eu tinha falado. Ah, aquele sorriso que eu tanto amava observar de longe, o sorriso que ele tanto dava ao lado de Jisung, agora estava sendo direcionado à minha pessoa. Eu mereço tudo isso, meu Deus? Que homem é esse?

- Você é muito engraçado, Seongwu. - Daniel me considerava alguém engraçado? Os outros geralmente costumam pensar o contrário, acham que sou um jovem entediante e chato, quase como um idoso, tirando as partes das dores no corpo, que ainda não tenho. - E isso me deixa ainda mais atraído. - Senti todo o meu corpo formigar com aquela frase, e a sensação só se intensificou quando percebi que a sua mão disfarçadamente começou a se mover por debaixo da mesa, indo de encontro com a minha.

- Eu posso? - Ele não existe, estava pedindo permissão para entrelaçar os seus dedos nos meus, e é claro que eu concedi, respondendo com um tímido acenar. - Você não pensou que eu ficaria chateado, ou com raiva depois do que ouvi, não é?

Respirei fundo e resolvi ser sincero com ele, acho que deveríamos deixar tudo claro entre nós. Independente do que fosse acontecer depois disso.

- Pra falar a verdade, eu pensei sim, foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça. - Senti um aperto em minha mão, e as suas feições lindas se tornarem um pouco sombrias, entristecidas. - Me desculpe, Daniel, é que eu não me sinto confiante, não dá pra acreditar que logo você teria algum interesse em mim. - Soltei um riso, constrangido.

- Como assim, logo eu? - Dessa vez seu tom de voz que se modificou, parecia um pouco chateado. - Não sou melhor do que ninguém, Seongwu, as minhas notas estão sempre na média beirando a reprovação. As únicas matérias em que me saio melhor são nos esportes, e nas aulas de inglês. - Sua voz parecia ainda mais triste ao mencionar aquilo, eu não queria que ele se sentisse assim, mas não dava pra impedir, vivíamos em realidades diferentes mesmo estudando juntos, no mesmo colégio. - Você sabe muito bem disso, pois sempre foi quem me ajudou, desde que cheguei aqui há três anos atrás.

Isso é verdade, me lembro perfeitamente de quando o Daniel chegou, como se fosse ontem.


Era só mais uma sexta-feira comum e corrida, pra variar todos os alunos desejavam que o relógio trabalhasse mais depressa naquele dia, para que enfim a semana terminasse, assim dando lugar para o tão esperado final de semana. O que eles realmente desejavam era se livrar das provas, notas, professores e tudo o que viesse acoplado ao pacote do colégio. Aquelas quarenta e oito horas disponíveis no final de semana, costumam significar muito para jovens comuns de quatorze anos como eu.

Mas segundo os meus colegas de classe, eu não era o que eles consideravam como um jovem normal, pelo menos não o suficiente para fazer parte de qualquer grupinho. Desde que me lembro, sempre fui o excluído da turma. Não sei se é devido ao fato de me sair melhor nas avaliações do que eles, ou apenas por ser extremamente tímido. E apesar dos meus pais dizerem que o meu desempenho escolar deveria causar uma certa inveja nos outros, eles não enxergavam isso como algo ruim, também diziam que eu não deveria me importar, pois eles estavam orgulhosos de mim.

É óbvio que eu gostava de receber elogios dos meus pais, de ver ambos contentes e reconhecendo o meu esforço. Isso importava pra mim, de verdade. No entanto, ficar sozinho o tempo todo era tão ruim, eu também queria ter amigos, pelo menos um, pra poder conversar sobre qualquer coisa, ou simplesmente não conversar sobre nada, mas só de saber que teria alguém ali do meu lado, por mim, já valeria a pena.

E logo após ouvir alguns comentários aleatórios na cantina, na hora do intervalo, por um instante acreditei que as coisas poderiam mudar pra melhor, e uma amizade com um certo alguém poderia surgir. Fiquei sabendo que um aluno novo estava sendo transferido para minha turma agora, bem no final do ano letivo, faltando poucos meses para que o encerrasse. Ele morava no Canadá antes, consequentemente se saía melhor falando inglês do que coreano, tinha um nome ocidental diferenciado, Daniel, e apenas esses pequenos detalhes deveriam fazê-lo ser tão excluído quanto eu.

Só que não, estava totalmente fora de cogitação. Daniel era alguém carismático, que conseguia conquistar todos ao seu redor com sua personalidade brilhante. Sabe que até tentei me aproximar dele por um tempo… mas notei que era impossível. Ele não me tratava com indiferença ou arrogância, em momento algum. O problema é que todos queriam estar ao seu lado, interagindo consigo, então não tinha como competir. O único momento em que a atenção dele era inteiramente voltada para a minha pessoa, era durante algumas aulas que ele tinha dificuldade.


Queria que aquele clima chato que havia se instalado fosse embora, no entanto, ainda existiam algumas perguntas a serem feitas, mesmo que eu sentisse um pouco de medo das possíveis respostas.

- Olha, espero que você não me entenda mal… Mas eu ainda tenho algumas perguntas pra te fazer. - Continuei, hesitante e sem olhar em seu rosto. - Até poder acreditar que tudo isso é real. - Não era fácil de crer que de um dia pro outro, eu deixaria de ser “Ong Seongwu, o nerd excluído e isolado" para me tornar “Ong Seongwu, o namorado do popular Kang Daniel” , isso só acontecia nos filmes e eu estava longe de ser igual aquelas mocinhas.

- Eu entendo, eu acho, pode perguntar o quiser, Seongwu. - Apesar de tudo, Daniel.  parecia estar tranquilo, como se não tivesse nada a me esconder, gostava dessa sinceridade que ele tinha.

- Primeiramente, você e Jisung têm ou já tiveram alguma coisa que fosse além da amizade? - Indaguei curioso, talvez um pouco ciumento, notando que o modo como ele me olhava era de quem tinha acabado de ouvir algo absurdo. - E tem mais, você já sabia o que Guanlin estava aprontando alguma coisa, enquanto permanecia escondido atrás daquela estante? - Comecei a perder minha confiança quando Daniel foi diminuindo a distância entre nós, meu coração batia descontrolado, pensei que ele fosse me calar com um beijo. Quando na verdade, ele colocou suas mãos uma de cada lado do meu rosto, fazendo com que meu foco fosse estabilizado somente em si, em seus olhos castanhos.

- Não, Seongwu, eu não tenho absolutamente nada com Jisung, somos apenas bons amigos. - Podia ser besteira minha, mas pude voltar a respirar normalmente depois do que ouvi. - Acredito que você vai gostar de conhecê-lo, ele sempre me incentivou a criar coragem e me aproximar de você, ele não gostava de te ver sempre sozinho. - Por alguns instantes me senti envergonhado por pensar mal de Jisung, alguém que eu não conhecia e mesmo assim, queria apenas ajudar. Porém, o sentimento de vergonha foi rapidamente substituído, pela alegria de saber que o Daniel pretendia me apresentar pros seus amigos. Ele continuou. - E quanto ao Guanlin, por favor não o odeie. Eu não sabia de seus planos, e nem queria ficar ouvindo a conversa de vocês escondido, juro. - O Dani parecia sincero no que dizia, pelo menos era o que seus olhos me mostravam. - Ele só me pediu pra ficar ali atrás da estante de livros porque disse que eu iria me surpreender, até que ele tinha uma certa razão, não é? Realmente me surpreendi com o que você disse. - Explicou rapidamente e me deu uma leve piscadinha, eu senti meu rosto esquentando, devia estar corado. - Mas acredito que ele não tenha feito por maldade, talvez só quisesse te ajudar e não sabia como, assim como eu.

Quando dei por mim, já estava pendurado no pescoço de Daniel, abraçando o fortemente, e não querendo sair dali nunca mais, apenas parei pra fazer algo ainda melhor, que era beijá-lo. Os lábios dele eram macios, gentis, e o beijo muito melhor do que eu havia imaginado em meus sonhos mais bonitos. Tudo o que estava acontecendo parecia um sonho pra mim, porém o sinal tocando por toda a escola - avisando de que o intervalo tinha acabado - me despertou desse devaneio.

Só não esperava o que Daniel iria me propor a seguir.

- Vamos voltar juntos pra sala? - Ele se levantou primeiro e segurou em minha mão, esperando que eu fizesse o mesmo. - Você tá comigo agora, e não vou permitir que se sinta sozinho novamente.

- Mas Dani, o que vão-

- Não me importo com o que vão dizer, se é isso que te preocupa. - Ele me interrompeu, como se pudesse ler meus pensamentos. - Eu sempre gostei de você, sempre foi você, Seongwu. - Senti o meu coração quase pular do peito após essa pequena declaração. - E se alguém vier perguntar pra mim se estamos juntos, eu vou encher a boca pra dizer que sim, nós dois estamos namorando.

- Dani… se isso for um pedido de namoro antecipado, eu já te adianto que a resposta é sim. - Sorri um pouco envergonhado, por fim selando os seus lábios mais uma vez.



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