História Always You ll zayn malik - Capítulo 11


Escrita por:

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Categorias Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Personagens Zayn Malik
Visualizações 60
Palavras 6.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - CAPÍTULO 11


Fanfic / Fanfiction Always You ll zayn malik - Capítulo 11 - CAPÍTULO 11

Março, 2018 

Miami era quente até mesmo de noite.  A luz do sol demorou pra sumir, deixando o céu completamente laranja, e só depois escurecer. O calor me fazia suar, ainda mais com aquele tantão de gente ao redor de mim. E, bem... Zayn também contribuía em me deixar daquele jeito. Mas a minha cabeça era o que estava mexendo comigo, porque não estava tão calor assim, a ponto de me fazer suar de verdade. Eu estava ficando mais  nervosa a cada passo que Zayn e eu dávamos até o andar de baixo.

—Tem umas pessoas legais aqui, você vai ver. — ele disse todo empolgado, ao meu lado.

Sorri em linha reta, sem saber exatamente o que dizer, e seguimos o caminho até as escadas. Tinha algo errado em mim, e eu demorei pra entender o que era. A gota de suor caiu pelo meu rosto, e eu limpei, sem que ele visse.

—Hmmm... Zayn? — eu murmurei, fazendo ele olhar pra mim. — Eu posso ajeitar isso aqui? — apontei para a blusa que ele tinha me emprestado.

A minha mesmo, ficou em cima cama, e eu não me lembrei de pega—la.  Eu vestia uma toda branca, que Zayn me emprestou. A manga era curta, mas ficava grande em mim, até o cotovelo. Aposto até que ficava grande nele também. E isso não me ajudava em muita coisa, não quando eu estava pelando dentro dela.

—Ficou enorme, né? — ele sorriu brincalhão, achando muita graça em me ver daquele jeito, e por isso não mediu olhares.

—Sim, eu to me sentindo quente demais com ela desse jeito. — puxei o tecido para frente, pra mostrar que estava grande mesmo.

—Er... Sim... Quero dizer, você pode fazer o que quiser.

Ele gaguejou um pouco, e eu fitei na mesma hora, a tempo de enxergar Zayn engolir em seco, e desviar os olhos dos meus seios, para o chão.

Droga. Zayn era fascinado por eles. Eu me recordava disso, e também me recordei muito bem das vezes que...

Agora foi a minha vez de ficar sem jeito, então eu olhei para a parede do corredor, e fingi que não vi nada. Mas seria uma pena se os meus mamilos tivessem me traído e terem ficados rígidos ao lembrar dos toques dele, na mesma hora.

Fazia tanto tempo que eu não ficava com ele, que a minha mente não dava mais conta de imaginar toda vez a sua imagem. Os meus dedos estavam sentindo falta de uma ajudinha mais rápida, e principalmente dos dedos firmes e tatuados dele. Eu me encontrava tão necessitada de um contato físico, que os olhos de Zayn foram o suficiente para me deixar desconcertada. Um simples "a" que ele soltava, era o suficiente pra me fazer engolir em seco e mandar os pensamentos sexuais pra puta que pariu, ou então me controlar para não apertar as minhas coxas umas nas outras.

Passei a língua pelos meus lábios secos, e comecei a dobrar as mangas da camiseta, em silêncio, e tentando não pensar em como séria ter as mãos de Zayn me apalpando. Diminui a parte da frente da blusa, e coloquei dentro no meu shorts, deixando ela mais cumprida atrás, e finalmente deixei do jeito que não piorasse minha condição.

— É... — ouvi um mumuro. — Ficou muito melhor. — Zayn falou, tempo depois de ter ajeitado a roupa.

— Sim, obrigada. — coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha, entregando de bandeja pra ele o quanto eu estava sem jeito.

Não acredito que eu estava perdendo a confiança perto dele. Desestabilidade total.

Nós já estávamos no lado de baixo da casa, desviando dos corpos dançantes pela pista. Abri um sorriso agradecido para Zayn, depois que ele me puxou para o lado pela cintura, me desviando de alguém que já estava no ápice da alegria alcoólica.

Os americanos sabiam curtir uma festa. As pessoas dançavam até o chão com a música alta, e não deixavam de jeito nenhum de beber o álcool dentro do copo. Alguns jogavam jogos, eu vi uma garrafa rodar no chão e parar em duas garotas, que se beijaram, e no outro canto, vi pessoas rindo alto e bebendo shots.

Será que Zayn conhecia aquele tantão de gente? Quero dizer... Tinham no mínimo umas trezentas, não era possível que ele conhecesse tudo isso. A casa era enorme e comportava esse número de pessoas tranquilamente.

Ergui levemente o meu queixo pra ele, e puxei o ar que consegui. Tão bonito que fazia o meu coração palpitar, uma barba perfeitamente alinhada, um rosto que era o suficiente pra me deixar nas suas mãos.

Caramba, Zayn me fazia transbordar. Ele atingia um ápice que eu não sabia que existia.

Ele ainda me segurava pela cintura, e seus dedos me apertaram levemente.

— Você tá me deixando sem graça, Alina.

— Hã? — o que ele disse?

— Você me olhando desse jeito. — ele abaixou a cabeça, e nossos olhos se encontraram. — Tá me deixando envergonhado.

Eu olhei demais, então. Droga.

— Ah, desculpa. — abanei minha mão no ar, pra ele relevar aquilo. — Não foi minha intenção.

— Tudo bem. — ele balançou os ombros. — Não é como se eu não gostasse. — e ele sorriu, me trazendo mais ainda pra perto.

A minha mão se estendeu sobre o seu peito, eu soltei uma risada fraca, e carregada de esperança.

— Então eu vou continuar te olhando. — falei com um sorriso grande nos lábios.

— Yeah... — ele disse baixo, que mesmo com o volume alto da música, eu ouvi. — Continue.

Deixei que Zayn visse o poder que ele tinha sobre mim, quando meu peito subiu e desceu fortemente por causa da respiração, e de como eu sorri completamente entorpecida com a forma que ele disse aquilo, e de como me olhou.

O tempo parou, nossos pés pararam no lugar e ficamos se olhando como se só estivesse a gente naquele lugar. Então seria ali, que a gente iria se beijar depois de anos? Era naquele momento que eu iria sentir os lábios dele nos meus, novamente? Na frente de todo mundo, mas eu nem estava ligando pra isso, não quando era Zayn que tinha a minha total atenção.

— Você... — comecei, tentanto lhe perguntar se ele iria me beijar ali, mas eu fui cortada.

— Zayn, onde você tava, cara? — movi o meu corpo todo para ver quem era o dono da voz, me desvinculando dos braços de quem eu amava. — Te procurei a festa toda.

Era um moço musculoso, os cabelos eram loiros, como anjinhos, e os olhos claros. A roupa era uma blusa social toda estampada. Ele era a cara de Miami, literalmente, e um shorts rosa. Não, eu nem consegui amaldiçoa-lo por ter acabado com o momento.

Zayn ficou sem saber o que dizer nos primeiros instantes, ele passou a mão pelo cabelo, e se forçou a prestar atenção.

— Hã... Eu tava resolvendo umas coisas, por que? — eles pareciam amigos próximos.

—Você prometeu dar aquele trago, lembra? — eles se olhavam, e de repente eu sumi.

—Depois eu vou, mano. Mas você sabe onde tá, né?

Os meus olhos se fecharam levemente e eu fuzilei Zayn com eles. Do que eles estavam falando? Maconha? Eu lembro de quando eu tinha dezoito anos e provei pela primeira vez, e fiquei uma hora seguida tossindo como se tivesse tendo meu pulmão sendo arrancado, mas quem disse que foi o suficiente pra me fazer desistir de fumar pela segunda vez? Não foi, e lá estava eu nas festas da universidade tragando com meus amigos.

Mas Zayn? Ok, eu estava surpresa.

—Sei. — o cara sorriu, e o brilho dourado quase me cegou, com o dente de ouro. — A gente te espera, ou...? — o loirinho me olhou, e eu ergui uma sobrancelha.

Ele sorriu pra mim, e eu ergui a cabeça, sustentando os nossos olhos, enquanto eu sorria também.

—Alina, esse é o Jared. — Zayn me olhou ao apresentar nós dois. — Jared, Alina.

—Oi Alina. — ele estendeu a sua mão, e eu a peguei.

—Oi. — depois guardei as minhas mãos no bolso traseiro do meu shorts.

—Você não me é estranha... — ele pensou.

—Ela é irmã do Miller. — Zayn respondeu.

—Ah, pode crer, os traços são parecidos. — ele gesticulou com as mãos, euforico. — Vocês são amigos então, legal. — ele apontou pra Zayn e pra mim.

—É, nós somos. — encolhi os ombros, um pouco antissociável, e recebi uma olhada significativa de Zayn, com rugas na testa, e sobrancelhas arqueadas.

O que? Eu disse algo errado?

—A gente se vê por aí, Alina. — Jared me deu uma piscada, amigável, e depois bateu no ombro de Zayn. — Chega mais, depois.

Ele saiu andando, abriu os braços e envolveu dois amigos pelos ombros, e eles foram até a parte da area de fora, sumindo das nossas vistas.

—Quer conhecer a casa? — Zayn perguntou, puxando conversa, depois do silêncio em que ficamos.

—Não agora. — falei. — Quero falar com William primeiro.

Eu tinha avistado meu irmão há poucos metros longe, ele estava no meio de uma galera, com uma cerveja na mão e a cabeça tombada pra trás, rindo. A vontade de ir até ele e ouvir de sua boca o seu plano era grande, assim como a vontade de abraça-lo e agradece-lo por ter feito o que fez.

—Eu acho que ele deve uma explicação pra gente. — ele respirou fundo, e passou mão pelo queixo, ajeitando a barba.  — E você?

Fiquei olhando aquele movimento, notando mais algumas tatuagens dele. Tinha algumas letras espalhadas, e eu me segurei para não perguntar o que elas significavam. Na verdade Zayn parecia ter dezenas delas, e isso me custaria um bom tempo até perguntar e ver cada uma. Eu não tinha pressa.

— Sim. — fui breve.

—Por mais que eu já saiba mais ou menos o motivo dele, eu quero ouvir da sua boca. — Zayn continuou. — Olha ele ali. — com um aceno, ele apontou.

—Acho que também sei. — sorri bem fraquinho.

A mão de Zayn apalpou as minhas costas para que pudessemos andar, e ele me guiasse, fazendo calafrios subirem pela minha espinha. Por Deus, se ele me tocasse mais uma vez eu não sei se seria capaz de conseguir me controlar em não avançar em seus lábios, e ter as minhas mãos em seus fios de cabelos, e tentar fazer o máximo de contato que conseguisse entre nossos corpos. Faltava um pouco, bem pouco, pra que eu enlouquecesse.

Balancei a cabeça, e foquei no meu irmão tagarelando com uma garota, certamente enchendo os ouvidos dela de cantadas, e investidas.

—Lina! — Derek exclamou quando me viu. — Seu irmão ficou que nem um louco achando que você não viria, né Will? — o cotovelo dele empurrou as costas do meu irmão, que na mesma hora se virou para Zayn e eu, e ficou espantado.

—Eu imagino o porque. — respondi Derek, enquanto dava um sorriso convencido para William.

O peito dele estufou, e então ele disse alto no ouvido da morena, que sorriu, assentindo com a cabeça e depois saiu andando.

—Agora entendo porque você estava tão nervoso o dia todo. — Zayn cruzou os braços, e eu tive vontade de rir por ver seu corpo aderir uma imagem de durão. Eu tinha uma breve imagem dele fazendo isso quando tinha quinze anos, e na época eu achava um barato. Mas agora... Uau, eu estava começando a suar de novo.

Derek olhou desconfiado para nós três, e fez uma careta, como se já sentisse o cheiro do problema.

— Uhhh! — suas mãos se renderam. — Adoro ver o Miller ser encurralado pela Lina, agora pelo Zayn também? Acho que preciso de pipoca.

Segurei meus lábios em linha reta, pra não rir e aumentar a chance de Derek de não calar a boca por achar que era engraçado. Ele era, mas era pior quando alguém enchia sua bola.

— Você é um péssimo amigo, sai daqui. — Will empurrou o peito dele, que contestou.

— Me deixa assistir sua cara de derrotado mais uma vez.

— Não! — meu irmão colocou a mão no rosto de Derek, e depois começou a andar para longe, Zayn e eu fomos atrás.

— William. — chamei, forçando uma voz autoritária.

—Vocês conversaram? — William parou, quando chegamos num canto mais afastado.

—Sim. — Zayn respondeu.

—Era isso que eu queria. — ele deu de ombros e começou a andar, então Zayn e eu o seguimos de novo, quando vimos que ele só disse aquilo.

— Ei! — bati com o pé no chão. — Você nos deve uma explicação.

— Aarghh! — ele grunhiu, parando de andar. — Você tava mal de um lado, e o Z. tava péssimo do outro. — ele se virou para olhar pra gente, e apontou pra Zayn quando terminou sua frase.

—Você podia ter me falado. — eu disse. — Não sei, me falasse qualquer coisa, talvez eu teria me ligado. Se eu soubesse que ele...

—Lina, você não ia atrás de Zayn, sabendo que ele estava com outra pessoa. — ele me interessei. — Não ia adiantar nada, certo?

Olhei para a pessoa que eu mais senti falta nos últimos anos, que também me olhava, esperando que eu dissesse algo. A conversa que tive com William foi há algumas semanas, então isso queria dizer que Zayn ainda estava com Gigi naquela época. Mas se eu soubesse que ele tinha ficado tão mechido com aquele encontro, talvez eu teria... Não, não tinha como eu saber como eu agiria.

— Não sei. Se você tivesse me falado.

— Ah qual é, eu te conheço. — ele bufou, e mirou em Zayn. —E cara, você não teria ido atrás da Lina. — Will suspirou, ele falava tranquilamente, enquanto erguia a garrafa de cerveja até a boca. — Eu só... Facilitei as coisas.

—Foi tudo pensado? — questionei.

—Mais ou menos. O destino meio que ajudou. — ele disse sorrindo, olhando de relance para Zayn e pra mim.

Destino. Era engraçado pensar nele agora. Eu acreditava. Eu acreditava que tudo tinha um propósito, um porque, e que iriamos entender com o tempo. Mas... Pensar no destino, quando se referia a Zayn e eu, era novo pra mim, que sempre acreditou que iriamos voltar um dia e depois desacreditou. Eu mesma idealizava um futuro, sem a ajuda do destino.

—Eu falei com William assim que o ano novo chegou. — Zayn me olhou, mudando um pouco o rumo. — As coisas estavam uma bagunça, como eu te disse... E quando eu vi que ele ficou surpreso, eu pensei " caramba, a Alina não disse nada, então quer dizer que não ha mais nada mesmo entre a gente". — ele estava se explicando porque não veio atrás de mim depois de Nova Iorque.

—Eu não sabia, você não tinha me dito nada, Lina. As coisas só estavam estranhas, mas não foi algo que me preocupou. — Will continuou.

—Eu estava tentando me organizar. — falei.

— Eu precisei ser direto com você depois, mana, pra finalmente saber das coisas. E eu fiquei surpreso, porque eu achei que vocês tivessem superado. — William se escorou no batente da porta. — E não superaram em nada né? Olha pra vocês. — ele riu alto. — Caralho, se passaram anos.

—Eu... — comecei, sem saber o que dizer. — Estava só esperando a hora certa.

—Estava? — Zayn me olhou, com o ar de questionamento e surpresa.

—Eu nunca pensei que fosse definitivo.

—Por que você nunca me disse? — ele ficou incrédulo.

—No começo eu achava, mas depois eu desacreditei.  — fui sincera. — Sempre me martirizei por isso.

Zayn passou o mão pelo rosto, sem saber o que dizer. Ele provavelmente estava me culpando. Eu não tirava a razão dele.

—Então... Voltando a minha ideia genial. — Will se gabou. — No dia seguinte, eu liguei pro Zayn, e fiquei sabendo que ele tinha desfeito o namoro todinho, e então eu pensei " ambos solteiros, agora é a hora."

A gente ouvia o que ele dizia, mas os olhos de Zayn estavam em mim, e os meus nos dele. Era possível imaginar faíscas coloridas ao redor, e não eram por causa das luzes da sala.

—Ai o cara me disse que tava precisando tirar uns dias de lazer, em Miami, e gravar umas músicas novas, e na hora eu pensei em você. — ele apontou para mim. — Alina não tira ferias, e ela esta mal pra porra, essa é uma ótima oportunidade pra juntar os dois.

—Tão inteligente. — Zayn murmurou. Eu não soube interpretar o tom, se foi ironia ou não.

—É, eu sei! — empolgado, Will exclamou. — Mas sempre tem algo pra foder, não é mesmo? — ele me olhou, acusando de algo que eu não sabia ainda. — Alina reservou quinze dias no hotel.

—Tudo isso? — Zayn questionou.

—Eu tô de férias, tem muita coisa pra fazer aqui. — encolhi os ombos, me justificando.

—Falei pra ela vir pra cá, e ai vocês conversavam, se entendiam, e tava tudo certo. — ele olhava para os lados agora. — Mas ela preferiu hotel, então só restava a festa. Mas e se a conversa acabasse mal? Alina não ia querer ficar em Miami, e seria dinheiro jogado fora.

—E mesmo assim você não me disse nada? — questionei, sentindo a irritação subir pelas minhas entranhas.

—Eu pensei em tudo, menos nesse fato. — ele foi sincero. — Mas que bom que deu certo, né? Imagina... — ele entortou os lábios para o lado, do jeitinho que eu fazia às vezes.

—Não sei se te dou uns socos, ou te agradeço. — Zayn disse.

—A segunda opção me parece ótimo.

Fiquei pensativa no meu canto, enquanto os dois interagiram.

O que eu faria agora? Eu estava em Miami, eu tinha uma cidade inteira para conhecer em quinze dias, minha lista de lugares para ir estava enorme, e eu queria cumprir os tópicos dela.

E tinha Zayn. Ele estava aqui, e eu não fazia ideia de como seriam as coisas. Eu fui pega passando as mãos pelas sobrancelhas, visivelmente preocupada com isso.

—Que bom que vocês se entenderam. Eu tava nervoso.

—É, não foi muito difícil. — Zayn respondeu.

—O que vocês vão fazer agora? — senti os olhos do meu irmão em mim, e eu ergui a cabeça, depois de ter pensado.

Zayn respirou fundo, e eu precisei pensar.

—Vamos curtir a festa. — falei o mesmo que ele tinha me dito mais cedo, só que de um jeito mais preocupante, e comecei a andar em direção a cozinha, com a mente na garrafa de Budweiser no freezer. — Depois a gente vê isso. — mirei Zayn, e segurei nossa conexão por um tempo.

...


Agora fazia todo o sentindo. O estúdio de tatuagem. Zayn virou um amante delas. Ele sempre gostou de desenhar no seu tempo vago, e era incrível cada rabisco que ele terminava. Ele tinha um dom com aquilo, e sempre deixou claro com dezenas de folhas pintadas. Eu ainda tinha algumas comigo que ele me deu, em uma caixa em cima do meu armário do closet, eu nunca consegui realmente me desfazer delas. Ele sempre disse que gostaria de fazer tatuagens, mas eu nunca imaginei que fosse pelo corpo todo, quase que literalmente. 

Eu enxergava Zayn de longe, enquanto ele andava de um lado para o outro, conversando com Griffin. O assunto parecia ser sério, e ora ou outra Zayn passava a mão pelos lábios, e então os nossos olhos se cruzavam, e eu sentia o mundo parar. Ele abria um sorriso singelo, e eu tentava não derreter ali mesmo, na frente de todo mundo.

A blusa preta que ele usava, me deixava enxergar todas as tatuagens em seus braços, que eram chamativas. Todas elas. Eu queria ter um momento só pra observa-las com atenção, e enche-lo de perguntas sobre cada uma. Talvez demoraria horas, mas eu não iria me importar.
A flor de mandala que ele tinha no pulso era tão linda, e o conjunto nas suas mãos com os anéis me faziam imaginar coisas que eram pra estar fora de alcance naquela hora, com tanta gente em volta da gente. Eram sexys, másculas que já estava ficando difícil me controlar diante dele e não imaginar suas mãos em mim, e da vontade de beijar cada canto do seu corpo. O seu pescoço, o seu queixo, os seus lábios, ele inteiro.

Balancei a minha cabeça, e me forcei a tomar um gole do Wisky misturado com energético que William tinha pego pra mim. Era possível sentir o primeiro estágio da minha embriaguez, a tontura.

Logo depois eu sorri toda boba, vendo Zayn colocar a mão nos bolsos da calça, que agora estava com a barra erguida até os joelhos, por causa do calor. A simplicidade dele me pegou de jeito, e principalmente a forma que ele falava com seus amigos, como ele gesticlava com as mãos e ria com a cabeça tombando pra trás.

O tempo inteiro, ele ficou ao meu lado, atencioso e sociável. A gente conversava com William e mais algumas pessoas, que me foram apresentadas, até que o amigo de Zayn o chamou, e eles ficaram afastados. Eu não fazia noção sobre qual era o assunto. Na verdade... a ignorância sobre esse novo Zayn, era gritante dentro de mim. Os poucos minutos em que ficamos perto um do outro, eu notei mudanças em Zayn que me fizeram sentir curiosidades para saber mais. Até o seu jeito de falar tinha mudado, com um sotaque americano mais agudo, mas ainda sim a jeito de BradFord estava presente.  Mas tinha coisas que ainda eram as mesmas, o que me causou alivio quando eu vi que a sua risada era a mesma, e que ele ainda passava o dedo nos lábios quando notava que a atenção estava nele. Era um jeito amável que Zayn mostrava a sua timidez. Era normal a nossa mudança constante, os nossos jeitos mudam, nossos gostos mudam e assim vai, e ele era uma pessoal especial pra mim que me fazia sentir curiosidade de saber mais, cada dia que passasse, eu sempre vou querer saber.

Fui tirada dos meus devaneios, quando senti o braço do meu irmão nos meus ombros. Ele já estava começando a cheirar suor e a bebida. A noite estava sendo ótima pra ele.

—Acho que vou subir. — ele falou no meu ouvido, por causa do som.

—O que? Por que? — perguntei, sentindo o calafrio de não ter ele por perto.

—Você sabe o porquê. — seu riso malicioso clareou a minha mente.

A loira na qual ele estava conversando, continuava ali. Eles tiveram um longo papo, mas se mantiveram perto o tempo todo.

—Ok. — suspirei, derrotada.

Por mais que o pessoal fossem legais, eu ainda me sentia fora da casinha, tendo somente William pra aliviar aquela sensação. Derek não estava ali, e eu não fazia ideia de onde ele estava agora. E eu não podia falar pro meu irmão ficar ali comigo, atrapalhando completamente seus planos.

—Relaxa, só não vai falar sobre o tempo. — ele sorriu, e beijou meu rosto, antes de pegar na cintura da loira, que se chamava April, e sumir.

Eu não tinha problema nenhum com timidez, só existia uma bolha em volta de mim que dificultava em fazer amizades rapidamente, como sempre foi.  Era normal. Não era um bicho de sete cabeças como William pintava.

—E você Alina? — ouvi o meu nome, e deixei de acompanhar o meu irmão sumindo pelo caminho.

A pessoa que me chamou era morena, a sua pele tinha um bronzeamento natural, que a deixava mais linda ainda. O seu nome era Jesse, e não era amiga direta de Zayn, e sim do Charle, seu amigo.

—O que?

Eles riram da minha falta de atenção, e eu sorri de lado, entortando os lábios e encolhendo um dos ombros. Fui pega desprevenida com atenção toda em mim.

—É a sua primeira vez aqui, não é?

—Em Miami, sim. — esclareci. — Cheguei hoje.

—Ah, então você não conhece nada?  — ela estava despojada, bem a vontade, enquanto eu, me encontrava um pouco acuada no meio deles.

—Não ainda.

—Posso te mostrar a cidade, qualquer dia desses. Eu moro aqui há anos, tem lugares que é impossível não gostar.

—Serio? Eu ia adorar! — respondi sorrindo.

Pensando bem, seria ótimo ter alguém para me acompanhar. Liz não pôde vir, e William já estava indo embora no domingo. E Jesse estava se disponibilizando. Pelo menos eu não iria ficar sozinha.

—É, eu conheço várias praias que a gente possa ir. Você sabe surfar?

—Na verdade, eu não sei não. — eu ri, e ela também.

—A gente pode pegar um sol, alguém já te disse que você tá precisando?

Um dejavu passou pela minha mente.

—Pra sua surpresa, sim.

—Me passa o seu numero, e ai a gente vê. — ela tirou a última geração do iPhone do bolso, e eu ditei o meu número. — Você já tem planos?

—Eu fiz uma lista básica, mas aposto que você deve ter umas indicações muito melhores.

—Pode ser que sim. — os seus dentes brancos ficaram expostos pra mim, quando ela sorriu. — Você vai ver que eu posso ser uma ótima companheira turística.

— Eu quero ver isso.

A gente começou a falar sobre outro assunto, e eu pude conhecer mais sobre o pessoal que estavam ali comigo. Uns nem sequer conheciam Zayn diretamente, o que eu achei um pouco estranho, mas ainda normal. Ele era famoso, e caramba, tinha umas trezentas pessoas ali. Não acho mesmo que ele conheça todos, só me surpreende que nem todos iam atrás dele pedindo uma foto ou então um autógrafo.

—E você, o que faz? — Peter, um dos caras, me perguntou.

Era um interrogatório, que eu não me incomodava em responder. Eles estavam sendo tão simpáticos comigo, que eu já estava me sentindo mais a vontade.

—Sou engenheira, em Londres.

—Wow! — a exclamação dele me fez sorrir. — Isso é legal.

— Sim, é.

— Você é tão nova, começou a faculdade cedo?

— Comecei assim que sai do colégio.

— Que bacana, aposto que você era uma celebridade na universidade . — ele continuou, e eu neguei. — Ah qual é, Alina! — ele brincou.

— O que????? — fiz drama, sem entender. — Por que eu seria? — ri.

— Primeiro que você é bonita, segundo porque engenharia é um dos cursos mais fodas das universidades... — ele foi dizendo tranquilo, e eu fui fazendo uma careta desgostosa pra ele. — E porque você é legal.

Eu não posso dizer que eu era uma pessoa muito conhecida em Oxford, e muito menos que fiz muitos amigos, porque eu não fiz. Mas as festas eram sempre boas, e eram sempre os mesmos conhecidos.

— Hã... É... — mumurei. — Mas fique sabendo que eu não era. — neguei fazendo uma careta.

— Impossível!

—Vai, me passa o seu Instagram. — Sara, uma das garotas me pediu, entrando no meio.

—Eu vou passar, e vocês vão ver que eu tenho pouquíssimos seguidores.

—Com essa beleza? — ela me mediu com as mãos no ar. — Duvido.

E então eu passei o meu user do Instagram. O pessoal, cinco ao total, se juntaram a ela para ver a tela do celular, enquanto eu bebia e ficava observando, rindo. Eu não tinha uma cara de blogueira que ficava metade do dia na rede social postando foto e histórias, eu mal tinha tempo pra sair, quanto mais ficar no Instagram.

—Eu disse. — falei. — Celebridade? Só o Zayn.

—Nossa, que fotão! — enxerguei o dedo de Sara clicar duas vezes na tela, curtindo a foto.

Andei até eles, e com as pontas dos pés eu vi ela passar pelo feed da minha conta. Com apenas 56 fotos, 878 seguidores e seguindo 109. Eu não era famosinha, realmente. Metade dos meus seguidores eram do pessoal da minha fraternidade, a outra, eu não fazia ideia, talvez fossem familiares, conhecidos e desconhecidos.

Sara agora me seguia, e começava a curtir todas as minhas fotos.

—De onde é essa foto? — Oliver perguntou.

Era uma que eu estava sentada na grama, com um palco aberto atrás. Era um festival em Londres.

—Um festival de música, eu fui pra ver o Bastille e o Liam Gallagher. — respondi.

—E essa?

Era outra, eu estava toda de preto, com os cabelos soltos e uma luz atrás.

—Na faculdade, em alguma festa que eu não me lembro agora. Caramba, que foto antiga.

Alguem passou a mão pelo meu ombro, e eu olhei assustada, mas era apenas Derek passando, ele piscou pra mim, e eu sorri, piscando de volta.

—Ingleses são tão estranhos — ouvi um murmuro.

—Ei! Não somos não! — defendi.

—Olha só o café da manhã de vocês! — ele apontou para uma foto minha e de Liz, uma selfie com café da manhã.

—Pelo menos não é panqueca, a famosa bomba de carboidratos. — entortei os lábios.

—Panquecas são melhores que feijões. —  defendeu Peter.

—Não mesmo.

No final, nós rimos. Era um pouco engraçado essa birra de Americanos com Ingleses. Eu nunca iria entender o porquê dela.

—Vem, vamos tirar uma foto. — Sara ergueu a câmera frontal do celular, e a gente se ajeitou.

Com o copo na mão, eu fiz uma posse que deixava o copo centímetros longe dos meus lábios, em formato de beijo.  A foto foi postada na história da rede social dela.


O tempo foi passando, e nada de Zayn, William, ou Derek por ali. Eu estava ficando com fome, então avisei que iria atrás de alguma coisa.

Fui até a cozinha, pela sétima vez naquela noite. Ainda tinham muitas caixas de pizzas fechadas, e outras coisas pra comer. Mas Zayn deixou claro mais cedo, quando fomos pegar o Wisky, que eu poderia me servir do que eu quisesse, até mesmo se quisesse chamar um Delivery de comida Japonesa, ele disse que não teria problema algum. Eu sorri apaixonada, por ele lembrar que aquela era de longe a minha comida favorita. Me pareceu tentador, mas resolvi que uma fatia de pizza era melhor naquela hora.

Fiquei escorada no balcão enorme de mármore, comendo, e vendo o jogo de baralho que um pessoal jogava. Eu não fazia ideia do que era aquilo. Ainda mais quando eles começaram a gritar, e bater com as cartas na mesa. Era engraçado, e eu ri.

A animação de alguem vindo até mim fez a minha cabeça se virar, dando de cara com um rosto conhecido.

—Ai está você. — ele sorria, contente em me ver.

Ele tinha falado comigo mais cedo... Era aquele carinha que me elogiou logo de iniciou, me deixando sem graça. Qual era o seu nome mesmo?

—Eeei! — sorri. — Foi mal por ter sumido. — me desculpei, ao lembrar da minha mancada.

—Eu te assustei, né? — ele perguntou, tristonho, mas com um ar distraído.

—Não, não foi por isso. — o confortei. — Eu só precisei sair daquele jeito, nada com que se preocupar. — gesticulei com a mão, pra ele deixar pra lá.

—Relaxa. Você trocou de blusa? Ou eu que vi errado?  — ele apontou para mim e eu ri com o seu jeito.

—Houve um pequeno acidente, e eu tive que trocar. — encolhi os ombros, enquanto soltava um riso sem necessidade.

Ele riu um pouquinho e se juntou a mim, pegando uma fatia de pizza.

—Amo pizza! — ele revirou os olhos, enquanto se deliciava com o pedaço.

Foi a minha vez de rir e concordar.

—Me fala de você, Alina. — ele me olhou, depois de um tempo.

—Eu não tenho muito o que falar de mim. — me remexi no lugar. — Que tal você começar falando de você? — joguei a pergunta pra ele, e esperei.

—Hm, ok. — ele deu de ombros. — Eu não tenho namorada. — seus olhos verdes me fitaram, acompanhado de um sorrisinho nos lábios.

Revirei os olhos, e ri. Ele estava dando em cima de mim, não estava?

—Eu faço Administração na Universidade de Miami, estou no meu segundo ano. — os meus olhos analisaram ele, e eu presumi que ele tivesse... — Eu tenho vinte anos. — como se lesse os meus pensamentos, ele respondeu.

—É uma ótima idade. — descontrai.

—Você tem quantos?

—Vinte e quatro. — bebi o restante de Wisky com energético, e mirei os meus olhos na sala.

A conversa não estava desinteressante, ele parecia ser legal, mas eu ainda não lembrava o seu nome.

—É uma ótima idade também. — ele usou as minhas palavras. — Você tá passando uns dias aqui, ou...?

—Eu moro em Londres. — respondi. — Estou de férias.

—Você veio pro melhor lugar! — ele exclamou. — Eu posso te mostrar alguns lugares, se quiser... — receoso, mas cheio de atitude, ele disse.

—Isso séria como um colega querendo me mostrar as coisas da cidade. — comecei a dizer, e os meus olhos franziram automaticamente. — Ou você está tentando ter alguma chance comigo?

Ele riu alto, e eu forcei um sorriso.

—Eu não sou o único direto aqui, então. — ele estava flertando. — Se você estiver interessada, eu também estou.

—E se eu não estiver? — perguntei sorrindo, sem deixar que um clima ruim se estabelecesse.

—Eu vou ficar frustrado, mas vou aceitar. — ele gesticulou com as mãos, abrindo elas como se não tivesse outra opção. E não tinha.

—Yeah. — esbocei um som pela boca, e solucei. — Me desculpa, mas eu não lembro o seu nome. — mordi os lábios, nervosa.

Ele jogou a cabeça para trás, rindo alto.

—Lowell. — a minha mente clareou quando ouvi ele dizer o seu nome pela segunda vez. — Você não está mesmo interessada.

—Não, eu não estou. — entortei os lábios, me segurando pra não rir.

Ele parecia ser legal. Eu só não estava mesmo a fim.

—Você conhece aquele pessoal? — apontei pra turma que eu estava. — Eu estou com eles.

—Oliver faz faculdade comigo. — ele respondeu.

—Legal. Parece que Oliver tem vários amigos aqui. — me desencostei do balcão e joguei o copo no lixo. — A gente podia...

Dei uma pausa longa, quando a figura de Zayn apareceu no meu campo de visão. Conversando, aparentemente, com um amigo. Ele não deixava de virar o pescoço, como se estivesse procurando por alguem, mas mesmo assim respondia. E quando ele percebeu a minha presença, os seus olhos pareceram brilhar e o seu semblante suavizou, com um sorriso de ponta a ponta. A minha língua molhou os meus lábios, finalizando com um sorriso, que não chegava a ser tão charmoso quanto ao dele, e nós ficamos nos encarando, nos sentindo muito bem com a presença um do outro.

Zayn disse algo para o seu colega, que bateu de leve no seu ombro, e deixou ele vir até mim. Sem perceber, eu respirei fundo e fiquei ereta, esperando.

—Eu tava te procurando. — Zayn parou na minha frente, com as duas mãos dentro do bolso da calça de moletom.

—Estava? — perguntei, na dúvida, pois as únicas vezes que o vi, ele estava acompanhado.

—É, você tava na mira dos meus olhos, e do nada sumiu.

—Eu vim comer alguma coisa. — passei a mão pelo meu braço. — E eu também perdi você de vista.

Zayn tinha adquirido uma postura despojada, que eu não estava acostumada. Ele ergueu o seu queixo, cumprimentando amigavelmente Lowell, que ainda se encontrava ali.

—Você comeu? — Zayn abaixou para me fazer a pergunta.

—Sim, Lowell me acompanhou na pizza. — apontei com o dedo para ele atrás de mim, e sorri de lado.

Não seria educado da minha parte deixar Lowell para trás, sendo que era com ele que eu estava conversando. Eu já tinha feito isso mais cedo, e definitivamente, não queria repetir.

—Ah, vocês se conheceram? — Zayn gesticulou de Lowell para mim.

—A gente se conheceu mais cedo, quando eu disse o quão bonita ela é.  — ele soltou a frase olhando para mim.

—Realmente, ela é linda. — Zayn disse sorrindo pra mim.

Os meus olhos estavam nele, sorrindo como se Zayn fosse a única coisa que eu estava enxergando. E ele era.

—Vocês se conhecessem há muito tempo? — Lowell perguntou, casualmente.

—Desde os quinze. — Zayn respondeu, e eu virei pra Lowell. — A gente estudava juntos.

—Que amizade, huh? — ele riu.

—Sim. — murmurei, abaixando a cabeça e cruzando os braços.

Ah, se ele soubesse...

Lowell olhou desconfiado para Zayn, que me olhava atentamente, sem esboçar nenhuma reação, depois ele me olhou, e se desencostou do balcão.

—A gente se vê depois, Alina?  — ele deixou a sua mão na minha cintura, e eu dei um passo para trás, tirando a sua mão dali.

—An... — fiz um barulho com a boca, pensando. — Eu não sei, depende.

—Como colegas, é claro. — ele me deixou ver os seus dentes branquíssimos  — A gente pode tomar um café, um dia desses que você ainda estiver aqui.

—Então sim, é claro. — movi a cabeça.

—Me passa o seu número? — ele retirou o celular do bolso, e ficou esperando.

A minha intenção não era ficar com Lowell, ele parecia ser uma cara bacana, e era uma amizade a mais que eu poderia fazer, por mais que ele estivesse com segundas intenções, mas isso era um problema resolvido. Quando a minha cabeça subiu para enxergar Zayn mais claramente, ele estava apenas observando.

Eu peguei o celular da mão de Lowell e anotei o meu número.

—Aqui. — entreguei sorrindo.

Zayn se remexeu na minha frente, e voltou com a mão no bolso, adotando uma postura superior. As minhas rugas na testa apareceram, e eu esperei por algo.

—A gente se vê, Alina. — ele acenou para mim primeiro, e depois para Zayn, antes de sair da cozinha e deixar nós dois ali, nos encarando.

—Amigos em comum. — Zayn disse, se referindo ao Lowell. — Ele faz faculdade com o Oli.

—É, ele me disse. — passei a mão pelo meu shorts. — Ele parece ser legal.

—Ele é. — ele sorriu, e passou por mim, indo até a geladeira e pegando uma bandeja de morangos.

Zayn deixou ela no balcão, e ficou encostado nele, enquanto lavava alguns e separava os outros do outro lado.

—Quantas pessoas deram em cima de você hoje, Alina? — ele me perguntou, me pegando de surpresa. Sem tirar a atenção da torneira ligada, mas com os ouvidos atentos.

—O que? — fiz uma careta.

Por que ele estava me perguntando aquilo?

—Você é linda, e aparentemente, está solteira. — ele me olhou, descontraído, antes de voltar a fazer o que fazia. — Você chama atenção, baby. Os seus olhos? Eles chamam atenção de longe. E a sua bunda? Porra. — ele xingou baixinho, e riu de leve.

—Hmm... — passei o dedo pelos lábios, pensando. Mas eu estava mesmo era impactada, e tentava o máximo não sorrir diante a Zayn, por ter me chamado daquele jeito e ter notado o meu traseiro. — Só o Lowell.

— É sério?

— Que eu tenha notado, sim.

—Três caras vieram me perguntar sobre você. — ele disse.

—E o que você disse a eles?

Eu estava curiosa para saber o que ele tinha dito aos seus conhecidos. Eu queria que fosse algo que deixasse explícito que eu não estava no interesse de ninguém, só do dele.

—O que você queria que eu dissesse? — ergui as minhas sobrancelhas, e fiquei olhando ele secar a mão, logo depois de ter colocado um morango inteiro na boca.

—Que eu não estou interessada. — a minha postura ficou rígida, e ele veio até mim, com um sorrisinho convencido nos lábios, e segurando a vasilha de vidro na mão.

—Foi exatamente isso o que eu disse. — Zayn ergueu um morango até os meus lábios, e eu mordi um pedaço, sentindo o gosto doce.

Ele comeu o resto, enquanto eu passava a língua pelos beiços, e ficamos nos encarando. De repente, eu me senti quente, e o meu coração bombardeava mais rápido, sob o olhar castanho de Zayn.  A minha mão começou a suar, o calor entre as minhas pernas subiram para as minhas bochechas, e eu queria sumir com ele dali o mais rápido possível.

— Zayn...

—Você quer subir? — ele me interrompeu, perguntando o que eu queria, e me vi movendo a cabeça rapidamente.





Notas Finais


Oiieeeeeeeee
como vcs estão? espero q bem s222

beijos, até a próxima


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