História Always Yours;; BTS - Capítulo 74


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Dylan Minnette, Katherine Langford
Personagens Dylan Minnette, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Katherine Langford, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bissexual, Gay, Políamor, Romance, Sad, Taekook, Yaoi
Visualizações 24
Palavras 4.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


queria uma foto do Tae com barbaaaaaaaa e cabelão, é pedir muito???

sei que tá dificil mas, aguentem a ladainha desse LINDO mais um pouquinho, tá acabando kkkk

Capítulo 74 - Real


Fanfic / Fanfiction Always Yours;; BTS - Capítulo 74 - Real

Jungkook entra no quarto com o coração apertado, mas, sente um alívio quando vê seu amado na cama. Mas, então se preocupa pois a casa está cheia e faltam poucas horas para a meia-noite e Taehyung está deitado de bruços. Senta-se ao lado dele e faz um carinho em seus cabelos.

— Amor? O que houve? Tá se sentindo mal?

— Sete horas. — ele diz abafado pelo travesseiro.

— Quê? Agora são... 21:40. — depois de olhar no visor do celular.

— Você passou SETE horas com ela. — levantando a cabeça para ser ouvido melhor.

— Com a Solar? — conferindo se Jin não tinha nem mesmo visualizado suas mensagens.

— Não, com a buceta dela. — ainda de bruços mas olhando para Jungkook.

— Eita!

— Cara, você podia disfarçar pelo menos... 

— A casa tá linda, senhor Jeon. — Jungkook disse resolvido a ignorar outro chilique de Taehyung e foi tirando a roupa para tomar um banho. — A decoração ficou melhor do que eu imaginei, e o cheirinho que tá vindo da cozinha... hummm... tô morto de fome. Será que o peru é grande o suficiente? Huashuashuas eu acho que como um sozinho...

— Vai me ignorar?

— Amor, todos os hyungs chegaram, estão lá embaixo. Você tentou falar com Jin-hyung? Tenta, por favor, ele não me atende, será que eu tô ligando errado? — torcia o pescoço mexendo no celular estava muito preocupado com Jin.

— Jeong Jeongguk, tô falando com você.

— Primeiro que me chama pelo seu nome, senhor Kim, segundo que eu tô falando contigo também, senhor Jeon. Jin-Hyung tá sumido e é noite de Natal.

— Eu quero falar sobre o nosso casamento.

— Hummm... Entendi, tá me vendo peladão aqui e quer "conversar" é? — indo até o marido que saiu da cama pelo outro lado.

— Eu quero falar sobre o que você tá fazendo comigo se não consegue ficar sem mulher.

— Ah, tá. É esse o assunto? Então, eu vou ignorar sim, porque é ridículo.

— Eu sou ridículo?

— Amor, você é lindo e perfeito e eu te amo, mas, você não confia em mim e isso é muito ridículo porque eu jamais te trairia, eu nunca te traí!

— Não mesmo porque o senhor é a sinceridade em pessoa, não é? Você chega e diz "acabou" e aí sai comendo tudo que vê pela frente.

— Para! Por favor, a gente tem um problema sério aqui.

— Então, admite que não me leva a sério.

— Mais que casar? Não tem como levar mais a sério uma pessoa do que se casar com ela, certo? Lindo, eu vou tomar banho, por favor, tenta ligar pro hyung, será que ele mudou de número? 

— Onde vai? Não ia tomar banho?

— Vou conferir o telefone que eu tenho com o do Jimin, ele é mais ligado nisso e se Jin-hyung trocou de número...

— Percebeu que você não chamou o Jimin de hyung?

— Quê?

— Fala.

— Puta merda, falar o quê?

— Você tá indo pelado falar com o Jimin.

— Putz! huashuashuas verdade. Vou chamar ele aqui. — e ia digitando.

— Você ainda ama o Jimin?

— Pfff — jogou o celular e a si mesmo de costas na cama, sorria inconformado esfregando o rosto com as mãos. — Eu passei sete horas com a buceta da Solar e agora eu amo o Jimin. Você não percebe como não faz nenhum sentido? Você parece uma metralhadora de merda, afff! 

— Sua pica que é uma metralhadora. Bissexual e poliamorista. Tá atirando pra todo lado e quem se fode sou eu.

— Amor, a minha paciência tá desse tamaninho. — juntou o polegar com o indicador. — Então, chega. 

— Você lembra que um dia disse que queria ficar com os dois? Comigo e o Jimin?

— Isso faz séculos, por que tá desenterrando isso?

— É que você tem tantas opções, pode ficar com qualquer pessoa, por que ficaria comigo?

— Ué! Mas, é o mesmo pra você. Aí é que tá o amor, o compromisso, o casamento. A gente escolheu ficar um com o outro. Então, é isso, das, sei lá, 3 bilhões de opções no mundo, eu escolhi você. Isso não quer dizer que não me sinta atraído por mais ninguém, a questão é que me comprometi com você e mesmo que o Jimin, por exemplo, que é um cara que eu amei muito, mesmo que ele quisesse, eu não faria porque não vale a pena, seria sexo, entendeu? Eu posso viver sem ele, mas, não posso viver sem você. É isso. Conversamos então tá resolvido, certo? CERTO. — ia para o banho.

— Mas, você é poliamorista, ou seja, uma pessoa só não te satisfaz.

— Jesus, me ajuda! Eu sou poliamorista então posso me apaixonar e amar verdadeiramente mais que uma pessoa ao mesmo tempo, mas, não sou obrigado a fazer isso. Eu já te expliquei mil vezes, você deve gostar muito de ouvir minha voz porque não é possível! Eu fico me repetindo e me repetindo, sério, eu não me aguento mais. Acho que vou gravar, aí você põe no repeat, beleza?

— Eu só queria que você se colocasse no meu lugar, eu vivo com esse medo de que você vai encontrar um outro amor verdadeiro.

— É impossível porque o meu único outro amor verdadeiro morreu.

— Então, se a Kate aparecesse aqui agora, vivinha, você me largaria.

— Sério??? — coçava a cabeça e mordia os lábios, muito cansado. — Ok. — respirou fundo, de novo. —  Numa hipótese super provável de que a Kate ressuscitasse, né? Ok, vamos lá. Sim, eu te largaria sim, porque ela jamais me trataria assim. O amor deveria ser um refúgio, um abrigo, sem julgamentos e sem acusações infundadas. Você tá me soterrando no seu ciúmes e isso já passou de todos os limites. E eu já vou te avisando que se você maltratar a Solar, a coisa vai ficar muito feia. Era isso que você queria, esse clima entre a gente? Porra! É Natal caralho. A Kate tá morta, e bem podia ser eu, se não fosse aquele raio, podia ser da tristeza que eu senti. Mas, Taehyungie, eu nem me lembro mais dela, é você que não me deixa esquecer. Sabe qual é o problema, eu me coloco no seu lugar e eu me sinto péssimo pelo que fiz contigo, acontece que tá na hora de você se colocar no meu lugar e perceber como tá tão preso no passado, tão cheio de ressentimento que não curte o que a gente tem. Cara, olha pra nossa vida, a gente mora na praia, tá casado no papel, anda pra cima e pra baixo de mãos dadas, à vista de todos, nossa casa tá cheia de gente que nos ama. Pelo amor de Deus, olha em volta e enxerga a felicidade que te cerca.

— Você tá bem feliz cercado de gente que te ama, como a Solar e o Jimin, nem precisa de mim aqui.

— Você não ouve uma palavra do que eu digo, chega, desisto. — bateu a porta do banheiro.

— DESISTE? — foi até a porta e disse. — Ok, então tô indo! Vou te deixar em paz!

E saiu do quarto, era como se não houvesse ninguém na casa, pois ele passou pelas pessoas e foi para a praia, esperava que Jungkook viesse atrás dele, mas, não veio. Pensava que realmente era isso, então, Jungkook não aguentava mais. Ele próprio não aguentava mais. Pegou o celular.

— Jake?

— Tá chorando?

— Sim...

— Ah, não! Aquele filho da puta...

— Você tá podendo falar?

— Sim, claro.

— É que deve estar uma correria aí...

— Não a casa tá vazia. Sou todo seu.

— Cadê os bebês?

— Ah, quer dizer, os pirralhos estão dormindo.

— Ah... Você podia me mandar uma foto deles?

— Claro.

— Own... Que fofos! Mas, essa não é de agora.

— Você quer de agora?

— Sim, deles dormindo.

— Ah... Tá... Espera!

— Own... Mas, é mesmo de agora? Acho que já vi essa.

— É sim, de agora. Bebês são todos iguais, todo dia a mesma coisa.

— Ah, eu não acho. Parece que eles mudam tanto de um dia pro outro.

— Você adora mesmo bebês.

— Sim, muito. Queria tanto ver você agora, não ia me sentir tão sozinho...

— Terminou com ele? Por isso tá chorando? 

— Ainda não, mas, acho que dessa vez acabou...

— Como assim? Larga esse cara, Taehyung! Por que tá insistindo em viver com um cara violento num relacionamento abusivo? Eu já te disse que é só me dar o número da conta, ou seu endereço, qualquer informação que eu te mando o dinheiro. Você se livra desse cara e vem ficar comigo. 

— É noite de natal, eu não posso sair de casa, tenho visitas.

— Ué, mas, acabou de dizer que queria ficar comigo. O que tá acontecendo Taehyung?

— É complicado...

— Você não acha que eu valho a pena...  

— Eu sei que vale a pena, mas, é que sei lá, a gente nem se conhece.

— Somos mais íntimos do que muitos casais, já. Você sabe tudo sobre mim e eu te conheço melhor do que o seu marido. Bem que, todo esse tempo eu tava pensando que você tava com medo de ser amado porque você nunca foi e não reconhece esse sentimento, mas, agora eu acho que você inventou tudo.

— Não entendi, o que quer dizer, que o meu marido é uma invenção?

— Somos pessoas virtuais, certo? Você pode mentir em todas as informações que me deu. Pode ser uma mulher até.

— Eu não menti sobre isso. Nem tem como, você tá ouvindo minha voz, eu sou um homem.

— Mas, não quer se encontrar comigo. Você veio pra Austrália mesmo?

— Eu vim e eu queria te ver. Mas, você exige que eu termine meu casamento e tá certíssimo porque tá protegendo a si mesmo e aos seus filhos, mas, é que... Eu tô com medo.

— Taehyung, eu entendo que é difícil e você tá com medo desse verme. Mas, eu te amo! Eu vou te proteger desse cara, vou te ajudar com tudo, não vai nem precisar trabalhar. Se você ainda não quiser morar comigo, não tem problema, eu alugo uma casa só pra você. Mas, você precisa me deixar te ajudar. Larga ele!

— Não dá, não assim...

— Provavelmente você é um garotinho de 17 anos que se passa por adulto e tá me fazendo de idiota todo esse tempo.

— Quê??? As fotos que eu te mandei são de um homem adulto.

— Fotos que você pode muito bem ter pegado de um outro trouxa como eu que te mandei fotos e agora você deve estar repostando meu pau pra outro imbecil.

— Que absurdo! Não fala assim, me magoa.

— E eu? Eu não me magoo? Faz mais de um ano que a gente conversa, e troca confidências e da minha parte eu troco afeto, eu fantasio e sonho com você todas as noites, só me masturbo pensando em você porque eu te amo. Taehyung, por que tá fugindo de mim, fugindo do amor? Larga esse escroto comedor de buceta!

— É, eu sei que sou um fraco.

— Eu sou tão idiota. Tem tanta gente falsa na internet e eu cai direitinho no seu golpe. Eu não sei nada, nada sobre você e sei lá, eu só queria um pouquinho de amor. Você sabe o quão sozinho eu sou? Por que fez isso comigo?

— Não tem golpe nenhum e não fala desse jeito, por favor. Você tem tudo, tem dois filhos lindos e perfeitos que só te dão alegria.

— Eles nem são meus.

— Não fala assim! Só porque não são biologicamente seus não quer dizer que não são seus, muito pelo contrário, você os escolheu, acolheu, deu amor e carinho. Oli e Jojo são crianças saudáveis e maravilhosas graças a você.

— Só me diz, por favor, quem é você? Me manda uma foto do seu rosto.

— Desculpa, mas, é melhor não.

— Por quê? Então, você não confia mesmo em mim?

— Infelizmente, as pessoas mudam. Você mesmo mudou muito, antes era super animado e positivo e agora vive brigando comigo, tá me dando medo.

— Medo? De mim? Mas, do seu marido estuprador você não tem medo? Ele é um canalha, isso não quer dizer que todos os outros homem sejam. Eu mesmo só me envolvi com cafajestes, mas, eu acreditei em você.

— Me desculpa, meu amor, por favor, não fica assim. Eu vou resolver e vou te recompensar por tudo isso, só não desiste de mim, Jake, você é tudo que eu tenho. — ele sentiu um corpo o encobrindo e tomando o celular de sua mão. — Hey! Me devolve!

— Alô? — disse Jungkook que estava de roupão pois tinha desistido do banho e vindo atrás do marido. — sem resposta. Ele mantinha o braço esticado para manter Taehyung afastado. — Alô, Jake? Aqui é o Jungkook marido do Taehyung, tá tudo bem com seus filhos? — sem resposta.

— Para com isso! Me devolve! — Taehyung tentava alcançar o aparelho.

— Calma, por que eu não posso conversar com ele? — falou calmamente com Taehyung e voltou ao celular. — E aí, Jake, quer vir pra ceia de Natal. O endereço é rua Williams, 336, fica bem na praia mesmo. Você conhece aqui? Se você vier do aeroporto pega a Estadual 8, são uns 20 minutos no máximo, quando você passar pelo Parque Osborne são só mais 5 minutinhos. Vou te mandar a localização e você traça a rota como quiser, ok? Tá ouvindo? — sem resposta.

— Me dá logo isso! — Taehyung exigia.

— Você é bem-vindo hoje e no aniversário do meu marido também, no dia 30. Bem que sua família é bem vinda a qualquer hora, mas, no niver, não aconselho trazer as crianças porque vai ser uma festa adulta, uma banda de rock vai se apresentar, curte 5SOS? — daí apoiou o celular no ombro e disse para Taehyung. — Era surpresa, desculpa! — deu uma piscadinha e voltou para o celular. — Jake? — sem resposta. — Então, se puder arrumar uma babá, sei lá, mas, se não der, traz porque o meu sobrinho vai ficar num hotel, posso providenciar que cuidem dos seus filhos também, a gente se fala, ok? Feliz Natal! — devolveu o aparelho e beliscou de leve a pele debaixo do queixo do Taehyung. — Eu tenho cara de idiota, mas, eu não sou. —  saiu andando e entrou na casa.

— Jake?

— Que palhaçada foi essa??? Seu marido se chama Jungkook? Você é o Taehyung do BTS?

— Calma, deixa eu explicar.

— Nossa, eu lembro da gente rir muito daqueles caras porque eu estranhei seu nome... Você disse que era fazendeiro, tinha 32 anos, por que mentiu assim?

— Desculpa, é que eu tive medo, já me dei mal com essas coisas de vídeo e fotos.

— Ok, então, para se proteger de canalhas, você foi um canalha comigo.

— Desculpa, eu não tinha essa intenção...

— Se você quer saber... FODA-SE! Eu sabia, tá? Eu sempre soube, mas, eu ficava pensando... Nossa, eu nem sei no que eu tava pensando, só queria ver até onde você iria com essa palhaçada. No fundo eu torcia pra ser só uma coincidência... Era tão óbvio... kkkk tem que ri muito da minha cara mesmo... Como eu curto ser feito de trouxa, devia ser estudado. Hoje mesmo tinha foto sua com ele na cama. Cara, você é doente! Se fazendo de vítima... O que você ganha com isso? O que faz um ser humano enganar, dissimular... Você é um psicopata.

— NÃO! Por favor, não fala assim, eu só me perdi, eu não sabia mais como parar, eu não queria te perder...

—  Ah, é? Então, para de mentir e me diz qual a chance de você largar o Jungkook e ficar comigo?

— Espera, eu...

— Chega! Acabou! Você é patético e não vai me enrolar mais. Tomara que ele te largue e você morra seco e sozinho, seu ridículo!

Desligou e Taehyung chorou, se sentindo muito patético e ridículo mesmo. Passou pelas pessoas como um raio, subindo as escadas e entrando no quarto onde Jungkook tomava banho. Esperou sentando na cama, inquieto!

— Tá com raiva?

— Não. Tô triste. — e foi ao closet ainda se secando. 

— Gukkie... Eu nem sei por onde começar a explicar...

— Por mim, não precisa explicar nada. Você me traiu com o Bogum, várias vezes. Tá trocando nudes com esse e outros caras... — respirou fundo. — E mesmo assim, eu te amo e quero continuar com você. Se você quiser ter outros relacionamentos, pode ir, sério. Eu preciso que você seja feliz!

— Tá dizendo isso porque é o que você quer, ter outros relacionamentos enquanto continua casado.

— Você é um covarde. — passou a camiseta pela cabeça, terminando assim de se vestir. — Você só me quis porque eu tava ali na sua frente. Você tinha dezessete anos, muitos sonhos e nenhuma coragem, então, se apoiou em mim, no que eu sentia por você. E até hoje, você me usa como uma bengala. Aliás, você faz isso com todo mundo. Você é assim, joga esse charme pra todo lado, e todos nós, reles mortais, te adoramos, mas, você quer exclusividade, como se fosse um Deus, então, quem te ama não pode nem olhar pro lado porque tem que te venerar todo o tempo. E é exatamente o que eu faço, eu te amo, te adoro e te venero. Acontece que você não me suporta. Tá cada dia mais evidente, só que você não tem coragem de admitir, não quer ficar sendo o errado da situação, então, você precisa que eu seja o errado, não é? Você precisa que eu faça alguma merda pra você ter justificativa pra fazer as suas safadezas. Olha! Seja homem e tome as suas próprias decisões, não me quer, simples, me larga, mas assume que é você que tá me deixando. Seja honesto, jogue limpo, deixe tudo às claras. Para de jogar todas as suas merdas em mim porque eu sou o corno manso aqui. Quando você me acusa, tá se olhando no espelho porque você é o traidor, você é que não pode ver um cu que já vai metendo a jiromba "ah, fulano me ama tanto" e blá blá blá você que quer outras pessoas porque VOCÊ não tá satisfeito. 

— Então, me larga!

— Não, não largo. Eu vou descer e vou ceiar com a minha família, depois vou deitar nessa cama que é a nossa cama, nosso ninho de amor. E você reflete, pensa direitinho no que você quer fazer. Se quiser pode me deixar agora ou pode ser depois que todo mundo for embora. Eu não tenho ninguém e nem lugar algum pra ir, então, eu espero de boas o ano novo, aí, você pega suas coisas e vai viver sua vida, ou, me manda embora que eu saio sem problemas, maaaas, VOCÊ vai dizer, você vai assumir essa decisão e vai conviver com a sua escolha.

Jungkook saiu do quarto quase chorando, mas, respirou fundo e abriu um sorriso de modo que descia as escadas alegremente.

— Kookie? Tá tudo bem? — Jimin conhecia bem aquela carinha.

— Jimin-ssi! — levantou o mais velho, depois batia palmas, e foi de um por um fazendo alguma gracinha, Jimin semicerrou os olhos e observava, assim como Yoongi que ia do rosto de Jimin para o de Jungkook. Hoseok também estava atento afinal o jeito como Taehyung tinha passado por eles mais cedo o deixou em alerta, mas, sorria para o maknae que brincava com as mulheres agora.

— Jungkook-ah! O que tem de bom nessa casa pra beber? — perguntou Namjoon.

— Oh! Desculpem, vou buscar. — tinha um bar cheio de bebidas no canto da sala, mas, Namjoon queria isolar Jungkook que foi para a cozinha. — E aí, hyungs!

Namjoon, Hoseok, Jimin e Yoongi adentravam a cozinha e olhavam para o mais novo.

— O que tá acontecendo? — Jimin já foi perguntando.

— O hyung tá sumido. 

— Como é? — Hoseok falou fino e alto demais.

— Vocês poderiam ligar pra ele? Porque ele não me  atende há 3 dias. 

— Ele não me atende. — Jimin tinha tentado antes mesmo de Jungkook terminar de falar. Todos os outros não obtiveram sucesso. Conferiram os números, tentaram um antigo.

— Talvez ele tenha trocado agora que tá morando na Alemanha. — disse Namjoon.

— Mas, ele ligou quando chegou aqui. Bem que ele falou com o Taehyung... — informou Jungkook.

— Então, a gente precisa ver o número no celular do Taetae. — Hoseok cada minuto mais aflito.

Ficaram todos esperando que Jungkook saísse para fazer isso, mas, ele distribuia as cervejas que tinha pegado na geladeira.

— Eu vou. — disse Jimin pegando duas garrafas olhando fixamente para Jungkook como se pudesse decifrar algo, Jungkook fugia de olhar diretamente para ele pois ia cair no choro com certeza e precisava se manter firme.

— Eu sei o hotel que ele tá, mas, tô me segurando pra não ir vai que ele tá...

— Jin não perderia o natal por causa de mulher. — disse quem bem queria estar transando com uma nesse momento.

— Se fosse a Kate... Desculpa. — se encolheu Hoseok.

— Tudo bem. Então, é estranho não é? — massageando o coração, sentia que tinha algo muito errado acontecendo.

— Sim... Eu... Hm... Seokjinie-hyungie é muito  ligado nessas coisas... — falava pausadamente e balançando a cabeça como se concordasse com seus pensamentos. — Só não passaria o natal conosco se estivesse com a mãe dele.

— Isso, vou ligar pra senhora Kim. — disse Hoseok.

— Não, vai que a gente preocupa ela à toa. — instou Namjoon.

— Hm... Vamos ao hotel! — Yoongi saía da cozinha. — Vem, maknae!

Na recepção do hotel, Yoongi e Jungkook obtiveram a informação de que o hóspede mantinha-se no quarto com um sinal de não perturbe na porta há 3 dias mesmo. Na última vez que falou com a gerência reafirmou que não queria ser incomodado.

— Quando foi isso? 

— Há 37 horas. — depois de conferir o registro. — Segundo as normas de vigilância sanitária, nós podemos entrar no quarto a contragosto do cliente aós 72 horas.

— Hm... — ponderava Yoongi.

— A gente vai entrar agora! — disse Jungkook fazendo sinal para o gerente ir na frente. O homem obedeceu. Bateram na porta e nada. O gerente abriu a porta e eles encontraram Jin na cama parecia estar dormindo. — Hyung? Hyung! — Jungkook se sentou na beirada da cama e fez um carinho no rosto dele que estava gelado. Se apavorou e conferiu se ele respirava colocando a orelha em seu nariz. O gerente  já ligava para a emergência.

— O pulso está fraco. — o gerente agora apertava o pulso de Jin tentando contar os batimentos cardíacos. Jungkook o descobriu o amigo e viu como Jin estava nu e esquálido, seu corpo não se movia, Jungkook colou o ouvido no peito dele e assim conseguia ouvir as batidas fracas do coração. Fez massagem cardíaca e nesse momento as pálpebras cerradas tremeram levemente e Jin soltou um suspiro. Jungkook olhou em desespero para Yoongi que estava com a mão na boca muito espantado com o que aquela cena poderia significar.

Os paramédicos chegaram. Jungkook e Yoongi olhavam atentos e apreensivos o trabalho dos enfermeiros que examinavam e tomavam as medidas médicas para a situação. Depois de inserirem os soros glicosado e nutritivo por um acesso venoso, eles o lavaram. A manipulação do corpo o acordou.

— Ele precisa repousar, então, não deixe ele falar muito. — instou o enfermeiro.

— Hyung? Ah! Que alívio, hyung! Que susto você deu na gente! — Jungkook apertava a mão de Jin em seu peito colocando seus cabelos para trás da testa e ali lhe deu um beijinho. Sorria abrindo bem os olhos para não chorar.

— Seokjinie-hyungie... — Yoongi se colocava de pé atrás de Jungkook para que Jin o visse, este sorriu, mas, sentia a língua áspera e a garganta doía ao tentar falar.

— Fica quietinho, precisa descansar muito.

— Suga-ssi? — Yoongi se abaixou para ouvir as palavras dele. — Me internou num manicômio?

— Jin-hyung... Você está no hotel. 

— Onde?

— Na Austrália. Aqui é seu quarto de hotel, mas, você vai pra minha casa. É véspera de Natal e você não atendia o telefone há três dias, então, nós viemos aqui e o gerente abriu a porta e você tava desacordado, então chamamos os paramédicos. — ele revirou os olhos tentando ver onde estava mas quase volta a dormir de tão fraco. — Você tá muito desidratado, mas, vai se recuperar na minha casa, ok? Vamos te levar, assim eu cuido de você como você cuidou de mim a vida inteira!

— Jungkook-ah, obrigado, o hyung tá muito feliz de te ver, mas, eu acho melhor ir para um hospício. — conseguiu falar mas, de olhos fechados.

— Uê uê uê que mané hospício... — Yoongi deu seu riso debochado, para disfarçar a tensão de talvez ter mesmo que fazer isso. — Você só deve ter... bebido demais... arrumou uma briga... — apontou para a testa de Jin onde havia uma mancha meio arroxeada, meio amarelada por causa do soco que tomou do cara que agarrava Katherine na boate. — Vamos passar... essa semana... hm... juntos como uma família... que é o que somos... — e balançava a cabeça como se concordasse consigo mesmo.

Jin sorriu fraco e voltou a dormir. Jungkook arrumou todas as coisas do amigo colocando na mala. Havia dinheiro e um cartão pré-pago num envelope com o logo do hotel sobre a escrivaninha, então ele entregou para o gerente. Era manhã de Natal quando chegaram na casa e Moseok que já tinha dormido e agora abria os presentes, entregou um para Jin que ficou muito contente de estar rodeado de pessoas reais que o amavam gratuitamente.


Notas Finais


><
beijinho


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