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História ...Am I Evil?! - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Hello meus Droogies queridos :3

Como visto, Sabbath Bloody Sabbath acabou de ser atualizada, então peço que dêem uma olhada lá, (link:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/sabbath-bloody-sabbath-21675096 ), e espero que curtam 😘

Falando sobre Am I Evil, alguns acontecimentos serão menos detalhados e mais corridos, apenas para que a ação não demore a acontecer e não fique chato, espero que gostem, pois aqui, finalmente, daremos um passo importantíssimo para o desenvolvimento da história, então se curtirem não esqueçam de comentar 🤘🏻

Boa leitura !

Capítulo 9 - Mother


Fanfic / Fanfiction ...Am I Evil?! - Capítulo 9 - Mother

 


— Fui, lentamente, mudando, até um ponto onde não me reconheço mais, mamãe – Dizia lentamente, após chorar descontroladamente por um bom tempo, despejando tudo que sentia para fora, enquanto recebia todo apoio de minha mãe, em um cafuné sincero – Sinto que vou perder tudo pelo que eu batalhei em um piscar de olhos, há qualquer momento.

 

Ela apenas me ouvia em silêncio, esperando que eu terminasse de relatar minhas aventuras promíscuas, até meu recente encontro com o causador de tanta confusão em minha mente.

 

Então, apenas quando eu já havia parado de chorar e estava mais calmo, ela disse:

 

— Meu filho... As pessoas vem, e as pessoas vão. Não tem nada de errado em errar, é totalmente compreensível. O que é errado mesmo... — Ela fez uma pausa, colocando suas mãos em minhas bochechas, fazendo—me a olhar nos olhos — ...É não se importar com as pessoas que você gosta. Sempre vai haver um momento em que você vai acabar magoando alguém. É inevitável... — Sorriu ao continuar — Assim como na vez em que você quebrou meus vasos enquanto jogava bola dentro de casa quando era mais novo.

— Mamãe! — Não pude conter um sorriso. 

— É verdade, meu querido — A vi se aproximar e dar-me um beijo na testa — Por mais que tudo pareça estar diferente, nada realmente, vai tirar tudo que você conquistou, porque é algo seu.

— Como pode ter tanta certeza?

— Porque eu sou sua mãe.

 

(...)

 

 

Permanecemos um bom tempo conversando na cozinha, enquanto preparávamos o delicioso bolo de morango, — uma das especialidades dela —, e tomávamos chá. Sentia falta de passar as tardes apenas jogando conversa fora com minha mãe. Ela era de longe a melhor pessoa que conhecia e a que mais amava.

 

O dia logo passou e a noite veio. E ela trouxe também alguém que não via a muito tempo. Se eu tivesse imaginado que ele voltaria, teria ido com minha mãe para o Havaí e voltado apenas no final do ano.

 

A campainha tocou, anunciando sua presença e logo que abri, senti o abraço mais apertado que ele já havia me dado — Como soube que eu estaria aqui? — Que direito ele achava que tinha de vir até aqui?

— Dave, me desculpa... Desculpa por ter sumido do nada. Eu só... — O cortei antes que continuasse com seus lamentos.

— Junior, quem falou que eu estaria aqui?

— Sua mãe. Eu liguei e ela disse que estava morando aqui — Ele afastou-se, me observando — Podemos conversar?

 

É claro que eu não queria conversar. Não estava com nenhum animo de falar com ele, mesmo que a culpa do nosso relacionamento estar uma bagunça ser totalmente minha, foi ele quem me fez abandonar tudo e voltar para nossa casa, – lugar onde ele não passou nem um dia inteiro –, então a presença dele me irritava sim, e muito.

 

Não quero me alongar muito no que conversamos, exatamente por não ser tão importante. Não o convidei para entrar porque minha mãe não era lá muito fã dele. Então conversamos na porta mesmo. Tudo que ele me disse, a desculpa que arrumou por ter sumido, supostamente por estar internado me fez ter enjoos. Esperei ele terminar de falar, antes de, praticamente o expulsar, dizendo que deveríamos conversar uma outra hora.

 

Lembro-me muito bem de dizer coisas cruéis a ele, mas que não me pareceram assim na hora que disse. Era apenas o que sentia...

 

"Nunca disse nada sobre isso, nem sobre o meu vício nem sobre o seu", "Todos pensam que você se droga por minha culpa", "Não gosto de ficar distribuindo culpa por mau comportamento, meu ou de outro", "Responsabilidade é muito importante quando o assunto é evoluir como ser humano, então sou rápido em mandar à merda quando ouço pessoas chorando sobre seu próprio azar".

 

Sua resposta não me agradou nem um pouco — Eu só quero te ajudar, querido. Mas parece que você não quer ajuda.

— Escuta aqui, eu não quero que pense que eu me coloco no papel de vítima. Eu não sou vítima de ninguém e não quero que me trate assim.

— Eu sei, mas... — O cortei, como tinha costume de fazer.

— Eu sou um sobrevivente e a verdade, que ambos sabemos, é que todo sobrevivente suporta muita merda. Você sabe disso, não sou exceção e muito menos você é.

 

Parecia que a discussão iria tomar um rumo mais agressivo e não teria fim nunca. Mas o Junior era um cara pacífico, diferente de mim, então desistiu de discutir comigo e acabou concordando em conversarmos uma outra hora.

 

Ele foi embora e eu entrei. Subi as escadas para o quarto onde estava ficando e passei o resto do dia lá, sentado na cama, ouvindo minha mãe preocupada, perguntando se estava tudo bem e me amaldiçoei por ter que mentir a ela sobre a visita inesperada do Junior.

 

(...)

 

Os dias passaram e eu continuei hospedado com minha mãe e, agora, minha irmã Debbie, que finalmente havia voltado para começar suas férias. Sempre tive mais afinidade com ela, talvez pela pouca diferença de idade que tínhamos, diferente de Michelle e Suzanne. Ambas moravam em outro estado e estavam, praticamente, todos os dias ocupadas com suas rotinas e filhos.

 

Fazia tempo que não via meus sobrinhos e, sinceramente, achava melhor assim. Não queria que tivessem um tio viciado. Um péssimo exemplo. Por isso, estou tentando mudar, após anos não me importando com nada. Talvez o choque de ter me encontrado novamente com o grande vocalista da grande banda, Metallica, tenha me acordado para a realidade.

 

Ou não, dane-se, não é mesmo?

 

— Debbie, você não pode trapacear.

Como de costume, todo final de semana em que estávamos juntos, jogávamos um jogo a frente do piano — Pra você é mais fácil, já que fez isso sua profissão.

— Adivinhar notas num piano não é minha profissão — Deixei uma risada leve escapar, enquanto lhe dava uma bronca por tentar tirar sua venda.

— Você é um idiota — Ela ria, me empurrando de lado como sempre fez, desde que éramos pequenos.

 

(...)

 

 

Continuamos nosso jogo, até ouvirmos mamãe dizendo que o almoço estava pronto. Nos levantamos e, após minha querida irmã tirar a venda, corremos até a mesa, quase caindo por cima de um dos vasos que estavam na cômoda, na sala de estar. De alguma forma desconhecida, conseguimos almoçar como uma família civilizada e totalmente normal.


(...)

 

Os dias passavam tão rapidamente, que logo chegou o tão aguardado momento em que eu, supostamente, estava limpo. Nesse dia, resolvemos fazer uma viagem, apenas minha mãe, Debbie e eu. 


Era ótimo estar sóbrio. Na verdade, eu odiava estar sóbrio, mas faria qualquer coisa para que minha família me visse com bons olhos. 


Posso dizer, que aquele fim de semana no Havaí, — levando minha mãe para todas as belas praias da ilha, vendo como seus olhos brilharam ao ver o por do sol alaranjado, Debbie brincando como uma criança no salão do hotel onde ficamos, e, brigando comigo por ter pego o maior número de conchas, — 24 para ser exato —, e logo após, comermos o melhor dos frutos do mar de um restaurante que Randy sempre me recomendava —, se tornou a minha melhor lembrança. 


E não porque estavamos viajando e gastando. Longe disso. É minha melhor lembrança, pois não precisei me chapar para me sentir bem, com pessoas que eu amo.

 

(...)

 

1990 — 1° de janeiro — Capitol Records — Dave’s POV

 

Um ano se passou desde que estive sóbrio pela primeira vez desde que comecei a usar as malditas drogas. Ainda estava morando com minha mãe, e, dessa vez, estava sem o Junior. Havíamos terminado na véspera de natal. Ambos sabíamos bem que essa relação não era boa para nenhum de nós. 

 

Fiquei chateado com o que ele disse sobre mim, reclamando sobre meu vício, por sempre chegar atrasado nos encontros com o AA, por estar com cheiro de vodka logo pela manhã, — sendo que esse era meu café da manhã ideal, café batizado com vodka e um misto quente —, sobre a minha arrogância e principalmente por ele, supostamente, não suportar toda vez que eu escondia as chaves de seu carro num pote de biscoitos. 

 

Aquilo era demais para ele e, eu realmente tentei entender, eu sei que sou insuportável, minha família só me aguenta pois são obrigados. Mas essa não é a questão agora. O que realmente importa, é que finalmente estavamos indo ao estúdio. Mantínhamos, Junior e eu, nossa amizade unicamente pelo bem da banda. 


Gravar mais um álbum era o que eu mais queria e, apesar de estar sóbrio, haviam certas vozes em minha mente que diziam que seria melhor que eu acabasse com tudo de uma vez. Sendo sincero, eu também achava.


— Bom dia, meninos — Randy andava de um lado para o outro, pelos corredores, louco para acharmos um guitarrista e baterista o mais rápido possível.

 

Como já devem saber, Jeff e Chuck foram demitidos. Ambos ao mesmo tempo, pois mais uma vez, tive uma briga com eles. Só não nos matamos, pois eu não tinha um revólver. Ainda não

 

Não tinha nada em mente, ao me deslocar da sala onde o dono dos curtos e mais ridículos encaracolados cabelos morenos e meu adorável ex estavam prestes a decidir quem entraria na banda. 


Bom, a banda é minha, e eu já tenho em mente quem quero de guitarrista e baterista. 

 

Sai do estúdio sem avisar ninguém e peguei o carro de nosso produtor no estacionamento. Como já dito antes, Randy confiava em nós o suficiente para dar as chaves de seu Mercedes Benz E320. O maior luxo já criado pela Mercedes até hoje. Apesar de ser um belo carro, estava sempre sujo com embalagens de balas e de outras coisas que são desnecessárias a serem citadas. Todo o caminho foi bem tranquilo e, logo estava a frente da casa do antigo roadie do Chuck. 



Desci do carro após estaciona-lo do outro lado da rua e caminhei até a entrada da casa, onde esperei poucos segundos antes de Nicholas abrir a porta — Dave, eu estava mesmo querendo falar com você.



Ele estava de saída, ia ao estúdio para conversarmos. Bem, se isso não é coisa do destino, eu não sei o que é. O que eu sei, é que passamos o dia inteiro em sua casa, conversando um pouco, e chapando. Ele sabia como dar a volta na situação caso eu criasse um clima de agressividade. Nessa época, bastava me encher com cocaína ou heroína, que eu aceitava qualquer coisa. 


Como já notaram, o plano de estar sóbrio foi totalmente por água abaixo. Após esse dia incrivelmente chapado, Nick entrou na banda. Voltamos ao estúdio tarde da noite e dei a notícia ao produtor e a Junior. Ambos aceitaram após verem o novo baterista arrasando ao tocar The Conjuring, primorosamente. 



O que nos faltava ainda, era o guitarrista. Este também já estava em minha mente. Aquele mesmo cara que vi tocar num bar, o mesmo onde Max e eu começamos nossa aventura sexual. Não tinha anotado o nome dele nem nada, então seria como procurar uma agulha num palheiro, enquanto tentava me manter em pé. O que seria uma tarefa impossível, então apenas decidi colocar um anúncio num jornal, a procura de guitarristas e contar com a sorte para acha-lo, esperando que ele se interessasse em atender ao teste de guitarristas para o Megadeth. 



(...)



Algumas semanas se passaram desde que os testes começaram. Admito que estava começando a perder a esperança, vendo que nunca mais vi aquele cara. Apareceram tantos outros querendo a vaga, mas nenhum era bom o suficiente. Começava a pensar em desistir de tudo, me entregar de vez as drogas e dane-se o mundo. Mais um dia havia começado e, mais uma vez, eu e Junior estavamos cheirando em cima de uma escrivaninha, quando ouvimos a porta da sala onde estavamos se abrir e, lá estava ele, com sua Carvin vermelha e seus longos cachos alaranjados nas pontas. 



— Nome? — Junior logo se levantou, pegando a ficha onde anotávamos o nome de cada guitarrista que aparecia e escreveu o nome do garoto. "Marty Friedman". 



Pegamos nossos instrumentos e logo caminhamos até a área dos testes, junto dele e de nosso mais novo baterista. Fizemos uma serie de perguntas ao Marty, das quais ele respondeu com toda educação. Se me permitem dizer, com certa timidez também. Mas, eu sabia que ele era bom. Já o havia visto tocar antes, mas assim que começamos o teste, eu soube que tínhamos, finalmente, a formação perfeita para minha banda.



(...)


 



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