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História Amando Amanda - Capítulo 31


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Capítulo 31 - Capítulo 30


Fanfic / Fanfiction Amando Amanda - Capítulo 31 - Capítulo 30

 

 

Levou bastante tempo até que eu pudesse afirmar não sentir mais nada por Sabrina. No início eu pensava que essa afirmação era necessária existir entre eu e meu reflexo no espelho, no entanto ela aconteceu em um dia qualquer enquanto olhava o céu de uma praia em Malibu rodeada por colegas de trabalho, sorrindo e me divertindo como a tanto tempo não acontecia desde minha trágica separação meses antes. Foi quando alguém comentou sobre tê-la visto em um restaurante com outra mulher, um simples comentário que deixou todos desconfortáveis devido a minha presença, no entanto foi naquele exato momento que eu percebi não mais sentir nada por ela. Tive certeza de não sentir nada que me fizesse mal, nenhuma dor ou pensamento ruim o suficiente para estragar meu dia.

 

Claro que no decorrer do tempo encontrei ela vez ou outra em algum lugar, mas não costumávamos trocar muitas palavras até eu ir para Weston e descobrir que ela costumava dar dinheiro a minha família. Era impossível aceitar e claro, rolou discussão entre nós duas por esse motivo, me fazendo mais uma vez perceber que superei meus sentimentos, mas isso não mudava o fato de não desejar nenhum tipo de ligação com ela.

 

 

Mas o destino é mesmo estranho.

 

— Eu teria vindo mesmo que não me chamasse — afirmou Sabrina pegando a taça sobre a mesa e dando um gole na água. — Não se preocupe, Luigi é um ótimo advogado na área e tem um excelente assistente que costuma descobrir de tudo.

 

— Acredito quanto a competência do advogado, mas qual exatamente a finalidade do assistente? — questionei notando seu olhar um tanto incrédulo.

 

— Querida, quando vai deixar de ser tão ingênua? — Seu tom me fez revirar os olhos. — Realmente acha que sua mãe e irmão se meteram nisso assim?

 

Era difícil duvidar porque mesmo não imaginando minha mãe fazendo tal coisa ela parecia ter coragem suficiente para acobertar meu irmão caso ele estivesse vendendo drogas, então mesmo sendo uma situação difícil, fazia muito sentido para mim.

 

— Acredito que você não viu isso ainda. — Após pegar o celular e digitar alguma coisa, ela deslizou o aparelho sobre a mesa.

 

Meus olhos foram para tela onde uma matéria informava sobre o casamento de Louise e Josh, assim como também uma especulação sobre uma possível gravidez. Naquele momento senti algo que sequer poderia descrever, meu primeiro pensamento foi ligar para Louise imediatamente, mas ao tentar pegar meu celular, Sabrina tocou meu pulso.

 

— Não adianta — disse ela.

 

Meu olhar naquele momento foi suficiente para fazê-la desistir e cruzar os braços enquanto eu ligava, mas para minha total decepção o número estava desligado, assim como todas as vezes que tentei ligar nos últimos dias. 

 

— Eu falei — continuou. — Isso tudo está muito estranho, afinal pelo pouco que conheci de Louise ela jamais casaria com aquele lunático. No entanto, liguei para a família dela e confirmei que é a mais pura verdade. 

 

— Não pode ser... — murmurei apertando o celular em minhas mãos.

 

— Você a ama? — a pergunta repentina me pegou desprevenida. Ela arqueou a sobrancelha demonstrando a curiosidade no olhar.

 

— Sim, eu amo — confirmei. 

 

E confirmar aquilo em voz alta para outra pessoa parecia como se um choque de realidade tivesse feito com que algo dentro de mim — além do medo e confusão naquele momento — acendesse como uma chama forte. Eu amava Louise como não amava alguém a tanto tempo. E não poderia me atrever a dizer que nunca havia amado alguém daquela forma antes, afinal eu amei a mulher que estava a minha frente naquele momento, mas ela desperdiçou meus sentimentos e isso inconsciente foi o que me tornou tão convarde quando se tratava de relacionamentos. 

 

Não era minha culpa, não era culpa de Louise, não tinhamos mais nada a ver com o passado. Então por que permitir que ele estragasse tudo? Por que eu não havia me mostrado mais aberta desde o início? Por que permiti que o medo de me envolver por inteiro impedisse um pedido de namoro e a chance de levá-la daquele lugar? 

 

Desde o início Louise superou todas as minhas expectativas, em momento algum vacilou quando o assunto era nossa relação — mesmo que indefinida —  e por mais que tudo fosse novo para ela. Entender a própria sexualidade em meio a toda aquela pressão poderia tê-la feito fraquejar, mas não, Louise era tão incrível que conseguia ficar mais forte, ter mais certeza e desejo por seguir seus objetivos e eu amava isso nela, admirava a mulher que ela vinha se tornando desde que nos conhecemos.

 

— Eu amo a Louise — repeti para mim mesma levantando da cadeira.

 

— Cuidarei de sua família e descobrirei toda a verdade por trás disso — afirmou Sabrina como se soubesse o que se passava em minha mente naquele momento. — É o mínimo que posso fazer por você. Então vai, não permita que ela faça uma besteira, pegue aquela garota para você custe o que custar.

 

Saindo do restaurante verifiquei novamente a matéria onde dizia que o casamento seria realizado naquela mesma tarde, algo que me fez praticamente correr em busca de um táxi. No caminho até o hotel que estava hospedada liguei diversas vezes para Louise, mas como era de se esperar estava desligado. Durante aquela semana cheguei a pensar que ela havia perdido o celular já que não respondia minhas mensagens, mas não poderia imaginar que na verdade  estava aprontando algo tão absurdo.

 

Minha mente trabalhou juntando os fatos e tudo o que Sabrina havia dito me fazendo chegar a conclusão de que Louise estava sendo chantageada para chega a aquele ponto.

 

Chegando no hotel peguei somente o necessário e no caminho liguei para Gabe, mas também não me atendeu, então resolvi ligar para Jason, mas foi outro que chamou diversas vezes me deixando completamente desacreditada e desesperada ao ponto de já estar prestes a desistir, mas ele atendeu.

 

— Por que diabos não atendia? — praticamente gritei ao telefone.

 

— Desculpa, estou meio enrolado...

 

— Meio enrolado? Jason, a Louise vai se casar hoje com seu irmão e você não me disse nada! 

 

Nessa altura eu já tinha saído do hotel e estava novamente no táxi, o motorista me olhava pelo retrovisor vez ou outra enquanto eu não deixava de demonstrar minha indignação em forma de palavras altas.

 

— Merda! — Ouvi ele chingar. — Pensei que vocês tinham terminado porque ela voltou pra ele. Desculpa, acabei ficando enrolado por causa do Simon e a Milena que tem nos evitado...

 

— Isso! — O interrompi. — Me envia o número da Milena e me encontra na entrada de Weston daqui a... — Olhei ao redor conferindo onde estava e questionei ao motorista quanto tempo levaria até chegar lá.

 

Milena era minha última chance de ter alguma notícia sobre Louise. Quando eatendeu minha ligação e ficou sabendo que era eu, ela parecia que estava falando com o anjo que estava prestes a salvar a vida da amiga. Não era pra menos, casar com Josh seria um verdadeiro inferno para Louise, mas ao invés de anjo eu me sentia um verdadeiro problema, pois se fosse verdade quanto a chantagem, eu tinha uma parcela de culpa. Não esquecendo do fato de minha covardia ter impedido que tornassemos nossa relação algo sério e oficial sem nenhuma palavra vaga ou cogitar despedidas. 

 

Eu definitivamente deveria tê-la convidado para ir embora comigo pra a Califórnia, ter deixado claro que não queria ficar longe dela e que a amava. 

 

Eu deveria ter feito tantas coisas.

 

Se Louise casasse com Josh eu jamais me perdoaria, me doía tanto saber que ela estava passando por problemas e sofrendo naquele momento. Era necessário ser forte e ter a coragem necessária para fazer o que fosse possível.

 

— Que loucura é essa? — questionou Jason quando saí do Táxi.

 

O valor da corrida foi tão alto que tenho certeza que o homem se aproveitou devido ao meu estado de nervosismo. E eu de fato estava tão apressada que não falei nem Oi, fui logo entrando no carro de Jason antes mesmo de respondê-lo, tomando o acento do motorista.

 

— Você falou que o casamento é as 16:30, já são 16:15! — falei ligando o carro enquanto ele sentava no banco do passageiro.

 

— Caramba Amanda, você precisa me explicar o que está acontecendo! — repetiu o que disse ao telefone enquanto eu colocava o carro em movimento.

 

— Ainda preciso? A Louise é minha mulher, seu irmão é um louco de pedra que claramente está obrigando ela a casar.

 

— Cuidado! — gritou ele quando um ciclista quase se jogou no meio do carro, ou teria sido o carro que quase bateu no ciclista? Bem, nada importava. — Se você tivesse me explicado antes...

 

— Eu fui uma idiota Jason, levando nossa relação como se fossemos duas adolescentes ficando, até o dia em que eu iria embora por puro medo idiota, mas eu a amo! — Aquilo era tão louco que minha mente só conseguia repetir várias e várias vezes. — Eu não posso mais viver sem ela.

 

— Então toma cuidado senão ela quem vai ter que viver sem você de um jeito ou de outro caso morramos em um acidente. — Eu ri pela primeira vez desde que toda aquela tensão tomou conta de mim no restaurante. 

 

No caminho ouvi sobre o quanto a família dele estava feliz o suficiente para que não permanecesse em casa por muito tempo, o que colaborou para a decisão dele ir morar com Simon, mas quando tentou contar para Milena, ela estava completamente estranha e evitando muita conversa. Jason temia que ela se sentisse traída já que os dois decidiram aquilo sozinhos, por isso estava esperando o momento certo para falar pessoalmente.

 

— Você tem que falar! — gritei, já que a adrenalina fazia tudo em mim ser exagerado. — Parte do que está acontecendo entre mim e Louise é culpa da minha falta de diálogo. Não é precipitado planejar o futuro com alguém, erramos quando não compartilhamos nossos planos e não deixamos claro que desejamos incluir alguém nele.

 

— Sim... e eu quero incluir ela em meu futuro com o Simon — murmurou ele, mais como se fosse para si mesmo. 

 

Olhei de canto observando a forma pensativa que ele estava e rapidamente dei um soquinho em seu ombro.

 

— Então não perca nenhuma chance!

 

— Vira, vira, vira! — alertou repentinamente, apontando para a direita e de longe pude avistar a igreja.

 

Senti meu estômago revirar, minhas mãos suavam frio e nem sei mais como consegui chegar na frente da igreja, pois minha mente ficou em branco tamanho nervosismo. Como haviam somente algumas pessoas segurando câmeras lá fora conclui que a cerimônia já devia ter começado começado.

 

Não restava tempo para ter medo, eu precisava impedir que Louise casasse.

 

— Agora corre! — falou Jason me fazendo despertar, então rapidamente abri a porta do carro e fiz exatamente aquilo, corri.



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