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História Amando Amanda - Capítulo 33


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Capítulo 33 - Capítulo 32


Fanfic / Fanfiction Amando Amanda - Capítulo 33 - Capítulo 32

Como um cão farejador Josh não demorou a me encontrar na casa de Milena. Não sei como o porteiro permitiu sua entrada sem sequer avisar e quando tocaram a campainha pensei ser Amanda, mas ao abrir a porta meu sorriso sumiu completamente. Ele estava diante de mim com a barba por fazer e claramente em um estado deplorável, mas não me permitiu tempo para analisá-lo melhor, pois logo foi entrando mesmo que eu tenha tentado pará-lo.

— Onde ela está? — perguntou parando no meio da sala olhando em direção ao corredor que leva aos quartos.

— Josh, vai embora! — exigi, mas ele aproximou-se com toda aquela raiva nos olhos me causando medo.

— Você e aquela vadia brincaram comigo pelas costas — falou entre dentes como se estivesse se segurando para não me bater e eu temi que o fizesse. — Desde quando Louise? Desde quando vocês estavam trasando? Não diga que fizeram isso sob o mesmo teto que eu...

— Sai daqui! — gritei dando alguns passos atrás.

— Sabe o que é pior? Você se fazia de santa. Na cama parecia um defunto, sempre fria e sem nenhum tipo de iniciativa quando no fundo não passa de uma vagabunda!

Eu abri a boca para falar, mas Milena — que até então não estava em casa— surgiu entre nós de repente.

— Sai daqui seu canalha antes que eu chame a polícia — ameaçou.

— Isso não vai ficar assim. — Ele apontou para mim, mas minha amiga bateu em sua mão como se não tivesse nenhum medo do perigo.

— Se você não deixar a Louise em paz nós iremos até a polícia. Mas acredito que sua família que já é mais suja que pau de galinheiro não vai gostar nada de mais uma bomba na mídia. — Ela inclinou-se pegando a bolsa sobre o sofá. — Temos algo para o seu pai.

Milena pegou um envelope — onde provavelmente continha o que estávamos buscando conseguir antes do casamento — e então bateu com ele no peito de Josh que parecia confuso.

— Aproveita que está aqui e leva esse presentinho pra ele — continuou. — Aqui consta a prova de que a saúde do seu pai é de ferro. Não havia câncer, estresse nem nada do tipo, apenas um político safado desejando atenção para fazer seus planos darem certo enquanto se fazia de enfermo e você saia por aí divulgando a própria candidatura. De brinde, tem também alguns podres que fiquei sabendo, algo que se a mídia descobrir acredito que as coisas ficarão bem complicadas para vocês.

— É melhor você ir embora. — Ouvimos a voz de Jason que provavelmente chegou logo depois de Milena e foi suficiente para fazer o irmão mais novo evitar questionamentos, saindo com o rabo entre as pernas mesmo que ainda tivesse uma certa ameaça no olhar.

Eu só precisava de um tempo em paz longe dos Rosenfeld até ir embora daquela cidade e graças a minha amiga consegui.

Enquanto isso em Miami, Sabrina que não somente era boa no que fazia como também conhecia pessoas excelentes que não demoraram a descobrir sobre o suborno do prefeito de Weston a alguns policiais que haviam prendido o irmão e a mãe de Amanda, daí por diante ficou cada vez mais fácil conseguir tira-los dali, afinal bastou ameaçar o prefeito jogando mais toda aquela sujeira no ventilador e logo as portas da prisão estavam abertas dando liberdade a mãe e filho. Poderia render um processo, mas Amanda preferiu evitar ainda mais transtornos, afinal aquela carta ficaria na manga por um tempo.

Não posso negar que o fato de Amanda ter ido na frente — para ficar um pouco com a família —  me deixou receosa, afinal Sabrina estava lá e eu não sabia exatamente o motivo dela ainda estar em Miami quando já havia um outro advogado competente trabalhando no caso. Claro que pelo pouco que vi dela parecia ser do tipo que faz questão de ajudar até mesmo desconhecidos, mas eu não sabia exatamente quais as reais intenções dela em relação a ex e isso me deixava incomodada. Por sorte Milena tentou fazer de meus últimos dias em Weston um pouco mais divertidos. Nós comemos besteiras juntas assistindo filmes românticos, cozinhamos e conversamos bastante, sempre relembrando fatos aleatórios de nossas vidas, afinal nós iríamos nos separar quando eu fosse para a Califórnia e por mais que nenhuma das duas falasse estavamos um pouco tristes diante daquela nossa primeira separação em anos.

Sempre imaginei Amanda vivendo em um apartamento pequeno, cheio de objetos bem a cara dela e fotos espalhadas por todos os lugares, mas por incrível que pareça a casa dela era grande o suficiente para caber uma família, com quintal na frente, cerca viva e varanda. Eu não sei quem estava mais empolgada, eu ou ela vendo a minha reação ao entrar na sala, tudo com tão poucas cores na decoração, bem simples e iluminado quando ela abriu as cortinas da sala.

— Finalmente em casa — disse. — A partir de hoje essa é nossa casa. — Observei ela morder o lábio inferior e sorri soltando a bolsa que segurava sobre uma poltrona, então me aproximei e após aquelas horas de viagem finalmente pude beijar seus lábios.

Querendo ou não era algo muito fora do comum para ambas. Apesar de nos conhecermos a algum tempo, nós não havíamos conversado sequer sobre ter um relacionamento sério que dirá morar juntas. E ela que mal baixou a guarda para se relacionar novamente já estava dando um passo tão a frente tendo que dividir seu íntimo comigo.

E quanto a mim que todos os planos até meses antes eram completamente diferentes. Não imaginava que era possível viver na Califórnia para sobreviver a todas as loucuras de pessoas próximas e nem que estaria apaixonada por uma mulher.

— Eu sei que é tudo totalmente fora do comum para você, mas sei também que é capaz de recomeçar e eu vou te ajudar no que for preciso — falou Amanda afastando o rosto para me encarar.

— Eu te amo, sabia? Tenho muita sorte de ter você.

— E eu tenho orgulho de você, da sua força e coragem de demonstrar quem é, sem medos. — Ela selou nossos lábios rapidamente.

Com o passar dos dias percebi que era muito difícil conviver com Amanda porque eu desejava beija-la o tempo todo e nunca parecia ser real estar alí.

Eu desejava conquistar minhas coisas e dar um rumo em minha vida fazendo tudo do meu jeito, sem toda aquela velha pressão de minha família e as críticas carregadas de energias negativas sempre a espera de que falhasse. Então a primeira coisa que fiz foi colocar um anúncio no jornal e em sites sobre aulas particulares, afinal precisava ganhar algum dinheiro.

Ficar em casa vendo Amanda sempre em movimento me deixava ansiosa, ela estava sempre marcando alguma sessão e tinham os eventos, lançamentos de marcas e infinitos convites para coisas do tipo. Até queria me levar para todos eles, mas combinamos de irmos com calma, afinal era o trabalho dela e eu não queria interferir ficando deslocada em ambientes desconhecidos fazendo com que ela — ao invés de dar atenção aos outros — acabasse girando ao meu redor preocupada com o que eu estivesse achando.

Não era como se eu tivesse mudado de país, a minha comunicação com as pessoas era a mesma, logo era perfeitamente capaz de andar sob minhas próprias pernas e conseguir alcançar meus objetivos.

Por sorte não demorei a ter minha primeira aluna, uma garota de 11 anos que vivia no fim da rua.

— Sim, ela disse que tem dois namoradinhos — repeti e Amanda que estava deitada ao meu lado riu se aconchegando mais junto a mim. — Onde essas crianças vão parar?

— Você passou muito tempo ensinando bebês, bem-vinda a realidade das crianças chegando a pré adolescência. — Senti seu beijo em meu pescoço e sorri apertando ela contra mim.

— Hoje vi no seu site todos aqueles ensaios em Weston, ficaram incríveis.

— Queria colocar suas fotos, mas você insiste em não querer ser minha modelo — resmungou e sorri beijando-lhe o topo da cabeça.

— Posso ser sua modelo particular, mas nada de fotos em sites.

— Não seja boba, você é linda demais para não ser exibida ao mundo.

— Agora sou algum tipo de prêmio para sair exibindo? — Fiz um bico e ela sorriu.

— Sim, meu prêmio. Ganhei essa mulher linda da porra! — murmurou entre beijos em meu rosto me fazendo rir tentando afasta-la.

— Pare sua exibida! — Ainda rindo ela parou e ambas suspiramos ao mesmo tempo enquanto olhava o teto do quarto. — Você acha que é loucura me sentir receosa apenas por estar me sentindo bem e feliz? — Amanda levantou o rosto para me encarar. — É como se fosse bom demais para ser verdade, sabe? De repente estamos aqui seguindo nossas vidas da forma mais simples e perfeita, algo que eu jamais poderia imaginar.

— Eu te entendo porque também me sinto assim as vezes — confessou. — Acredito que nós sofremos tantos baques, a vida nos deu tantas pancadas que agora nos sentimos inseguras e desconfiadas, correndo o risco de sabotar nossa própria felicidade por medo.

— Não vamos permitir isso! — Apertei ela com bastante força e ambas rimos rolando na cama.

Amanda não demorou a estar encima de mim com aquela cara de safada que só ela tinha. Linda demais para ser verdade. Diante daquela imagem era completamente compreensível não acreditar estar vivendo um sonho, afinal eu tinha a mulher mais linda e gostosa do mundo encima de mim tirando minha roupa prestes a me enlouquecer de prazer, naquele e em todos os dias.

Amanda não demorou a me levar para apresentar aos colegas de profissão. Todos eram simpáticos o suficiente para me fazer sentir confortável. Gabe também estava sempre presente tentando me convencer a entrar no ramo deles assim como todos os outros que pareciam viciados em descobrir novos rostos. Aos poucos eu estava acostumada já que Amanda mesmo era cheia de artimanhas quando queria tirar fotos minhas. Não sei bem porque meu rosto atraía as câmeras deles, mas desde que entrei naquele grupo de amigos foi como se o objetivo de todos fosse me converter e tanto insistiram que me acostumei com a idéia, aceitando fazer alguns trabalhados aleatórios com eles em meu tempo livre, quando não estava enfiada nós livros estudando para o mestrado que finalmente havia começado.

Amar Amanda me ensinou muitas coisas que por incrível que pareça não tinham nada a ver com o amor que eu tinha por ela, mas sim sobre o que eu deveria ter por mim mesma. Me enxergar, me entender e me amar ao ponto de reconhecer o que era realmente melhor para mim foi um processo que tive o prazer de dividir com aquela mulher incrível. E a cada dia ao lado dela eu só tinha a agradecer aos céus por tê-la encontrado em meu caminho me fazendo sair dos velhos trilhos para construir minha própria estrada.


Notas Finais


Amando Amanda fica por aqui, obrigada por terem acompanhado e desculpa novamente pelo tempo em que mantive a história parada.

Não vai dar tempo de sentir falta da Lou porque começarei a postar a nova e ela vai dar o ar da graça por lá também, então dêem uma olhada no meu perfil e salvem "Latent" na biblioteca pra acompanhar. Até a próxima! 💕🤗


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