História Aprendendo a Amar - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Dirty Talk, Masoquismo, Naruhina, Naruto, Romance, Sadismo, Sadomasoquismo, Saiino, Sasosaku, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 1.106
Palavras 4.945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ATENÇÃO!!!

A FANFICTION CONTÉM CONTEÚDO SEXUAL PESADO E LOLICON (RELAÇÃO ENTRE UMA MENOR DE IDADE COM UM HOMEM MAIS VELHO).
EM PRATICAMENTE TODOS OS CAPÍTULOS HAVERÁ PORNOGRAFIA. DA MAIS LEVE, ATÉ A MAIS PESADA.
SE NÃO GOSTA, NÃO LEIA!


Esperamos que gostem. < 3

Shipper principal: SasuSaku.

Capítulo 1 - I - Chapitre Un.


Fanfic / Fanfiction Aprendendo a Amar - Capítulo 1 - I - Chapitre Un.

Ei, Sakura — o garoto chamou-a. Ela olhou para sua face, segundos depois apoiou as mãos nos joelhos e se levantou.

O garoto preguiçoso andava na frente, e ela um pouco atrás. Quem olhasse,  provavelmente acharia que era um casal que tinha acabado de discutir. Mas não, eram dois amigos de infância que tinham acordado recentemente.

Shikamaru, o garoto alto de cabelos espetados presos num rabo-de-cavalo andava com as mãos no bolso e as costas curvadas. Sua expressão era sempre a mesma, cara fechada e o seu olhar direcionado somento ao corredor. Já a garota de porte baixo, estranhos cabelos cor-de-rosa e olhos verdes como um vasto e intocável gramado andava o tempo todo com um olhar distante, mas ao invés de olhar para o corredor, seus olhos eram direcionados ao chão.

O casal de amigos morava em Washington - Seattle, e já estava em dezembro.

A temperatura era baixa naquela época do ano, Sakura usava vários casacos. Ela não entendia, pois quando tirava um dos casacos sentia frio, e quando colocava-o novamente sentia calor. Optou por sentir calor.

— Qual sua próxima aula? — ouviram um grupo de amigos comentando. Nem se deram ao trabalho de olhar, o corredor e o chão eram mais interessante para eles.

Havia um motivo por serem tão amigos, gostavam da companhia um do outro.

Eram silenciosos e não perturbavam a cabeça dos demais com coisas que eles consideravam bobagens. E mesmo se considerassem algo bom, preferiam guardar aquilo para si. Ah, e o mais importante, (segundo eles)se um estivesse mau, ao invés de darem vários conselhos, simplesmente faziam companhia um ao outro. Aquele ato valia mais do que mil palavras para ambos.

Assim que Sakura entrou na sala, vários olhares masculinos e até mesmo femininos, se direcionaram para à pequena garota. Por mais que seu cabelo fosse realmente chamativo, haviam outras coisas que prendiam a atenção de quem quer que estivesse perto dela.

Seus lábios pequenos e vermelhos, sua pele branca como porcelana, seu corpo era miúdo mas suas curvas maravilhosas valiam mais do que um par de peitos e um traseiro grande e avantajado.

Mas certamente seus olhos eram o "ponto turístico" mais chamativo da flor de cerejeira. Grandes e verdes num perfeito tom claro.

Era como se a garota fosse uma boneca.

Por mais que ela fosse incrivelmente bonita, ela não levava aquilo como um ponto positivo. Ela se considerava bem mais do que "um rostinho bonito". Ela era inteligente e superdedicada ao seus sonhos.

Shikamaru se sentou ao lado de Sakura, que por sua vez, estava ao lado da janela.

As mesas eram altas e compridas, dando um espaço para até quatro alunos em uma só carteira.

A loira da sala mal chegou ao lado dos amigos e já empurrou Shikamaru para o outro lado. Ino era alta, possuía seios grandes, coxas torneadas e olhos azuis como águas cristalinas. Seu cabelo loiro-bem-claro chegava quase a bater em seu cóccix.

Diziam por aí que maior que o seu cabelo, só a sua língua.

Ino certamente era a fofoqueira número um da faculdade. E não era como se ela achasse a fama algo ruim.

— Soube o que aconteceu com a Yumi? — perguntou a loira enquanto colocava seu caderno e estojo em cima da mesa.

— Não faço idéia. — Sakura respondeu olhando para a janela fingindo ter visto algo interessante.

Ino chegou a olhar para mesma direção da rosada para ver se ela realmente viu algo atrativo. Mas logo percebeu que sua amiga só não estava interessada no que ela estava prestes a contar.

Como sempre, ela contou mesmo assim:

— Ela foi pega se atracando com o Yato, mas ele tinha namorada. Ela acabou apanhando feio! — Ino conta tudo isso muito animada. Assim ela era, não se importava com nada e saia falando o que lhe desse na telha.

De certa forma, Sakura sentia um pouco de inveja da loira. Não por seu físico, ou por suas fofocas irritantes. Mas sim por seu jeito inibido de ser e viver.

Sakura jamais deixaria alguém usá-la ou chegar perto disso. Era esperta e logo entendia quando só havia interesse. Mas ainda sim, não teria coragem de sair expressando o que sente por aí. Ou até mesmo dando sua opinião sem ter sido chamada para o assunto.

O professor entrou na sala. Rapidamente as alunas se sentaram e começaram a se fazer de boas alunas. O professor mais querido por elas havia chegado. Praticamente nada deixava o dia delas mais feliz do que ter uma aula longa e duradoura com ele: Uchiha Sasuke.

O homem era alto e musculoso. Claro, não era um "bombado". Mas ainda sim, seu corpo parecia escultural.

Seu cabelo era preto e arrepiado, algumas vezes alguns fios caíam em seus olhos, e com delicadeza, o professor retirava os fios.

Por mais que o Uchiha usasse óculos, ainda era impossível não notar aqueles pares de ônix atrás deles.

Ônix essas que deixavam qualquer uma loucamente apaixonada por ele.

Sasuke Uchiha não era um professor.

Era: O professor.

Nara dormia como sempre. Ino apoiava os cotovelos na mesa enquanto mandava mensagens para o seu namorado. E Sakura copiava a matéria oral que o professor passava.

Diferente de muitas pessoas, ela gostava de estudar. Até chamava de um hobbie, quando não tinha o que fazer, estudar era a primeira opção que vinha em sua mente.

Algumas vezes aceitava sair por conta das vezes que sua amiga Yamanaka insistia, mas ficava sentada bebendo sucos ou refrigerantes a espera da mesma acabar suas paqueras e decidir ir para casa.

Ela estava até satisfeita há algumas semanas, era o tempo que Ino tinha começado a namorar. Pela primeira vez, a loira havia se aquietado com um cara.

Além de ser um dos relacionamentos mais duradouros da garota, pela primeira vez , ela se esqueceu das amigas. Inclusive de Sakura, que estava aliviada.

Não que ela não goste da presença da amiga, só não a suporta quando está falando.

Na sua doce opinião, Ino ficava linda calada.

Assim que a aula chegou ao fim, todos começaram à juntar seus objetos pessoais.

— Srta. Sakura? — uma voz rouca e onipotente chamou-a.

— Sim, professor?

Todos haviam saído, menos Nara. Ele olhou para a rosada e murmurou antes de se retirar:

— Vou estar te esperando no portão de trás.

Sakura assentiu e viu seu amigo de infância saindo pela porta da sala.

— Queria te dar os parabéns. — o homem comentou enquanto abria sua pasta e entregava a última prova dada por ele, para a menina. — Como sempre, a melhor nota da sala.

Sakura tinha fechado mais uma prova. Não contendo a animação, soltou um enorme sorriso e agradeceu ao professor.

— Não vejo o porquê de você me agradecer. Isso foi mérito seu, você estudou e se esforçou.

— É mesmo — admitiu. — Mas o Sr. é um ótimo professor, não teria conseguido sem suas explicações.

O Uchiha abriu e fechou a boca uma, duas, na terceira vez ele desistiu.

Sakura voltou sua atenção para o seu material ainda em cima de sua mesa.

Desastrada, derrubou seus objetos no chão.

Sakura se abaixou e começou a apanhar seus pertences. Educado, o professor se agachou ao lado dela e ajudou a reunir tudo.

Faltando um último item, tiverem o mesmo pensamento e moveram suas mãos até a caneta-azul.

Por acidente seus dedos se encostaram por segundos, mas aquele toque foi o suficiente para uma enorme onda de eletricidade percorrer pelo corpo de ambos.

Sakura se assustou de imediato, num movimento de pressa, acabou batendo a cabeça na ponta da mesa que se sentava toda semana.

— Droga! — reclamou passando a mão em sua cabeça.

Os dedos longos e grossos de Sasuke encostaram no local aonde a menina havia batido.

— Vai ficar um galo daqui algumas horas, devia colocar gelo. — comentou calmo.

Os olhos da garota que antes estavam no seu velho-conhecido chão, foram para os olhos de seu professor.

Sasuke estava inclinado para ela, movimento esse que fez com que seus óculos estivessem quase caindo de sua face.

A garota não pôde evitar de pensar em como aqueles olhos pretos eram bonitos  e profundos. Mas ao mesmo tempo, assustadores.

Seu corpo todo formigou, e ela gostou, gostou de sentir o medo percorrer suas veias.

Ela se levantou e colocou seus materiais na mochila, deu um último olhar em seu professor e saiu de lá.

Andando pelo o imenso corredor, ficou pensando no que um simples toque poderia proporcionar sensações maravilhosas.

A garota achou que seria tolice pensar e sentir tudo aquilo pelo o seu professor. Afinal, as próprias condenações de ambos informavam-lhe isso.

Aluna e Professor.

— Sakura! — gritou Ino.

— O que foi? — parou e olhou para atrás, observando uma certa loira.

— Eu preciso do seu caderno emprestado — sorriu sem-graça. — para copiar! — reclamou fazendo biquinho. — Você sabe que sou péssima em algumas matérias.

— Esta bem. — Sakura abriu a mochila e retirou seu caderno. — Toma. — ela esticou sua mão e entregou-lhe o caderno.

— Obrigada! — Ino pegou o material da amiga e se despediu. — A gente se vê depois, testuda.

O último comentário de Ino fez a menina de cabelos cor-de-rosa fechar à cara.

A garota seguiu seu caminho, avistou seu amigo quase dormindo e se aproximou empurrando-o devagar e o chamando:

— Shikamaru.

— Sakura — murmurou sonolento.

Eles seguiram em um completo silêncio até o estacionamento.

Entraram no carro da mesma forma que vieram andando. No silêncio total.

— O professor te parabenizou de novo? — perguntou Shikamaru colocando o sinto.

— Sim — respondeu Sakura, virando a chave.

O silêncio veio novamente, ambos se olharam por alguns segundos. Sakura seguiu para a casa de Shikamaru.

No caminho chegou a lembrar-se do que sentiu ao tocar seu professor.

Balançou sua cabeça varias vezes em negação e tentou ficar atenta ao volante e tirar aqueles pensamentos de si.

O silêncio se fez presente, podia-se até ouvir as batimentos do coração de ambos.

A gritaria da rua e o buzinar dos carros fazia o tempo passar mais rápido para Sakura, enquanto lembrava do que ocorrera.

Chegando a casa de Shikamaru, o mesmo é recebido com um abraço caloroso de sua namorada.

Enquanto isso, Sakura fica dentro do carro, como sempre fez.

Seu olhar ainda brilhava um pouco lembrando do que aconteceu mais cedo. Parecia que aquele toque, mesmo que pequeno e insignificante, nunca iria sair de sua mente.

O casal de namorados entrou na casa de Shikamaru.

Sakura era vizinha do mesmo, então não se preocupou em entrar em casa para pegar algo antes de ir trabalhar com seus amigos.

A pequena garota afundou sua cabeça no volante, ainda tentava entender porque se sentia assim.

Sua boca estava seca, seu coração disparava freneticamente e seu corpo estava mole.

Aquilo não era normal.

Não para ela.

Logo foi interrompida por uma "chuva de perguntas".

— Sakura, o que houve com você? — perguntou Temari rindo.

— Ela está assim desde que recebeu os parabéns do professor — Shikamaru respondeu pela amiga.

Era óbvio que ele iria perceber sua mudança de comportamento, eram amigos há anos. Além disso, Shikamaru era sagaz e esperto como Sakura.

Por um instante, a garota pensou em cavar um buraco e enfiar a cabeça lá dentro.

— Nada. — murmuro, mais tentando convencer à si mesma do que o casal ao seu lado.

Temari se sentou no banco de trás ao lado de Shikamaru, estavam sempre de mãos dadas.

Mas pra falar a verdade, nem sempre foram assim.

 

⇝ Oito meses atrás... ⇜

 

A garota de cabelos loiros e curtos com seus 20 anos nas costas, andava apressada. Seus olhos verdes-escuros acompanhavam os movimentos dos carros nas ruas.

Estava quase atrasada para sua primeira entrevista de emprego.

Tentaria usar uma vaga na mais nova Starbucks da cidade, já que estavam precisando de apenas um funcionário. Dentre vários deles, ela foi chamada para a segunda entrevista.

Diferente da outra entrevista, esta seria cara-a-cara com a dona do local. Haruno Sakura.

Ela era neta dos donos da impresa mais rica de Washington, Haruno's Interprice.

Diferente da neta deles, Temari era mal de vida.

Seus pais eram divorciados há cinco anos, e ela ainda tinha que cuidar de seu irmão adolescente, Gaara.

Sua mãe se esforçava bastante para mantê-los, mas Temari percebeu que estava ficando difícil para mãe sustentar toda a casa sozinha.

Então a garota foi atrás de emprego. Emprego esse que estava prestes à perder se não chegasse na hora marcada.

Temari cursava faculdade de direito, sentia orgulho de si mesma por conseguir uma bolsa na melhor faculdade da cidade. Seattle University.

Temari atravessou a última rua correndo, só mais um pouco e estaria dentro da Starbucks.

A garota sentiu um impacto forte em seu ombro esquerdo, de repente um líquido quente e marrom mancha toda sua roupa.

— Mas... que porra é essa? — ela grita.

Um garoto de cabelos espetados e presos em um rabo-de-cavalo olha para a menina jogada no chão e toda suja.

— Você deveria olhar por onde anda, seu idiota! — ela berrou de novo, todos os olhares das pessoas que estavam na rua foram direcionados para os dois.

— Será que da pra você parar de gritar? — ele pediu enquanto colocava os dedos na testa. Se tinha uma coisa que ele odiava, era escândalo. E aquela garota estava-o irritando profundamente. — Além disso, quem estava correndo feito uma idiota sem olhar pra quem passava pela calçada foi você, não eu.

Os olhos de Temari ficaram marejados,  mas ela não era de chorar. Mas pensar que tinha acabado de arruinar sua chance de ter um emprego a deixou profundamente magoada.

Ela apertou os olhos e suspirou algumas vezes antes de se levantar e voltar ao seu caminho. Pelo menos ela iria aparecer lá, talvez secar suas roupas no banheiro e depois sair.

Mas antes de começar a andar em direção ao estabelecimento, Temari olha para Nara. Com um olhar triste, ela murmura:

— Tudo bem garoto, arrumamos os cabelos todos os dias: por que não o coração? Ou melhor, por que não a nossa existência?

Shikamaru ficou sem ter o que dizer após as palavras frias e tocantes da garota.

O rapaz acompanhou a garota com olhar, e pôde vê-la entrando no recinto aonde trabalha.

Temari entrou na Starbucks de cabeça baixa, vários olhares de descrença foram direcionados para ela.

A dona do local olhou-a com espanto. Era a primeira semana que estavam abertos, não tinha idéia de como reagir a situação.

— Ela está comigo — a moça de cabelos cor-de-rosa olhou para o amigo. — estava fazendo uma entrega de nossos cafés para uma casa aqui perto, resolvi ir a pé e não prestei atenção na rua e acabei me esbarrando nela. — a garota suja de café esticou seus olhos verdes. Ato esse que Sakura não deixou passar. — Por causa disso, ela acabou chegando atrasada.

A garota loira não abriu a boca para dizer que estava ali para uma entrevista de emprego, mas Shikamaru se lembrou de seu rosto em um formulário que ele mesmo leu e à aprovou para segunda entrevista.

— Hinata — Sakura chamou sua outra amiga.

Uma garota de cabelos longos e negros, seios fartos, dona de belas curvas e olhos tão azuis ao ponto de se parecerem brancos vem de encontro a sua chefe. Assim como a rosada, sua pele era tão branca que mais parecia uma boneca de porcelana.

Assim que seus olhos azuis-bem-claros notaram Temari, levou suas mãos a boca em espanto.

— O que aconteceu com você, querida? — perguntou delicada.

— Eu estava andando e, bem... — a loira não sabia o que dizer. Ela olhou para o crachá do rapaz ao seu lado e viu o seu nome. — Shikamaru e eu nos esbarramos, e eu acabei ficando toda suja — disse por fim, sem-graça.

Gentilmente Hinata pegou Temari pelos cotovelos e a direcionou ao banheiro dos funcionários, que ficava nos fundos da loja.

A mulher deixou a loira dos olhos verdes tomar um banho e lhe deixou roupas limpas encima da pia do banheiro.

— Você tem que contratá-la! — pediu Hinata.

— Hinata, não se contrata alguém por pena, entenda isso. — Ino rebateu, ela havia chegado há pouco tempo, mas já ouviu dos clientes o que tinha acontecido.

— Não é só por isso, você não viu como ela estava acabada. Li a ficha dela também, ela precisa desse emprego — a morena pegou o troco do cliente e lhe entregou com um sorriso no rosto.

Estavam atendendo os clientes enquanto conversavam. Ino foi atender uma mesa e assim que entregou o pedido a Shikamaru, perguntou para ele se já conhecia Temari.

— Não.

— Então por que a ajudou? Digamos que você não é do tipo gentil, muito menos com estranhos — de repente os olhares das três garotas foram em direção a cozinha onde o garoto de cabelos arrepiados preparava os pedidos.

Temari saiu da sala dos fundos e apareceu atrás de Hinata.

A única roupa reserva que tinham era o uniforme unissex do Starbucks.

Uma blusa preta com o símbolo da loja do lado esquerdo, uma calça caqui-clara e um avental verde com o nome dado por Sakura: Ruby Coffe.

Todos ficaram se entre-olhando durante alguns segundos.

— É melhor vocês voltarem ao trabalho, mal abrimos e já estamos deixando clientes irritados — a rosada ordenou.

Todos rapidamente voltaram aos seus postos.

— Ficou ótimo em você — Shikamaru comentou enquanto coçava a cabeça e guiava Temari até os cardápios. Uma linha vermelha surgiu em suas bochechas.

— Parece que perdemos mais um para a liga dos solteiros. — Hinata comentou com sua chefe enquanto servia um cliente no galpão.

Sakura nada disse. Mas sabia de uma coisa; a morena estava certa.

Nunca vira Shikamaru elogiar uma menina, quanto mais corar.

A garota de cabelos cor-de-rosa suspirou e voltou sua atenção aos clientes.

Naquele dia, Temari os ajudou nos atendimentos. Ela se saiu tão bem como garçonete que Sakura acabou negando todos os outros concorrentes e dando a vaga para a loira.

Desde aquele dia, Shikamaru mudou.

— Depois dizem que amor à primeira vista não existe — Ino reclamou enquanto via seu amigo preguiçoso e sua mais nova colega de trabalho, indo embora juntos.

Hinata acabou rindo ao seu lado.

Estavam todas se aprontando para sair, o horário de expediente já tinha terminado há 15 minutos.

 

⇝ Atualmente... ⇜

 

— O que houve com você Sakura? Você me parece meio dispersa — a loira comentou no banco de trás do carro. Sakura abriu um sorriso mínimo.

— Me lembrei do seu início de namoro com Shikamaru, e de seu primeiro dia de trabalho.

— Acho que o professor está mexendo muito com você — Temari implicou. — está até lembrando de coisas há oito meses atrás — por mais que a garota loira tivesse começado a falar sobre o assunto na intenção de aborrecer Sakura, acabou sorrindo de verdade ao se lembrar de como tudo começou.

— Vai brincando, uma hora eu me vingo! — a menina ralhou enquanto dava a partida em seu carro para irem ao trabalho.

O caminho para a cafeteria foi bem calmo pois Shikamaru dormia e Temari mexia no celular. E a rosada?

Bom, tentava não bater o carro por estar distraída pensando na vida e em como é triste ser a única sozinha de seu grupo de amigos.

Ino tem Sai e Shikamaru tem Temari.

Por uns instantes pensou em Hinata, mas ela andava mais suspeita do que o comum naqueles últimos tempos. Na visão de Sakura, ela estava escondendo algo. Não. Não algo. Alguém.

Quando ela pensava nos relacionamentos que seu círculo de amizades possuía, acabava ficando irritada. Da maneira dela, invejava aqueles que possuiam alguém ao seu lado.

Ao chegarem na cafeteria, o trio desceu e foram até a sala dos fundos para colocarem os uniformes. Quando prontos, começaram a preparar o estabelecimento para ser aberto.

Não demorou até que Hinata e Ino chegassem juntas e se unissem à eles, assim se tornando um quinteto.

Ao abrirem por completo o Starbucks, foram para seus postos atrás do balcão. Sempre chegavam mais e mais fregueses, e à todo instante havia movimento.

As horas foram se passando e a cafeteria foi ficando mais tranquila.

De repente um ser de cabelos ruivos e pele morena adentra o estabelecimento. Ele usava um terno que gritava "dinheiro" e carregava uma maleta. Seu nome era Sasori Akasuna. Sakura o conhecia bem, bem até demais.

O coração da rosada palpitava forte só de ver sua cabeleira há quilômetros de distância. Toda a calmaria e leveza que a garota tinha, foi levada naquele instante pelo seu ex professor de escola.

A menina de olhos verdes-claros estava com o coração acelerado e sua boca ficou seca ao ver sua maior paixão platônica de colegial passar pela porta.

O nervosismo da mesma era evidente e notório até para a clientela, sua pele alva enrubesceu a deixando vermelha.

Assim que o ruivo se impôs a frente do balcão, Sakura foi obrigada a atendê-lo.

— O-o que o Sr. vai pedir? — a rosada gaguejou perante ao tal homem que considerava um Deus Grego que, infelizmente, nunca viu-a de uma forma diferente à não ser como uma simples conhecida sua.

— Um café com leite, com creme e canela — aquela voz grave, rouca e extremamente sexy fez com que Sakura corasse ainda mais.

Sakura anotou o pedido e passou para Ino que preparava os cafés e então voltou ao balcão.

— O-o Sr. pode aguardar ali. Em seis minutos entregaremos o seu pedido! — tensa e envergonhada, ela garantiu.

O ruivo a encarou firmemente em seus belos olhos e respondeu baixo:

— Obrigado, Sakura.

O mesmo deu um meio sorriso que, combinado com aquela voz rouca e grave, fazia-o ser mais atraente ainda aos olhos da rosada.

Sasori se sentou e começou a mexer no celular, Sakura o observava disfarçadamente com um brilho nos olhos. Era como se tivesse visto seu professor a elogiando como antes.

Após alguns minutos, a garota foi tirada de seu transe por Ino, que lhe entregou o café em mãos.

— Seja forte, e entregue o café com leite, creme e canela número 05.

Era o número de Sasori.

Numa itenção de chamar a atenção de Sasori, a mesma abriu os botões de sua blusa e retirou o avental.

Hinata olhou com um semblante preocupado e Ino revirou os olhos para cena.

Com formosura, Sakura andou em direção à ele e se abaixou o máximo que pôde para mostrar seus seios ao homem.

Por alguns segundos, ela conseguiu a atenção que tanto desejava do ruivo.

Devagar o mesmo se levantou e foi até a mesma com o dinheiro para o café, Sasori colocou o dinheiro no seu bolso da blusa.

Deixando uma Sakura decepcionada para trás.

Depois de Sasori ter se retirado do Starbucks, a rosada se pôs a meditar, apoiada no balcão enquanto olhava para o nada, divagando em seus pensamentos.

O sentimento de ser rejeitada era agonizante, ainda mais porque o fora que havia levado de alguma maneira foi bem indireto.

Só de imaginar que aquele Deus Grego com quem a mesma compartilhou varias coisas havia ignorado a sua insinuação sem pudor, seu sangue fervia.

Qual é? pensou consigo mesma.

Sakura gostaria muito que pelo menos o olhar sobre seus seios tivesse sido mais duradouro.

Afinal, havia passado um tempo considerável desde que terminaram seu envolvimento, e bom, seus seios durante esse período haviam se desenvolvido mais. Ela acreditava que ele pelo menos levaria mais tempo para analisá-la.

Estava decepcionada consigo mesma, o que resultou na falta de atenção para com os clientes. Ela realmente estava alheia com o que ocorria a sua volta. 

Muito menos notava que o número de clientes há cada minuto ia diminuindo, assim como o sol que a cada momento ia baixando mais sua posição no céu.

— Oi, Sakura — foi despertada de seus devaneios ao escutar a voz de Temari próxima de si.

A loira em questão a olhava com um olhar tanto que indecifrável, porém que Sakura logo desvendou: ela queria algo.

— Sim? — balbuciou enquanto encarava a loira, porém, sua mente e atenção estavam muito longe de serem dirigidas a Temari.

— Poderia me emprestar o seu carro por hoje? — a loira perguntou sem rodeios.

Sakura apenas a encarava, assentindo lentamente enquanto retirava a chave de seu carro do bolço e entregava a Temari sem pestanejar. Na verdade não havia assimilado direito o pedido da loira, somente acatado.

Ao Temari possuir a chave em mãos, encarou surpresa e duvidosa a rosada que havia deixado de encará-la, e novamente dirigido sua atenção ao nada.

—  Obrigada — murmurou desacreditada, enquanto se virava para se retirar do local que estava prestes à fechar.

 

⇝ ⇜

 

— Burra, burra, burra! — Sakura se martirizava enquanto batia sucessivamente as mãos contra a própria cabeça com a força moderada.

Como podia? Havia emprestado a chave de seu carro sem mais nem menos à Temari. E agora como voltaria para casa? Praticamente já era noite. E sua residência se encontrava a uma distância considerada do Starbucks. Não havia pensado direito. E agora era única pessoa e alma viva naquele lugar.

Passou a maior parte do tempo se agonizando pela rejeição de Sasori - algo que nem sequer deveria dar importância, visto que é passado -, que não se deu conta do que realmente estava fazendo ao entregar as chaves do seu bebê para aquela loira aproveitadora.

Com certeza as outras também se aproveitaram da sua alienação e saíram sem a mesma se dar conta para que ela tivesse que fechar o local sozinha.

Agora teria de ir a pé, ou pior, de ônibus!

Já andara nesse tipo de transporte várias vezes, mas isso foi antes de tirar sua carteira de motorista e ganhar seu lindo bebê que era seu carro.

Não queria voltar a andar nessa "coisa" cheia de gente suada se espremendo uma na outra.

Não depois de ter desfrutado da fantástica experiência de ter seu próprio motorista.

Definitivamente não! Preferia ir a pé!

Aquela vaca da Temari!, gritou mentalmente. Com toda certeza lhe pagaria muito caro no dia seguinte.

Depois de vários minutos interruptos a mesma conseguiu fechar o local, e conseguido sair quando faltava pouco para o breu da noite tomar completamente seu lugar no céu.

Agora, nesse momento se encontrava à caminhar pelas ruas da cidade já iluminadas pelos faróis e as luzes que emitiam de estabelecimentos que abriam justamente naquele horário.

A garota estava recebendo alguns olhares diferentes do normal que costumava receber, todos provenientes de homens.

Sabia que era bonita mesmo não ligando muito, sabia que muitas vezes recebia olhares insinuantes e nada discretos; porém,  dessa vez eles estavam diferentes, estavam mais frequentes e precisos.

Era como se ele estivesse nua em público. Não estava gostando daquilo.

Caminhava agora com mais pressa, encarando somente o chão, buscando ignorar aqueles olhares estranhos.

Sakura não via nada pela frente, principalmente a pessoa que a instantes estava prestes a bater de frente, se dita cujo não tivesse a freado colocando as mãos em seus ombros.

De impulso, a rosada encarou a frente assustada, procurando ver que era que lhe suspendia pelos ombros nesse momento. Mas então seu olhar se suavizou, e sua respiração antes acelerada se acalmou junto de seu coração, era seu professor, Sasuke. Ele era quem a havia parado no momento do baque.

— Professor! — exasperou em alivio enquanto colocava suas mãos sobre o peito.

— Tome cuidado — ele se pronunciou com sua voz tão grave e sexy — você quase bateu de frente comigo.

Ele falou neutro, porém Sakura encarou seu tom como se fosse de desaprovação, logo em seguida sentiu seu rosto ganhar uma coloração forte vermelha. Estava com muita, mas muita vergonha pelo ocorrido.

— E-eu sinto muito. — se exaltou a Haruno ao se afastar o suficiente para se acalmar.

Porém o que Sakura não notou foi que ainda se encontrava com os primeiros botões de sua blusa abertos, que acabaram por revelar mais do que deveriam.

A visão do colo de seus seios medianos fez com que Sasuke engoli-se em seco, porém, não podendo retirar o olhar do local apenas continuou olhando.

E Sakura que até agora se encontrava alheia aos seus seios um tanto expostos, levantou um pouco a cabeça e pode ver o belo rosto de seu professor.

Ele possuía os belos olhos Ônix refletindo um certo brilho, a boca entre-aberta, as sobrancelhas curvadas em descrença.

Era lindo, não, era maravilhoso. Sakura então dirigiu o próprio olhar para onde Sasuke olhava. E entendeu o porque do mesmo se encontrar assim, e também o motivo dos olhares passados que os homens lhe dedicavam.

Os seios que antes havia dado um jeito de deixar mais expostos junto da sua leitosa pele do pescoço, havia conseguido o efeito desejado.

Claro, o proposito inicial era causar tais sensações em Sasori, porém com Sasuke não seria muito diferente, afinal os dois eram professores e em sua cabeça isso fazia um pouco de lógica.

Sasuke não era Sasori, mas era professor e o ruivo também. Sasori era bonito mas o moreno também, Sasori era bom de cama e Sasuke evidentemente deveria ser também.

Sasori um dia foi o seu alvo perfeito, e Sasuke obviamente era nesse momento o novo alvo perfeito! 

— Professor? — seus olhos negros foram parar nos seus verdes. — Poderia me levar até em casa? — pediu docemente.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do primeiro capítulo, demorou muito para acabar <3 Beijos da @MiiikoSan

Primeira fan-fic que escrevo ao lado de alguém, e já tenho a sorte de virem logo essas várias lindas! uwu;; Estou muito feliz e satisfeita por estar fazendo a obra com elas, são pessoas superfofas e incríveis.

Espero que o capítulo tenha sido do agrado de todos.🍅 @scorr

Obrigado por ter lido. Gente o Sasuke-kun não é pedófilo, tá? Kkk. Bjs da @Fouda-se ;-;

Obrigado a todos que estão colaborando. Estamos muito feliZes pelo intusiasmo de todos. Espero que estejamos vos alegrando ♡♡. Bjs da titia @_Sintilante_

(ate depois estrelinhas ⭐)


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