História Amando o Impossível (Em revisão) - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Frozen - Uma Aventura Congelante
Personagens Astrid, Elsa, Flynn Rider, Jack Frost, Rapunzel, Soluço
Tags Flynzel, Hiccstrid, Jelsa
Visualizações 128
Palavras 2.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii meus amores amoras.
Geeeete eu não sei nem como explicar.
Eu fiz uma viagem para minha tia e deixei meu celular lá e como eu não tenho computador e não me lembrava da minha conta não consegui postar mais capítulos. Me perdoem! Eu sinto muito mesmo. Eu sei o quanto é ruim ficar esperando. Enfim. Espero que gostem.
Bjs.❤

Capítulo 20 - In Hell.



Ofeguei abrindo os olhos sobressaltada. Mas que droga é essa? Pensei. Vendo a maldita enfermeira com outra bolsa de sangue vazia. Fuzilei-a com os olhos cheio de ódio. Ela percebeu.

- Olha só quem ressuscitou? – franzi o cenho. Louca. Ela sorriu vendo meu olhar confuso. Abri a boca para resmungar com aquela ruiva mal amada, porém fui interrompida por um homem que entrou sorridente no quarto.

- Astrid Hofferson!! – Sorriu vindo em minha direção. Observei o homem com roupas sociais. Não parecia ser um velho. Aparentemente estava na faixa dos 40. Cabelos escuros com alguns fios brancos e olhos... diferentes… possuía um de cada cor. O do lado esquerdo era um verde opaco já o da direita era totalmente branco.

- Eu conheço você? – resmunguei mal humorada. Ele sorriu. Se não fosse pelo o olho esquisito eu diria que ele é um coroa bonito.

- Não querida. Mas eu conheço você. Estou impressionado com sua disposição. – Sorriu andando lentamente para o lado da enfermeira. Aquele sorriso cínico já estava me irritando. Vi quando o diabo ruivo lhe mostrou uma bolsa de sangue para ele. Aquele era meu sangue? Franzi o cenho. Olhei ao redor é me assustei quando vi uma caixa branca com várias bolsas de sangue. Isso não pode ser meu… se não eu deveria estar mort…

- E o rapaz? – meus pensamentos foram interrompidos pela conversa dos dois. Rapaz? Será que ele estava falando do Hicc?

- Ele é ainda mais curioso Doutor. Acordou mais rápido que ela e tem uma força surpreendente. – Do que eles estavam falando?

- Ótimo… deve estar curiosa não é querida? – ma encarou sorrindo. Por acaso tem algum palhaço aqui pra esse idiota ficar sorrindo desse jeito?

- Sim, o que vocês…

- Bom antes de tudo quero me apresentar...– me interrompeu. - Meu nome é Mason Baker. – veio até minha cama e me deu um beijo no rosto, tentei acerta-lo com um tapa, porém percebi que estava amarrada. Franzi ainda mais o cenho. – Ok, vamos direto ao ponto. Você meu amor e o seu amigo são um mistério para nós médicos e cientista. Ainda não descobrimos como vocês conseguem ter esse...poder de cura no sangue. Há alguns anos… meu pai usou esse poder de vocês porém de um jeito errado. Ele misturou o sangue dos dois com antibióticos e coisas químicas para fórmula um remédio. Mas como todos sabem o sangue de vocês é como… água.

- Água ? – resmunguei achando aquela conversa uma perda de tempo. Eu já sabia daquela história idiota.

- Sim querida, veja bem. Todos querem modificar a água. Com sucos e até mesmo sal. Aquela… água com gás por exemplo. Eu admito. É ótima. Porém o que mais o nosso corpo precisa é da água pura. Sem aquelas frescura que parecem inofensivas. É exatamente como o sangue de vocês. Eles não precisam de melhoria. Apenas ser consumido do jeito que é. – Foi em direção a caixa branca e pegou uma bolsa. – Veja bem, eu acho que você deve ter reparado no meu olho direito. Eu nasci com um lado cego. Porém… – Arregalei os olhos quando eu vi ele abrir a bolsa e beber meu sangue. Mas que porra era aquela?! Olhei para a enfermeira assustada vendo ela sorrir. Fiz uma careta de nojo quando vi ele beber até a metade. Limpou a boca suja de sangue com a manga do paletó.

- Meu Deus...– sussurrei vendo seu olho direito mudar de cor para um verde opaco assim como o outro. Ele sorriu apreciando os olhos em um espelho perto de uma mesinha.

- É por isso senhorita Hofferson, que precisamos de vocês dois. Isso irá mudar o mundo! – virou em minha direção e eu pude ver que sua aparência tinha mudado drasticamente. Estava mais jovem. Os fios brancos tinham sumido e algumas rugas que tinha antes desapareceram. Ele parecia ter quase minha idade.

- Mas que droga é essa?! – puxei meu corpo fazendo a maca balançar. Estava assustada.

- Eu sei. É assustador. Além de curar ainda nos dá mais alguns anos de vida. Claro que tem alguns efeitos colaterais. Se eu me machucar não posso tomar remédio algum. Apenas seu sangue ou o do seu amigo.

- Não pode fazer isso! Você vai morrer assim que eu e o Hiccup morremos sem sangue seu idiota!. – Observei ele gargalhar como um lunático enquanto passava as mãos no cabelo.

- Você já morreu Astrid. 3 vezes. – sorriu. Olhei para ele como se fosse um louco. – Eu sei. É difícil de acreditar. Eu também fiquei surpreso. Parece que você e seu amigo tem...imortalidade ou algo assim. Suspeito que vocês morrem de causas naturais. Mas como estamos tirando o sangue de vocês não morrem. – Sorriu. Olhei perplexa para a caixa branca e depois para uma mesa com mais três caixas. Meu Deus…

- Vão nos...manter aqui…

- Pra sempre? É talvez. Aproposito... Gostei do seu cabelo. – Sorriu saindo junto com a ruiva. Franzi o cenho. Foi aí que percebi. minha pele estava vermelha. Como se eu tivesse levado uma surra. Balancei a cabeça e pude ver uma mecha do meu cabelo. Ele estava branco. Senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Eu estava envelhecendo. Cada vez que eu morria eu ficava mais velha. Observei a sala procurando uma câmera mas não encontrei. Eu vou fugir daqui. E vai ser hoje.


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Senti meu corpo convulsionar. Arregalei os olhos assustada. Comecei a tossir em busca de ar. Olhei para meus braços que antes estavam vermelhos agora estavam pálidos. Eu estava morrendo. Me desesperei. E tentei gritar por ajuda mas sabia que seria inútil.      

-  Não, Não, Não! – sussurrei em pânico. Eu não posso morrer. Não de novo. Vou ficar fraca demais e será impossível escapar desse inferno. Comecei a me debater mesmo tendo convulsões. Conseguia ouvir meus gritinhos de pânico enquanto lágrimas de desespero desciam por minhas bochechas.

- Por favor não… – olhei para a mesa ao lado. Um bisturi… tentei pegar esticando o corpo para o lado. Uma dor lancinante em meu braço me fez parar no ato. Mordi o lábio reprimindo o grito de dor. Olhei para o braço com medo.

- Não… Meu Deus...– Solucei em meio ao choro vendo meu braço com a agulha saindo fazendo um furo em outro local. Sangue escorria pela maca. Ignorando a dor. Joguei meu corpo para o lado sentindo a maca se mover em direção a mesa. Esticando mais a mão consegui pegar o bisturi. Sorri e comecei a cortar a fita grossa de couro. Assim que terminei puxei os tubos da minha veia. Gemi de dor. Fiquei de pé por alguns momentos antes de cair no chão. Minhas pernas estavam doloridas e eu me sentia fraca e cansada. Pontos pretos dançavam em minha visão. Ah não. Agora não. Pensei desesperada com a possibilidade de um desmaio.

- Vamos… você é forte. – me levantei sofrenga. Fui em direção a porta. Havia uma janela em forma de círculo de vidro. Observei o corredor. Tinha uma porta de frente pra minha. Foquei mais a vista. Rir por dentro me imaginando com óculos. Levantei as sobrancelhas vendo duas botas coturnos...esperai… aquelas botas são do Hicc!! Sorri. Girei a maçaneta. Trancada. Como eu imaginava. Peguei uma espécie de cabo de metal e bati com toda força no vidro. Ele nem trincou. bati novamente,  de novo, outra vez...e mais um vez. Ouvi o barulho dele se espatifar no chão. Coloquei o braço pra fora tentando pegar na maçaneta. Soltei um gemido alto de dor quanto notei que um cacto tinha ficado preso na janela e atravessará meu antebraço.  

- Só mais um pouquinho… – Alcancei ficando nas pontas do pé. E abriu. Cambaleei pra frente quando a porta se abriu. Me segurei para não cair olhando para os lados. Ninguém à vista. Entrei rapidamente no quarto e me assustei quando o vi. Estava de olhos abertos olhando fixamente para o teto. Sua aparência continuava a mesma. Estranhei aquilo. Observei seu corpo que tinha manchas roxas. Seus punhos estavam entrando em um roxo quase preto o que quer dizer que ele lutou contra alguém. Ele estava completamente amordaçado. Havia uma espécie de corrente em seus braços fazendo o sangrar de tão apertada.

- Hicc…? – Chamei-o. Ele não respondeu. – Hicc você está me ouvindo? – Sem resposta novamente. Entrei em pânico. Ele continuava olhando o teto fixamente como se aquele fosse seu Porto Seguro. Logo percebi que ele nem sequer piscava. Corri em sua direção tirando o fio que sugava seu sangue. Tirei a mordaça de sua boca e as correntes. Observei a marca em sua boca. Estava sangrando. Ele estava mais machucado que eu. Chamei ele novamente porém ele não respondeu. Não queria pensar que ele iria ressuscitar. Isso era assustador. Então imaginei que ele estava dormindo. Passei as mãos pelos seus olhos fechando-os. Suspirei. Quando minha vida ficou assim? Será que nunca teríamos paz? Estávamos tão felizes com nossos amigos. Se eu soubesse que ia dar nisso eu teria ficado em casa dormindo como eu queria antes. Pulei da cadeira quando vi Hicc se debater ofegante. Olhei para ele assustada. Observei seu peito subir e descer freneticamente. Sua respiração descontrolada e gotas de suor em sua testa.

 - Hiccup… – sussurrei em receio. Ele abriu os olhos e me olhou surpreso. Não como eu que o olhava  perplexa por causa do seu olho esquerdo que estava com as íris vermelho sangue porém assim que ele piscou três vezes voltou ao normal.

- Nossa Astrid… – suspirou se sentando na cama com dificuldade. Ajudei-o a se levantar.

- Eu sei. Eu to velha. – resmunguei.

- Sabe que com esse cabelo branco você tá parecendo a Rosalyia daquele jogo… Amor doce. – falou rouco. Sorri. Mesmo mancando de dor essa peste ainda tira sarro de mim.

- Amor Doce? Não é um jogo para meninas? – alfinetei. Abrindo a porta e olhando para os lados.

- É. Eu gosto desse jogo. As garotas são lindas. Com aquelas roupas super provocantes…

- Shhh. Cala a boca Hicc. – Ele riu. – Por que você está tão machucado assim… – Passei a mão no seu rosto vendo as marcas roxas. Parecia que ele tinha lutado em um ringue de MMA.

- Digamos que eu não sou de ficar com a boca fechada. – Disse assim que entramos em uma sala escura. Liguei a luz vendo vários produtos de limpeza. Ótimo. Vassouras e baldes vão ser muito útil caso alguém queira pegar a gente novamente.

- Eu não acredito que você ficou provocando os enfermeiros. – falei subindo em um banquinho que tinha ali. Olhei para o duto de ar. Ele era bem grande. Passaria três de mim. Hicc caberia ali numa boa.

- Desculpa mas eu queria pelo menos morrer com estilo. Humor negro não é muito o seu forte versão velha da tempestade. – ralhou puxando a grade do duto já que eu não conseguia. Encarei ele com uma carranca pela comparação desnecessária da tempestade de X-Men.  

- Ata. Muito lindo que você está também né Hicc. – coloquei a cabeça no duto.

- Eu morri 7 vezes. Você queria o que? Que eu ficasse igual o Thor? – resmungou. Parei bruscamente fazendo ele bater a cara no meu traseiro.

- 7 vezes? Mas...eu só morri 3 vezes...como assim você morreu 7 vezes e não ficou um velhinho gagá?! –  perguntei indignada ouvindo ele fechar o duto com a grade.

- Bom, como eu disse. Eu não consigo ficar de boca calada. O que fez com que aquele tal de Mason mala Baker acelerasse a sucção do meu sangue fazendo eu morrer mais rápido e mais vezes. – bufei. Começando a engatinhar. As provocações do Hicc as  vezes não tinham limites.– E sobre eu não ficar velho. Cada um tem um jeito diferente de...mudar.

- Mudar? –  resmunguei pelo modo como ele falou. Senti um ventinho. Estamos quase lá.

- É. No caso eu não vou virar o seu madruga como você pensa. Só acontece umas coisinhas… – Ele falou claramente incomodado.

- Que coisinhas? – perguntei, porém fui interrompida por um barulho. Parecia um elevador.

- Mas onde é que a gente tá?! – perguntou exasperado.

- Também quero saber...– vi uma grade logo a frente e uma luz ser emitida dela. Sorri e comecei a engatinhar mais rápido como uma criança que vai em direção aos  braços dos pais.

- Espera Astrid! – Ignorei o aviso de Hicc. Eu só queria sair daquele inferno. Empurrei a grade com força fazendo ela cair. Soltei um gritinho quando senti Hicc me agarra pelo quadril quase rasgando aquele vestido horrível de hospital.

- Meu Deus! – Gritei vendo os 20 mil metros de altura. Hicc me deu um puxão e eu acabei em baixo dele. Estava de bruços com ele em cima de mim.

- Isso… parece até uma represa. – falou. Observamos as árvores pela frente. Parecia mesmo uma represa. Havia água passando pelo grande paredão e uma cachoeira caindo. Não sabia dizer a altura daquilo. Era assustador. Havia árvores dos lados como se estivéssemos dentro de uma floresta sem fim.

- Quando esse inferno vai acabar...– sussurrei para mim mesma sentindo minha visão embaça por conta das lágrimas. Acho que Hicc ouviu pois ele me puxou um pouco para cima me abraçando.

- Não importa como Asty, mas a gente vai sair daqui. Tá bom? – sussurrou dando-me um beijo na cabeça.

- Promete? – segurei sua mão soltando um soluço em meio ao choro.

- Prometo


Notas Finais


Então amores o que acharam?
Desculpas novamente pela demora.
Até o próximo capítulo.

See you later 💋


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