História Amando um Uchiha e um Senju. - Capítulo 11


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Categorias Naruto
Personagens Hashirama Senju, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kizashi Haruno, Madara Uchiha, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tobirama Senju
Tags Madasaku, Tobisaku
Visualizações 39
Palavras 3.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Final da primeira parte da fic. <3

Capítulo 11 - Indo embora.


Autora

 

Sakura recebeu alta do hospital um mês depois que acordou, ninguém consegui-a faze-la parar de chorar, nem conseguiam faze-la comer. Dormia somente a base de sedativos e quando acordava, era aos berros. Foi encaminhada para ala psiquiátrica e lá a trataram como um caso de estresse pós traumático. A rosada não tinha mais o brilho nos olhos de sempre, estava magra e muito pálida. Quando deixou o hospital estava completamente atônica, não esboçava reação nenhuma, não sorria, não chorava mais. Apenas dormia e mal comia. Porem a palavra bebê causava um tremor no corpo da garota. Ino ia vê-la quase todos os dias, não tentou falar sobre o Uchiha nem o Senju. Ele insistiam em vê-la, mas logo receberam uma ordem de afastamento da mesma, Kizashi como era juiz conseguiu mexer seus pausinhos para mantê-los longe da filha. Se desobedecessem eram presos na hora.

 

 

Tobirama

 

Enlouquecendo, essa é a palavra que me define nesse mês que se passou, não tive mais noticias dela, tentava vê-la no hospital, tentava falar com aquela amiga dela pra obter informações. Até subornei um enfermeiro, mas nada eu conseguia. A única coisa que sabia sobre ela é que estava na ala psiquiátrica do hospital. Isso acabou comigo, queria demais estar ao lado dela, poder cuidar, me desculpar e me ajoelhar na sua frente e pedir perdão! Meu irmão sabia de tudo, eu contei pra ele e o mesmo fez questão de me dizer “eu avisei que ia dar problema” eu quis soca-lo. Mas ele tinha razão e pra piorar recebi uma ordem de afastamento do pai dela ou seja, se me aproximar vou preso. Estou a ponto de cometer uma loucura, não aguento mais essa situação.

 

- Deveria ir pra casa dormir. Está trabalhando demais. – Meu irmão entrando na minha sala.

 

- Aqui é o único lugar que não penso nela a cada segundo. – Mesmo trabalhando minha mente está sempre em Sakura.

 

- Eu sei irmão, mas você chega muito cedo e sai muito tarde, estou preocupado, você mal come e mal dorme. Precisa se recompor. Quero lhe ver bem. – Ele tinha um tom autoritário muito irritante.

 

- Me recompor? A mulher que eu amo perdeu meu filho, pelo o que eu sei está numa ala psiquiátrica, Deus sabe se lá como ela está. Não me peça pra me ver bem! – O retruco.

 

- Tobirama, você não sabe se o filho era seu... – Eu o olho com desprezo.

 

- Claro que era meu! – Rosno entre os dentes. – Nunca mais diga isso, entendeu? Ou por Deus que eu não respondo por mim!

 

- Você está com raiva, mas sabe que eu tenho razão. Por favor irmão só peço que não faça nenhuma besteira. – Pede com o semblante completamente abatido.

 

- Saia. Preciso ficar sozinho. – Volto a olhar meu notebook e apenas escuto a porta batendo.

 

Ele tem razão, não sei se o filho era meu. O que me importa agora é saber como ela está, preciso dar um jeito de vê-la.

 

 

Madara

 

 

Um mês, um torturante mês. Tentei me aproximar, mas não conseguia nada! Sinto que estou ficando sem chão, meu mundo não é mais o mesmo, bebo pra tentar não pensar nela, mas é impossível tudo me lembra Sakura, meu carro, minha casa e minha cama! Não sei absolutamente nada do que aconteceu com ela, ainda recebi uma ordem de afastamento do pai dela que agora com certeza já deve saber de toda a história, aquele homem nunca foi muito com a minha cara, agora com certeza me odeia! Acordei cedo e fui para o hospital como faço quase todos os dias, com sorte hoje consigo vê-la. Porem ao chegar lá a recepcionista que já me conhecia apenas me dá um longo suspiro e diz que ela recebeu alta essa manhã. Ótimo, pelo menos não está mais nesse lugar... Passei pela casa dela e vi os carros na frente, queria me aproximar, mas ser preso não está nos meus planos. Mas vou dar um jeito. Finalmente chego no escritório, meu irmão e meus primos sabem de tudo e eles sentem minha dor.

 

- Está cheirando a álcool. – Itachi me acompanhando até minha sala. – Bebeu antes de vir pra cá?

 

- E isso importa? – Ele apenas levanta uma sobrancelha.

 

- Importa. Não quero que você acabe dirigindo completamente bêbado e ainda bata o carro e morra. – Ele diz me fitando sério.

 

 - Isso não seria tão ruim. – Eu dou risada, porem ele continua sério. – Humor negro, Itachi. Como você é sem graça. – Reviro os olhos.

 

- Você precisa parar de se destruir desse jeito. Nada disso vai traze-la de volta ou seu... – O vejo engolir a seco

 

- Meu filho? – Pergunto e ele assente. – É, não vai. Mas mesmo assim, não me importo de continuar com isso. Agora para de ser irritante.

 

A verdade é que estou completamente destruído, preciso dela comigo. Preciso que me perdoe.

 

 

Autora

 

Sakura dormia o dia todo, a mãe vinha com bandejas recheadas das comidas que ela mais gostava e mesmo assim, Mebuki as recolhia inteiras. Não sabia mais o que fazer com a filha naquele estado, Kizashi estava mais estressado que o normal, o clima na casa completamente pesado. O dia da filha se resumia em acordar, tomar banho, voltar a se deitar. Levantar por algumas horas e fitar a janela e depois dormir novamente enquanto acariciava a barriga. Isso doía no peito de Mebuki, vê-la dessa maneira era um pesadelo. Estava levando a bandeja de comida de volta para cozinha quando ouviu o telefone.

 

- Alo? – Mebuki

 

- Bom dia, gostaria de falar com Sakura Haruno.

 

- É a mãe dela, pode falar. – Mebuki

 

- Aqui é Rin, do departamento de matriculas da universidade de Harvard. Sua filha foi aceita, porem não encaminhou a matricula ainda. As aulas começam daqui uma semana ainda ah tempo para se matricular, senão ela perde a vaga. A senhora poderia me informar se ouve desistência?

 

Com tudo que aconteceu, esqueceram completamente da faculdade da filha, esqueceram que ela iria embora do pais. Mebuki não queria deixa-la ir antes, agora não deixaria mesmo.

 

- Harvard... verdade, então minha filha passou por muita coisa. Eu sinto muito mas acho que não vai mais aconte...

 

Antes de Mebuki continuar Sakura pegou o telefone da mão da mãe.

 

- Alo, sou Sakura Haruno. Vou encaminhar meus documentos para a matricula por e-mail. Tudo bem?

 

- Claro Sakura, estarei esperando. Tenha um bom dia. Até.

 

- Obrigada. Até.

 

E desligou o telefone e fitou a mãe que estava com um semblante confuso.

 

- O que pensa que está fazendo? – Mebuki colocando as mãos na cintura.

 

- Eu vou para a faculdade, mãe. – Afirmou a rosada.

 

- Não Sakura, não depois de tudo que aconteceu. – Mebuki bateu o pé.

 

- É justamente por tudo que aconteceu que ela deve ir. – Kizashi escorado na porta do escritório. Sakura olhou o pai com um sorriso mínimo.

 

- Kizashi, não. Ela não está em seu melhor estado. – A loira ainda irredutível.

 

- Eu estou bem, preciso disso, mãe. Por favor. – Implorou

 

- Mebuki, isso vai ser bom para ela. – Suspirou o mais velho. – Querida, eu que te peço para que confie nela.  

 

- Não! Eu não vou deixa-la ficar longe de mim! Essa menina passou por maus bocados, ela não está bem. Você não vai! – Gritou Mebuki enquanto saía dando passos pesados nas escadas e fechando a porta com força.

 

- Pai... – Sakura o abraçou.

 

- Não se preocupe, eu vou falar com ela. Só quero que me prometa uma coisa, Sakura. – Afastou a menor segurando seu ombros. – Que nunca mais vai fazer isso novamente. Você nos matou de preocupação, eu fiquei desolado com tudo isso e sua mãe também. Estou te dando um voto de confiança, não faça eu me arrepender. – Disse sério.

 

- Prometo, pai. – Ela o abraçou novamente. E Kizashi beijou o topo de sua cabeça.

 

Depois de horas de conversa entre Kizashi e Mebuki a matriarca acabou cedendo com a condição de que Sakura ligaria todos os dias, atenderia as ligações dela sempre que ligasse. E que não se envolveria com nenhum homem. Sakura aceitou os termos, queria mais que nunca sair de Konoha e esquecer tudo, esquecer eles... Assim mandou o e-mail naquela tarde mesmo. Finalmente estava começando a melhorar, a dor ainda estava presente, mas uma ponta de esperança surgiu e ela sabia que seria um recomeço para uma vida nova. Ligou para Ino, queria que a amiga a ajudasse a empacotar suas coisas e principalmente escolher suas roupas para levar. A porquinha ficou muito feliz com o convite, mas triste também Isso significava que a amiga iria embora.

 

- Não quero deixar você ir... – Ino fez beicinho.

 

- Você vai poder ir me visitar sempre, porquinha. – Sakura sorriu para a amiga.

 

- Eu sei, mas é tão longe! Você também pode vir, sabia?

 

- Ino, não pretendo voltar pra Konoha. – A amiga arregalou os olhos. – Quer dizer, não antes de estar formada. – Reformulou

 

Mas esse era o pensamento da rosada, não queria voltar para Konoha, nunca mais. Ali com Ino, falando sobre roupas e sapatos se sentiu uma adolescente normal, nem parecia que a pouco tempo tinha sofrido a pior perda de sua vida.

 

- Você já sabe onde vai morar? – Ino empacotando as joias da amiga.

 

- Eu vou dividir um quarto na faculdade com uma moça. – Respondeu. – Quer ver? – Ino assentiu.

 

Sakura sentou no cadeira e digitou no notebook e logo o perfil da uma moça de cabelos tão negros que tinham um reflexo azul, os olhos claros que pareciam perolados. Na foto ela estava sorrindo minimamente.

 

- Uau, que bonita. – Falou a loira. – Vocês já se falam?

 

- Sim, o nome dela é Hinata. Ela vai cursar direito também, vamos ser colegas. Ela parece ser muito gentil, um pouco tímida mas eu gostei dela. – Confessou Sakura

 

- Ai testa, não vai me trocar! Runf. – Cruzou os braços no peito.

 

- Nunca porquinha, ninguém jamais vai te substituir. – Abraçou a amiga que retribuir com os olhos marejados. – Obrigada por tudo o que fez por mim, obrigada por ficar do meu lado, obrigada por cuidar de mim, por guardar meus segredos e estar sempre a disposição. Ino, eu amo você.

 

- Ai... não fala essas coisas. – A loira já chorava. – Eu também amo você, amo muito. Minha irmã! – Sakura sorriu e a apertou mais. A rosada secou as lágrimas da amiga e elas voltaram a empacotar as caixas.

No dia seguinte era a partida de Sakura e Mebuki insistiu em comprar mais casacos para a filha, sendo que agora essa época do ano era frio nos USA. Dirigiu até o shopping e foi para o andar das lojas mais caras, a queria bem vestida e bem quentinha. Andando pela loja encontrou uma amiga e começaram a conversar.

 

- Pois é, que coisa boa. Seu filho se formou em medicina, Naruto sempre foi tão inteligente. – Disse Mebuki

 

- Estou tão orgulhosa, mas e Sakura, Mebuki, vai fazer faculdade aqui em Konoha? – Perguntou a mulher de longos cabelos vermelhos.

 

- Não, Sakura vai para os Estados Unidos, embarca hoje ainda. Acredita? Estou com meu coração apertado, querendo tranca-la no quarto e não deixa-la ir. – Respondeu a Haruno rindo. – Oh, olha a hora preciso ir ela embarca daqui a pouco!

 

Sem saber a conversa das duas estava sendo ouvida por um homem de cabelos negros e olhos ônix que saiu dali o mais depressa que pode. Entrou no carro completamente desesperado e dirigiu rapidamente.

 

Tobirama passou na frente da casa do rosada na esperança de conseguir vê-la, mas como sempre sem sucesso. Ao virar a esquina viu Ino saindo da casa, a seguiu sem que ela notasse e assim ficou esperando do lado de fora da casa da loira, precisava falar com ela e falaria de qualquer jeito.

 

Estava quase na hora de Sakura ir, Kizashi colocava as malas no carro, algumas coisas já haviam sido despachadas. Sakura estava feliz, finalmente estava feliz depois de tudo o que aconteceu. Assim que a mãe chegou, colocou tudo dentro de outra mala vazia e se foram para o aeroporto.

 

Madara

 

Estávamos quase todos na sala de reunião, discutíamos um caso e eu estava louco para ir embora, não aguentava mais ficar ali encarando todos. De repente a porta se abre bruscamente e Itachi entra por ela completamente ofegante.

 

- Itachi, que porra é essa? – Pergunta Sasuke.

 

- E-eu estava numa loja no shopping comprando um presente para a Mei... Ele suspira

 

- Em vez de vir trabalhar, estava comprando presente pra namorada, sério, Itachi? – Eu digo num tom irritado.

 

- Cala boca e me escuta! – Isso me irritou mais. – Ouvi a mãe da Sakura conversando com uma mulher. Disse que ela embarca hoje para os Estados Unidos!

 

- O que? – Me levanto da cadeira bruscamente. – Não pode ser!

 

Saio da sala rapidamente dando passos largos e sendo seguido pelos outros três. Estou tremendo, não consigo nem destravar o carro. Shisui pega a chave da minha mão e todos entramos, ele dirige rápido até o aeroporto e eu rezo mentalmente para que ela ainda não tenha embarcado!

 

 

Tobirama

 

Não aguentei esperar aquela garota sair de casa e sai do carro para bater na porta. Bati duas, três, quatro vezes e finalmente escuto ser destrancada. Ela abre a porta e quando me vê arregala os olhos surpresa. Tenta fechar a porta e eu impeço com a mão.

 

- Por favor, só preciso saber se ela está bem. – Peço

 

- Ela está bem, muito bem. – Ela me responde ríspida.

 

- Só quero poder falar com ela.

 

- Isso não vai ser possível.

 

- Porque não? olha então manda um recado pra ela. – Meu tom é de alguém desesperado.

 

- Você não entende, não é? Sakura a essa hora deve estar entrando em um avião para ficar bem longe de você e daquele Uchiha. – As palavras me abalaram de uma maneira inexplicável.

 

- Como é? – Pergunto completamente tonto.

 

- É isso mesmo, Sakura vai finalmente ficar livre de vocês! – Ela fecha a porta bruscamente

 

Enquanto eu fico sem reação ainda parado em frente a casa dessa menina, pisco algumas vezes e pego meu celular para ligar para o meu irmão. Conto tudo o que está acontecendo enquanto entro no carro e giro a chave. Vou o mais depressa para o aeroporto, não posso deixar que ela vá embora.

 

Autora

 

Sakura havia chegado no aeroporto com os pais estavam despachando a bagagem da rosada. Um suspiro longo se fez presente e ela se permitiu lembrar de tudo o que viveu com os dois, lembrou de como eles a faziam feliz, lembrou das brigas, do sexo de tudo. Fechou os olhos tentando lembrar de cada parte do corpo de ambos. Mas sua atenção logo se foi para o pai que colocou a mão em seu ombro.

 

- Está tudo bem? – Kizashi perguntou forçando um sorriso, mas Sakura via a aflição em seu rosto.

 

- Sim... – Ela quem forçou o sorriso agora.

 

- Se quiser desistir, voltamos pra casa agora mesmo. – Disse ele

 

- Não. – Ela respondeu rapidamente. – Estou certa do que quero.

 

Kizashi finalmente sorriu verdadeiramente para a filha e foi retribuído por ela.

 

- Sinto orgulho de você, meu amor. – Beijou o topo de sua cabeça.

 

- Prometo que sentira mais ainda quando for na minha formatura. – Ela abraçou a cintura dele.

 

O momento de pai e filha foi interrompido pela chamada do vôo. Mebuki estava com lágrimas nos olhos já e dizendo que não queria que ela fosse, Sakura somente sorria para a mãe e dizia que ligaria assim que aterrissasse. Abraçou a mãe com toda força que possuía em seu corpo.

 

- Obrigada mãe, por tudo... – Permitiu que uma lágrima caísse.

 

Desfez o abraço da mãe e abraçou o pai novamente, Mekubi vendo a cena chorou e envolveu os dois em seus braços. Kizashi chorava também, mas nada muito escandaloso quanto a esposa.

 

- Sakura! – Uma voz ecoou em sua mente e a fez abrir os olhos e olhar na direção de onde saiu.

 

Ela tremeu, tremeu debaixo dos abraços dos pais. Seu corpo todo batia contra o corpo dos mais velhos que a apertaram mais ainda. Kizashi agora tinha um semblante completamente possesso. Colocou a filha atrás do seu corpo e fitou as quatro figuras a sua frente.

 

- Vai embora Uchiha ou vou ligar para a polícia! – Rosnou o Haruno.

 

- Ligue, eu não me importo. Só quero conversar com ela! – Desafiou Madara.

 

- Vai embora ou não respondo por mim! – Kizashi estava perdendo a paciência.

 

 Sakura agarrava as vestes do pai como uma garotinha assustada.  Não conseguia olhar nada que não fosse as costas do pai.

 

- Senhor Kizashi... Sakura... – A outra voz, Sakura fechou os olhos sentindo seu corpo querendo despencar.

- O que? Vocês por acaso estão nos seguindo? – Gritou Kizashi. – Senju, vou falar a mesma coisa que falei para esse desgraçado do Uchiha, vai embora!

 

A essa altura todos ali no aeroporto já prestava atenção neles, os seguranças estavam a postos para caso algo saísse do controle.

 

- Eu só preciso vê-la! Sakura por favor, pequena olha pra mim. – Tobirama pediu.

 

Sakura não conseguia abrir os olhos, não queria vê-los. Queria sair correndo dali e entrar de uma vez naquele avião. Mas ela parou de tremer, respirou fundo e mentalizou tudo o que aconteceu, lembrou-se do tapa, lembrou de ter sido largada, lembrou da perda do seu pequeno e uma raiva se instalou em seu corpo pequeno. Ela então saiu de trás do pai e ali pode vê-los. Madara estava com Itachi, Sasuke e Shisui seu irmão. Olhou para o outro lado e Tobirama a fitava assim com Hashirama.

 

- Sakura... – Uchiha deu alguns passos na direção dela.

 

- Fique. – Sua voz saiu quase como um sussurro.

 

- Pequena eu... – Ela olhou para o Senju com desprezo o fazendo se calar.

 

- Chega, estou cansada. Não quero mais ficar no meio disso. Já sofri demais e vocês também, agora vou seguir com a minha vida bem longe de vocês. – Sua voz era calma

 

- Não, por favor... – Tobirama implorou. – Não pode ir embora, não depois de tudo! – Ele gritou e deu alguns passos, mas foi segurado por Hashirama.

 

- Sakura, se está indo por causa do que houve com... – Madara engoliu a seco.- Com o...

 

- Não ouse falar nosso filho, Madara. – Ela tinha um olhar repleto de ódio. – Ele era apenas meu, só meu! – Fechou a mão num punho e abaixou a cabeça, mas logo voltou olhar para eles. – Estou indo embora para viver minha vida e nela não á espaço para Uchihas, nem Senjus. Me deixem em paz! – Ela se virou e olhou para os pai. – Vamos?

 

- Espera! – Ambos gritaram em uníssonos.

 

- Chega! – Kizashi gritou para os dois. – Já chega!

 

Os seguranças apareceram.

 

- Por favor, esses homens estão incomodando a mim e a minha família. – Kizashi falou para um deles.

 

Os seguranças então foram em direção aos Senjus e os Uchihas, tentando retirar eles do aeroporto. Madara tentava se desvencilhar deles a todo custo e acabou levando uma cotovelada no estomago. Ele iria revidar mas Shisui e Itachi o seguraram.

 

- Madara, deixa-a. – Sasuke pediu para o primo.

 

Tobirama foi carregado para por seu irmão, o Senju entrou no carro e enfiou as mãos no cabelo prateado e ali chorou, chorou tanto que o irmão podia sentir toda sua aflição. Não suportava perde-la, era dor demais.

 

Madara foi colocado a força no carro por seu irmão e o primo, ele tremia violentamente, a pose de homem frio e duro se desfez. Seu choro era silencioso e as lágrimas pesadas. Fizeram todo o caminho de volta em silencio, o Uchiha estava completamente perdido...

 

 

Sakura se despediu dos pais e entrou no portão do embarque, logo já se encontrava em sua poltrona. Algumas pessoas ainda a olhavam confusas com o que tinha acontecido ali. Ela apenas colocou seus fones, tomou um remédio e se ajeitou para poder ficar mais confortável. O avião levantou vôo.

Então ela olhou tudo aquilo ser deixado pra trás e ali, dentro daquela caixa cheio de gente ao seu redor ela se permitiu chorar, chorou baixinho e entre seus soluços adormeceu...

 

 

 


Notas Finais


Vamos para o ápice da história? Se vocês gostaram da primeira parte comentem <3


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